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Startups e Legaltechs
A análise do reflexo da revolução digital em novos modelos de negócios, como startups e legaltechs.
Prof. Guilherme Deps Cabral
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender a mudança do mundo ocasionada pela transformação digital e o impacto em novos modelos de
negócios, incluindo as startups e legaltechs; assimilar as possibilidades de demandas jurídicas insurgentes a
partir da nova realidade e a necessidade da assessoria e estruturação jurídica correta; compreender a
mudança no mercado jurídico ocasionado pelos vários tipos de legaltechs.
Preparação
Antes de iniciar a leitura deste conteúdo, consulte o Código Civil e a Lei Complementar nº 155/2016.
Objetivos
Definir os elementos determinantes para o surgimento de startups e legaltechs.
Identificar as principais demandas jurídicas de uma startup e legaltech.
Reconhecer a mudança do mercado jurídico e os problemas solucionados pelas legaltechs.
Introdução
A sociedade vem mudando a um ritmo acelerado e sem precedentes. Mercados estão sendo completamente
revolucionados por startups que modificam o consumo, a produção e a distribuição de bens. Os mercados
financeiro, imobiliário, de saúde, de educação, de construção civil, agropecuário, de energia, de marketing etc.
estão sendo remoldados por startups, e a compreensão das novas demandas jurídicas advindas desses novos
tipos de organização é essencial para o operador do Direito do século XXI que pretende continuar sendo uma
figura indispensável. 
O próprio mercado jurídico vem se reestruturando, ocasionando o surgimento de startups focadas em resolver
problemas jurídicos e do mercado jurídico. Nesse contexto, a compreensão dos fenômenos denominados
Legaltechs também é extremamente importante para o operador do Direito do século XXI. 
• 
• 
• 
1. Startups e legaltechs 1
Estruturando startups e legaltechs 
Por onde começa a inovação: indústria 4.0 e transformação digital
O mundo mudou. Essa mudança atingiu todos os segmentos da indústria e do comércio e foi marcada pelo
desenvolvimento de ferramentas tecnológicas.
Antes dos anos 2000, a maior parte da força de trabalho era composta pela grande necessidade de mão de
obra para indústria e agricultura. A partir dos anos 2000, uma nova necessidade tornou-se tendência: a 
prestação de serviços. Então, o capital intelectual passou a ser valorizado. 
Grande parte dessa mudança se deve ao desenvolvimento da tecnologia. Se antes precisávamos da força
humana para executar certos trabalhos, pouco a pouco essa necessidade foi sendo substituída pela máquina. 
A seguir, apresentamos algumas profissões que foram extintas com o desenvolvimento da tecnologia durante
o século XX:
Datilógrafo
Operador da máquina de escrever. A profissão se resumia a escrever o
que fosse necessário em uma máquina. Com o surgimento e a
acessibilidade de computadores, essa profissão foi completamente
extinta.
Projecionista de cinema
Antigamente, a projeção de cinema era feita de forma manual. Assim, era
preciso que um profissional operasse essa máquina. Com o surgimento
da projeção digital, a profissão de projetista acabou.
Ascensorista de elevador
Operador do elevador. A profissão vem desaparecendo com o surgimento
de elevadores automáticos. 
Operadoras telefônicas
Operavam o telefone e intermediavam ligações. Antigamente, para
realizar uma ligação, era necessário ligar para uma central que
direcionava todas as chamadas. Mais uma vez, com o desenvolvimento
da tecnologia, esse processo tornou-se automatizado, fazendo
desaparecer a necessidade desse profissional.
No século XXI, a evolução trazida pela tecnologia apresenta características distintas. Enquanto no século XX
os robôs substituíram a força manual humana, no século XXI, com desenvolvimento da inteligência artificial, os
robôs substituem a força intelectual. E isso já é uma realidade há um bom tempo: 
A seguir, apresentamos alguns exemplos de uso de inteligência artificial:
Serviços de streaming
São exemplos disso os serviços de streaming como Netflix. Esses serviços oferecem um catálogo
praticamente infinito de filmes e séries que é constantemente atualizado por um custo mensal baixo.
Em vez de ir até a locadora e alugar uma mídia, atualmente as pessoas preferem assisti-las de casa a
um custo muito menor. Não à toa, a Blockbuster, maior locadora de filmes do mundo, faliu em 2013. O
que muitos não se dão conta é que os serviços de streaming utilizam a inteligência artificial para
sugerir conteúdos ao expectador. Com isso, não há mais necessidade de um funcionário para ajudar a
escolher uma mídia para locar. A sugestão é feita por algoritmos que aprendem seus gostos com base
no que você vê.
Aplicativos de trânsito
A utilização de inteligência artificial também pode ser visualizada nos aplicativos de trânsito, como
Google Maps e Waze, que fazem uma previsão inteligente da rota mais interessante para o viajante,
considerando o trânsito em tempo real.
Chatbots
Outro exemplo muito difundido de inteligência artificial são os chatbots, robôs programados para
conversar com as pessoas de maneira natural. Essa tecnologia é atualmente considerada bastante
simples e amplamente difundida.
Quantas vezes já conversamos com robôs por chat da empresa? Vários bancos prestam inúmeros
serviços por meio dessa tecnologia, sendo possível fazer até mesmo renegociações de dívida, um
serviço que é inteiramente prestado por robô, desde a primeira conversa até o fechamento da nova
contratação, sem qualquer interferência do ser humano.
Saiba mais
Um estudo foi feito pela empresa McKinsey, comparando o total de horas trabalhadas nos Estados
Unidos e na Europa para diferentes habilidades em 2016 com esse mesmo total estimado para 2030. Foi
possível perceber que as habilidades emocionais, as chamadas soft skills, tornam-se cada vez mais
valorizadas em detrimento de habilidades físicas e manuais. Além disso, a necessidade de habilidades
tecnológicas apresentou claro crescimento. 
Assim como aconteceu no século XX, em que profissões foram extintas e pouco a pouco substituídas pela
tecnologia, o século XXI também vai ser marcado por essa transição. Ter um robô realizando cirurgias em
pacientes está muito mais próximo da nossa realidade do que imaginamos.
Sabemos que temos tecnologia existente para possibilidades infinitas. Veja algumas dessas tecnologias:
Google Duplex
Inteligência artificial desenvolvida pela Alphabet que realiza uma série de funções para você. Como se
fosse um assistente, é capaz de fazer reserva em restaurante, salão de beleza e consulta médica,
além de marcar uma série de compromissos. A tecnologia utilizada é o deep learning, por meio da
qual vários algoritmos conversam entre si e aprendem sozinhos as funções. O sistema não recebe
cada dado específico do que pode executar, mas, por correlação e aprendizagem de máquina, ele vai
pouco a pouco desenvolvendo sozinho essas habilidades. Além disso, o sistema não possui voz
robotizada, constrói frases longas e utiliza expressões de fala como “humm”. 
Alpha Go
É outro exemplo do Google de aplicação da inteligência artificial. É um programa desenvolvido para
enfrentar o campeão mundial do Go, jogo de tabuleiro milenar, em uma batalha de cinco jogos. Devido
às infinitas possibilidades de jogadas, é considerado o jogo mais complexo do mundo. 
Alibaba’s Future Hotel
O FlyZoo, hotel do futuro da empresa Alibaba Group, é um hotel, já em operação na cidade de
Hangzhou na China, que utiliza tecnologia em todas as etapas dos serviços, desde a recepção com
check-in digital (sem presença de nenhum funcionário), reconhecimento facial para entrada no quarto
e garçons-robôs.
Saiba mais
Provavelmente, você conhece a história da Tay, robô da Microsoft que foi criado para interagir nas redes
sociais e, em menos de 24 horas, tornou-se racista, xenófobo e sexista. Vale lembrar que a
aprendizagem da máquina depende da análise de dados já existentes e criação de associações. Então, a
depender da qualidade desses dados, a aprendizagem torna-se comprometida.Foi exatamente o que
aconteceu com a Tay. 
Estamos a poucos passos da difusão cada vez maior desse nível de tecnologia. Essa difusão acontece em
velocidade extremamente acelerada. Basta pensar que poucos anos atrás mal existia telefone celular para
chamadas e, atualmente, a maior parte das pessoas possui um smartphone e o utiliza para milhares de outras
funcionalidades, muito além da simples realização de chamadas. 
Essa difusão acelerada da tecnologia foi fator fundamental para o fenômeno das startups, assunto que
trataremos no próximo tópico. 
Startups e empresas tradicionais
Para começar, não podemos deixar de explicar o que é uma startup. Podemos resumi-la com uma frase
clássica: 
uma startup é uma instituição humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em condições
de extrema incerteza.
(RIES, 2011, p.11.)
Outra característica relevante das startups é que comumente exploram a tecnologia em seu modelo de
negócio. Quando falamos em legaltechs, estamos nos referindo a startups voltadas especificamente para o
mercado de tecnologia jurídica, o qual vem crescendo de maneira expressiva nos últimos anos.
Foi exatamente a difusão acelerada da tecnologia e a consequente democratização do acesso a essas
ferramentas que permitiram que um grupo pequeno de pessoas se juntasse para resolver as dores da
sociedade e pudesse ser capaz de competir com gigantes consolidados. 
As startups estão cada vez mais ocupando espaço em nosso cotidiano, com a proposta de solucionar
problemas de forma ágil, prática e com apenas um clique. Podem ser citadas como exemplo, dentre outras
milhares que utilizamos todos os dias: 
Waze
Uber
Airbnb
NuBank
Spotify
Todas elas começaram pequenas, mas foram capazes de incomodar gigantes dos setores. No caso das
legaltechs, podemos citar exemplos que para os advogados e operadores do Direito são bastante corriqueiros
também, como Conjur, Jusbrasil, Jurídico Certo, Jota, entre várias outras.
Sobre o impacto das startups na economia, os dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas) de junho de 2017 apontam que “as micro e pequenas empresas estão na contramão da
realidade brasileira, pois registraram um saldo positivo na geração de empregos, um total de 35.769 novos
postos de trabalho” (FARANI, 2017). 
Como essas empresas alcançaram o sucesso na nova economia?
De acordo com Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), essas empresas
atuam em função de resolver problemas que geralmente atingem de forma significativa a vida do brasileiro,
por exemplo, as falhas de mobilidade urbana, a baixa oferta de crédito e os custos elevados dos serviços
financeiros. Mas ocupar as lacunas da velha economia é apenas umas das estratégias de sucesso adotadas
pelas startups. (CORREIO BRASILIENSE, 2019).
Esses dados retratam aquela clássica analogia da corrida entre: 
Empresas tradicionais 
De um lado, as empresas tradicionais ainda
sentem na pele os graves impactos da crise
que atingiu o país.
Startups 
Do outro, startups como Nubank, 99,
Stone, PagSeguro e Movile (iFood), que
valem cerca de R$89 bilhões, veem seus
negócios crescerem a dois dígitos por
mês e se destacam na geração de
empregos. Porque seu valor de mercado
já alcançou a marca de US$1 bilhão, no
jargão do mercado, essas empresas são
chamadas de unicórnio (ÉPOCA
NEGÓCIOS, 2019).
Saiba mais
Falando especificamente das legaltechs, a maior prestadora de serviços jurídicos de divórcio no Reino
Unido não é um escritório de advocacia, mas sim uma Legaltech chamada Amicable, considerada ainda a
quarta empresa mais disruptiva da Europa, segundo ranking da publicação Disruption 50. Com isso,
percebemos que não só a exploração de tecnologia, mas também o modelo de gestão exponencial (ágil)
tornou possível a competição entre startups (incluindo as legaltechs) e empresas tradicionais. 
Em A startup enxuta, Eric Ries desenvolveu o ciclo construir-medir-aprender. Basicamente, o ciclo consiste em
um método de experimentação rápida para acelerar a falha, e, portanto, alcançar o produto lapidado também
de forma mais rápida. É a famosa frase:
Fail fast, learn faster (falhe rápido e aprenda ainda mais rápido).
