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SISTEMA NERVOSO
Meninges/Membranas do Sistema Nervoso; 
Função e Composição do Líquor;
Trajeto do Líquor; 
Ventrículos do Sistema Nervoso.
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Introdução à Embriologia do Sistema Nervoso: 
- O SNC aparece no início da 3ª semana como uma placa que se dilata da 
Notocorda, com formato de “chinelo”, chamada de Placa Neural; 
-> A Notocorda serve de disparo para a formação da Placa Neural, ao liberar um 
Sinalizador chamado SHH - Sonic Hedgehog. 
- Essa Placa Neural está adjacente ao Nó Primitivo; 
- A partir da 4ª inicia-se de fato a Neurulação, a Placa Neural começa a se 
espessar de tamanho, tendo a formação do Sulco Neural; 
- A Placa Neural começa elevar suas extremidades (Pregas Neurais), gerando o 
Sulco e posteriormente se fusionando, formando o Tubo Neural; 
- Das Pregas Neurais, surgem células que vão em direção às laterais das pregas, 
formando a Crista Neural, que se desprende das Pregas Neurais posteriormente; 
O Tubo Neural dará Origem às estruturas do SNC: Encéfalo e Medula Espinal. 
As Cristas Neurais darão origem ao SNP: Nervos e Gânglios.
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
- O Tubo Neural se fecha primeiro na parte central e depois vai se fechando na 
extremidade caudal e rostral/cranial. A extremidade caudal não fechada 
completamente é chamada de Neuróporo Caudal e a cranial é chamada de 
Neuróporo Cranial; 
- Normalmente o Neuróporo Cranial se fecha por volta do 25º dia e o Neuróporo 
Caudal se fecha por volta do 27º dia; 
-> Se caso o Neuróporo Cranial não se fechar, pode acontecer de não haver 
desenvolvimento do Encéfalo por completo (Anencefalia) ou parcialmente 
(somente o Tronco Encefálico, por exemplo). 
-> Se caso o Neuróporo Caudal não se fechar, será menos grave. Pode ocorrer de 
haver Espinha Bífida, Meningocele, Mielomeningocele. 
A ingestão de Ácido Fólico pela mãe durante a gestação pode corrigir problemas 
como os citados, pois essa substância contribui para a formação correta do Tubo 
Neural e fechamento dos Neuróporos. 
 
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Região Rostral/Cranial que vem do Neuróporo Cranial: 
- Nessa região, após a formação do Tubo Neural e fechamento dos Neuróporos, 
dilatações começam a surgir de maneira rápida, causando um aumento de 
tamanho da região cranial do embrião e o fazendo se dobrar; 
- Essas dilatações são as vesículas que posteriormente darão origem às estruturas 
do SNC.
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Embriologia da Medula Espinal: 
- O Tubo Neural dá origem ao SNC. 2/3 do Tubo Neural dá origem às vesículas 
citadas anteriormente e o 1/3 restante dá origem à Medula Espinal; 
A mãe gestante não pode ingerir quantidades altas de Vitamina A, pois o excesso 
de Vitamina A causa malformações no feto em desenvolvimento, nesse caso no 
desenvolvimento do SN. 
- Na 6ª semana a medula espinal já tem raizes nervosas; 
- Possui as Placas Basais (região ventral da medula em formação) e as Placas 
Alares/Dorsais/Posteriores; 
- A Placa Basal é mais escura, pois é uma região mais densa em células, possuindo 
os Neuroblastos Motores (células primordiais dos neurônios) que se diferenciam 
em Neurônios Motores; 
- Na Placa Alar, existe uma densidade menor de células, devido à existência da 
Raiz Sensitiva, com axônios e os Corpos dos Neurônios estão fora da medula, nos 
Gânglios (SNP). 
- A Placa do Teto possui células que originam outras células, são as 
Neuroepiteliais. Estas vão se proliferando e aumentando do tamanho da Medula 
e formando o Canal Central da Medula; 
- Na medula espinal em desenvolvimento, a Substância Branca é chamada de 
Zona Marginal, onde os Neurônios estão se especializando e que posteriormente 
irão formar a Substância Branca; 
- A Placa do Assoalho causa um aprofundamento na estrutura da Medula, 
resultando na formação da Fissura Mediana Ventral; 
Epêndima é a estrutura celular que reveste todo o Canal Central da Medula. 
