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SISTEMA NERVOSO Meninges/Membranas do Sistema Nervoso; Função e Composição do Líquor; Trajeto do Líquor; Ventrículos do Sistema Nervoso. EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO Introdução à Embriologia do Sistema Nervoso: - O SNC aparece no início da 3ª semana como uma placa que se dilata da Notocorda, com formato de “chinelo”, chamada de Placa Neural; -> A Notocorda serve de disparo para a formação da Placa Neural, ao liberar um Sinalizador chamado SHH - Sonic Hedgehog. - Essa Placa Neural está adjacente ao Nó Primitivo; - A partir da 4ª inicia-se de fato a Neurulação, a Placa Neural começa a se espessar de tamanho, tendo a formação do Sulco Neural; - A Placa Neural começa elevar suas extremidades (Pregas Neurais), gerando o Sulco e posteriormente se fusionando, formando o Tubo Neural; - Das Pregas Neurais, surgem células que vão em direção às laterais das pregas, formando a Crista Neural, que se desprende das Pregas Neurais posteriormente; O Tubo Neural dará Origem às estruturas do SNC: Encéfalo e Medula Espinal. As Cristas Neurais darão origem ao SNP: Nervos e Gânglios. EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO - O Tubo Neural se fecha primeiro na parte central e depois vai se fechando na extremidade caudal e rostral/cranial. A extremidade caudal não fechada completamente é chamada de Neuróporo Caudal e a cranial é chamada de Neuróporo Cranial; - Normalmente o Neuróporo Cranial se fecha por volta do 25º dia e o Neuróporo Caudal se fecha por volta do 27º dia; -> Se caso o Neuróporo Cranial não se fechar, pode acontecer de não haver desenvolvimento do Encéfalo por completo (Anencefalia) ou parcialmente (somente o Tronco Encefálico, por exemplo). -> Se caso o Neuróporo Caudal não se fechar, será menos grave. Pode ocorrer de haver Espinha Bífida, Meningocele, Mielomeningocele. A ingestão de Ácido Fólico pela mãe durante a gestação pode corrigir problemas como os citados, pois essa substância contribui para a formação correta do Tubo Neural e fechamento dos Neuróporos. EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO Região Rostral/Cranial que vem do Neuróporo Cranial: - Nessa região, após a formação do Tubo Neural e fechamento dos Neuróporos, dilatações começam a surgir de maneira rápida, causando um aumento de tamanho da região cranial do embrião e o fazendo se dobrar; - Essas dilatações são as vesículas que posteriormente darão origem às estruturas do SNC. EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO Embriologia da Medula Espinal: - O Tubo Neural dá origem ao SNC. 2/3 do Tubo Neural dá origem às vesículas citadas anteriormente e o 1/3 restante dá origem à Medula Espinal; A mãe gestante não pode ingerir quantidades altas de Vitamina A, pois o excesso de Vitamina A causa malformações no feto em desenvolvimento, nesse caso no desenvolvimento do SN. - Na 6ª semana a medula espinal já tem raizes nervosas; - Possui as Placas Basais (região ventral da medula em formação) e as Placas Alares/Dorsais/Posteriores; - A Placa Basal é mais escura, pois é uma região mais densa em células, possuindo os Neuroblastos Motores (células primordiais dos neurônios) que se diferenciam em Neurônios Motores; - Na Placa Alar, existe uma densidade menor de células, devido à existência da Raiz Sensitiva, com axônios e os Corpos dos Neurônios estão fora da medula, nos Gânglios (SNP). - A Placa do Teto possui células que originam outras células, são as Neuroepiteliais. Estas vão se proliferando e aumentando do tamanho da Medula e formando o Canal Central da Medula; - Na medula espinal em desenvolvimento, a Substância Branca é chamada de Zona Marginal, onde os Neurônios estão se especializando e que posteriormente irão formar a Substância Branca; - A Placa do Assoalho causa um aprofundamento na estrutura da Medula, resultando na formação da Fissura Mediana Ventral; Epêndima é a estrutura celular que reveste todo o Canal Central da Medula. EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO Embriologia e Desenvolvimento