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1 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC ANATOMIA DO TRATO GASTROINTESTINAL: STGI: região de cabeça, pescoço, tórax, abdômen, pelve e ânus. Função: digestão, absorção e excreção de resíduos. Faringe é o órgão comum aos sistemas respiratório e digestório. Para o STGI a epiglote fecha o ádito da laringe e o alimento é conduzido ao esôfago. Esôfago: conduz o alimento para o estômago. Estômago: armazenamento do bolo alimentar. Intestino delgado tem em torno de 6m. ANATOMIA DA BOCA: Tem a função de realizar a captação alimentar, processo mastigatório, formação do bolo alimentar pela ação da saliva. 2 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC É dividida na região externa em vestíbulo oral e cavidade oral. - A língua é formada por músculos intrínsecos e sustentada por músculos extrínsecos. Tem ampla mobilidade e realiza autóclise (limpeza oral). - Lábios: superior e inferior, com a conexão entre eles chamada de ângulo da boca ou comissura labial. O espaço existente entre 2 lábios é a rima labial. O filtro do lábio superior serve para filtrar impurezas e suor. Tubérculo do lábio é uma condição genética. A primeira entrada da boca é o vestíbulo oral ou bucal (delimitado pelos dentes, gengivas e do lado oposto as bochechas e lábios). Na região do vestíbulo temos 2 freios dos lábios – frênulo labial superior (freia a movimentação excessiva dos lábios superiores) e inferior. Correlação: algumas pessoas podem ter esse freio muito espesso ultrapassando a região dos dentes incisivos centrais e acaba causando diastema (separação dos dentes). No fundo da região do vestíbulo tem uma saliência que é o local onde então as glândulas parótidas. - A mucosa é muito vascularizada (avermelhada). Correlações: a saliva tem eletrólitos que ressecam os lábios porque alteram a osmolaridade. Herpes labial geralmente fica na região chamada áreas peri labiais. DENTIÇÃO: Primeira dentição: 20 dentes de leite. 3 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Segunda dentição ou permanentes: ocorre a troca dos dentes de leite por volta dos 6 anos. 32 dentes – 16 sup e 16 inf. Sisu: a boca deixou de ser um elemento para ganhar o meio externo e passou a ser um órgão delicado para fala e mastigação, então, a mandíbula foi regredindo com a evolução das espécies. A tendencia para as próximas gerações é não terem mais sisu. Pode ser considerada a terceira dentição a partir dos 18 anos. Parte dos dentes fica infiltrado dentro do alvéolo dentário e se encontra presa a maxila por meios do periodonto que forma a articulação do tipo gonfose. ENZIMAS E HORMÔNIOS: Estômago: gastrina e grelina. Intestino delgado: peptídeo Y (hormônio da saciedade) e colecistoquinina (lib de bile no duodeno). Órgãos anexos: produzem substâncias que participam do processo de digestão. Ex: - Glândulas: salivares - amilase salivar. - Pâncreas produz: amilase pancreática, lipase e protease que realizam quebra de lipídeos, carboidratos, açucares e proteínas a nível de duodeno. - Fígado: produz bilirrubina e promove a agregação de sais biliares responsáveis pela produção da bile. A bile não contém enzimas, é um detergente de gorduras, emulsifica. 4 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC CORRELAÇÃO CLÍNICA – SAPINHO/CÂNDIDA E INFLAMAÇÃO DE GARGAN TA: Sapinho é uma doença provocada por um fungo chamado Candida albicans – região oral. Candidíase pode pegar pela prática do sexo (oral e penetrante), toalha (porque os fungos encontram-se disseminados no ambiente), mas paciente imunossuprimidos tem maior susceptibilidade aos fungos e acabam desenvolvendo na região oral. Além disso, pacientes acamados com alimentação e higiene deficientes podem ter o acúmulo de restos alimentares que favorece a proliferação fúngica. Cândida vaginal ocorre na maioria das vezes por desequilíbrio da flora vaginal quando a mulher está muito estressada ou na praia de calcinha molhada (situações que favorecem a proliferação). Garganta com placas brancas é sugestivo de infecção bacteriana, mas tem alguns vírus que também causam essas placas. Diferencia pela clínica do paciente: se a única queixa é dor de garganta – provavelmente viral; paciente queixa de febre, apático – provavelmente bacteriano. Lembrar que a viral é sempre autolimitante e o tratamento é a hidratação. 5 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC CAVIDADE ORAL: Limite da região anterior: dentes. Limite da região posterior: istmo das fauces que significa garganta também formada pelos 2 arcos ou pregas palatoglosso. Arco palatofaríngeo dentro da mucosa. Anteriormente ao palatofaríngeo tem o arco palatoglosso. Os 2 formam o istmo das fauces (arco palatoglosso e úvula – entrada da garganta). Prega palatofaríngea e músculo palatofaríngeo. Esses 2 elementos formam a fossa tonsilar onde fica acoplada a tonsila palatina (amígdala). Limite superior: palato duro revestido por mucosa e um pedaço do palato mole. 6 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Limite inferior: músculos supra-hióideos que formam o assoalham da boca (milo- hióideo, gênio-hióideo, estilo-hiódeo e digástrico). 7 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Bolinhas com furos – tonsila lingual. A parte superior do dorso é irregular pela presença e proteção das papilas gustativas. - papilas gustativas filiformes: bolinhas pequenininhas – não tem função gustativa, são receptoras de sensibilidade geral (dor, tato e sensibilidade) – tem propagação direta das informações com os pares cranianas , fibras nervosas que conduzem as info do paladar ao SNC. - papilas fungiformes: tamanho intermediário espalhadas no dorso da língua. - papilas folhadas: se assemelham a folhas são longitudinais. - papilas valadas ou circunvaladas – região posterior da língua. A raiz da língua é separada do corpo pelo sulco terminal que tem forma de V. O forame cego da língua é um vestígio do desenvolvimento de elementos do pescoço, ou seja, a boca, língua, glândula tireoide e algumas regiões do pescoço tem a mesma origem embrionária. Tem uma membrana que fixa a língua a cartilagem epiglote que é a valécula fechada lateralmente pela prega glossoepiglótica mediana. Quando deglutimos, a epiglote abaixa e a valécula vira um escorregador. Frênulo lingual - na base em a base do freio que é chamada carúncula lingual se abrem nos ductos das glândulas submandibulares abaixo do ângulo da boca na fossa submandibular. Tem como controlar a libração de saliva por meio desse ducto e do ducto sublingual. Músculos da língua (intrínsecos): músculo longitudinal superior da língua e músculo longitudinal inferior da língua – fazem a movimentação da língua no sentido anterior e 8 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC posterior, protraem e retraem. Músculos transversais e verticais da língua fazem movimentação de lateralização e rotação da língua. Músculo extrínseco: músculo acessório, músculo genioglosso (sustentado pela espinha geniana superior – anato I), músculo hioglosso (fixação), músculo estiloglosso (sai do processo estiloide para a língua) e músculo palatoglosso (palato mole – lateral da língua) CORRELAÇÕES CAVIDADE ORAL: Na fase adulta a língua tem 9 mil papilas gustativas com percepção de gosto. Hoje se sabe que na região de mucosa interna de bochechas, palato e faringe tem células receptoras para gosto. Temos papilas que conseguem apurar melhor gostos mais doces em regiões anteriores, mas conseguimos sentir esse sabor em outras áreas. Os sentidos especiais funcionam diferente de acordo com a faixa etária, experiencias e fator genético.Pesquisas mostram que começamos estigar geneticamente o gosto e alimentação do bebê a partir da gestação. Os idosos fisiologicamente perdem as ações dos sistemas e o SNC está em atrofia. Menor número de papilas gustativas, menor número de células receptivas do olfato. Então, se ele não consegue sentir cheiro e gosto, não aciona o centro da fome, ou seja, muitos idosos se alimentam mal porque não tem desejo por alimentação. Geralmente tem alguns pacientes idosos sarcopenicos que estão quebrando proteínas musculares porque a alimentação é deficiente. Na época de frio com alimentação deficiente ocorre uma queda do estado geral porque o metabolismo aumenta e a vontade de comer não, ingerem pouca água, além disso, custa-se perceber essa situação, quando é percebida, eles já estão em condição de distúrbio eletrolítico, alterações de sódio, potássio e queda de volemia. 