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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA Professor Petronio Castro SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 2 O inteiro teor desta apostila está sujeito à proteção de direitos autorais. Copyright © 2024 Loja do Concurseiro. Todos os direitos reservados. O conteúdo desta apostila não pode ser copiado de forma diferente da referência individual comercial com todos os direitos autorais ou outras notas de propriedade retidas, e depois, não pode ser reproduzido ou de outra forma distribuído. Exceto quando expressamente autorizado, você não deve de outra forma copiar, mostrar, baixar, distribuir, modificar, reproduzir, republicar ou retransmitir qualquer informação, texto e/ou documentos contidos nesta apostila ou qualquer parte desta em qualquer meio eletrônico ou em disco rígido, ou criar qualquer trabalho derivado com base nessas imagens, texto ou documentos, sem o consentimento expresso por escrito da Loja do Concurseiro. Nenhum conteúdo aqui mencionado deve ser interpretado como a concessão de licença ou direito de qualquer patente, direito autoral ou marca comercial da Loja do Concurseiro. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 3 PROGRAMA: Noções de Arquivologia. Princípios e conceitos fundamentais de arquivologia; Gestão de documentos; Protocolos (recebimento, registro, distribuição, tramitação e expedição de documentos); Classificação de documentos; Arquivamento e ordenação de documentos de arquivo; Tabela de temporalidade de documentos de arquivo; Gerenciamento da informação e a gestão de documentos; Tipologias documentais e suportes físicos. CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ARQUIVOLOGIA Arquivo: Arquivo é o conjunto de documentos CRIADOS e RECEBIDOS (ACUMULADOS) por uma pessoa física ou jurídica, pública ou privada, caracterizado pela natureza orgânica de sua acumulação e conservado por essas pessoas ou por seus sucessores, para fins de prova ou informação. Arquivo é o conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independentemente da natureza do suporte. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística) Arquivo é “a acumulação ordenada dos documentos, em sua maioria textuais, criados por uma instituição ou pessoa, no curso de sua atividade, e preservados para a consecução de seus objetivos, visando a utilidade que poderão oferecer no futuro”. (Marilena Leite Paes) Para entendermos o conceito de Arquivo, devemos antes conhecer TRÊS conceitos básicos: INFORMAÇÃO, SUPORTE e DOCUMENTO. INFORMAÇÃO : Ideia, Mensagem ou Conhecimento SUPORTE: Meio no qual a informação está registrada (papel, CD, fita, microfilme) DOCUMENTO: É toda informação registrada em um suporte material DICAS: 1- Conjunto de documentos = ACERVO 2- Embora não seja palpável, um “disco virtual” é considerado um suporte para as informações nele registradas. 3- Os arquivos derivam dos documentos criados e recebidos tanto pela atividade-meio quanto pela atividade-fim da organização. Do conceito de arquivo, podemos deduzir três características básicas: 1- Exclusividade de criação e recepção por uma repartição, firma, instituição ou pessoa. Assim, não se considera arquivo, por exemplo, uma coleção de manuscritos históricos, reunidos por uma pessoa. 2- Origem no curso de suas atividades. Os documentos devem servir de prova de transações realizadas. 3- Há um caráter orgânico que liga o documento aos outros do mesmo conjunto. Um documento, destacado de seu conjunto, do todo à que pertence, significa muito menos do que quando em conjunto. Fundo de Arquivo: Um fundo nada mais é do que o conjunto de documentos de uma mesma proveniência (origem), ou seja, é o mesmo que arquivo. O fundo é aberto se podem ser acrescentados novos documentos em função do fato de a entidade produtora continuar em atividade; e, fechado se não recebe acréscimos de documentos, em função de a entidade produtora não se encontrar mais em atividade. Contexto Arquivístico: Estão incluídos no contexto arquivístico, todos os fatores ambientais que determinam como os documentos são gerados, estruturados, administrados e interpretados. Estes fatores são, cada um ao seu tempo, determinados pelo contexto sociopolítico, cultural e econômico. Ou seja, a situação da sociedade no tempo em que os documentos foram gerados. Documento Oficial: Documento oficial é aquele emanado do poder público ou de entidades de direito privado capaz de produzir efeitos de ordem jurídica na comprovação de um fato. Ou seja, qualquer entidade, seja pública ou privada, pode emitir um documento oficial, que serve de prova das transações realizadas. INFORMAÇÃO + SUPORTE = DOCUMENTO NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 4 Atenção: Não há possibilidade de coleção nos arquivos genuínos porque, em se tratando de fundos (conjunto de documentos de uma mesma proveniência), é fundamental a relação orgânica entre seus elementos. Não se compreende o documento de arquivo fora do meio genético que o produziu. Os documentos de arquivo surgem obrigatoriamente dentro das funções e atividades de uma administração. DICA: ARQUIVO PÚBLICO é um conjunto de documentos acumulados em decorrência das funções executivas, legislativas e judiciárias do poder público no âmbito federal, estadual e municipal, bem como o conjunto de documentos de entidades de direito privado encarregadas de serviços públicos. • Importância do Arquivo - Função e Finalidades do Arquivo Função do Arquivo: Guardar e organizar os documentos, tornando disponíveis as informações mantidas sob sua guarda. Finalidades do Arquivo: A sua finalidade principal é servir à Administração e com o decorrer do tempo adquire uma finalidade secundária que é servir a História. DICA: 1- Todo documento nasce com a FINALIDADE de SERVIR à ADMINISTRAÇÃO • Distinção entre Arquivo e Biblioteca Arquivo: É o conjunto de documentos CRIADOS ou RECEBIDOS (ACUMULADOS) por uma instituição ou pessoa, no exercício de sua atividade, preservados para garantir a consecução de seus objetivos. Biblioteca: É o conjunto de material, em sua maioria impresso e NÃO produzido pela instituição em que está inserida. Normalmente constituída de coleções temáticas e seus documentos são adquiridos por meio de COMPRA, DOAÇÃO ou PERMUTA. ARQUIVO BIBLIOTECA Objetivo Funcional Cultural Formas de ingresso dos documentos na instituição Produção Recebimento Compra Doação Permuta Quantidade de exemplares de cada documento Único exemplar (ou 1 exemplar e um nº limitado de cópias) Numerosos exemplares • CLASSIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS As classificações dos Arquivos mais importantes são quanto: 1) à Entidade Mantenedora: (Público ou Privado) 2) à Natureza dos documentos: (Especial ou Especializado) 3) aos Estágio de Evolução: (Corrente, Intermediário e Permanente) 4) à Extensão de sua atuação: (Setorial ou Central) 1) Quanto à Entidade Mantenedora (natureza da entidade): Podem ser Público ou Privado - Público: São aqueles mantidos por órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciários, nas esferas Federal, Estadual, Municipal e do DF. Também são considerados públicos os Arquivos das Fundações Públicas e Empresas Públicas. - Privado: São aqueles mantidos por instituição de caráter particular. Ex: arquivo do Bradesco, Arquivo do Curso Exemplo, arquivo da TV Liberal. OUTRA CLASSIFICAÇÃO: 1- Marilena Leite Paes, apresenta a seguinte divisão: Públicos, Institucionais, Comerciais,Gonçalves, significa dar visibilidade às funções e atividades do organismo produtor. De acordo com a terminologia adota- da por alguns profissionais da área, o instrumento utilizado nessa tarefa recebe nomes distintos, conforme a etapa em que se encontram os documentos em seu ciclo vital: na fase corrente, trata-se do plano de classificação; e, na fase permanente, trata- se a) da tabela de temporalidade. b) do registro topográfico. c) do plano de destinação. d) do quadro de arranjo. e) da tabela de equivalência. GABARITO 01. C 06. E 02. C 07. C 03. C 08. D 04. B 05. C MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO Arquivamento Arquivamento é conjunto de operações destinadas ao acondicionamento e ao armazenamento de documentos. Método de Arquivamento: Segundo o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (ARQUIVO NACIONAL, 1992): Método de Arquivamento é uma sequência de operações que determina a disposição dos documentos de um arquivo ou coleção, uns em relação aos outros, e a identificação de cada unidade. O método de arquivamento deve ser escolhido de acordo com a natureza dos documentos e pela estrutura da instituição. A instituição pode ter quantos métodos forem necessários. Pode-se dividir os métodos de arquivamento em duas classes: Básicos e Padronizados. Métodos Básicos Alfabético Geográfico Numérico Simples Cronológico Dígito- terminal Ideográficos (Assunto) Alfabéticos Enciclopédico Dicionário Numéricos Duplex Decimal Unitermo Métodos Padronizados Automático Variadex Soundex Mnemônico Rôneo Ordenação É o ato ou efeito de dispor documentos ou informações segundo um determinado método, ou seja, é a disposição de documentos em determinada sequência dentro de uma unidade de classificação. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 26 Os métodos de arquivamento pertencem a dois grandes SISTEMAS DE ARQUIVAMENTO: • DIRETO • INDIRETO O sistema de arquivamento escolhido deve ser simples, flexível e permitir expansões. Sistema DIRETO É aquele em que a busca do documento é feita diretamente no local onde se acha guardado. Por exemplo, se você procura por um documento endereçado ao Petronio e os documentos estão organizados alfabeticamente, basta ir à letra “P” para encontrá-lo. É Característico dos métodos: Alfabético, Geográfico, Dicionário e Enciclopédico. Sistema INDIRETO É aquele em que, para se localizar um documento, é preciso, antes, consultar um índice ou código. É Característico dos métodos: Numérico simples, Numérico cronológico, Numérico dígito-terminal, Duplex, Decimal e Unitermo. Atenção! O método ALFANUMÉRICO -combinação de letras e números- não se inclui nas classes de métodos básicos e padronizados e é considerado semi-indireto. MÉTODO ALFANUMÉRICO O método ALFANUMÉRICO - combinação de letras e números - não se inclui nas classes de métodos básicos e padronizados e é considerado semi-indireto. Esse sistema procura utilizar as vantagens dos métodos alfabético e numérico. Dessa combinação surgiu um método que tem a simplicidade do alfabético e a rapidez e precisão do numérico. Este método trabalha com uma tabela constituída de divisões do alfabeto, previamente planejadas e numeradas em ordem crescente. Usam-se notações fechadas para se evitar que, uma vez numeradas, as divisões sejam alteradas. Aa - Af = 1 Ag - Al = 2 Am - As = 3 At - Az = 4 Ba - Bl = 5 Bm - Bz = 6 Procedimento As pastas individuais teriam como notação os nomes colocados após o número correspondente à sua divisão alfabética. Exemplos: 1 – Acrisio, Paulo (Aa-Af = 1) 1 – Afonseca, João (Aa-Af =1) 2 – Almeida, Mário (Ag-Al = 2) 3 – Alonso, Ernesto (Ag-Al = 2) 4 – Amaral, Roberto (Am-As = 3) 5 – Atilia, Jorge (At-Az = 4) IMPORTANTE! Quando se trata de planejar a organização do arquivo, os elementos constantes de um documento a considerar são nome (remetente, destinatário ou pessoa referida no documento), local, número, data e assunto. Ou seja, é o elemento mais importante para cada caso que define como o arquivo será organizado: ordem alfabética, geográfica, numérica (simples ou cronológica) ou por assunto. Tipos de arquivamento: Arquivamento HORIZONTAL - Os documentos são dispostos uns sobre os outros e arquivados em caixas, estantes e escaninhos. - Indicado para Arquivos Permanentes (onde a frequência de uso é menor) e para documentos de grandes dimensões como plantas, desenhos e mapas. - Para consultar qualquer documento é necessário retirar os que se encontram sobre ele, dificultando a localização rápida das informações – por esse motivo é desaconselhável na fase corrente dos arquivos (onde a frequência de uso é maior). Arquivamento VERTICAL - Os documentos são dispostos um atrás do outro em gavetas ou estantes, permitindo a rápida consulta, sem necessidade de remover outros documentos. - Indicado para Arquivo Corrente, pois agiliza a busca e a localização dos documentos SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 27 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. (2014 - CESPE - ANATEL - Técnico Administrativo) Acerca da gestão de documentos, julgue os itens que se seguem. O arquivamento de documentos é um ato físico, ao passo que a ordenação é a disposição intelectual dos documentos em uma unidade de classificação. Certo - Errado 02. (2015 - FUNCERN - IF-RN - Técnico em Arquivo) O conceito de métodos de arquivamento é: a) predominância de documentos decorrentes do exercício das atividades-meio de uma instituição ou unidade administrativa. b) sequência de operações que determina a atribuição de informações contidas nos documentos com relação aos graus de sigilo, conforme legislação específica. c) predominância de atividades desenvolvidas em decorrência da finalidade de um documento, sendo também chamada atividade finalística. d) sequência de operações que determina a disposição dos documentos de um arquivo ou coleção, uns em relação aos outros e a identificação de cada unidade. 03. (2016 - CESPE - POLÍCIA CIENTÍFICA - PE - Auxiliar de Legista) A disposição de documentos em determinada sequência dentro de uma unidade de classificação é denominada a) difusão. d) arquivamento. b) avaliação. e) descrição. c) ordenação. 04. (2014 - FGV - AL-BA - Técnico de Nível Médio - Administrativa) Leia o fragmento a seguir. Os sistemas de acesso aos documentos de arquivo podem ser diretos e ______________, e se subdividem em métodos ____________ e ____________, estes com suas respectivas subdivisões. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima. a) indiretos – básicos – padronizados b) padronizados – diretos – indiretos c) indiretos – alfabéticos – numéricos d) numéricos – diretos – indiretos e) padronizados – alfabéticos – numéricos 05. (2015 - Quadrix - CRF-RJ - Agente Administrativo) Um acervo exige um arquivamento adequado que viabilize a localização dos documentos. Quando o documento é acondicionamento em seu local de guarda (pasta, gaveta ou caixa), o arquivamento pode ser feito de forma horizontal ou vertical. Sobre o arquivamento horizontal, leia as afirmativas. I. É indicado para documentos de grandes dimensões, como mapas, plantas e papéis de grandes dimensões. II. Nesse arquivamento, os documentos são arquivados lado a lado. III. É o mais comum, sendo largamente adotado nos arquivos correntes e intermediários, onde o acondicionamento é feito em caixas ou pastas suspensas. Está correto o que se afirma em: a) I, somente. b) I e II, somente. c) III, somente. d) II e III, somente. e) todas. 06. (2015 - COSEAC - UFF - Auxiliar em Administração) Na gestão de documentos, a obra “Arquivo: teoria e prática”, de Paes, agrupa os métodos de arquivamentoDuplex, Decimal e Unitermo na classe: a) Padronizados. b) Mnemônico. c) Básicos. d) Geográfico. e) Alfabéticos. 07. (2014 - FUNRIO - IF-PI - Arquivista) São exemplos de métodos de classificação básicos e de acesso indireto: a) geográfico, dígito terminal e variadex. b) duplex, enciclopédico e variadex. c) automático, dicionário e numérico cronológico. d) decimal, unitermo e numérico simples. e) alfabético, duplex e decimal. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 28 08. (2015 - COSEAC - UFF - Assistente em Administração) Sobre gestão de documentos, conforme ensina Paes em seu livro “Arquivo: teoria e prática”, o método de arquivamento é determinado pela natureza dos documentos a serem arquivados e pela estrutura da entidade. Desta forma, os métodos de arquivamento podem ser divididos em duas classes: básicos e padronizados. É correto afirmar pertencer à classe “Padronizados”: a) alfabético, geográfico, duplex. b) numéricos, simples, cronológico. c) variadex, rôneo, mnemônico. d) ideográficos, unitermo, enciclopédico. e) dígito-terminal, dicionário, decimal. 09. (2015 - FGV - Câmara Municipal de Caruaru - PE - Técnico Legislativo) Relacione os métodos listados a seguir aos seus respectivos grupos. 1. Por assunto alfabético 2. Por assunto numérico ( ) Unitermo ( ) Duplex ( ) Enciclopédico ( ) Dicionário Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo. a) 1 – 1 – 2 – 2 b) 1 – 2 – 1 – 2 c) 2 – 1 – 2 – 1 d) 2 – 2 – 1 – 1 e) 1 – 2 – 2 – 1 10. (2015 - UFES - UFES - Assistente em Administração) Segundo Paes (2008), pode-se dividir os métodos de arquivamento em dois sistemas, os diretos e os indiretos. Sobre a diferença entre os dois sistemas, segundo a autora, é CORRETO afirmar: a) O sistema direto é aquele em que é necessário consultar um índice ou código para acessar o documento, diferentemente do indireto, no qual a busca é feita no local de guarda do documento. b) A diferença entre os dois sistemas é apenas a forma como se manuseia o documento: o indireto indica o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) e o direto dispensa essa proteção individual. c) O sistema direto é aquele cujo produtor assinou diretamente no documento e o indireto é aquele cuja assinatura do produtor está em forma eletrônica. d) Nos sistemas diretos os documentos são arquivados diretamente pelo produtor, e no sistema indireto o arquivamento é executado por profissional técnico específico ou por empresa de custódia externa. e) Os sistemas diretos são capazes de permitir buscar o documento diretamente no local onde está guardado, diferentemente do indireto, no qual é necessário consultar um índice ou código, que remeta ao documento. 