das Meninges: - Existem 3 meninges: Dura-máter; Aracnoide-máter e Pia-máter; Recentemente descobriram uma 4ª meninge, mas vamos levar em consideração apenas as 3. - As células da Crista Neural e células mesenquimais dão origem às Meninges; - Elas se formam entre o 20º e 35º dias; - As células da Crista Neural migram e circundam o Tubo Neural como membranas. A camada externa dessas membranas se espessa para formar a Dura-máter. A camada interna dessas membranas dá origem à Pia-máter e Aracnoide-máter; -> A Pia-máter e a Aracnoide-máter juntas são chamadas de Leptomeninges. - Após as Leptomeninges se formarem, elas recebem o Líquor formado pelas Células Mesenquimais por meio de canais que atravessam a medula. -> O líquor começa a se formar durante a 5ª semana. EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO Mudanças na Posição da Medula Espinal: - A Medula Espinal não acompanha o crescimento da Coluna Vertebral; - Com o desenvolvimento do feto, chega um momento em que a Coluna Vertebral passa o tamanho da Medula. MENINGES - As meninges são 3 revestimentos distintos de tecido conjuntivo que envolvem e protegem a Medula Espinal e o Encéfalo; - Protegem os centros nervosos; - Da camada mais superficial para a mais profunda, as meninges são: Dura-máter, Aracnoide-máter e Pia-máter; -> As Meninges Espinais recobrem a Medula Espinal e são contínuas com as Meninges Encefálicas, que recobrem o Encéfalo. - As Meninges Espinais recobrem os Nervos Espinais até o ponto em que esses nervos saem da Coluna vertebral pelos Forames Intervertebrais; A medula espinal também é protegida por um coxim de gordura e tecido conjuntivo localizado no espaço extradural, um espaço entre a dura-máter e a parede do canal vertebral. MENINGES Dura-máter: - É a meninge mais superficial das 3; - É uma camada espessa e resistente de tecido conjuntivo denso não modelado; - A Dura-máter constitui a Paquimeninge/Meninge Espessa, diferente da Leptomeninge, que é constituída pela Aracnoide-máter e Pia-máter; - Seu tecido é muito rico em fibras colágenas e contém Vasos e Nervos; - A Dura-máter do Encéfalo é diferente da Dura-máter Espinal por ser formada por 2 folhetos, 1 externo e outro interno, dos quais apenas o Folheto Interno continua com Dura-máter Espinal; - O Folheto Externo adere intimamente aos ossos do Crânio e comporta-se como Periósteo destes ossos; -> Ao contrário do periósteo de outras áreas, o folheto externo da dura-máter não tem a capacidade osteogênica, dificultando a regeneração de fraturas no crânio. A Dura-máter, em particular seu folheto externo, é muito vascularizada! No Encéfalo, a principal artéria que irriga a Dura-máter é a Artéria Meníngea Média, um ramo da Artéria Maxilar. - A Dura-máter é ricamente inervada, ao contrário das outras meninges; -> Como o Encéfalo não possui terminações nervosas sensitivas, toda a sensibilidade intracraniana se localiza na Dura-máter, responsável, assim, pela maioria das dores de cabeça. MENINGES Pregas da Dura-máter no Encéfalo: - Em algumas áreas, o Folheto Interno da Dura-máter destaca-se do Externo para formar pregas que dividem a cavidade craniana em compartimentos; - Essas pregas têm função de proteção e sustentação. As principais pregas são: 1. Foice do Cérebro: septo vertical mediano em forma de foice, que ocupa a Fissura Longitudinal do Cérebro separando os 2 hemisférios cerebrais; 2. Tenda do Cerebelo: projeta-se como um septo transversal entre o Lobo Occipital e o Cerebelo. A Tenda do Cerebelo separa a Fossa Posterior da Fossa Média do Crânio, dividindo a cavidade craniana em um compartimento superior/supratentorial, e outro inferior/ infratentorial. A Tenda do Cerebelo possui uma borda anterior, denominada Incisura da Tenda, que acomoda e ajusta-se ao Mesencéfalo; 3. Foice do Cerebelo: pequeno septo vertical mediano abaixo da Tenda do Cerebelo entre os 2 Hemisférios Cerebrais; 4. Diafragma: pequena lâmina horizontal que fecha superiormente a Sela Túrcica. MENINGES Cavidades da Dura-máter: - Em determinadas áreas os 2Folhetos da Dura-máter se separam, delimitando