9 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC um dos testes obrigatórios depois que a criança nasce é o teste da linguinha para ver se a criança nasceu com o frênulo mais longo o que limita a língua e a capacidade de sucção durante a alimentação. Pessoas com a língua presa tem o frênulo mais curto. Tonsila: - Exame físico do paciente infantil: a cavidade nasal é contínua com a faringe, tuba auditiva, óstio da faringe e cavidade oral, por essa razão é muito comum o processo infeccioso viral começar na mucosa nasal e se alastrar para a mucosa da orofaringe – por isso, devemos avaliar as 3 para confirmar diagnostico dessa via e observar sobrecarga das tonsilas que são órgãos de defesa. - Quando pedimos para o paciente abrir a boca falando “A” é para melhor visualização da tonsila palatina. Mas o normal/fisiológico é não vermos a tonsila palatina. - Quando estamos com dificuldade de avaliar podemos encostar no arco palatoglosso empurrando para melhor visualização. O grande problema disso é que tem muitos receptores para o reflexo de tosse e vômito nessa região. - Para avaliar a dificuldade de entubar um paciente é bom olhar a área de istmo das fauces, se está mais fechado, mais grudado na língua, ou se tem tonsilas palatinas maiores – isso são fatores de dificuldade para entubar. - Em tonsila muito sobrecarregada são pessoas com histórico de ser alérgico, rinite crônica, várias afecções respiratórias e de orofaringe (amigdalites), são tonsilas frequentemente recrutadas, então vão se tornando deficiente ou até podem ficar hipertróficas. Pessoas com tonsilas maiores é um grande problema, porque limita a alimentação, respiração e porque as tonsilas ficam deficientes. Dependendo do número e de como responde a processos infecciosos, tem indicação para retirar. 10 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC IRRIGAÇÃO: 11 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Artéria carótida comum -> carótida externa -> artéria maxilar. Na fossa infratemporal abaixo da mandíbula está o ramo da artéria maxilar emitindo vários ramos: temporais profundos, alveolares superior e inferior, lingual e artérias articulares da ATM (auricular profunda e ramos). Palatina descendente e esfenopalatina (cavidade nasal). Artéria infraorbitária: passa pelo forame infraorbitário. A artéria palatina maior é continuação da palatina descendente. Parte do palato duro e palato mole vão ser irrigados e drenados por vasos denominados palatinas menores (ramificação da artéria palatina maior). Anterior a ramificação da palatina maior tem a nasopalatina. Na língua tem o feixe vásculo-nervoso lingual onde tem a artéria lingual (segundo ramo colateral da artéria carótida comum). Na parte externa é a ramificação maxilar do trigêmeo, vai passar também a artéria infraorbitária que manda irrigação também para a parte dos dentes externamente. 12 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC A artéria facial passa por baixo do ângulo da boca emite vários ramos que irrigam a região mais superficial da boca (labial inf e sup). INERVAÇÃO E DRENAGEM: Inervação da parte interna da boca é realizada por ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo (NC V) – ramos V2 e V3 – referentes a sensibilidade geral. O V2 (ramo maxilar) emite ramificações principalmente pelo forame redondo da anato I dissemina ramificações que vai para os dentes e lábios. O V3 (ramo mandibular) passa dentro do forame oval da cabeça e dissipa suas ramificações para partes internas da boca. 13 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC O nervo facial (VII) sai do forame estilomastóideo e emite várias ramificações para praticamente toda musculatura da mímica facial (nervo lingual, bucal e alveolares). Inervação da língua: é sensitiva e motora. A sensitiva se divide em 2 – uma para gosto e outra para geral. Sensibilidade geral (tato, dor e temperatura) dos 2/3 anteriores da língua é captada pelo nervo trigêmeo e gustativa é captada pelo nervo facial. Sensibilidade geral e gustativa do 1/3 posterior são realizadas pelo nervo glossofaríngeo (IX). Região do palato mole – vago (X). Sensibilidade motora é o nervo hipoglosso. Quando pede para colocar a língua e ela desvia para o lado é o nervo hipoglosso. Drenagem: 14 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Linfonodos submentuais, submandibulares e parotídeos e depois cadeia de linfonodos cervicais anteriores. CORRELAÇÕES CLÍNICAS: Paciente tomou uma pancada na cabeça, sangrou e apresentava desvio de comissura apenas bucal (sinal de AVE). Passou pela avaliação de pares cranianos e na hora que foi pedido para colocar a língua para fora, apresentava sinal de cortina (desvio da úvula) por alteração da inervação do glossofaríngeo e do vago. O que tinha acontecido? O sangue estava acumulado na região das orelhas e voltou para dentro do crânio (meato acústico interno) que dá passagem ao facial, vestibulococlear, glossofaríngeo e vago, o coagulo que se formou irritou os nervos. - Estomatite é a inflamação da mucosa oral que pode ser por causas virais, bacterianas ou fúngicas formando aftas, papilas ou lesões vesiculares. No exemplo da esquerda é aftosa, pois tem uma área com sinais flogisticos e uma vesícula contendo secreções do processo inflamatório, elas geram muita irritação, com limiar de dor menor e ardência. 15 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC - Lesão hipocrômica é uma área delimitada com bordas mais hiperemiadas envolvendo a língua. - Língua geográfica (esquerda) é uma glossite migratória benigna, inflamação da língua onde tem processo inflamatório na área de papila (acredita ser por causa viral), durante esse processo, elas se tornam agredidas e atrofiadas ficando uma área lisa e hiperemiada com bordas elevadas, geralmente esbranquiçadas (aparece em áreas diferentes), é autolimitada (não precisa de tratamento) e não apresenta dor. - Língua fissurada (direita) pode ser apenas uma variação anatômica, mas quando o indivíduo apresenta sinais clínicos pode pensar em condições genéticas como a síndrome de Down (também pode apresentar macroglossia que sem condições adequadas de higiene pode putrefar e favorecer a colonização de fungos e bacterias). 16 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC 17 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC - Câncer de boca: pode apresentar lesões aftosas iniciais com recorrência, depois, começa a aparecer lesões ulceradas, posteriormente nodulares e em fases mais avançadas com alteração da coloração. Se fizer o diagnostico tardio pode ter metástases, por isso, é importante também avaliar a clíni9ca do paciente e os fatoresde riscos para o câncer como exposição solar, tabagista e histórico famíliar – biópsia. Na maioria das vezes as lesões de câncer não são doloridas e nem ardem. GLÂNDULAS SALIVARES: 3 principais glândulas que produzem maior quantidade de saliva – glândula parótida (seu ducto tangencia o músculo masseter – principal músculo da mastigação e perfura a bola de bichat, perfura o músculo bucinador e descarrega ao nível superior da boca ao nível da gengiva do segundo dente molar), submandibular (repousa na fossa da submandibular) e sublingual. Por meio da movimentação da língua, mastigação, mistura a comida com saliva e forma o bolo alimentar. Quando entra em contato com HCl – quimio. Correlações: bichectomia é a retirada parcial da gordura que fica sobre o músculo bucinador na região da bochecha. 