O processo começa com o desenvolvimento de um produto viável mínimo (MVP), o qual terá um formato o
mais básico possível a fim de que seja colocado no mercado em sua versão beta, de modo que o
empreendedor colha feedbacks dos seus clientes. Com isso, é possível validar a hipótese e entender se o
produto a ser desenvolvido fará sentido para o mercado e para o público; a partir dessas informações, o
produto é cada vez mais lapidado, e o processo pode ser repetido até que se encontre o produto final. 
O MVP, por ser uma versão beta, proporciona economia financeira e agilidade no teste da hipótese. Então, em
vez de levar muitos meses ou anos para desenvolver um produto, para só então colocá-lo no mercado e correr
o risco de não haver adesão dos seus clientes, com o MVP esse processo é agilizado e, em poucas semanas,
você já terá a versão final do produto com a hipótese devidamente validada.
Veja este gráfico que demonstra de forma clara como funciona o ciclo no método da Startup Enxuta
desenvolvido por Eric Ries:
Navios 
Empresas grandes e consolidadas, “navios”
são pesados, possuem estrutura complexa e
burocratizada.
Lanchas 
Startups, “lanchinhas” são mais ágeis,
enxutas e, por isso, chegam em
primeiro lugar na corrida.
Ciclo do lean startup.
Não existe uma fórmula pronta para desenvolvimento do MVP. O que se precisa ter em mente é que o
MVP deve permitir a validação da sua hipótese.
Dropbox
Por exemplo, o Dropbox, empresa de armazenamento de arquivos em nuvem, criou um MVP muito
simples para entender se o seu produto faria sentido: uma página na internet, com um vídeo rápido
explicando o que seria o produto desenvolvido, pedindo que os interessados deixassem seu e-mail
para serem avisados quando fosse lançado o projeto. Rapidamente, a empresa recebeu mais de 70
mil e-mails de interessados, levando a crer que a hipótese criada faria sentido para o mercado.
Liberfly
A Liberfly, maior Legaltech da América Latina focada na resolução de problemas de consumidores
com companhias aéreas, iniciou suas atividades, há quatro anos, utilizando um simples formulário do
Google. Atualmente, a empresa conta com os recursos avançados de inteligência artificial, automação
e um robusto time de tecnologia e recentemente teve sua operação avaliada em R$50 milhões. 
Com os aspectos relacionados à estruturação de startups e legaltechs compreendidos, agora abordaremos os
aspectos jurídicos mais relevantes a respeito do tema.
Startups x empresas tradicionais
No vídeo a seguir, veja uma análise do professor Guilherme Cabral sobre as startups e as empresas
tradicionais!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa que descreve corretamente a importância do MVP (Produto mínimo viável) para uma
startup:
A
É por meio do desenvolvimento de um produto mínimo viável que uma startup consegue ser imediatamente
vendida.
B
O MVP não permite a validação do produto que a startup está desenvolvendo, mas garante o IPO da empresa
na bolsa de valores. O MVP é um tipo de contrato de investimento fundamental.
C
Por meio do MVP, uma startup consegue validar determinada hipótese de mercado e descobrir se sua solução
realmente faz sentido.
D
O MVP é característico de empresas tradicionais.
E
O principal objetivo do MVP é garantir a segurança das informações do negócio a fim de que não caiam nas
mãos de um concorrente.
A alternativa D está correta.
O MVP é um produto inicial e rudimentar de uma startup, objetivando validação de mercado.
Questão 2
Qual das alternativas abaixo reflete uma das estratégias adotadas por startups?
A
Aproveitar as falhas e lacunas do mercado tradicional, focando seus esforços na solução de algum problema
de maneira escalável.
B
Focar na elaboraçãode produtos físicos.
C
Esquivar-se da legislação, conseguindo, dessa forma, escalar seus produtos.
D
Utilizar o MVP para atingir e dominar mercados como o da produção de commodities.
E
Não focar em mercados extremamente engessados, como o mercado jurídico.
A alternativa D está correta.
Geralmente, as startups se beneficiam do fato de que os mercados tradicionais, como educação, mercado
financeiro, jurídico, de mobilidade, ainda estão entrando para a nova era da digitalização e aproveitam essa
oportunidade.
2. Startups, legaltechs e o Direito
Cronologia e aspectos jurídicos das startups e legaltechs 
Compreender a cronologia das startups (incluindo legaltechs, que são startups voltadas para o setor jurídico)
é extremamente importante. Isso porque existem diferentes documentos, cláusulas contratuais e formas de
atuação a depender da fase em que se encontra o empreendedor e seu projeto.
Ideação
Nessa fase, o empreendedor identifica na sociedade um problema que deseja solucionar e estrutura
um possível modelo de negócio para isso.
Operação
Nessa etapa, o empreendedor reúne pessoas com habilidades complementares a fim de
desenvolverem juntos a ideia. Logo após a formação do time, é hora de estruturar o projeto, uma
etapa negocial em que é desenvolvido todo o planejamento estratégico e estrutural da startup.
Validação
O objetivo dessa fase é entender se tudo aquilo que foi pensado pelo empreendedor e pela sua
equipe terá aderência do mercado. Nessa etapa, utiliza-se o ciclo construir – medir – aprender,
desenvolvido por Eric Ries.
Tração
Essa fase inicia-se depois de encontrado o modelo de negócio ideal ao mercado. Seu objetivo é
acelerar o crescimento do negócio, mantendo o timing para a solução. Geralmente, é nessa fase que
se iniciam rodadas mais robustas de investimento. Nesse ponto, o empreendedor já entendeu que a
ideia dele faz sentido, e a hipótese foi testada. Por isso, é hora de escalar o negócio.
Consolidação
Nessa fase, o negócio já assumiu dimensões maiores. Por isso, é possível que a empresa seja vendida
por preços milionários (ou até bilionários) ou que o capital seja aberto na bolsa de valores (oferta
pública inicial), o chamado IPO (Initial Public Offering).
É importante destacar, no entanto, que não existe rigidez em relação à ordem de execução dessas fases, pois
são fluidas e mutáveis. Com isso, há empreendedores que seguem o lema “primeiro quem, depois o quê”.
Esses empreendedores primeiro formam o time, reunindo pessoas com os mesmos ideais que querem
empreender, para só então estruturar de fato o projeto. Por outro lado, há empreendedores que começam a
rodar o MVP sozinhos, para só então trazerm mais gente para o time. 
Então, nada dito aqui pode ser tomado como absoluto, até porque a vida é dinâmica e o universo de
startups comporta inúmeras variáveis e novidades.
Em relação ao aspecto jurídico, é importante ter em mente que durante as fases iniciais de formação do time e
estruturação do projeto existem dois documentos relevantes: 
Acordo de confidencialidade ou NDA (Non-Disclosure Agreement)
É um contrato elaborado entre as partes com a finalidade de impedir o vazamento de informações
compartilhadas, já que isso pode apresentar um risco para a continuidade do negócio. O principal
objetivo, portanto, é garantir a segurança das informações do negócio, a fim de que não caiam nas
mãos de um concorrente.
Como todo contrato, a margem criativa no NDA é bastante ampla, podendo-se estabelecer
confidencialidade com os próprios membros do time, com parceiros em reuniões comerciais, com
futuros investidores, com mentores, com aceleradoras e incubadoras, por exemplo. É possível ainda
que a confidencialidade seja estabelecida perante qualquer informação tratada na reunião, ou, a
depender do caso, perante um plano de marketing, plano estratégico, software desenvolvido,
projetos, invenções, e demais segredos comerciais.
Memorando de entendimentos ou MOU (Memorandum of Understanding)
É uma modalidade pré-contratual na qual são definidas regras e diretrizes do futuro negócio. O
processo de abertura de empresa no Brasil costuma ser lento e burocrático e, por esse motivo, muitos
empreendedores iniciam a validação da hipótese antes mesmo da constituição da empresa. Apesar
disso, uma das principais causas de insucesso das startups (incluindo as legaltechs) são conflitos
entre os sócios. Por isso, como forma de ter algum resguardo jurídico, principalmente em relação às
definições entre os sócios, o memorando de entendimentos se revela como uma alternativa.
A constituição da empresa só acontece com o cumprimento dos requisitos formais, já que, de acordo com o
art. 45 do Código Civil, a personalidade jurídica só se inicia com registro dos atos constitutivos no órgão
competente. Confira-se o artigo 45 do Código Civil:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Artigo 45 do Código Civil
Mais uma vez, a liberdade criativa dos contratos impera. Apesar disso, é bastante comum que os memorandos
de entendimento contenham definições como: 
descrição do projeto;
funções a serem desenvolvidas pelos futuros sócios (comumente denominados Founders, Fundadores
em inglês);
confidencialidade; regras para caso de retirada de um Founder;
futuro percentual de participação de cada um;
cláusulas de exclusividade e de não competição; alinhamentos sobre propriedade intelectual; e gatilhos
para constituição da sociedade, como faturamento, tempo, ou recebimento de aporte de
investimentos.
A depender do modelo do negócio, mesmo a fase de validação deve obter sustentação jurídica mais robusta,
sob pena de graves implicações para os fundadores. Alguns mercados são extremamente regulamentados,
• 
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• 
• 
• 
por isso, é impossível começar a atuar sem cumprir com os requisitos formais e burocráticos, podendo os
fundadores serem penalizados com multas exorbitantes e indiciados criminalmente. 
Exemplo
Um exemplo bastante comum de mercado sob forte regulamentação são as fintechs (startups focadas
no mercado financeiro). O mercado financeiro é regulamentado por vários órgãos, como o Banco Central
e a Comissão de Valores Mobiliários. 
Com isso, começar a atuar no ramo requer adequações como possuir um CNPJ, com tipos societários e
CNAEs adequados, e estar de acordo com legislações especificas. Nesse contexto, é imprescindível uma
assessoria jurídica atuando desde o início, até mesmo para que tais pontos sejam devidamente esclarecidos. 
Na fase de validação e tração começam também a surgir questões envolvendo os investimentos em startups,
assunto que abordaremos a seguir. 
Investimento em startups 
Como falamos, o investimento em startups em diferentes fases tem muita relação com a cronologia de criação
do projeto. 
Bootstrapping e Friends and Fools
Logo no início, durante a fase de validação, é comum que os empreendedores utilizem capital próprio para
sustentar o projeto, o chamado bootstrapping. A vantagem de manter o projeto durante o maior período com
capital próprio é que não haverá necessidade de dividir participação societária com investidores. 
Apesar disso, é possível que os recursos próprios não sejam suficientes para propiciar um crescimento
acelerado, o que pode resultar na morte do projeto em detrimento de outro semelhante que chegue no mesmo
ponto em menor tempo.
Family, Friends and Fools
Ainda na fase de validação, é também comum que pessoas próximas aportem valores no projeto, a etapa 
Family, Friends and Fools. Nesse momento, o projeto está começando, então é comum que pessoas próximas,
que confiam no potencial dos fundadores porque já os conhecem, façam pequenos aportes. 
Na prática, essa etapa muitas vezes carece de formalidade jurídica, já que pode ocorrer antes mesmo que se
tenha a constituição formal da empresa.Apesar de comum, essa não é a situação ideal. É importante que as
regras sejam devidamente definidas em contrato para evitar problemas posteriores. 
Investidor-anjo.
Por exemplo, se esse investimento for convertido em participação societária futura, é importante que seja
definido e pensado exatamente qual será o percentual. Se a startup prosperar, a divisão do capital entre
sócios e os documentos formais celebrados (práticas de governança corporativa) serão de extrema
importância para avaliação de futuros investidores.
Investimento-anjo
A próxima etapa de investimentos, o investimento-anjo, é de extrema importância, sendo uma etapa revestida
de maior formalidade jurídica, o que acontece quando a empresa já está formalmente constituída.
De acordo com o portal Anjos do Brasil, o investimento-anjo:
 
