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Agira Zeca Paulino 
Aires Eusébio Siline 
Carlitos Buana 
Celine Salomão Baduro 
Domingos Cristóvão Corogue 
Horácio Luciano 
Simone Bernardo Saugeni 
 
 
 
 
 
 
 
ARTE ROMÂNICA, (Diferenças Regionais) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Rovuma 
Nampula 
2024 
Agira Zeca Paulino 
Aires Eusébio Siline 
Carlitos Buana 
Celine Salomão Baduro 
Domingos Cristóvão Corogue 
Horácio Luciano 
Simone Bernardo Saugeni 
 
 
 
 
 
ARTE ROMÂNICA, (Diferenças Regionais) 
 
 
 
 
 
 
 
 Msc. Sebastião Sarmento Shinguvo 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Rovuma 
Nampula 
2024 
Trabalho de carácter avaliativo da cadeira 
de Historia Universal da Arte 2 
apresentado na Faculdade de Engenharias 
e Ciências Tecnológicas, IIº ano, curso de 
Licenciatura em Educação Visual, 
leccionada pelo docente 
Índice 
Introdução ............................................................................................................................................ 5 
1. MATERIAL E MÉTODOS ......................................................................................................... 6 
2. Objectivos: ............................................................................................................................................ 6 
2.1. Geral: ............................................................................................................................................. 6 
2.2. Específicos:................................................................................................................................... 6 
3. ARTE ROMÂNICA CONTEXTO HISTÓRICO ........................................................................ 7 
3.1. Arquitectura Românica ....................................................................................................................... 9 
3.1.1. Características gerais da arquitectura românica ...................................................................... 9 
3.1.2. Características mais significativas da arquitectura românica ................................................ 9 
3.2. Pintura Românica .............................................................................................................................. 10 
3.2.1. Características principais da pintura românica ...................................................................... 10 
3.3. Escultura Românica ........................................................................................................................... 10 
4. DIFERENÇAS REGIONAIS DA ARTE ROMÂNICA NA EUROPA .................................... 12 
4.1. A primeira arte românica .................................................................................................................. 12 
4.2. ARTE ROMÂNICA NA ITÁLIA ................................................................................................... 14 
4.3. ARTE ROMÂNICA NA FRANÇA................................................................................................ 15 
4.3.1. Arquitectura Românica na França ........................................................................................... 15 
4.3.2. Pintura Românica na França .................................................................................................... 16 
4.4. ARTE BORGONHÊS ....................................................................................................................... 16 
4.5. ARTE ROMÂNICA NA ESPANHA ............................................................................................. 17 
4.5.1. Arquitectura Românica na Espanha ........................................................................................ 17 
4.5.2. Escultura Românica Espanhola ....................................................................................................... 18 
4.5.3. Pintura Românica Espanhola ................................................................................................... 18 
4.6. ARTE ROMÂNICA NA ALEMANHA ........................................................................................ 19 
4.6.1. Escultura Românica Alemã ...................................................................................................... 21 
4.7. ARTE ROMÂNICA NA INGLATERRA ..................................................................................... 21 
4.7.1. Arquitectura Românica Inglesa ............................................................................................... 21 
4.7.2. Escultura Românica Inglesa ..................................................................................................... 23 
4.7.3. Pintura Românica Inglesa ......................................................................................................... 23 
4.8. A ARTE NORMANDA ................................................................................................................... 23 
4.9. ARTE ROMÂNICA EM PORTUGAL .......................................................................................... 24 
4.9.1. Arquitectura Românica em Portugal ....................................................................................... 24 
4.9.2. Pintura Românica em Portugal ................................................................................................ 25 
4.9.3. Escultura Românica em Portugal ............................................................................................ 25 
4.10. ARTE ROMÂNICA NA ESCANDINÁVIA ........................................................................ 26 
5. Resumindo a Arte Românica em diferenças Regionais................................................................ 28 
6. Conclusão ................................................................................................................................... 30 
Referencias Bibliográficas ................................................................................................................. 31 
5 
 
Introdução 
Este trabalho propõe uma análise das distintas manifestações da Arte Românica na Idade Média, 
com foco nas diferenças regionais observadas nas expressões arquitetônicas, pictóricas e esculturais 
que marcaram esse movimento artístico predominante nos séculos XI e XII na Europa. Em uma 
época em que a leitura era um privilégio restrito e a Igreja buscava comunicar narrativas bíblicas e 
valores religiosos aos fiéis, a pintura e a escultura desempenhavam papéis cruciais. 
Na Itália, a continuidade com as tradições romanas e bizantinas, combinada ao uso frequente de 
mármore e estilos regionais como o Pisan Romanesque, conferiu uma expressão artística singular à 
região. Na França, as influências carolíngias e a presença marcante da Abadia de Cluny resultaram 
em uma abordagem que reverberava tradições romanas e clássicas. A Alemanha, notadamente na 
região da Renânia, destacou-se por uma arquitetura sólida e maciça, influenciada por elementos 
otônicos e bizantinos, evidenciada em igrejas ricamente decoradas. 
Na Espanha, a Arte Românica foi moldada por uma amalgama de influências, incluindo românicas, 
moçárabes e mudéjares, com traços defensivos evidentes devido ao contexto da Reconquista. Em 
Portugal, a influência moura, particularmente em Coimbra, introduziu características únicas como o 
uso de azulejos e padrões geométricos, enquanto a Abadia de Santa Maria de Alcobaça representa 
um notável exemplo da Arte Românica no país. Na Escandinávia, a rápida transição para o estilo 
gótico marcou o desenvolvimento artístico, influenciado pela presença viking. 
Essa pesquisa sublinha como as peculiaridades regionais na Europa durante o período românico 
foram influenciadas por tradições locais, contextos históricos, disponibilidade de materiais e 
interações culturais. Apesar das características comuns da Arte Românica,cada região a floresceu 
de maneira única, refletindo a riqueza da diversidade cultural e artística na Europa medieval. Este 
estudo oferece uma visão abrangente das nuances regionais que contribuíram para a riqueza e 
singularidade da Arte Românica, demonstrando como os elementos locais desempenharam um 
papel crucial na evolução dessa expressão artística durante a Idade Média 
 
