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PROFª Daniele Medeiros Pereira Doutoranda em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, linha de pesquisa: Jurisdição, Cidadania e Direitos humanos (2024) Mestra em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, linha de pesquisa: Jurisdição, Cidadania e Direitos humanos (2022); Especialista em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Pernambuco (2018); Possui formação complementar em Círculos de Construção de Paz, Mediação Extrajudicial e Práticas Colaborativas; Possui cursos em: Negociação, Oratória, Comunicação Não-Violenta; Ex-advogada da Fundação de Atendimento Socioeducativo (FUNASE/2012-2017) Presidenta da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Caruaru; Membro de comissões da OAB: Justiça Restaurativa (OAB/PE), Defesa dos direitos da Criança e do Adolescente (OAB/PE); Mediação e Conciliação (OAB/Caruaru). E-mail: DANIELE.PEREIRA@professores.unifavip.edu.br Instagram: @danielemadv DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Tema 1. FUNDAMENTOS DO DIREITO DIREITO E POLÍTICA – QUAL É A RELAÇÃO? O QUE É POLÍTICA? DIREITO COMO PRODUTO DA POLÍTICA DIREITO COMO LIMITADOR DA POLÍTICA POLÍTICA FINALIDADE – transformar instituições e relações sociais. É uma atividade social do tipo racional QUAIS SÃO OS ASSUNTOS POLÍTICOS? O DIREITO DA POLÍTICA A) PRODUTO DA POLÍTICA – DECORRE DE DECISÕES POLÍTICAS B) FINALIDADE DA POLÍTICA - os detentores do poder criam um ordenamento jurídico para fixar as regras do regime político e legitimar suas posições. C) INSTRUMENTO DA POLÍTICA - por meio de sua aplicação, as autoridades do Estado exprimem escolhas políticas, tornando-as legalmente vinculantes. (GRIM,1969) POLÍTICA A POLÍTICA DO DIREITO – (FORMAS DE ATUAÇÃO POLÍTICA COM BASE NO DIREITO) AS NORMAS JURÍDICAS ESTABELECEM CRITÉRIOS PARA A TOMADA DE DECISÕES POLÍTICAS AS NORMAS JURÍDICAS ESTABELECEM LIMITES PARA A POLÍTICA Professor Marcelo Neves - “Subordinação imediata do sistema jurídico ao código de poder”. Crítica: Dimoulis No binômio direito e política, a política é o fator atrativo e determinante. Esta cria o direito e consegue alterá-lo. (Dimoulis) Direito objetivo e subjetivo Direito objetivo (norma agendi). - É quando as estruturas normativas ou modelos jurídicos se positivam como uma realidade objetiva. Vigem e têm eficácia em certo tempo, como realidades culturais, postas e garantidas pela sociedade e Estado (REALE). Direito subjetivo (facultas agendi) – É a “pretensão” – Direito de exigir algo de alguém. Todo direito subjetivo é garantido pelo direito objetivo DIREITO ADJETIVO E SUBSTANTIVO Direito substantivo ou material é o complexo de normas que regem as relações jurídicas definindo sua matéria . Direito Adjetivo/formal –são as regras de direito processual que regulam a existência do processo. São as regras da processualística. O direito processual é um instrumento do direito substantivo ou material: todos os seus institutos básicos (jurisdição, ação, execução, processo) justificam-se no quadro das instituições estatais ante a necessidade de se garantir a autoridade do ordenamento jurídico-positivo, tornando-o efetivo. O direito adjetivo ou formal vai regular a aplicação do direito substantivo ou material aos casos concretos, ou seja, disciplina a criação de normas jurídicas individuais (sentenças), pela aplicação de uma norma geral, e estabelece as normas procedimentais, indicativas dos atos sucessivos e das normas que deve cumprir o juiz para aplicar o direito. . Há autonomia do direito adjetivo(processual) em relação ao direito substantivo (material). DIREITO PÚBLICO X DIREITO PRIVADO A origem da distinção encontra-se na época Romana. Ulpiano distinguia o ius publicum e ius privatum; A distinção como conhecemos hoje surge com o período medieval e se consolida com a construção do Estado nas sociedades capitalistas; O direito público é o conjunto de normas jurídicas que se referem às atividades públicas e incidente sobre as funções públicas (legislativa, jurisdicional, administrativa e de governo). O direito privado é conjunto de normas jurídicas relativas às atividades privadas. No direito brasileiro, o direito público tem como base os princípios da supremacia do interesse público sobre o privado e da indisponibilidade