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Embriologia e Desenvolvimento das Meninges: 
- Existem 3 meninges: Dura-máter; Aracnoide-máter e Pia-máter; 
Recentemente descobriram uma 4ª meninge, mas vamos levar em consideração 
apenas as 3. 
- As células da Crista Neural e células mesenquimais dão origem às Meninges; 
- Elas se formam entre o 20º e 35º dias; 
- As células da Crista Neural migram e circundam o Tubo Neural como membranas. 
A camada externa dessas membranas se espessa para formar a Dura-máter. A 
camada interna dessas membranas dá origem à Pia-máter e Aracnoide-máter; 
-> A Pia-máter e a Aracnoide-máter juntas são chamadas de Leptomeninges. 
- Após as Leptomeninges se formarem, elas recebem o Líquor formado pelas 
Células Mesenquimais por meio de canais que atravessam a medula. 
-> O líquor começa a se formar durante a 5ª semana.
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Mudanças na Posição da Medula Espinal: 
- A Medula Espinal não acompanha o crescimento da Coluna Vertebral; 
- Com o desenvolvimento do feto, chega um momento em que a 
Coluna Vertebral passa o tamanho da Medula.
MENINGES
- As meninges são 3 revestimentos distintos de tecido conjuntivo que 
envolvem e protegem a Medula Espinal e o Encéfalo; 
- Protegem os centros nervosos; 
- Da camada mais superficial para a mais profunda, as meninges são: 
Dura-máter, Aracnoide-máter e Pia-máter; 
-> As Meninges Espinais recobrem a Medula Espinal e são contínuas 
com as Meninges Encefálicas, que recobrem o Encéfalo. 
- As Meninges Espinais recobrem os Nervos Espinais até o ponto em 
que esses nervos saem da Coluna vertebral pelos Forames 
Intervertebrais; 
A medula espinal também é protegida por um coxim de gordura e 
tecido conjuntivo localizado no espaço extradural, um espaço entre a 
dura-máter e a parede do canal vertebral.
MENINGES
Dura-máter: 
- É a meninge mais superficial das 3; 
- É uma camada espessa e resistente de tecido conjuntivo denso não modelado; 
- A Dura-máter constitui a Paquimeninge/Meninge Espessa, diferente da 
Leptomeninge, que é constituída pela Aracnoide-máter e Pia-máter; 
- Seu tecido é muito rico em fibras colágenas e contém Vasos e Nervos; 
- A Dura-máter do Encéfalo é diferente da Dura-máter Espinal por ser formada por 
2 folhetos, 1 externo e outro interno, dos quais apenas o Folheto Interno continua 
com Dura-máter Espinal; 
- O Folheto Externo adere intimamente aos ossos do Crânio e comporta-se como 
Periósteo destes ossos; 
-> Ao contrário do periósteo de outras áreas, o folheto externo da dura-máter não 
tem a capacidade osteogênica, dificultando a regeneração de fraturas no crânio. 
A Dura-máter, em particular seu folheto externo, é muito vascularizada! No 
Encéfalo, a principal artéria que irriga a Dura-máter é a Artéria Meníngea Média, 
um ramo da Artéria Maxilar. 
- A Dura-máter é ricamente inervada, ao contrário das outras meninges; 
-> Como o Encéfalo não possui terminações nervosas sensitivas, toda a 
sensibilidade intracraniana se localiza na Dura-máter, responsável, assim, pela 
maioria das dores de cabeça. 
MENINGES
Pregas da Dura-máter no Encéfalo: 
- Em algumas áreas, o Folheto Interno da Dura-máter destaca-se do Externo para formar pregas que dividem a cavidade craniana em 
compartimentos; 
- Essas pregas têm função de proteção e sustentação. 