 
6 
 
1. MATERIAL E MÉTODOS 
Para a elaboração do presente trabalho foram utilizados materiais como livros, artigos e a internet 
que auxiliaram e serviram de tamanha relevância para o desenvolvimento do tema na sua 
elaboração e foram utilizadas metodologias de investigação científicas, como, método Indutivo e 
dedutivo. 
2. Objectivos: 
2.1. Geral: 
Falar de Diferenças Regionais da Arte Românica, isto e, da Arquitectura, Pintura e Escultura. 
2.2. Específicos: 
 Descrever a Arte Românica em diferentes religiões 
 Mencionar as principais características da Arte Românica e diferentes regiões 
 Identificar a finalidade da Arte Românica em diferentes regiões 
 Identificar as principais Regiões da Arte Românica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
3. ARTE ROMÂNICA CONTEXTO HISTÓRICO 
 A Arte Românica faz referência a um estilo que surgiu O termo “Românico” está intimamente 
relacionado com às influências do Império Romano, que dominou durante séculos quase toda a 
Europa Ocidental. 
A Arte Românica foi um estilo Artístico que surgiu na Europa durante a Idade Média, mais 
precisamente na Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII), e que predominou, principalmente, 
nas construções de igrejas católicas. O estilo pode ser visto ainda em castelos e mosteiros, além de 
influenciar as esculturas e outras artes decorativas, como as pinturas e tapeçarias. 
Esse movimento artístico desenvolveu-se em um período em que os países da Europa se 
recuperavam das invasões dos povos bárbaros. Os movimentos artísticos dessa época não tinham 
um estilo unificado, assim sendo a arte românica a primeira depois de muitos anos a conseguir obter 
características próprias espalhadas em varias regiões. 
A arte românica por mais que sofrido influências de estilos culturais de outras povos, ela contribuiu 
para o surgimento de várias técnicas inovadoras, principalmente na arquitectura. O termo passou a 
ser utilizado em 1820 por Charles de Gerville e Le Provest, mas teve mais espaço quando o 
arqueólogo Arcisse de Caumont passou a usá-lo. 
A Arte Românica nasceu quase que de forma simultânea em diferentes pontos da Europa. Alguns 
deles são a Itália (especialmente no norte do país), a França, a Espanha e Portugal. 
 
Figura 1 Mapa da expansão da arte Românica pela Europa 
Antes do advento do Românico, a arte europeia estava fragmentada em uma variedade de estilos 
regionais. A ruptura do controle centralizado romano levou a uma diversificação artística 
8 
 
significativa. No entanto, o movimento românico marcou uma mudança paradigmática ao introduzir 
elementos comuns em várias manifestações artísticas, especialmente nas construções eclesiásticas. 
As igrejas românicas tornaram-se verdadeiras obras-primas arquitetônicas, apresentando 
características distintivas, como paredes espessas, arcos semicirculares, abóbadas de berço e 
decoração escultórica elaborada em portais e capitéis. Este estilo unificador não apenas refletia a 
espiritualidade da época, mas também servia como um meio eficaz de comunicação visual para uma 
população predominantemente analfabeta. 
Nas obras arquitectónicas desse período, as construções passaram a ter grandes proporções, o que 
levou os artistas a procurar matérias-primas que acompanhassem esse desenvolvimento. A pedra 
passou a ser utilizada para levantar as grandes obras, como as catedrais e mosteiros. 
A ideia principal dessas grandes construções, veio acompanhada da fé do cristianismo, que nesse 
contexto, surgiu a necessidade da transmissão de mensagens para os fiéis analfabetos. Esculturas, 
mosaicos, pinturas e outras formas de arte eram utilizadas na propagação das palavras bíblicas. E 
uma dessas grandes construções é o exemplo da "fortaleza de Deus", 
O estilo durou até o século XIII, quando a arte gótica a substituiu e ganhou força. Mais tarde, no 
século XIX, surgiu o necromântico, estilo que buscava recuperar algumas características do estilo 
de arte românica em construções contemporâneas. 
A Arte Românica não apenas consolidou elementos arquitetônicos e escultóricos, mas também 
incorporou pinturas murais, manuscritos iluminados e trabalhos em metal, como crucifixos e 
cálices. Este período de unificação artística estabeleceu as bases para o subsequente estilo gótico, 
mas a Arte Românica continua a ser apreciada como uma expressão única e significativa da riqueza 
cultural e espiritual da Europa medieval 
 