É efetuado por profissionais (empresários, executivos e profissionais liberais) experientes, que agregam
valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos, além dos
recursos financeiros, por isso é conhecido como smart-money.
Tem normalmente uma participação minoritária no negócio.
Não tem posição executiva na empresa, mas apoia o empreendedor atuando como um mentor ou
conselheiro.
Essa modalidade de investimento foi reconhecida em 2016 pela LC 155, que alterou a LC 123/2006 (que
dispõe sobre as Microempresas e Empresa de Pequeno Porte), introduzindo os artigos 61-A a 61-D. A LC
155/2016 acrescentou em seu art. 61-A, §2º, que o investidor-anjo pode ser pessoa jurídica. 
Essa legislação inova ao trazer o contrato de participação enquanto veículo de investimento (art. 61-A, §1º, LC
155/2016). Além do contrato de participação, existem outros veículos de investimento possíveis para essa
etapa:
Contrato de participação
Como já abordamos, esse veículo é uma novidade legislativa de 2016.
Diante da regulamentação, o investidor-anjo que investe por meio desse contrato tem algumas garantias (art.
61-A, §4º, I e II), como: 
 
(i) não ser considerado sócio;
(ii) não responder por dívidas da sociedade;
(iii) não suportar riscos, como trabalhista e
desconsideração da personalidade jurídica.
Essas garantias são valiosas para o investidor-
anjo, pois não é de interesse desse player
sofrer os riscos de ser considerado sócio da
empresa. O objetivo do investidor-anjo,
portanto, é conseguir a valorização do capital
aportado e também estar ao lado dos
fundadores para agregar valor ao negócio. Mas, de outra sorte, ser considerado sócio e sofrer todos os ônus
disso, não é interessante.
Bootstrapping 
Capital dos
empreendedores.
 VantagemNão há
necessidade de
dividir
participação
societária com
investidores.
 Atenção:A limitação
de capital
pode
causar a
morte do
projeto.
Family, Friends and Fools 
Aporte
de
capital
de
pessoas
próximas.
 VantagemCom o
aporte de
capital no
projeto a
empresa
acelera seu
crescimento.
 Atenção:A carência
de
formalidade
jurídica
pode gerar
problemas
futuros.
1. 
2. 
3. 
Atenção
Apesar dessas garantias, essa modalidade de investimento recebe algumas críticas por estar sob
regulamentação excessiva. Por exemplo, a LC 155/2016 estabelece alguns prazos, como a vigência
máxima do contrato (art. 61-A, §1º), e define regras de remuneração dos aportes (art. 61-A, §6º). Isso
não é visto com bons olhos, pois limita a liberdade de contratação e pode, por vezes, não se adequar à
realidade da startup e do investidor. 
Sociedade em Conta de Participação
A Sociedade em Conta de Participação (SCP), regulada pelos arts. 991 a 996 do Código Civil, é um tipo
societário comumente utilizado como veículo de investimento com a finalidade de levantar capital para algum
empreendimento. Também é bastante comum quando o assunto é investimentos em startups também. Assim,
temos: 
De acordo com o Código Civil (art. 993), a SCP não possui personalidade jurídica própria e sua constituição
independe de qualquer formalidade, podendo provar-se por todos os meios de direito (art. 992), motivos
pelos quais a doutrina costuma classificá-la como uma sociedade com natureza contratual. Com isso, todas as
obrigações assumidas são em nome do sócio ostensivo, aquele que exerce de fato o objeto social (art. 991).
Saiba mais
Em 2014, a Receita Federal do Brasil editou uma Instrução Normativa (nº 1.470/2014) que conferiu às
SCP a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e,
consequentemente, exigiu o cumprimento de obrigações acessórias. 
Mútuo conversível
O contrato de mútuo é, tipicamente, um contrato de empréstimo. O mutuante empresta valor ao mutuário e
ambos estabelecem prazos e parâmetros para devolução do valor. No mútuo conversível, em vez de o valor
emprestado ser devolvido, é estabelecido um prazo para que, ao final do contrato, aquele valor seja 
convertido em participação societária. Apesar disso, é importante também que conste no contrato a
possibilidade de que a dívida seja cobrada monetariamente, porque pode ser que, ao final do prazo
estabelecido, a conversão em participação não seja oportuna para o investidor. 
Esse modelo é interessante, porque o investidor não assume riscos decorrentes da participação
societária até que, de fato, haja a conversão.
Sócio ostensivo 
O
empreendedor
ou a própria
startup.
 Realiza a operação
prevista como objeto
social da sociedade.
Sócio participante/oculto 
Investidor-
anjo.
 Aporta capital com o objetivo
de obter lucro quando a
sociedade for desfeita.
Opção de compra
O contrato de opção de compra é bastante comum no ambiente empresarial. Por meio dele, o comprador
adquire o direito de comprar participação societária, em determinado período, por um valor pré-fixado.
Diferentemente do contrato de mútuo, em que o valor pago pela participação societária é despendido logo no
início, na opção de compra, o valor pago pela participação societária é despendido apenas no final do período
de tempo previamente definido, quando o comprador pode ou não exercer o direito de aquisição de
participação. Apesar disso, também no início do contrato de opção de compra, o comprador precisará
despender um valor referente ao direito de aquisição de ativo e não à aquisição do ativo em si, o que
acontecerá em momento posterior.
Agora que já apresentamos os veículos para investimento-anjo, voltaremos a tratar das fases de investimento.
Fundos de investimentos.
Fundos de investimento
Depois do investimento-anjo, a próxima fase é a dos fundos de investimento. Nessa etapa, são necessários
conhecimentos mais específicos de Direito societário e mercado de capitais, pois a atividade dos fundos de
investimento apresenta uma estruturação específica e é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM). Neste ponto, citamos a Lei nº 6.385/1976, que é responsável tanto por criar a CVM quanto por
regulamentar aspectos do mercado de valores mobiliários. 
De acordo com a Lei nº 6.385, os fundos de investimentos são modalidades de investimento coletivo, sendo
que o patrimônio integral é dividido por quotas de valores mobiliários. Outro aspecto de extrema relevância,
que envolve o risco de estruturação de investimentos coletivos, é que a CVM considera como valores
mobiliários sujeitos ao seu controle quaisquer títulos ou contratos de investimento coletivo que sejam
ofertados publicamente.
Dessa forma, é preciso estar atento à realização ou não de oferta pública de participação na estruturação de
alguma modalidade de investimento coletivo que não seja por meio de fundos.
No contexto de atuação dos fundos de investimentos, surgem termos típicos do universo de startups:
 