As principais pregas são: 
1. Foice do Cérebro: septo vertical mediano em forma de foice, que ocupa a Fissura Longitudinal do Cérebro separando os 2 hemisférios 
cerebrais; 
2. Tenda do Cerebelo: projeta-se como um septo transversal entre o Lobo Occipital e o Cerebelo. A Tenda do Cerebelo separa a Fossa 
Posterior da Fossa Média do Crânio, dividindo a cavidade craniana em um compartimento superior/supratentorial, e outro inferior/
infratentorial. A Tenda do Cerebelo possui uma borda anterior, denominada Incisura da Tenda, que acomoda e ajusta-se ao Mesencéfalo; 
3. Foice do Cerebelo: pequeno septo vertical mediano abaixo da Tenda do Cerebelo entre os 2 Hemisférios Cerebrais; 
4. Diafragma: pequena lâmina horizontal que fecha superiormente a Sela Túrcica.
MENINGES
Cavidades da Dura-máter: 
- Em determinadas áreas os 2Folhetos da Dura-máter se separam, delimitando cavidades; 
- Uma delas é o Cavo Trigeminal (de Meckel), ou Loja do Gânglio Trigeminal, que contém o Gânglio 
Trigeminal; 
- Outras Cavidades contêm sangue, são revestidas de endotélio e constituem os Seios da Dura-máter. 
Seios da Dura-máter: 
- Os seios da Dura-máter são canais venosos revestidos de Endotélio situados entre os 2 folhetos que 
compõem a Dura-máter Encefálica; 
- Alguns seios apresentam expansões laterais irregulares, as lacunas sanguíneas; 
- Suas paredes são finas, mas são mais rígidas que as das veias e geralmente não se colaram quando 
seccionadas; 
- O sangue proveniente das veias do Encéfalo e do Bulbo Ocular (olho) é drenado para os Seios da Dura-máter 
e destes para as Veias Jugulares Internas; 
Os seios se comunicam com veias da superfície externa no crânio através de Veias Emissárias, que percorrem 
forames ou canalículos nos ossos do crânio. 
Os principais Seios da Abóbada são: 
1. Seio Sagital Superior: ímpar e mediano, percorre a margem de inserção da Foice do Cérebro. Termina na 
protuberância occipital interna, na Confluência dos Seios, formada pelos Seios Sagital Superior, Reto e 
Occipital e pelo início dos Seios Transversos Esquerdo e Direito; 
2. Seio Sagital Inferior: situa-se na margem livre da Foice do Cérebro e termina no Seio Reto; 
3. Seio Reto: localiza-se na união entre a Foice do Cérebro e a Tenda do Cerebelo. Recebe em sua 
extremidade anterior o Seio Sagital Inferior e a Veia Cerebral Magna, terminando na Confluência dos Seios; 
4. Seio Transverso: é par e dispõe-se de cada lado da Tenda do Cerebelo no Osso Occipital. Quando este 
chega à parte Petrosa do Osso Temporal, passa a ser chamado de Seio Sigmóide; 
5. Seio Sigmóide: possui formato de S, continuação do Seio Transverso até o Forame Jugular, onde continua 
diretamente com a Veia Jugular Interna; 
6. Seio Occipital: é muito pequeno e irregular, dispõe-se ao longo da margem de inserção da Foice do 
Cerebelo; 
7. Seio Cavernoso: um dos mais importantes seios da Dura-máter, é uma cavidade bastante grande e 
irregular, situada em cada lado do corpo do Esfenóide e da Sela Túrcica. Drena através dos Seios Petroso 
Superior e Petroso Inferior e se comunica com o Seio Cavernoso do lado oposto pelo Seio Intercavernoso. 
8. Seio Petroso Superior: dispõe-se de cada lado da Tenda do Cerebelo, na Porção Petrosa do Osso 
Temporal. Drena o sangue do Seio Cavernoso e termina próxima à continuação deste com a Veia Jugular 
Interna; 
9. Seio Petroso Inferior: percorre o Sulco Petroso Inferior entre o Seio Cavernoso e o Forame Jugular, e 
termina lançando-se na Veia Jugular Interna. 