Figura 2 Igreja Notre-Dame la grande de Poitiers - França 
9 
 
Na Idade Média a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações 
no comportamento humano, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. A 
concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de 
teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja 
como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados. 
3.1. Arquitectura Românica 
No final dos séculos XI e XII, na Europa, surge a arte românica cuja a estrutura era semelhante às 
construções dos antigos romanos. O estilo da arquitectura românica é visto principalmente nas 
igrejas católicas construídas após a expansão do cristianismo pela Europa, e foi o primeiro depois 
da queda do Império Romano a apresentar características comuns em várias regiões. 
Existem diferenças entre a arte executada nas diversas regiões europeias, de acordo com as 
influências regionais recebidas, mas existe também uma série de características comuns, que 
definem o estilo românico. 
3.1.1. Características gerais da arquitectura românica 
 O uso de pedras nas construções Abóbadas é usado no lugar dos telhados de madeira 
 É privilegiada a decoração externa das igrejas, fato que antes não acontecia. 
 As obras artísticas ganham novo simbolismo e passam a sensibilizar, interferindo com o 
lado sensível de quem vê. 
 Ressurgimento da escultura em grande escala com obras feitas em pedra 
3.1.2. Características mais significativas da arquitectura românica 
 Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas; 
 Pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas; 
 Aberturas raras e estreitas usadas como janelas; 
 Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; e 
 Arcos que são formados por 180 graus. 
A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre 
grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas 
volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto 
refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente 
clerical. A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e 
uma oferenda à divindade. 
10 
 
Na Itália, diferente do resto da Europa, não apresenta formas pesadas, duras e primitivas. 
3.2. Pintura Românica 
A pintura românica é muito característica do período da Idade Média e completamente diferente de 
tudo o que havia sido visto antes. Ela é composta por uma seriedade e objectividade que a tornam, 
também, distinta dos movimentos que viriam a seguir. 
Temas bíblicos e religiosos marcam a pintura românica. Geralmente, essas pinturas adornavam as 
igrejas e catedrais da época. Era utilizada a técnica do afresco, em que a pintura era feita sobre uma 
parede húmida. Diversos murais, iluminuras e tapeçarias surgem com temas religiosos. Feitas em 
cores vivas e fortes, elas preenchiam as paredesdos templos religiosos. Isso porque na Idade Média, 
poucos sabiam ler e escrever e, assim, essas pinturas serviam de “alfabetização religiosa” para os 
mais leigos. 
3.2.1. Características principais da pintura românica 
As principais características da pintura românica, são: a deformação e o colorismo, a saber: 
 Deformação: para transmitir os sentimentos religiosos, as figuras nem sempre eram 
produzidas nas proporções certas. Assim, Jesus poderia ser retratado maior do que as outras 
personagens para trazer a noção de magnitude. 
 Desenhos lineares; 
 Ausência de perspectiva e profundidade; 
 Formas simples e objectivas. 
 Colorismo: aplicação de cores puras, sem meios-tons e preocupação com jogos de luz e 
sombra. 
 Uso de cores fortes; 
Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a igreja recorria a pintura para narrar historias 
bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fieis. A pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas 
grandes decorações de murais, através da técnica de afresco, que originalmente era uma técnica de 
pintar em paredes húmidas. 
3.3. Escultura Românica 
As esculturas eram construídas, em grande maioria, nas igrejas católicas. Elas eram feitas nas 
próprias edificações das construções, sendo utilizadas como complemento daqueles espaços. 
11 
 
Geralmente, os trabalhos de escultura tomavam todo o espaço onde eram feitas, ou seja, não 
seguiam moldes reais de tamanhos humanos. Uniam o divino e imagens reais, muitas vezes unidas. 
As imagens tinham cores vivas e muitas das obras eram colocadas nas igrejas de peregrinação. 
Assim como a pintura, a igreja recorria à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar 
valores religiosos aos fiéis. 
A área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que 
fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas 
ou alongadas, ausência de movimentos naturais 
 
Figura 3 Catedral de Burgos 
A escultura românica é caracterizada pelo acentuado apego ao alongamento das formas, por um 
tratamento cheio de vitalidade dos panejamentos e por um notável sentido da narração e do 
pitoresco. 
 
 
 
 
 
12 
 
4. DIFERENÇAS REGIONAIS DA ARTE ROMÂNICA NA EUROPA 
O desenvolvimento da arte românica experimenta variações regionais e cronológicas muito 
importantes. É fundamental seguir a disparidade de formas que esta arte reveste nas diferentes 
regiões do Ocidente. A explicação da diversidade românica baseada apenas em cortes regionais 
afigura-se arbitrária, já que, sendo enorme a liberdade dos artistas, muitas obras incluídas num dado 
âmbito geográfico escapam às linhas gerais da arte dessa região. 
4.1. A primeira arte românica 
Esta denominação designa o conjunto de experiências e novas criações que se efectuam, a partir dos 
finais do século X, na Europa Ocidental. 
A Arquitectura: o ponto de irradiação da primeira arquitectura românica situa-se na faixa Sul do 
antigo Império Carolíngio, da Itália do Norte à parte setentrional de Espanha, passando pelo Sul da 
França. No interior desta área geográfica destacam-se os centros lombardos e catalães. Os edifícios 
apresentam um plano simples, de uma a três naves terminadas por uma ábside, que tende a tornar-se 
mais complexo no decurso do século XI. O objectivo dos arquitectos era o de cuidar o aparelho da 
alvenaria. A arquitectura apresenta-se, desse modo, sob a forma de pequenos edifícios, construídos 
em blocos regulares. Uma das preocupações dos construtores diz respeito à cobertura dos edifícios, 
onde se esforçam por substituir o vigamento de madeira, facilmente inflamável, pelo abobadamento 
de pedra. Deste modo se inicia um processo de coberturas de pedra por algumas partes do templo, 
como ábsides ou galilés, onde a utilização da abóbada se tornava mais fácil de realizar, ainda que, 
como na igreja de Saint-Martin du Canigu, na Catalunha, construtores mais audaciosos a consigam 
estender a todo o edifício a abóbada, formando assim tramos. 
 
