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ROTEIRO DE ESTUDOS - PE - 1º TRIM Aluno(a):_____________________________________________________________ 8º ano _______ Professora Beatriz Borges de Oliveira Cap. 1 - Evolução Humana 1. O que é evolução? é o nome dado ao processo de mudança, variação e adaptação dos seres vivos ao longo do tempo. Essas modificações geralmente são “forçadas” por mudanças ambientais, uma vez que somente os indivíduos mais adaptados ao meio sobrevivem a ele e se reproduzem, o que leva ao surgimento de novas espécies ao longo do tempo. 2. Características vantajosas aos seres humanos: a) Polegares oponíveis: A espécie humana possui polegares mais compridos e oponíveis em relação aos outros dedos, o que permite um aprimoramento da força e da precisão ao manusear objetos e alimentos, bem como melhoria de algumas práticas, como se defender e caçar. b) Bipedismo e postura ereta: o bipedismo (habilidade de utilizar apenas os membros posteriores para se locomover) e a postura ereta (modificação da curvatura da coluna vertebral) melhoraram o equilíbrio corporal e o controle motor , permitindo que as mãos ficassem livres, o que gerou menor gasto de energia durante o deslocamento, têm uma melhor percepção do ambiente, capacidade de utilizar as mãos para coletar alimentos, carregar seus filhotes, segurar objetos e utilizar ferramentas para se defenderem e caçarem. c) Desenvolvimento do encéfalo: permitiram que ele adquirisse novas habilidades e comportamentos mais complexos, como construir objetos, caçar e desenvolver novas formas de buscar alimentos, proteger-se de predadores e de fenômenos naturais (chuvas e fortes ventanias, por exemplo) e até utilizar a linguagem para interagir com outros indivíduos. d) Utilização de ferramentas: As ferramentas permitiram que os humanos desenvolvessem a habilidade da caça de grandes animais, aumentando sua oferta de alimento e melhorando sua qualidade de vida. e) A manipulação do fogo: permitiu que hominídeos conseguissem enxergar ao seu redor também durante a noite, permitindo que se deslocassem e caçassem á noite, aumentou a exploração do ambiente onde viviam, melhorou a dieta permitindo o cozimento do alimento, aumentou a socialização, pois os hominídeos passaram a se agrupar para dividir o fogo, o que aumentava a ampliação da interação social e da proteção. 3. Importância da agricultura e pecuária para os hominídeos: A descoberta da agricultura permitiu, pela primeira vez, que os seres humanos se instalassem de forma permanente em uma região, não mais precisando se mudar de tempos em tempos em busca de comida e abrigo, sendo a principal causa da transição do modelo nômade para o modelo sedentário. A partir do domínio da agricultura os seres humanos passaram a planejar as colheitas, não dependendo exclusivamente dos fatores climáticos, possibilitando também o plantio em larga escala e a estocagem de alimentos, o que influenciou inclusive na produção de peças de argila para armazenagem da produção. Já a pecuária facilitou a obtenção de proteína de origem animal o que melhorou os recursos alimentares da população. Os animais domesticados também eram utilizados para ajudar no trabalho e na conquista de outros territórios. Cap. 2 - Sistema endócrino 4. Composição: o sistema endócrino é formado por um conjunto de glândulas, responsáveis pela fabricação de substâncias químicas chamadas hormônios. 5. Função do sistema endócrino: produzir hormônios liberados na corrente sanguínea possibilitando o funcionamento correto do metabolismo e o equilíbrio do corpo (manutenção da homeostase). 6. Hormônios: Os hormônios são substâncias produzidas por glândulas que, depois de secretadas, são transportadas pela corrente sanguínea até as células-alvo. Ao atingir essas células, passam a agir sobre elas, estimulando ou inibindo sua atividade metabólica. Portanto, pode-se dizer que os hormônios são os mensageiros químicos do corpo. É importante lembrar que cada hormônio agirá somente sobre sua célula-alvo, não sendo reconhecido por outras células corporais, ou seja, cada hormônio agirá em uma célula específica. Veja: 7. Tipos de glândulas: 8. Relação entre os sistemas nervoso e endócrino: Todas as funções do corpo são coordenadas e interpretadas pelo sistema nervoso. A ação do sistema nervoso no organismo, por sua vez, é complementada pelo sistema endócrino. Enquanto o sistema nervoso envia informações e comandos via impulsos nervosos