Capital semente (Seed Money)
Venture Capital (VC)
Private Equity (PE)
Cada fundo de investimento possui uma especialização, uma tese de investimento, uma média de valor de
aporte. 
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• 
Exemplo
Existem fundos de investimento internacionais especializados em investimentos em fintechs da América
Latina e aportes de capital semente. É importante que, ao assessorar o cliente, você esteja ciente desse
tipo de realidade.Os fundos de capital semente atuam com aportes um pouco menores, até aproximadamente R$5 milhões, em
startups que ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento.
Já os fundos de Venture Capital e Private Equity são modalidades de investimento de risco, em que se realiza
aporte esperando alto retorno. Nesse momento, as startups estão saindo da fase de desenvolvimento e
caminhando para expansão e consolidação. Por isso, os valores aportados são muito maiores e a proporção
de participação societária negociada também é maior.
É importante considerar que o investimento em startups é realizado em rodadas: 
Series A
A primeira rodada comumente é denominada Series A e tem o objetivo de melhorar o produto,
remunerar melhor o time, melhorar a estruturação do local, tudo dentro de uma fase de
desenvolvimento.
Series B
Caso não seja possível alcançar todos os objetivos pretendidos com o capital aportado em Series A,
faz-se uma nova rodada de investimentos em Series B. Aqui, estamos falando da participação de
fundos de VC. Os fundos de Venture Capital geralmente realizam aportes entre R$5 milhões e R$20
milhões com a finalidade de propiciar o crescimento e a consolidação.
Series C
Já na fase de internacionalização do projeto, em que a startup já está consolidada, temos a
participação de fundos de Private Equity em rodada de Series C.
Series D
Quando a rodada em Series C não alcança o resultado desejado, é possível fazer uma rodada em 
Series D. Aqui, estamos falando de fundos de Private Equity que realizam aportes geralmente acima
de R$50 milhões.
Initial Public Offering (IPO)
Finalmente, a última fase é a abertura de capital na bolsa de valores (oferta pública inicial), o
chamado IPO (Initial Public Offering).
No meio de todo esse processo, é possível que a startup seja vendida para outra, ou para um fundo, por
exemplo, por preços milionários ou até bilionários.
Exemplo
A startup Creditas inicialmente trabalhava com concessão de crédito com garantia, mas recentemente
adquiriu a startup Creditoo com o objetivo de expandir o mercado e trabalhar também com a concessão
de crédito consignado. 
Para facilitar a visualização das etapas de investimento, configura o gráfico abaixo:
Etapas e tipos de investimento.
Outra modalidade de investimento que está ganhando destaque no mercado é o equity crowdfunding, uma
forma de investimento por financiamento coletivo que acontece por meio de plataformas on-line. Essa
modalidade foi regulamentada pela Instrução CVM nº 588 de 2017.
As plataformas selecionam startups e empreendedores on-line que, após passar por uma rigorosa análise, têm
participações oferecidas em troca de aportes financeiros, tudo regulado e supervisionado pela CVM. Assim,
centenas de investidores tem a possibilidade de realizar investimento em startups por meio de uma plataforma
on-line, com baixos valores aportados.
Os investimentos em startups
No vídeo a seguir, veja uma análise do professor Guilherme Cabral sobre os diferentes tipos de investimentos
em startups!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Relações trabalhistas
O cenário real das startups em estágio inicial muitas vezes não comporta a formalização de um vínculo
celetista. Por causa dos tributos envolvidos, um dos custos mais altos de uma empresa é a folha de
pagamento de empregados. Assim, diante do baixo faturamento dessas empresas que estão começando, é
comum que impere a informalidade.
Pessoas em escritório informal.
Essa informalidade representa um grande risco para o empreendedor e até mesmo para a continuidade do
negócio, pois, segundo os requisitos do art. 3º da CLT (Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943), a relação
de emprego pode ser reconhecida ainda que o contrato sinalize uma relação de trabalho informal. Além disso,
é comum que a personalidade jurídica seja desconsiderada para o cumprimento de obrigações trabalhistas.
Diante disso, o empreendedor se vê num grande dilema: tentar empreender e avançar no projeto, mantendo a
informalidade das contratações diante da impossibilidade de arcar com os custos de uma relação de emprego
formal, ou desistir do seu negócio. Infelizmente, na maior parte dos casos de startups em estágio inicial, não
existe uma terceira opção de formalizar os vínculos celetistas.
Dado esse cenário, a assessoria jurídica prestada deve, em primeiro lugar, levar em conta a situação real do
empreendedor e expor todos os riscos envolvidos na informalidade das relações trabalhistas. Desse modo,
conforme os requisitos do art. 3º da CLT, a contratação celetista deve ser recomendada:
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a
empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Art. 3º - CLT
A despeito dos riscos, muitas vezes o empreendedor opta pela realização de um simples contrato de
prestação de serviços ou mesmo pela “pejotização” dos funcionários, todas essas formas consideradas pela
Justiça do Trabalho como “máscaras” de um vínculo que, na verdade, deveria ser celetista.
“pejotização” 
A denominação “pejotização” tem sido utilizada pela jurisprudência para se referir à contratação de
serviços pessoais, exercidos por pessoas físicas, de modo subordinado, não eventual e oneroso. Esse
tipo de contratação é realizado por meio de pessoa jurídica constituída especialmente para esse fim, na
tentativa de disfarçar eventuais relações de emprego que evidentemente seriam existentes, fomentando
a ilegalidade e burlando os direitos trabalhistas. 
É preciso frisar, no entanto, que o passivo trabalhista deve ser eliminado o quanto antes, já que pode ser
um empecilho para a captação de investimentos no mercado.
Muitos investidores compreendem que o passivo trabalhista pode significar a morte da startup e, por tal
motivo, esse aspecto é levado em consideração durante a avaliação da startup.
Muitas vezes, o empreendedor questiona ao advogado se o contrato de vesting não seria uma boa alternativa
para driblar as exigências trabalhistas, acreditando que o funcionário poderá trabalhar sem receber
remuneração em troca de participação societária futura. Apesar de ser uma prática comum em ambiente de
startups, é preciso estar atento aos riscos. 
No contrato de vesting, o empreendedor oferece participação societária para funcionários estratégicos, por
vezes, com o objetivo de recrutar executivos mais seniores para trabalhar na empresa. Ocorre que o contrato
de vesting não pode ser utilizado para mascarar relação de emprego, sob pena de esta ser reconhecida pela
Justiça do Trabalho em uma possível reclamação trabalhista. Por isso, o colaborador deve receber seu salário
e pagar pela aquisição de participação societária, ainda que com desconto. 
A aquisição de participação geralmente é feita gradualmente ao longo do tempo e condicionada ao
cumprimento de metas ou à ocorrência de uma situação específica. Esse lapso de tempo em que vai
acontecendo gradualmente o direito de aquisição de participação é chamado de período de vesting. 
Saiba mais
Um outro termo muito comum a esse tipo de contrato é o cliff, uma espécie de período de carência do
contrato. Somente depois do cliff surge o direito à aquisição de participação societária. 
Apesar de a Justiça do Trabalho ser bastante conservadora em relação ao reconhecimento do vínculo
empregatício, podemos dizer que já temos algumas conquistas no universo das startups. Veja um caso a
seguir:
Caso startup Singu - Reclamação trabalhista
Um caso emblemático aconteceu com a startup Singu, de Tallis Gomes. A Singu utilizou o memorando
de entendimentos, um contrato que já abordamos aqui, para disciplinar a relação entre os sócios
fundadores da startup. Nesse memorando, os fundadores estabeleceram cláusula vesting, na qual
eles adquiririam participação societária após o período de cliff. Contudo, um dos fundadores foi
“cliffado”, ou seja, saiu do projeto antes do período de cliff, por isso não foi vestido da participação
societária e, portanto, não participoudo contrato social.
Por causa disso, ingressou com reclamação trabalhista (Processo nº: RTOrd
1000856-03.2017.5.02.0023 – 23ª Vara do Trabalho de SP) com o intuito de reconhecer vínculo
empregatício na relação existente. O Magistrado sabiamente reconheceu que não estavam presentes
os requisitos da relação de emprego e destacou que o fato de não constar no contrato social não era
suficiente para descaracterizar a condição de sócio, tendo em vista que havia um memorando de
entendimentos que disciplinava sua participação societária futura após o período do cliff (que foi
descumprido).
Relações de consumo e proteção de dados 
Comumente, as startups (incluindo as legaltechs) atuam por meio de aplicativos ou plataforma digitais, o que
demanda do advogado uma atuação voltada ao mercado digital. Nesse contexto, dois documentos revelam-se
extremamente necessários:
 