Quando a abóbada é de volta inteira, os seus impulsos efectuam-se horizontalmente e, quando de 
berço quebrado os impulsos são descarregados na vertical para a base das paredes, sendo o sistema 
de equilíbrio destes impulsos a ditar a elevação do edifício 
13 
 
 
 
 
 Capitel da abadia de Cluny 
A escultura renasceu no românico, depois de muitos anos esquecida escultura é sempre 
condicionada à arquitetura e todo trabalho é executado sem deixar espaços sem uso. As figuras 
entalhadas têm o tamanho do elemento onde foram esculpidas, e os trabalhos de superfície 
acomodam-se no lugar em que ocupam. Dessa característica parte também a ideia de 
esquematização. 
 
 
 
14 
 
4.2. ARTE ROMÂNICA NA ITÁLIA 
Na Itália, a arte românica revelou uma conexão profunda com as ricas tradições artísticas romanas e 
bizantinas, estabelecendo uma continuidade que influenciou significativamente o desenvolvimento 
estilístico na região. O uso prolífico de mármore emergiu como uma característica distintiva dessa 
expressão artística, tanto em esculturas quanto em arquitetura. 
A escultura românica italiana, esculpida em mármore, destacou-se por sua elegância e precisão 
técnica. As obras muitas vezes retratavam temas religiosos, incorporando figuras bíblicas e cenas 
sagradas com uma destreza artística notável. O mármore, com sua durabilidade e beleza, 
proporcionou uma base ideal para a criação de peças esculturais intrincadas e expressivas. 
Um dos sub - estilos notáveis da arte românica na Itália é o Pisan Romanesque, identificado na 
região da Toscana. Esse estilo específico concentrou-se em elementos decorativos geométricos, 
criando uma estética única e altamente reconhecível. 
 
Catedral de Pisa, com a Torre Inclinada ao fundo. 
As formas geométricas, como arcos e padrões repetitivos, eram utilizadas de maneira elaborada, 
conferindo uma sofisticação visual às obras arquitetônicas e esculturais. 
A ênfase no Pisan Romanesque não apenas ressaltou a maestria técnica, mas também refletiu uma 
abordagem estilística distinta que se destacou dentro do panorama mais amplo da arte românica. 
Assim, a Itália contribuiu significativamente para a diversidade regional dessa época, moldando sua 
expressão românica com uma fusão única de tradições clássicas e inovações estilísticas locais. Essa 
herança artística românica italiana continua a ser uma fonte de admiração e estudo, destacando a 
riqueza cultural e histórica da região durante esse período. 
 
15 
 
4.3. ARTE ROMÂNICA NA FRANÇA 
A arte românica francesa, foi influenciada pelas tradições carolíngias e pelas formas romanas 
clássicas, exibiu características distintas que a diferenciaram de outros estilos românicos em toda a 
Europa. 
4.3.1. Arquitectura Românica na França 
Abadia de Cluny 
A Abadia de Cluny, fundada no final do século X, foi um importante centro artístico românico na 
França. Suas dimensões grandiosas e sua arquitetura elaborada destacam-se como um exemplo 
significativo desse estilo. 
Arquitetura Monumental 
Igrejas românicas na França eram frequentemente monumentais, com características como nave 
única, capelas laterais e torres altas. Uso de arcos semicirculares e colunas maciças era comum, 
refletindo a influência das formas romanas clássicas. 
Arte Cisterciense 
O movimento cisterciense, surgido como uma reforma monástica, influenciou a arte românica na 
França. Os mosteiros cistercienses, como a Abadia de Fontenay, eram conhecidos por sua 
simplicidade e harmonia arquitetônica. 
Em termos de construção, os edifícios eram feitos sempre que possível de pedra lisa e 
clara.Colunas, pilares e janelas caíram no mesmo nível da base e, se o reboco foi feito, foi mantido 
extremamente simples. 
 
Lateral da igreja da abadia Fontenay vista do claustro16 
 
Caminho de Santiago 
A França desempenhou um papel importante no Caminho de Santiago, rota de peregrinação que 
influenciou a arte românica. Muitas igrejas ao longo dessa rota exibiam elementos distintivos em 
sua arquitetura e escultura. 
Portais Esculpidos 
Portais das igrejas românicas francesas eram frequentemente adornados com esculturas em relevo, 
representando cenas bíblicas e figuras religiosas. Tímpanos esculpidos sobre os portais eram uma 
característica proeminente, muitas vezes retratando o Juízo Final ou cenas da vida de Cristo. 
Capitéis Decorados 
Capitéis dos pilares eram esculpidos com complexos detalhes, apresentando motivos religiosos, 
vegetais e animais estilizados. 
4.3.2. Pintura Românica na França 
Pintura Mural 
Pinturas murais eram frequentemente usadas para decorar o interior das igrejas, destacando-se por 
sua função didática ao contar histórias bíblicas para uma população em grande parte analfabeta. 
Essas características ressaltam a complexidade e a riqueza da arte românica na França, onde a 
tradição carolíngia e a influência das formas romanas clássicas convergiram para criar um estilo 
distintivo e significativo durante a Idade Média. 
4.4. ARTE BORGONHÊS 
A Borgonha constitui um dos centros mais dinâmicos no desenvolvimento da arte românica e 
conhece o seu apogeu na primeira parte do século XII. De uma harmonia e elegância particulares, 
nos fins do século XI e cuja elevação em três andares lhe confere uma enorme leveza. 
O Reino da Borgonha (em latim: regnum Burgundiae; em francês: royaume de Bourgogne) ou 
Burgúndia (em francês: Burgondie) é uma designação aplicada a sucessivas entidades de caráter 
nacional centradas no território histórico da Borgonha, que atualmente se encontra no sul-sudeste de 
França. O nome da região e do reino deve-se aos burgúndios, um povo de origem escandinavo. 
 