cavidades; - Uma delas é o Cavo Trigeminal (de Meckel), ou Loja do Gânglio Trigeminal, que contém o Gânglio Trigeminal; - Outras Cavidades contêm sangue, são revestidas de endotélio e constituem os Seios da Dura-máter. Seios da Dura-máter: - Os seios da Dura-máter são canais venosos revestidos de Endotélio situados entre os 2 folhetos que compõem a Dura-máter Encefálica; - Alguns seios apresentam expansões laterais irregulares, as lacunas sanguíneas; - Suas paredes são finas, mas são mais rígidas que as das veias e geralmente não se colaram quando seccionadas; - O sangue proveniente das veias do Encéfalo e do Bulbo Ocular (olho) é drenado para os Seios da Dura-máter e destes para as Veias Jugulares Internas; Os seios se comunicam com veias da superfície externa no crânio através de Veias Emissárias, que percorrem forames ou canalículos nos ossos do crânio. Os principais Seios da Abóbada são: 1. Seio Sagital Superior: ímpar e mediano, percorre a margem de inserção da Foice do Cérebro. Termina na protuberância occipital interna, na Confluência dos Seios, formada pelos Seios Sagital Superior, Reto e Occipital e pelo início dos Seios Transversos Esquerdo e Direito; 2. Seio Sagital Inferior: situa-se na margem livre da Foice do Cérebro e termina no Seio Reto; 3. Seio Reto: localiza-se na união entre a Foice do Cérebro e a Tenda do Cerebelo. Recebe em sua extremidade anterior o Seio Sagital Inferior e a Veia Cerebral Magna, terminando na Confluência dos Seios; 4. Seio Transverso: é par e dispõe-se de cada lado da Tenda do Cerebelo no Osso Occipital. Quando este chega à parte Petrosa do Osso Temporal, passa a ser chamado de Seio Sigmóide; 5. Seio Sigmóide: possui formato de S, continuação do Seio Transverso até o Forame Jugular, onde continua diretamente com a Veia Jugular Interna; 6. Seio Occipital: é muito pequeno e irregular, dispõe-se ao longo da margem de inserção da Foice do Cerebelo; 7. Seio Cavernoso: um dos mais importantes seios da Dura-máter, é uma cavidade bastante grande e irregular, situada em cada lado do corpo do Esfenóide e da Sela Túrcica. Drena através dos Seios Petroso Superior e Petroso Inferior e se comunica com o Seio Cavernoso do lado oposto pelo Seio Intercavernoso. 8. Seio Petroso Superior: dispõe-se de cada lado da Tenda do Cerebelo, na Porção Petrosa do Osso Temporal. Drena o sangue do Seio Cavernoso e termina próxima à continuação deste com a Veia Jugular Interna; 9. Seio Petroso Inferior: percorre o Sulco Petroso Inferior entre o Seio Cavernoso e o Forame Jugular, e termina lançando-se na Veia Jugular Interna. MENINGES Aracnoide-máter: - É uma membrana avascular, delgada, constituída por células e delicadas fibras elásticas e de colágeno dispostas em um arranjo frouxo; - Membrana muito delicada, separada da Dura-máter pelo Espaço Subdural; -> Esse espaço contém uma quantidade pequena de líquido (líquido intersticial), que é necessário para lubrificação das superfícies de contato entre as 2 membranas. - É separada da Pia-máter pelo Espaço Subaracnóideo; -> Esse espaço contém o Líquido Cérebroespinhal/Líquido Cefalorraquidiano/ Líquor. - A Aracnoide-máter também contém Trabéculas, que atravessam o espaço para se ligarem à Pia-máter, e que são denominadas Trabéculas Aracnóides. Essas Trabéculas lembram uma teia de aranha e é daí que o nome de Aracnóide vem. -> Essas trabéculas são formadas por Fibras de colágeno e de Fibras elásticas. MENINGES Cisternas Subaracnóideas: - As Cisternas Subaracnóideas são dilatações do Espaço Subaracnóideo que contêm grandes quantidades de Líquor. As Cisternas mais importantes são as seguintes: 1. Cisterna Cerebelo-Medular/Cisterna Magna: ocupa o espaço entre a face inferior do cerebelo e a Face Dorsal do Bulbo e o Tecto do 4º ventrículo. Continua caudalmente com o Espaço Subaracnóideo da Medula e liga-se ao 4º ventrículo pela abertura mediana. Essa cisterna é, de todas, a maior e mais importante, sendo também utilizada para obtenção de líquor através de Punções Suboccipitais, em que a agulha é introduzida entre o osso Occipital e a 1ª vértebra cervical. 