que percorrem as células nervosas, o sistema endócrino faz o mesmo via hormônios transportados pela corrente sanguínea até as células-alvo. Essas células possuem receptores específicos que permitem a entrada do hormônio. Comparando a atuação desses sistemas, a velocidade de ação do sistema endócrino é mais lenta em relação à do sistema nervoso, porém a informação por ele enviada tem uma duração maior, se comparada ao sistema nervoso. Resumindo as diferenças: Lento Longo Hormônios Sangue 9. Exemplo de interação entre os sistemas: Imagine que você está em um parque de diversões e resolve andar em uma montanha russa. Sabe o que acontece dentro do seu corpo? Veja o passo a passo das reações que ocorrem no seu corpo a partir do momento que você decide ir ao passeio irado dessa atração. 1) - O perigo é identificado: Antes do passeio, receptores superficiais do corpo captam estímulos (visuais e sonoros) e geram uma corrente de impulsos elétricos para o sistema nervoso central (SNC). ele desencadeia reações. o olhar, por exemplo, fica arregalado. 2) - Reações nervosas: Ao receber os estímulos, o SNC, que é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal, provoca respostas em glândulas, músculos e áreas do próprio SNC. Os músculos, por exemplo, reagem, ficando mais rígidos e tensionados. 3) - Sistema endócrino: Ao mesmo tempo, as glândulas suprarrenais são estimuladas e secretam adrenalina no sangue. As pupilas e os brônquios dilatam, os batimentos cardíacos aumentam e ocorre a vasoconstrição. O corpo passa a produzir mais suor. 4) - Tudo volta ao normal: Fim do passeio. Cessam os estímulos que ativam o SNC e ele para de acionar as suprarrenais. Desse modo, o organismo interpreta que pode retomar o equilíbrio. Essa recuperação leva alguns minutos e varia de pessoa para pessoa. 10. Caracteres sexuais primários: aqueles com os quais já nascemos, ou seja, os órgãos genitais, que diferenciam meninos de meninas. 11. Adolescência e puberdade: Puberdade é o período de mudanças do corpo infantil para o corpo adulto. Nessa fase ocorre o desenvolvimento das características sexuais secundárias, que são controladas por hormônios sexuais que darão ao corpo algumas particularidades masculinas ou femininas. A adolescência é o período de transição entre a infância e a vida adulta; nessa etapa, acontece o desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social do indivíduo. A adolescência se inicia com as mudanças corporais da puberdade e se estende até a inserção social, profissional e econômica, típicas da idade adulta. https://novaescola.org.br/conteudo/2234/sistemas-endocrino-e-nervoso-uma-dupla-afinada https://novaescola.org.br/conteudo/2234/sistemas-endocrino-e-nervoso-uma-dupla-afinada 12. Aparelho reprodutor feminino: Órgãos externos: vulva, formada pelos lábios maiores e menores, e pelo clitóris Órgãos internos: ovários, tubas uterinas, útero e vagina. 13. Funções das estruturas do aparelho reprodutor feminino: ✓ Ovário: armazena e libera os ovócitos e produz os hormônios sexuais (progesterona e estrogênio); ✓ Tuba uterina: rebe os ovócitos dos ovários, permite que a fecundação ocorra em seu interior e transporta o ovócito ou o embrião até o útero; ✓ Útero: abriga o embrião durante seudesenvolvimento até o nascimento. ✓ Vagina: eliminação da menstruação, saída do bebê no parto natural e entrada do pênis durante a relação sexual. 14. Aparelho reprodutor masculino: Órgãos externos: pênis e saco escrotal ou escroto. Órgãos internos: testículos, epidídimo, ductos deferentes, ducto ejaculatório e uretra 15. Funções das estruturas do aparelho reprodutor masculino: ✓ Testículo: produção de espermatozoides e testosterona ✓ Epidídimo: armazena os espermatozoides permitindo seu “amadurecimento” ✓ Próstata: produz uma substância alcalina que auxilia na sobrevivência do espermatozoide na vagina (ácida). ✓ Vesícula seminal: produzir uma substância que nutre o espermatozoide. ✓ Pênis: permite a liberação dos espermatozoides no interior da vagina durante o ato sexual e da urina. 16. Etapas do ciclo menstrual: o ciclo menstrual tem duração aproximada de 28 dias. A menstruação marca o início do ciclo menstrual, ou seja, é o primeiro dia do ciclo. A ovulação ocorre na metade do ciclo, geralmente no 14º dia (14 dias antes da próxima menstruação). Como pode ocorrer adiantamento ou atraso na ovulação e consideramos que o ovócito permaneça viável por aproximadamente três dias após ser liberado, consideramos que a mulher está em seu período fértil três dias antes e três dias após a ovulação, ou seja, entre o 11º e o 17º dias do ciclo é o período em que ela tem mais chances de engravidar. Cerca de três dias após a ovulação o ovócito é degenerado, e não é mais possível fecundá-lo. Acompanhe nas imagens a seguir as etapas do ciclo menstrual na teoria e na prática (calendário). 