17 
 
 
Figura 4 Mapa do Reino Burgundio, o primeiro Reino da Borgonha, entre 443 a 476 
 
4.5. ARTE ROMÂNICA NA ESPANHA 
A arte românica na Espanha, entre os séculos XI e XIII, reflete uma combinação única de 
influências culturais e históricas. 
4.5.1. Arquitectura Românica na Espanha 
Influência Islâmica 
Devido à ocupação muçulmana na península Ibérica, a arte românica na Espanha incorporou 
influências islâmicas. Elementos como arcos de ferradura, azulejos e padrões geométricos foram 
integrados às estruturas românicas. 
Arquitetura Defensiva: 
Dada a Reconquista, um período de luta pela recuperação de territórios ocupados pelos mouros, 
algumas igrejas românicas na Espanha exibem características defensivas, como torres fortificadas e 
paredes espessas. 
Arte Mudejar 
O estilo Mudéjar, que mistura influências cristãs e muçulmanas, também teve impacto na arte 
românica na Espanha. É caracterizado por elementos geométricos, cerâmica colorida e 
ornamentação complexa. 
18 
 
 
Arco de Ferradura 
A presença de arcos de ferradura em alguns elementos arquitetônicos é uma reminiscência da 
arquitetura islâmica e está presente em algumas estruturas românicas na Espanha. 
4.5.2. Escultura Românica Espanhola 
Decoração Escultórica 
A escultura românica na Espanha é evidente em portais, tímpanos e capitéis. As esculturas muitas 
vezes retratam figuras religiosas e cenas bíblicas, com uma estilização própria. 
Caminho de Santiago: 
A Espanha é famosa pelo Caminho de Santiago, uma rota de peregrinação que atraiu muitos 
devotos. Ao longo dessa rota, igrejas e capelas exibem elementos românicos distintos, incluindo 
esculturas e arquitetura ornamentada. 
4.5.3. Pintura Românica Espanhola 
Pintura Mural 
Pinturas murais românicas decoravam muitas igrejas, contando histórias religiosas e 
proporcionando uma experiência visual rica para os fiéis. 
Essas características destacam a singularidade da arte românica na Espanha, evidenciando uma 
fusão de influências culturais e estilos arquitetônicos que surgiram de uma convivência complexa 
entre cristãos e muçulmanos ao longo da história. 
 
 
19 
 
4.6. ARTE ROMÂNICA NA ALEMANHA 
A arte românica na Alemanha, que floresceu principalmente entre os séculos XI e XIII, apresenta 
características distintas que a diferenciam de outras regiões europeias. 
A arte românica alemã caracterizou-se por uma arquitetura sólida e maciça, com influências 
otônicas e bizantinas. Igrejas e edifícios dessa época eram frequentemente construídos com paredes 
espessas, torres imponentes e uma sensação geral de solidez arquitetônica. 
Influências Otônicas 
As influências otônicas destacam a conexão com a dinastia dos Otões, que foi uma dinastia alemã 
importante no Sacro Império Romano-Germânico. Essas influências podem ser observadas em 
certas características arquitetônicas e estilísticas associadas à dinastia.A Catedral de Magdeburgo é 
um exemplo notável dessa influência. 
 
Catedral de Magdeburgo - Alemanha 
Influências Bizantinas 
A presença de influências bizantinas indica uma adoção de elementos arquitetônicos e estilísticos 
inspirados na tradição do Império Bizantino. Isso pode incluir a utilização de cúpulas, mosaicos e 
outros elementos característicos dessa cultura. 
Ornamentação e Decoração 
Embora o foco principal seja na solidez arquitetônica, a arte românica alemã também incorporou 
elementos decorativos, especialmente em detalhes esculturais em portais, capitéis e outros locais 
estratégicos. 
20 
 
Planos Basilicais e Plantas Centrais 
A arquitetura românica na Alemanha inclui tanto igrejas basílicas, com uma nave central e laterais, 
quanto igrejas com plantas centrais. A influência de plantas centrais pode ser vista, por exemplo, na 
Catedral de Speyer. 
 
Catedral de Speyer - Renânia-Palatinado, Alemanha 
Fachadas Ornamentadas 
As fachadas das igrejas românicas alemãs muitas vezes apresentam detalhes ornamentados, como 
arcos cegos, arcadas e relevos esculpidos. A Igreja de São Miguel, em Hildesheim, exemplifica a 
riqueza ornamental da arte românica na Alemanha. 
Torres Ocidentais e Cúpulas 
Torres ocidentais imponentes e cúpulas fazem parte da paisagem arquitetônica românica alemã. 
Esses elementos contribuem para a verticalidade e grandiosidade das igrejas. 
Influência dos Cluniacenses e Cistercienses 
A Alemanha experimentou a influência dos cluniacenses e cistercienses, ordens monásticas que 
desempenharam um papel significativo na construção de abadias e mosteiros. O Mosteiro de 
Maulbronn, por exemplo, é um exemplo notável. 
 