MENINGES
Aracnoide-máter: 
- É uma membrana avascular, delgada, constituída por células e delicadas fibras 
elásticas e de colágeno dispostas em um arranjo frouxo; 
- Membrana muito delicada, separada da Dura-máter pelo Espaço Subdural; 
-> Esse espaço contém uma quantidade pequena de líquido (líquido intersticial), 
que é necessário para lubrificação das superfícies de contato entre as 2 
membranas. 
- É separada da Pia-máter pelo Espaço Subaracnóideo; 
-> Esse espaço contém o Líquido Cérebroespinhal/Líquido Cefalorraquidiano/
Líquor. 
- A Aracnoide-máter também contém Trabéculas, que atravessam o espaço para 
se ligarem à Pia-máter, e que são denominadas Trabéculas Aracnóides. Essas 
Trabéculas lembram uma teia de aranha e é daí que o nome de Aracnóide vem. 
-> Essas trabéculas são formadas por Fibras de colágeno e de Fibras elásticas. 
MENINGES
Cisternas Subaracnóideas: 
- As Cisternas Subaracnóideas são dilatações do Espaço Subaracnóideo que 
contêm grandes quantidades de Líquor. 
As Cisternas mais importantes são as seguintes: 
1. Cisterna Cerebelo-Medular/Cisterna Magna: ocupa o espaço entre a face 
inferior do cerebelo e a Face Dorsal do Bulbo e o Tecto do 4º ventrículo. 
Continua caudalmente com o Espaço Subaracnóideo da Medula e liga-se ao 
4º ventrículo pela abertura mediana. Essa cisterna é, de todas, a maior e mais 
importante, sendo também utilizada para obtenção de líquor através de 
Punções Suboccipitais, em que a agulha é introduzida entre o osso Occipital 
e a 1ª vértebra cervical. 
2. Cisterna Pontina: está situada ventralmente à Ponte; 
3. Cisterna Interpeduncular: está localizada na Fossa Interpeduncular; 
4. Cisterna Quiasmática: está situada adiante do Quiasma Óptico; 
5. Cisterna Superior (cisterna da veia cerebral magna): situada 
dorsalmente ao Tecto do Mesencéfalo, entre o Cerebelo e o Esplênio do 
Corpo Caloso; 
6. Cisterna da Fossa Lateral do Cérebro: corresponde à depressão formada 
pelo Sulco Lateral de cada Hemisfério. 
MENINGES
Granulações Subaracnóideas: 
- Em alguns pontos a aracnóide forma pequenos Tufos que 
penetram no interior dos Deios da Dura-máter, constituindo as 
Granulações Aracnóideas, mais abundantes no Seio Sagital 
Superior; 
- As Granulações Aracnóideas levam pequenos 
prolongamentos do Espaço Subaracnóide, verdadeiros 
divertículos deste espaço, nos quais o liquor está separado do 
sangue apenas pelo endotélio do seio e uma delgada camada 
da aracnóide; 
- São estruturas adaptadas à absorção do Líquor, que, neste 
ponto, cai no sangue. 
No adulto e no idoso, algumas granulações se tornam muito 
grandes, constituindo os chamados Corpos de Pacchioni, que 
frequentemente se calcificam e podem deixar impressões na 
Abóbada Craniana. 
 
 
MENINGES
Pia-máter: 
- A Pia-máter é a mais interna das meninges, aderindo intimamente à 
superfície do Encéfalo e da Medula, juntamente de seus sulcos; 
- É uma camada fina e transparente de tecido conjuntivo; 
- É constituída por finas células pavimentosas e cúbicas entrelaçadas com 
Fibras de Colágeno e Fibras Elásticas; 
- Na Pia-máter existem muitos vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e 
nutrientes para o Encéfalo e a Medula Espinal; 
- A Pia-máter possui extensões membranáceas triangulares que suspendem a 
medula espinal, chamadas de Ligamentos Denticulados; 
-> Esses ligamentos denticulados se projetam lateralmente e se fundem com a 
Aracnoide-máter e a Face Interna da Dura-máter entre as raízes anterior e 
posterior dos nervos espinais de ambos os lados. 