17. Calculando o ciclo menstrual: observe a situação abaixo de uma mulher que está tentando engravidar. LEGENDA: Menstruação Ovulação Período fértil Por meio das anotações, é possível perceber: Duração dos ciclos (1º dia de sangramento até o dia anterior do próximo sangramento): seu ciclo é de 28 dias. Períodos férteis (11º ao 17º dia) – 15/1 a 21/1; 12/2 a 18/2; 12/3 a 18/3; 9/4 a 15/4. Ovulação (14º dia após início da menstruação) – 18/1, 15/2, 15/3, 12/4. Provável gravidez (quando deixa de menstruar): não marcou menstruação à partir de abril, deve estar grávida. 18. Menstruação: menstruação é um processo em que ocorre o desprendimento do endométrio e sua eliminação, junto ao sangue, através da vagina. A menstruação ocorre quando não há fecundação do ovócito e ele precisa ser eliminado pois se degenerou. Após a menstruação o endométrio volta a se espessar, preparando-se para receber o embrião, caso haja fecundação. A primeira menstruação da mulher é chamada de menarca. 19. Ciclo menstrual: ocorre mensalmente e é marcado por três etapas: a ovulação, o espessamento do endométrio e a descamação do endométrio (menstruação) caso não haja gestação. O ciclo menstrual é regulado por hormônios hipofisários e ovarianos. Veja: Cap. 4 – Reprodução 20. Importância da reprodução: permite a perpetuação da espécie, a transmissão das características hereditárias e o aumento populacional. 21. Gametas: Gametas são as células responsáveis pela reprodução sexuada. Elas também são chamadas de células sexuais e fundem-se no processo de fecundação para produzir o zigoto, que, por sua vez, origina o embrião, gerando um novo ser. Resumindo: Células sexuais responsáveis por transportar as características do “macho e da fêmea”. 22. Fecundação: Encontro e fusão dos gametas masculino e feminino (óvulo e espermatozoide). 23. Ovulação: é a etapa em que o ovócito é liberado pelo ovário e chega até as tubas uterinas para seguir seu caminho ao útero e ser fecundado. 24. Nidação: Após a fecundação o zigoto é conduzido ao útero e se nutre das reservas presentes no citoplasma do óvulo. Ele começa a passar por divisões celulares, multiplicando seu número de células. Aproximadamente sete dias após a fecundação o embrião se implanta na parede uterina, processo chamado de nidação. 25. Como ocorre a definição do sexo do bebê: o sexo biológico é determinado no momento da fecundação, quando os núcleos gaméticos se unem. Os cromossomos sexuais doados pelos pais definirão se é menino (XY) ou menina (XX). O responsável é o cromossomo paterno, pois só os homens carregam o cromossomo Y. 26. Amamentação e sua importância: É um alimento rico em nutrientes que o bebê precisa, de fácil digestão, evita reações alérgicas e passa para o bebê os primeiros anticorpos que ele possuirá, além da dar a ele uma sensação de conforto e proteção. Nidação Ovulação 27. Da ovulação ao nascimento, as etapas e principais acontecimentos: a ovulação ocorre por volta do 14º dia do ciclo e se encaminha para as tubas uterinas, onde o ovócito encontrará o espermatozoide e ocorrerá a fecundação e formação do zigoto. Após sofrer divisões celulares, embrião já é capaz de se implantar no endométrio uterino, processo chamado de nidação. O embrião continuará seu desenvolvimento por cerca de 38 a 42 semanas, sendo as 40 semanas o marco que indica que está na hora de seu nascimento, que poderá ocorrer por parto normal ou cesariana. Cap. 5 – Genética básica 28. DNA: o DNA, ou ácido desoxirribonucleico, é a molécula que contém as instruções genéticas de todos os seres vivos. Ele está presente no núcleo das células e é responsável por determinar as características de cada espécie. O DNA é responsável por transmitir as características hereditárias (pai para filho). 29. Genes: são partes do DNA que determinam características específicas, como cor da pele, formato dos olhos, entre outros. 1. Ovulação – geralmente, a partir do 14º dia do ciclo menstrual de cada mês, a tuba uterina recebe um ovócito maduro lançado pelo ovário. 2. Fecundação – é necessário que o espermatozoide penetre no ovócito em até 48 horas após a ovulação. 