18 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC A inervação das glândulas salivares – parassimpática é responsável pela produção e secreção salivar. Ex: gestantes podem ter sialorreia que é a prod. excessiva de saliva. Simpática faz uma redução da secreção da saliva, então é muito comum medicamentos agonistas simpáticos ou antagonistas parassimpáticos gerarem boca seca, porém o livro de fisiologia descreve o sist. simpático como prod. de secreção mais viscosa. Glândula parótida é inervada de maneira parassimpática pelo nervo glossofaríngeo (IX). Glândula submandibular e sublingual tem ramificações parassimpáticas do nervo facial. Inervação simpática se dá através dos glânglios cervicais superiores. A medula torácica faz conexão com o glânglio cervical superior do lado da coluna vertebral e emite inervações simpáticas para a região da cabeça. A drenagem linfática é pelos linfonodos parotídeos, submentonianos e submandibulares. A irrigação é ramos da facial e da artéria lingual. Drenagem venosa ocorre pelos plexos e veias afluentes que descarregam na veia jugular interna. A jugular interna drena 95 por cento do sangue da cabeça e pescoço. CORRELAÇÃO SOBRE PERGUNTA DE ALUNO: O tumor primário específico do coração é o mixoma. Ele se forma dentro do coração e se expande internamente comprimindo o ventrículo. FARINGE E ESÔFAGO: 19 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC A faringe é um órgão comum aos 2 sistemas (resp. e dig), após o alimento passar pela cavidade oral, ele desce pela orofaringe, laringofaringe e adentra a região do esôfago. Esôfago é um órgão tubular formado pelas musculaturas lisas e estriada esquelética que começa ao nível de C6 e posteriormente ao brônquio principal esquerdo e em íntimo contato anatômico com a artéria aorta descendente torácica, tem relação com o átrio esquerdo. Depois de sua passagem pelo hiato esofágico no diafragma se estende entre 1 a 2 cm para finalizar na região do estômago. Correlação: paciente cardiopata que tem sobrecarga atrial esquerda, com uma insuficiência cardíaca por hipertensão arterial mal controlada pode ter a sensação que a comida entalou no “peito”, queixa de disfagia baixa. Além disso, o esôfago pode ser comprimido por uma alteração anatômica no brônquio principal esquerdo. Disfagia alta é dificuldade de deglutição, pode ser por um AVE, faringite, lesão do nervo periférico glossofaríngeo e vago. É dividido em 3 partes: cervical, torácica e abdominal. O 1/3 superior é o músculo crico-esofágico, estriado esquelético. A deglutição é um processo voluntário que envolve faringe, músculos periorais, do pescoço e esôfago. O movimento peristáltico é regulado pelo sistema nervoso parassimpático e é extremamente potente. Por ex: se tomar água de cabeça para baixo, ela chega no estômago por causa das contrações peristálticas. Todos os órgãos que possuem essa contração têm na sua composição musculatura circular. Correlação: paciente cardiopata que tem sobrecarga atrial esquerda, com uma insuficiência cardíaca por hipertensão arterial mal controlada pode ter a sensação que a comida entalou no “peito”, queixa de disfagia baixa. Além disso, o esôfago pode ser comprimido por uma alteração anatômica no brônquio principal esquerdo. Disfagia alta é dificuldade de deglutição, pode ser por um AVE, faringite, lesão do nervo periférico glossofaríngeo e vago. 20 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC O esôfago é composto por fibras longitudinais, mas internamente tem fibras circulares. a doença de chagas pode gerar o megaesôfago por alterações das inervações autonômicas. O paciente diminui a peristalse e o alimento acumula progressivamente dentro do esôfago e fica com dificuldade de esvaziar o estômago. 21 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC O esfíncter é obrigatoriamente uma região muscular com predominância de fibras circulares. A parte mais superior do esôfago é formada por fibras do músculo estriado esquelético e pela continuação do músculo contrictor da faringe que funciona como um esfíncter – esfíncter cricoesofágico. Para pacientes que tem doença do refluxo esofágico ou sensação de azia, queimação quando ingerem álcool (consumo excessivo de álcool) gera relaxamento muscular, então eles potencializam a volta do quimio para o esôfago. Criança até 6 meses é comum ter refluxo por imaturidade do TGI (a potencialidade dos movimentos peristálticos não está completa), mas após os 6 meses é uma disfunção. Após a amamentação, é recomendado que a mãe fique com o bebê fique 20 minutos em posição ereta para dar tempo do leite ser acumulado e processado no estômago e para dar tempo da musculatura do esôfago voltar ao estado de colabamento 22 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC 3 constrições: sup., média e inf. A constrição superior se dá pela resistência do músculo esfíncter cricoesofágico, menos capacidade de elasticidade para abertura, então se agarrar alimento é mais arriscado tampar a laringe e sufocar. A contrição média é ao nível da passagem do esôfago pelo brônquio principal esquerdo. E a constrição inferior se dá pela passagem do esôfago ao nível limitado do hiato esofágico no diafragma. O triangulo entre o constritor e esfíncter é chamado de triangulo de killian. O idoso que tem boa higiene oral, tem dificuldade para engolir, mas com a boca fedendo pode pensar em divertículo porque a parede do triangulo de killian deve ter dilatado e formou uma bolsinha onde acumula alimento. O é refluxo é controlado pelo esfíncter esofágico inferior, pressão intra-abdominal, pinçamento do esôfago durante a respiração a nível do hiato esofágico e a função de válvulas realizadas pelas pregas da mucosa dessa área. 23 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC IRRIGAÇÃO E DRENAGEM: Um dos ramos da artéria subclávia é o tronco tireocervical. O tronco tirocervical emite ramos como a artéria tireóidea inferior que irriga a parte superior do esôfago. A região torácica é irrigada por ramos esofágicos da artéria aorta descendente torácica. A parte inferior é irrigada por ramos esofágicos da artéria gástrica esquerda. 24 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC A drenagem venosa vem da mucosa interna e passa pelos músculos e sobressaem a superfície de órgãos – plexo venoso esofágico. A drenagem ocorre assim: veia subclávia e região cervical -> cava superior-> plexo venoso esofágico -> descarrega no circuito de veios hemiázigos e hemiázigos acessória. Mas por meio de afluentes posicionados em contato com a veia gástrica esquerda (veia pertencente ao circuito porta hepático) e a parte inferior do esôfago também é drenada para a veia gástrica esquerda, ou seja, o fluxo vai para o fígado, depois veias supra-hepáticas e regiãofinal da veia cava inferior e a outra parte que não consegue vencer a resistência veia gástrica esquerda -> plexo venoso esofágico -> hemiázigo -> ázigo -> cava superior. 25 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Correlação: na cirrose hepática por alcoolismo ou na esquistossomose, forma a hipertensão hepática, então o fluxo desses 7 elementos (pâncreas, vesícula biliar, intestino grosso, esôfago, estômago, intestino delgado e baço) estará aumentado porque o organismo tem dificuldade de levar sangue para o fígado. O sangue aumentado começa a estagnar, faz insuficiência venosa e extravasa do plasma para a cavidade peritoneal. A principal complicação é hemorragia digestiva alta por varizes de insuficiência do plexo esofágico – dilata até romper. Drenagem linfática: Parte superior é feita por linfonodos paratraqueais cervicais. Região média é feita por linfonodos mediastinais. Parte inferior torácica drenam para o ducto torácico – angulo venoso esquerdo. O ducto torácico é a união de vasos linfáticos dos membros inferiores no nível do abdômen aos viscerais. Ele é responsável por drenar a linfa do restante do corpo. Os troncos linfáticos que drenam a metade inferior do corpo unem-se no abdome, podendo formar a cisterna do quilo, ou seja, um saco coletor dilatado. A partir disso ou da união dos troncos, o ducto torácico ascende, entrando no tórax e atravessando-o para chegar ao ângulo 26 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC venoso esquerdo, isto é, junção da veia jugular interna esquerda com a subclávia. 