-> Os ligamentos denticulados protegem a Medula Espinal contra 
deslocamento abrupto que poderia resultar em lesão medular. 
- Sua porção mais profunda recebe prolongamentos dos Astrócitos do tecido 
nervoso, constituindo a Membrana Pio-glial; 
- A Pia-máter dá resistência aos órgãos nervosos, pois o tecido nervoso é de 
consistência muito mole; 
- A Pia-máter acompanha os vasos que penetram no tecido nervoso a partir do 
Espaço Subaracnóideo, formando a parede externa dos Espaços 
Perivasculares. 
VENTRÍCULOS CEREBRAIS/ENCEFÁLICOS
- Os Ventrículos Cerebrais/Encefálicos são cavidades em que o Líquor é armazenado e é por onde ele percorre no Encéfalo 
também; 
- Os Hemisférios Cerebrais possuem cavidades revestidas de epêndima e contendo Líquido Cérebro-espinhal, os chamados 
Ventrículos Laterais Esquerdo e Direito, que se comunicam com o 3º Ventrículo pelo Forame Interventricular; 
- O 3º Ventrículo localia-se superiormente ao Hipotálamo e entre as metades direita e esquerda do Tálamo; 
- O 4º Ventrículo está localizado entre a Ponte e o Bulbo anteriormente e o Cerebelo, posteriormente.
VENTRÍCULOS CEREBRAIS
Ventrículos Laterais (são 2): 
- Existe 1 Ventrículo Lateral em cada Hemisfério Cerebral (Ventrículos 1 e 2 - Esquerdo e Direito); 
- Os ventrículos laterais são separados anteriormente por uma fina membrana, chamada de Septo Pelúcido; 
- Cada um apresenta uma Parte Central e 3 Cornos: 
1. Corno Anterior -> projeta-se para o Lobo Frontal. 
2. Corno Posterior -> projeta-se para o Lobo Occipital. 
3. Corno Inferior -> projeta-se para o Lobo Temporal.
- Se comunica com o 3º Ventrículo (III Ventrículo) pelo Forame Interventricular (ou de Monro). 
VENTRÍCULOS CEREBRAIS
III Ventrículo: 
- O Terceiro Ventrículo é uma cavidade localizada no centro do Diencéfalo; 
- Se comunica com o Quarto Ventrículo (IV Ventrículo) peloAqueduto cerebral/Aqueduto de Sylvius/Canal Mesencefálico/
Aqueduto do Mesencéfalo. 
VENTRÍCULOS CEREBRAIS
IV Ventrículo: 
- Está localizado entre a Ponte e o Bulbo ventralmente, e o Cerebelo, 
posteriormente; 
- A cavidade do Quarto Ventrículo se prolonga de cada lado para formar os 
Recessos Laterais, situados na superficie posterior do Pedúnculo Cerebelar 
Inferior; 
- Estes recessos se comunicam com o Espaço Subaracnóideo por meio das 
Aberturas Laterais do IV Ventrículo (Forames de Luschka); 
- Há Também uma Abertura Mediana do IV Ventrículo (Forame de Magendie). 
-> Por meio dessas cavidades o Líquido Cérebro-espinhal (LCE) passa da 
cavidade ventricular para o Espaço Subaracnóideo. 
-> Quando o Líquor passa pelas 2 Aberturas Laterais (de Luschka), ele entra no 
Espaço Subaracnóideo e circunda o Cérebro e a Medula Espinal. 
-> Quando o Líquor passa pela Abertura Mediana (de Magendie), ele entra 
diretamente na Cisterna Magna, que está localizada entre o Bulbo e o Cerebelo. 
Da Cisterna Magna, o LCE também se distribui pelo Espaço Subaracnóideo. 
LÍQUOR
- O líquor ou líquido cérebro-espinhal é um fluido aquoso e incolor que ocupa o Espaço Subaracnóideo e as Cavidades 
Ventriculares; 
- A função primordial do Líquor é de Proteção Mecânica do SNC; 
Seguindo o Princípio de Pascal, qualquer pressão ou choque em um ponto com a presença do Líquor se distribuirá igualmente, 
reduzindo o impacto. 