3. Zigoto – célula formada à partir da fusão do espermatozoide com o ovócito. 4. Nidação – ocorre quando o embrião consegue atingir a parede do útero e fixar-se nela. 5. Estágio embrionário – Período que vai da 1ª a 8ª semana, no qual origina-se a ectoderme, mesoderme e endoderme, formam-se os órgãos vitais e ao final deste estágio o embrião já apresenta formato humano, com cabeça e membros formados. 6. Estágio fetal – início de um período fundamental para o desenvolvimento do feto. Vai da 9ª a 38ª semanas. Nesta etapa todos os sistemas corporais finalizam seu desenvolvimento e o bebê cresce e engorda. 7. Nascimento – o tempo médio de uma gestação é de 40 semanas. Contudo, a partir de 36 semanas, o feto pode sobreviver fora do útero com certa facilidade. Algumas vezes, uma gestação gemelar tende a se encerrar por volta desse período. O feto é retirado do corpo da mãe, via parto normal ou cesárea, e passa a respirar sozinho. Estrutura que une dois cromossomos simples "Ponta" do cromossomo que protege os genes 30. Cromossomos e sua estrutura: cromossomo é a forma condensada do DNA. Pode se apresentar de forma simples, como um bastão, ou dupla, ficando com um formato semelhante a um "X". 31. Cromossomos homólogos: são àqueles que apresentam o mesmo formato, o mesmo tamanho e genes que determinam as mesmas características. 32. Tipos de cromossomos: Nos humanos, existem dois tipos de cromossomos, autossômicos e sexuais. Os sexuais (X e Y) são àqueles que definem o sexo do indivíduo. Já os autossômicos são cromossomos que carregam todas as outras características do indivíduo. Nós possuímos 22 pares (44) cromossomos autossomos e 1 par (2 cromossomos) sexuais. 33. Lócus gênico: posiçãodos genes nos cromossomos simples. 34. Genes alelos: são genes que se localizam no mesmo lócus, cada um em um cromossomo homólogo. Desse modo, são responsáveis por determinar a mesma característica biológica. 35. Célula somática: aquela que possui o total de cromossomos da espécie, no caso da espécie humana um total de 46 cromossomos, ou 23 pares de cromossomos homólogos. Representam todas as células corporais, exceto gametas. Por terem os cromossomos em pares, as células somáticas são classificadas como diploides (2n). As células somáticas humanas são representadas como 2n=46. 36. Célula sexual (gametas): àquela que carrega apenas metade do número de cromossomos da espécie. Elas são específicas para a reprodução e carregam apenas metade do material genético das células somáticas; portanto, como as células somáticas possuem 46 cromossomos, as células sexuais têm 23. Seus 23 cromossomos não estão organizados aos pares (não há cromossomos homólogos) e, por isso, são classificadas como haploides (n). São representadas como n=23. Veja o exemplo. Imagine um ser vivo com total de 6 cromossomos, ou 3 pares. Suas células somáticas seriam 2n=6 e suas células sexuais seriam n=3. Células somáticas Células sexuais Cromossomos simples Cromossomos duplos 37. Gene dominante e gene recessivo: Um gene dominante (representado por uma letra maiúscula) controla ou oculta a presença do outro, ou seja, a característica determinada por ele se expressa inibindo a manifestação da característica de seu par (alelo). EM RESUMO: o dominante sempre se manifesta. O recessivo (representado por uma letra minúscula) é o gene que teve sua presença mascarada e, com isso, sua característica não é manifestada. EM RESUMO: o recessivo só se manifesta na ausência do gene dominante – ou seja, quando os genes alelos são ambos recessivos. 38. Homozigoto: quando o indivíduo possui genes alelos iguais para a mesma característica biológica. Ele pode ser homozigoto dominante (AA) ou recessivo (aa). 39. Heterozigoto: quando os genes alelos (para uma determinada característica) são diferentes, ou seja, um dominante e um recessivo (Aa). A característica que se manifestará será aquela condicionada pelo gene dominante (A). 40. Genótipo e fenótipo: Genótipo é o conjunto de características genéticas de um ser vivo adquirida do pai e da mãe. Fenótipo é a maneira como uma característica se manifesta no organismo, como a cor dos olhos, o formato do queixo, o tipo sanguíneo e o tamanho do pé. O fenótipo é determinado pelos genes, mas também pode sofrer influência de fatores do ambiente, como luminosidade, alimentação e prática de atividades físicas. Não se esqueça de refazer os exercícios e rever suas anotações! Bom estudo!