27 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Inervação: Plexos auerbach e meissner são estimulados pelo nervo vago ou por inervação específica. O plexo auerbach é mioentérico (posicionado entre fibras das camadas musculares) e ao ser estimulado realiza contração peristáltica - parassimpático. O plexo meissner é submucoso e inibe secreções glandulares - simpático. Sistema nervoso parassimpático em maioria vai ser controlado por fibras vagais. A inervação simpática vem de gânglios simpáticos paralelamente a posicionados a coluna vertebral, ou seja, faz conexão com os troncos paravertebrais. O plexo esofágico nervoso vai conter mesclagem de fibras simpáticas e parassimpáticas (vagais). Sistema nervoso parassimpático ao nível de TGI vai estimular peristaltismo, promover relaxamento dos esfíncteres e estimulação das secreções glandulares. Já o sistema nervoso simpático faz o oposto: relaxamento da parede muscular, inibe as secreções glandulares e promove o fechamento dos esfíncteres. Mega esôfago: é possível ver uma dilatação após a ingestão de substâncias radioativas. A possível causa é a disfunção neurológica entre sistema nervoso simpático e parassimpático, onde tem o predomínio da ação simpática, ou seja, relaxando a musculatura e fechando os esfíncteres. Isso acontece muito na acalasia gastroesofágica ou cárdica onde havia mais destruição das fibras parassimpáticas – doença de chagas. 28 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC MESENTÉRIO: Alguns órgãos tem a necessidade de movimentação, e o que permite isso é o mesentério. Ex: quando tem fezes na ampola retal, o útero está posicionado mais a frente e quando tem uma bexiga cheia de urina, o útero é empurrado para trás. Isso ocorre porque são órgãos revestido pelo meso. O mesentério é uma dupla membrana peritônio visceral que possui uma extremidade presa a parede abdominal e outra extremidade envolvendo algum elemento do abdômen ou da pelve (essa extremidade corresponde a extremidade livre que permite mobilidade de órgãos). 29 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Ligamentos são faixas finas de tecido conjuntivo que pode ser proveniente do peritônio visceral ou do peritônio parietal que liga órgão a órgão ou órgão a parede abdominal. TIPOS DE MESO: 30 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Mesocolo transverso: tem ampla mobilidade para conduzir o bolo fecal. Sua origem se estende do peritônio parietal posterior atravessando inicialmente a porção descendente do duodeno, cabeça e cauda do pâncreas. Correlação: na condição de fecaloma, o cólon sigmoide se enche de fezes e quando palpa a região tem tipo uma massa (parece um tumor). Quando ele está vazio fica na região inguinal e quando está cheio altera seu posicionamento. Mesoapêndice: na maior parte da população o apêndice tem mobilidade. Mesossalpinge: tuba uterina ou ligamento. TIPOS DE LIGAMENTO: Ligamento redondo do fígado: liga o fígado a parede abdominal. Ligamento falciforme: continuação do ligamento redondo do fígado que também liga o fígado a parede abdominal anterior. 31 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Ligamento gastroesplênico: liga o estômago ao baço. Nomenclatura: Entero: intestino delgado. Cólon: intestino grosso. Salpingo: tuba. PERITÔNIO: Cavidade peritoneal maior: espaço virtual entre peritônio parietal e peritônio visceral. 32 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Cavidade peritoneal menor: espaço virtual entre lâminas peritoneais vicerais. Em condições de ulceração ou ruptura do estômago encontra-se coisas neste local. Bolsa omental: espaço da cavidade peritoneal menor que fica completamente posicionado posteriormente ao estômago. Em condições normais as alças vermelhas (bolinhas) estão colabadas, mas quando tem uma perfuração por uma ulcera na parte posterior do estômago, por exemplo, o líquido desce e se acumula nesse espaço virtual. A bolsa omental ou retrocavidade dos epíplons é um espaço oco que é formado pelos omentos maior e menor e seus órgãos adjacentes. Ela se comunica com a bolsa maior da cavidade peritoneal através do forame omental, ou forame de Winslow. Limites anatômicos do forame omental: Anterior: ligamento hepatoduodenal (pedículo hepático). Posterior: veia cava inferior. Superior: lobo causado. Inferior: parte superior do duodeno. 33 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Então, existe comunicação entre cavidade peritoneal menor e maior. Ex: paciente chega com histórico de gastrite, ulceração (lesão degenerativa necrosante – abre a parede do estômago); referenciando dor difusa em abdômen que teve início na região epigástrica e piora com alimentação. Quando tem ruptura de vísceras ocas, o líquido extravasado desce e o ar sobe. Se o paciente deitar, na hora que levantar, o líquido pode passar pelo forame omental e escorrer para os recessos peritoneais que ficam localizados na pelve, o líquido irrita todo o peritônio. O gás passa pelo forame omental e se acumula no ponto mais elevado do abdômen (entre fígado e diafragma) – sinal de pneumoperitônio (protocolo pedir raio-X do tórax com paciente em pé). Entre a cavidade peritoneal maior e menor não tem ar dentro, se tem, é porque houve ruptura de alça intestinal ou estômago. - o pâncreas não é envolvido por peritônio e se encontra atrás do peritônio parietal. DIVISÃO DO PERITÔNIO: Supramescólico: acima do mesicólon; fígado, estômago e baço. 34 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Inframescólico: abaixo do mesocólon transverso; maior parte do intestino grosso, intestino delgado, útero, parte da bexiga, parte do reto (elemento do intestino grosso), apêndice vermiforme, tuba uterina e ovário. Raiz do mesentério: intestino delgado. Conforme o peritônio parietal vai se refletindo em peritônio visceral, ele forma alguns espaços virtuais específicos. Ex: Recesso hepatofrênico ou subfrênico (em condições normais não existe):entre diafragma e fígado. Recesso hepatorrenal: entre fígado e glândula suprarrenal direita. Esse recesso pode ter acumulo de líquido vindo da bolsa omental, passando pelo forame omental. 35 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Recesso retouterino ou saco de douglas: entre reto e útero. Recesso entre uterino-vesical: entre útero e bexiga. Condições ginecológicas como endometriose, o fluxo sanguíneo cai nesses 2 recessos, se infiltra e adere a órgãos adjacentes. Além disso, o líquido da ulcera péptica posterior gástrica pode escorrer por uma região peritoneal (goteira paracólica) e pode parar nesse recesso. Pode ter também o acumulo de líquido de uma infecção bacteriana (abscesso ovariano). 36 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Recesso reto-vesical (homem): entre reto e bexiga. ESTÔMAGO: É uma bolsa muscular localizada predominantemente na região epigástrica do abdômen e se estende para região hipogástrica. Suas paredes são formadas por camadas de músculos, sendo músculos lisos em disposição longitudinal, oblíqua e circular. Funciona como bolsa de armazenamento do bolo alimentar. 37 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Nível de estômago: quebra proteica pela pepsina, mas a conclusão das quebras proteicas acontece no duodeno. Quando o bolo alimentar entra em contado com o HCl, vira quimo. Funções do estômago: armazenamento do quimo, digestão parcial das proteínas, faz parte do sistema endócrino (produz grelina – fome; gastrina – estimula produção de HCl após a alimentação – produzida na região interior do corpo estomacal e antro do estômago, além disso, é lançado na corrente sanguínea quando as reservas energéticas estão diminuindo para acionar o centro da fome no hipotálamo). O centro da fome também pode ser controlada por áreas corticais terciárias de autocontrole, ou seja, podemos inibir a necessidade de comer. O problema é que a grelina continua ser produzida, então, comemos em grande quantidade na próxima alimentação. Jejum intermitente – problema: os neurônios se nutrem por glicose, ou seja, quando começamos a desviar rotas metabólicas, o encéfalo sente; a pessoa fica mais nervosa e irritada. Com o desvio de rotas, produção de corpos cetônicos aumenta a produção de lipoproteínas e o colesterol aumenta também. O estômago produz pepsinogênio – enzima inativa – que só se torna ativa após a produção do ácido clorídrico. Álcool e medicamentos tem a capacidade de ser absorvido a nível estomacal. Memória de peso: quando o indivíduo mantém um peso linear por muito tempo, o organismo “acostuma”, faz a mesma liberação de hormônios, saciedade e fome. 38 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Outra função do estômago é a produção do fator intrínseco que absorve B12 (vitamina importante para produção celular, em especial, desenvolvimento e maturação das células sanguíneas). Junção esofagogástrica que define o limite entre esôfago, parte abdominal e estômago. Variação anatômica: Pessoas brevilíneas: mais alargado – tombadinho. Pessoas longilíneas: mais alongado. Tem intima relação com o fígado, diafragma, baço, e se posiciona anteriormente ao pâncreas. A continuação do estômago é o duodeno. Parte cárdica é porque é mais próxima do coração. Angulação na região esofagogástrica entre esôfago e estômago é a incisura cárdica. Fundo do estômago – gases sobem e ficam nessa região – dor abdominal. Aparece no raio-x – processo de fermentação que acontece a nível de estômago produzem gases que se posicionam nessa região. Deficiência de B12 gera anemias importantes porque as hemácias são formadas e ficam grandonas – imaturas – com pouca capacidade de se ligar ao oxigênio. Anemia perniciosa: deficiência de fator intrínseco – injeções de complexo B (ácido fólico b6 e B12). 