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Mapa Mental Flashcards O que define se um núcleo é verdadeiro? A presença de carioteca. Qual a maior organela de uma célula interfásica? O núcleo. Qual a função da carioteca? Revestir o núcleo e dar seletividade a passagem de moléculas. Qual a estrutura da carioteca? Duas membranas lipoproteicas sobrepostas e no meio uma camada de proteína, essa camada de proteína dá sustentabilidade à membrana. Qual a função dos poros da carioteca? Selecionar as moléculas que entram ou saem do núcleo. Por meio da leitura de sequências de sinais. O que é o nucleoplasma? Qual sua composição? O nucleoplasma é uma massa incolor muito similar ao citoplasma, é a parte aquosa do núcleo. O que é a cromatina? É DNA + PROTEÍNA (histonas). O que são os nucleossomos? Conjunto com 8 histonas envolvidas com DNA. Robert Brown foi o cientista que evidenciou o núcleo celular pela primeira vez, em 1831. A partir daí surgiram novos estudos que visavam entender qual é exatamente a importância dessa estrutura para a célula e para a vida biológica. O núcleo é a região central da célula, onde se encontra o material genético, em forma de cromossomos. Esse material genético é responsável pela síntese proteica da célula, uma vez que as sequências de bases nitrogenadas da fita de DNA vão determinar quais proteínas a célula irá produzir. Dentre essas proteínas, temos as enzimas, que são essenciais nas reações químicas que acontecem dentro da célula, isto é, o metabolismo da célula. Logo, se entendemos que o metabolismo é um dos pilares do conceito de vida, o núcleo é uma parte da célula extremamente importante para a sobrevivência da mesma. Isso é exemplificado no experimento chamado merotomia. Nesse experimento a célula é cortada em várias partes e as regiões com núcleo conseguem se regenerar, enquanto as regiões que ficam sem núcleo acabam morrendo. Isso acontece pois a região que ficou com o núcleo ainda é capaz de sintetizar proteínas, “reconstruindo-se” e restaurando seu metabolismo, isto é, se tornando uma célula completa novamente. Esse processo é visto em algas e protozoários. Merotomia Célula sendo fragmentada em duas regiões: uma sem núcleo e uma com núcleo. O fragmento com núcleo sobrevive e o fragmento sem núcleo morre, a menos que absorva outro núcleo de outra célula. Imagem: BioMania As células eucarióticas são as que possuem um envelope nuclear ao redor do material genético, também chamado de carioteca. Isso permite que a célula tenha uma núcleo organizado ou individualizado, mantendo o material genético isolado do resto dos componentes celulares. Já as células procarióticas são aquelas que não possuem envelope celular ou carioteca, isto é, que possuem um núcleo não organizado, com o material genético imerso no citoplasma. Dizemos que as células procariontes possuem um nucleóide, e não um núcleo. Célula eucariota com núcleo e carioteca (esquerda) e Célula procariota com nucleóide disperso no citoplasma (direita). Imagem: Todo Estudo No estudo do núcleo celular, consideramos as células eucariotas. Estruturas do núcleo A seguir, as estruturas que compõem o núcleo celular: Carioteca A carioteca, também chamada de envelope nuclear, é a estrutura que delimita o núcleo. A carioteca é formada a partir do retículo endoplasmático rugoso e possui duas membranas lipoprotéicas em uma organização estrutural semelhante à membrana plasmática. A membrana externa da carioteca está aderida ao retículo endoplasmático rugoso e possui ribossomos aderidos. A membrana interna possui um suporte de proteínas chamado lâmina nuclear, estrutura que dá forma ao núcleo e ajuda no processo de fragmentação e reorganização da carioteca durante a divisão celular. Entre as duas membranas há um espaço chamado de espaço perinuclear. A carioteca possui grandes poros nucleares chamados de annuli (singular de annulus). É nesses grandes poros nucleares que há fusão da membrana externa com a interna, permitindo a passagem de ribossomos, de proteínas e de RNAm do núcleo para o citoplasma. Núcleo celular evidenciando o nucléolo, a cromatina, o nucleoplasma, a