Os termos de uso• 
A política de privacidade
Atenção
Esses documentos são extremamente relevantes para a empresa porque neles estão previstos todos os
limites da responsabilidade assumida pela empresa naquela contratação, bem como todas as possíveis
regras. 
Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, esses documentos são contratos de adesão e, por esse
motivo, devemos estar sempre atentos às regras dessa legislação. A partir dessa perspectiva, cláusulas tidas
como abusivas, por exemplo, podem ser consideradas nulas, e tudo aquilo que limita o Direito do Consumidor
deve estar em destaque no documento. 
Outro aspecto relevante é o direito de arrependimento, trazido pelo CDC e reforçado pela Lei do E-Commerce
(Decreto nº 7.962, de 15 de março de 2013 - outra legislação que merece atenção, juntamente com o Marco
Civil da Internet). O consumidor tem o direito de se arrepender e devolver o produto em até 7 dias úteis do
recebimento, sendo necessário que a restituição do valor de compra seja integral.
Termos.
Ambos os documentos devem estar sempre à disposição do consumidor dentro da plataforma, para que ele
consulte sempre que desejar. Além disso, é relevante que o consumidor aceite esses contratos antes de fazer
a compra, concordando com as regras estabelecidas.
Os termos de uso contêm todas as definições do produto ou serviço prestado pela empresa, com descrição
das funcionalidades, da correta utilização do produto/serviço. A política de privacidade, por sua vez, prevê
toda a forma de coleta, armazenamento, forma de utilização, finalidade da coleta, tempo de armazenamento
dos dados do consumidor coletados na utilização da plataforma. 
Neste ponto, cabe atenção especial à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de
2018), já que a questão da privacidade de dados é uma preocupação global.
Propriedade industrial: a importância da proteção dos
ativos da empresa
A inovação, muitas vezes inerente a startups e legaltechs, apresenta reflexos na preocupação com a 
propriedade industrial, os ativos intangíveis da empresa. É bastante comum relacionar o termo “aspectos
intangíveis” à propriedade industrial. Isso acontece porque, de fato, marcas, patentes e software, por exemplo,
não são ativos palpáveis do ponto de vista material, mas na maioria dos casos são um dos principais, se não o
• 
principal, pontos de inovação do negócio. Por isso é de fundamental importância a proteção jurídica desses
ativos.
 