2. Cisterna Pontina: está situada ventralmente à Ponte; 3. Cisterna Interpeduncular: está localizada na Fossa Interpeduncular; 4. Cisterna Quiasmática: está situada adiante do Quiasma Óptico; 5. Cisterna Superior (cisterna da veia cerebral magna): situada dorsalmente ao Tecto do Mesencéfalo, entre o Cerebelo e o Esplênio do Corpo Caloso; 6. Cisterna da Fossa Lateral do Cérebro: corresponde à depressão formada pelo Sulco Lateral de cada Hemisfério. MENINGES Granulações Subaracnóideas: - Em alguns pontos a aracnóide forma pequenos Tufos que penetram no interior dos Deios da Dura-máter, constituindo as Granulações Aracnóideas, mais abundantes no Seio Sagital Superior; - As Granulações Aracnóideas levam pequenos prolongamentos do Espaço Subaracnóide, verdadeiros divertículos deste espaço, nos quais o liquor está separado do sangue apenas pelo endotélio do seio e uma delgada camada da aracnóide; - São estruturas adaptadas à absorção do Líquor, que, neste ponto, cai no sangue. No adulto e no idoso, algumas granulações se tornam muito grandes, constituindo os chamados Corpos de Pacchioni, que frequentemente se calcificam e podem deixar impressões na Abóbada Craniana. MENINGES Pia-máter: - A Pia-máter é a mais interna das meninges, aderindo intimamente à superfície do Encéfalo e da Medula, juntamente de seus sulcos; - É uma camada fina e transparente de tecido conjuntivo; - É constituída por finas células pavimentosas e cúbicas entrelaçadas com Fibras de Colágeno e Fibras Elásticas; - Na Pia-máter existem muitos vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e nutrientes para o Encéfalo e a Medula Espinal; - A Pia-máter possui extensões membranáceas triangulares que suspendem a medula espinal, chamadas de Ligamentos Denticulados; -> Esses ligamentos denticulados se projetam lateralmente e se fundem com a Aracnoide-máter e a Face Interna da Dura-máter entre as raízes anterior e posterior dos nervos espinais de ambos os lados. -> Os ligamentos denticulados protegem a Medula Espinal contra deslocamento abrupto que poderia resultar em lesão medular. - Sua porção mais profunda recebe prolongamentos dos Astrócitos do tecido nervoso, constituindo a Membrana Pio-glial; - A Pia-máter dá resistência aos órgãos nervosos, pois o tecido nervoso é de consistência muito mole; - A Pia-máter acompanha os vasos que penetram no tecido nervoso a partir do Espaço Subaracnóideo, formando a parede externa dos Espaços Perivasculares. VENTRÍCULOS CEREBRAIS/ENCEFÁLICOS - Os Ventrículos Cerebrais/Encefálicos são cavidades em que o Líquor é armazenado e é por onde ele percorre no Encéfalo também; - Os Hemisférios Cerebrais possuem cavidades revestidas de epêndima e contendo Líquido Cérebro-espinhal, os chamados Ventrículos Laterais Esquerdo e Direito, que se comunicam com o 3º Ventrículo pelo Forame Interventricular; - O 3º Ventrículo localia-se superiormente ao Hipotálamo e entre as metades direita e esquerda do Tálamo; - O 4º Ventrículo está localizado entre a Ponte e o Bulbo anteriormente e o Cerebelo, posteriormente. VENTRÍCULOS CEREBRAIS Ventrículos Laterais (são 2): - Existe 1 Ventrículo Lateral em cada Hemisfério Cerebral (Ventrículos 1 e 2 - Esquerdo e Direito); - Os ventrículos laterais são separados anteriormente por uma fina membrana, chamada de Septo Pelúcido; - Cada um apresenta uma Parte Central e 3 Cornos: 1. Corno Anterior -> projeta-se para o Lobo Frontal. 2. Corno Posterior -> projeta-se para o Lobo Occipital. 