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05 - Transmissão das Obrigações

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TRANSMISSÃO DAS 
OBRIGAÇÕES
TRANSMISSÃO DAS 
OBRIGAÇÕES
A transmissão demonstra o caráter 
dinâmico das obrigações e consiste na 
forma de alteração de um dos polos da 
relação jurídica, ou seja, é a alteração do 
elemento pessoal da obrigação. 
A cessão consiste na transferência negocial, 
gratuita ou onerosa, de bem incorpóreo, 
como no caso das relações obrigacionais.
CESSÃO DE CRÉDITO
A cessão de crédito pode ser conceituada 
como um negócio jurídico bilateral ou 
sinalagmático, gratuito ou oneroso, pelo 
qual o credor, sujeito ativo de uma 
obrigação, transfere a outrem, no todo ou 
em parte, a sua posição na relação 
obrigacional. (Flávio Tartuce)
CESSÃO DE CRÉDITO
Aquele que realiza a cessão a outrem é 
denominado cedente. A pessoa que recebe 
o direito de credor é o cessionário, 
enquanto o devedor é denominado cedido.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 286. O credor pode ceder o seu 
crédito, se a isso não se opuser a natureza 
da obrigação, a lei, ou a convenção com o 
devedor; a cláusula proibitiva da cessão 
não poderá ser oposta ao cessionário de 
boa-fé, se não constar do instrumento da 
obrigação.
CESSÃO DE CRÉDITO
O dispositivo legal impõe restrições à cessão de 
crédito fazendo alusão aos créditos que não 
podem ser cedidos, quer seja pela própria 
natureza da obrigação, como é o caso da 
pensão alimentícia, quer seja por disposição 
expressa em lei, a exemplo dos créditos já 
penhorados, ou ainda por convenção com o 
devedor, ou seja, quando as partes ajustarem 
ser o crédito inalienável.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na 
cessão de um crédito abrangem-se todos 
os seus acessórios.
Ex: Juros e garantias dadas.
CESSÃO DE CRÉDITO
Para que a cessão seja válida, não é 
necessário que o devedor (cedido) com ela 
concorde ou dela participe. Mas a cessão 
não terá eficácia se o devedor dela não for 
notificado.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 290. A cessão do crédito não tem 
eficácia em relação ao devedor, senão 
quando a este notificada; mas por 
notificado se tem o devedor que, em 
escrito público ou particular, se declarou 
ciente da cessão feita.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 291. Ocorrendo várias cessões do 
mesmo crédito, prevalece a que se 
completar com a tradição do título do 
crédito cedido.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, 
antes de ter conhecimento da cessão, paga 
ao credor primitivo, ou que, no caso de 
mais de uma cessão notificada, paga ao 
cessionário que lhe apresenta, com o título 
de cessão, o da obrigação cedida; quando o 
crédito constar de escritura pública, 
prevalecerá a prioridade da notificação.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 294. O devedor pode opor ao 
cessionário as exceções que lhe 
competirem, bem como as que, no 
momento em que veio a ter conhecimento 
da cessão, tinha contra o cedente.
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o 
cedente não responde pela solvência do 
devedor.
CESSÃO DE CRÉDITO
Cessão pro soluto – é a que confere 
quitação plena e imediata do débito do 
cedente para com o cessionário, 
exonerando o cedente. Constitui a regra 
geral, não havendo responsabilidade do 
cedente pela solvência do cedido
CESSÃO DE CRÉDITO
Art. 297. O cedente, responsável ao 
cessionário pela solvência do devedor, não 
responde por mais do que daquele 
recebeu, com os respectivos juros; mas tem 
de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as 
que o cessionário houver feito com a 
cobrança.
CESSÃO DE CRÉDITO
Cessão pro solvendo – é aquela em que a 
transferência do crédito é feita com intuito 
de extinguir a obrigação apenas quando o 
crédito for efetivamente cobrado. Deve 
estar prevista pelas partes, situação em 
que o cedente responde perante o 
cessionário pela solvência do cedido.
ASSUNÇÃO DE DÍVIDA
A cessão de débito ou assunção de dívida é 
um negócio jurídico bilateral, pelo qual o 
devedor, com a anuência do credor e de 
forma expressa ou tácita, transfere a um 
terceiro a posição de sujeito passivo da 
relação obrigacional. (Flávio Tartuce)
ASSUNÇÃO DE DÍVIDA
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a 
obrigação do devedor, com o 
consentimento expresso do credor, ficando 
exonerado o devedor primitivo, salvo se 
aquele, ao tempo da assunção, era 
insolvente e o credor o ignorava.
ASSUNÇÃO DE DÍVIDA
Como partes da assunção de dívida, tem-se 
o antigo devedor (cedente), o novo 
devedor (cessionário) e o credor (cedido). 
Esse novo devedor, que assume a dívida, 
também é denominado terceiro assuntor.
ASSUNÇÃO DE DÍVIDA
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao 
credor as exceções pessoais que 
competiam ao devedor primitivo.
	Assunto inicial
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