Marcas
Patentes
Software
A marca possui vários aspectos, como branding, design, gestão, mercado, além do aspecto jurídico, que diz
respeito ao direito de uso exclusivo. Tal direito é garantido com o registro junto ao Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (INPI). 
O INPI disponibiliza em seu site um manual de marcas que apresenta uma série de definições sobre marcas e
esclarece como o registro da marca é feito. De acordo com o Manual de Marcas (INPI, 2021):
marca é um sinal distintivo cujas funções principais são identificar a origem e distinguir produtos ou
serviços de outros idênticos, semelhantes ou afins de origem diversa.
Manual de Marcas (INPI, 2021)
Assim, diante de tantos aspectos, registrar a marca e garantir a proteção jurídica, revela-se essencial para a
continuidade do negócio. É muito importante que o registro seja feito o quanto antes, pois pode ser que a
marca não esteja mais disponível no futuro, obrigando o empreendedor a criar uma nova marca e passar
novamente por todo o processo de design e branding. 
Veja a seguir um comparativo entre registro de marca e patente: 
A patente é concedida mediante solicitação ao INPI. De acordo com a Lei de Propriedade Industrial (LPI – Lei
nº 9.279, de 14 de maio de 1996), existem dois tipos de patentes: 
Patentes de invenção
Configuram-se como uma nova solução para
um problema técnico específico.
Patentes de modelo de utilidade
São definidas como uma nova forma ou
disposição de um objeto visando melhoria
funcional.
A LPI define vários requisitos e estabelece o que pode ou não ser patenteado.
• 
• 
• 
Registro de marca 
É uma exigência que muitas vezes acontece
em rodadas de investimento mais avançadas
como também em casos nos quais o
empreendedor deseja franquear o seu
negócio.
Patente 
É a proteção conferida ao titular de
uma invenção para que só ele ou
terceiros autorizados possam explorar
essa invenção.
Sobre software, cabe mencionar a Lei de Software (Lei nº 9.609/1998), que confere proteção aos programas
de computador, assim definidos pela lei como “um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou
codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza (...)”. 
Além de proteger o sistema, muitas vezes, é preciso também proteger o código do sistema desenvolvido, e
essa proteção se dá por meio de outra legislação, a de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998).
Atenção
Esses três assuntos são complexos e merecem grande atenção dentro da Propriedade Industrial, já que
a inovação e a exploração de tecnologia são praticamente inerentes às startups. Quanto a esses fatores,
o papel da assessoria jurídica é alertar o empreendedor sobre a necessidade de conferir proteção
jurídica à marca, à patente e ao software, bem como auxiliar o empreendedor nesse processo. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa abaixo que corresponde a um tipo de contrato de investimento típico de startup:
A
Contrato de empreitada.
B
Contrato de opção de compra.
C
Contrato de arrendamento.
D
Contrato de trabalho.
E
Contrato de aluguel.
A alternativa B está correta.
Por meio de um contrato de opção de compra, firmam-se condições para uma possibilidade de compra
futura de participação societária da startup, viabilizando o investimento.
Questão 2
A figura do sócio ostensivo está presente em qual tipo de contrato?
A
Contrato de trabalho.
B
Contrato de mútuo conversível.
C
Contrato de vesting.
D
Sociedade em Conta de Participação (SPC).
E
Contrato de opção de compra.
A alternativa D está correta.
Em uma SCP, há a figura do sócio ostensivo, aquele que vai assumir uma posição de gestão do
investimento em uma startup, assim como a figura do sócio oculto, responsável por realizar aporte
financeiro.
3. Legaltechs e o mercado jurídico
Legaltechs 
As legaltechs são startups jurídicas focadas em solucionar os mais variados problemas e “dores” do mercado
jurídico tradicional. As soluções criadas pelas legaltechs visam não só a melhorar o dia a dia dos advogados,
mas também a auxiliar os juízes no desempenho de suas atividades jurisdicionais, assim como resolver
problemas jurídicos de maneira mais eficiente e escalável por meio da tecnologia. 
As startups jurídicas podem ajudar os profissionais jurídicos das seguintes maneiras:
 