3. Corno Inferior -> projeta-se para o Lobo Temporal. - Se comunica com o 3º Ventrículo (III Ventrículo) pelo Forame Interventricular (ou de Monro). VENTRÍCULOS CEREBRAIS III Ventrículo: - O Terceiro Ventrículo é uma cavidade localizada no centro do Diencéfalo; - Se comunica com o Quarto Ventrículo (IV Ventrículo) peloAqueduto cerebral/Aqueduto de Sylvius/Canal Mesencefálico/ Aqueduto do Mesencéfalo. VENTRÍCULOS CEREBRAIS IV Ventrículo: - Está localizado entre a Ponte e o Bulbo ventralmente, e o Cerebelo, posteriormente; - A cavidade do Quarto Ventrículo se prolonga de cada lado para formar os Recessos Laterais, situados na superficie posterior do Pedúnculo Cerebelar Inferior; - Estes recessos se comunicam com o Espaço Subaracnóideo por meio das Aberturas Laterais do IV Ventrículo (Forames de Luschka); - Há Também uma Abertura Mediana do IV Ventrículo (Forame de Magendie). -> Por meio dessas cavidades o Líquido Cérebro-espinhal (LCE) passa da cavidade ventricular para o Espaço Subaracnóideo. -> Quando o Líquor passa pelas 2 Aberturas Laterais (de Luschka), ele entra no Espaço Subaracnóideo e circunda o Cérebro e a Medula Espinal. -> Quando o Líquor passa pela Abertura Mediana (de Magendie), ele entra diretamente na Cisterna Magna, que está localizada entre o Bulbo e o Cerebelo. Da Cisterna Magna, o LCE também se distribui pelo Espaço Subaracnóideo. LÍQUOR - O líquor ou líquido cérebro-espinhal é um fluido aquoso e incolor que ocupa o Espaço Subaracnóideo e as Cavidades Ventriculares; - A função primordial do Líquor é de Proteção Mecânica do SNC; Seguindo o Princípio de Pascal, qualquer pressão ou choque em um ponto com a presença do Líquor se distribuirá igualmente, reduzindo o impacto. - A partir de punções lombares, pode-se medir a pressão do líquor ao ser colhido uma quantidade deste; - O líquor normal do adulto é límpido (transparente, puro) e incolor; - O volume total de líquor é de 80 a 150 ml em um adulto; - O líquor é constituído por alguns leucócitos e poucos cátions (Na+, K+, Ca2+, Mg2+) e ânions (Cl− e HCO3−); - O líquor renova-se completamente a cada 8 horas. LÍQUOR Formação do Líquor/Líquido Cerebrospinal: - O líquor é formado pelos Plexos Corióides/Corióideos (redes de capilares sanguíneos nas paredes dos ventrículos) e pelo Epêndima das paredes ventriculares; - Células Ependimárias unidas por junções de oclusão recobrem os capilares dos Plexos Corióides; - Determinadas substâncias (principalmente água) provenientes do plasma sanguíneo são filtradas pelas Células Ependimárias e estas secretam as substâncias filtradas para produzir o Líquor; -> A formação do Líquor envolve transporte ativo de Na+ e Cl- pelas Células Ependimárias dos Plexos Corióides, acompanhando a quantidade certa de água necessária e a manutenção do equilíbrio osmótico; - Os Plexos Corióides estão presentes nas paredes dos ventrículos e os principais ventrículos que contribuem para a formação do Líquor são os Ventrículos Laterais; - A capacidade secretória das Células Ependimárias é bidirecional e é responsável pela produção contínua de Líquor e transporte de metabólitos do tecido nervoso para o sangue; - A capacidade das Células Ependimárias filtrarem determinadas substâncias caracteriza uma barreira entre o sangue e o Líquor, ao permitir a entrada de certas substâncias e impedir a entrada de outras, protegendo o Encéfalo e a Medula Espinal contra substâncias potencialmente deletérias provenientes do sangue. Essa barreira é formada principalmente pelas Junções de Oclusão das Células Ependimárias! LÍQUOR Formação do Líquor/Líquido Cerebrospinal: - O líquor é formado pelos Plexos Corióides/Corióideos (redes de capilares sanguíneos nas paredes dos ventrículos) e pelo Epêndima das paredes ventriculares; - Células Ependimárias unidas por junções de oclusão recobrem os capilares dos Plexos Corióides; - Determinadas substâncias (principalmente água) provenientes do plasma sanguíneo são filtradas pelas Células Ependimárias e estas secretam as substâncias filtradas para produzir o Líquor; -> A formação do Líquor envolve transporte ativo de Na+ e Cl- pelas Células Ependimárias dos Plexos Corióides, acompanhando a quantidade certa de água necessária e a manutenção do equilíbrio osmótico; - Os Plexos Corióides estão presentes nas paredes dos ventrículos e os principais ventrículos que contribuem para a formação do Líquor são os Ventrículos Laterais; - A capacidade secretória das Células Ependimárias é bidirecional e é responsável pela produção contínua de Líquor e transporte de metabólitos do tecido nervoso para o sangue; - A capacidade das Células Ependimárias filtrarem determinadas