Mosteiro Maulbronn em Baden-Württemberg, Alemanha 
21 
 
4.6.1. Escultura Românica Alemã 
Esculturas Decorativas 
Portais e capitéis românicos alemães são frequentemente decorados com esculturas detalhadas. As 
figuras esculpidas retratam frequentemente temas bíblicos e cenas da vida de Cristo, servindo tanto 
como elementos decorativos quanto educativos. 
A arte românica na Alemanha, com suas características únicas e influências específicas, contribuiu 
para a rica tapeçaria cultural e religiosa da região durante a Idade Média. Suas igrejas e estruturas 
ainda hoje testemunham a importância desse período na história artística do país. 
4.7. ARTE ROMÂNICA NA INGLATERRA 
A presença da arte românica na Inglaterra, que floresceu durante o período entre o final do século 
XI e o século XII, reflete uma fase importante na história arquitetônica e artística do país.Na 
Inglaterra, a arte românica foi influenciada pelas tradições anglo-saxãs e normandas.Os elementos 
escultóricos e arquitetônicos eram muitas vezes mais simples do que em algumas partes do 
continente. 
4.7.1. Arquitectura Românica Inglesa 
Fusão de Tradições Anglo-Saxãs e Normandas 
A influência da fusão de tradições anglo-saxãs e normandas na arte românica na Inglaterra é um 
elemento essencial na evolução do estilo arquitetônico do país. Após a conquista normanda em 
1066, liderada por Guilherme, o Conquistador, houve uma significativa transformação nas práticas 
arquitetônicase artísticas. Essa mudança culminou na formação do estilo românico inglês, que 
apresentou características distintas e refletiu a integração das influências normandas e anglo-saxãs. 
A fusão de tradições trouxe consigo diferentes técnicas construtivas. Elementos arquitetônicos 
normandos, como arcadas e torres massivas, foram integrados com características anglo-saxãs, 
criando uma síntese única. 
Arcos Semicirculares e Colunatas 
O estilo românico inglês incorporou arcadas semicirculares, um traço típico do românico, mas com 
uma interpretação única. As colunas e capitéis frequentemente exibiam esculturas detalhadas, 
misturando motivos normandos e anglo-saxões. 
 
22 
 
Elementos Defensivos 
Algumas igrejas românicas inglesas incluíam elementos defensivos, como torres ocidentais 
maciças. Essas características podem ter sido influenciadas pela arquitetura militar normanda. 
Utilização de Materiais Locais 
A arte românica na Inglaterra frequentemente utilizava materiais locais, como pedra calcária e 
arenito, adaptando-os às tradições construtivas normandas. 
Influência Monástica 
A construção de igrejas e catedrais românicas foi uma característica proeminente. A Catedral de 
Durham, iniciada no final do século XI, é um exemplo significativo com sua arquitetura imponente 
e elementos românicos distintivos. 
Mosteiros desempenharam um papel crucial na disseminação do estilo românico. Abadias como a 
de Winchester e a de Durham apresentam elementos românicos distintos, influenciados pela 
tradição monástica. 
 
Catedral de Winchester e de Durham respectivamente – Reino Unido 
Evocação Religiosa e Simbolismo: 
A arquitetura românica na Inglaterra, além de suas influências estilísticas, continuou a evocar 
significados religiosos e simbolismo, com esculturas e relevos representando cenas bíblicas e 
figuras sagradas. 
 
 
23 
 
4.7.2. Escultura Românica Inglesa 
Esculturas e Relevos 
Esculturas decorativas e relevos esculpidos adornavam portais, tímpanos e capitéis. As 
representações artísticas incluíam temas religiosos, como a Última Ceia, a Crucificação e figuras de 
santos. 
4.7.3. Pintura Românica Inglesa 
Frescos e Pinturas Murais: 
A lguns exemplos de pinturas murais românicas sobreviveram, retratando cenas bíblicas e 
narrativas religiosas nas paredes internas das igrejas. 
4.8. A ARTE NORMANDA 
Se estende desde o século XI sobre a Normandia francesa, Inglaterra e a Irlanda, beneficia da 
estabilidade política e de um importante mecenato. A amplidão dos seus programas favorece a 
utilização da cobertura em madeira, que perdura pelo século XII. Os edifícios normandos 
apresentam, em regra, uma elevação em três andares. 
Na região normanda, para não sacrificar a amplidão do edifício, os arquitectos recorrem 
preferencialmente à abóbada de arestas e estes edifícios, sóbrios e maciços, não se abrem à 
escultura monumental antes do fim do século XIII. 
Quando recorre à cobertura de pedra, utiliza abóbadas de arestas formando cruzamentos de ogivas 
que prefiguram o gótico. No exterior destes edifícios predominam fachadas harmoniosas de duas 
torres. A vastidão desta arquitectura deixa pouco espaço à escultura e a decoração interior é 
constituída por moldurações ornadas de motivos singelos 
Da mesma forma que na pintura românica, as esculturas românicas eram produzidas para adornar os 
locais sagrados. Por isso, a grande temática girava em torno da religiosidade, visto que nesse 
período o teocentrismo (Deus como centro do mundo) foi uma forte característica. Eram esculturas 
antinaturalistas e normalmente representadas por figuras entalhadas nas paredes das igrejas. Alguns 
relevos também enfeitavam as fachadas. 
A Itália permanece fortemente ligada ao seu fundo cultural antigo, que imprime à sua arte um certo 
conservadorismo. Pela sua posição geográfica, recebe numerosas influências: do Sacro Império, ao 
Norte, da arte românica, a Oeste, de Bizâncio, a Este. Neste contexto, a adopção das formas 
românicas efectua-se com uma disparidade considerável. 
24 
 