Aumento a produtividade e eficiência
Reduzindo os custos dos escritórios
Oferecendo diferenciais competitivos
Além disso, podem auxiliar o Poder Judiciário:
 
Diminuindo a quantidade de processos / litígios
Democratizando e aprimorando os serviços
Aumentando a transparância e reduzindo a burocracia.
Legaltech e lawtech são a mesma coisa?
Muitos se perguntam se há diferençaentre os termos “Lawtech” e “Legaltech”. Há quem diga que os temos
não são sinônimos, usando legaltech para denominar empresas que prestam serviços a advogados, escritórios
de advocacia e departamentos jurídicos corporativos; e lawtechs para denominar empresas que buscam
otimizar as atribuições dos advogados como público final. No Brasil, utilizam-se os termos como sinônimos.
Tipos de problemas solucionados por legaltechs
Existem dois grandes grupos de problemas que podem ser solucionados por legaltechs:
 
Problemas jurídicos
Problemas do mercado jurídico
Tradicionalmente, problemas jurídicos sempre foram solucionados com o conhecimento de profissionais e
operadores do Direito, em sua maioria os advogados. Entretanto, com o início da transformação digital, muitas
tarefas que anteriormente eram exclusivamente feitas por advogados sob a garantida da lei, atualmente
podem ser solucionadas pelas legaltechs, utilizando-se automação, grandes quantidades de dados (big data)
e algoritmos.
Dessa forma, com o auxílio da tecnologia disponível, demandas jurídicas (na maioria das vezes repetitivas e
mecânicas) de várias áreas, como Direito do Consumidor, Direito Civil, Proteção de Dados, Direito Imobiliário,
Direito Tributário, dentre outras, são resolvidas de forma mais escalável e eficiente.
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Exemplo
São legaltechs brasileiras: Dados Legais, Legaut, Liberfly, TaxVision. 
Já os problemas do mercado jurídico podem ser solucionados por legaltechs focadas em jurimetria, gestão de
documentos, gestão processual, educação, inteligência artificial, entre outros, facilitando o trabalho de
advogados, juízes, tribunais, estagiários etc. 
Categorias de legaltechs
De acordo com a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), existem 13 categorias de startups
jurídicas que solucionam tanto problemas essencialmente jurídicos como do mercado jurídico:
 
