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Profª Elaine Cristina Caixeiro Turma: 5º Semestre - IIES Art. 52. Estando em termos a documentação exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial e, no mesmo ato: I – nomeará o administrador judicial, observado o disposto no art. 21 desta Lei; II - determinará a dispensa da apresentação de certidões negativas para que o devedor exerça suas atividades, observado o disposto no § 3º do art. 195 da Constituição Federal e no art. 69 desta Lei; III – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor, na forma do art. 6º desta Lei, permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam, ressalvadas as ações previstas nos §§ 1º , 2º e 7º do art. 6º desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos §§ 3º e 4º do art. 49 desta Lei; IV – determinará ao devedor a apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a recuperação judicial, sob pena de destituição de seus administradores; V - ordenará a intimação eletrônica do Ministério Público e das Fazendas Públicas federal e de todos os Estados, Distrito Federal e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento, a fim de que tomem conhecimento da recuperação judicial e informem eventuais créditos perante o devedor, para divulgação aos demais interessados DEFERIMENTO DA RJ (ART. 52) CONCESSÃO DA RJ (ART. 58) Decisão proferida quando o juiz verifica os requisitos dos arts. 48 e 51 Decisão através da qual o devedor efetivamente entra em RJ (plano de pagamento) § 1º O juiz ordenará a expedição de edital, para publicação no órgão oficial, que conterá: I – o resumo do pedido do devedor e da decisão que defere o processamento da recuperação judicial; II – a relação nominal de credores, em que se discrimine o valor atualizado e a classificação de cada crédito; III – a advertência acerca dos prazos para habilitação dos créditos, na forma do art. 7º , § 1º , desta Lei, e para que os credores apresentem objeção ao plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor nos termos do art. 55 desta Lei. A verificação dos créditos é o procedimento realizado pelo administrador judicial, em que a validação ou confirmação da existência dos créditos é feita. O administrador é responsável por analisar livros contábeis, documentos e utilizar outros meios para constatar a existência de tais créditos. O administrador judicial é uma pessoa física ou jurídica (sob a responsabilidade de um profissional) nomeada pelo juiz para auxiliá-lo nos processos de recuperação judicial e falência. Tem como função: de levantamento e verificação de créditos e débitos, organização da Assembleia de Credores e fiscal das atividades e dos pagamentos, servindo também como primeiro interlocutor com os credores. O administrador judicial precisa ser um profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas, contador, ou pessoa jurídica especializada. Art. 5º (Resolução 393/21 CNJ) A nomeação do administrador judicial compete ao magistrado, nos feitos de sua competência, mas é recomendado que a escolha recaia preferencialmente sobre profissionais de sua confiança que já estejam listados no Cadastro de Administradores Judiciais Art. 22 da lei 11.101/05 que especifica cada uma das funções, apesar de não ser um rol taxativo: Alguns exemplos de atribuições do administrador são: representar a massa em juízo; elaborar relatório sobre as circunstâncias da falência; prestar contas; estipular meios alternativos de solução de controvérsias, como conciliação e mediação. Será fixada pelo juiz, levando em conta a capacidade de pagamento do devedor o grau de complexidade do trabalho e os valores praticados no mercado. O pagamento do administrador judicial é considerado crédito extraconcursal, sendo atendido antes de qualquer outro pagamento. Art. 25. Caberá ao devedor ou à massa falida arcar com as despesas relativas à remuneração do administrador judicial e das pessoas eventualmente contratadas para auxiliá-lo Esse procedimento é importante para poder compreender: situação real da empresa viabilidade da recuperação proteger o interesse dos credores após a verificação dos créditos que se torna possível constituir o quadro geral de credores, ou seja, todos o sujeitos que possuem direitos em relação à empresa recuperanda. 1º passo: convocação dos credores, feita através da publicação de edital por meio eletrônico. os credores podem enviar diretamente ao administrador judicial as correspondências de créditos, apontando sua natureza, seu fundamento seu valor e sua classificação, ou discordância, ou divergência acerca do que foi apresentado pelo administrador, e também alegar que um determinado crédito não foi contemplado Prazo etapa de habilitação: 15 dias contados a partir da publicação do edital. Após: administrador judicial tem 45 dias para publicar novo edital, atualizado e fundamentado Art. 9º A habilitação de crédito realizada pelo credor nos termos do art. 7º , § 1º , desta Lei deverá conter: I – o nome, o endereço do credor e o endereço em que receberá comunicação de qualquer ato do processo; II – o valor do crédito, atualizado até a data da decretação da falência ou do pedido de recuperação judicial, sua origem e classificação; III – os documentos comprobatórios do crédito e a indicação das demais provas a serem produzidas; IV – a indicação da garantia prestada pelo devedor, se houver, e o respectivo instrumento; V – a especificação do objeto da garantia que estiver na posse do credor. Parágrafo único. Os títulos e documentos que legitimam os créditos deverão ser exibidos no original ou por cópias autenticadas se estiverem juntados em outro processo. Publicado o segundo edital pelo administrador (prazo 45 dias), qualquer interessado (não somente os credores) pode impugnar os créditos descritos pelo administrador judicial. Pode-se questionar a legitimidade, importância, ou classificação do crédito. Prazo para impugnação: 10 dias (contados da data da publicação do 2º edital) Obs: lembrando que a impugnação é atuada em separado (art. 13 e 15) Após a impugnação os credores realiza a contestação em 5 dias. Após a contestação o devedor se manifesta em 5 dias. Após a manifestação do devedor o administrador judicial deve dar o seu parecer em 5 dias. Art. 14. Caso não haja impugnações, o juiz homologará, como quadro-geral de credores, a relação dos credores de que trata o § 2º do art. 7º, ressalvado o disposto no art. 7º-A desta Lei. Regra: apresentada nos slides anteriores Exceção: a lei prevê algumas hipóteses em que a habilitação pode ser realizada fora do prazo de 15 dias da publicação do 1º edital - chamada de habilitação retardatária. Essas habilitações possuindo consequências específicas, como a perda do direito de voto nas deliberações da assembleia-geral (exceto credores trabalhistas) Habilitações retardatárias recebidas ANTES da homologação do quadro-geral de credores são recebidas como se fossem impugnações, seguindo o mesmo processamento (arts. 13 e 15). Habilitações apresentadas APÓS a homologação do quadro-geral são recebidas como requerimento de retificação do quadro para a inclusão do crédito, seguindo o rito ordinário do CPC. No caso de falência, a lei cria um prazo decadencial de 3 anos a partir da decretação da falência para a apresentação de habilitação ou reserva de crédito. As impugnações e habilitações retardatárias são consideradas ações incidentais, sendo resolvidas por sentença ou decisão saneadora (vide art. 15). Dessas decisões cabe agravo de instrumento mesmo sendo consideradas sentenças. As impugnações e habilitações retardatárias são consideradas ações incidentais, sendo resolvidas por sentença ou decisão saneadora (vide art. 15). Dessas decisões cabe agravo de instrumento mesmo sendo consideradas sentenças.