39 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Corpo gástrico. Região pilórica do estomago: começa onde o corpo começa a se estreitar. 2 curvaturas: curvatura gástrica maior – convexa e menor côncava. Na curvatura gástrica menor tem uma angulação chamada de incisura gástrica. Logo depois do antro pilórico (produz grelina), começamos a ter um estreitamento de passagem do quimo para o duodeno que é o canal pilórico (pregas longitudinais para passagem de líquido – se a pessoa ingerir soda caustica, destrói esôfago e a parte do canal gástrico, isso aparece na necrópsia). Esse canal finaliza na junção gastroduodenal. Última parte é o piloro – literalmente um esfíncter com uma luz denominada óstio pilórico. H. pylori é uma bactéria que faz parte da flora e vive no antro do estômago. Se houver um desarranjo dos microorganismos da flora intestinal e do estômago, ela se prolifera e agride a mucosa gerando uma gastrite. Pessoas que tem gastrite fazem uma endoscopia onde é retirado uma parte do antro pilórico para avaliar se tem H. pylori, justificando aquela lesão. Na parede estomacal tem produção de pepsinogênio, gastrina, grelina, bomba de prótons. - PH baixo. H. pylori é uma bactéria que faz parte da flora e vive no antro do estômago. Se houver um desarranjo dos microorganismos da flora intestinal e do estômago, ela se prolifera e agride a mucosa gerando uma gastrite. Pessoas que tem gastrite fazem uma endoscopia onde é retirado uma parte do antro pilórico para avaliar se tem H. pylori, justificando aquela lesão. 40 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC VASCULARIZAÇÃO, DRENAGEM E INERVAÇÃO: O estômago possui ciclooxigenase e prostaglandinas que é responsável pelo muco protetor do estômago. Durante o dia liberamos esse muco e durante a alimentação libera o ácido. Omeprazol, pantoprazol e AINES são inibidores da ciclooxigenase, ou seja, deixam a mucosa mais exposta, causando irritação. Toda vez que administra esse medicamentos para idosos com histórico de gastriste tem que associar com protetores da mucosa. 41 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Irrigado pelo tronco celíaco do qual saem as artérias gástrica esquerda, esplênica e hepática comum. Na curvatura gástrica maior, tem irrigação prioritariamente da artéria gástrica esquerda que emite ramos que irrigam a parede anterior e posterior do estômago, penetram na musculatura até chegar na mucosa. Já a curvatura gástrica menor do lado direito vai ser irrigada pelo primeiro ramo colateral da artéria hepática comum que é artéria gástrica direita. As artérias gástricas direita e gástrica esquerda se anastomosam a nível da curvatura gástrica maior. Então se uma obstruir, a outra supre. Já a irrigação inferior do estômago vai ser feita por 2: artéria esplênica que tem formato de espiral até chegar no baço e emite ramos colaterais como artérias gástricas curtas que irrigam a parte superior e lateralizada do estômago e gastroomental esquerda (ramos para parte anterior, posterior e interior do órgão). O ultimo ramo do tronco celíaco é a hepática comum que emite 2 ramos colaterais e depois segue o ramo terminal que é a artéria hepática própria. Um ramo colateral pe a artéria gástrica direita e o outro é a gastroduodenal (posterior) – ela se bifurca em gastroomental direita (curvatura gástrica maior) e outra para o duodeno que é a gatroduodenal. A drenagem venosa é feita por veias de mesmos nomes que drenam para a veia porta hepática. Drenagem linfática do estômago é feita inicialmente por linfonodos adjacentes aos segmentos e as partes distintas do estômago. 42 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Linfonodos gástricos direitos, esquerdos, pilóricos, gastroomentaisdireitos, esquerdos, celíacos, linfonodos superiores direitos, esquerdos e linfonodos adjacentes. A linfa passa dos linfonodos gástricos adjacentes para os que estão ao lado do tronco celíaco arterial, passam para o tronco torácico, ducto torácico, tronco intestinal, parte represada na cistena do quilo e ângulo venoso esquerdo. Inervação: 43 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Gânglio paravertebral simpático, torácicos médios, gânglios celíacos, tronco celíaco e estomago. Inervação parassimpática é por meio de ramificações do nervo vago. INTESTINO DELGADO: Maior órgão do sistema digestório com cerda de 6,5 a 8,5 metros. Formado pelo duodeno, jejuno e íleo que se estendem da região do abdômen até a fossa ilíaca direita. Órgão possui meso, exceto o duodeno, A primeira parte é o duodeno e possui cerca de 12 dedos de comprimento. Faz comunicação com o estômago, possui caráter tubular, com formato de C ou U abraçando a cabeça do pâncreas. Ambos são órgãos retro peritoneais que ficam posicionados posteriormente ao peritônio parietal, porém a parte superior do duodeno é peritonizada por meio do ligamento hepato duodenal, mas sem mobilidade. Correlação: o abdômen agudo perfurativo mais comum é a úlcera péptica gástrica ou duodenal. Quando tem a bolha de ar é o pneumoperitonio – se estamos suspeitando de úlcera péptica é importante pensarmos primeiro em estômago porque em uma úlcera duodenal (necrose e abertura do duodeno) o ar que sai é discreto porque ele está aprisionado naquela região e não está dentro da cavidade peritoneal. Perguntas feitas na anamnese: Quando você se alimenta melhora ou piora a dor? Se for estomacal a dor piora (ácido - irritativo) e se for duodenal, a dor melhora (bicarbonato - protetor). 44 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC O principal elemento que conduz o processo digestório é o duodeno, nele recebemos o suco pancreático (proteinases – que dentro do pâncreas se encontram inativas). Duodeno recebe a bile para emulsificação – assim, as lipases pancreáticas exercem a ação de quebra de gordura. Além disso, ele faz parte da absorção também. Temos a produção da colecistoquinina e secretina – a secretina é produzida pelas glândulas de Bruner (glândulas parietais do duodeno), estimula durante a alimentação a produção e liberação do suco pancreático contendo bicarbonato e colecistoquinina que é liberado com o estímulo da alimentação gordurosa – QUILO: como é menos ácido, passa a proteger a mucosa do intestino. Bile é produzida no fígado -> passa pelo ducto hepático direito -> duodeno. Quando ingerimos uma alimentação gordurosa, há a liberação de colecistoquinina que atua estimulando a contração da vesícula biliar e a abertura da papila maior do duodeno. 45 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Flexura duodenal superior. Duodeno parte descendente. Curvatura ou flexura duodenal inferior. Parte transversa. Parte ascendente – finaliza na flexura duodenojejunal ou ângulo de traizze (limite anatômico entra via digestória alta e baixa). O ângulo de treitz também pode ser chamado de ligamento suspensor do duodeno que mantém a elevação final da parte ascendente (pilar do diafragma – músculo + ligamento que forma o iato esofágico). Abdômen agudo vascular: Hemorragia digestiva baixa: uma causa muito comum é a hemorroida que é insuficiência do plexo anal; outra causa comum é câncer de colo de reto; diverticulite ou ruptura de vasos; volvo de colo sigmoide (torção da alça intestinal – pode ocorrer pós cirurgia ou ser fisiológico – o colo transverso e sigmoide tem o meso que movimenta, então pode torcer – só causa hemorragia se romper). 