- A partir de punções lombares, pode-se medir a pressão do líquor ao ser colhido uma quantidade deste; 
- O líquor normal do adulto é límpido (transparente, puro) e incolor; 
- O volume total de líquor é de 80 a 150 ml em um adulto; 
- O líquor é constituído por alguns leucócitos e poucos cátions (Na+, K+, Ca2+, Mg2+) e ânions (Cl− e HCO3−); 
- O líquor renova-se completamente a cada 8 horas. 
LÍQUOR
Formação do Líquor/Líquido Cerebrospinal: 
- O líquor é formado pelos Plexos Corióides/Corióideos (redes de capilares 
sanguíneos nas paredes dos ventrículos) e pelo Epêndima das paredes 
ventriculares; 
- Células Ependimárias unidas por junções de oclusão recobrem os capilares 
dos Plexos Corióides; 
- Determinadas substâncias (principalmente água) provenientes do plasma 
sanguíneo são filtradas pelas Células Ependimárias e estas secretam as 
substâncias filtradas para produzir o Líquor; 
-> A formação do Líquor envolve transporte ativo de Na+ e Cl- pelas Células 
Ependimárias dos Plexos Corióides, acompanhando a quantidade certa de 
água necessária e a manutenção do equilíbrio osmótico; 
- Os Plexos Corióides estão presentes nas paredes dos ventrículos e os 
principais ventrículos que contribuem para a formação do Líquor são os 
Ventrículos Laterais; 
- A capacidade secretória das Células Ependimárias é bidirecional e é 
responsável pela produção contínua de Líquor e transporte de metabólitos do 
tecido nervoso para o sangue; 
- A capacidade das Células Ependimárias filtrarem determinadas substâncias 
caracteriza uma barreira entre o sangue e o Líquor, ao permitir a entrada de 
certas substâncias e impedir a entrada de outras, protegendo o Encéfalo e a 
Medula Espinal contra substâncias potencialmente deletérias provenientes do 
sangue. 
Essa barreira é formada principalmente pelas Junções de Oclusão das Células 
Ependimárias! 
LÍQUOR
Formação do Líquor/Líquido Cerebrospinal: 
- O líquor é formado pelos Plexos Corióides/Corióideos (redes de capilares 
sanguíneos nas paredes dos ventrículos) e pelo Epêndima das paredes 
ventriculares; 
- Células Ependimárias unidas por junções de oclusão recobrem os capilares 
dos Plexos Corióides; 
- Determinadas substâncias (principalmente água) provenientes do plasma 
sanguíneo são filtradas pelas Células Ependimárias e estas secretam as 
substâncias filtradas para produzir o Líquor; 
-> A formação do Líquor envolve transporte ativo de Na+ e Cl- pelas Células 
Ependimárias dos Plexos Corióides, acompanhando a quantidade certa de 
água necessária e a manutenção do equilíbrio osmótico; 
- Os Plexos Corióides estão presentes nas paredes dos ventrículos e os 
principais ventrículos que contribuem para a formação do Líquor são os 
Ventrículos Laterais; 
- A capacidade secretória das Células Ependimárias é bidirecional e é 
responsável pela produção contínua de Líquor e transporte de metabólitos do 
tecido nervoso para o sangue; 
- A capacidade das Células Ependimárias filtrarem determinadas substâncias 
caracteriza uma barreira entre o sangue e o Líquor, ao permitir a entrada de 
certas substâncias e impedir a entrada de outras, protegendo o Encéfalo e a 
Medula Espinal contra substâncias potencialmente deletérias provenientes do 
sangue. 
Essa barreira é formada principalmente pelas Junções de Oclusão das Células 
Ependimárias! 