Analytics e jurimetria
Redes de profissionais
Compliance
Inteligência artificial
Regtech
Taxtech 
Civic tech 
Real Estate Tech 
Conteúdo, educação e consultoria 
Resolução de conflitos on-line 
Automação e gestão de documentos 
Gestão de escritórios e departamentos jurídicos 
Extração e monitoramento de dados públicos
Tendo em vista o crescente número de advogados inscritos na OAB, com projeções em torno de 2 milhões de
advogados para 2023, o mercado jurídico no Brasil certamente sofrerá grandes transformações nos próximos
20 anos. De acordo com o advogado e professor britânico Richard Susskind, o cenário jurídico mudará mais
nessas próximas décadas do que mudou nos últimos 200 anos.
Richard Susskind
Autor dos livros Tomorrow’s Lawyers e The Future of the Professions.
No Brasil, além da saturação do mercado jurídico tradicional como uma das causas de transformação do
próprio mercado, vemos um setor de investimentos de Venture Capital (investimentos em startups)
extremamente aquecido, fator que traz mais liquidez para os advogados empreendedores dispostos a se
arriscarem, podendo captar investimento para sua lawtech com uma facilidade muito maior do que tinha há
alguns anos.
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Saiba mais
Nos últimos anos, o ecossistema de lawtechs tem se expandido de maneira bastante expressiva,
apresentando um crescimento de aproximadamente 300% nos últimos 4 anos. Em 2017, a AB2L tinha
aproximadamente 50 startups jurídicas associadas. Hoje são aproximadamente 200 associadas e 422
legaltechs mapeadas no Brasil inteiro. 
Nas palavras de Mark Beer (2020), um dos maiores especialistas em tecnologia jurídica no mundo, as
legaltechs serão, na próxima década, o que foram as fintechs na década de 2010, referindo-se ao nível de
impacto causado ao mercado em que atuam: 
Em um canto do ringue, temos a confluência perfeita de poder de processamento, tecnólogos e
investimentos e, no outro, temos um sistema envelhecido, ineficiente e antiquado (…). Não é difícil prever
o resultado!.
Mark Beer (2020)
Dessa forma, o empreendedorismo voltado para legaltechs é uma das inúmeras novas profissões jurídicas que
surgiram como opção aos operadores do Direito, sendo um caminho alternativo a concursos públicos e
advocacia nos moldes mais tradicionais.
O papel das legaltechs
No vídeo a seguir, veja uma análise do professor Guilherme Cabral sobre as legaltechs!
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Das alternativas abaixo, qual não se encaixa em um tipo de serviço prestado por uma legaltech:
A
Marketplace de advogados correspondentes.
B
Gestão processual.
C
Agritech.
D
Jurimetria.
E
Civic tech.
A alternativa C está correta.
Agritechs são startups e tecnologias focadas no agronegócio.
Questão 2
Assinale a alternativa falsa:
A
As legaltechs são startups jurídicas focadas somente na solução de problemas essencialmente jurídicos.
B
As legaltechs revolvem problemas relacionados à jurimetria.
C
O Direito passará por uma transformação profunda.
D
O mercado de legaltech cresceu 300% nos últimos 4 anos.
E
As legaltechs resolvem problemas relacionados à resolução de disputas on-line.
A alternativa A está correta.
Startups jurídicas resolvem tanto problemas essencialmente jurídicos, como problemas do mercado
jurídico.
4. Conclusão
Considerações finais
Ao longo do conteúdo, compreendemos algumas questões extremamente, desde a mudança estrutural da
sociedade até a Quarta Revolução Industrial, que propiciou o surgimento das startups e legaltechs, assim
como questões de ordem mais prática relacionadas ao processo de formação, estruturação e crescimento
desse tipo de empreendimento. Abordamos também questões jurídicas mais relevantes, como, por exemplo,
as estruturas contratuais e os contratos de investimentos mais utilizados, e as diferentes legislações
envolvidas: trabalhista, de propriedade industrial, consumerista e de proteção de dados.
Por fim, depois de compreendermos as nuances jurídicas de startups, passamos para a compreensão das
startups jurídicas, ou legaltechs, de seu mercado específico, da mudança do universo jurídico que vem
propiciando o seu crescimento, assim como os tipos de legaltechs e as oportunidades contidas nesse novo
universo. 
Caberá às novas gerações de juristas e de operadores do Direito se ajustarem e compreenderem a nova
realidade de negócios, os aspectos jurídicos contidos nela e as novas relações jurídicas emergentes, assim
como a reformulação em andamento no mercado jurídico.
Podcast
Agora com a palavra o professor Guilherme Cabral, comentando sobre o papel das startups e a
relevância das legaltechs para o Direito. Vamos ouvir!
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Mestres de diversas áreas do conhecimento compartilham as informações que tornaram suas trajetórias
únicas e brilhantes, sempre em conexão com o tema que você acabou de estudar! Aqui você encontra
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O Papel do Direito na Sociedade
Sinopse: Ana Frazão, presidente da Comissão de Direito Econômico da OAB Federal, discorre sobre a relação
do direito com a sociedade e sua função ao lado dos outros fatores regulatórios que a regulam.
Explore +
Compreenda mais a respeito do mercado de Venture Capital e investimento em startups no canal Pergunte ao
VC, do Rodrigo Baer, gestor de um fundo de Venture Capital.
 
Assista ao vídeo sobre o FlyZoo, hotel “inteligente” onde os serviços são executados por robôs e veja o
impacto do uso de IA, disponível no canal da CNBC International (versão em inglês com possibilidade de
legendagem automática em português). Disponível no YouTube.
 
Assista ao documentário Alpha Go sobre a aplicação de inteligência artificial em jogos, criado por uma startup
de tecnologia e posteriormente comprada pelo Google, disponível na internet e na plataforma Netflix.
 
Conheça os sites:
 
AB2L - AssociaçãoBrasileira de Lawtechs & legalTechs
Portal Anjos do Brasil
 
Leia os artigos:
 
How Law Made Sillicon Valley, do Professor Anupan Chandler (2014), explicando a importância do
Direito para o ambiente de startups no Vale do Silício.
Desreguladores do divórcio — como o startup da LawTech amigável está mudando as regras,
disponível no site Lowtomated.
Creditas compra startup de crédito consignado Creditoo, disponível no site Infomoney.
Leia também SPINA, Cassio A. Investidor Anjo — como conseguir investimento para seu negócio
(eBook Kindle). 2013.
Referências
BEER, Mark. Como a tecnologia jurídica melhorará a justiça para todos. The Astana Times. 28 de julho de
2020. Consultado na internet em: 26 abr. 2021.
 
BUGHIN, Jacques et al. Mudança de habilidade: automação e o futuro da força de trabalho. McKinsey Global
Institute. 23 de maio de 2018. Consultado na internet em: 26 abr. 2021.
 
FARANI, Camila. Qual o papel desempenhado pelas startups na economia brasileira em tempos de crise?
Propmark. 2 de agosto de 2017. Consultado na internet em: 26 abr. 2021.
 
INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INTELECTUAL. INPI. Manual de marcas. 3. ed. 2021. Consultado na
internet em: 19 abr. 2021.
 
PEREIRA, Renée. Em meio à crise, maiores startups do país atraem capital e já valem R$89 bi. O Estado de S.
Paulo. 3 mar. 2019. Consultado na internet em: 26 abr. 2021.
 
RIES, Eric. A startup enxuta. 1. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2011.
 
SCHWAB, Klaus. A quarta revolução industrial. São Paulo: Edipro: 2016.
 
SUSSKIND, Richard. Tomorrows Lawyers. Oxford University Press, 2013.
 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
SUSSKIND, Richard. The future of the professions. Oxford University Press, 2016.
	Startups e Legaltechs
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