46 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Quando a pessoa passa por um procedimento cirúrgico e tem uma cicatrização com maior produção de tecido fibroso, ele adere a tecidos adjacentes e forma BRIDAS sendo uma das principais causas de abdômen agudo obstrutivo pós cirúrgico. Quando se fala em hemorragia digestiva baixa, o principal sinal é hematoquezia ou sangue vivo nas fezes, mas pode ser de hemorragia digestiva alta também. HDA: paciente com fígado comprometido, sem produzir fatores de coagulação, com hipertensão porta-hepática e sangramento – o plexo venoso sangra e não coagula, assim, o vômito sai bem vermelho porque não tem tempo de digerir as hemácias. Características da hemorragia digestiva alta: hematêmese (vômito com sangue) e melema (hemácias quebradas – fezes escuras). Se o paciente relatar sangue vivo vindo da via digestória, podemos pensar principalmente em varizes do esôfago (mais comum em pacientes cirróticos ou com hipertensão hepática) em áreas superiores ou em sangramento no estômago. Mas se o vômito está escuro tipo borra de café, pensamos que as hemácias estão quebradas – digeridas parcialmente, então tem uma hemorragia de uma úlcera péptica do estômago ou duodeno ou litíase biliar que rompeu vasos da mucosa e caiu no duodeno sangue que é extremamente irritativo e gera estímulo de vômito. Pergunta da avaliação: Como está o cocô? Se está com sangue e a quantidade de sangue. As fezes estão pretas? Como está o cheiro? Uma das coisas que mais fede é o melema. 47 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC No duodeno tem a produção do peptídeo Y, é uma substância da saciedade que atua juntamente com a leptina (hormônio que controla o apetite presente nos adipócitos). Quando alimentamos, o ideal é que mastiguemos várias vezes para facilitar o processo digestivo e dar tempo de produzir o peptídeo Y (14 min). 48 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Ducto pancreático acessório (santorini) – papila menor – libera suco pancreático. A bile é produzida no fígado e cai nos canalículos do lado dos hepatócitos, se exterioriza para a via biliar extra-hepática que é formada pela junção dos ductos hepáticos direito e esquerdo de cada lobo do fígado, se unem formando o ducto hepático comum. Este se une ao ducto cístico da via biliar e depois forma o ducto colédoco (supra-duodenal, retro-duodenal, intra-pancreática e depois se une com o ducto pancreático principal, e com colédoco que se dilatam e formam a ampola hepatopancreática – papila maior). IRRIGAÇÃO, DRANAGEM E INERVAÇÃO : Pancreatite é fatal – tem 3 principais causas: sendo uma delas a litíase biliar (pedra obstruindo o fluxo da bile), assim que o paciente é diagnosticado ele tem que está com a cirurgia marcada porque essa pedra pode migrar e se chegar na ampola hepatopancreática ela obstrui a bile e o suco pancreático fazendo uma pancreatite aguda, ou seja, processo de auto degeneração. Após a alimentação, as enzimas pancreáticas se tornam ativas, mas se elas não conseguem descarregar no duodeno elas digerem células do próprio pâncreas. 49 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Irrigação vem do plexo celíaco, especificamente da hepática comum por meio de ramificações da hepatoduodenal e pancreáticaduodenal superior (divisão anterior e posterior), além da irrigação inferior da mesentérica inferior por meio da artéria pancreáticaduodenal inferior (anterior e posterior) e todas entram no duodeno pela curvatura côncava. Corpo e cauda do pâncreas – a. esplênica. Art. Dorsal pancreática ou pancreática magna irriga praticamente todo corpo do pâncreas. 50 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Art. Pancreáticas curtas proveniente da esplênica A drenagem é pelo circuito porta-hepático – são veias de mesmo nome. Parassimpáticono duodeno estimula peristalse e produção de hormônios e secreções. Proveniente do nervo vago. Simpático promove relaxamento e inibição das secreções glandulares. Proveniente do gânglio celíaco que vem do tronco celíaco paravertebral. Drenagem linfática: É feita pelos linfonodos pancreáticos duodenais superiores e pancreáticos duodenais inferiores -> linfonodos celíacos -> tronco intestinal (vaso da regiãp abdominal) -> tronco -> ducto torácico -> ângulo venoso esquerdo. Jejuno e íleo: Peritonizado por mesentério. A raiz do mesentério vai envolver jejuno e íleo, começando na flexura duodenojejunal. O mesentério se desloca de superior para inferior e em linha reta, em torno de 15 cm até finalizar na fossa ilíaca direita. Os 2/5 superiores e esquerdos – jejuno. 3/5 inferiores e direito – íleo. O jejuno possui maior absorção que o íleo, por essa razão é mais vascularizado (mucosa mais avermelhada) e vilosidades grudadas. Já o íleo tem as vilosidades mais espaçadas. Tem reserva de células imunológicas – placas de peyer – são órgãos linfoides de combate a infecção, agentes agressores ou substancias – mais placas no íleo e intestino grosso do que no jejuno. 51 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Absorção de nutrientes – por ex: o peptídeo Y é produzido na musocsa do jejuno e é o hormônio da saciedade. A artéria mesentérica quer passa abaixo da cabeça do pâncreas da um ramo que irriga o pâncreas e duodeno, mas a grande maioria dela são inferiores. Do lado esquerdo saem as artérias jejunais e mais inferiormente a direita as ileais – elas se anastomosam e direcionam as artérias retas que entram no intestino, se tivermos uma obstrução nível jejunal e sem obstrução a nível ileal, a irrigação do jejuno é garantida porque o fluxo desvia – assim acontece na trombose de mesentérica. Arcadas anastomoticas jejunais são mais complexas e numerosas que as ileais. A drenagem venosa por veias de mesmo nome (jejunal e ileal) desembocam na veia mesenterica superior que forma a porta-hepática. 52 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC 53 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Intestino delgado, jejuno e íleo, a inervação simpática, vem de níveis torácicos inferiores da medula, pelo gânglio mesentérico superior (que está colado na artéria mesentérica superior); e a inervação parassimpática continua sendo por fibras do nervo vago. A drenagem linfática do jejuno e íleo vão ser linfonodos justaintestinais (jejunais e ileais) -> linfonodos mesentéricos -> tronco intestinal -> cisterna do quilo -> ducto torácico. INTESTINO GROSSO: Bolo fecal - se exterioriza em fezes – é mais calibroso que o intestino delgado. Apresenta em torno de 1,5m e se exterioriza na região inferior através do anus. 54 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Quase todo peritonizado, porém as partes que permitem movimentação é colo transverso e sigmoide. Saculações do colo: aspecto fissurado, bolsinhas que se formam pelo tensionamento das tênias (condensação de músculo liso que se projeta em toda extensão do intestino grosso até a região do reto superior – ajuda a formar a parede que tem função de tensionar). Tênia omental – acompanha o omento maior e tênia mesocólica. *lembrar que na condição de situs inversus o intestino grosso e os demais órgãos estão invertidos*. Flexura cólica direita ou ângulo hepático – abaixo do fígado. Na região do hipocôndrio e epigastro até o hipocôndrio esquerdo – colo transverso. No hipocôndrio esquerdo – flexura cólica esquerda. Tumores no ângulo hepático pode causar compressão da via biliar. 55 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Fica posterior aos demais órgãos. Começa na fossa ilíaca direita – primeira parte é o colo ascendente – junção ileocecal – ceco (bolsinha de fundo cego) – no início do ceco forma o apêndice vermiforme (tubo formado pelo pelo prolongamento das 3 tênias – geralmente tem formato em espiral – pode ser retrocecal, ou seja, voltado para frente; grudado ou com o mesoapêndice, permitindo movimentação). CORRELAÇÃO CLÍNICA DA APENDICITE: É o abdômen agudo mais comum. É de difícil diagnostico porque no ultrassom não consegue ver e na tomografia ele pode está preso ao ceco o que dificulta a visualização. 