substâncias caracteriza uma barreira entre o sangue e o Líquor, ao permitir a entrada de certas substâncias e impedir a entrada de outras, protegendo o Encéfalo e a Medula Espinal contra substâncias potencialmente deletérias provenientes do sangue. Essa barreira é formada principalmente pelas Junções de Oclusão das Células Ependimárias! LÍQUOR Circulação do Líquor/Líquido Cerebrospinal: - O Líquor formado nos Plexos Corióides de cada Ventrículo Lateral flui para o Terceiro Ventrículo através de 2 aberturas, os Forames Interventriculares; - Do terceiro ventrículo, o Líquor flui para o Quarto Ventrículo através do Aqueduto do Mesencéfalo, que atravessa o Mesencéfalo; -> O plexo Corióide do quarto ventrículo contribui com mais líquor. - O líquor chega ao Espaço Subaracnóideo através de 3 aberturas presentes no Quarto Ventrículo: 1 Abertura Mediana (de Magendie) e 2 Aberturas Laterais (de Luschka). - A seguir, o Líquor circula no Canal Central da Medula Espinal e no Espaço Subaracnóideo em torno da superfície do Encéfalo e da Eedula Espinal; LÍQUOR Absorção do Líquor/ Líquido Cerebrospinal: - O Líquido Cerebrospinal é gradualmente reabsorvido para o sangue através das granulações aracnóideas, extensões digitiformes da aracnoide-máter que se projetam para os seios venosos da dura-máter, especialmente o Seio Sagital Superior; - Normalmente, o Líquido Cerebrospinal é reabsorvido tão rapidamente quanto é formado pelos Plexos Corióides, em uma taxa de aproximadamente 20 mℓ/h (480 mℓ/dia); -> Como as taxas de formação e reabsorção são iguais, a pressão do líquido cerebrospinal é, normalmente, constante. Pelo mesmo motivo, o volume de líquido cerebrospinal permanece constante. HIDROCEFALIA - Existem processos patológicos que interferem na produção, circulação e absorção do Líquor, causando Hidrocefalia; - Essa patologia se caracteriza por um aumento da quantidade e da pressão do Líquor, levando a uma dilatação dos ventrículos e compressão do Tecido Nervoso de encontro ao osso; - O acúmulo anormal de LCS pode ser consequente à obstrução do fluxo de LCS ou alteração da produção e/ou reabsorção do LCS; - Pode ocorrer aumento da produção de Líquor ou deficiência na absorção do líquor devido a processos patológicos dos Plexos Corióides ou das Granulações Aracnóideas; - Pode ocorrer devido a obstruções do Forame Interventricular - provoca dilatação do Vent. Lateral -, do Aqueduto do Mesencéfalo - provoca dilatação do 3º Ventrículo e do Vent. Lateral -, das Aberturas Laterais (de Luschka) e Abertura Mediana (de Magendie) - provoca dilatação em todo o sistema ventricular -, da Incisura da Tenda - também provoca dilatação de todo o sistema ventricular; - Hidrocefalia pode ocorrer em decorrência de anomalias congênitas do Sistema Ventricular. Nesses casos, como os ossos do crânio ainda não estão soldados, há grande dilatação da cabeça da criança, o que frequentemente dificulta o parto; O tratamento mais comum da hidrocefalia é a colocação cirúrgica de uma derivação (shunt), que consiste em uma inserção de um cateter em um ventrículo através de um pequeno orifício no crânio e tunelização desse cateter sob a pele até a conexão com uma válvula colocada sob a pele no ápice da cabeça ou através da orelha que ajusta a pressão do LCS e que mantém o fluxo unidirecional do LSC e com um cateter de efluxo que está conectado com a válvula e colocado sob a pele e é avançado para a cavidade peritoneal, onde o LCS é absorvido para o sangue pelo sistema circulatório. - Em adultos, a hidrocefalia pode ocorrer após traumatismo craniano, meningite ou hemorragiasubaracnóidea. Como os ossos do crânio adulto estão fundidos, essa condição pode se tornar potencialmente fatal em pouco tempo e exige intervenção imediata. REFERÊNCIAS MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, Mark G. Embriologia Clínica. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020; MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015; Tortora, G. J., & Derrickson, B. H. Princípios de Anatomia e Fisiologia (15a ed.) (63) 98489-0705 @pedronbizinoto