11. (2014 - IADES - CONAB - Assistente Administrativo) Em função do caráter integrado de algumas atividades de arquivo, julgou-se oportuno dividir em cinco setores distintos as atividades dos arquivos correntes: protocolo; expedição; arquivamento; empréstimo e consulta; e, destinação. A esse respeito, o arquivamento preconiza um método que pode ser dividido em duas classes: básicos e padronizados. Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta um método de arquivamento pertencente à classe padronizada. a) Alfabético. b) Geográfico. c) Automático. d) Ideográfico. e) Numérico. 12. (2014 - UFES - UFES - Assistente em Administração) Sobre classificação e arquivamento de documentos, é INCORRETO afirmar: a) Sistema direto é aquele em que a busca do documento é feita diretamente no local onde se acha guardado. b) Quando se trata de planejar a organização de um arquivo ou fichário, os elementos constantes de um documento a considerar são: nome (do remetente, do destinatário, ou da pessoa a quem se refere o documento), local, número, data e assunto. c) Algumas das vantagens do método alfabético são a rapidez, a facilidade e o baixo custo. d) O método alfanumérico pertence ao sistema indireto, aquele em que, para se localizar um documento, é preciso consultar um índice. e) De acordo com o elemento mais importante e mais frequentemente procurado, em cada caso, pode-se organizar os fichários ou arquivos em ordem alfabética, geográfica, numérica e de assunto. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 29 13. (2014 - CESPE - FUB - Técnico em Arquivo) A respeito de arquivamento e ordenação dos documentos de arquivo, julgue o item subsecutivo. O método de sistema direto facilita a operação de arquivamento dos documentos. Certo - Errado 14. (2014 - COSEAC - UFF - Assistente de Administração) Marilena Leite Paes ensina que o método de arquivamento é determinado pela natureza dos documentos a serem arquivados e pela estrutura da entidade. É correto afirmar que variadex, automático, soundex, mnemônico e rôneo pertencem à classe: a) básicos. b) padronizados. c) dígito-terminal. d) duplex. e) ideográficos. 15. (2014 - COSEAC - UFF - Auxiliar Administrativo) Marilena Leite Paes ensina que o método de arquivamento é determinado pela natureza dos documentos a serem arquivados e pela estrutura da entidade. É correto afirmar, sobre métodos de arquivamento, que: a) nos métodos básicos não há subdivisões, somente a classe de métodos padronizados. b) os métodos padronizados podem ser variadex, automático, soundex, mnemônico e rôneo. c) duplex, decimal e indexação coordenada são subdivisões dos métodos padronizados numéricos. d) os métodos básicos podem ser variadex automático, soundex, mnemônico e rôneo. e) sistema indireto é aquele em que a busca é feita diretamente no local onde se acha guardado. GABARITO 01. C 06. C 11. C 02. D 07. D 12. D 03. C 08. C 13. C 04. A 09. D 14. B 05. A 10. E 15. B MÉTODOS BÁSICOS I- MÉTODO ALFABÉTICO É um método direto, que não exige a adoção de índice para que o documento seja localizado e tem como elemento principal o NOME. As fichas e pastas são dispostas na ordem alfabética, respeitando as regras gerais de alfabetação e ordenação. Em geral, o método alfabético é mais simples e barato, se comparado aos demais. Quando for adotado a ordem alfabética, será necessário conhecer as regras de alfabetação. São 13 as regras de alfabetação. 1. Nos nomes de pessoas físicas, considera-se o último sobrenome e depois o prenome. Exemplo: João Barbosa adota-se, BARBOSA, João. Pedro Álvares Cabral, adota-se, CABRAL, Pedro Alvares Obs: Quando houver sobrenome igual prevalece a ordem alfabética do prenome. Exemplo: Aníbal Teixeira Pedro Teixeira Marilda Teixeira Vitor Teixeira Arquivam-se: Teixeira, Aníbal Teixeira, Marilda Teixeira, Pedro Teixeira, Vitor 2. Sobrenomes compostos de um substantivo e um adjetivo ou ligados por hífen não se separam. Exemplo: Camilo Castelo Branco Paulo Monte Verde Heitor Villa-Lobos SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 30 Arquivam-se: Castelo Branco, Camilo Monte Verde, Paulo Villa-Lobos, Heitor 3. Os sobrenomes formados com as palavras são, santo, santa seguem as regras aplicadas para sobrenomes composto por adjetivo e um substantivo. Exemplo: Waldemar Santa Rita Luciano Santo Cristo Irwing São Paulo Arquivam-se: Santa Rita, Waldemar Santo Cristo, Luciano São Paulo, Irwing 4. As iniciais abreviativas de prenomes têm precedência na classificação de sobrenomes iguais Exemplo: J. Vieira Jonas Vieira José Vieira Arquivam-se: Vieira, J. Vieira, Jonas Vieira, José 5. Os artigos e preposições, tais como, a, o, de, d’, da, do, e, um, uma, não são considerados (ver também regra nº. 9) Exemplo: Pedro de Almeida Ricardo d’Andrade Lúcia da Câmara Arnaldo do Couto Arquivam-se: Almeida, Pedro de Andrade, Ricardod’ Câmara, Lúcia da Couto, Arnaldo do 6. Os sobrenomes que exprimem grau de parentesco como Filho, Neto, Júnior, Sobrinho são considerados parte integrante do último sobrenome, mas não são considerados na ordem alfabética. Exemplo: Antônio Almeida Filho Paulo Ribeiro Júnior Joaquim Vasconcelos Sobrinho Henrique Viana Neto Arquivam-se: Almeida Filho, Antônio Ribeiro Júnior, Paulo Vasconcelos Sobrinho, Joaquim Viana Neto, Henrique Obs: Os graus de parentesco só serão considerados na alfabetação quando servirem de elemento de distinção. Exemplo: Jorge de Abreu Sobrinho Jorge de Abreu Neto Jorge de Abreu Filho Arquivam-se: Abreu Filho, Jorge de Abreu Neto, Jorge de Abreu Sobrinho, Jorge de 7. Os títulos não são considerados na alfabetação. São colocados após o nome completo, entre parênteses. Exemplo: Ministro Milton Campos Professor André Ferreira General Paulo Pereira Dr. Pedro Teixeira Arquivam-se: Campos, Milton (Ministro) Ferreira, André (Professor) Pereira, Paulo (General) Teixeira, Pedro (Dr.) SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 31 8. Os nomes estrangeiros são considerados pelo último sobrenome, salvo no caso de espanhóis e orientais (ver também regras no. 10 e 11) Exemplo: Georges Albert Winston Churchill Paul Müller Jorge Schmidt Arquivam-se: Aubert, Georges Churchill, Winston Müller, Paul Schimidt, Jorge 9. As partículas dos nomes estrangeiros podem ou não ser consideradas e colocadas antes do sobrenome, o mais comum é considerá-las como parte integrante do nome apenas quando escritas com letra maiúsculas. Exemplo: Giulio di Capri Esteban De Penedo Charles Du Pont John Mac Adam Gordon O’Brien Arquivam-se: Capri, Giulio di De Penedo, Esteban Du Pont, Charles Mac Adam, John O’Brien, Gordon 10. Os nomes espanhóis são registrados pelo penúltimo sobrenome, que corresponde ao sobrenomes de família do pai. Exemplo: José de Oviedo y Baños Francisco de Pina de Mello Angel del Arco y Molinero Antônio de los Rios Arquivam-se: Arco y Molinero, Angel del Oviedos y Baños, José de Pina de Mello, Francisco de Rios, Antônio de los 11. Os nomes orientais – japoneses, chineses e árabes – são registrados como se apresentam. Exemplo: Al Ben-Hur Li Yutang 12. Os nomes de firmas, empresas instituições governamentais devem ser transcritos como se apresentam, não considerando, porém, para fins de ordenação, os artigos e preposições que os constituem. Admite-se, para facilitar a ordenação, que os artigos iniciais sejam colocados entre parênteses após o nome. Exemplo: Embratel Álvaro Ramos & Cia. Fundação Getúlio Vargas A colegial The Library of Congress Companhia Progresso Guanabara Barbosa Santos Ltda Arquivam-se: Álvaro Ramos & Cia. Barbosa Santos Ltda Colegial (A) Companhia Progresso Guanabara Embratel Fundação Getúlio Vargas Library of Congress (The) 13. Nos títulos do congressos, conferências, reuniões, assembléias e assemelhados os números arábicos, romanos ou escritos por extenso deverão aparecer no fim, entre parênteses. Exemplo: II Conferência de Pintura Moderna Quinto Congresso de Geografia 3º Congresso de Geologia Arquivam-se: Conferência de Pintura Moderna (II) Congresso de Geografia (Quinto) Congresso de Geologia (3º) SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 32 Estas regras podem ser alteradas para melhor servir a organização, desde que o arquivista observe sempre o mesmo critério e faça as remissivas necessárias para evitar dúvidas futuras. Exemplo: José Peregrino da Rocha Fagundes Júnior José Félix Alves Pacheco Podem ser arquivados pelos nomes mais conhecidos: Peregrino Júnior, José Félix Pacheco, José Colocam-se remissivas em: Além de observar as regras de alfabetação, e necessário também considerar as REGRAS DE ORDENAÇÃO, que podem ser palavra por palavra ou letra por letra. Letra por letra Exemplo: Monte Alegre Monte Branco Monteiro Monte Mór Montenegro Monte Sinai Palavra por palavra Exemplo: Monte Alegre Monte Branco Monte Mór Monte Sinai Monteiro Montenegro A escolha de um dos critérios implica a exclusão do outro. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. (2008 - Cespe – SEAD-UEPA - Adaptada) Considerando as regras de alfabetação para arquivamento de documentos cujo principal elemento seja o nome. A sequência alfabética a seguir está de acordo com as regras de alfabetação. Barbosa, Antonio Augusto Cardoso, Pedro Henrique de Araújo Ferreira, João Batista Ferreira, José de Arimatéia Neto, Afonso de Almeida Costa CERTO - ERRADO 02. (2008 - Cespe – SEAD-UEPA - Adaptada) Considerando as regras de alfabetação para arquivamento de documentos cujo principal elemento seja o nome. A seqüência alfabética a seguir está de acordo com as regras de alfabetação. Bernardes, Professor Carlos Augusto Campos, Professor Diogo de Lima Rangel, Coordenador Felipe Bernardes Rangel, Professor Eduardo de Almeida Reis, Reitor Luiz Augusto da Silva CERTO - ERRADO 03. (2008/ Cespe – SEAD-UEPA) Considerando as regras de alfabetação para arquivamento de documentos cujo principal elemento seja o nome. A seqüência alfabética a seguir está de acordo com as regras de alfabetação. Brochado, Marcos André Gonçalves, Ricardo André de Assis Ramalho, J. Pedro Ramalho, João Batista Silva, Pedro Antonio da CERTO - ERRADO 04. (2006/ Cespe – Docas/PA) A seqüência de nomes a seguir atende às regras de alfabetação: Abreu, Paulo de (Ministro) Barbosa, José Pedro Barbosa, Maria Aparecida Silva, José Ricardo da Sobrinho, Ricardo Pereira CERTO - ERRADO Fagundes Júnior, José Peregrino da Rocha Ver Peregrino Júnior, José Pacheco, José Félix Alves Ver Félix Pacheco, José SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 33 05. (2006/ Cespe – Docas/PA) A seqüência de nomes a seguir atende às regras de alfabetação: Gonçalves, Paulo de Abreu Magalhães, Pedro Antonio de São Tiago, Heitor de Teles, Manoel de Souza Villa-Lobos, Henrique CERTO - ERRADO 06. (2015 - UFMT - IF-MT - Auxiliar em Administração) O método de arquivamento mais simples quando o elemento principal é o nome denomina-se método alfabético. Sobre esse método, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) É um método indireto, porque a pesquisa requer uso de índice auxiliar para localização do documento. ( ) As fichas ou as pastas são dispostas na ordem rigorosamente alfabética, respeitadas as normas gerais para a alfabetação, por guias divisórias, com as respectivas letras. ( ) Na regra de alfabetação com nomes de pessoas físicas, considera-se o último sobrenome e depois o prenome. ( ) Nas situações em que a pessoa física possui sobrenomes agrupados por hífen, faz-se necessária, segundo a regra de alfabetação, sua separação. Assinale a sequência correta. a) V, V, F, V b) F, V, V, F c) F, F, V, F d) V, F, F, V 07. (2015 - FUNCAB - MPOG - Atividade Técnica - Arquivologia) Segundo as regras de ordenação alfabética, é correto afirmar que: a) Ana Maria de Castro Fonseca PRECEDE Ana de Castro. b) Waldemar Vasconcelos PRECEDE W. Vasconcelos. c) José Carlos Moraes Neto PRECEDE José Carlos Morais Junior. d) Carlos Monte Verde PRECEDE Carlos Moura Câmara. e) Joaquim Vieira FilhoPRECEDE Joaquim Viana Neto. 08. (2015 - FUNCAB - MPOG - Atividade Técnica - Arquivologia) Considere os nomes a seguir: 1. Dr. Ricardo Teixeira 2. Professor Arnaldo do Couto 3. General Roberto d'Andrade 4. Leila da Câmara 5. Paulo de Almeida A sequência correta para arquivamento das pastas de documentos por método alfabético é: a) 5,3,4,2,1. b) 1,3,4,5,2. c) 5,3,1,4,2. d) 4,2,3,1,5. e) 1,4,3,2,5. 09. (2015 - FGV - Câmara Municipal de Caruaru - PE - Técnico Legislativo) Utilize as regras de alfabetação e o método de classificação alfabético para ordenar os nomes a seguir. • Abelardo Carrara • Adalberto Cabral • Abílio Castilho • Aníbal Almada de Castro • Adriano de Oliveira Câmara Assinale a opção que indica, nessa ordenação, o primeiro nome. a) Abelardo Carrara b) Abílio Castilho c) Aníbal Almada de Castro d) Adriano de Oliveira Câmara e) Adalberto Cabral 10. (2015 - CONSULPAM - Prefeitura de Serrita - PE - Auxiliar de Biblioteca Escolar) Nos métodos de arquivamento temos o alfabético, um sistema de baixo custo, direto e de fácil implantação. Observe os itens abaixo e assinale aquele INCORRETO a respeito da regra de arquivamento alfabético. a) Nos nome de pessoas físicas considera-se o último sobrenome, depois é considerado o prenome. b) Se houver sobrenomes iguais, prevalece a ordem alfabética do prenome. c) Nos títulos de congressos, conferências, reuniões e assembleias, os números arábicos, romanos ou escritos por extenso devem aparecer no fim, entre parênteses. d) Não são considerados para arquivamento os nomes de pessoas estrangeiras. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 34 11. (2014 - FCC - TJ-AP - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Arquivologia - ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, considere a lista das pastas suspensas com os nomes dos remetentes (pessoas físicas e jurídicas) da correspondência recebida por determinada instituição, com a indicação das cidades de origem: 1. José Augusto Pereira Filho - Belém (PA) 2. Antônio de Sousa Passos - Porto Grande (AP) 3. Casas Pereira - Ferreira Gomes (AP) 4. Joaquim Pereira dos Santos - Manaus (AM) 5. Escritório de Contabilidade Porto Seguro - Belém (PA) 6. Maria Augusta Lima Pereira - Laranjal do Jari (AP) 7. Lira & Fernandes Ltda. - Laranjal do Jari (AP) 8. Companhia de Eletricidade do Amapá - Macapá (AP) Caso fossem ordenadas alfabeticamente pelos nomes dos remetentes, as pastas obedeceriam à sequência a) 8, 1, 7, 6, 2, 4, 3, 5. b) 2, 3, 8, 1, 7, 6, 4, 5. c) 3, 8, 5, 7, 2, 1, 6, 4. d) 1, 7, 6, 8, 3, 5, 4, 2. e) 7, 2, 1, 6, 8, 4, 3, 5. 12. (2014 - VUNESP - SP-URBANISMO - Assistente Administrativo) Em arquivamento, considerando-se o método alfabético, as pastas devem ser ordenadas e separadas por a) separadores plastificados. b) cartolinas duplas. c) papeletas autocolantes. d) folhas de sulfite coloridas. e) guias divisórias simples. 13. (2016 - FUNCAB - ANS - Técnico Administrativo) Os documentos devem ser guardados dentro de pastas ou caixas. O arquivamento por nomes segue 13 regras, chamadas alfabetação. Seguindo essas regras, com os nomes Rogério Castelo Azul, Camilo São Bernardo, Ronaldo de Alencar, Juan Lopez Diaz, Ornar Saad serão arquivados? a) Castelo Azul, Rogério; Bernardo, Camilo São; Alencar, Ronaldo de; Diaz, Juan Lopez; Omar Saad. b) Castelo Azul, Rogério; Bernardo, Camilo São; Alencar, Ronaldo de; Lopez Diaz, Juan; Saad, Omar. c) Castelo Azul, Rogério; São Bernardo, Camilo; Alencar, Ronaldo de; Lopez Diaz, Juan; Omar Saad. d) Castelo Azul, Rogério; São Bernardo, Camilo; Alencar, Ronaldo de; Juan Lopez Diaz; Omar Saad. e) Azul, Rogério Castelo; Bernardo, Camilo São; Alencar, Ronaldo de; Diaz, Juan Lopez; Saad, Omar. 14. (2016 - CESGRANRIO - ANP - Técnico Administrativo) Um setor de arquivo precisa organizar os documentos das seguintes pessoas: 1) Luiz Fernando Duarte Monte Claro; 2) João Marcus Villa-Lobos; 3) Carlos Eduardo Santo Amaro; 4) Lucia Maria de Almeida; 5) Arlindo Moreira Filho. Considerando-se que são respeitadas, rigorosamente, as regras de alfabetação, como ficam organizados tais documentos? a) 5,4,3,1,2 d) 4,3,1,5,2 b) 5,3,2,4,1 e) 4,1,5,3,2 c) 5,3,2,1,4 15. (2014 - FGV - TJ-GO - Analista Judiciário - Arquivologia) Considere os seguintes itens: I – Antônio Castanheira Silvino Junior II – Álvaro Carvalho da Silva III – Pedro de Carvalho Silvino Filho IV – Maria Agostinho Silvério V – Marina Antunes da Silva Utilizando-se as regras de alfabetação segundo o método de classificação alfabético, a sequência correta é: a) II – V – IV – I – III; b) II – V – IV – III – I; c) II – I – IV – V – III; d) IV – V – II – III – I; e) IV – V – III – II – I. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 35 16. (2014 - FGV - Câmara Municipal do Recife-PE - Arquivista) Considere os seguintes itens: I – Carlos Martins de Macedo II – Carolina de Castro Magalhães III – Cesar Augusto Machado IV – Cristina Martins Macedo V – Celina Constância Machado Utilizando-se as regras de alfabetação segundo o método de classificação alfabético, a sequência correta é: a) I – IV – V – III – II; b) I – II – V– III – IV; c) III – II – V – I – IV; d) IV – I – III – V – II; e) IV – III – V – II – I. GABARITO 01. E 06. B 11. C 16. A 02. E 07. C 12. E 03. C 08. A 13. C 04. E 09. E 14. E 05. C 10. D 15. A II- MÉTODO GEOGRÁFICO O método geográfico é do sistema direto. A busca é feita diretamente ao documento. Este método é preferido quando o principal elemento a ser considerado em um documento é a PROCEDÊNCIA ou LOCAL. Neste método, o elemento principal é o local, seja o país, o Estado ou, a cidade. Vantagens: é direto e de fácil manuseio. Desvantagens: exige duas classificações local e nome do correspondente. Devem ser observadas as seguintes regras: 1) MÉTODO GEOGRÁFICO – PAÍS (Nome do país, capital (demais cidades) e correspondente) Quando o elemento principal forem países, alfabeta-se em primeiro lugar o país, seguido da capital e do correspondente. As demais cidades apresentam-se após as respectivas capitais. - Os PAÍSES deverão ficar em ordem alfabética - Dentro de cada país, a 1ª cidade deverá ser a CAPITAL - As demais cidades seguem em ordem alfabética Exemplo: País Cidade Correspondente França França Portugal Portugal Portugal Paris (capital) Lorena Lisboa (capital) Coimbra Porto Unesco Vadim, Roger Pereira, José Albuquerque, Maria Ferreira, Antônio 2) MÉTODO GEOGRÁFICO – ESTADO (Nome do estado, cidade e correspondente) Quando se organiza um arquivo por estados, as capitais devem ser alfabetadas em primeiro lugar, por estado, independentemente da ordem alfabética em relação às demais cidades, que deverão estar dispostas após as capitais. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 36 Neste caso há necessidade de se utilizar guias divisórias com notações indicativas dos nomes dos estados. • Os ESTADOS deverão ficar em ordem alfabética • Dentro de cada estado, a 1ª cidade deverá ser a CAPITAL • As demais cidades seguem em ordem alfabética Exemplo: Estado Cidade Correspondente Amazonas Amazonas Rio de Janeiro Rio de Janeiro São Paulo São Paulo Manaus (capital) Itacoatiara Rio de Janeiro (capital) Campos São Paulo (capital) Lorena Sobreira, Luísa Santos, Antônio J. Rodrigues, Isa Almeida, José de Corrêa, Gilson Silva, Alberto 3) MÉTODO GEOGRÁFICO – CIDADE (Nome da cidade, estado e correspondente) Quando o principal elemento é a Cidade e não o Estado, deve-se observar a rigorosa ordem alfabética por cidades, não havendo destaque para as capitais. • O arquivo é organizado por cidade,sem a separação por estado. • As CIDADES deverão ficar em ordem alfabética e devemos indicar ao final de cada cidade, o estado correspondente. Exemplo: Cidade Estado Correspondente Campos Itacoatiara Lorena Manaus Rio de Janeiro São Paulo Rio de Janeiro Amazonas São Paulo Amazonas Rio de Janeiro São Paulo Almeida, José de Santos, Antônio J. Silva, Alberto Sobreira, Luísa Rodrigues, Isa Corrêa, Gilson Nesse caso não é necessário o emprego de guias divisórias correspondentes aos estados, pois as pastas são guardadas em ordem alfabética pela cidade. É imprescindível, porém, que as pastas tragam os nomes dos estados, em segundo lugar, porque há cidades com o mesmo nome em diferentes estados. Exemplo: Brasília (Distrito Federal) Silva, Jackson Brasília (Minas Gerais) Leite, Edson Itabaiana (Paraíba) Santos, Therezinha Itabaiana (Sergipe) Souza, Lourdes da Costa e EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. (2014 - CONSULPAM - SURG - Auxiliar Administrativo) O arquivo, quando bem organizado, transmite ordens, evita repetições desnecessárias de experiências, diminui a duplicidade de documentos, revela o que está por ser feito, o que já foi feito e os resultados obtidos. Aponte nos itens abaixo como é realizado o arquivo geográfico: a) O elemento principal é o local ou a procedência. A busca é feita de forma direta. Tem como vantagens o sistema direto, a ordenação alfabética e ser fácil de usar. Já as desvantagens são o uso de duas classificações – local e nome do correspondente (ou interessado). b) Pertence ao sistema indireto. A consulta ao documento é feita em índice alfabético remissivo – busca primária da informação a fim de localizá-la. Tem como vantagens erros reduzido de arquivamento. Já a desvantagem é o sistema indireto exigindo pesquisa aos índices. c) Apresenta como vantagens a agilidade na recuperação da informação, custo baixo, sistema direto e de fácil implantação. Por outro lado as desvantagens são os erros mais constantes de arquivamento. d) O elemento principal é o local ou a procedência. A busca é feita de forma indireta. Tem como vantagens o sistema indireto, a ordenação alfabética e ser fácil de usar. Já as desvantagens são o uso de duas classificações – local e nome do correspondente (ou interessado). 02. (2016 - CESPE - FUNPRESP-JUD - Assistente - Secretariado Executivo) Acerca da gestão de informações e de documentos e dos métodos de arquivamento, julgue o item a seguir. O método geográfico de organização dos documentos é o do sistema direto, que deve ser utilizado quando a procedência ou o local for o principal elemento a ser considerado na busca de um documento. Certo - Errado 03. (2014 - FGV - TJ-GO - Analista Judiciário - Arquivologia) Utilizando-se o método geográfico por estado, o primeiro item na ordenação seria: a) Rio de Janeiro – Angra dos Reis – Antonio Almeida; b) Bahia – Ilhéus – Beatriz Fonseca; c) Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Ricardo Rodrigues; d) Bahia – Salvador – João Paes; e) Rio de Janeiro – Rio das Ostras – Paula Andrade. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 37 04. (2014 - FUNCAB - PRF - Agente Administrativo - 01) Um agente administrativo da Polícia Rodoviária Federal recebe a tarefa de organizar as pastas abaixo pelo método de arquivamento geográfico, que tem a cidade como referência: 1. Santos / São Paulo / Ricardo Rocha. 2. São Paulo / São Paulo / Carlos Santa Cruz. 3. Rondonópolis / Mato Grosso / Antônio Reis. 4. Cuiabá / Mato Grosso / Carla Rossi da Silva. 5. Goiânia / Goiás / José Gomes. 6. Goiânia / Goiás / Josué Gomes. As pastas devem ser arquivadas na seguinte ordem: a) 6 , 5 , 3, 1, 2 e 4 b) 5, 6, 4, 3, 2 e 1 c) 4 , 3, 5, 6, 2 e 1. d) 4, 5, 6, 3, 1 e 2. e) 5, 4, 2, 6, 3 e 1 05. (2015 - FUNCAB - MPOG - Atividade Técnica - Arquivologia) Considerando o arquivamento geográfico por estado, cidade e correspondente, a alternativa que virá primeiro no método de alfabetação é: a) Alagoas, Maceió, Arildo Bragato. b) Acre, Acrelândia, Ari Bastos. c) São Paulo, Campinas, Arildo Braga. d) Amapá, Amapá, Ariane Barros. e) Acre, Rio Branco, Ari Bragança. GABARITO 01. A 02. C 03. D 04. D 05. E III- MÉTODO NUMÉRICO É quando o método de arquivamento é feito por ordenação numérica. 3.1- Método Numérico Simples 3.2- Método Numérico-Cronológico 3.3- Método Numérico-Dígito-Terminal 3.1- Método Numérico Simples Método indireto em que o principal elemento a ser considerado em um documento é o seu número. É atribuído um número a cada correspondente de acordo com registro ou ordem de entrada, ou seja, sequência numérica de entrada. Não obedece uma ordem alfabética. - A busca é feita por um nome, por isso exige um índice alfabético, também conhecido como ONOMÁSTICO. Exemplo: 001- Pedro Corrêa Machado 002 - Álvaro Maia 003 - José Alves 3.2- Método Numérico-Cronológico Nesse método, além da ordem numérica deve-se observar a data. É um método adotado em quase todas as repartições públicas. Numera-se o documento e não a pasta. Depois de autuado, o documento é colocado em uma capa de cartolina, passando a ser chamado daí em diante de processo. As vantagens desse método são maior grau de sigilo, menor possibilidade de erros, por ser mais fácil de lidar com números do que com letras. Sua desvantagem é o fato de ser um método indireto, obrigando duplicidade de pesquisa. Exemplos: 001/2017 002/2017 003/2017 SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 38 3.3- Método Numérico-Dígito-Terminal Os documentos são numerados sequencialmente, os números são dispostos em três grupos de pares numéricos e sua leitura é feita da direita para a esquerda. Ex.: 645.321, decompondo 64-53-21. Neste exemplo o número 21 é o grupo primário, 53 o secundário, e o terciário é o número 64. O arquivamento dos documentos, pastas ou fichas é feito considerando-se em primeiro lugar o grupo primário, seguindo-se o secundário e, finalmente o terciário. Quando o número for composto de menos de seis dígitos, serão colocados zeros à sua esquerda para fins de complementação. São vantagens do método dígito- terminal a redução de erros de arquivamento e rapidez na localização e arquivamento. OBS: Comparação entre os métodos Numéricos: Simples e Dígito-Terminal Números a serem organizados Método Numérico Simples Método Numérico Dígito-Terminal 34.758 254.786 915.698 7.666 477.998 7.666 34.758 254.786 477.998 915.698 03-47-58 00-76-66 25-47-86 91-56-98 47-79-98 Organizados em ordem crescente - Ordenação feita a partir dos dois últimos dígitos - Organizados em ordem crescente EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. (2004 - CESPE – SGA-DF) O método de arquivamento numérico pode ser dividido em numérico simples, cronológico ou dígito-terminal. Certo - Errado 02. (2010 - FUNIVERSA - MPE-GO - Arquivista) A atribuição de um número a cada cliente (pessoa física ou jurídica), por exemplo, obedecendo à ordem de entrada ou de registro, sem preocupação alguma com a ordem alfabética é característica do método a) numérico cronológico. b) numérico alfabético. c) numérico simples. d) dígito-terminal. e) variadex-cronológico. 03. (2008 - CESPE – MPE-RR) O método numérico simples constitui-se na atribuição de um número e de uma letra a cada documento de pessoa física ou jurídica. Certo - Errado 04. (2005 - CESPE – TRE-MT) O método de arquivamento dígito-terminal apresenta como desvantagem a lentidão na recuperação da informação. Certo - Errado 05. (2010 - CESGRANRIO - ELETROBRAS - Técnico de Arquivo) Considere os exemplos de codificação de documentos a seguir. I - 839.245 II - 45-42-19 III - 10.009/2010 Essas codificações são utilizadas,respectivamente, nos métodos de classificação a) dígito-terminal, duplex e unitermo. b) duplex, decimal e numérico-cronológico. c) numérico-cronológico, numérico-simples e decimal. d) numérico-simples, dígito-terminal e numérico- cronológico. e) numérico-simples, decimal e unitermo. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 39 06. (2010 - FUNIVERSA - MPE-GO - Arquivista) Acerca do método numérico cronológico, assinale a alternativa correta. a) Pertence ao sistema direto. b) Numera-se a pasta e não o documento. c) Quando se anula um registro, sempre se aproveita o número. d) Além da ordem numérica, respeita-se a data do documento. e) A sua desvantagem é o pequeno grau de sigilo. 07. (2009 - CESPE - ANTAQ - Técnico Administrativo) Acerca de arquivamento e procedimentos administrativos, julgue os itens a seguir. O método numérico simples determina a numeração sequencial dos documentos, dispondo os números em três grupos de dois dígitos cada um. Por exemplo: 52- 63-19. Certo - Errado 08. (2014 - CESGRANRIO - FINEP - Assistente - Apoio administrativo) A utilização do método dígito terminal é recomendada para grande volume de documentos, sendo que o elemento principal a ser considerado é o número. Assim, para localizar a pasta 162.035, o arquivista deve verificar, em primeiro lugar, onde se encontram as pastas terminadas em a) 35 b) 16 c) 20 d) 03 e) 62 09. (2013 - CESGRANRIO - BNDES - Profissional Básico - Arquivologia) Ao iniciar o processo de organização de acervos, em um departamento específico do BNDES, o arquivista encontra uma documentação antiga com indícios de ordenação da seguinte forma: 13-54-02, 16-67-13, 20-25-47, 09-26-67... Imediatamente, o arquivista deve reconhecer que se trata de uma ordenação que utilizou o método de arquivamento a) dicionário numeral b) numérico simples c) terciário normal d) decimal duplex e) dígito terminal 10. (2012 - PUC-PR - DPE-PR - Secretário Executivo) Na classe dos métodos de arquivamento básicos há o método numérico dígito-terminal. Esse método é numerado sequencialmente. Em sabendo disso, ordene os dossiês dos correspondentes a seguir, numerando-os do 1 ao 5, obedecendo à numeração que lhes foi atribuída segundo o método dígito- terminal: ( ) 56.242 - Thomas O’Brien ( ) 972.224 - João Simão & Cia. ( ) 288.704 - Meg Paes de Andrade Corrêa ( ) 170.801 - Sean Müller ( ) 191.206 - Walter Fonseca Casagrande Assinale a ordem CORRETA da numeração: a) 5, 4, 2, 1, 3 b) 1, 2, 4, 5, 3 c) 2, 5, 3, 4, 1 d) 4, 1, 2, 3, 5 e) 5, 4, 3, 2, 1 GABARITO 01. C 06. D 02. C 07. E 03. E 08. A 04. E 09. E 05. D 10. A SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 40 4) MÉTODO IDEOGRÁFICO Organiza os documentos por assunto. Uma vez identificados os assuntos, os temas gerais podem ser considerados por nome ou códigos numérico a eles atribuídos. Os códigos numéricos sempre apresentarão uma relação do GERAL para o Particular. - Podem ser a) Alfabético (Enciclopédico e dicionário) ou b) Numéricos (Decimal, Duplex e Unitermo) a.1) MÉTODO IDEOGRÁFICO - ALFABÉTICO DE ORDEM ENCICLOPÉDICA Os assuntos relacionados são agrupados sob títulos gerais e dentro dele alfabeticamente Exemplo: TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO ADMINISTRAÇÃO Administração de Materiais Gestão de Pessoas ARQUIVOLOGIA Arquivos correntes Permanente: Arquivo morto? PSICOLOGIA Interpretação dos Sonhos a.2) MÉTODO IDEOGRÁFICO - ALFABÉTICO DE ORDEM DICIONÁRIA Os assuntos isolados são dispostos alfabeticamente, não fazendo nenhuma relação como o método enciclopédico. Exemplo: TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Administração de Materiais Arquivos correntes Gestão de Pessoas Interpretação dos Sonhos Permanente: Arquivo morto? MÉTODO DICIONÁRIO X MÉTODO ENCICLOPÉDICO A ordenação alfabética dos assuntos pode ser feita em um único nível (método dicionário) ou em vários níveis hierarquizados (método enciclopédico). Observe a seguir a diferença entre os dois métodos. Suponha que um setor separou seus documentos por assunto, onde foram criadas as seguintes pastas: - Férias - Contas a pagar - Aposentadoria - Empréstimos bancários - Licença médica - Contas a receber - Frequência - Licença maternidade - Empréstimos rurais A ordenação destas pastas de forma alfabética pode se dar em um único nível ou em níveis hierarquizados, de acordo com a conveniência do usuário. Na prática, a ordenação será efetivada da seguinte forma: DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO Aposentadoria Contas a pagar Contas a receber Empréstimos bancários Empréstimos rurais Férias Frequência Licença maternidade Licença médica Financeira Contas A pagar A receber Empréstimos Bancários Rurais Pessoal Aposentadoria Férias Frequência Licenças Maternidade Médica SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 41 b.1) MÉTODO IDEOGRÁFICO - NUMÉRICO DECIMAL Método de ordenação que tem por eixo um plano prévio de distribuição dos documentos em dez grandes classes, cada uma podendo ser subdividida em dez subclasses e assim por diante. Este método baseia-se na técnica do Sistema Decimal de Melvil Dewey (1851-1931). A classificação decimal consta de uma tabela de assuntos, denominada código de assuntos e de um índice que permite sua rápida localização. Tal classificação distribui os assuntos em nove classes. A décima classe é reservada para os assuntos de caráter muito genérico, que não devem ser incluídos em nenhuma das outras nove classes, já estabelecidas. Cada classe, por sua vez, está subdividida em subclasses e uma décima para generalidades e assim sucessivamente, recebendo as denominações: divisões, grupos, subgrupos, etc. A codificação é formada por números cujos três primeiros algarismos, que estão separados dos demais por um ponto, representam cada uma das dez classes. Portanto, a parte inteira do número é sempre composta de três algarismos. A parte decimal pode não existir, como pode ter um, dois, três ou mais algarismos. O método decimal exige a divisão dos assuntos do geral para o particular. A tábua, tabela ou esquema, com a classificação adotada tem o nome de classificador ou código, e não dispensa um índice alfabético. Não existe uma classificação universal para arquivos - cada instituição tem a sua classificação particular. Para utilizar-se o método decimal é preciso antecipadamente rigoroso estudo do mecanismo da classificação decimal Suas principais desvantagens são a limitação de dez números para cada nível de classificação o que não ocorre no método duplex e a necessidade de se prever o desenvolvimento das atividades da instituição (as classes são previamente estabelecidas). Exemplo: b.2) MÉTODO IDEOGRÁFICO - NUMÉRICO DUPLEX Método de ordenação que tem por eixo a distribuição dos documentos em grandes classes por assunto, numeradas consecutivamente, que podem ser subdivididas em classes subordinadas, mediante o uso de números justapostos com traços de união. A documentação é dividida em classes, conforme os assuntos, partindo-se do gênero para a espécie e desta para a minúcia. Este método se diferencia do decimal, que prevê antecipadamente todas as atividades, pois o plano inicial não precisa ir além das necessidades imediatas, sendo abertas novas classes à medida que outras necessidades forem surgindo. Exemplo: SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 42 b.3) MÉTODO IDEOGRÁFICO - NUMÉRICO UNITERMO (OU INDEXAÇÃO COORDENADA) Este método visa localizar e identificar os documentos a partir das suas palavras chaves. O método consiste em se atribuir a cada documento, ou grupo de documentos, um número em ordemcrescente (número de registro), de acordo com sua entrada no arquivo (Esse número é denominado número de registro). Sua finalidade é identificar e localizar o documento quando solicitado. Uma vez numerado, através da análise do documento são identificadas as palavras-chave ou descritores, que servirão posteriormente como chave de pesquisa. Tais elementos devem ser transcritos em uma ficha-índice. Para cada palavra-chave prepara-se uma ficha, dividida em 10 colunas, numeradas de 0 a 9. O número de registro é transcrito na ficha ou fichas correspondentes às palavras-chave escolhidas para sua identificação, na coluna cujo algarismo coincidir com o final do número atribuído ao documento. Não é aconselhável a utilização desse método para os documentos textuais. Este método vem sendo utilizado com grande êxito nos arquivos especiais e especializados. RESUMINDO: Unitermo: o método consiste em atribuir a cada documento ou grupo de documentos um número em ordem crescente, de acordo com a sua entrada. Esse número, denominado número de registro, é controlado através de livro próprio, deve ser assinalado no documento em local visível e previamente determinado. Exemplo: Assembleia Extraordinária Nº 212 Palavras-Chave / descritores Greve Metalúrgicos Assembleia extraordinária Hotel Marina 1936 Resumo: Assembleia extraordinária para deliberar sobre a continuidade da greve promovida pelos metalúrgicos de todo país. Foi realizada no salão vip do Hotel Marina, na praia do Leblon, em 13 de março de 1936. A seguir, para cada palavra-chave prepara-se uma ficha, dividida em dez colunas numeradas de 0 a 9. O número de registro é transcrito nas fichas correspondentes às palavras-chaves escolhidas para sua identificação, na coluna cujo algarismo coincidir com o final do número atribuído ao documento, como no exemplo a seguir: Greve: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 210 311 122 063 004 135 006 017 008 099 320 421 202 173 134 235 026 317 098 149 450 461 212 243 244 465 236 417 128 439 530 531 Metalúrgicos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 120 411 132 003 004 145 016 117 018 199 340 521 212 193 144 245 345 427 108 239 530 631 512 283 234 475 575 527 138 399 Pelo exemplo acima pode-se concluir que há duas fichas que contêm as palavras-chave Greve e Metalúrgicos: a 212 e a 530. Esse método é recomendado para arquivos fotográficos, sonoros e outros arquivos constituídos de documentos especiais. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. (2010 - FCC - AL-SP - Agente Legislativo de Serviços Técnicos e Administrativos) O método de se arquivar documento pelo arquivamento ideográfico denomina-se a) por assunto. b) ordem alfabética. c) ordem numérica duplex. d) ordem mnemônica. e) ordem geográfica. 02. (2004 - CESPE - TRE-AL - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Acerca do arquivamento de documentos, julgue o item subsequente. No método de arquivamento ideográfico, o principal elemento adotado para a recuperação da informação é o assunto. Certo - Errado SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 43 03. (2010 - CESGRANRIO - BNDES - Arquivista) O método ideográfico numérico, no qual a documentação é dividida em classes conforme os assuntos, partindo do gênero para a espécie e permitindo a abertura ilimitada de classes, denomina-se a) duplex. b) decimal. c) unitermo. d) cronológico. e) dígito-terminal. 04. (2016 - Quadrix - CRQ 18° Região - PI - Auxiliar Administrativo) O método ideográfico é um instrumento bastante utilizado no dia a dia da área administrativa. Empregado quando a ordenação dos documentos é feita por assunto, esse método tem algumas subdivisões. Na organização por assunto, eles podem ser ordenados de forma alfabética ou numérica. E a ordenação alfabética dos assuntos pode ser feita por outros dois métodos: a) decimal ou duplex. b) dicionário ou enciclopédico. c) decimal ou simples. d) dicionário ou simples. e) geográfico ou enciclopédico. 05. (2014 - VUNESP - PRODEST-ES - Assistente Organizacional - Área Administrativa) Entre os métodos básicos de arquivamento, encontram-se os métodos ideográficos ou por assunto, que podem ser alfabéticos ou numéricos. Observe o exemplo a seguir: Cursos Especialização Graduação Pós-graduação Doutorado Mestrado Pesquisas Administração Ciência da informação Economia Custo de vida Desenvolvimento econômico Publicações Impressão de livros de periódicos Postos de vendas Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o nome do método de arquivamento ideográfico exemplificado. a) Decimal. b) Dicionário. c) Duplex. d) Enciclopédico. e) Unitermo. 06. (2005 - CESPE - ANTAQ) No método alfabético dicionário, os temas obedecem a uma rigorosa ordem alfabética e apresentam-se de maneira hierarquizada, obedecendo a um título genérico. Certo - Errado 07. (2005- CVM) O método de indexação coordenada, ou unitermo, auxilia na recuperação da informação e exige a estruturação de um vocabulário controlado. O método consiste na atribuição de números em ordem crescente a documentos ou grupo de documentos, de acordo com a sua entrada no arquivo. A recuperação dos documentos é feita a partir das palavras chave. Auditoria Interna 000 001 002 003 004 005 006 007 008 009 40 31 72 13 44 15 36 07 48 19 50 71 52 83 64 185 116 97 88 39 103 215 263 477 Proposta orçamentária 000 001 002 003 004 005 006 007 008 009 20 41 12 33 54 85 76 17 28 69 50 81 32 93 94 155 116 57 68 119 121 163 104 165 246 127 148 Nesse sentido, para recuperar o único documento que trata da elaboração da proposta orçamentária e auditoria interna da empresa MVC, é necessário apresentar os documentos de números: a) 20 e 40 b) 31 e 93 c) 44 e 94 d) 50 e 116 e) 103 e 127 SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 44 08. (2013 - CEPUERJ - CREFITO-2ª Região(RJ) - Assistente Administrativo) A ordenação que tem por eixo a distribuição dos documentos em grandes classes por assunto, numeradas consecutivamente, e que podem ser subdivididas em classes subordinadas mediante o uso de números justapostos com traços de união, corresponde à definição do método de arquivamento: a) duplex b) decimal c) variadex d) dígito-terminal GABARITO 01. A 06. E 02. C 07. D 03. A 08. A 04. B 05. D MÉTODOS PADRONIZADOS 1) MÉTODO PADRONIZADO – VARIADEX Esse método, concebido por Remington, é uma variação do método alfabético e é um método utilizado nos arquivos brasileiros. Nesse método são utilizadas cores como elementos auxiliares para facilitar não só o arquivamento, como a localização de documentos. Nesse método trabalha-se com uma chave constituída de cinco cores, onde cada cor representa a segunda letra do nome de entrada e não a primeira. Dessa forma, em cada letra do alfabeto poderão existir pastas nas cinco cores da chave. Nesse método é possível reduzir a incidência de erros de arquivamento muito comuns no método alfabético. Letras Cores A, B, C, D e abreviações ouro E, F, G, H e abreviações rosa I, J, K, L, M, N e abreviações verde O, P, Q e abreviações azul R, S, T, U, V, W, X, Y, Z e abreviações palha 2) MÉTODO PADRONIZADO – AUTOMÁTICO Nesse método os papéis são arquivados com guias e pastas que já indicam as divisões das letras do alfabeto. Segundo (PAES, Marilena Leite, pág. 92) , o método automático não tem aplicação prática nos arquivos brasileiros. 3) MÉTODO PADRONIZADO – SOUNDEX Para os arquivos alfabéticos onomásticos (lista de nomes próprios de todos os gêneros), de grandes proporções foi inventado o sistema soundex, segundo o qual as unidades de arquivamento são ordenadas por código, ao invés de o serem pela sequência estritamentealfabética. O código baseia-se no som das consoantes dos nomes. As unidades de arquivamento são assim agrupadas pelos nomes que soam de maneira idêntica, sem levar em conta se a grafia é ou não a mesma. Trata-se de um método criado pela língua inglesa que é baseado no som das palavras, em função da pronúncia e da letra inicial. Busca de sons próximos e semelhantes. Segundo (PAES, Marilena Leite, pág. 92), o método soundex não tem aplicação prática nos arquivos brasileiros. 4) MÉTODO PADRONIZADO – RÔNEO Este método não é mais utilizado por estar obsoleto. 5) MÉTODO PADRONIZADO – MNEMÔNICO Este método não é mais utilizado por estar obsoleto. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 45 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. (2015 - COVEST-COPSET - UFPE - Auxiliar em Administração) Entre os métodos de arquivamento, o alfabético é subdividido em específico, geográfico, mnemônico e variadex. Descreve corretamente o método variadex, a seguinte alternativa: a) é representado por palavras dispostas alfabeticamente e é um dos mais difíceis processos de arquivamento. b) consiste em agrupar as pastas por assunto e apresenta a dificuldade de se escolher o melhor termo ou expressão. c) tem por eixo as letras do alfabeto representadas por cores diferentes, ou seja, consiste em dar cores a um grupo de letras para buscar a informação. d) busca combinar as letras do alfabeto de forma a auxiliar a memória na busca da informação no material de arquivo. e) método de arquivamento indireto, pois necessita de consulta anterior a um índice. 02. (2014 - IADES - METRÔ-DF - Arquivista) Os métodos de arquivamento constituem um tema recorrente na arquivologia e podem ser divididos em duas classes principais: básicos e padronizados. Assinale a alternativa que apresenta o modelo criado pela Remington Rand, que introduziu cores como elementos auxiliares para facilitar não só o arquivamento, como também a localização de documentos. a) Variadex. b) Automático. c) Soundex. d) Mnemônico. e) Rôneo. GABARITO 01. C 02. A PRINCÍPIOS DA ARQUIVÍSTICA PRINCÍPIOS DA ARQUIVÍSTICA PRINCÍPIOS são os mandamentos básicos e fundamentais nos quais se alicerça uma ciência. Existem muitos princípios ligados à Arquivística, vejamos alguns: 1) PRINCÍPIO DA PROVENIÊNCIA É o princípio fundamental da arquivística. Princípio básico da arquivologia segundo o qual o arquivo produzido por uma entidade coletiva, pessoa ou família não deve ser misturado aos de outras entidades produtoras. Segundo o PRINCÍPIO DA PROVENIÊNCIA cada documento deve ser identificado na relação com seu produtor, de forma que arquivos originários de diferentes instituições ou pessoas devem manter a respectiva individualidade, não podendo ser mesclados. Alguns autores consideram 2 graus (níveis) distintos no Princípio da Proveniência ou, ainda, o subdivide em dois princípios diferentes, mas que se encontram implícitos e são intimamente relacionados: ▪ o princípio de respeito aos fundos e ▪ o princípio de respeito à ordem original. 1º grau do Princípio da Proveniência: O PRINCÍPIO DE RESPEITO AOS FUNDOS. Estabelece que os arquivos ou fundos de arquivo de determinada procedência não deve misturar-se com os de outra procedência (outros fundos), ou seja, não mesclar com outros documentos de qualquer natureza. Então, basicamente o princípio do respeito aos fundos é o próprio Princípio da Proveniência. 2º grau do Princípio da Proveniência: O PRINCÍPIO DE RESPEITO À ORDEM ORIGINAL Estabelece que os documentos que compõem estes arquivos ou fundos de arquivo devem manter a classificação e a ordem dada pela própria instituição de origem, dessa forma, refletindo a organização interna da instituição. Não se deve misturar a documentação das diferentes unidades que compõem o próprio fundo. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 46 2) PRINCÍPIO DO RESPEITO A ORDEM ORIGINAL (PRINCÍPIO DA SANTIDADE OU DA ORDEM PRIMITIVA). Princípio segundo o qual o arquivo deveria conservar o arranjo dado pela entidade coletiva, pessoa ou família que o produziu. Não se pode alterar o ordem em que os documentos foram recebidos. A ordem original seria aquela em que os documentos de um mesmo produtor estão agrupados conforme o fluxo das ações que os produziram ou receberam. 3) PRINCÍPIO DA PROVENIÊNCIA TERRITORIAL OU PRINCÍPIO TERRITORIAL Conceito derivado do princípio da proveniência e segundo o qual arquivos deveriam ser conservados em serviços de arquivo do território no qual foram produzidos, excetuados os documentos elaborados pelas representações diplomáticas ou resultantes de operações militares. 4) PRINCÍPIO DE INDIVISIBILIDADE OU INTEGRIDADE. Apesar de que sempre esteve implícito ao princípio de respeito aos fundos, encontra, na doutrina, a definição própria de que os fundos de arquivo devem ser preservados sem dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou adição indevida. Integridade arquivística é atributo segundo o qual um fundo deve se conservar indivisível e coeso. 5) PRINCÍPIO DA PERTINÊNCIA Princípio segundo o qual os documentos deveriam ser reclassificados por assunto sem ter em conta a proveniência e a classificação original. Também é chamado de princípio da pertinência temática. Praticamente não é mais utilizado. Este princípio confronta o Princípio da Proveniência (o princípio fundamental) e diz que os arquivos devem ser organizados por temas ou assuntos. 6) PRINCÍPIO DA REVERSIBILIDADE Princípio segundo o qual todo procedimento ou tratamento empreendido em arquivos pode ser revertido, se necessário. 7) PRINCÍPIO DA NATURALIDADE Diz que os documentos de arquivo têm sua origem na atividade natural da organização a que pertencem. 8) PRINCÍPIO DA ORGANICIDADE: Relação natural entre documentos de um arquivo em decorrência das atividades da entidade produtora. Refletem o funcionamento da atividade da entidade que o produziu. A qualidade chamada organicidade refere-se ao relacionamento estreito, à interdependência existente entre os documentos de um arquivo, em decorrência das atividades da entidade produtora, ou seja, do contexto de produção. 9) PRINCÍPIO DA UNICIDADE: Os documentos são únicos em decorrência de sua produção. Único em função de seu contexto de origem, a despeito de forma, espécie ou tipo. EXERCÍCIOS 01. Os arquivos acumulados por determinada instituição devem manter, a todo custo, sua individualidade, sem que seus documentos sejam misturados aos de origem diversa. Tal recomendação é conhecida, no âmbito da Arquivologia, como princípio da a) ordem original. c) territorialidade. b) destinação. d) proveniência. 02. No âmbito das atividades de gestão de documentos, deve-se observar alguns princípios arquivísticos, entre os quais o que fixa a identidade do documento relativamente a seu produtor, segundo o qual os arquivos devem ser organizados em obediência à competência e às atividades da instituição ou pessoa legitimamente responsável pela produção, acumulação ou guarda dos documentos. Trata-se do princípio da a) precedência. b) organicidade. c) proveniência. d) prudência. 03. O princípio que estipula que os arquivos deveriam ser conservados nos serviços de arquivo do território em que foram produzidos é conhecido como o da: a) reversibilidade. b) proveniência. c) territorialidade. d) pertinência. e) organicidade. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 47 04. O princípio arquivístico, em que os fundos de arquivo devem ser preservados sem mutilações, eliminações indevidas, dispersão ou destruição, denomina-se a) ordem original. b) organicidade. c) indivisibilidade. d) territorialidade. 05. A reclassificação de um documento por assunto, desconsiderando-se a proveniênciae a classificação original deste, está de acordo com o princípio da a) proveniência. b) pertinência. c) organicidade. d) reversibilidade. e) naturalidade. GABARITO 01. D 04. C 02. C 05. B 03. C POLÍTICA NACIONAL DE ARQUIVOS PÚBLICOS E PRIVADOS (LEI Nº 8.159/1991) LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º - É dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação. Art. 2º - Consideram-se arquivos, para os fins desta Lei, os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. Art. 4º - Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujos sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, bem como à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas. Art. 5º - A Administração Pública franqueará a consulta aos documentos públicos na forma desta Lei. Art. 6º - Fica resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação do sigilo, sem prejuízo das ações penal, civil e administrativa. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 48 CAPÍTULO II DOS ARQUIVOS PÚBLICOS Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. § 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos no exercício de suas atividades. § 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e permanentes. § 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam objeto de consultas frequentes. § 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. § 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. Art. 9º - A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. Art. 10º - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. CAPÍTULO III DOS ARQUIVOS PRIVADOS Art. 11 - Consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas atividades. Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. Art. 13 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o exterior. Parágrafo único - Na alienação desses arquivos o Poder Público exercerá preferência na aquisição. Art. 14 - O acesso aos documentos de arquivos privados identificados como de interesse público e social poderá ser franqueado mediante autorização de seu proprietário ou possuidor. Art. 15 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social poderão ser depositados a título revogável, ou doados a instituições arquivísticas públicas. Art. 16 - Os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos anteriormente à vigência do Código Civil ficam identificados como de interesse público e social. CAPÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS PÚBLICAS Art. 17 - A administração da documentação pública ou de caráter público compete às instituições arquivísticas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. § 1º - São Arquivos Federais o Arquivo Nacional os do Poder Executivo, e os arquivos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. São considerados, também, do Poder Executivo os arquivos do Ministério da Marinha, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Exército e do Ministério da Aeronáutica. § 2º - São Arquivos Estaduais os arquivos do Poder Executivo, o arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. § 3º - São Arquivos do Distrito Federal o arquivo do Poder Executivo, o Arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. § 4º - São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Executivo e o arquivo do Poder Legislativo. § 5º - Os arquivos públicos dos Territórios são organizados de acordo com sua estrutura político- jurídica. Art. 18 - Compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda, e acompanhar e implementar a política nacional de arquivos. Parágrafo único - Para o pleno exercício de suas funções, o Arquivo Nacional poderá criar unidades regionais. Art. 19 - Competem aos arquivos do Poder Legislativo Federal a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Legislativo Federal no exercício das suas funções, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda. Art. 20 - Competem aos arquivos do Poder Judiciário Federal a gestão e o recolhimento dos documentos SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 49 produzidos e recebidos pelo Poder Judiciário Federal no exercício de suas funções, tramitados em juízo e oriundos de cartórios e secretarias, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda. Art. 21 - Legislação estadual, do Distrito Federal e municipal definirá os critérios de organização e vinculação dos arquivos estaduais e municipais, bem como a gestão e o acesso aos documentos, observado o disposto na Constituição Federal e nesta Lei. CAPÍTULO V DO ACESSO E DO SIGILO DOS DOCUMENTOS PÚBLICOS Art. 22 - É assegurado o direito de acesso pleno aos documentos públicos. (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) Art - 23. Decreto fixará as categorias de sigilo que deverão ser obedecidas pelos órgãos públicos na classificação dos documentos por eles produzidos. (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) § 1º - Os documentos cuja divulgação ponha em risco a segurança da sociedade e do Estado, bem como aqueles necessários ao resguardo da inviolabilidade da intimidade, da vida privada,da honra e da imagem das pessoas são originariamente sigilosos.(Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) § 2º - O acesso aos documentos sigilosos referentes à segurança da sociedade e do Estado será restrito por um prazo máximo de 30 (trinta) anos, a contar da data de sua produção, podendo esse prazo ser prorrogado, por uma única vez, por igual período.(Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) § 3º - O acesso aos documentos sigilosos referente à honra e à imagem das pessoas será restrito por um prazo máximo de 100 (cem) anos, a contar da sua data de produção.(Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) Art. 24 - Poderá o Poder Judiciário, em qualquer instância, determinar a exibição reservada de qualquer documento sigiloso, sempre que indispensável à defesa de direito próprio ou esclarecimento de situação pessoal da parte. (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) Parágrafo único - Nenhuma norma de organização administrativa será interpretada de modo a, por qualquer forma, restringir o disposto neste artigo.(Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011) DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 25 - Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de interesse público e social. Art. 26 - Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), órgão vinculado ao Arquivo Nacional, que definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um Sistema Nacional de Arquivos (SINAR). § 1º - O Conselho Nacional de Arquivos será presidido pelo Diretor-Geral do Arquivo Nacional e integrado por representantes de instituições arquivísticas e acadêmicas, públicas e privadas. § 2º - A estrutura e funcionamento do conselho criado neste artigo serão estabelecidos em regulamento. Art. 27 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 28 - Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 8 de janeiro de 1991; 170º da Independência e 103º da República. FERNANDO COLLOR EXERCÍCIOS Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados (Lei nº 8.159-1991) 01. (COVEST-COPSET - 2010 - UFPE - Arquivista) A Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991, considera gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referente à: a) produção, uso, descarte, transferência e desinfestação. b) produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento. c) desinfestação, limpeza, alisamento e restauração. d) limpeza, alisamento, restauração e uso. e) desinfestação, limpeza, alisamento e uso. 02. (ESAF - 2010 - CVM - Analista - Arquivologia) Conforme a legislação em vigor, são arquivos públicos os seguintes conjuntos de documentos, EXCETO aqueles: a) produzidos e recebidos pelas empresas públicas e pelas sociedades de economia mista. b) produzidos e recebidos por agentes do poder público, no exercício de seu cargo ou função. c) produzidos e recebidos por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos. d) produzidos e recebidos por pessoas físicas que contenham documentos relevantes para a história, a cultura e o desenvolvimento nacional. e) produzidos e recebidos pelas organizações sociais e pelo Serviço Social Autônomo Associação das Pioneiras Sociais. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 50 03. (FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Arquivologia) As atividades técnicas ligadas ao processo de produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento corrente e intermediário, com vistas ao recolhimento, à guarda ou à eliminação, definem, de acordo com a Lei n° 8.159, de 8 de janeiro de 1991, a) o sistema nacional de arquivos. b) a política nacional de arquivos. c) a competência dos arquivos públicos. d) a gestão de documentos. e) a missão do Conselho Nacional de Arquivos. 04. (CESPE- 2013 - TCE-ES - Analista Administrativo - Arquivologia) O órgão central do SINAR é o a) Conselho Nacional de Arquivos. b) Arquivo Nacional. c) Ministério da Justiça. d) Ministério da Educação. e) Ministério da Cultura. 05. (CETRO - 2013 - ANVISA - Técnico Administrativo) As ações visando à consolidação da política nacional de arquivos deverão ser emanadas pelo a) SIDOR. b) SIARQ. c) CONARQ. d) SINAR. e) ENARA. 06. (CEPUERJ - 2013 - CREFITO - 2ª Região(RJ) - Assistente Administrativo) De acordo com a Lei nº 8.159, de 1991, a instância responsável pela definição da política nacional de arquivos no Brasil é denominada: a) Arquivo Nacional (AN) b) Sistema Nacional de Arquivos (SINAR) c) Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) d) Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo (SIGA) 07. (CESPE - 2012 - TJ-AL - Analista Judiciário - Arquivologia) Assinale a opção que apresenta o órgão central do Sistema Nacional de Arquivos. a) Ministério do Planejamento e Orçamento b) Ministério da Cultura c) Ministério da Justiça d) Casa Civil da Presidência da República e) Conselho Nacional de Arquivos 08. (FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Arquivologia) Considere, com base na Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, as seguintes disposições: I. A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. II. Competem aos arquivos do Poder Judiciário Federal a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Judiciário Federal no exercício de suas funções. III. Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente. Está correto o que se afirma em a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, apenas. 09. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Arquivologia) A importância e o valor estratégico da informação arquivística para a sociedade brasileira, como para qualquer outra sociedade, justifica a necessidade da formulação de políticas públicas de arquivo no país. Os objetivos de políticas públicas de arquivo devem ser pautados, inicialmente, pelo direito do cidadão à informação e, também, pelo apoio à administração, à proteção da memória e ao desenvolvimento científico. Considerando a legislação arquivística, um dos componentes das políticas públicas de arquivo, julgue o próximo item. Compete ao Arquivo Nacional a gestão dos documentos produzidos e recebidos pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Certo - Errado 10. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista - Arquivologia) Considerando os sistemas e as redes de arquivo, julgue o item a seguir. A elaboração da política nacional de arquivo compete ao Sistema Nacional de Arquivo. Certo - Errado SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 51 11. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista - Arquivologia) Considerando os sistemas e as redes de arquivo, julgue o item a seguir. Os arquivos do Poder Judiciário estadual integram o Sistema Nacional de Arquivos. Certo - Errado 12. (COVEST-COPSET - 2010 - UFPE - Arquivista) A entidade, que tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados, bem como exercer a orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo é o(a): a) SINAR b) ARCAR c) UNESCO d) CONARQ e) AAB 13. (FGV - 2010 - FIOCRUZ - Tecnologista em Saúde - Arquivologia) O Sistema Nacional de Arquivos - SINAR tem por finalidade implementar a política nacional de arquivos públicos e privados, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivo. O SINAR tem como órgão central: a) o Sistema de Arquivos Estaduais. b) o Sistema Geral de Arquivos. c) o Sistema Federal de Arquivos. d) o Conselho Nacional de Arquivos . e) o Sistema de Gestão do Arquivo Nacional.Pessoais ou Familiares. Sobre isso devemos lembrar que os institucionais, comerciais, pessoais ou familiares devem ser entendidos como Arquivos Privados. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 5 2) Quanto à Natureza dos documentos: Podem ser Especiais ou Especializados Especiais: São arquivos que guardam documentos com formas físicas variadas (suporte) e que necessitam de armazenamento, registro, acondicionamento e conservação sob condições especiais. Ex: Foto, Filme, Negativo, Microfilme Especializados: São arquivos que mantêm em sua guarda documentos de determinada área do conhecimento (um assunto específico). Ex: Arquivo Médico, Arquivo Cartográfico, Arquivos de Engenharia. 3) Quanto ao Estágio de Evolução: Podem ser Corrente, Intermediário e Permanente Arquivo Corrente: Constituído de documentos em curso ou frequentemente consultados e de uso exclusivo da fonte geradora. Seu uso se caracteriza pelo valor primário dos documentos, isto é, atender as finalidades de sua criação. Arquivo Intermediário: constituído de documentos que deixaram de ser frequentemente consultados, mas que ainda podem ser solicitados para embasar assuntos idênticos. A permanência dos documentos em arquivos intermediários é temporária. Arquivo Permanente: constituído de documentos que já cumpriram as finalidade de sua criação, mas são preservados em razão de seu valor probatório, informativo, cultural, de pesquisa por parte da entidade que o produziu ou por terceiros (valor secundário). 4) Quanto à Extensão de sua atuação: Podem ser Arquivos Setoriais ou Centrais Arquivos Setoriais: São aqueles instalados no setores que utilizam os documentos, onde ficam os documentos do uso do dia a dia. É um Arquivo descentralizado. Cada setor de trabalho possui o seu. Arquivos Centrais (Gerais): São aqueles localizados fora do local de trabalho, e acumulam em um único local, documentos de provenientes dos diversos setores da instituição, de forma centralizada. • CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS Os documentos de Arquivo possuem a seguinte Classificação: • Gênero • Espécie / Tipologia Documental • Forma • Formato • Natureza do Assunto 1) Quanto ao Gênero: • Escritos ou Textuais São os documentos manuscritos, datilografados/ digitados ou impressos. Ex.: Contrato, atas, relatórios, certidões, etc. O Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, traz também o Gênero Bibliográfico: • Bibliográfico Gênero documental integrado por impressos. Ex.: livros, folhetos e periódicos. • Iconográficos São os documentos em suportes sintéticos, em papel emulsionado ou não, contendo imagens estáticas. Exemplos: fotografias (diapositivos, ampliações e negativos fotográficos), desenhos e gravuras. • Sonoros São os documentos com dimensões e rotações variáveis, contendo registros fonográficos. Ex.: discos e fitas audiomagnéticas. • Filmográficos ou Cinematográficos São os documentos em películas cinematográficas e fitas magnéticas de imagem (tapes), com ou sem som, com bitolas e dimensões variáveis, contendo imagens em movimento. Ex.: filmes e fitas videomagnéticas. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 6 • Audiovisual Documentos que contêm imagens, fixas ou imagens em movimento, e registros sonoros. Ex.: filmes e fitas videomagnéticas. • Informáticos São os documentos produzidos, tratados e armazenados em computador. Ex.: Documento em MP3, Documento do Word. • Cartográficos São os documentos em formatos e dimensões variáveis, contendo representações geográficas, arquitetônicas ou de engenharia. Ex.: mapas, plantas e perfis. • Micrográficos São documentos em suporte fílmico resultante da microreprodução de imagens, mediante utilização de técnicas específicas. Ex.: Microfilmes e microfichas. 2) Quanto à Espécie/Tipologia documental: Espécie é a denominação que se dá ao aspecto formal de um documento. As instituições possuem diversas espécies. Ex.: Declaração, Certidão. Tipologia documental é a denominação que se dá quando reunimos determinada espécie à função ou atividade que o documento irá exercer. Ex.: Declaração de Imposto de Renda, Certidão de nascimento. 3) Quanto à Forma: É classificação relacionada quanto à forma do seu estágio de preparação do documento. São as formas documentais. Ex.: Rascunho ou Minuta; Original e Cópia. 4) Quanto ao Formato: Denomina-se formato de um documento o seu aspecto físico, independente da informação nele registrada. Ex.: Ficha, livro, caderno, pergaminho. 5) Quanto à Natureza do assunto: Em relação à Natureza dos assuntos, os documentos são classificados como OSTENSIVOS ou SIGILOSOS Ostensivos = ordinários É a classificação dada ao documento cuja divulgação não prejudica a administração. O documento ostensivo pode ser de livre conhecimento. Sigilosos Documentos que, por sua natureza, devem ser de conhecimento restrito, e requerem medidas especiais de salvaguarda para sua custódia e divulgação. O Documento classificado como sigiloso será diferenciado pelo GRAU DE SIGILO. • ultrassecreta. • secreta. • reservada. LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011. Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 7 EXERCÍCIOS Conceitos Fundamentais de Arquivologia 01. (2013 - INSTITUTO AOCP - Colégio Pedro II - Assistente de Administração) Como podemos definir o conceito de arquivo? a) Arquivo é o conjunto de documentos oficialmente produzidos e recebidos por um governo, organização ou firma, no decorrer de suas atividades, arquivados e conservados por si e seus sucessores para efeitos futuros. b) Arquivo é o conjunto de documento guardados indiscriminadamente. c) Arquivo é o conjunto de equipamentos de uma organização ou firma, no decorrer de suas atividades. d) Arquivo são dados oficiais produzidos por um governo no decorrer de suas atividades e arquivados. e) Arquivo é o conjunto peças metálicas oficialmente utilizadas por um governo, organização no decorrer de suas atividades. 02. (2019 - INSTITUTO AOCP - Câmara de Cabo de Santo Agostinho-PE - Arquivista) A definição de arquivo para Marilena Paes (2005) é a acumulação ordenada dos documentos, em sua maioria textuais, criadas por uma instituição ou pessoa, no curso de sua atividade, e preservadas para a consecução dos seus objetivos, visando à utilização que poderá oferecer no futuro. O termo arquivo não pode ser usado para designar a) um móvel para a guarda de documentos. b) o local onde o acervo documental arquivístico deverá ser conservado. c) um conjunto de documentos. d) uma coletânea dos livros de Machado de Assis. 03. (2019 - INSTITUTO AOCP - Câmara de Cabo de Santo Agostinho-PE - Arquivista) Uma empresa renomada de arquivos sobre metalúrgica no Estado de Minas Gerais foi extinta. Logo suas atividades foram cessadas, portanto não ocorrerá mais a junção de documentos. Qual é o nome, em conformidade com a terminologia arquivística, dado para esse conjunto documental depositado? a) Fundo cessado. b) Fundo extinto. c) Fundo arquivado. d) Fundo fechado. 04. (2012 - ESAF - MF - Assistente Técnico Administrativo) A principal finalidade dos arquivos é a) a conservação de documentos para a história. b) servir à administração. c) manter os documentos de valor secundário. d) organizar conjuntos de peças e objetos de valor para a memória. e) preservar os documentos de valor patrimonial. 05. (2018 - INSTITUTO AOCP - ADAF-AM - Assistente Técnico) Os documentos classificados por seus mantenedores são os seguintes:14. (CESGRANRIO - 2010 - BNDES - Arquivista) Segundo a Lei nº 8.159, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, os documentos inalienáveis e imprescritíveis são os a) públicos. b) privados. c) intermediários. d) permanentes. e) de interesse público e social. 15. (CESPE - 2010 - DPU - Arquivista) A gestão e o recolhimento dos documentos acumulados pelo Poder Executivo federal competem a) à Casa Civil da Presidência da República. b) ao CONARQ. c) ao Arquivo Nacional. d) ao Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo. e) ao Sistema Nacional de Arquivos. 16. (CESGRANRIO - 2009 - BNDES - Técnico de Arquivo) O Conselho Nacional de Arquivos, criado a partir da Lei nº 8.159, tem a finalidade de definir a Política Nacional de Arquivos como órgão central do Sistema Nacional de Arquivos. Nessa esteira legislativa, exerce orientação normativa, visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo, entendendo gestão documental como o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes a produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos nas fases a) especial e especializada. b) intermediária e permanente. c) primária e terciária. d) corrente e intermediária. e) ativa e inativa. GABARITO 01. B 06. C 11. C 16. E 02. D 07. E 12. D 03. D 08. A 13. D 04. A 09. E 14. D 05. C 10. E 15. Ca) federais, estaduais ou distritais, municipais e corporativos. b) correntes, intermediários, permanentes e temporários. c) públicos, institucionais, comerciais e familiares ou pessoais. d) físicos, políticos, econômicos, psicossociais e militares. e) governamentais, internacionais, globais e espaciais. 