56 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Além disso, muito dos elementos que ingerimos que não passam pelo processo de digestão caem na região do apêndice. As vezes com a contração eles sobem e se direcionam no trajeto ascendente do intestino grosso, mas muitas vezes eles ficam ali favorecendo um meio de colonização de bactérias, é uma área susceptível. Algumas pesquisas mostram que o apêndice vermiforme tem um grande número de componentes do sistema imunológico do trato gastrointestinal. Sinal de Blumberg: descompressão brusca do abdômen positiva no ponto de McBurney (dor) – apendicite. Como definir o ponto de McBurney? Pega a espinha ilíaca ântero-superior e traceja uma linha reta em direção a cicatriz umbilical, divide a linha em 3 espaços e localizado em 2/3 da linha cerca de 5 cm da espinha ilíaca. Esse sinal pode ser utilizado também para a diverticulite de Meckel (diagnóstico diferencial). Somente a clinica não diferencia da diverticulite se não tiver ao menos um ultrassom, e dependendo do comprometimento do apêndice, ao fazer o raio-X de pelve, é possível ver o fecálito. Diverticulite: são fragilidades que acometem as alças intestinais formando saculações em partes específicas da parede do intestino, propiciando o acumulo de bolo fecal e propicia um ambiente para colonização de bactérias da própria flora e desarranjo da concentração dessas bactérias. Do lado direito suspeitanmos do divertículo de Meckel – se forma na região final do íleo – nem todos os indivíduos tem esse divertículo porque ele é um vestígio embrionário do desenvolvimento do TGI, além disso, ele tem na sua mucosa células que liberam ácido porque sua origem é a mesma do estômago, ou seja, propicia processos inflamatórios pela acidez local. 57 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC O íleo termina se projetando na região do ceco formando valva ileocecal, o bolo fecal entra no intestino grosso por meio dessa válvula, tem ação de esfíncter e é empurrada para evitar refluxo. Os apêndices omentais são plaquinhas de gorduras vindas do omento e corresponde a reservas energéticas desse órgão. As alças intestinais estão mais presas posteriormente pelo peritônio formando uma goteira para escoamento de líquidos entre intestino grosso e parede abdominal. 58 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Onde ela está envolvida chama-se de goteira paracólica (formado por uma depressão da lâmina peritoneal em junção com a parede abdominal), se tiver líquido do estômago acumulado, ele escorre para os recessos pélvicos por mio da goteira. A parte transversa tem movimentos em massa que acontecem periodicamente durante o dia conduzindo as fezes. Em condições normais, o colodescendente vazio é mais delgado e menos calibroso do que o próprio intestino delgado – tem alta capacidade de contração, depois que as fezes passam por ele, é colabado. Colo descendente – fezes. 59 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Ampola retal – armazenamento das fezes. Trajeto do reto – passa intimamente, a região adjacente pélvica no sacro e dá a volta na fossa ilíaca formando o colo sigmoide. Região do reto tem 3 partes – superior, médio e inferior. As pregas ajudam a modelar as fezes em espiral, porque se não iam ficar acumuladas. Na região anal –passa no cóccix e vira quase em 90 graus e forma o canal anal e anus. 60 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC O canal anal tem aproximadamente 2 cm e tem a exteriorização por meio do ânus. Musculatura – músculo levantador do ânus: controle voluntário da defecação – sai do púbis envolvendo a bexiga e na vagina da mulher, reto e o cóccix. Esfíncter anal interno é de controle involuntário, ou seja, quando o músculo é estirado e a mucosa estirada, temos reflexos para defecação iniciar. Músculo corrugador do ânus – formado por uma projeção que ajuda a formar o músculo mais superficial – controle voluntário da defecação. No canal anal tem pregas anais que formam os seios anais (depressão entre as colunas), antes da defecação, são responsáveis por fazer a liberação de secreções glandulares para lubrificar e permitir que as fezes saiam com menor atrito. Ânus é muito vascularizado e propício a lesões por pessoas que são muito ressecadas que bebem pouca água formam fezes mais petrificadas (passam rasgando os vasos sanguíneos), ou ato sexual anal (atrito), parto normal (útero grande e muito atrito), constipação – tudo isso favorece uma insuficiência venosa e doença hemorroidária. VASCULARIZAÇÃO: 61 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Artéria mesentérica superior irriga todo o intestino grosso até a flexura cólica esquerda. Depois dos ramos jejunais temos a Árteria ileocólica (primeiro ramo da mesentérica superior) – tem ramos íleais e cólicas que passam para o cólon ascendente. Tronco íleo-biceco-apendicular (ramo da íleocólica) é uma referência para a retirada do apêndice. Segundo ramo da mesentérica superior: Artéria cólica direita -tem anastomose com a ileocólica e cólica média (irriga cólon transverso e anastomosa com cólica direita e esquerda do circuito mesentérico inferior). 62 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC 63 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Artéria mesentérica inferior irriga cólon sigmoide e reto superior - dá ramo a cólica esquerda que se anastomosa com a cólica média (irriga cólon sigmoide) e artéria retal irriga o reto superior. Drenagem venosa – veias de mesmos nomes. Veia cólica média, direita e íleocólica para mesentérica superior. Veias cólicas esquerdas, sigmoideas e retal superior que drenam para mesentérica inferior –> esplênica -> drenam para o circuito porta- hepático. 64 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Reto médio, canal anal e ânus-> plexo venoso retal inferior -> ilíaca interna -> ilíaca comum -> veia cava inferior. Parte inicial do intestino grosso até metade do cólon transverso vai drenar para os linfonodos mesentéricos superiores. Medicações na ampola retal -> reto inferior -> ilíaca interna -> ilíaca comum -> cava inferior: sem desvio para o circuito porta-hepático – então a biodisponibilidade dessas medicações é maior. Medicações na parte superior do reto direciona a drenagem para o circuito porta-hepático perdendo parte do princípio ativo na metabolização do órgão e tem menor biodisponibilidade. 65 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC A parte de cólon descendente até o reto superior vai drenar para linfonodos mesentéricos inferiores. A parte do reto e ânus vai drenar para linfonodos ilíacos internos. Drenagem linfática: Inicio do intestino grosso até cólon transverso: linfonodos paracólicos – cólicos médios – cólicos direitos – íleocólicos – mesentéricos superiores – cisterna do quilo – ducto torácico – ângulo venoso. Parte do cólon descendente sigmoide e reto superior: linfonodos sigmoideos – retais superiores – cólicos superiores esquerdos – tronco lombar esquerdo – cisterna do quilo – ducto torácico – ângulo venoso esquerdo. 66 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Retal inferior e anal – linfonodos pararretais – ilíacos internos – ilíacos comuns – lombares esquerdos – tronco lombar – cisterna do quilo – ducto torácico – ângulo venoso esquerdo. Inervação simpática: início até metade do cólon transverso – fibras provenientes do mesentério superior. Metade do cólon transverso até o reto superior – fibras provenientes do gânglio mesentérico inferior. Reto inferior e canal anal – plexo hipogástrico inferior. Inervação parassimpática: 67 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Nervo vago inerva até o cólon transverso do intestino grosso, já o cólon descendente, sigmoide, reto superior e ânus é inervada pelos nervos esplênicos de S2 a S4 (caudal). A doença de crohn é autoimune do intestino e sobrecarrega os linfonodos locais como tentativa de combate a infecção crônica. FÍGADO: Função: conjugação de bilirrubina indireta em direta, associação com sais biliares para formar bile que é liberada no duodeno para emulsificação de gorduras, metabolização de substâncias, produção de fatores da cascata de coagulação, produção de proteínas de fase aguda da resposta inflamatória, albumina, armazenamento de vitaminas e ferro. É um órgão maciço que recebe 25% do débito cardíaco e está localizado na região do hipocôndrio direito, região epigástrica, e hipocôndrio esquerdo. Representa cerca de 2,5% do peso corporal. Tumor de coluna lombar que comprime nervos sacrais – paciente desenvolve um bexigoma (dificuldade para urinar), constipação intestinal, megacólon (compressão do parassimpático – lembrar que parassimpático estimula a peristalse, relaxa esfíncter e promove secreção de glândulas – se os nervos sacrais estiverem comprimidos, haverá uma inibição do parassimpático e sobreposição do simpático – consequentemente dilatação do cólon, dificuldade de peristalse e exteriorização das fezes – síndrome de elgevier). Neste caso, medicações para inibir a degradação da acetilcolina, assim ela atua por mais tempo. 