LÍQUOR
Circulação do Líquor/Líquido Cerebrospinal: 
- O Líquor formado nos Plexos Corióides de cada Ventrículo Lateral flui para o 
Terceiro Ventrículo através de 2 aberturas, os Forames Interventriculares; 
- Do terceiro ventrículo, o Líquor flui para o Quarto Ventrículo através do 
Aqueduto do Mesencéfalo, que atravessa o Mesencéfalo; 
-> O plexo Corióide do quarto ventrículo contribui com mais líquor. 
- O líquor chega ao Espaço Subaracnóideo através de 3 aberturas presentes no 
Quarto Ventrículo: 1 Abertura Mediana (de Magendie) e 2 Aberturas Laterais 
(de Luschka). 
- A seguir, o Líquor circula no Canal Central da Medula Espinal e no Espaço 
Subaracnóideo em torno da superfície do Encéfalo e da Eedula Espinal;
LÍQUOR
Absorção do Líquor/
Líquido Cerebrospinal: 
- O Líquido Cerebrospinal é gradualmente 
reabsorvido para o sangue através das 
granulações aracnóideas, extensões 
digitiformes da aracnoide-máter que se 
projetam para os seios venosos da dura-máter, 
especialmente o Seio Sagital Superior; 
- Normalmente, o Líquido Cerebrospinal é 
reabsorvido tão rapidamente quanto é 
formado pelos Plexos Corióides, em uma taxa 
de aproximadamente 20 mℓ/h (480 mℓ/dia); 
-> Como as taxas de formação e reabsorção são 
iguais, a pressão do líquido cerebrospinal é, 
normalmente, constante. Pelo mesmo motivo, o 
volume de líquido cerebrospinal permanece 
constante.
HIDROCEFALIA
- Existem processos patológicos que interferem na produção, circulação e absorção do Líquor, causando Hidrocefalia; 
- Essa patologia se caracteriza por um aumento da quantidade e da pressão do Líquor, levando a uma dilatação dos ventrículos 
e compressão do Tecido Nervoso de encontro ao osso; 
- O acúmulo anormal de LCS pode ser consequente à obstrução do fluxo de LCS ou alteração da produção e/ou reabsorção do 
LCS; 
- Pode ocorrer aumento da produção de Líquor ou deficiência na absorção do líquor devido a processos patológicos dos Plexos 
Corióides ou das Granulações Aracnóideas; 
- Pode ocorrer devido a obstruções do Forame Interventricular - provoca dilatação do Vent. Lateral -, do Aqueduto do 
Mesencéfalo - provoca dilatação do 3º Ventrículo e do Vent. Lateral -, das Aberturas Laterais (de Luschka) e Abertura Mediana 
(de Magendie) - provoca dilatação em todo o sistema ventricular -, da Incisura da Tenda - também provoca dilatação de todo o 
sistema ventricular; 
- Hidrocefalia pode ocorrer em decorrência de anomalias congênitas do Sistema Ventricular. Nesses casos, como os ossos do 
crânio ainda não estão soldados, há grande dilatação da cabeça da criança, o que frequentemente dificulta o parto; 
O tratamento mais comum da hidrocefalia é a colocação cirúrgica de uma derivação (shunt), que consiste em uma inserção de um 
cateter em um ventrículo através de um pequeno orifício no crânio e tunelização desse cateter sob a pele até a conexão com uma 
válvula colocada sob a pele no ápice da cabeça ou através da orelha que ajusta a pressão do LCS e que mantém o fluxo 
unidirecional do LSC e com um cateter de efluxo que está conectado com a válvula e colocado sob a pele e é avançado para a 
cavidade peritoneal, onde o LCS é absorvido para o sangue pelo sistema circulatório. 
- Em adultos, a hidrocefalia pode ocorrer após traumatismo craniano, meningite ou hemorragiasubaracnóidea. Como os ossos 
do crânio adulto estão fundidos, essa condição pode se tornar potencialmente fatal em pouco tempo e exige intervenção 
imediata. 
REFERÊNCIAS
MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, Mark G. Embriologia Clínica. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020; 
MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015; 
Tortora, G. J., & Derrickson, B. H. Princípios de Anatomia e Fisiologia (15a ed.) 
(63) 98489-0705 @pedronbizinoto

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