06. (2019 - FASTEF - UFCA - Assistente em Administração) De acordo com a extensão ou abrangência de sua atuação, os arquivos podem ser classificados em: a) arquivos setoriais e arquivos gerais ou centrais. b) arquivos especiais e arquivos permanentes. c) arquivos públicos, arquivos privados e arquivos técnicos. d) arquivos correntes e arquivos especializados. 07. (2019 - FUNRIO - Prefeitura de Porto de Moz - PA - Agente Administrativo) Em relação a Gestão de Arquivos, aqueles que estão em curso, isto é, tramitando, ou que foram arquivados, mas são objetos de consultas frequentes são denominado: a) Arquivo morto. b) Arquivo complementar. c) Arquivos de terceira idade ou permanentes. d) Arquivos de primeira idade ou corrente. e) Arquivos de segunda idade ou intermediário. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 8 08. (2010 - FCC - DNOCS - Agente Administrativo) Documentos iconográficos são aqueles a) com dimensões e rotações variáveis, contendo registros fonográficos. b) em suportes sintéticos, em papel emulsionado ou não, contendo imagens estáticas. c) em suporte fílmico resultantes da microrreprodução de imagens, mediante a utilização de técnicas específicas. d) em formatos e dimensões variáveis, contendo representações geográficas, arquitetônicas ou de engenharia. e) produzidos, tratados ou armazenados em computador. 09. (2010 - ESAF - CVM - Analista - Arquivologia) O gênero documental integrado por documentos que contêm imagens em movimento, com ou sem som, é conhecido como: a) fotográfico. b) audiovisual. c) iconográfico. d) filmográfico e) micrográfico. 10. (2019 - INSTITUTO AOCP - Câmara de Cabo de Santo Agostinho-PE - Arquivista) Fitas videomagnéticas, periódicos e fotografias aéreas pertencem, respectivamente, aos gêneros documentais: a) audiovisual, textual e iconográfico. b) audiovisual, bibliográfico e cartográfico. c) especial, bibliográfico e iconográfico. d) especial, textual e cartográfico. 11. (2019 - INSTITUTO AOCP - UFFS - Assistente em Administração) Como podem ser classificados os documentos de arquivo quanto à natureza do assunto? a) Ostensivos ou sigilosos. b) Delegáveis ou exclusivos. c) Administrativos ou estratégicos. d) Autônomos ou complementares. e) Operacionais ou extraoperacionais. 12. (2019 - INSTITUTO AOCP - Câmara de Cabo de Santo Agostinho-PE - Arquivista) A classificação de documento ostensivo é dada àqueles cuja divulgação não prejudica a administração e os documentos considerados sigilosos devem ser restritos e necessitam de medidas especiais para salvaguarda. Alguns documentos de um escritório de advocacia foram analisados como sigilosos, havendo, para isso, classificações quanto ao grau de sigilo. Quais são as classificações correspondentes à categoria de sigilo? a) Ostensivo; Sigiloso e Ultrassecreto. b) Ultrassecreto; Secreto e Reservado. c) Secreto; Ostensivo e Sigiloso. d) Reservado, Sigiloso e Ostensivo. 13. (2017 - INSTITUTO AOCP - Câmara de Maringá-PR - Assistente Legislativo) Assinale a alternativa que apresenta exemplos de espécie documental encontrados em arquivos administrativos: a) Livro e pergaminho. b) Ata e certidão. c) Rascunho e minuta. d) Certidão de nascimento e relatório de reunião. e) Caderno e fichas catalográficas. GABARITO 01. A 06. A 11. A 02. D 07. D 12. B 03. D 08. B 13. B 04. B 09. D 05. C 10. B SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 9 CICLO VITAL DOS DOCUMENTOS Ciclo Vital dos Documentos - Teoria das 3 idades A Arquivologia adota a Teoria das 3 idades ou Ciclo Vital dos documentos para classificar os estágios ou fases pelas quais passam os documentos dentro de uma instituição. (Corrente, Intermediário e Permanente) 1ª idade Corrente 2ª idade Intermediário 3ª idade Permanente 1) Arquivo de primeira idade ou corrente, constituído de documentos em curso ou consultados frequentemente, ou seja, em tramitação ou não, conservados nos escritórios ou nas repartições que os receberam e os produziram ou em dependências próximas de fácil acesso. São os documentos mais utilizados, que frequentemente são consultados. Por documentos em curso entenda-se que, nesta fase, os documentos tramitam bastante de um setor para outro, ou seja, podem ser emprestados a outros setores para atingirem a finalidade para a qual foram criados. Características: - Alto grau da frequência de uso. - Documentos em curso. - Necessitam estar próximos aos usuários/setores de trabalho. - Serve à Administração. 2) Arquivo de segunda idade ou intermediário, constituído de documentos que deixaram de ser frequentemente consultados, mas cujos órgãos que os receberam e os produziram podem ainda solicitá-los, para tratar de assuntos idênticos ou retomar um problema novamente focalizado. Não há necessidade de serem conservados próximos aos escritórios. A permanência dos documentos nesses arquivos é transitória (guarda transitória). Por isso, são também chamados de “limbos” ou “purgatórios”, onde os documentos ficam aguardando sua destinação final. Características: - Baixo grau da frequência de uso. - Não necessitam estar próximos aos usuários/setores de trabalho. - A permanência nessa fase é transitória. - Aguardam destinação final. - Serve à Administração. 3) Arquivo de terceira idade ou permanente, constituído de documentos que perderam todo valor de natureza administrativa, que se conservam em razão de seu valor histórico e que constituem os meios de conhecer o passado e sua evolução, sendo esporadicamente utilizados. Estes são os arquivos propriamente ditos. Pois, nas duas fases anteriores os documentos ainda tramitavam, ou seja, iam de um setor para outro, eram consultados, na primeira idade mais frequentemente, na segunda idade, com pouca frequência. Características: - Documentos que não possuem valor de natureza administrativa, mas que são conservados pelo seu valor histórico. - Permitem conhecer a história da Instituição. - Revelam a origem e constituição da Instituição. - Serve à história. A teoria das 3 idades encontrou amparo em nossa legislação arquivística, a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados define no art. 8º que os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e permanentes. Segundo a referida lei, consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam objeto de consultas frequentes. Os documentos intermediários são aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. Por sua vez, documentos permanentes, são os conjuntos de documentos de valor histórico que devem ser definitivamente preservados. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 10 O art. 10 dispõe que os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. Inalienável - Não pode ser vendido ou cedido. Imprescritível - Não perde o seu efeito pela passagem do tempo, pelo decorrer do prazo. DICA: Arquivo em Depósito - É possível a existência de documentos no arquivo permanente, mas que não pertençam ao seu acervo. É o arquivo em depósito que é o conjunto de documentos colocados sob a guarda de um arquivo permanente, embora não pertençam ao seu acervo. AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE DOCUMENTOS Avaliação de documentos é o processode análise de documentos de arquivo que consiste na identificação de valores para os documentos (primário e secundário). Com base nesses valores e na análise do ciclo de vida dos documentos, torna-se possível estabelecer prazos para sua guarda e a destinação final, de forma a contribuir para racionalização e o aumento da eficiência administrativa. Objetivos da avaliação de documentos: • reduzir, ao essencial, a massa documental dos arquivos; • aumentar o índice de recuperação da informação; • garantir condições de conservação dos documentos de valor permanente; • controlar o processo de produção documental, orientando o emprego de suportes adequados ao registro da informação; • ampliar o espaço físico para arquivamento. Efetivação da Avaliação: Com base na teoria das três idades, a aplicação dos critérios de avaliação efetiva-se na fase corrente, a fim de se distinguirem os documentos de valor eventual (de eliminação sumária) daqueles de valor informativo ou probatório. Deve-se evitar a transferência para arquivo intermediário de documentos que não tenham sido anteriormente avaliados, pois o desenvolvimento do processo de avaliação e seleção nesta fase de arquivamento é extremamente oneroso do ponto de vista técnico e gerencial. Composição da Equipe Técnica (Comissão Permanente de Avaliação de Documentos): A complexidade e abrangência de conhecimentos exigidos pelo processo de avaliação de documentos de arquivo requerem, para o estabelecimento de critérios de valor, a participação de pessoas ligadas a diversas áreas profissionais (equipe multidisciplinar). Como justificativa para esta exigência, verifica-se a necessidade de se identificar a utilidade das informações contidas nos documentos. Assim, na tarefa de avaliar, deve-se constituir equipes técnicas integradas por : • arquivista ou responsável pela guarda dos documentos; • profissionais das unidades organizacionais às quais se referem os documentos a serem avaliados, com profundo conhecimento das atividades desempenhadas; • profissional ligado à área de pesquisa de que trata o acervo; • profissional da área financeira; • profissionais ligados ao campo de conhecimento de que tratam os documentos, objeto de avaliação (historiador, economista, engenheiro, sociólogo, médico, estatístico etc.). Pré-requisitos para realizar a Avaliação: • apoio da administração superior a que esteja subordinado o arquivo; • conhecimento da estrutura e do funcionamento do órgão, considerando, inclusive, sua evolução histórica; • levantamento da bibliografia necessária; • conhecimento das atividades típicas de gestão de documentos e arquivos permanentes; • reunião de informações sobre o sistema de classificação adotado, os tipos de documentos e assuntos neles contidos; • reunião de dados relativos à quantificação, frequência de uso e taxa de crescimento dos documentos; • análise das condições de armazenamento, estado de conservação e custo de manutenção dos depósitos de arquivo; • levantamento dos atos referentes a processos de eliminação efetuados anteriormente; • análise do perfil dos usuários do arquivo. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 11 Valor do Documento O documento só é guardado, preservado pela instituição, porque possui algum valor. Esse valor pode ser Administrativo ou Histórico. VALOR PRIMÁRIO: O valor primário é atribuído ao documento em função do interesse que possa ter para a entidade produtora, levando-se em conta a sua utilidade para fins administrativos, legais, fiscais etc. Valor Primário = Valor Administrativo - Dar suporte/apoio às atividades da instituição. - É um valor temporário, pois em determinado momento o valor administrativo irá acabar. - Todo documento nasce com valor administrativo. - Finalidade: Servir à Administração. VALOR SECUNDÁRIO: O valor secundário é atribuído a um documento em função do interesse que possa ter para a entidade produtora e outros usuários, tendo em vista a sua utilidade para fins diferentes daqueles para os quais foi originalmente produzido. O valor histórico do documento enquadra-se na definição de valor secundário. Ou seja, os documentos de 3ª idade têm valor histórico, portanto, tem valor secundário. Valor Secundário = Valor Histórico - Documento que perdeu seu valor administrativo, mas adquiriu valor histórico. - Serve de fonte de pesquisa para terceiros e ou para própria instituição - Finalidade: Servir à História DICA: 1- O documento que possuir valor secundário poderá ser recolhido ao Arquivo permanente 2- O documento de valor secundário JAMAIS poderá ser eliminado Idade do arquivo Valor Frequência de uso Localização Corrente Valor predominante: Primário Alta Próximo aos escritórios Intermediário Valor predominante: Primário Média Distante dos escritórios Permanente Apenas valor Secundário Baixa Distante dos escritórios Prazo de Guarda dos Documentos O Prazo de guarda dos documentos é o período em que o documento deve ser mantido nos arquivos corrente e intermediário. Não existe prazo no arquivo permanente, já que a guarda é definitiva. O Prazo de guarda vincula-se à determinação do valor do documento, de acordo com seguintes fatores: • Frequência do uso das informações contidas nos documentos. • Existência de leis ou decretos que regulem a prescrição legal dos documentos (prazo prescricional). • Existências de outras fontes com as mesmas informações (documentos recapitulativos). • Necessidade de guarda de documentos por precaução, em virtude das práticas administrativas (prazos precaucionais). Atenção! Toda vez que a banca afirmar, de forma genérica, que os documentos do arquivo corrente e/ou intermediário devem ser mantidos por X anos, a questão estará errada. Destinação Final dos Documentos Todo documento, seguindo o ciclo vital, deverá ao final ser encaminhado à sua destinação final. A destinação final do documento irá ocorrer no momento em que ele perder seu valor administrativo/valor primário. A destinação final somente pode ser a eliminação ou a guarda permanente: Eliminação (descarte): Quando o documento que perdeu o valor primário, não apresentar valor secundário. Guarda Permanente: Quando o documento que perdeu o valor primário, apresentar valor secundário. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 12 Seleção de Documentos A seleção de documentos é realizada no âmbito dos arquivos correntes e intermediários por técnicos previamente orientados, seguindo o estabelecimento na Tabela de Temporalidade ou nos relatórios de avaliação. A seleção é a separação física dos documentos de acordo com a sua destinação: • eliminação: trata-se da destruição dos documentos cuja operacionalização dependerá de seu volume, podendo ser levada a efeito manualmente ou através de trituradoras; • transferência: envio dos documentos do arquivo corrente para o arquivo intermediário, acompanhados de listagem, onde aguardarão o cumprimento dos prazos de guarda e a destinação final; • recolhimento: envio dos documentos do arquivo corrente ou intermediário para o arquivo permanente, com vistas à sua guarda permanente e seu acesso público. Tabela de Temporalidade de Documentos É o instrumento arquivístico resultante da etapa de avaliação dos documentos. É o registro esquemático do ciclo de vida documental do órgão, sendo elaborada após a análise da documentação e aprovada pela autoridade competente. A Tabela determina o prazo de guarda dos documentos no arquivo corrente, sua transferência ao arquivo intermediário, os critérios para a microfilmagem, a eliminação ou o recolhimento ao arquivo permanente. Exemplo de uma tabela de temporalidade de uma determinada empresa: Código Assunto Prazo de Guarda Destinação final Corrente Intermediária 002 Planos eprojetos de trabalho 5 anos 9 anos Guarda Permanente 022.11 Cursos internos 5 anos - Guarda Permanente 024.1 Folha de pagamento 5 anos 95 anos Eliminação 024.2 Escala de Férias 7 anos - Eliminação A partir dos dados apresentados na tabela acima, podemos verificar a existência de QUATRO situações. 002 - O documento foi criado na fase corrente, cessada essa fase ele será transferido para o Arquivo Intermediário, onde cumprirá seu prazo de guarda, cessada essa fase ele será recolhido ao Arquivo Permanente. 022.11 - O documento foi criado na fase corrente, cessada essa fase ele será recolhido ao Arquivo Permanente. 024.1 - O documento foi criado na fase corrente, cumpre seu prazo de guarda nessa fase, posteriormente será transferido para o Arquivo Intermediário, onde cumprirá seu prazo de guarda, cessada essa fase ele será eliminado. 024.2 - O documento foi criado na fase corrente, cessada essa fase ele será eliminado sem passar pela fase intermediária. EXERCÍCIOS Ciclo Vital dos Documentos Julgar os itens seguintes assinalando CERTO para as assertivas corretas e ERRADO para as assertivas ERRADAS 01. (Cespe/UnB) De acordo com o conhecimento arquivístico sistematizado, nas organizações, os documentos mais recentes e frequentemente consultados localizam-se nos arquivos permanentes. Certo - Errado 02. (Cespe/UnB) O descarte deve ocorrer em todas as fases do ciclo vital de documentos. Certo - Errado 03. (Cespe/UnB) O acervo de depósitos intermediários é constituído de papéis que não estão mais em uso corrente, mas ainda podem ser solicitados por quem os produziu ou recebeu. Certo - Errado 04. (Cespe-EGPA) O arquivo em depósito é o conjunto de documentos colocados sob a guarda de um arquivo permanente, embora não pertençam ao seu acervo. Certo - Errado SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 13 05. (Cespe-CDP) Arquivo corrente é o conjunto de documentos que são consultados com pouca frequência, mas ainda podem ser solicitados por quem os produziu ou recebeu. Certo - Errado 06. (CESPE) Considerando a teoria das três idades, a avaliação dos documentos de arquivo deve ser realizada apenas no estágio corrente. Certo - Errado 07. (2006/ Cespe - ANA) Avaliação de documentos é o processo de análise de documentos de arquivo que consiste na identificação de valores para os documentos (primário e secundário). Com base nesses valores e na análise do ciclo de vida dos documentos, torna-se possível estabelecer prazos para sua guarda ou eliminação, de forma a contribuir para racionalização e o aumento da eficiência administrativa. Certo - Errado 08. (2006/ Cespe - ANA) A avaliação de documentos de arquivo é tarefa que deve ser realizada por um grupo multidisciplinar de profissionais, a comissão de avaliação de documentos. Certo - Errado 09. (2006/ Cespe - MDS) A avaliação de documentos não fornece subsídios à fixação de prazos para guarda ou eliminação de documentos. Certo - Errado 10. (2006/ Cespe - MI) Os resultados esperados de um processo de avaliação de arquivo incluem o aumento do índice de recuperação da informação e a conquista de espaço físico. Certo - Errado 11. (2005/ Cespe - TRE-MT) Cada setor e (ou) departamento definirá os prazos de guarda para os documentos produzidos internamente. Certo - Errado 12. (2004/ Cespe - FUNCAP/PA) A definição da guarda ou do descarte de documentos diversos é atribuição exclusiva da chefia. Certo - Errado 13. (2004/ Cespe - UnB/Pol. Federal) A aplicação dos critérios de avaliação possibilita ganho de espaço físico. Certo - Errado 14. (2008/Cespe-DF Trans Anal. Adm.) A eliminação dos documentos pode ser feita, desde que, após a extinção do valor primário (administrativo, legal ou fiscal), os documentos não apresentem valor secundário. Certo - Errado 15. (2008/Cespe-DF Trans Anal. Adm.) Os documentos de guarda temporária, via de regra, não tem valor primário. Certo - Errado 16. (2007/Cespe-UnB/ Pref. Rio Branco/AC) O valor primário pode ser encontrado nos documentos nas fases corrente e intermediária. Certo - Errado 17. (2007/Cespe-UnB/ Pref. Rio Branco/AC) Os documentos que não possuem valor primário, mesmo que tenham valor secundário, podem ser eliminados. Certo - Errado 18. (2008/Cespe-DFTRANS Anal. Adm.) Os documentos de guarda temporária devem ser mantidos por cinco anos. Certo - Errado 19. (CESPE-TRE/MA-Técnico Judiciário/Administrativa- 2009-adaptada) Os documentos do arquivo intermediário são mantidos por conta dos prazos prescricionais e precaucionais e aguardam a destinação final: eliminação ou guarda permanente. Certo - Errado 20. (2005/Cespe-TRE-MA) Uma das funções da tabela de temporalidade é indicar os prazos de arquivamento dos documentos nas fases corrente e intermediária. Certo - Errado GABARITO 01. E 06. C 11. E 16. C 02. E 07. C 12. E 17. E 03. C 08. C 13. C 18. E 04. C 09. E 14. C 19. C 05. E 10. C 15. E 20. C SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 14 ORGANIZAÇÃO DO ARQUIVO Organização do Arquivo: No momento em que uma organização toma a decisão de organizar seu arquivo, é necessário que seja realizada uma campanha de sensibilização envolvendo os diversos níveis hierárquicos, com o objetivo de envolver todos no projeto. A organização do Arquivo de uma instituição ocorre em quatro etapas: 1 - Levantamento dos dados 2 - Análise dos dados coletados 3 - Planejamento 4 - Implantação e acompanhamento 1- Levantamento dos dados São atividades de exame e coleta de informações acerca da documentação do arquivo. Nessa etapa, são coletadas as informações sobre o gênero dos documentos (textuais, iconográficos, informáticos etc.), as espécies documentais (cartas, faturas, projetos etc.), o tamanho e estado de conservação do acervo, os recursos humanos da instituição, enfim, todo os dados relevantes para o arquivo da instituição. Nessa fase é necessário realizar o estudo, o exame dos estatutos, regimentos, regulamentos, normas, organogramas. É necessário, nessa fase, conhecer os dados relativos aos documentos que circulam na instituição. É necessário conhecer, também: - A quantidade de servidores no arquivo, formação profissional e escolaridade - A quantidade de equipamento, modelo e estado de uso - A situação física do arquivo (área ocupada, luminosidade, umidade, tipo de proteção contra incêndio e outros sinistros) 2- Análise dos dados coletados A partir dos dados coletados na etapa anterior, será feita uma análise objetiva da real situação dos serviços de arquivo e um DIAGNÓSTICO que permita propor alterações no sistema a ser implantado. Ou seja, o diagnóstico consiste em uma constatação das falhas existentes na administração que impedem o correto funcionamento do arquivo. 3- Planejamento É nesta fase que será elaborado o plano arquivístico que leve em consideração tanto as disposições legais quanto as necessidades da organização. Esse plano deve levar em consideração os seguintes elementos: a) posição do arquivo na estrutura organizacional da administração. Recomenda-se que seja a mais alta possível; b) centralização ou descentralização dos serviços de arquivo em fase corrente; c) criação de uma coordenação central dos serviços de arquivo, nos casos de descentralização; d) definição dos métodos de arquivamento; e) estabelecimento das regras e normas de funcionamento (manual de arquivo); f) necessidades de recursos humanos; g) escolha das instalações e equipamentos; h) constituição de arquivos intermediários e permanentes. 4- Implantação e Acompanhamento É nessa fase que o que foi planejado será colocado em prática, será executado, será implantado. É nessa fase que as orientações e normas descritas no MANUAL DE ARQUIVO serão implantadas na instituição. A implantação deve serprocedida por um acompanhamento constante dos resultados, a fim de corrigir e/ou adaptar eventuais impropriedades ou falhas no sistema arquivístico. O Manual de arquivo deverá ser sempre revisto, atualizado quando necessário SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 15 EXERCÍCIOS Organização do Arquivo Julgar os itens seguintes assinalando CERTO para as assertivas corretas e ERRADO para as assertivas ERRADAS Certo - Errado 01. (2006/ Cespe - Ancine) A organização de arquivos ocorre em várias fases. Na fase de planejamento, é feita a verificação das normas, dos regulamentos, das políticas e da estrutura organizacional da instituição. Certo - Errado 02. (2006/ Cespe - TCE) A instalação de um arquivo requer a análise dos seguintes aspectos: localização, iluminação, arejamento, higienização, disposição e segurança. Certo - Errado 03. (2005/ Cespe - ANS) Na elaboração do plano de arquivo, deve ser definida a centralização ou descentralização dos serviços de arquivo nas fases corrente e intermediária. Certo - Errado GABARITO 01. E 02. C 03. E GESTÃO DE DOCUMENTOS Gestão de Documentos: Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes às atividades de produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. A gestão de documentos é operacionalizada através do planejamento, da organização, do controle, da coordenação dos recursos humanos, do espaço físico e dos equipamentos, com o objetivo de aperfeiçoar e simplificar o ciclo documental. É o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes às atividades de produção, tramitação e uso, avaliação e arquivamento de documentos em fases corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente (Lei 8.159/1991). OBJETIVOS DA GESTÃO DE DOCUMENTOS: - Garantir e assegurar, de forma eficiente a produção, administração, manutenção e destinação de documentos. - Garantir que a informação estará disponível no momento necessário ao usuário. - Eliminação de documentos que não possuem valor administrativo, fiscal, legal ou para fins de pesquisa científica ou histórica. - Contribuir para o acesso e a preservação dos documentos que deverão ser guardados e preservados por seus valores históricos ou científicos. A Gestão de Documentos acontece em 3 FASES básicas: 1ª FASE - PRODUÇÃO 2ª FASE - UTILIZAÇÃO 3ª FASE - DESTINAÇÃO 1ª FASE: PRODUÇÃO Refere-se à elaboração dos documentos em decorrência das atividades de um órgão ou setor. Nessa fase, o arquivista deve contribuir para que sejam criados apenas os documentos essenciais à administração, evitando duplicação e emissão de vias desnecessárias. A elaboração de documentos ocorre na fase corrente. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 16 2ª FASE: UTILIZAÇÃO Inclui as atividades de protocolo (recebimento, classificação, registro, movimentação e expedição), organização e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária. Além disso, nessa fase, são elaboradas as normas de acesso à documentação e à recuperação de informações (empréstimo e consulta). Nesta fase é desenvolvida a gestão de arquivos correntes e intermediários. 3ª FASE: DESTINAÇÃO Compreende a ANÁLISE e AVALIAÇÃO dos documentos acumulados nos arquivos, com vistas a estabelecer seus prazos de guarda, determinando quais serão objeto de arquivo permanente e quais serão eliminados por terem perdido o seu valor para a instituição. Os dois principais instrumentos de destinação são: a) Tabela de Temporalidade: determina os prazos em que os documentos devem ser mantidos nos arquivos correntes e/ou intermediários, ou recolhidos aos arquivos permanentes. Além disso, estabelece os critérios para recolhimento no arquivo permanente e eliminação. b) Lista de Eliminação: consiste em uma relação específica de documentos a serem eliminados de uma só vez e que necessita ser aprovada pela autoridade competente. Gestão de Documentos Produção • elaboração dos documentos em decorrências das atividades da instituição. • criação de documentos essenciais à administração, evitando duplicação e emissão de vias desnecessárias. Utilização • protocolo, classificação, organização e arquivamento durante a idade corrente e intermediária. • normas de acesso à documentação e à recuperação de informações. Destinação • análise e avaliação dos documentos (valor). • definição de quais serão objeto de arquivo permanente e quais serão eliminados. EXERCÍCIOS - Gestão de Documentos Julgar os itens seguintes assinalando CERTO para as assertivas corretas e ERRADO para as assertivas ERRADAS 01. (CESPE - TRE/GO - Técnico Judiciário / Administrativa - 2009 - Adaptada) - Chama-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas realizados na fase corrente e na intermediária e que abrangem produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos, estabelecendo sua destinação, isto é, determinando a eliminação ou recolhimento para guarda permanente. Certo - Errado 02. (CESPE - Defensoria Pública da União - Arquivista - 2010 - Adaptada) - A política arquivística brasileira não reconhece a gestão de documentos como parte dos esforços necessários para a organização dos arquivos. Certo - Errado 03. (CESPE - TRE/MG - Técnico Judiciário / Administrativa - 2009 - Adaptada) - Com a gestão eficaz de documentos, impede-se que os documentos com valor secundário sejam conservados permanentemente. Certo - Errado 04. (CESPE - MMA - Agente Administrativo - 2009) - A fase da gestão de documentos em que são feitas a análise e a avaliação de documentos acumulados em arquivos é conhecida como preservação de documentos. Certo - Errado SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 17 05. (CESPE - MMA - Agente Administrativo - 2009) - Na gestão de documentos, as atividades de protocolo, a recuperação de informações e a elaboração de normas de acesso à documentação são desenvolvidas na fase de utilização de documentos. Certo - Errado 06. (CESPE - Defensoria Pública da União - Arquivista - 2010 - Adaptada) - A gestão de documentos não está fundamentada no ciclo vital dos documentos de arquivo. Certo - Errado 07. (2005/ Cespe - funag) A gestão de documentos arquivísticos ocupa-se apenas dos documentos das fases intermediaria e permanente. Certo - Errado 08. (2005/ Cespe - TRE/TO - Adaptada) As fases básicas da gestão de documentos são: produção, utilização e destinação. Certo - Errado GABARITO 01. C 03. E 05. C 07. E 02. E 04. E 06. E 08. C PROTOCOLO Vamos aprofundar um pouco o estudo sobre o protocolo pois é muito cobrado em provas de concursos públicos. No Protocolo são executadas um conjunto de operações e procedimentos visando o controle dos documentos que ainda tramitam no órgão, de modo a assegurar, garantir a imediata localização e recuperação do documento, garantido assim o acesso a informação. A atividade de protocolo é uma atividade típica de arquivo corrente As atividades realizadas no protocolo podem ser divididas em rotinas: 1) RECEBIMENTO E CLASSIFICAÇÃO: Quanto ao recebimento e classificação pode-se adotar a seguinte rotina: Passo Atividades 1 Receber a correspondência 2 Separar a correspondência oficial da particular 3 Distribuir a correspondência particular 4 Separar a correspondência oficial de caráter ostensivo da de caráter sigiloso 5 Encaminhar a correspondência oficial sigilosa 6 Abrir a correspondência ostensiva 7 Tomar conhecimento da correspondência ostensivaverificando a existência de antecedentes 8 Requisitar ao Arquivo os antecedentes. Se os antecedentes não estiverem no Arquivo, o Setor de Registro e Movimentação informará onde se encontram e os solicitará para ser feita a juntada 9 Interpretar e classificar a correspondência 10 Apor carimbo de protocolo no canto superior direito do documento 11 Anotar abaixo do número e da data a primeira distribuição e o código de assunto, se for o caso 12 Elaborar o resumo do assunto a ser lançado na ficha de protocolo 13 Encaminhar os papéis ao Setor de Registro e Movimentação SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 18 O plano de classificação é o esquema de distribuição de documentos em classes, de acordo com métodos de arquivamento específicos, elaborado a partir do estudo das estruturas e funções de uma instituição e da análise do arquivo por ela produzido. É esse plano que vai dar origem ao código de classificação. O código de classificação é um instrumento de trabalho utilizado nos arquivos correntes para classificar todo e qualquer documento produzido ou recebido por um órgão no exercício de suas funções e atividades. 2) REGISTRO E MOVIMENTAÇÃO: É o setor de autuação e controle da tramitação (movimentação) Este setor funciona como um centro de distribuição e redistribuição de documentos e suas atribuições podem ser assim descritas: Passo Atividades 1 Preparar a ficha de protocolo, em duas vias, anotando: número de protocolo, data de entrada, procedência, espécie, número e data do documento, código e resumo do assunto, primeira distribuição 2 Anexar a segunda via da ficha ao documento, encaminhando-o ao seu destino, juntamente com os antecedentes, após o registro e as anotações pertinentes nas respectivas fichas 3 Inscrever os dados constantes da ficha de protocolo nas fichas de procedência e assunto, rearquivando-as em seguida 4 Arquivar as fichas de protocolo em ordem numérica 5 Receber dos vários setores os documentos a serem redistribuídos, anotar nas respectivas fichas (numéricas) o novo destino 6 Encaminhar os documentos aos respectivos destinos, de acordo com despacho de autoridade competente 3) EXPEDIÇÃO: Geralmente são adotadas as seguintes atividades: Passos Atividades 1 Receber a correspondência 2 Verificar se não faltam folhas ou anexos 3 Numerar e completar a data, no original e nas cópias 4 Separar o original da cópias 5 Expedir o original com os anexos 6 Encaminhar as cópias, acompanhadas dos antecedentes que lhes deram origem, ao arquivo ATENÇÃO! - Modernamente, o protocolo é responsável também abertura de processos nas empresas e repartições públicas. - O arquivamento de documentos deve ser posterior à sua classificação, a qual deve ter como base o plano de classificação da instituição. Na fase intermediária e na fase permanente deve ser respeitada a classificação de origem. EXERCÍCIOS - Protocolo Julgar os itens seguintes assinalando CERTO para as assertivas corretas e ERRADO para as assertivas ERRADAS 01. (2007/ Cespe-UnB - Pref. Rio Branco/AC) O protocolo é uma atividade típica da fase corrente. Certo - Errado 02. (2008/ Cespe - MPE/RR) O setor encarregado do recebimento, registro, distribuição e movimentação de documentos em curso, além da abertura de processos e expedição de documentos, é identificado como arquivo setorial. Certo - Errado SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 19 03. (2008/ Cespe - SECAD/TO) Recebimento, classificação, registro, movimentação, conservação e preservação são rotinas de protocolo. Certo - Errado 04. (2008/ Cespe - TST/ Anal. Jud.) A expedição, a tramitação e a distribuição de documentos são atividades de protocolo. Certo - Errado 05. (2008/ Cespe - MPE/AM) Além do setor de protocolo, todas as demais unidades de um órgão público têm responsabilidade pela expedição de documentos. Certo - Errado 06. (2007/ Cespe - Pref. Mun. Vitória/ES) Nos órgãos públicos, o protocolo é responsável pelo registro, pela expedição dos documentos e pela abertura de processos. Certo - Errado 07. (2005/ Cespe - ANTAQ) Nas organizações, os serviços de protocolo devem ser os responsáveis pelo controle do trâmite de documentos. Certo - Errado 08. (CESPE - STJ -Técnico Judiciário - Área: Administrativa 2008) As atividades de registro, expedição, distribuição e movimentação são típicas do protocolo, apesar de essa última ter uma participação importante dos setores de trabalho do órgão/instituição. Certo - Errado GABARITO 01. C 03. E 05. E 07. C 02. E 04. C 06. C 08. C PLANO DE CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS CLASSIFICAÇÃO OU ARRANJO A função “Classificação” refere-se à organização dos documentos de um arquivo ou coleção, de acordo com um plano de classificação, código de classificação ou quadro de arranjo. Envolve também a análise e identificação do conteúdo de documentos, seleção da categoria de assunto sob a qual sejam recuperados, podendo-se lhes atribuir códigos, além da atribuição a documentos, ou às informações neles contidas, de graus de sigilo, conforme legislação específica. CLASSIFICAÇÃO E ARRANJO SÃO SINÔNIMOS! Na terminologia arquivística brasileira o uso da palavra arranjo (típica de arquivos permanentes) corresponde à classificação nos arquivos correntes, portanto, arranjo e classificação são termos sinônimos de uma mesma atividade: o agrupamento lógico dos documentos de arquivo (o termo classificação deve ser usado para documentos tanto em idade corrente e intermediária, quanto em permanente). A classificação deve ser realizada por servidores treinados, de acordo com as seguintes operações. a) ESTUDO: consiste na leitura de cada documento, a fim de verificar sob que assunto deverá ser classificado e quais as referências cruzadas que lhe corresponderão. A referência cruzada é um mecanismo adotado quando o conteúdo do documento se refere a dois ou mais assuntos. b) CODIFICAÇÃO: consiste na atribuição do código correspondente ao assunto de que trata o documento. PLANO DE CLASSIFICAÇÃO É um esquema de distribuição de documentos em classes, de acordo com métodos de arquivamento específicos, elaborado a partir do estudo das estruturas e funções de uma instituição e da análise do arquivo por ela produzido. Expressão geralmente adotada em arquivos correntes. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística - Arquivo Nacional) SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 20 No contexto arquivístico, a elaboração e o emprego de planos de classificação estão situados na fase corrente dos documentos, de modo a auxiliar na racionalização dos procedimentos para a gestão documental institucional e, por fim, integrarem a política de informação em arquivos, seja esta de natureza pública ou privada. Um Plano de classificação pode ser elaborado por três critérios: • Funcional, no qual as classes correspondem à função dos documentos; baseado nas funções e atividades da instituição (ex.: licenciamento, investigação, etc.), sendo o procedimento tradicionalmente mais usado nos arquivos. • Estrutural (Organizacional), de acordo com a estrutura organizacional de determinada instituição; reflete a estrutura organizacional (ex.: direção, gerências, operações, etc.). Refere-se às divisões, aos setores e aos departamentos de uma instituição e, apesar de ser menos usado, alguns profissionais da área consideram que talvez possa refletir melhor alguns aspectos das exigências da classificação arquivística. • Por assunto, referente aos conteúdos registrados nos documentos. Reflete os assuntos ligados à instituição. (ex.: finanças, pessoal, material, etc.). Praticamente não é utilizado e quase não é citado na literatura especializada. A classificação funcional é a representação lógica das funções, subfunções e atividadesdo organismo produtor. Por isso, ela independe da estrutura e de suas mudanças no decorrer do tempo. A classificação funcional é a mais apropriada para órgãos públicos do Poder Executivo que sofrem frequentes alterações em sua estrutura, de acordo com as injunções políticas. Apesar de mais complexa, a classificação funcional é mais duradoura. Considerando-se que as estruturas podem mudar com alguma frequência e que as funções e atividades, em geral, permanecem estáveis, o Plano de Classificação funcional permite atualizações periódicas sem comprometer os códigos numéricos de classificação atribuídos aos tipos/séries documentais. A classificação estrutural representa, de acordo com o organograma, os vários níveis de divisão interna do organismo produtor: coordenadorias, departamentos, divisões, centros, setores e cada um dentro da estrutura executam determinadas atribuições. Se a atribuição de um setor for transferida para um outro ou, então, se um novo setor for criado e suas atribuições forem redistribuídas, todos os documentos deverão ser reclassificados para acompanhar a reestruturação. Em órgãos públicos esse método não é o mais adequado. Segundo Schellenberg (2002), há três métodos básicos que podem ser utilizados na classificação de documentos públicos: o funcional, o organizacional (ou estrutural) e o por assunto. Classificação funcional Agrupa os documentos de acordo com a função/atividade/transação que lhes deu origem. Criam- se, portanto, unidades de arquivamento - processos/dossiês - para cada ato ou transação. Classificação organizacional ou estrutural A principal forma de se agrupar documentos organizacionalmente é a descentralização dos mesmos, na qual cada órgão, departamento ou divisão, que executa atividades bem distintas dos demais, mantém seus próprios arquivos. Classificação por assunto A maior parte dos documentos públicos deve ser classificada segundo a origem organizacional e funcional. Os que merecem classificação por assunto não devem ser forçados num esquema elaborado segundo princípios estabelecidos a priori, mas devem ser agrupados em classes estabelecidas, pragmaticamente sobre uma base a posteriori. ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE CLASSIFICAÇÃO Todas as Unidades de uma Organização possuem planos de classificação de documentos. Cada Área identifica as suas Pastas, Caixas e etc. do modo como conhecem. Mas, é interessante entender como é a sistemática para se montar um Plano que facilite o trabalho de arquivamento, acesso e destinação dos documentos. Vamos apresentar um modelo denominado estrutural/funcional que se baseia nas estruturas e funções da instituição, pode ser utilizado por qualquer Unidade. Siga as etapas abaixo sugeridas: a) Identifique as Atribuições e Atividades da Instituição e da Área em que você trabalha Você poderá encontrar essas informações pesquisando nos atos legais que vezes são Portarias, Deliberações, Estatuto, outras vezes, você encontra essas informações nas primeiras Atas e SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 21 Relatórios da sua Área. Em último caso, analise as atividades desenvolvidas e descreva-as. b) Relacione e organize o que você levantou. Dica: aproveite e organize uma Pasta com os atos relativos a implantação de sua Área/Órgão e/ou o que você conseguiu descrever. c) Identifique os tipos de documentos que “nascem” a partir do cumprimento das atividades identificadas Relacione-os abaixo das suas respectivas atividades foram levantadas Obs.: uma atividade pode gerar vários documentos e um tipo de documento pode ser produzido em grande escala. EXERCÍCIOS 01. (INSTITUTO AOCP - 2018 - ADAF - AM - Assistente Técnico) Quais são as operações que servidores treinados devem realizar para a classificação de documentos? a) Recepção e armazenamento. b) Análise e encaminhamento. c) Controle e preservação. d) Guarda e conservação. e) Estudo e codificação. 02. (INSTITUTO AOCP - 2018 - ADAF - AM - Assistente Técnico) A que se refere o conceito que consiste em organizar os documentos produzidos e recebidos pela organização no exercício de suas atividades, de forma a constituir-se em um referencial para a sua recuperação? a) Codificação de documentos. b) Catalogação de documentos. c) Classificação de documentos. d) Conservação de documentos. e) Arquivamento de documentos. 03. (INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Assistente Administrativo) Como Assistente Administrativo, é de sua atribuição auxiliar na racionalização dos procedimentos para a gestão documental institucional a fim de integrar a política de informação em arquivos, seja esta de natureza pública ou privada. Em qual ou em quais fase(s), no contexto arquivístico, você estará realizando as atividades de elaboração e de emprego de planos de classificação? a) Fases intermediária e permanente. b) Fases corrente e intermediária. c) Fase intermediária. d) Fase permanente. e) Fase corrente. 04. (INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Assistente Administrativo) Assinale a alternativa que apresenta os critérios que podem ser adotados nos planos de classificação e que correspondem às funções e às divisões, setores e departamentos de uma instituição. a) Processual e organizacional. b) Rotineiro e especializado. c) Institucional e departamental. d) Individualizado e globalizado. e) Funcional e estrutural. 05. (INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Escrivão de Polícia Civil) Entre os métodos de classificação de documentos arquivísticos consolidados pela arquivística, qual atende melhor as caraterísticas orgânicas de Arquivo? a) Método por Assunto. b) Método Estrutural. c) Método Funcional. d) Método Alfabético. e) Método Soundex. 06. (INSTITUTO AOCP - 2019 - Câmara de Cabo de Santo Agostinho - PE - Auxiliar Administrativo) Um dos mais importantes aspectos a ser considerado na organização de um arquivo é manter um plano de classificação. Assim, assinale a alternativa que apresenta os passos que devem ser analisados na elaboração de um plano de classificação. a) Elencar a responsabilidade de um servidor na execução das operações de arquivos; analisar as necessidades de localização acessível e com capacidade de expansão; e se o arquivo deve ficar no andar térreo devido ao volume. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 22 b) Identificar as atribuições e atividades da Instituição e da área em que se trabalha; relacionar e organizar o que se levantou; e identificar os tipos de documentos que têm origem no cumprimento das atividades identificadas. c) Posicionar o arquivo na estrutura da instituição; subordinar o arquivo preferencialmente a um órgão operacional; viabilizar o acesso de todos os setores e funcionários de diferentes níveis de autoridade; e facilitar a comunicação. d) Constituir um sistema de informação, dotado de recursos técnicos e materiais adequados; atender à acelerada demanda de nossos tempos; e coordenar os serviços de arquivo de forma centralizada em cada fase. 07. (FCC - 2007 - Câmara dos Deputados - Técnico Legislativo - Assistente Administrativo) Na classificação dos documentos de arquivo, o método funcional é preferível ao estrutural porque a) está mais próximo dos adotados na catalogação bibliográfica. b) faz uso de descritores e palavras-chave. c) distribui as unidades de descrição em 10 (dez) grandes classes hierárquicas. d) corresponde a atividades rotineiras e estáveis da instituição. e) facilita as futuras operações de microfilmagem e digitalização. 08. (IDECAN - 2019 - AGU - Arquivista) O estabelecimento das classes e subclasses de um plano de classificação pode ser pelos critérios: I. funcional, no qual as classes correspondem à função dos documentos; II. estrutural, de acordo com a estrutura organizacional de determinada instituição; III. por assunto, referenteaos conteúdos registrados nos documentos; IV. por local, onde a localização do documento determina a classificação. Analise os itens acima e assinale a) se todos os itens estiverem corretos. b) se apenas os itens I, II e IV estiverem corretos. c) se apenas os itens I, II e III estiverem corretos. d) se apenas os itens II e III estiverem corretos. e) se apenas os itens II, III e IV estiverem corretos. 09. (CONSULPLAN - 2016 - Prefeitura de Venda Nova do Imigrante - ES - Almoxarife) Na elaboração de planos de classificação de documentos do arquivo de uma entidade (pessoa jurídica), ao estabelecer as classes do plano de classificação, quais tipos de critérios devem ser normalmente seguidos? a) Funcional ou estrutural. b) Proporcional ou aleatório. c) Sequencial ou conjuntural. d) Simplificado ou contextual. 10. (IADES - 2019 - AL-GO - Arquivista) A classificação de documentos de arquivo que leva em consideração a razão de ser do documento é a) temática. b) funcional. c) estrutural d) por assunto. e) sistêmica. GABARITO 01. E 06. B 02. C 07. D 03. E 08. C 04. E 09. A 05. C 10. B SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 23 NOÇÕES DE ARQUIVO PERMANENTE Arquivo Permanente é o conjunto de documentos preservados por possuírem valor secundário. A função de um arquivo permanente é reunir, conservar, arranjar, descrever e facilitar a consulta aos documentos sob sua custódia. Embora não exista a atividade de gestão documental nos arquivos permanentes, notamos a realização de outras tão igualmente vitais para o bom funcionamento de um arquivo, são elas: arranjo, descrição, difusão e conservação. • ARRANJO → reunião e ordenação adequada dos documentos; • DESCRIÇÃO e PUBLICAÇÃO → acesso aos documentos para consulta e divulgação; • DIFUSÃO ou REFERÊNCIA → política de acesso e uso dos documentos. • CONSERVAÇÃO → medidas de proteção dos documentos e do seu lugar de guarda. ARRANJO Arranjo é uma terminologia usada exclusivamente nos arquivos permanentes para designar a mesma atividade de classificação na gestão documental. A sistemática de arranjo inicia-se no momento do recolhimento, sendo realizada quando se recebe documentos desordenados. O arranjo deve respeitar a classificação de origem (desde os arquivos correntes). O arranjo é ao mesmo tempo uma atividade intelectual, conforme explicitada anteriormente, e uma atividade material: deve-se organizar os documentos internamente uns em relação aos outros, colocá-los em caixas ou pastas e ordená-los em estantes. DESCRIÇÃO e PUBLICAÇÃO A descrição é atividade também exclusiva de arquivo permanente, e consiste na elaboração de instrumentos de pesquisa que possibilitem a identificação, o rastreamento, a localização e a utilização de dados. É imprescindível que para a sua realização já tenha sido executado o arranjo documental, haja vista que a descrição deve revelar ao pesquisador o meio orgânico em que os documentos foram produzidos, ou seja, a relação entre os conjuntos documentais. Nesse sentido, a descrição aplica-se a conjuntos de documentos; as séries (órgãos e suas subdivisões, atividades funcionais ou grupos documentais da mesma espécie) são consideradas unidades para fins de descrição. As tarefas da descrição levam à elaboração dos chamados instrumentos de pesquisa. Constituem eles vias de acesso do historiador ao documento, sendo a chave da utilização dos arquivos como que fontes primárias da história. Os instrumentos podem ser genéricos ou específicos. - Guia: instrumento de pesquisa mais abrangente, com linguagem que permite atingir também o grande público. Este instrumento permite uma visão geral do acervo. - Inventário: instrumento de pesquisa que descreve conjuntos documentais ou partes do fundo. É parcial e traz uma descrição sumária (coletiva). - Catálogo: instrumento que descreve documento a documento unitariamente, respeitando ou não a ordem da classificação. Apresenta uma descrição analítica (unitária). - Catálogo seletivo: instrumento que descreve minuciosamente peças documentais selecionadas de um ou mais fundos. - índices: instrumentos complementares dos catálogos e inventários, por apresentar nomes, locais ou assuntos em ordem alfabética e remetendo o leitor às respectivas notações de localização. - Edição de fontes: apresentação do texto integral. Aconselha-se que além dos textos sejam apresentados estudos introdutórios e fontes paralelas. SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 24 DIFUSÃO OU REFERÊNCIA É nesta fase que se completam as funções do arquivista: aproximar o arquivo da comunidade, com atividades voltadas às áreas social, educativa e cultural. Cabem duas ações na difusão: a que lança elementos de dentro para fora e a que promove atrativos no recinto do arquivo. Atividades como visitas à comunidade, visitas orientadas no arquivo, exposições, trabalhos conjuntos entre escolas e arquivos beneficia tanto a comunidade, por conhecer fontes documentais que baseiam sua história, como para os arquivos que alcançam representatividade para o de- senvolvimento de suas atividades. As atividades de difusão não podem afastar o arquivo da sua função principal que é a de servir às necessidades das administrações a que servem. CONSERVAÇÃO É o conjunto de atividades que visam à preservação dos documentos, isto é, ações realizadas com o objetivo de desacelerar os processos de degradação por meio de controle ambiental e de tratamentos específicos. EXERCÍCIOS Noções de Arquivo Permanente Julgar os itens seguintes assinalando CERTO para as assertivas corretas e ERRADO para as assertivas ERRADAS 01. (CESPE – TRE/MA - Técnico Judiciário / Administrativa - 2009 – Adaptada) - A função de um arquivo permanente é reunir, conservar, arranjar, descrever e facilitar a consulta aos documentos. Certo - Errado 02. (CESPE – SEPLAG / DFTRANS - Analista de Transportes Urbanos/Arquivista - 2008) - As atividades relacionadas ao arquivo permanente podem ser reunidas nos seguintes grupos: arranjo, descrição e publicação, conservação e referência. Certo - Errado 03. (CESPE - 2012 - ANATEL - Técnico Administrativo) Acerca de documentos de arquivo, julgue os itens que se seguem. Os documentos de valor permanente, consoante legislação, não devem ser eliminados ou alienados. Certo - Errado 04. (CONSULPLAN - 2012 - TSE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Entre os procedimentos que correspondem ao Arquivo Permanente, está diretamente relacionado à elaboração dos instrumentos de pesquisa o(a) a) tabela de temporalidade. b) descrição. c) avaliação. d) protocolo. 05. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Documentação - Cargo 4) Considerando a descrição de documentos, julgue os próximos itens. Embora possa abranger todo elemento de informação de um documento, independentemente do estágio de gestão no qual esse documento esteja, a descrição é uma atividade típica dos arquivos permanentes. Certo - Errado 06. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Documentação - Cargo 4) Considerando a relevância social dos arquivos, julgue os itens que se seguem A difusão arquivística objetiva atender a um tipo específico de usuário: o historiador. Certo - Errado 07. (CESPE - 2011 - Correios - Analista de Correios - Arquivologia) Considerando a teoria e a prática de arranjo em arquivos permanentes, julgue os itens a seguir. A operação de arranjo refere-se à ordenação de conjuntos documentais remanescentes após a aplicação nesses conjuntos da destinação final determinada nas tabelas de temporalidade. Certo - Errado SEOP NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 25 08. (FCC - 2011 - TRT - 19ª Região (AL) - Analista Judiciário - Arquivologia) A organização dos arquivos, como enfatizou Janice