A Catedral de Pisa, dedicada à Virgem Maria, é um templo católico da Itália, localizado na cidade 
de Pisa. É a sede da Arquidiocese de Pisa e o maior exemplo do estilo Românico toscano. 
A arte românica atinge a sua plena maturidade no início do século XII, difundindo-se graças ao 
desenvolvimento do comércio e das rotas de peregrinação. 
4.9. ARTE ROMÂNICA EM PORTUGAL 
A arte românica em Portugal foi um movimento que se centrou no desenvolvimento da Arquitectura 
e artes plásticas, focada nas construções religiosas e militares. Com as invasões muçulmanas deu-se 
a necessidade de criar fortificações, que pudessem apoiar a Reconquista dos reinos cristãos, até ao 
sul da Península Ibérica, que se encontrava ocupada pelos muçulmanos. Isto levou, ao mesmo 
tempo, a uma aposta nas construções religiosas, na tentativa de reconverter as populações, então 
convertidas ao Islão. No campo da arte, o seu desenvolvimento teve uma clara influência por parte 
dos restantes países europeus. 
4.9.1. Arquitectura Românica em Portugal 
A Arquitectura românica no geral, e também em Portugal, tinha a função de erguer igrejas, castelos 
e fortificações. 
Os templos cristãos eram pesados, com paredes muito grossas, poucas aberturas e iluminação. A 
planta era normalmente em cruz latina, com três naves, duas laterais mais pequenas, e uma central 
mais larga; eram separadas por arcadas ou grossas colunas de pedra. A cobertura era feita em 
abóbada berço ou de arestas. Anexados à igreja estavam o campanário (torre sineira), o batistério e 
por vezes claustros fortificados, que para além de terem a sua função religiosa serviam de refúgio 
para os populares durante ataques à povoação. 
 
Domus Municipalis de Bragança – Portugal 
25 
 
4.9.2. Pintura Românica em Portugal 
A pintura românica era apenas um acrescento aos baixos relevos presentes no interior das igrejas, 
colorindo-os. À parte dessa pintura desenvolveram-se as iluminuras de influência francesa que 
ornamentavam documentos tais como: bíblias, missais, evangeliários, etc. 
4.9.3. Escultura Românica em Portugal 
Na escultura românica nota-se mais do que na arquitetura o carácter religioso da arte da época. Os 
baixos relevos que ornamentavam as igrejas, tanto no interior como no exterior, relatavam vários 
episódios da vida dos santos e de vários mitos e histórias bíblicos. Nos pórticos eram esculpidos, 
tanto no tímpano como nos capitéis e nos colunelos. A escultura dividia-se em duas temáticas: 
Representações de motivação apotropaica, tais como cruzes e sinais mágicos 
Representações de teofanias ou MaiestasDomini (Cristo em Majestade) tais como os Agnus Dei (o 
cordeiro místico trespassado por uma cruz) ou Cristo em mandorla isolado dos profetas, anjos e 
tetramorfos. 
 
O Mosteiro de Paço de Sousa, pormenor dos capitéis, Penafiel 
A presença moura em Portugal, durante o período da arte românica, teve um impacto significativo 
na arquitetura e na estética, especialmente na região de Coimbra. A influência moura deixou uma 
marca distintiva na arte românica portuguesa, incorporando elementos arquitetônicos e decorativos 
que se destacam. 
Azulejos: A introdução e a popularização dos azulejos na arte românica portuguesa são uma 
contribuição marcante da influência moura. Azulejos são pequenas peças de cerâmica esmaltada, 
frequentemente utilizadas para criar padrões decorativos nas superfícies das construções. 
Padrões Geométricos: A utilização de padrões geométricos, característicos da arte islâmica, é uma 
expressão clara da influência moura. Esses padrões, muitas vezes intricados e simétricos, podem ser 
observados em azulejos, estuques e outros elementos decorativos. 
26 
 
Detalhes Arquitetônicos: Elementos arquitetônicos, como arcos de ferradura, são uma 
característica da arquitetura islâmica que também se integrou à arte românica portuguesa. Esses 
arcos podem serencontrados em igrejas e edifícios românicos, demonstrando uma fusão de estilos. 
Utilização de Materiais Locais: Assim como em outras regiões influenciadas pela presença moura, 
a arte românica em Portugal frequentemente utilizava materiais locais, como pedra calcária, 
adaptando-os às tradições arquitetônicas e decorativas. 
Influência Decorativa nas Igrejas: Igrejas românicas na região de Coimbra podem exibir 
influências mouras em elementos decorativos, incluindo painéis de azulejos, padrões geométricos 
nas paredes e outras formas de ornamentação. 
A interação cultural entre as comunidades cristãs e muçulmanas em Portugal durante a Idade Média 
deixou uma herança artística única. A presença moura contribuiu para a diversidade estilística na 
arte românica portuguesa, resultando em uma fusão de elementos que caracterizam essa região 
específica. A utilização de azulejos e padrões geométricos destaca-se como uma característica 
distintiva dessa influência cultural. 
4.10. ARTE ROMÂNICA NA ESCANDINÁVIA 
A Escandinávia é uma região geográfica e histórica da Europa Setentrional, abrangendo a 
Dinamarca, a Suécia e a Noruega. 
Nesta região, a arte românica teve uma presença limitada, quando comparada com outras regiões da 
Europa onde esse estilo foi mais proeminente. A maior parte do desenvolvimento da arte românica 
ocorreu entre os séculos XI e XIII, mas na Escandinávia, esse período foi marcado por influências 
predominantemente pré-românicas e, posteriormente, pelo surgimento do estilo gótico. 
Alguns elementos da arte românica podem ser observados na Escandinávia, mas muitas vezes de 
maneira adaptada às tradições locais e às condições climáticas específicas da região. Aqui estão 
algumas características notáveis: 
Igrejas de Pedra 
Durante o período românico, houve uma transição gradual de igrejas de madeira para estruturas de 
pedra na Escandinávia. No entanto, as igrejas de pedra ainda exibiam características arquitetônicas 
mais simples se comparadas com as grandes catedrais românicas encontradas em outras partes da 
Europa. 
 