lâmina nuclear, o envoltório nuclear (carioteca), os ribossomos aderidos e os poros nucleares. Imagem: Brasil Escola UOL Nucleoplasma O nucleoplasma, também chamado de carioplasma ou cariolinfa, é um protoplasma situado no interior do núcleo, composto principalmente por água, enzimas, sais minerais e outras substâncias. É no nucleoplasma que estão imersos os nucléolos e a cromatina. Nucléolos Os nucléolos, também chamados de plasmossomos, são estruturas formadas por proteínas e RNAr. São estruturas que surgem a partir de regiões denominadas satélites de cromossomos (zonas SAT ou regiões organizadoras do núcleo). Os nucléolos são responsáveis pela formação dos ribossomos e pela formação do RNA ribossômico, além de sintetizar proteínas. Esses produtos dos nucléolos saem pelos poros nucleares (os annuli) em direção ao citoplasma. A depender da necessidade metabólica da célula, esta pode ter um ou mais nucléolos. Material genético Nas células eucariotas, o material genético se organiza na forma de DNA. Esse DNA está geralmente associado a várias proteínas, sendo as principais proteínas básicas as histonas. Essa associação do DNA e das histonas forma um complexo chamado nucleossoma. O nucleossoma é um grupo de oito moléculas de histona enroladas por DNA. Esses nucleossomas se enrolam em forma de hélice, formando uma fibra cromossômica ou solenóide, que se enrola para formar as cromatinas. As cromatinas, enrolando-se sobre si mesmas formam o cromossomo. Ilustração do material genético Fita de DNA enrolada sobre histonas, formando nucleossomo. Nucleossomo enrolando formando cromatina. Cromatina formando cromossomo. Imagem: InfoEscola Cromatina A cromatina é encontrada no núcleo da célula, predominantemente, desespiralizada, mesmo havendo poucas partes que permanecem espiralizadas (durante a intérfase). As partes espiralizadas são inativas, e são denominadas heterocromatina. As partes desespiralizadas são as partes ativas, denominadas eucromatina. Assim, podemos entender que existem partes inativas do material genético, ou seja, partes do material que não estão determinando síntese de proteínas específicas. Imagem: César Sezar Caldini Algumas regiões da cromatina estão sempre na conformação de heterocromatina, como as regiões do centrômero (região central de torção do cromossomo) e o telômero (extremidade do cromossomo), ou seja, essas regiões do cromossomo não determinam síntese proteica, pois possuem outras funções relacionadas à divisão celular. Como bem sabemos, todas as células somáticas de um organismo têm o mesmo material genético, o cariótipo daquele indivíduo completo. Então porque as células produzem proteínas diferentes se todas possuem o mesmo DNA que determina as mesmas proteínas? O que acontece é que um miócito não consegue sintetizar insulina, pois as áreas não funcionais do material genético de uma célula muscular são diferentes das áreas não funcionais de células do pâncreas. Os genes inativados (regiões de heterocromatina) são diferentes em diferentes células. O processo de especialização ou diferenciação celular consiste simplesmente na ativação ou inativação de genes por, respectivamente, desespiralização ou espiralização do DNA. A título de exemplo, quando falamos em “blastos” e “ócitos” para o tecido conjuntivo, estamos nos referindo a células “jovens” e células “adultas”. A diferença, por exemplo, entre um fibroblasto e um fibrócito é que o fibroblasto é ativo e possui um núcleo grande, enquanto o fibrócito é inativo e com núcleo pequeno. Isso ocorre pois células ativas possuem um DNA predominantemente desespiralizado, ou seja, um DNA mais volumoso, enquanto células inativas possuem um DNA predominantemente espiralizado, que é mais compacto. Essaorganização do material genético também explica o porquê de células muito especializadas, como os neurônios, serem pequenas. Em um neurônio, existem muitos genes inativos e poucos genes ativos, gerando um material genético extremamente compacto e um núcleo muito pouco volumoso. Mapa Mental Flashcards Estruturas do núcleo Carioteca Nucleoplasma Nucléolos Material genético Cromatina