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ECONOMIA MARXISTA II A taxa de lucro (Livro III, cap. 2) “O capitalista adianta o capital 
global sem levar em conta os diferentes papéis que seus componentes desempenham na 
produção de mais-valia. Ele adianta todos esses componentes por igual não só para 
reproduzir o capital adiantado, mas para produzir um excedente de valor sobre o mesmo. 
Ele só pode transformar o valor do capital variável que adianta num valor mais alto 
mediante sua troca por trabalho vivo, mediante exploração de trabalho vivo. Mas ele só 
pode explorar o trabalho ao adiantar, ao mesmo tempo, as condições para a realização 
desse trabalho: meios de trabalho e objeto de trabalho, maquinaria e matéria-prima [...].” (C, 
III, p. 33) A taxa de lucro “Ao capitalista é indiferente considerar a questão como se ele 
adiantasse o capital constante para extrair lucro do capital variável, ou se adiantasse o 
capital variável para valorizar o capital constante; como se gastasse dinheiro em salários 
para dar um valor mais alto a máquinas e matérias-primas, ou se adiantasse o dinheiro em 
maquinaria e matérias-primas para poder explorar o trabalho. Embora só a parte variável do 
capital produza mais-valia, só a produz se também as outras partes forem adiantadas, as 
condições de produção do trabalho. “Como o capitalista só pode explorar o trabalho por 
meio de adiantamento do capital constante, e como ele só pode valorizar o capital constante 
mediante adiantamento do variável, ambos coincidem por igual em sua imaginação, e isso 
tanto mais quanto o verdadeiro grau de seu lucro não for determinado pela relação com o 
capital variável, mas com o capital global, não pela taxa de mais-valia, mas pela taxa de 
lucro [...].” (p. 33-34) “A mais-valia, respectivamente o lucro, consiste exatamente no 
excedente do valor-mercadoria sobre seu preço de custo, isto é, no excedente da soma 
global de trabalho contido na mercadoria sobre a soma de trabalho pago contida nela. A 
mais-valia, qualquer que seja sua origem, é, de acordo com isso, um excedente sobre o 
capital global adiantado. Esse excedente está, portanto, numa relação com o capital global 
que se expressa na fração m/C [...].” (p. 34) Taxa de lucro: onde: m = massa de mais-valia C 
= capital total c = capital constante v = capital variável A taxa de mais-valia mede o grau de 
valorização do capital variável; ou expressa o grau de exploração da força de trabalho. A 
taxa de lucro mede a rentabilidade do capital; ou “expressa o grau de valorização de todo o 
capital adiantado” (p. 36). Taxa de lucro e taxa de mais-valia “Mais-valia e taxa de mais-valia 
são, em termos relativos, o invisível e o essencial a ser pesquisado, enquanto a taxa de 
lucro e, portanto, a forma da mais-valia como lucro se mostram na superfície dos 
fenômenos.” (p. 34) Ex.: Sejam: C = 1.000 c = 600 v = 400 m’ = 75% No denominador da 
fórmula, considera-se o capital adiantado. • Ao capitalista individual a única coisa que 
interessa é a relação entre a mais-valia e o capital total adiantado. • Embora a mais-valia se 
origine no processo de produção direto, ela só se realiza no processo de circulação, e 
ganha a aparência de se originar no processo de circulação tanto mais facilmente quanto na 
realidade, dentro da concorrência, no mercado real, depende das relações de mercado se 
esse excedente é realizado ou não, e em que grau (p. 34). Considerações sobre a taxa de 
lucro “[...] a relação determinada e a conexão intrínseca desse excedente com os 
componentes específicos do capital não só não lhe interessam, mas é de seu interesse 
tornar nebulosa essa relação determinada e essa conexão intrínseca.” (p. 34) • A taxa de 
lucro desenvolve a mistificação da relação-capital: “Pelo fato de que todas as partes do 
capital aparecem igualmente como fontes de valor excedente (lucro), a relação-capital é 
mistificada.” (p. 35) “O que a taxa de lucro mostra enquanto tal é, antes, uma relação 
uniforme do excedente com partes de igual grandeza do capital, que, desse ponto de vista, 
não apresenta diferenças internas, salvo a existente entre capital fixo e circulante.” (p. 37) 
“Embora a taxa de lucro seja numericamente diferente da taxa de mais-valia, enquanto 
mais-valia e lucro sejam de fato o mesmo, sendo também numericamente iguais, o lucro é, 
no entanto, uma forma transmutada da mais-valia, uma forma em que sua origem e o 
segredo de sua existência são velados e apagados. De fato, o lucro é a forma fenomênica 
da mais-valia, tendo esta de ser primeiro revelada mediante análise daquele. Na mais-valia, 
a relação entre capital e trabalho está posta a nu; na relação entre capital e lucro [...] o 
capital aparece como relação consigo mesmo, uma relação em que ele, como soma original 
de valor, se distingue de um valor novo, por ele mesmo posto. Que ele produz esse valor 
novo durante seu movimento através do processo de produção e do processo de circulação, 
isso está na consciência. Mas como isso ocorre, está mistificado e parece provir de 
qualidades ocultas, inerentes a ele.” (p. 37-38)