do interesse público. O direito privado tem como fundamento o princípio da autonomia da vontade. No direito brasileiro, as pessoas podem executar as atividades que assim desejarem, desde que não haja lei em sentido contrário (art. 5º, II, da Constituição) O direito público está marcado pela natureza pública do interesse público, pela participação das pessoas jurídicas de direito público (Dimoulis) Direito privado marcado pela natureza particular do interesse, marcada pela ausência do Estado nos negócios concluídos sob sua égide (Dimoulis) CRITÉRIOS DE DEFINIÇÃO Natureza do interesse;1. Qualidade dos sujeitos envolvidos – Direito público – presença do Estado ou outra pessoa jurídica de direito público, o residual fica com o direito privado. 2. Tipo de relação – Quando as partes estão em pé de igualdade estamos diante de uma relação de direito privado, por outro lado, quando uma parte pode sujeitar a outra à sua vontade, gozando de prerrogativas, estamos no domínio do direito público. 3. Politicidade – Assuntos de relevância política são regidos pelo direito público e os demais pelo direito privado. 4. Imperatividade – São de direito público as normas que apresentam caráter imperativo, obrigatórias, em geral impostas pelo Estado (ius cogens). Já o direito privado é um direito flexível, que se aplicam se os interessados não decidirem de outra maneira. 5. CRITÉRIOS DE DEFINIÇÃO Teoria da imputação (teoria do direito especial material) Wolff, Bachof e Stober- Segundo os autores alemães, a distinção entre direito público e privado reside numa diferença dos sujeitos de imputação, isto é, daqueles sujeitos aos quais são imputados direitos e deveres subjetivos União de critérios - É o caso de Miguel Reale, para quem é necessário unir o critério do conteúdo da relação (que é o aqui chamado critério do interesse) com o elemento formal (a teoria da subordinação). Dimitri Dimoulis também trata desta união, destacando que não definições absolutas. NEGATIVISTAS Kelsen afirmava que tal classificação – enquanto princípio para uma sistematização do direito – era inútil. Para ele, essa distinção varia de significado. DIFERENÇAS Ramos do direito público e privado D.Pub: Eleitoral, ambiental, consumidor, processual, previdenciário D.Priv: Trabalho, Agrário EXERCÍCIOS Os Ministros do STF Supremo Tribunal Federal são nomeados após indicação do Presidente da República e sabatina no Senado, onde seus conhecimentos são te stados após uma longa avaliação oral com questões sobre a Constituição Federal e outros temas polí ticos e jurídicos. Após a avaliação, a Comissão da Constituição e Justiça (CCJ) decide, através do v oto secreto, se o indicado possui notável saber jurídico ou não. Aprovado pela CCJ, o indicado deve passar pela votação no Senado Federal e precisa ser aprovado pela maioria absoluta (dos 81 se nadores, 41 precisam ser favoráveis a indicação). A partir desse relato, pergunta ‐ se: Há alguma relação do Direito com a política? EXERCÍCIOS 01)No que diz respeito a dogmática jurídica sabemos que consiste na descrição das regras jurídicas em vigor. Seu objeto é a regra positiva considerada como um dado real. No que diz respeito a dogmática jurídica assinale a alternativa correta: a) Direito objetivo ou adjetivo, se refere a normas processuais b) O direito objetivo diz respeito às normas de conduta social criadas pelo Estado c) O direito objetivo se confunde com a lei d) diz respeito às normas de conduta social criadas pelo Estado o direito subjetivo e) violação ao direito objetivo não enseja consequências, por se tratar de normas ger ais. EXERCÍCIOS 02)Entre os chamados Direito subjetivos públicos, que se divide em direito de liberdade, d e ação, de petição e direitospolíticos podemos citar como exemplos normativos: Constituição Federal, art. 5º LXVIII do: Conceder- se á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por il egalidade ou abuso de poder a. b) Constituição Federal, art. 5º, XXI as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; b. c) CC/02 Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não hou ver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomerar- lhe- á curador. c. CF/88 Art. 5º XXXVIII é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: d. CF/88 VII solução pacífica dos conflitos; e.