27 
 
Portais e Capitéis Esculpidos: 
Algumas igrejas escandinavas apresentavam portais e capitéis esculpidos, características típicas da 
arte românica. As esculturas muitas vezes representavam motivos religiosos e eram mais simples 
em comparação com regiões onde o estilo românico foi mais proeminente. 
Influências de Estilos Pré-Romanescos: 
Elementos de estilos pré-românicos, como o estilo de pedra entalhada de influência viking, 
continuaram a ter presença na arquitetura escandinava. Essa fusão de estilos resultou em 
características únicas. 
Influência Gótica Precoce: 
Na segunda metade do século XII, a Escandinávia começou a adotar características do estilo gótico, 
que sucedeu o românico em muitas partes da Europa. A transição para o gótico foi relativamente 
rápida na região. 
Decoração Simples: 
Em comparação com as elaboradas decorações e esculturas presentes em algumas igrejas românicas 
em outras regiões, as igrejas escandinavas muitas vezes exibiam decorações mais simples e sóbrias. 
É importante notar que as condições geográficas, culturais e históricas da Escandinávia 
influenciaram fortemente o desenvolvimento artístico da região. Embora a arte românica tenha 
deixado algumas marcas na Escandinávia, o estilo predominante foi o gótico, que se adaptou mais 
prontamente à sensibilidade artística e arquitetônica local. 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
5. RESUMINDO A ARTE ROMÂNICA EM DIFERENTES REGIÕES 
Itália: 
 Influências Romanas e Bizantinas: Reflete uma continuidade com as tradições artísticas 
romanas e bizantinas. 
 Uso Frequente de Mármore: Mármore é comum em esculturas e arquitetura. 
 Pisan Romanesque: Estilo específico na Toscana, com ênfase em elementos decorativos 
geométricos. 
França: 
 Influências Carolíngias: Inspirada pelas tradições carolíngias e formas romanas clássicas. 
 Abadia de Cluny: Importante centro artístico românico. 
Alemanha: 
 Arquitetura Sólida e Maciça: Caracteriza-se por uma arquitetura robusta, com influências 
otônicas e bizantinas. 
 Região da Renânia: Conhecida por igrejas ricamente decoradas. 
Espanha: 
 Influência Mista: Sofreu influências românicas, moçárabes e mudéjares. 
 Arquitetura Defensiva: Algumas características defensivas devido à convivência com a 
Reconquista. 
Portugal: 
 Influência Mista com o Islã: Presença moura, especialmente em Coimbra, reflete-se em 
azulejos e padrões geométricos. 
 Abadia de Santa Maria de Alcobaça: Exemplo notável da arte românica em Portugal. 
Escandinávia: 
 Transição para o Gótico: Transição rápida para características do estilo gótico no final do 
século XII. 
 Influência Viking Menos Evidente: Arte viking não teve uma influência direta 
significativa na arte românica escandinava. 
29 
 
Essas breves características resumem as nuances distintas da arte românica em cada região, 
destacando as influências culturais, estilísticas e históricas que moldaram essa fase na história da 
arte europeia. 
 
30 
 
6. Conclusão 
Concluindo a pesquisa sobre a Arte Românica e suas diferenças regionais na Europa, observamos 
uma rica tapete cultural e estilística moldada por fatores diversos. Embora a Arte Românica 
compartilhasse características básicas em toda a Europa entre os séculos XI e XIII, as nuances 
regionais foram notáveis. 
Quando falamos em arquitectura, pintura ou da escultura românica, importa ter presente que os 
edifícios não constituem apenas um conjunto de elementos que, coordenados entre si, lhe conferem 
uma dada forma que se designa de “construção românica”. Estes são também, e muito, o resultado 
de combinações conceptuais, mas também de conjunturas históricas, económicas, políticas, sociais 
e religiosas específicas. 
Mais do que história das formas, a arquitectura, pintura e escultura, tem de serem entendidas como 
história dos significados. A criação de grupos regionais, reunidos sob o título de “românico”, resulta 
de estabilizações de diferentes soluções técnicas, formais e funcionais dominantes e, por extensão, 
de diferentes sentidos. A arte que se formou nos séculos XI e XII por toda a Europa ocidental, 
prolongando-se além destas centúrias, não mostrou sempre, nem em todo o lado, as mesmas 
características. 
Assim sendo, são o resultado da acção humana. Um estilo não é unicamente um conjunto de 
soluções formais que o objecto artístico e/ou arquitectónico possui em si mesmo, mas é antes uma 
conjugação de formas, ideias e funcionalidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
Referencias Bibliográficas 
PIMENTAL, A. F., Grunewald, D., Debicki, J., Favre, J. F. (2010) HISTORIA DA ARTE 
(Arquitectura, Escultura e Pintura). MinervaCoimbra editora. Coimbra-Portugal. 
Janson, H. W., &Janson, A. F. (2014). História da Arte. Bookman Editora. 
Honour, H., & Fleming, J. (2009). História Mundial da Arte. Editora LTC. 
Henderson, G. (1977). História da Arquitetura. Zahar Editores. 
Rivoira, G. T. (2013). La Arte Cristiana en la Edad Media: Romanico, Gotico, Renacimiento. 
Editorial Maxtor. 
Wikipedia. Arquitectura Românica. Disponível em: 
https://www.estilosarquitetonicos.com.br/arquitetura-romanica/ 
Wikipedia. Romanico espanhol. Disponível em: 
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rom%C3%A2nico_espanhol. 
Estilo Romanico na Espanha. Disponível em: 
https://umbrasileironaespanha.wordpress.com/2020/04/07/estilo-romanico-na-espanha/ 
Arte Românica. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_rom%C3%A2nica 
 
https://www.estilosarquitetonicos.com.br/arquitetura-romanica/
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rom%C3%A2nico_espanhol
https://umbrasileironaespanha.wordpress.com/2020/04/07/estilo-romanico-na-espanha/
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_rom%C3%A2nica

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