68 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Na região direita ele não ultrapassa o rebordo costal, e na região esternal, ele ultrapassa o nível do diafragma é de difícil palpação em pessoas que não tem problemas hepáticos. Quando palpamos o fígado facilmente na região do rebordo costal direito, podemos pensar em hepatomegalia ou em DPOC (porque tem uma hiper insuflação do pulmão e automaticamente ele acaba sendo empurrado para baixo). Limites anatômicos: Face diafragmática, visceral, intima relação com o estômago, flexura cólica direita, ângulo hepático direito, glândula suprarrenal e rim direito. 4 distinções em lobos: 1 lobo direito (parte inferior tem outros 2 lobos – lobo quadrado na região anterior e lobo caudado na parte mais posterior) e separado pelo ligamento falciforme tem o lobo esquerdo. 69 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Face nua posterior tem comunicação com a veia cava inferior e veias supra- hepáticas. Ligamento coronário – apoio do coração. Ligamento triangular – projeção peritoneal que forma o ligamento triangular esquerdo e direito, o final dessa projeção de ligamentos entre o peritônio e fígado. Ligamento redondo do fígado – vestígio da veia umbilical. Ligamento venoso do fígado – continuação da antiga veia umbilical. 70 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC H hepático: formado pelo sulco do filamento redondo do fígado, sulco do ligamento venoso do fígado, sulco da veia cava inferior e impressão biliar. Hilo hepático – passagem para elementos que entram e saem do hilo, o conjunto se chama de pedículo hepático. Impressão gástrica – parte cárdica e o fundo do estômago. Impressãorenal (posterior) – encaixe com o rim e glândula suprarrenal direita Impressão cólica – íntimo contato com a flexura cólica direita. Correlação: cabeça de medusa é um dos sinais formados a longo prazo que caracterizam a hipertensão porta-hepática, em condições onde essa via está obstruída, por uma cirrose, tem a congestão do sangue venoso nesses vasos desses 7 elementos, o aumento da pressão hidrostática, tornando essas veias cada vez mais 71 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC insuficientes, ingurgitadas, extravasando líquido e formando a barriga d’água (ascite), então, a veia umbilical pode se tornar novamente “funcional” porque abre o ligamento umbilical e o venoso pelo aumento na pressão dessas veias e ter um fluxo retrógrado em volta do umbigo. Tronco celíaco -> artéria hepática comum (com ramos colaterais – gástrica direita, a gastroduodenal) -> artéria hepática própria (com ramos - hepática esquerda, hepática direita – com ramo cístico que vem para vesícula biliar formando o pedículo hepático são: ducto hepático comum, artéria hepática própria e veia porta hepática). 72 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Segmentos funcionais: 1 é o segmento posterior que coincide exatamente com lobo caudado do fígado. 2 póstero-lateral esquerdo. 3 é ântero-lateral esquerdo. 4 medial esquerdo. 5 é ântero-medial direito. 6 ântero-lateral direito. 7 póstero-lateral direito. 8 póstero-medial direito. - Nutrido por uma veia. 25% do débito cardíaco vai para o fígado pela artéria hepática própria, veia hepática própria que vem cheia de nutrientes pela absorção do intestino delgado, intestino grosso. 73 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Drenagem venosa: por meio das três veias hepáticas superiores que vão drenar para a veia cava inferior. Drenagem linfática: linfonodos hepáticos -> linfonodos celíacos -> cisterna do quilo -> ducto torácico -> ângulo venoso esquerdo. Inervação simpática: vaso constrição por fibras provenientes dos gânglios celíacos. Inervação parassimpática: fibras do nervo vago que se mesclam no plexo celíaco. PÂNCREAS: Cabeça do pâncreas é abraçada pelo duodeno -> colo maior - corpo -> cauda. Na cabeça do pâncreas tem uma projeção inferior chamado de processo uncinado do pâncreas, na região do colo entre o processo uncinado e o corpo tem a incisura pancreática. Na cabeça do pâncreas passa os vasos mesentéricos superiores. 74 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Tumor de cabeça de pâncreas – um dos primeiros sinais relatado pelo paciente: dificuldade de comer, emagrecimento, diarreia. A queixa é gastrointestinal porque comprime a mesentérica superior e limita o fluxo para alças intestinais, como não tem passagem de sangue adequada, começa a ter pouca absorção de nutrientes, porque a mesentérica superior é uma das principais que forma a porta hepática, então não tem nutrientes sendo levados para o fígado de maneira favorável. Além de náuseas, vômitos, o início desse processo não gera dor, pode acontecer a necrose de intestino por falta de vascularização, obstruir ducto colédoco e ducto pancreático. Glândula anfícrina – endócrina e exócrina. A parte endócrina do pâncreas é formada pelas ilhotas langerhans – possui células alfa, beta, delta que serão produtoras de glucagon, insulina e somatostatina, respectivamente. São reguladores do metabolismo do controle da glicemia - glucagon aciona a quebra do glicogênio em glicose para o sangue quando em jejum prolongado e a insulina é produzida para favorecer a passagem de glicose para a célula. A parte exócrina desse órgão produz o suco pancreático que contém bicarbonato, amilases, lipases e os diferentes tipos de proteases. Irrigado pela artéria pancreática duodenal superior que se divide em anterior e posterior - mesma irrigação do duodeno. Mesentérica superior -> pancreática duodenal inferior (anterior e posterior). Oriunda da esplênica tem artéria pancreática dorsal que se prolonga como artéria pancreática transversa ou artéria pancreática magna e artérias pancreáticas curtas. Drenagem linfática: linfonodos pancreático duodenais superiores e inferiores -> linfonodos celíacos -> tronco intestinal -> cisterna do quilo -> ducto torácico. Inervação simpática e parassimpática: A simpática é pelo gânglio celíaco e a parassimpática é pelas fibras do nervo vago. Tumor de cabeça de pâncreas – um dos primeiros sinais relatado pelo paciente: dificuldade de comer, emagrecimento, diarreia. A queixa é gastrointestinal porque comprime a mesentérica superior e limita o fluxo para alças intestinais, como não tem passagem de sangue adequada, começa a ter pouca absorção de nutrientes, porque a mesentérica superior é uma das principais que forma a porta hepática, então não tem nutrientes sendo levados para o fígado de maneira favorável. Além de náuseas, vômitos, o início desse processo não gera dor, pode acontecer a necrose de intestino por falta de vascularização, obstruir ducto colédoco e ducto pancreático. 75 ANATOMIA HUMANA II – BRUNELE ALVES – MED UNEC Ligamento chamado digastroesplênico – liga o estômago ao baço e se projeta também ligando o estômago ao pâncreas, ele envolve a cabeça do pâncreas e se une com o ligamento esplenorrenal, O câncer de peritônio - como o peritônio reveste a maior parte das vísceras ele causa metástase muito rapidamente. Considerar que tanto a artéria glútea superior e a inferior, irriga os músculos glúteos. anatomia da boca: dentição: enzimas e hormônios: correlação clínica – sapinho/cândida e inflamação de garganta: CAVidade oral: correlações cavidade oral: irrigação: inervação e drenagem: correlações clínicas: glândulas salivares: correlação sobre pergunta de aluno: faringe e esôfago: irrigação e drenagem: mesentério: tipos de meso: tipos de ligamento: Nomenclatura: peritônio: divisão do peritônio: estômago: vascularização, drenagem e inervação: intestino delgado: irrigação, dranagem e inervação : intestino grosso: vascularização: fígado: pâncreas: