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Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências da Saúde Departamento de Farmácia Industrial DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA Profª. Drª. Carine Viana Silva Santa Maria, 2013. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Introdução à Deontologia Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 Conceitos jurídicos 2 3 Direito sinônimo de regra, norma, lei. Direito natural: são as leis não codificadas. Direito espontâneo, que se origina da própria natureza social do homem e que é revelado pela conjugação da experiência e razão. Ex: vida e liberdade. Direito positivo: princípios e regras que regem a vida social de determinado povo em determinada época. Abrange toda a disciplina da conduta humana e inclui as leis votadas pelo poder competente, os regulamentos e as demais disposições normativas. 4 Fontes de direito Meios pelos quais se formam ou pelos quais se estabelecem as normas jurídicas. • Fontes diretas ou imediatas (que são a lei e o costume) • Fontes indiretas ou mediatas (que são doutrina e a jurisprudência). 5 Lei Toda regra jurídica, escrita ou não (abrange os costumes e todas as normas formalmente produzidas pelo Estado), fonte primordial de direito, é um preceito comum e obrigatório. Medida provisória ato unipessoal do presidente da República, com força de lei, sem a participação do Poder Legislativo, com o pressuposto da urgência e relevância Decreto atos administrativos da competência dos chefes dos poderes executivos (presidente, governadores e prefeitos). Tem efeitos regulamentar ou de execução. 6 Portaria documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, normas de execução de serviço, nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação da sua competência. Resolução norma jurídica destinada a disciplinar assuntos do interesse. O quorum exigido para a sua aprovação é a maioria simples e a sua sanção, promulgação e publicação ficam a cargo do presidente do respectivo órgão que a produziu. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Portarias Ministérios Secretarias estaduais Secretarias municipais Resoluções ANVISA CFF Comissões RegulamentaçãoLei Decreto Aprovação Plenário Projeto de lei aprovado Aprovação Sanção do executivo Iniciativa Aprovação Execução 9 Profissional Sanitária Constituição da república federativa do Brasil Lei 3830/1960 Decreto 85878/81 Resoluções do CFF Leis 5991/73 e 6360/76 Decretos 74170/74 e 79094/77 Portarias e resoluções 10 Número Ementa Quem assina Considerandos 11 12 Texto: disposições ordenadas em tópicos, com a finalidade de facilitar a interpretação. TÍTULO CAPÍTULO SEÇÃO ARTIGO: Unidade básica da lei. Cada artigo deve se referir a apenas um tema que, quando muito complexo, pode ser organizado em parágrafos, incisos, alíneas e itens. Caput: nome dado ao dispositivo inicial, que contém a idéia central do artigo, quando desdobrado em parágrafos, incisos, alíneas e itens. Parágrafo (§): são usados para expandir, restringir ou detalhar a ideia enunciada no caput do artigo. Parágrafo único Inciso (I): usados para exprimir enumerações relacionadas ao caput do artigo ou ao parágrafo. Alínea (a) e itens: desdobramento dos incisos ou dos parágrafos. São representadas por letras minúsculas, acompanhadas de parênteses. Um artigo também pode se desdobrar diretamente em alíneas, sem a necessidade de incisos ou parágrafos. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 Texto: TÍTULO, CAPÍTULO, SEÇÃO, ARTIGO (Art. 1º), Parágrafo (§ 1º), Parágrafo único, Item ou inciso (I), Alínea (a) 14 Texto: TÍTULO, CAPÍTULO, SEÇÃO, ARTIGO (Art. 1º), Parágrafo (§ 1º), Parágrafo único, Item ou inciso (I), Alínea (a) 15 CAPÍTULO I Do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia ... Art. 6 - São atribuições do Conselho Federal: ... g) expedir as resoluções que se tornarem necessárias para a fiel interpretação e execução da presente lei; .... Lei nº3.820 de 11 de novembro de 1960 DOU de 21/11/1960 Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras Providências. O Presidente da República: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: ... Alínea Artigo PRESSUPOSTOS AO EXERCÍCIO DE UMA PROFISSÃO 16 Pressupostos ao exercício de uma profissão • Formação profissional • Capacitação profissional • Competência profissional • Habilitação legal • Amparo legal • Conduta moral • Conduta ética • Formação farmacêutica • Capacitação farmacêutica • Competência farmacêutica • Habilitação legal farmacêutica • Amparo na legislação profissional e sanitária • Conduta moral • Ética profissional 18 Regida pelos princípios morais e éticos em vigência na sociedade, em um período determinado da história, considerando ainda a tradição, as particularidades e peculiaridades de cada profissão em questão. Conjunto de valores, atitudes e posturas que um indivíduo deve apresentar durante o exercício de sua profissão, objetivando moldar ou modelar a conduta e a postura profissional por meio do exercício de direitos, deveres e proibições. Deontologia UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI MORAL E ÉTICA: UMA DISTINÇÃO NECESSÁRIA 19 Moral x Ética: etimologia Ética Deriva do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. Moral Origem no latim mores, significando costumes. Moral x Ética: dicionário Aurélio Ética é o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto. Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Moral x Ética: filosofia Ética o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo-sociedade. Moral conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes e valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. A moral é normativa, a ética é teórica . Ética x Lei? • A ética não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. • Nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas. • Salvo a falta ÉTICA PROFISSIONAL apurada em processo ético disciplinar instaurado pelo conselho de classe quando há uma conduta que transgride o código de ética profissional. • A lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética. Ética profissional A maioria das profissões têm o seu próprio código de ética profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da ética, frequentemente incorporados à lei pública. Nesses casos, os princípios éticos passam a ter força de lei. O seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas pela sociedade profissional, como censura pública e suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 25 Regida pelos princípios morais e éticos em vigência na sociedade, em um período determinado da história, considerando ainda a tradição, as particularidades e peculiaridades de cada profissão em questão. Conjunto de valores, atitudes e posturas que um indivíduo deve apresentar durante o exercício de sua profissão, objetivando moldar ou modelar a conduta e a postura profissional por meio do exercíciode direitos, deveres e proibições. Deontologia Deontologia... DIREITOS DEVERES PROIBIÇÕES ...em uma profissão ou ofício! 27 Importância do respeito aos códigos de Deontologia Estabelecer a supremacia da ordem moral, ética e normativa sobre as demais menos nobres e menos altruístas. “Os fins não justificam os meios”. Impedir a degeneração de valores, dos bons costumes e das boas práticas. Fornecer os princípios filosóficos para: • Formação e consolidação do caráter • Desenvolvimento e aperfeiçoamento de valores como humanidade e cidadania • Enriquecimento intelectual • Satisfação pessoal e profissional • Segurança no exercício profissional • Contribuição à sociedade HIERARQUIA DAS LEIS 28 29 HIERARQUIA DAS LEIS 30 A pirâmide normativa UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 31 32 NORMAS CONSTITUCIONAIS são consideradas de primeira ordem NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS função de buscar a realização das normas constitucionais. NORMAS INFRALEGAIS Normas regulamentares. Finalidade de buscar a realização das normas infraconstitucionais, que são as leis em geral. 33 Constituição = Lei suprema do Estado � nela que se encontra a própria estruturação deste e a organização de seus órgãos; é nela que se acham as normas fundamentais do Estado. Decretos presidenciais = não podem contrariar a lei, seja ela ordinária ou complementar, e também não podem contradizer a Constituição. Portarias = atos normativos de auxiliares (ministros, secretários estaduais e municipais) do dirigente máximo em uma unidade da federação (presidente, governador, prefeito) � não podem contrariar decretos, leis e a Constituição. 34 Se houver conflito entre as normas, o Judiciário é o poder encarregado de definir a melhor aplicação das mesmas segundo o ordenamento constitucional. Algumas leis também precisam de decretos para melhor descrever sua execução. Quanto menor um ato na escala hierárquica, mais detalhamento e efetividade este terá em relação à normativa superior. Quanto maior a hierarquia de uma norma menos detalhista ela é quanto à consecução de seus objetivos A Constituição tem muitos dispositivos que não são autoexplicáveis e autoexecutáveis sem que normas inferiores ditem as regras para sua aplicação. Antinomias Cabe ao profissional farmacêutico a correta interpretação das normas e o desafio de eliminar os eventuais conflitos. Critério cronológico: no caso de duas normas incompatíveis, prevalece a norma posterior. Critério hierárquico: entre duas normas incompatíveis, prevalece a hierarquicamente superior. Critério de especialidade: entre duas normas incompatíveis, uma de caráter geral e outra especial (ou excepcional), esta última prevalece. 36 Regras básicas para análise e ordenação das normas jurídicas. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 37 Classificação das normas jurídicas por nível de vinculação e espécie normativa Constituição Conjunto de regras e preceitos considerados direitos fundamentais dos indivíduos e das coletividades, estabelecidos pela soberania de um povo para servir de base à sua organização política, social e econômica, e firmar direitos e deveres de cada um de seus componentes. Constituição Federal = Unidade Federativa Estado-membro: Constituição Estadual Lei orgânica dos Municípios **Lei Fundamental, Lei Magna, Carta Magna, Carta Constitucional, Código Supremo, Estatuto Básico, Lei das Leis. Emenda constituicional • Na prática, a emenda constitucional é equivalente à própria Constituição, na medida em que as emendas à Constituição integram-se à mesma e, portanto, continuam ocupando o primeiro grau na hierarquia das leis com a Constituição de que fazem parte. Lei complementar Para complementar as normas previstas na Constituição. Para aprovar uma Lei Complementar exige- se quórum especial, pois exige sua aprovação por MAIORIA ABSOLUTA!!! **Devido a sua função de complementar os ordenamentos constitucionais é reconhecida pela maioria dos autores como hierarquicamente superior às Leis Ordinárias. Lei ordinária ou comum É a norma jurídica elaborada pelo Poder Legislativo em sua atividade comum e típica, votada mediante processo ordinário e sujeita à sanção ou ao veto presidencial. Exemplos: Lei do Inquilinato Lei de Acidentes de Trabalho Códigos e consolidações: integração e sistematização de leis ordinárias pré-existentes, visando facilitar a compreensão e o acesso do público. Exemplos: Código de Defesa do Consumidor (CDC) Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 42 O fluxo simplificado do processo legislativo de um projeto de lei ordinária. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Leis especiais • As leis especiais, em razão de serem específicas, adquirem uma hierarquia superior quando conflitantes com as normas gerais. Exemplo: prevalecerá a Lei do Inquilinato quando dispuser de uma determinada forma, contrapondo-se aos dispositivos do Código Civil, naquelas relações jurídicas que visa proteger, desprezando-se, por consequência, os artigos conflitantes do Código Civil. Medidas provisórias • A Medida Provisória, editada pelo Presidente da República, tem força de lei durante 30 dias. Neste prazo deverá ser rejeitada ou transformada em lei pelo Poder Legislativo, ou então reeditada por mais 30 dias. Decretos Os decretos são decisões de uma autoridade superior, com força de lei, para disciplinar um fato ou uma situação particular. Não pode contrariar a lei, mas pode regulamentá-la � pode explicitá-la, aclará- la ou interpretá-la � respeitados os seus fundamentos, objetivos e alcance. Resolução Proposição de caráter normativo, editada por autoridades de alto escalão (Secretários de Estado) ou por dirigente de órgão colegiado (Diretor-Presidente da Anvisa, Presidente do CFF). Dão origem a uma série de documentos legais, de explicitação e execução da lei, como instruções normativas, regulamentos técnicos, etc. Resoluções ANVISA • Resolução da Diretoria Colegiada (RDC): expressa decisão para fins normativos ou de intervenção. • Resolução (RE): utilizada para fins autorizativos, homologatórios, certificatórios, cancelatórios, de interdição, de imposição de penalidades específicas contra propaganda que infringe a legislação sanitária e afim. Portaria Ato administrativo que visa a definir instruções acerca da aplicação da lei, tais como diretrizes operacionais, modelos organizacionais e ações de avaliação, controle e fiscalização. Exemplos: • portarias outorgadas pela Anvisa • portarias interministeriais UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 49 Exemplos de normas constitucionais que incidem no exercício da Farmácia no Brasil. 50 Exemplos de leis complementares constitucionais que incidem no exercício da Farmácia no Brasil. 51 Exemplos de leis ordinárias que incidem no exercício da Farmácia no Brasil. 52 Exemplos de normas primárias que incidem no exercício da Farmácia no Brasil. 53 Exemplos de normas secundárias que incidem no exercício da Farmácia no Brasil. 54 Referências: Silvia Teodoro de Oliveira - Tópicos Em Deontologia e Legislação Para Farmacêuticos. Editora Coopmed, Belo Horizonte, 2009. Vieira, Jair Lot. Código de ética e legislação do farmacêutico. Editora: Edipro. Bauru, SP. 2009. www.anvisa.gov.br www.cff.gov.br www.crfrs.gov.br www.ms.gov.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI História da Farmácia Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 Introdução Na pré-história o homem já fazia o uso de plantas para a cura de doenças. – Medicina Primitiva: Baseava-se em crenças e ritos mágicos aliada ao uso de Plantas Medicinais Até hoje xamãs usam determinadas plantas para provocar alucinações ou para curar. • China – 3.700 anos a.C. – Tratado Médico mais antigo escrito pelo ImperadorShen Nung • Para uma determinada enfermidade havia uma planta que seria um remédio • Conforme a lenda, ele podia observar os efeitos de seus preparados no organismo por ter o abdômen transparente. Farmácia na China Antiga Imperador Shen Nung Tabua Sumérica • Mesopotâmia – 3.000 anos a.C. – Tabua de argilas gravadas com escritas cuneiformes contendo 15 receitas medicinais descoberta em Nippur. – Biblioteca do Palácio Real de Elba (Siria) • Descobertas em 1974-1975 • 20.000 Tabuinhas de argila – Informações de medicamentos – Nos escritos sumérios há referências à erva-doce, beldroega e alcaçuz Ruinas de Nippur • Egito – Papiros Médicos • escrita hierática • conhecidos 14 rolos – Império Antigo – Império Médio – PAPIRO KAHUN • 1850 a.C. • Papiro ginecológico – Teste de Gravidez – Método de Contracepção » mistura à base de fibras vegetais e de espinhos de acácia moídos » espinhos são ricos em ácido lático, que é tóxico para os espermatozoides. PAPIRO SMITH –Descoberto por Edwin Smith (1822-1906) –Descreve tratamentos cirúrgicos –Instruções para o tratamento de feridas, fraturas e luxações Papiro de SMITH Egito UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI • PAPIRO EBERS – Papiro mais importante para a história da Farmácia – 1550 a.C. (século XVI a. C.) – Descoberto por Georg Moritz Ebers (1837-1898) em Luxor, em 1873 – Delineia tratamentos mágicos, mecânicos e farmacológicos. »20 metros »7000 Substâncias medicinais »811 Fórmulas Papiro de EBERS Egito • Egito – Fraturas • talas e bandagens. – Curativos (unguentos) • utilizavam plantas, animais e minerais – Plantas (125 no papiro de Ebers) » Zimbro, linhaça, romã, erva-doce, folhas do sene, rícino, alho, papoula, acácia, cebola, figo, sementes de linho, açafrão, mirra, alface, Aloe vera. – Produtos animais » carne (para curar feridas), o mel (como antisséptico local), a cera, a teia de aranha (desinfetante), a gordura de vaca, o leite de burra, as vísceras de porco – Produtos Minerais » Sais de Chumbo Atharva Veda • Índia – Medicina Hindu – Atharva Veda • 2500 a.C. • Plantas medicinais • Eram usadas basicamente de duas formas: como elemento para limpar o corpo, estimulando suas secreções e como sedativo. – Na Antiguidade a Medicina e a Farmácia eram uma só profissão – Na antiga Roma começou a separação daqueles que diagnosticavam a doença, daqueles que misturavam matérias para produzir porções de cura – Teofrasto (371 a. C. – 287 a.C.)(Grego) • discípulo de Aristóteles, foi o primeiro botânico conhecido e destacou-se como estudioso de plantas medicinais. – Dioscodides (I d.C.)(Grego) • Elaborou o guia De Materia Medica, (precursora das farmacopeias) – apresenta a descrição do uso de centenas de plantas medicinais e outros preparados de origem animal e mineral. Grécia e Roma Grécia e Roma Hipócrates (460 a 377 a.C.) (Grego) – Pai da Medicina – Fundamentou a sua na teoria dos quatro humores corporais (sangue, fleuma - pituíta, bílis amarela e bílis negra). – Relacionando a quantidade dessas substâncias presentes no corpo, encontrar-se-ia o estado de equilíbrio (eucrasia) ou a doença e dor (discrasia). • Galeno (130 a 200 d.C.) (Pai da Farmácia) – Nasceu na Turquia, mas destacou-se em Roma – Combatia as doenças por meio de substâncias ou compostos que se opunham diretamente aos sinais e sintomas das enfermidades. – É precursor da ALOPATIA. – Destacou-se pela prática de testar remédios, criando muitos métodos extrativos ainda hoje associados a produtos referidos como galênicos – Suas obras constam de cerca de quatro centenas e meia de referências a fármacos – Escreveu mais de 200 obras, sendo que cerca de 100 são hoje reconhecidas como de sua autoria. Grécia e Roma UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Galeno • Elaborou uma lista de remédios vegetais, conhecidos como "galênicos", a maioria dos quais era composta com vinho. • Observador e metódico, classificou e usou magistralmente as ervas. • Fazia preparações denominadas "teriagas" feitas com vinho e ervas. • Theophrastus Bombastus von Hohenheim, (1.493–1.541) – PARACELSUS • Suiço • Desenvolveu vários de métodos extrativos • Obra – Das Virtudes das Plantas, Raízes e Sementes • Samuel Hahnemann(1.755 – 1.843) – Pai da Homeopatia – Alemão A Profissão Farmacêutica • AVICENA (980-1037d.C) (Galeno Persa) • contribuiu para às ciências farmacêuticas, chegando a montar uma botica dentro de sua própria casa, onde atendia os necessitados. A primeira Farmácia Pública de que se tem notícia foi fundada em Bagdá, pôr ordem do Califa ALIMAZUR, no ano de 776 d.C. • O Boticário – A arte do boticário sempre foi associada ao mistério; acreditava-se que os práticos tinham alguma conexão com o mundo dos espíritos e, dessa forma, intermediavam o visto e o não-visto. A crença de que poções medicamentosas tinham poderes mágicos significava que sua ação, para o bem ou para o mal, não dependia unicamente das suas qualidades naturais. – o boticário tribal era temido, respeitado, acreditado, confiado, algumas vezes desconfiado, admirado e reverenciado. Por meio de suas poções, acreditava-se que os contatos espirituais fossem feitos, sendo a cura ou o fracasso da terapia dependente desse contato A Profissão Farmacêutica • O termo farmácia vem do grego pharmakon (φάρµακον), que deu origem a fármaco, farmácia e tinha duplo significado: medicamento e veneno. • No século II, os árabes fundaram a primeira escola de farmácia de que se tem notícia, criando inclusive uma legislação para o exercício da profissão. • A partir do século X, foram criadas as primeiras boticas - ou apotecas - na Espanha e na França. Eram as precursoras das farmácias atuais. • Cabia aos boticários conhecer e curar as doenças, e para o exercício da profissão deviam cumprir uma série de requisitos e ter local e equipamentos adequados para a feitura e guarda dos remédios. A Profissão Farmacêutica • A farmácia foi oficialmente separada da medicina em 1240 d.C., quando um decreto do imperador Frederico II, da Alemanha, regulamentou a prática da farmácia dentro de parte de seu reino, chamado Duas Sicílias. • Os farmacêuticos passaram a ser obrigados a prestar juramento quanto à preparação de medicamentos confiáveis e de qualidade uniforme, de acordo com a arte. • No século XVI, o estudo dos medicamentos ganhou impulso notável, com a pesquisa sistemática dos princípios ativos das plantas e dos minerais capazes de curar doenças. A Profissão Farmacêutica UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI • Louis Pasteur (1822 – 1895) – Em 1861, colocou fim aos argumentos sobre “Geração espôntanea” com uma série de experimentos que demonstraram que: • “Os microorganismos estavam presentes no ar e podiam contaminar soluções estéreis, embora o próprio ar por si não criasse micróbios” • Século XIX: médicos, farmacêuticos e químicos começaram a desenvolver técnicas voltadas para o estudo das substâncias responsáveis pelas atividades farmacológicas, ou seja, os fármacos; • Com o tempo, foi implantada no mundo a INDÚSTRIA FARMACÊUTICA A Profissão Farmacêutica • Durante a 1a Guerra Mundial (1914 -1919), desenvolve-se a terapia antimicrobiana com avanços significativos em quimioterapia, antibioticoterapia e imunoterapia. • No período da 2a Guerra Mundial (1939 -1945), começaram as pesquisas sobre guerra química que resultaram no descobrimento dos primeiros antineoplásicos. • As últimas décadas do século passado (XX) foram decisivas no descobrimento de fármacos a partir da aplicação de conceitos de genética molecular, genômica, proteômica e informática. • A biotecnologia e a tecnologia farmacêutica emergiram como poderosos instrumentos para romper com os limites terapêuticos estabelecidos. A Profissão Farmacêutica • A taça com a serpente nela enrolada é internacionalmente conhecida como símbolo da profissão farmacêutica. • Sua origemremonta à antiguidade, sendo parte das histórias da mitologia grega. Poder (cobra) da cura (taça). O Símbolo da Farmácia • Na mitologia grega Hígia era a filha de Esculápio (Asclepius). • Deusa da saúde, limpeza (daí a raiz da palavra higiene) e da sanitariedade, e exercia uma importante parte no culto do pai. • Asclepius = associado diretamente com a cura • Hígeia = associada com a prevenção da doença e a continuação da boa saúde. • Serpente de Epidauro = um dos templos dedicado a Esculápio. O Símbolo da Farmácia Asclepius Hygeia • A cobra é denominada Serpente de Epidauro, um dos templos dedicado a Esculápio. • Serpente = simboliza a sabedoria, a imortalidade e a cura. • A taça é uma variante do símbolo da serpente, significando a cura por meio daquilo que se ingere, ou seja, pelos medicamentos O Símbolo da Farmácia • Dois irmãos gêmeos, um médico e o outro farmacêutico, que atendiam os pacientes sempre em conjunto e sem cobrar um centavo pelo serviço prestado. Cosme, como médico, diagnosticava e prescrevia o tratamento. Enquanto Damião, desempenhando o papel de farmacêutico, preparava os medicamentos que deveriam ser administrados. 24 UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI A História da Farmácia no Brasil • O primeiro boticário no Brasil foi Diogo de Castro, trazido de Portugal por Thomé de Souza (governador geral nomeado pela coroa portuguesa) • Os jesuítas que vieram para o Brasil colocavam em seus colégios de catequização uma pessoa para cuidar dos doentes e outra para preparar os remédios. – José de Anchieta, jesuíta que pode ser considerado o primeiro boticário de Piratininga (São Paulo). • A partir de 1640 as boticas foram autorizadas a se transformar em comércio, dirigidas por boticários aprovados em Coimbra. Esses boticários que obtinham sua carta de aprovação eram profissionais empíricos, às vezes analfabetos, possuindo apenas conhecimentos corriqueiros de medicamentos. Criada por dom João VI em 1808, a Botica Real Militar atendia aos exércitos da Coroa (Fonte: Agência FIOCRUZ de Notícias) A História da Farmácia no Brasil • A passagem do nome de comércio de botica para FARMÁCIA surgiu com o Decreto 2055, de dezembro de 1857, onde ficaram estabelecidas as condições para que os farmacêuticos e os não habilitados tivessem licença para continuar a ter suas boticas no país. DECRETO Nº 20.377 DE 8 DE SETEMBRO DE 1931 Aprova a regulamentação do exercício da profissão farmacêutica no Brasil. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Profissional farmacêutico Campos de atuação Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 Farmacêutico Tanto o farmacêutico quanto os profissionais de áreas assemelhadas às farmacêuticas possuem muitas dúvidas em relação às atividades verdadeiramente privativas do farmacêutico e aquelas não privativas e extensivas a outros profissionais cuja formação lhes dá competência para atuar. Atuação do farmacêutico: Decreto 20.377, de 08/09/1931 Decreto 85.878, de 07/04/1981 Decreto n°20.377 Derrogado pela Lei Federal n°5.991/73 I) a manipulação e o comércio dos medicamentos ou remédios magistrais; II) a manipulação e a fabricação dos medicamentos galênicos e das especialidades farmacêuticas; III) o comércio direto com o consumidor de todos os medicamentos oficinais, especialidades farmacêuticas, produtos químicos, galênicos, biológicos, etc. e plantas de aplicações terapêuticas; IV) o fabrico dos produtos biológicos e químicos oficinais; V) as análises reclamadas pela clínica médica; VI) a função de químico bromatologista, biologista e legista. **** As atribuições descritas nos grupo III, IV, V e VI não são privativas do farmacêutico. Decreto n°85.878/81 • Privativas: funções desempenhadas exclusivamente por farmacêutico (funções exclusivas). • Não privativas: funções desempenhadas por outros profissionais além do farmacêutico (funções não exclusivas). As atribuições privativas referem-se a todos os procedimentos inerentes aos fármacos e medicamentos para uso humano, incluindo funções de dispensação, produção de medicamentos para uso humano, execução ou supervisão de processos e métodos farmacêuticos ou de natureza farmacêutica. Funções Privativas: • manipulação, produção e controle de qualidade de medicamentos e cosméticos com indicação terapêutica; • obtenção e controle de qualidade de insumos farmacêuticos; • armazenamento e estocagem de medicamentos e demais produtos farmacêuticos; • fiscalização de empresas, profissionais, métodos e processos ligados à área farmacêutica; • realização de perícias em atividades, produtos, fórmulas, processos e métodos farmacêuticos ou de natureza farmacêutica; • magistério superior de disciplinas privativas da grade curricular do curso de Farmácia. Funções não privativas: • a produção de imunobiológicos e hemoderivados para uso humano e veterinário; • o exercício profissional em laboratórios de análises clínicas ou de saúde pública; • a produção industrial de produtos farmacêuticos para uso veterinário; • a produção industrial de insumos farmacêuticos para uso humano ou veterinário e de insumos para produtos dietéticos e cosméticos com indicação terapêutica; • a produção industrial de saneantes domissanitários, como inseticidas, raticidas, antissépticos e desinfetantes; • a produção industrial de radioisótopos ou radiofármacos para uso em diagnóstico e terapêutica; UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Funções não privativas: • a produção industrial de reagentes laboratoriais ou reagente auxiliar de diagnóstico médico; • a produção industrial de cosméticos sem indicação terapêutica e produtos dietéticos e alimentares; • a realização de exames de caráter químico-toxicológico, químico- bromatológico, químico-farmacêutico, biológicos, microbiológicos, fitoquímicos e sanitários; • o controle, a pesquisa e a perícia da poluição atmosférica; • o tratamento dos despejos industriais; • o tratamento e o controle de qualidade das águas de consumo humano, de indústria farmacêutica, de piscinas, praias e balneários. Decreto n°85.878/81 • Exclusividade ao profissional farmacêutico, considerando como ato ou atribuição farmacêutica a dispensação ou manipulação de medicamentos manipulados, a fiscalização das atividades farmacêuticas, a realização de perícias técnico-legais sobre as atividades farmacêuticas e a docência das disciplinas privativas do curso de formação do farmacêutico (Ex: deontologia farmacêutica, FCT, QF, etc) Decreto n°85.878/81 Estabelece com total exclusividade a atividade de assessoramento e de responsabilidade técnica de órgãos, laboratórios, setores ou estabelecimentos de: a) Fabricação de contrastes radiológicos, insumos, medicamentos e cosméticos com indicação ou ação terapêutica, inclusive de substâncias psicotrópicas; b) Controle e/ou inspeção de qualidade em produtos que tenham destinação terapêutica, anestésica ou auxiliar de diagnósticos ou capazes de determinar dependência física ou psíquica (contrastes radiológicos, insumos farmacêuticos, medicamentos, cosméticos e substâncias psicotrópicas); c) Extração, produção, purificação e controle de qualidade de insumos farmacêuticos; d) Armazenamento e conservação de produtos farmacêuticos. Decreto n°85.878/81 Atividades que apesar de serem típicas do farmacêutico, podem ser desempenhadas por outras profissões, respeitadas a capacitação técnico-científica profissional e a necessária habilitação legal: - na preparação ou fabricação de produtos biológicos, imunoterápicos, soros, vacinas, alérgenos, opoterápicos e hemoderivados; - em órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde pública; na fabricação de produtos farmacêuticos de uso veterinário; - na fabricação de insumos farmacêuticos para uso humano ou veterinário e de insumos para produtos dietéticose cosméticos com indicação terapêutica; - na fabricação de produtos saneantes, inseticidas, raticidas, antissépticos e desinfetantes; - na produção de radiosótopos ou radiofármacos para uso em diagnóstico e terapêutica; Decreto n°85.878/81 - na fabricação de kits de reativos ou de reagentes destinados às análises clinicas e patológicas laboratoriais; - na produção de cosméticos sem indicação terapêutica e de produtos dietéticos e alimentares; - na realização de exame químico-toxicológico, químico-bromatológico, químico-farmacêutico, biológicos, microbiológicos, fitoquímicos e sanitários; - nas atividades de controle, pesquisa e perícia da poluição atmosférica e tratamento dos despejos industriais; - no tratamento e controle de qualidade das águas de consumo humano, de indústria farmacêutica, de piscinas, praias e balneários. Conselho Federal de Farmácia Resolução nº 160, de 23/04/82 que versa sobre o exercício da Profissão Farmacêutica; Resolução nº 236, de 25/09/92 que dispõe sobre as atribuições afins do profissional farmacêutico, farmacêutico-industrial e farmacêutico- bioquímico; Resolução nº 261, de 16/09/94, dispondo sobre a responsabilidade técnica do farmacêutico; Resolução nº 271, de 26/04/95, dispondo sobre as atribuições do farmacêutico em exame de DNA; Resolução nº 279, de 26/01/96 sobre a competência do farmacêutico para exercer chefias técnicas de estabelecimentos hemoterápicos; UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Conselho Federal de Farmácia • Resolução nº 288, de 21/03/96 sobre a manipulação de drogas antineoplásicas pelo farmacêutico; • Resolução nº 292, de 24/05/96 sobre a preparação de Nutrição Parenteral e Enteral pelo Farmacêutico; • Resolução nº 296, de 25/06/96 sobre o exercício das análises clínicas pelo farmacêutico bioquímico; • Resoluções nº 308/97, 357/2001 e 416/2004 dispondo sobre a assistência farmacêutica e as boas práticas em farmácias e drogarias; • Resolução n°300, de 30/01/1997 regulamenta o exercício profissional em farmácia hospitalar, clínicas e casa de saúde de natureza pública ou privada; Conselho Federal de Farmácia • Resolução nº 306, de 1º/05/1997 dispõe sobre atribuições do farmacêutico na área de biologia molecular; • Resolução nº 307, de 02/05/97 dispondo sobre as atribuições do farmacêutico bioquímico na toxicologia; - Resolução nº 353, de 23/08/2000 sobre o exercício de acupuntura pelo farmacêutico; • Resolução nº 357, de 20/04/2001 aprova o regulamento técnico das Boas Práticas de Farmácia (alterada pela Resolução nº 416/2004); • Resolução nº 365, de 02/10/2001 sobre a assistência técnica farmacêutica em distribuidoras, representante, importadoras e exportadoras de medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos ATENÇÃO: A legislação que regulamenta a profissão farmacêutica sofre constantes atualizações. Consulte regularmente o site do Conselho Federal de Farmácia no endereço eletrônico www.cff.org.br e clique no link resoluções do CFF. 15 16 Referências: www.anvisa.com.br/legis www.cff.org.br Silvia Teodoro de Oliveira - Tópicos Em Deontologia e Legislação Para Farmacêuticos. Editora Coopmed, Belo Horizonte, 2009. Vieira, Jair Lot. Código de ética e legislação do farmacêutico. Editora: Edipro. Bauru, SP. 2009. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 1 Entidades profissionais Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA INDUSTRIAL Faculdade... Entidades Profissionais Diretórios Acadêmicos Conselhos • Entidades governamentais, criadas pelo Estado, reguladas pelas Leis 3.820/60 e 9.120/95 • Normatizam e fiscalizam o exercício ético da profissão farmacêutica • Inscrição compulsória para o exercício profissional • CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF) Sede: Brasília – DF www.cff.org.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 2 CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO RIO GRANDE DO SUL (CRF RS) Sede: Porto Alegre – RS www.crfrs.org.br Seccionais: - Santa Maria (Rua Alberto Pasqualini, 56 – sala 604) e-mail: seccionalsm@crfrs.org - Passo Fundo - Caxias do Sul - Pelotas • Entidades reguladas por estatuto; • Caráter técnico-científico e cultural; • Coordenação de interesses econômicos e profissionais; • Associação de grupos profissionais. Associações e Sociedades ASSOCIAÇÃO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (AFARGS) Sede: Porto Alegre www.afargs.com.br Associações e sociedades Associações e sociedades ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS (ABF) Sede: Rio de Janeiro www.abf.org.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 3 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FARMACÊUTICOS MAGISTRAIS (ANFARMAG) Sede: São Paulo www.anfarmag.org.br Associações e sociedades SOCIEDADE BRASILEIRA DOS FARMACÊUTICOS HOSPITALARES (SBRAFH) Sede: São Paulo www.sbrafh.org.br Associações e sociedades SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANÁLISES CLÍNICAS (SBAC) Sede: Rio de Janeiro www.sbac.org.br ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS HOMEOPATAS (ABFH) Sede: São Paulo www.abfh.com.br Associações e sociedades ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS (ABCF) Sede: São Paulo www.abcf.org.br Associações e sociedades Entidades Sindicais •Entidades reguladas por estatuto •Defesa dos direitos trabalhistas Acordos ou Convenções Coletivas de Trabalho Dissídios Coletivos Ações individuais ou coletivas •Associação voluntária, mas pagamento de contribuição sindical obrigatória por lei e de contribuição confederativa e assistencial desde que definido em assembléia • FEDERAÇÃO NACIONAL DOS FARMACÊUTICOS (FENAFAR) Sede: São Paulo – SP www.fenafar.org.br • SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (SINDIFARS) Sede: Porto Alegre – RS www.sindfars.com.br Entidades Sindicais UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 4 • CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS (CNPL) Sede: Brasília – DF www.cnpl.org.br Entidades Sindicais COMPROMETIMENTO SAÚDE PÚBLICA CONDIÇÕES DIGNAS DE TRABALHO EDUCAÇÃO QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO Fortalecimento da Profissão Fortalecimento das Entidades Participação Conselhos de Farmácia Lei 3.820, 1960 (alterada pela Lei 9.125, 1995) Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia Decreto 85.878, 1981 Estabelece normas para a execução da Lei 3.820, sobre o exercício da profissão farmacêutica Art. 1º - Ficam criados os Conselhos Federal e Regionais de Farmácia, dotados de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e financeira, destinados a zelar pela fiel observância dos princípios da ética e da disciplina da classe dos que exercem atividades profissionais farmacêuticas no País. Art. 2º - O Conselho Federal de Farmácia é o órgão supremo dos Conselhos Regionais, com jurisdição em todo o território nacional e sede no Distrito Federal. CAPÍTULO I Do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia LEI 3.820 DE 11/11/1960 Lei 3.860 – Quadros e Inscrições CAPÍTULO II Dos Quadros e Inscrições Art. 13 - Somente aos membros inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia será permitido o exercício de atividades profissionais farmacêuticas no País. Art. 14 - Em cada Conselho Regional serão inscritos os profissionais de Farmácia que tenham exercício em seus territórios e que constituirão o seu quadro de farmacêuticos UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 5 Lei 3.860 – Anuidades e Taxas CAPÍTULO III Das Anuidades e Taxas Art. 22 - O profissional de Farmácia, para o exercício de sua profissão, é obrigado ao registro no Conselho Regional de Farmácia a cuja jurisdição estiver sujeito, ficando obrigado ao pagamento de uma anuidade ao respectivo ConselhoRegional, até 31 de março de cada ano, acrescida de 20% (vinte por cento) de mora, quando fora desse prazo. Parágrafo Único. As empresas que exploram serviços para os quais são necessárias atividades profissionais farmacêuticas, estão igualmente sujeitas ao pagamento de uma anuidade, incidindo na mesma mora de 20% (vinte por cento), quando fora do prazo. Art. 23 - Os Conselhos Federal e Regionais cobrarão taxas de expedição ou substituição de carteira profissional. Renda dos Conselhos CFF (Art. 26) • ¼ taxa de expedição das carteiras • ¼ anuidades • ¼ multas • doações e legados • ¼ certidões CRF (Art. 27) • ¾ taxa de expedição das carteiras • ¾ anuidades • ¾ multas • doações e legados • ¾ certidões - ¼ da renda dos CRF’s destinado a formação de um fundo de assistência a membros necessitados (inválidos ou enfermos). - Contas julgadas pelo TCU - O valor da anuidade é determinada pelo CFF e renovado a cada 3 anos CFF - Organização • Diretoria: presidente, vice-presidente, secretária geral e tesoureiro • Plenário: 27 Conselheiros Federais Comissões e grupos de trabalho: - Comissão de Legislação e Regulamentação - Comissão de Fiscalização - Comissão de Ensino - Comissão de Ensino Farmacêutico e Pós-Graduação - Comissão de Tomada de Contas CFF - Organização Comissões e grupos de trabalho: - Comissão de Divulgação e Publicidade - Comissão Parlamentar - Comissão de Saúde Pública - Comissão de Questões Profissionais (Grupos de Trabalho): Farmácia Comunitária Análises Clínicas Farmácia Hospitalar Fitoterapia Citologia, Saúde e Serviços de Alta Complexidade Indústria Farmacêutica CFF - Atribuições �Aprovar regimes internos organizados pelos CRF’s �Tomar conhecimento e sanar dúvida dos CRF’s �Julgar em última instância recursos de deliberação dos CRF’s �Expedir resoluções para interpretação e execução das leis, inclusive definindo ou modificando atribuições ou competências profissionais �Organizar o Código de Deontologia Farmacêutica �Deliberar sobre questões relativas ao exercício de atividades afins CFF - Atribuições �Ampliar limites da profissão �Zelar pela saúde pública, promovendo a assistência farmacêutica �Atividades afins com outros profissionais serão resolvidas através de entendimentos com entidades reguladoras dessa profissão Fiscaliza no interesse da sociedade, o exercício profissional de seus inscritos, bem como impede que não inscritos em seus quadros possam desempenhar a profissão UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 6 CRF’s - Atribuições Art. 10 - As atribuições dos CONSELHOS REGIONAIS são as seguintes: a) registrar os profissionais de acordo com a presente lei e expedir a carteira profissional; b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações desta lei e decidir; c) fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações à lei, bem como enviando às autoridades competentes relatórios documentados sobre os fatos que apurarem e cuja solução não seja de sua alçada; d) organizar o seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal. CRF’s - Atribuições e) sugerir ao Conselho Federal as medidas necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício profissional; f) eleger seu representante e respectivo suplente para o Conselho Federal (1) g) dirimir dúvidas relativas à competência e âmbito das atividades profissionais farmacêuticas, com recurso suspensivo para o Conselho Federal. Obs: (1) redação dada pela Lei 9.120/95 MISSÃO Fiscalizar de forma orientativa, qualificar e defender a profissão farmacêutica, visando sua valorização perante a sociedade e garantindo benefícios à saúde pública. Presidente Vice Presidente Secretário Geral Tesoureiro Inscrição � Inscrição efetuada junto ao conselho e através dela o farmacêutico estará habilitado ao exercício da profissão � Cédula de identificação Profissional � Formas de inscrição: Provisória Definitiva Secundária Remida Inscrição � Baixa do CRF-RS: deixar de exercer a profissão (Resolução 521) transferência para outro CRF � Transferência para outra cidade � Troca de endereço na mesma cidade: solicitação de transferência e comprovante de residência � Re-inscrição UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Afastamentos - A ausência motivada por doença, acidente pessoal, óbito na família, ou outro, a ser avaliado pelo CRF-RS deverá ser comunicada pelo farmacêutico, por escrito ao Conselho, no prazo máximo de 5 dias após o início do afastamento; - A ausência motivada por férias, congressos, cursos de aperfeiçoamento, ou outro similar, deverá ser informada por escrito ao Conselho, até 01 dia antes da data do início do afastamento. - A comunicação de afastamento ao CRF-RS pode ser feita através de formulário específico, enviando-o por meio eletrônico para o endereço afastamento@crfrs.org.br. Anuidades e Taxas Resolução nº 551 de 30/11/2011 Anuidades e Taxas Resolução nº 551 de 30/11/2011 Conselho Sindicatos � Criação resulta de lei (3.820) � Integra a Administração Federal � Age como autoridade pública � Criação não resulta de lei, mas de reconhecimento ministerial (Art. 515 da CLT) � Não integra a Administração Federal � Não age como autoridade pública Conselho Sindicatos � Atribuições - registro - fiscalização - ordenamento da profissão � Atribuições - representar perante as autoridades administrativas e jurídicas os interesses gerais da respectiva da categoria - celebrar contratos de trabalho - impor contribuições UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 8 Conselho Sindicatos �Registro obrigatório, anuidade devida por firmas e profissionais, multas e anuidades não pagas cobradas pelo executivo fiscal �Filiação facultativa, mensalidades devidas apenas pelos sócios, as mensalidades devidas e não pagas podem ser cobradas executivamente � Imposto sindical obrigatório (Art. 578 - CLT) Profissionais – RS CRF/RS, 2011 Drogaria F. Equip. F. Prefeitura Farmácia F. Hospitalar Decreto 85.878/81 – Âmbito profissional farmacêutico UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Código de ética Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 Ética Lei 3.820, de 11/11/1960 � delegou ao CFF a competência para organizar o Código de Deontologia Farmacêutica, aplicado aos farmacêuticos, onde quer que estes atuem profissionalmente, de forma autônoma, com ou sem vínculo empregatício, seja em iniciativa privada ou em instituição pública. CFF publicou em 29/09/04 Resolução nº 417: novo Código de Ética da Profissão Farmacêutica Resolução nº 418: respectivo Código de Processo Ético da Profissão Farmacêutica. 3 RESOLUÇÃO Nº 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica. O CFF, no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º, alínea “g”, da Lei n° 3.820, de 11/11/60, RESOLVE: Art. 1º - Aprovar o CÓDIGO DE ÉTICA FARMACÊUTICA, nos termos do Anexo desta Resolução, da qual faz parte. Art. 2° - Esta Resolução entra em vigor na data da publicação, revogando-se as disposições em contrário e, em especial, os termos da Resolução/CFF nº 290/96. 4 O farmacêutico é um profissional da saúde, cumprindo-lhe executar todas as atividades inerentes ao âmbito profissional farmacêutico, de modo a contribuir para a salvaguarda da saúde pública e, ainda, todas as ações de educação dirigidas à comunidade na promoção da saúde. TÍTULO I Do Exercício Profissional 5 Art. 1º - O exercício da profissão farmacêutica tem uma dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor, cuja transgressão resultará em sanções disciplinares por parte do CRF, após apuração pelas suas Comissões de Ética. Art.2° - O farmacêutico atuará sempre com o maior RESPEITO À VIDA HUMANA, AO MEIO AMBIENTE E À LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem. Art. 3° - A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada, em todos os seus atos, pelo BENEFÍCIO AO SER HUMANO, À COLETIVIDADE E AO MEIO AMBIENTE, sem qualquer discriminação. Dos Princípios Fundamentais 6 Art. 4º - Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão. Art. 5° - Para que possa exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade, o farmacêutico deve dispor de boas condições de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho. Art. 6° - Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão. Dos Princípios Fundamentais UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Art. 7° - O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar, de forma contínua, o desempenho de sua atividade profissional. Art. 8° - A profissão farmacêutica, em qualquer circunstância ou de qualquer forma, não pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial. Art. 9° - Em seu trabalho, o farmacêutico não pode se deixar explorar por terceiros, seja com objetivo de lucro, seja com finalidade política ou religiosa. Art. 10 – O farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam a prática profissional no País, sob pena de advertência. Dos Princípios Fundamentais 8 1. Agir, respeitando princípios éticos e bioéticos; 2. Capacitar e supervisionar seus auxiliares e subalternos; 3. Colaborar com os órgãos de fiscalização durante as suas ações (CRF e Vigilância Sanitária); 4. Cumprir as diretrizes emanadas do seu conselho profissional (CRF/CFF); 5. Cumprir as diretrizes emanadas dos órgãos de vigilância sanitária; 6. Cumprir e fazer cumprir a legislação sanitária que regulamenta sua esfera de atuação; Dos Deveres 9 7. Denunciar condutas ilegais e antiéticas que tomar conhecimento; 8. Estar registrado no Conselho Regional de Farmácia a cuja jurisdição estiver sujeito, ficando obrigado ao pagamento de uma anuidade ao respectivo Conselho Regional, até 31 de março de cada ano (anuidade pessoa física); 9. Informar e assessorar o paciente na utilização correta do medicamento, utilizando os princípios da farmacoterapia racional e os postulados da atenção farmacêutica. 10.Manter a dignidade da profissão; 11.O dever de notificar as autoridades sanitárias todos os acidentes e reações adversas nocivas causadas por medicamentos; Dos Deveres 10 12.O farmacêutico, na qualidade de proprietário de empresa que explore serviços para os quais são necessárias atividades profissionais farmacêuticas, está igualmente sujeito ao pagamento da anuidade empresa (anuidade pessoa jurídica); 13.Oferecer seus serviços em casos de calamidade pública (terremotos, inundações, vendavais, desmoronamentos, terrorismos e epidemias), sem pleitear vantagens pessoais; 14.Promover a saúde pública preventiva pelos meios ao seu alcance e divulgar os preceitos de medicina preventiva em todas as oportunidades que lhes forem dadas; 15.Respeitar a vida, desde a concepção até a morte, não cooperando de modo algum nos atentados contra a mesma; 16.Respeitar o direito do usuário de conhecer o medicamento que lhe é dispensado e de decidir sobre sua saúde e seu bem-estar. Dos Deveres 11 1) Dedicar-se ao trabalho em tempo e ritmo que garanta sua qualidade; 2) Recusar-se a exercer a profissão onde faltam condições dignas ou que lhes sejam prejudiciais; 3) Recusar-se a praticar atos ilegais ou contrários à ciência, ao bem comum, às boas práticas, às técnicas validadas ou consagradas, à ética e à moral; 4) Requerer desagravo público, se lhes for injustamente atingido no exercício profissional. Dos Direitos 12 1. Acumpliciar-se com o exercício ilegal da profissão ou com a prática de atos ilícitos ou atos que causem desprestígio a profissão; 2. Afastar-se das atividades onde é responsável, sem deixar substituto; 3. Assinar trabalhos que não foram feitos sob sua supervisão ou orientação; 4. Delegar atribuições privativas à pessoa(s) sem qualificação; 5. Emprestar seu nome à empresa onde não exerça a responsabilidade técnica efetiva; Proibições UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 6. Expropriar trabalhos acadêmicos ou científicos de outros, sem que tivesse participado efetivamente, identificando-se como seu autor ou coautor; 7. Fornecer os meios para a prática de procedimentos contrários à vida humana; 8. Obstar ou impedir de qualquer modo, a ação fiscalizadora nas atividades sanitárias e profissionais; 9. Permitir a expedição de laudos, cuja responsabilidade de execução seja sua; 10.Permitir interferência de leigos em seu trabalho ou em decisões profissionais; Proibições 14 11.Praticar atos danosos à saúde e à vida, especialmente praticadas com imprudência, imperícia ou negligência, ou ainda consumadas a fim de obter vantagem pessoal ou lucro; 12.Praticar concorrência desleal no seu segmento comercial; 13.Ter exercício nos órgãos de fiscalização sanitária o farmacêutico que for sócio ou acionista de qualquer categoria, ou que prestar serviços a empresa ou estabelecimento que explore o comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos. Proibições 15 Art. 20 – As sanções disciplinares consistem em: I. de advertência ou censura; II. de multa de (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos regionais; III. de suspensão de 3 (três) meses a um ano; IV. de eliminação. Infrações 16 Relações Profissionais • manter a confiança dos membros da equipe de trabalho e do público em geral • mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais, no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a que se propõe em benefício individual e coletivo; • Denunciar atos que contrariem os postulados éticos da profissão. • manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho • a dotar critério justo nas suas atividades • prestigiar iniciativas dos interesses da categoria; 17 Relações com os Conselhos • Prestar, com fidelidade, informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu exercício profissional; • Comunicar ao conselho regional de farmácia em que estiver inscrito, toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional; • Atender convocação, intimação, notificação ou requisição administrativa no prazo determinado, feita pelos CRFs, a não ser por motivo de força maior, comprovadamente justificado. • Acatar e respeitar os acórdãos e resoluções do CFF e os acórdãos e deliberações dos CRFs; 18 RESOLUÇÃO Nº 418 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Código de Processo Ético da Profissão Farmacêutica. O CFF, no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º, alínea “g”, da Lei n° 3.820, de 11/11/60, RESOLVE: Art. 1º - Aprovar o CÓDIGO DE PROCESSO ÉTICO DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA, nos termos do Anexo desta Resolução, de que faz parte. Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor na data da publicação, revogando-se as disposições em contrário e os termos das Resoluções/CFF nº 241/93 e 259/94. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 19 Do Processo Cada Comissão de Ética será composta por, no mínimo, 3 (três) farmacêuticos nomeados pelo Presidente do CRF e homologados pelo Plenário. A competência disciplinar é do Conselho Regional em que o faltoso estiver inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu 20 I. Recebimento da denúncia; II. Instauração ou Arquivamento; III. Montagem do Processo Ético-disciplinar; IV. Instalação dos trabalhos; V. Conclusão da Comissão de Ética; VI. Julgamento; VII. Recursose Revisões; VIII. Execução. Passos da Apuração Ética: 21 RESOLUÇÃO Nº 431 DE 17 DE FEVEREIRO DE 2005 Dispõe sobre as infrações e sanções éticas e disciplinares aplicáveis aos farmacêuticos. O CFF, no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º, alínea “g”, da Lei n° 3.820, de 11/11/60, RESOLVE: Art. 1º - As transgressões aos Acórdãos e às Resoluções do Conselho Federal de Farmácia, às Deliberações dos Conselhos Regionais de Farmácia e as infrações à legislação farmacêutica são passíveis de apenação constante desta Resolução, ressalvadas as previstas em normas especiais. 22 Art. 2º - As infrações éticas e disciplinares serão apenadas, de forma alternada ou cumulativa, sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal cabíveis, com as penas de: I. advertência II. advertência com emprego da palavra “censura” III. multa IV. suspensão V. eliminação 23 As infrações éticas e disciplinares classificam-se em: Leves = aquelas em que o indiciado é beneficiado por circunstância atenuante Graves = aquelas em que for observada uma circunstância agravante Gravíssimas = aquelas em que for observada a existência de duas ou mais circunstâncias agravantes. 24 Atenuantes: I. a ação do indiciado não ter sido o fundamento para a consecução do evento; II. a confissão espontânea da infração com o propósito de reparar ou diminuir as suas consequências; III. ter o indiciado sofrido coação; IV. infrator primário e a falta de natureza leve; V. ter o indiciado atendido, no prazo determinado, as convocações, intimações, notificações ou requisições administrativas feitas pelo CRF. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 25 Agravantes I. a premeditação II. a reincidência (infração cometida antes de decorrido um ano após o cumprimento de pena anterior) III. a acumulação de infrações IV. infração serem cometida durante o cumprimento de pena disciplinar ou no período de suspensão de inscrição; V. ter o indiciado cometido a infração para obter vantagem pecuniária decorrente do consumo, pelo público, do produto elaborado ou serviço prestado, em desobediência ao que dispõem as normas profissionais e sanitárias 26 Agravantes VI. o conluio com outras pessoas; VII. ter a infração consequências calamitosas para a atividade profissional e a saúde coletiva; e VIII. a verificação de dolo, em qualquer de suas formas. 27 Exemplos de infrações éticas e disciplinares Pena - advertência Deixar de comunicar às autoridades farmacêuticas, com discrição e fundamento, fatos de seu conhecimento que caracterizem infração ao Código de Ética da Profissão Farmacêutica e às normas que regulam as atividades farmacêuticas; 28 Exemplos de infrações éticas e disciplinares Pena - advertência ou advertência com emprego da palavra “censura” Exercer a profissão farmacêutica sem condições dignas de trabalho e remuneração. 29 Exemplos de infrações éticas e disciplinares Pena - advertência ou advertência com emprego da palavra “censura” Afastar-se de suas atividades profissionais por motivo de doença, férias, congressos, cursos de aperfeiçoamento ou atividades inerentes no exercício profissional, quando não houver outro farmacêutico que o substitua, sem comunicar ao conselho regional de farmácia da jurisdição. 30 Exemplos de infrações éticas e disciplinares Pena - suspensão de 3 (três) a 12 (doze) meses Fornecer meio, instrumento, substância e conhecimento para induzir e/ou participar da prática de aborto, eutanásia, tortura, toxicomania ou outras formas de procedimento degradante, desumano ou cruel para com o ser humano. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 31 Exemplos de infrações éticas e disciplinares Pena - multa Publicar, em seu nome, trabalho científico do qual não tenha participado ou atribuir-se autoria exclusiva, quando houver participação de subordinados ou outros profissionais, farmacêuticos ou não. 32 Exemplos de infrações éticas e disciplinares Pena - suspensão a eliminação Exercer a profissão quando estiver sob a sanção disciplinar de suspensão. 33 Referências: Silvia Teodoro de Oliveira - Tópicos Em Deontologia e Legislação Para Farmacêuticos. Editora Coopmed, Belo Horizonte, 2009. Vieira, Jair Lot. Código de ética e legislação do farmacêutico. Editora: Edipro. Bauru, SP. 2009. www.anvisa.gov.br www.cff.gov.br (http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/76/08- codigodeetica.pdf) www.crfrs.gov.br www.ms.gov.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Código de defesa do consumidor Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 2 LEI Nº 8.078 (11/09/1990) Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Art. 2° Consumidor toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. 3 Art. 3° Fornecedor toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. § 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 4 Art. 5° Política Nacional das Relações de Consumo I - manutenção de ASSISTÊNCIA JURÍDICA, integral e gratuita para o consumidor carente; II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério Público; III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo; IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo; V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. Instrumentos do poder público 5 Direitos Básicos do Consumidor I - a proteção da VIDA, SAÚDE E SEGURANÇA contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; II - a EDUCAÇÃO E DIVULGAÇÃO SOBRE O CONSUMO adequado dos produtos e serviços; III - a INFORMAÇÃO ADEQUADA E CLARA sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os RISCOS que apresentem; IV - a proteção contra a PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA, métodos comerciais coercitivos ou desleais; 6 Direitos Básicos do Consumidor V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam PRESTAÇÕES DESPROPORCIONAIS ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; VI - a efetiva PREVENÇÃO E REPARAÇÃO DE DANOS patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o ACESSO AOS ÓRGÃOS JUDICIÁRIOS e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente; X - a adequada e eficaz prestação dos SERVIÇOS PÚBLICOS em geral. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Proteção à Saúde e Segurança CAPÍTULO IV Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos SEÇÃO I Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-seos fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. Art. 8° 8 Proteção à Saúde e Segurança Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. § 1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. 9 Responsabilidade O fabricante, o produtor, ...e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, ... fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. Art. 12° 10 Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo respondem pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição. I - os produtos com prazos de validade vencidos; II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação; III - os produtos que se revelem inadequados ao fim a que se destinam. § 6° São impróprios ao uso e consumo: 11 Art. 26. O direito de reclamar caduca em: I - 30 dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; II - 90 dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. 12 Da Oferta A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar INFORMAÇÕES CORRETAS, CLARAS, PRECISAS, OSTENSIVAS E EM LÍNGUA PORTUGUESA sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os RISCOS que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Art. 31. ***Propaganda de medicamentos (RDC ANVISA 96/2008). UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 Práticas abusivas I - condicionar o fornecimento de produto a limites quantitativos; II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque e de conformidade com os usos; III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto ou serviço; IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços; Art. 39. 14 Práticas abusivas VI - executar serviços sem a prévio orçamento e autorização expressa do consumidor; VIII - colocar no mercado qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes (ABNT ou Conmetro). IX - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério; IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. XIII - aplicar fórmula ou índice de REAJUSTE DIVERSO DO LEGAL ou contratualmente estabelecido. Art. 39. 15 Práticas abusivas No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao REGIME DE CONTROLE OU DE TABELAMENTO DE PREÇOS, os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo, responderem pela restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada, podendo o consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções cabíveis. Art. 41 16 Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Art. 42 Da Cobrança de Dívidas a) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o CPF ou CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente 17 § 1° ... não pode conter informações negativas referentes a PERÍODO SUPERIOR A 5 ANOS. § 3° O consumidor sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros poderá exigir sua IMEDIATA CORREÇÃO (5 DIAS ÚTEIS) § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de CARÁTER PÚBLICO. Art. 43 Banco de Dados 18 I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente; V - proibição de fabricação do produto; VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; VII - suspensão temporária de atividade; VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; XI - intervenção administrativa; XII - imposição de contrapropaganda. Art. 56 Sanções administrativas ***SEM PREJUÍZO DAS DE NATUREZA CIVIL, PENAL E DAS DEFINIDAS EM NORMAS ESPECÍFICAS. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 19 Art. 59. As penas de CASSAÇÃO DE ALVARÁ DE LICENÇA, de INTERDIÇÃO e de SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DA ATIVIDADE serão aplicadas mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo. Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. 20 Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 21 Art. 76. São circunstâncias AGRAVANTES dos crimes tipificados neste código: ... II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo; III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento; IV - quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de 18 ou maior de 60 anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; V - serem praticados em operações que envolvam alimentos, MEDICAMENTOS ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais . 22 Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo INDIVIDUALMENTE, OU A TÍTULO COLETIVO. Art. 83. Para a defesa dos direitos e interessesprotegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. 23 Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Art. 105. Integram o SNDC os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor. Da Convenção Coletiva de Consumo Art. 107. As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem REGULAR, POR CONVENÇÃO ESCRITA, RELAÇÕES DE CONSUMO que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço, à qualidade, à quantidade, à garantia e características de produtos e serviços, bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Vigilância sanitária ANVISA Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 UMA VISÃO HISTÓRICA UMA VISÃO HISTÓRICAUMA VISÃO HISTÓRICA UMA VISÃO HISTÓRICA A LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA: SAÚDE COMO VALOR FUNDAMENTAL IDADE MÉDIA: EPIDEMIAS SAÚDE: AINDA O CONCEITO DE AUSÊNCIA DE DOENÇAS SÉCULO XIX: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A PARTIR DE 1946 (OMS): A SAÚDE PASSA A SER TRATADA CONCEITUALMENTE COMO UM ESTADO DE BEM ESTAR FÍSICO, MENTAL E SOCIAL RISCO SANITÁRIO: CONCEITO INTRODUZIDO A PARTIR DA 8ª CNS (1986) UMA VISÃO HISTÓRICA UMA VISÃO HISTÓRICAUMA VISÃO HISTÓRICA UMA VISÃO HISTÓRICA Período Sistema de saúde Principais desafios de saúde República Velha (1889-1930) Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP; 1897) Doenças pestilenciais (febre amarela, varíola, peste) e doenças de massa (p. ex., tuberculose, sífilis, endemias rurais) Ditadura Vargas (1930-45) Saúde pública institucionalizada pelo Ministério da Educação e Saúde Pública Predominância de endemias rurais (p. ex., doença de Chagas, esquistossomose ancilostomíase, malária), tuberculose, sífilis e deficiências nutricionais Instabilidade democrática (1945–64) Criação do Ministério da Saúde (1953) Emergência de doenças modernas (p. ex., doenças crônicas degenerativas, acidentes de trabalho e de trânsito) Período Sistema de saúde Principais desafios de saúde Ditadura militar (1964–85) Instituto Nacional da Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS; 1977) Centralização do sistema de saúde. Predominância da morbidade moderna (p. ex., doenças crônicas degenerativas, acidentes de trabalho e de trânsito) Doenças infecciosas e parasitárias predominando nas regiões NE, Norte e CO Transição democrática (1985–88) INAMPS continua a financiar estados e municípios Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde - SUDS • Redução da mortalidade infantil e de doenças preveníveis por imunização • Persistência de doenças cardiovasculares e cânceres • Aumento nas mortes violentas e relacionadas à AIDS • Epidemia de dengue Período Sistema de saúde Principais desafios de saúde Democracia (1988-2010) Criação do SUS Descentralização do sistema de saúde. Regulamentação dos planos de saúde privados Criada a ANVISA (1999) Lei dos medicamentos genéricos Criado o SAMU (2003) Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h) criadas em municípios com populações >100·000 (2008) Epidemias de cólera e dengue, mortalidade por causas externas (sobretudo homicídios e acidentes de trânsito). Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, seguidas por causas externas e cânceres. Redução na mortalidade infantil, prevalência inalterada de tuberculose, estabilização da prevalência de AIDS, aumento na prevalência de dengue e aumento na incidência de leishmaniose visceral e malária. UMA VISÃO HISTÓRICA UMA VISÃO HISTÓRICAUMA VISÃO HISTÓRICA UMA VISÃO HISTÓRICA • A partir da década de oitenta: mudança de concepção. • Crescente participação popular e de entidades representativas de diversos segmentos da sociedade no processo político. • Constituição de 1988. • ESTADO: papel de guardião dos direitos do consumidor e provedor das condições de saúde da população. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. LEI Nº 8.080 (19/09/1990) 8 Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o ESTADO prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade. TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS LEI Nº 8.080/1990 9 O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público § 1º Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas federais, estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde. LEI Nº 8.080/1990 10 O SUS é uma nova formulação política e organizacional para o reordenamento dos serviços e ações de saúde estabelecidas pela Constituição de 1988. O SUS tem como seus objetivos dar assistência à população baseada no modelo de promoção, proteção e recuperação da saúde. 11 Princípios ☺Universalidade de acesso aos serviços de saúde ☺Participação da comunidade ☺Descentralização dos serviços para os municípios; ☺Regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde ☺Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos ☺Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades ☺Complementariedade do setor privado 12 VIGILÂNCIA SANITÁRIA Conjunto de medidas que têm como objetivo elaborar, controlar e fiscalizar o cumprimento de normas e padrões de interesse sanitário. Essas medidas se aplicam a: �Medicamentos �Cosméticos �Alimentos �Saneantes �Equipamentos e serviços de assistência à saúde �Outras substâncias, materiais, serviços ou situações que, mesmo potencialmente, possam representar risco à saúde coletiva da população. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 Art 6° § 1º Entende-se por VIGILÂNCIA SANITÁRIA um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. LEI Nº 8.080/1990 14 LEI Nº 9.782 (D.O.U. de 27.01.1999, Seção 1, pág. 1) Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências. "Proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso". MISSÃO 15 É uma autarquia sob regime especial, ou seja, uma agência reguladora caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes durante o período de mandato e autonomia financeira. ANVISA FINALIDADE da Agência é promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. GESTÃO: Diretoria Colegiada, compostapor cinco membros. 16 LEI Nº 9.782 I - coordenar o sistema nacional de vigilância sanitária; II - fomentar e realizar estudos e pesquisas no âmbito de suas Atribuições; III - estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária; IV - estabelecer normas e padrões sobre limites de contaminantes, resíduos tóxicos, desinfetantes, metais pesados e outros que envolvam risco à saúde; V - intervir, temporariamente, na administração de entidades produtoras, que sejam financiadas, subsidiadas ou mantidas com recursos públicos, assim como nos prestadores de serviços e ou produtores exclusivos ou estratégicos para o abastecimento do mercado nacional. Competências Art. 7º 17 LEI Nº 9.782 VI - administrar e arrecadar a taxa de fiscalização de vigilância Sanitária. VII - autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação de medicamentos; VIII - anuir com a importação e exportação de produtos (art 8º) IX - conceder registros de produtos X - conceder o certificado de cumprimento de BPF XIV – interditar locais de fabricação, controle, importação, armazenamento, distribuição e venda de produtos e de prestação de serviços relativos à saúde, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde; XV - proibir a fabricação, a importação, o armazenamento, a distribuição e a comercialização de produtos e insumos, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde; Art. 7º 18 LEI Nº 9.782 XVI - cancelar a autorização de funcionamento e a AE de empresas, em caso de violação da legislação XVII - coordenar as ações de vigilância sanitária realizadas por todos os laboratórios que compõem a rede oficial de laboratórios de controle de qualidade em saúde; XVIII - estabelecer, coordenar e monitorar os sistemas de vigilância toxicológica e farmacológica; XIX - revisão e atualização periódica da farmacopéia; XX - manter sistema de informação contínuo e permanente; XXI - monitorar e auditar os órgãos e entidades estaduais, distrital e municipais que integram o SNVS; XXII - coordenar e executar o controle da qualidade de bens e produtos Art. 7º UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 19 LEI Nº 9.782 XXIII - fomentar o desenvolvimento de recursos humanos para o sistema e a cooperação técnico-científica nacional e internacional; XXIV - autuar e aplicar as penalidades previstas em lei. XXV - monitorar a evolução dos preços de medicamentos, equipamentos, componentes, insumos e serviços de saúde. XXVI – controlar, fiscalizar e acompanhar a propaganda e publicidade de produtos submetidos ao regime de vigilância sanitária. XXVII – definir os locais de entrada e saída de entorpecentes, psicotrópicos e precursores no país, ouvido o Departamento de Polícia Federal e a Secretaria de Receita Federal Art. 7º 20 LEI Nº 9.782 Bens e produtos submetidos a ANVISA: I - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos, processos e tecnologias; II – alimentos, bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários; III - cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes; IV - saneantes destinados à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes domiciliares, hospitalares e coletivos; V - conjuntos, reagentes e insumos destinados a diagnóstico; VI - equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos e hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial e por imagem; VII - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados; VIII - órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições; IX - radioisótopos para uso diagnóstico in vivo e radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia; X - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco; Art. 8º 21 conjunto de ações executado por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Sistema Nacional de Vigilância Sanitária Atividades: regulação Normatização controle fiscalização na área de vigilância sanitária 22 Sistema Nacional de Vigilância Sanitária • Ministério da saúde • ANVISA • CONASS (Conselhos Nacional de Secretários Estaduais de Saúde) • CONASEMS (Conselhos Nacional de Secretários Municipais de Saúde) • VISAS (Centros de Vigilância Sanitárias Estaduais, do DF e municipais) • Laboratórios Centrais de Saúde (LACENS) • INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) • FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) • Conselhos estaduais, Distrital e Municipais de saúde. 23 ANEXO II TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA 24 ANEXO II TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 25 ANEXO II TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA 26 ANEXO II TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA 27 TAXAS DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA 1. Os valores da Tabela ficam reduzidos em: a) 15% = empresas com faturamento anual igual ou inferior a R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais) e superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); b) 30% = empresas com faturamento anual igual ou inferior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais) e superior a R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais); c) 60%% empresas com faturamento anual igual ou inferior a R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais); d) 90% = pequenas empresas; e) 95% = microempresas, exceto para os itens 3.1, cujos valores, no caso de microempresa, ficam reduzidos em noventa por cento. 28 VIGILÂNCIA SANITÁRIA Penalidades Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências. LEI Nº 6.437 (20/08/1977) TÍTULO I DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES Art . 1º - As infrações à legislação sanitária federal, ressalvadas as previstas expressamente em normas especiais, são as configuradas na presente Lei. Art . 2º - Sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal cabíveis, as infrações sanitárias serão punidas, alternativa ou cumulativamente, com as penalidades de: 29 LEI Nº 6.437 (20/08/1977) I - advertência; II - multa; III - apreensão de produto; IV - inutilização de produto; V - interdição de produto; VI - suspensão de vendas e/ou fabricação de produto; VII - cancelamento de registro de produto; VIII - interdição parcial ou total do estabelecimento; IX - proibição de propaganda; X - cancelamento de autorização para funcionamento da empresa; XI - cancelamento do alvará de licenciamento de estabelecimento; XI-A - intervenção no estabelecimento que receba recursos públicos de qualquer esfera XII - imposição de mensagem retificadora; XIII - suspensão de propaganda e publicidade. 30 LEI Nº 6.437 (20/08/1977) Art . 10 - São infrações sanitárias: I - construir, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do território nacional, laboratórios de produção de medicamentos, drogas, insumos, cosméticos, produtos de higiene, dietéticos, correlatos, ou quaisquer outros estabelecimentos que fabriquem alimentos, aditivos para alimentos, bebidas, embalagens, saneantes e demais produtos que interessem à saúde pública, sem registro, licença e autorizações do órgão sanitário competente ou contrariando as normas legais pertinentes: pena - advertência, interdição, cancelamento de autorização e de licença, e/ou multa. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 31 LEI Nº 6.437 (20/08/1977) Art . 10 - São infrações sanitárias: IV - extrair, produzir, fabricar, transformar, preparar, manipular, purificar, fracionar, embalar ou reembalar, importar, exportar, armazenar, expedir, transportar, comprar, vender, ceder ou usar alimentos, produtos alimentícios, MEDICAMENTOS,DROGAS, INSUMOS FARMACÊUTICOS, PRODUTOS DIETÉTICOS, DE HIGIENE, COSMÉTICOS, CORRELATOS, embalagens, saneantes, utensílios e aparelhos que interessem à saúde pública ou individual, sem registro, licença, ou autorizações do órgão sanitário competente ou contrariando o disposto na legislação sanitária pertinente: pena - advertência, apreensão e inutilização, interdição, cancelamento do registro, e/ou multa; 32 LEI Nº 6.437 (20/08/1977) Art . 10 - São infrações sanitárias: XI - AVIAR RECEITA em desacordo com prescrições médicas ou determinação expressa de lei e normas regulamentares: pena - advertência, interdição, cancelamento de licença, e/ou multa; XII - fornecer, vender ou praticar atos de comércio em relação a medicamentos, drogas e correlatos cuja venda e uso dependam de prescrição médica, sem observância dessa exigência e contrariando as normas legais e regulamentares: pena - advertência, interdição, cancelamento da licença, e/ou multa; 33 LEI Nº 6.437 (20/08/1977) Titulo II Doo processo Art . 12 - As infrações sanitárias serão apuradas no processo administrativo próprio, iniciado com a lavratura de auto de infração, observados o rito e prazos estabelecidos nesta Lei. Outras leis relacionadas: Leis dos Crimes Hediondos Lei 8072/90 Lei 8930/94 Lei 9695/98 UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Medicamentos controlados Portaria 344/98 Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 Portaria n.º 344 (12/05/1998) Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. 3 DAS DEFINIÇÕES Autorização Especial Licença concedida pela SVS/MS para o exercício de atividades de extração, produção, transformação, fabricação, fracionamento, manipulação, embalagem, distribuição, transporte, reembalagem, importação e exportação das substâncias e medicamentos desta portaria. Certificado de Autorização Especial Licença de Funcionamento Permissão concedida pelo órgão de saúde competente dos Estados, Municípios e Distrito Federal, para o funcionamento de estabelecimento vinculado a empresa que desenvolva qualquer das atividades enunciadas no artigo 2º deste Regulamento Técnico. 4 Droga Substância ou matéria-prima que tenha finalidade medicamentosa ou sanitária Medicamento Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Precursores Substâncias utilizadas para a obtenção de entorpecentes ou psicotrópicos. - Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas. 5 Psicotrópico Substância que pode determinar dependência física ou psíquica e relacionada, como tal, nas listas aprovadas pela Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas. Entorpecente Substância que pode determinar dependência física ou psíquica relacionada, como tal, nas listas aprovadas pela Convenção Única sobre Entorpecentes. 6 Receita Prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente, efetuada por profissional legalmente habilitado, quer seja de formulação magistral ou de produto industrializado. Preparação Magistral Medicamento preparado mediante manipulação em farmácia, a partir de fórmula constante de prescrição médica. Livro de Registro Específico Livro destinado à anotação, em ordem cronológica, de estoques, de entradas (por aquisição ou produção), de saídas (por venda, processamento, uso) e de perdas de medicamentos sujeitos ao controle especial. Livro de Receituário Geral Livro destinado ao registro de todas as preparações magistrais manipuladas em farmácias. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Notificação de Receita Documento padronizado destinado à notificação da prescrição de medicamentos. a e b = CRM, CRO, CRMV. C = CRM a) AMARELA = Entorpecentes b) AZUL = psicotrópicos c) BRANCA = retinóides de uso sistêmico e imunossupressores. 8 Listas C1 – Outras substâncias de controle especial: Antidepressivos, antiparkinsonianos, anticonvulsivantes e antiepilépticos, antipsicóticos e ansiolíticos, neurolépticos, anestésicos gerais, antitussígenos. Lista C5 - Anabolizantes. Validade após prescrição: 30 dias. Válida em todo Território Nacional. Quantidade Máxima: 60 dias de tratamento. Receituário de controle especial 9 (b) = Item colocado pela Autoridade Sanitária, mediante aposição do carimbo (c, d, e, f) = Itens de preenchimento obrigatórios do prescritor (g, h) = Itens de preenchimento obrigatórios do dispensador (a, i) = Itens de impressão obrigatória Notificação de receita “A” Listas A1 e A2 (Entorpecentes) A3 (Psicotrópicos) Validade: 30 dias. Válida em todo o território Nacional. 30 dias de tratamento. 5 ampolas por med. injetável. 10 Notificação de receita “B” Listas B1 (psicotrópicas) Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade máxima/receita: 60 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável. 11 Notificação de receita “B” Listas B2 (PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS) Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade máxima / receita: 30 dias de tratamento. 12 listas C2 (SUBST. RETINÓIDES DE USO SISTÊMICO) Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 30 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável. Deve vir acompanhada do Termo de Consentimento de Risco e Consentimento Pós-Informação. Notificação de Receita Especial Retinóides UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 AUTORIZAÇÃO Autorização Especial Licença concedida pela SVS/MS Inspeção Roteiros oficiais pré-estabelecidos, para avaliação das respectivas condições técnicas e sanitárias, emite parecer e encaminha o relatório à SVS/MS. Petição de autorização especial Visa local Autorização Especial no Diário Oficial da União 14 DOCUMENTOS • DOU com autorização de funcionamento da empresa; • Cópia da licença de funcionamento; • Comprovante de pagamento • Cópia do ato constitutivo da empresa; • Cópia do C.N.P.J. • Dados da empresa: razão social, representante legal, endereço completo, n.º(s) de telefone, fax, telex e E.Mail, nome do farmacêutico ou do químico responsável técnico, e n.º de sua inscrição no respectivo conselho regional; • Cópia do R.G. e C.I.C. Dos diretores; • CRF/farmacêutico ou CRQ/químico, responsável técnico. • Relação das substâncias ou medicamentos objeto da atividade e estimativa das quantidades; • Cópia do manual ou instruções concernentes às boas práticas de fabricação ou de manipulação adotado pela empresa. 15 COMÉRCIO Estabelecimentos devidamente legalizados. Nota fiscal ou Nota Fiscal Fatura: visada pela Autoridade Sanitária do local de domicílio do remetente compra, venda, transferência ou devolução de substâncias deste RT. - entre parênteses a letra indicativa da LISTA a que se refere; - Lista "C3" (imunossupressoras) ou do medicamento Talidomida não poderá conter outras substâncias ou produtos. Estoque - não poderá ser superior as quantidades de 6 meses de consumo; - lista "C3" (imunossupressoras) e Talidomida não superior a 1 ano de consumo. Misoprostol Lista "C1" restrita a hospitais cadastrados e credenciados junto a Autoridade Sanitária. 17 COMÉRCIO 17 Retinóides de uso sistêmico (C2) Imunossupressoras (C3) Fica proibida a manipulação. Retinóides de uso tópico Manipulação somente por farmácias certificadas em BPM. Proibida a manipulação de isotretinoína Retinóides credenciamento prévio efetuado pela autoridade sanitária estadual. TRANSPORTE - Responsabilidade solidária das empresas remetente e transportadora; - Transportadora LEGALIZADA junto aos órgãos competentes; - Manter CÓPIA AUTENTICADA DA AE das empresas para as quais presta serviços; - PESSOA FÍSICA: vedado entrar e sair do país com substâncias desta portaria sem prescrição médica.- Vedado sistema de reembolso postal e aéreo, mesmo com receita médica. - Exceção: lista "C4" (anti-retrovirais) UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI PRESCRIÇÃO Autoridade Sanitária fornecer talonário de Notificação de Receita "A“ numeração para confecção dos demais talonários avaliar e controlar esta numeração - Farmácia somente poderá aviar quando todos os itens da receita e da respectiva Notificação de Receita estiverem preenchidos. - Notificação de Receita será retida pela farmácia - Receita devolvida ao paciente devidamente carimbada, como comprovante do aviamento. - Notificação de Receita não será exigida para pacientes internados: dispensação se fará mediante receita ou outro documento equivalente subscrita em papel privativo do estabelecimento. PRESCRIÇÃO NR Personalizada e intransferível Deve conter somente uma substância das listas Talidomida "Termo de Esclarecimento" "Termo de Responsabilidade“: preenchido e assinado pelo médico em duas vias, uma é encaminhada à Coordenação Estadual do Programa e a outra permanecer no prontuário do paciente. PRESCRIÇÃO Cirurgiões dentistas e médicos veterinários só poderão prescrever para uso odontológico e veterinário. Anti-retrovirais (C4) Vedado a prescrição por médico veterinário ou cirurgiões dentistas. 22 (b) = Item colocado pela Autoridade Sanitária, mediante aposição do carimbo (c, d, e, f) = Itens de preenchimento obrigatórios do prescritor (g, h) = Itens de preenchimento obrigatórios do dispensador (a, i) = Itens de impressão obrigatória Notificação de receita “A” Listas A1 e A2 (Entorpecentes) A3 (Psicotrópicos) Validade: 30 dias. Válida em todo o território Nacional. 30 dias de tratamento. 5 ampolas por med. injetável. 23 Notificação de receita “B” Listas B1 (psicotrópicas) Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade máxima/receita: 60 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável. 24 Notificação de receita “B” Listas B2 (PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS) SIBUTRAMINA Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade máxima / receita: 30 dias de tratamento. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 25 listas C2 (SUBST. RETINÓIDES DE USO SISTÊMICO) Validade após prescrição: 30 dias. Válida somente no estado emitente. Quantidade Máxima / Receita: 30 dias de tratamento. Limitado a 5 ampolas por medicamento injetável. Deve vir acompanhada do Termo de Consentimento de Risco e Consentimento Pós-Informação. Notificação de Receita Especial Retinóides PRESCRIÇÃO Acima das quantidades previstas neste RT , o prescritor deve preencher uma justificativa contendo o CID (Classificação Internacional de Doença) ou diagnóstico e posologia, datar e assinar, entregando juntamente com a Notificação de Receita "B" ao paciente para adquirir o medicamento. *** Formulações magistrais: as formas farmacêuticas deverão conter, no máximo, as concentrações que constam de Literaturas Nacional e Internacional oficialmente reconhecidas. PRESCRIÇÃO Modelo de Carimbo PRESCRIÇÃO Proibido Prescrição e o aviamento de fórmulas contendo: - Associação de anorexígenos entre si ou com ansiolíticos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, bem como quaisquer outras substâncias com ação medicamentosa. - Associação de ansiolíticos com substâncias simpatolíticas ou parassimpatolíticas. CASOS DE EMERGÊNCIA Os medicamentos sujeitos a Notificação de Receita bem como as substancias constantes das listas C1 poderão ser aviados em PAPEL NÃO OFICIAL, devendo conter obrigatoriamente: � diagnostico ou CID; �justificativa do caráter emergencial do atendimento; �data; �inscrição no Conselho Regional; �assinatura devidamente identificada. O estabelecimento que aviar a referida receita deverá anotar a identificação do comprador e apresentá-la à Autoridade Sanitária local dentro de 72 horas, para VISTO. Receituário de controle especial Arquivar a notificação de receita, a receita de controle especial ou receita comum por 2 anos. Anabolizantes (lista C5) arquivar por 5 anos, conforme Lei no 9.965/2000 . UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 31 Listas C1 – Outras substâncias de controle especial: Antidepressivos, antiparkinsonianos, anticonvulsivantes e antiepilépticos, antipsicóticos e ansiolíticos, neurolépticos, anestésicos gerais, antitussígenos. Lista C5 - Anabolizantes. Validade após prescrição: 30 dias. Válida em todo Território Nacional. Receitas de Controle Especial = procedentes de outras Unidades Federativas 72 horas levar a Autoridade Sanitária local para averiguação e visto. Quantidade Máxima: 60 dias de tratamento. Receituário de controle especial 32 Receituário de controle especial 1ª via - Retida no estabelecimento. 2ª via - Devolvida ao Paciente com o carimbo comprovando o atendimento. No máximo 3 (três) substâncias da lista "C1" Antiparkinsonianos e anticonvulsivantes: quantidade até 6 (seis) meses de tratamento. 33 Somente será permitido a aplicação do fator de equivalência entre as substâncias e seus respectivos derivados (BASE/SAL), em prescrições contendo formulações magistrais, sendo necessário que as QUANTIDADES CORRESPONDENTES estejam devidamente identificadas nos RÓTULOS da embalagem primária do medicamento. Fator de equivalência ESCRITURAÇÃO Livro de Registro Específico indústria farmoquímica, laboratórios farmacêuticos, distribuidoras, drogarias e farmácias. ESCRITURAÇÃO Livro de Registro Específico Listas "A1" e "A2“ = entorpecentes Listas "A3", "B1" e "B2“ = psicotrópicos Listas "C1", "C2", "C4“ e "C5“ = controle especial Lista "C3" = imunossupressoras Cada página destina-se a escrituração de uma só substância ou medicamento, devendo ser efetuado o registro através da DCB combinado com o nome comercial. ESCRITURAÇÃO Livro de Registro Específico Arquivados por 2 anos "C3" (imunossupressoras) e Talidomida = 5 anos. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI ESCRITURAÇÃO Livro de Receituário Geral Farmácias magistrais Termos de Abertura e de Encerramento lavrados pela Autoridade Sanitária do Estado, Município ou Distrito Federal. GUARDA • Substâncias e medicamentos deverão ser obrigatoriamente guardados sob chave ou outro dispositivo que ofereça segurança. • Local exclusivo • Responsabilidade do farmacêutico ou químico responsável, quando se tratar de indústria farmoquímica. BALANÇOS BSPO Balanço de Substâncias Psicoativas e Outras Substâncias Sujeitas a Controle Especial estoque das substâncias das listas "A1" e "A2“ (entorpecentes), "A3","B1" e "B2" (psicotrópicas), "C1“ (outras substâncias sujeitas a controle especial), "C2" (retinóicas), "C3" (imunossupressoras), "C4" (anti-retrovirais), "C5" (anabolizantes) e "D1" (precursoras) Remetido pelo farmacêutico/químico RT (3 vias) trimestralmente até o dia 15 (quinze) dos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Balanço Anual deverá ser entregue até o dia 31 (trinta e um) de janeiro do ano seguinte. BALANÇOS BMPO Balanço de Medicamentos Psicoativos e de outros Sujeitos a Controle Especial registro de vendas de medicamentos das listas "A1", "A2" (entorpecentes), "A3" e "B2" (psicotrópicos) e "C4" (antiretrovirais) Remetido pelo farmacêutico/químico RT (3 vias) trimestralmente até o dia 15 (quinze) dos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Balanço Anual deverá ser entregue até o dia 31 (trinta e um) de janeiro do ano seguinte. BALANÇOS MCPM Mapa do Consolidado das Prescrições de Medicamentos registro das prescrições de medicamentos a base de substâncias constantes das listas "C3" (imunossupressoras) e Talidomida Remetido pelo farmacêutico/químico RT (3 vias) trimestralmente até o dia 15 (quinze) dos meses de abril, julho, outubro e janeiro.Balanço Anual deverá ser entregue até o dia 31 (trinta e um) de janeiro do ano seguinte. BALANÇOS RMV Relação Mensal de Venda de Medicamentos Sujeitos a Controle Especial - indústria ou laboratório farmacêutico e distribuidor registro das vendas de medicamentos a base de substâncias constantes das listas deste RT excetuando-se as substâncias constantes da lista "D1" (precursoras). Remetido pelo farmacêutico/químico RT (2 vias) até o dia 15 de cada mês UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI BALANÇOS RMNRA Relação Mensal de Notificações de Receita "A" registro das Notificações de Receita "A" retidas em farmácias e drogarias quando da dispensação de medicamentos a base de substâncias constantes das listas "A1" e "A2" (entorpecentes) e "A3" (psicotrópicas) Remetido pelo farmacêutico/químico RT (2 vias) até o dia 15 de cada mês EMBALAGEM VEDADO ÀS DROGARIAS VEDADO ÀS DROGARIAS VEDADO ÀS DROGARIAS VEDADO ÀS DROGARIAS O FRACIONAMENTO DA O FRACIONAMENTO DA O FRACIONAMENTO DA O FRACIONAMENTO DA EMBALAGEM ORIGINALEMBALAGEM ORIGINALEMBALAGEM ORIGINALEMBALAGEM ORIGINAL FAIXA PRETA Listas "A1"e "A2" (entorpecentes) "A3" (psicotrópicos) "Venda sob Prescrição Médica" "Atenção: Pode Causar Dependência Física ou Psíquica". EMBALAGEM FAIXA PRETA "B1" e "B2" (psicotrópicos) "Venda sob Prescrição Médica" "Atenção: o abuso deste medicamento pode Causar Dependência". EMBALAGEM FAIXA VERMELHA "C1" (outras substâncias sujeitas a controle especial) "C2" (retinóides de uso tópico) "C4" (anti-retrovirais) "C5" (anabolizantes) "Venda sob Prescrição Médica só Pode ser Vendido com Retenção da Receita“ "C4" (anti-retrovirais) "Atenção - O Uso Incorreto Causa Resistência do Vírus da AIDS e Falha no Tratamento". EMBALAGEM FAIXA VERMELHA Retinóides de uso tópico (C2) "Venda Sob Prescrição Médica" - "Atenção - Não Use este Medicamento sem Consultar o seu Médico, caso esteja Grávida. Ele pode causar Problemas ao Feto". "Venda Sob Prescrição Médica" "Atenção: Risco para Mulheres Grávidas, Causa Graves Defeitos na Face, nas Orelhas, no Coração e no Sistema Nervoso do Feto". Retinóides de uso sistêmico EMBALAGEM FAIXA VERMELHA "Atenção: Uso sob Prescrição Médica" "Só pode ser utilizado com Retenção de Receita" "Atenção: Risco para Mulheres Grávidas" "Venda e uso Restrito a Hospital". Misoprostol UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI AMOSTRAS GRÁTIS Proibido distribuir amostras grátis de substâncias e/ou medicamentos constantes deste RT Permitido amostras grátis a médicos: listas "C1" (outras substâncias sujeitas a controle especial) e "C4" (anti- retrovirais) Misoprostol = vedada a distribuição de amostras-grátis PROPAGANDA Somente poderá ser efetuada em revista ou publicação técno-científica de circulação restrita a profissionais de saúde Deverá obedecer aos dizeres que foram aprovados no registro do medicamento Não pode conter figuras, desenhos, ou qualquer indicação que possa induzir a conduta enganosa ou causar interpretação falsa ou confusa quanto a origem, procedência, composição ou qualidade. 51 Referências: PORTARIA Nº 344, DE 12 DE MAIO DE 1998. D.O.U. - Diário Oficial da União; Poder Executivo, de 15 de maio de 1998. SVS/MS - Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Endereço eletrônico: http://www.anvisa.gov.br/e- legis/ www.anvisa.gov.br www.cff.gov.br (http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/76/08- codigodeetica.pdf) www.crfrs.gov.br www.ms.gov.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 1 Medicamentos controlados SNGPC Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 Credenciamento e Primeiro Acesso Passo a passo SNGPC Conjunto de instrumentos informatizados utilizado para realizar o monitoramento da movimentação de medicamentos e substâncias sujeitos a controle especial conforme a Portaria SVS/MS nº. 344, de 12 de maio de 1998 e a Portaria SVS/MS nº. 6, de 29 de janeiro de 1999. RDC nº. 27 (30/03/2007) Quem utilizará o SNGPC? Drogarias e Farmácias particulares, que trabalhem com substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial utilizarão o SNGPC. No futuro o SNGPC será implementado também nas farmácias hospitalares, públicas, distribuidoras e indústrias de insumos e medicamentos controlados. O SNGPC é um programa de computador fornecido pela ANVISA? Não. O SNGPC é constituído por um ambiente de recebimento de dados da ANVISA. Estes dados deverão ser enviados com estrutura e extensão XML. Estes conterão as movimentações diárias de medicamentos e substâncias sujeitas a controle especial que deverão ser enviadas eletronicamente pela internet para a ANVISA via SNGPC. Como é o ambiente SNGPC da ANVISA? O acesso pelo hotsite: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/sngpc/index.asp Neste site você encontrará diversas informações úteis. Ou diretamente pelo link: http://sngpc.anvisa.gov.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 2 Ao clicar aqui você terá acesso ao SNGPC Clique para Acessar Responsável Técnico (Farmacêutico) insira aqui um e-mail válido e a sua senha de acesso Como obter um e-mail válido e uma senha de acesso? Através do cadastro de empresas feito no site da ANVISA no link: https://www.anvisa.gov.br/peticionamento/sat/global/sistemas.asp A maioria das empresas já possui este cadastro, mas todo estabelecimento novo deverá se cadastrar. É através do cadastramento da empresa e do cadastramento do usuário (R.T) que você fornecendo seu e-mail válido e criando uma senha obterá acesso ao SNGPC. Gestor de Segurança Será cadastrado no ato do cadastramento de empresa e deverá cadastrar um e-mail válido e uma senha que devem ser guardados em segurança, este e-mail e esta senha permitirão o acesso ao SNGPC . O representante legal da empresa e/ou o farmacêutico RT podem ser os Gestores de Segurança ou ambos. Clique aqui para atualizar/cadastrar a empresa e o farmacêutico (R.T) UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 3 Insira os dados e a senha da empresa já cadastrada e clique Entrar Insira o CNPJ e o CNAE e clique em Não tenho a senha para cadastro novo Clique aqui para cadastrar o perfil do novo usuário (farmacêutico-R.T) Gestor de Segurança insira seu e-mail válido e entre com sua senha criada no cadastramento da empresa ATENÇÃO! Este cadastro (atribuir perfil SNGPC) não é necessário se o responsável técnico foi cadastrado como Gestor de Segurança. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 4 Cadastre aqui o e-mail e a senha para acesso ao SNGPC. Digite o CPF do RT e clique em pesquisar. Preencha os dados em branco. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 5 sngpc empresa Atenção! Somente o usuário cadastrado (responsável técnico) poderá acessar o sistema, dar entrada com inventário e realizar as movimentações (transmitir) no SNGPC. A senha secreta de acesso é pessoal e intransferível! Se o farmacêutico for substituído lembre-se de alterar no cadastro da empresa e incluir o novo responsável técnico (Sistema de Segurança) atribuindo-lhe uma nova senha de acesso. Pronto! Agora você e sua empresa estão habilitados e podem realizar o primeiro acesso ao SNGPC e dar entrada no inventário de substâncias e/ou medicamentos sujeitos a controle especial. SNGPC UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 6 “Informamos que a ANVISA não possui vínculo com nenhum desenvolvedor de programas de informática e não indicará nenhum software compatível com o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - SNGPC. Fica a critériode cada estabelecimento a aquisição de um software capaz de realizar o controle eletrônico dos medicamentos e substâncias sujeitas a controle especial e gerar o arquivo XML para a transmissão das movimentações, conforme estabelece a RDC Nº. 27, de 30 de março de 2007.” Importante! Insira aqui o e-mail válido e a sua senha de acesso e clique Entrar Selecione a Empresa que você representa Podem aparecer vários CNPJ? Sim. Alguns gestores de segurança realizam o peticionamento eletrônico para mais de uma farmácia/drogaria, nesta tela irá aparecer a relação de CNPJ com acesso permitido ao perfil logado. Os gestores de segurança que não sejam responsáveis técnicos devem indicar e cadastrar o farmacêutico como responsável técnico no sistema de segurança. Este é o Menu de início. Primeiro você vai clicar em Dados Empresa UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Dados da Empresa Neste item você irá conferir se selecionou a empresa correta e se os dados referentes a ela estão corretos. Se for outra a empresa clique em Sair do Sistema e faça o login novamente. Qualquer divergência de informações aqui deverão ser corrigidas no Cadastramento de Empresas acessado pelo link: https://www.anvisa.gov.br/peticionamento/sat/global/sistemas.asp Menu de início. Agora você vai clicar em Entrada Inventário Entrada Inventário • Neste primeiro acesso você deverá fazer o inventário inicial de medicamentos e/ou substâncias sob controle especial. O que é o inventário inicial? É a declaração de todo o estoque de substâncias e/ou medicamentos sujeitos a controle especial que o estabelecimento possui através da entrada destas informações no SNGPC. Tipos de Inventários • Produtos Industrializados Inventário de medicamentos sujeitos a controle especial (farmácias e drogarias) • Insumos Inventário de substâncias sujeitas a controle especial (farmácias de manipulação) Clique aqui para dar entrada em medicamentos. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 8 Insira o Nº do registro que está na embalagem e clique Consulta Medicamento Insira o Nº do lote que está na embalagem do medicamento e a quantidade de caixas em estoque e clique em Incluir no Inventário Estes dados aparecerão automaticamente Clique aqui para dar entrada em insumos Insira o Número DCB e clique Consulta Insumo UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 9 Este dado aparecerá automaticamente O que é Número DCB? DCB é a Denominação Comum Brasileira. Através de uma regra de nomenclatura e tradução onde os nomes das substâncias são harmonizados, nomenclatura oficial com o português. Em seguida é atribuído um número a cada DCB. No site da ANVISA você pode conhecer melhor a DCB e acessar a lista atualizada. http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/dcb/index.htm Insira o CNPJ do fornecedor e clique Consulta Empresa Estes dados aparecerão automaticamente Insira o Nº do lote do fabricante que está na embalagem do insumo e a quantidade em estoque e clique em Incluir no Inventário UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 10 O que fazer após dar entrada em todo estoque inicial? Atenção! Certifique-se de que todo o estoque inicial foi inventariado antes de confirmar o seu inventário. Você só deverá confirmar o inventário quando possuir o programa de computador capaz de gerar arquivos com a estrutura e extensão XML contendo as movimentações! Só realize este procedimento quando puder enviar as movimentações diárias. Agora você vai clicar em Confirmação Inventário Confira estes dados Com o mouse apenas em cima do nome (sem clicar) confira os dados do produto Repita o código ao lado neste campo e clique Confirmar Inventário Este procedimento confirma todo o inventário de medicamentos e/ou insumos UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 11 Por quê confirmar o inventário? Garante que o estoque inicial de medicamentos e/ou insumos inventariados corresponde ao estoque físico de seu estabelecimento. Para imprimir uma cópia do Certificado de Escrituração Digital e afixar em local visível em seu estabelecimento, comprovando seu credenciamento ao SNGPC. Clique em Relatórios para imprimir o Certificado de Escrituração Digital Clique em Certificado Escrituração Digital para imprimir UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 12 Para imprimir o Certificado de Escrituração Digital você necessita do Programa Acrobat Reader (arquivo em pdf) Certificado de Escrituração Digital • Com o Certificado de Escrituração Digital o farmacêutico deve levar os livros de escrituração para serem encerrados na VISA local. • Com os livros deve ser levado um relatório do inventário para serem conferidas as quantidades transferidas do livro para o SNGPC. • Comprova o credenciamento ao SNGPC. E agora posso transmitir o arquivo.XML contendo as movimentações? Sim. Após ter inventariado todo o seu estoque você está apto a transmitir as movimentações diárias relativas a entradas e saídas. Saia do sistema. No próximo acesso ao hotsite do SNGPC você transmitirá através do site do SNGPC no link transmitir movimentações, buscando o arquivo (XML) no seu computador. As movimentações também poderão ser enviadas através de programa de computador de seu estabelecimento desde que gere arquivos em estrutura e extensão XML seguindo os Esquemas (Schema) XML fornecidos pela ANVISA. Clique para Enviar Farmacêutico insira aqui o e-mail válido e a sua senha de acesso (os mesmos que você usou para dar entrada no Inventário). Clique em procurar para localizar o arquivo em seu computador Clique após em Transferir. “Finalizar Inventário” – quando usar? Você não fará uso deste comando agora, somente quando o responsável técnico for substituído definitivamente ou eventualmente (no caso de férias e outros afastamentos superiores) você fará o encerramento do inventário (finalizar). O RT novo ou substituto fará um novo inventário para dar continuação nas movimentações. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 Selecione o motivo da finalização O que ocorre quando eu finalizo o inventário? Finalizar o inventário significa que houve um afastamento do atual responsável técnico ou o mesmo foi substituído. Poderá ocorrer quando do fechamento da empresa. Após finalizar o inventário o sistema não receberá mais as movimentações, você poderá continuar a transmitir ao SNGPC somente com a entrada de um novo inventário pelo responsável técnico, substituto ou novo, ou quando o seu farmacêutico retornar do seu afastamento. “Visualizar Inventário” Quando usar? Clique em Visualizar Inventário Disponível somente após confirmar ou finalizar o inventário Imprima uma cópia para seu controle “Informar Ausência” Férias Atestados Outros motivos legais UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 14 Clique em Informar Ausência Disponível somente após confirmar o inventário Informe as datas de saída e retorno relativas a ausência do farmacêutico e clique em Informar Ausência “Notificar Inconsistência” Inconsistência = Discordância de dados identificados durante a entrada do inventário ou durante a escrituração eletrônica. São problemas relacionados a números de registro, número DCB, etc. As inconsistências deverão ser relatadas em campo específico durante inventário e serão recebidas, avaliadas e corrigidas posteriormente pela ANVISA. Complete os campos conforme orientado Após preencher as informações clique em Notificar Inconsistência Clique aqui para notificar uma inconsistência detectada durante a entrada no inventário UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIAFARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 15 Complete os campos conforme orientado e clique em Notificar Inconsistência Tipo da Inconsistência Status da Inconsistência Corrigindo problemas. Erros por digitação incorreta de dados deverão ser corrigidos ANTES de confirmar o inventário e antes de enviar as movimentações. Excluindo informação errada Exclua o item que tenha sido inserido e não esteja correto, em seguida insira o dado corretamente. Este procedimento só poderá ser realizado DURANTE a entrada do inventário. Visualize e Imprima relatórios! Clique em Relatórios para imprimir UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROFͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 16 Selecione o relatório desejado Datar o período de transação Clique em Gerar Relatório Insira o Nº. da DCB Datar o período de transação Clique em Gerar Relatório Insira o Nº. do registro no M.S Atenção Se os números de registro e DCB não forem informados corretamente o sistema não aceitará, porém podem ser inseridos números que existam mas não correspondem ao medicamento ou substância a ser informado, neste caso o sistema não fará objeção, portanto MUITA ATENÇÃO ao inserir os dados. No caso em que o sistema não informar o erro você poderá enviar esta observação pela opção Informar Inconsistência ou pelo e-mail: sngpc.controlados@anvisa.gov.br UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Registro de medicamentos Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 2 Lei 6360 (23/09/1976) Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os MEDICAMENTOS, AS DROGAS, OS INSUMOS FARMACÊUTICOS E CORRELATOS, COSMÉTICOS, SANEANTES E OUTROS PRODUTOS, e dá outras providências. 3 Lei 6360 (23/09/1976) Art. 12. Nenhum dos produtos de que trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde. § 1º O registro a que se refere este artigo terá validade por 5 anos e poderá ser revalidado por períodos iguais e sucessivos, mantido o número do registro inicial. 4 Lei 6360 (23/09/1976) Art. 13 - Qualquer MODIFICAÇÃO DE FÓRMULA, alteração de elementos de composição ou de seus quantitativos, adição, subtração ou inovação introduzida na elaboração do produto, dependerá de autorização prévia e expressa do Ministério da Saúde e será desde logo averbada no registro. 5 Lei 6360 (23/09/1976) Registro Inscrição, em livro próprio após o despacho concessivo do dirigente do órgão do Ministério da Saúde, sob número de ordem, dos produtos de que trata esta Lei, com a indicação do nome, fabricante, da procedência, finalidade e dos outros elementos que os caracterizem; Art. 3 MS Documentação legalDocumentação técnica Provas laboratoriais 6 Lei 6360 (23/09/1976) Objetivo do registro Art. 3 Assegurar a segurança, a eficácia e a qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil. • Estudos clínicos – medicamentos novos • Biodisponibilidade relativa/ bioequivalência – similares e genéricos. Segurança e eficácia • Equivalência farmacêutica • BPF • Dossiê de registro • Monitoração mercado Qualidade UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI • Definir a classe de medicamentos • Local de produção • Planta de fabricação • Requisitos técnicos para o registro Registro 7 Lei 6360 (23/09/1976) Considerações para o registro 8 1. GEPEC: Gerência de Medicamentos Novos, Pesquisa e Ensaios Clínicos Gerência de Medicamentos Genéricos (GEMEG)* 2. GEMES: Gerência de Medicamentos Similares 3. GMEFH: Gerência de Isentos, Específicos, Fitoterápicos e Homeopáticos 4. UPBIH: Unidade de Produtos Biológicos e Hemoterápicos 5. UPROC: Unidade de Produtos Controlados 6. NUQIM: Núcleo de Gestão da Qualidade da Informação em Medicamentos Composição da Gerência-Geral de Medicamentos (GGMED) da ANVISA 9 Lei 6360/76 Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências. Legislações Lei 5991/73 Dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, e dá outras Providências. Lei 9787/99 Altera a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências. 10 Registro de Medicamentos Novos (RDC Nº 136/2003) Registro de Produtos Biológicos (RDC Nº. 315/2005) Registro de Medicamentos Similares (RDC Nº. 17/2007) Registro de Medicamentos Genéricos (RDC Nº 16/2007) Registro de Medicamentos Específicos (RDC Nº 16/2007) Registro de Produtos Fitoterápicos (RDC Nº. 14/2010) Registro de Medicamentos Dinamizados (RDC Nº 26/2007) Notificação simplificada de medicamentos (RDC Nº 199/2006) Adequação dos medicamentos já registrados (RDC Nº 134/2003) Legislações 11 O termo “medicamento novo”, sem outra adjetivação, é, na prática, utilizado para se referir a medicamentos novos com princípios ativos sintéticos e semissintéticos, associados ou não, que são os avaliados pela GEPEC. Quando se utiliza o termo “medicamento novo” sem outro complemento não se está referindo, portanto, a produtos biológicos, fitoterápicos, homeopáticos, medicamentos ditos “específicos”, medicamentos isentos de registro, e nem tampouco a cópias (genéricos e similares). Registro de Medicamentos Novos 12 Consulta Pública n° 01, de 7 de janeiro de 2013 Assunto: Harmonização da regulamentação sobre registro de medicamentos novos, genéricos e similares Área responsável: GGMED Registro de Medicamentos Novos Resolução RDC n° 136, de 29/maio/2003 Dispõe sobre Registro de Medicamento Novo. Alterada pela RDC no 72, de 07/abril/2004. Alterada pela RDC no 210, de 02/setembro/2004. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 Registro de Medicamentos Novos � Registro de Medicamentos Novos com princípios ativos sintéticos ou semissintéticos associados ou não; � Registro de novas formas farmacêuticas, concentrações, nova via de administração e indicações no País com princípios ativos sintéticos ou semissintéticos por parte de empresas não detentoras de registro inicial daquele(s) principio(s) ativo(s). � Registro de produto resultante de: a) alteração de propriedades farmacocinéticas; b) retirada de componente ativo de produto já registrado; c) sais novos, isômeros, embora a entidade molecular correspondente já tenha sido autorizada. Fase 1 Fase 2 Fase 3+ Testes in vitro e em animais Submissão / aprovação pelas autoridades regulatórias/Registro Fase 4 Princípio ativo Síntese, purificação e produção Desenvolvimento formulação Farmacovigilância Monitoramento da qualidade L A N Ç A M E N T O Aprovação dos ensaios clínicos (GEPEC + CEP + CONEP) RDC 39/08 Art. 14 § 2º Caracteriza-se como infração sanitária gravíssima as pesquisas cujo início das atividades tenha ocorrido antes das devidas aprovações sanitárias e/ou éticas, ficando o investigador e o patrocinador suspenso de suas atividades junto à ANVISA e sujeitos às penalidades previstas na Lei 6.437/77. Ensaios clínicos 16 Fase Tipo de população EscalaDuração Objetivo principal Fase I Voluntários saudáveis ou pacientes (se estiver sendo estudado o câncer ou a AIDS) Muito curta Dias Segurança Tolerabilidade Farmacodinâmica Farmacocinética Fase II Pacientes (hospitais) Curta Semanas Segurança Tolerabilidade Prova de conceito Determinação de dose Eficácia preliminar Fase III Pacientes (hospital ou prática geral) Longa Meses Segurança e eficácia de longo prazo vs. medicamentos concorrentes Fase IV Pacientes (prática geral) Muito longa Meses/anos Segurança, tolerância e eficácia de longo prazo em pacientes da vida real Ensaiosclínicos 17 Análise Dossiê Análise farmacotécnica Análise da eficácia Análise da segurança Análise dos estudos pré-clínicos e clínicos realizada por consultores externos. • Etapas de produção, aquisição das MPs , estocagem, CQ, liberação, expedição, análise da bula, estabilidade. • Geralmente técnicos da própria Anvisa. 18 Regulamento técnico RDC 136 2003 I - MEDIDAS ANTECEDENTES DE REGISTRO Produto novo nacional ou importado � protocolos de pesquisas clinicas e resultados do andamento destas pesquisas. GUIA PARA A NOTIFICAÇÃO DE LOTES PILOTO DE MEDICAMENTOS: No caso em que a fase III venha a ser realizada com produto novo fabricado no País, apresentar previamente notificação para a produção de lotes piloto. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 19 RDC 136 2003 II - REGISTRO Protocolo � processo único, com relatórios em separado para cada forma farmacêutica. a) Formulários de petição de registro; b) Recolhimento da taxa de fiscalização de vigilância sanitária; ou comprovante de isenção. c) Licença de Funcionamento da empresa (Alvará Sanitário); d) Certificado de Responsabilidade Técnica (CRF) e) Protocolo da notificação da produção de lotes-piloto; f) Certificado de Boas Práticas de Fabricação e Controle (BPFC) 20 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO a)Dados gerais Texto de bula, esboço de "lay-out" de rótulo e embalagem. Apresentações em gotas deverá ser determinado o número de gotas que corresponde a 1 mL, indicando-se a concentração do fármaco por mL; b) Prazo de validade Resultados do estudo de estabilidade acelerada de três lotes piloto utilizados nos testes e estudos de estabilidade de longa duração em andamento ou já concluídos, de acordo com o GUIA PARA A REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE ESTABILIDADE DE MEDICAMENTOS; c) Relatório de ensaios pré-clínicos toxicidade aguda, subaguda e crônica, toxicidade reprodutiva, atividade mutagênica, potencial oncogênico de acordo com a legislação específica; 21 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO d) Relatório de ensaios clínicos para comprovar a eficácia terapêutica. A apresentação destas informações deve seguir a ordem: estudos clínicos fase I, II, III. e) Combinações de princípios ativos diferentes em uma mesma forma farmacêutica ou duas ou mais apresentações em uma mesma embalagem incluir justificativa da racionalidade e quando aplicável outros ensaios como: - estudos de biodisponibilidade relativa - ensaios clínicos controlados para cada indicação terapêutica. RDC 210 2004 22 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO d) Informações técnicas • fórmula estrutural e molecular • peso molecular • sinonímia e referência completa • forma física do sal • ponto de fusão • solubilidade • rotação óptica específica • propriedades organolépticas • possíveis isômeros • Polimorfismo • descrever a relação sal/base e os excessos utilizados • espectro de IV • outras análises de identificação • Rota de síntese do fármaco • estudos de estabilidade do fármaco • solventes utilizados • solventes residuais • Farmacodinâmica (Mecanismo de ação, posologia, etc) • Farmacocinética (pKa; meia- vida biológica; Volume de distribuição; etc) 23 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO d) Informações técnicas • fórmula estrutural e molecular • peso molecular • sinonímia e referência completa • forma física do sal • ponto de fusão • solubilidade • rotação óptica específica • propriedades organolépticas • possíveis isômeros • Polimorfismo • descrever a relação sal/base e os excessos utilizados • espectro de IV • outras análises de identificação • Rota de síntese do fármaco • estudos de estabilidade do fármaco • solventes utilizados • solventes residuais • Farmacodinâmica (Mecanismo de ação, posologia, etc) • Farmacocinética (pKa; meia- vida biológica; Volume de distribuição; etc) 24 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO l) Enviar informações adicionais de acordo de acordo com a legislação vigente sobre controle da Encefalopatia Espongiforme Transmissível, quando cabível. m) Relatório de produção: • Forma farmacêutica • Fórmula completa: descrição completa, componentes e sua quantidade e função na formulação • Referência de especificação de qualidade descrita na Farmacopeia Brasileira ou, na ausência desta, em outros códigos oficiais autorizados. • Tamanho mínimo e máximo do lote industrial a ser produzido. • Descrição de todas as etapas da produção e equipamentos empregados. • Metodologia dos controles em processo. • Critérios adotados para fins de identificação do lote de produção. DCB DCI CAS UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 25 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO n) Controle de qualidade de todas as matérias-primas (especificações e métodos analíticos) o) Controle de qualidade do produto terminado (métodos analíticos; especificações; perfil de dissolução, quando aplicável. p) Especificações do material de embalagem primária. 26 RDC 136 2003RELATÓRIO TÉCNICO 3. Produtos importados: a) Especificar a FASE DO MEDICAMENTO a importar como produto terminado, produto a granel ou na embalagem primária; b) Apresentar autorização da empresa fabricante do medicamento para o registro, representação comercial e uso da marca no Brasil. c) Cópia do Certificado de BPFC emitido pela ANVISA para a empresa fabricante por linha de produção; d) Comprovante de registro emitido pela autoridade sanitária de um país onde esteja localizada a empresa e o respectivo texto de bula. e) Metodologia de controle de qualidade físico-química, química, microbiológica e biológica. g) teste de estabilidade na embalagem final de comercialização. 27 RDC 136 2003III - MEDIDAS PÓS REGISTRO Alterações de registro devem seguir os processos especificados no GUIA PARA REALIZAÇÃO DE ALTERAÇÕES E INCLUSÕES PÓS-REGISTRO DE MEDICAMENTOS. A ANVISA poderá realizar análise de controle de lotes comercializados para fins de monitoramento da qualidade e conformidade do medicamento com o medicamento registrado, em laboratórios oficiais. Decorrido o prazo de validade declarado para o medicamento, a empresa deverá protocolar na forma de complementação de informações ao processo, relatório de resultados e avaliação final do estudo de estabilidade de longa duração (3 lotes apresentados na submissão) de acordo com o cronograma previamente apresentado. 28 RDC 136 2003RENOVAÇÃO DO REGISTRO Cada 5 anos a) Formulário de petição b) Pagamento da taxa de fiscalização c) Certificado de Responsabilidade Técnica d) Comprobatório de venda no período de vigência do registro, e os números das notas fiscais e a relação de estabelecimentos compradores em um máximo de 3 (três) notas por forma farmacêutica. e) A última versão de bula impressa f) Listagem com as alterações e/ou inclusões pós-registro ocorridas durante o último período de validade do registro do produto, acompanhados de cópia do D.O.U. g) Importados: 3 laudos de CQ de 3 lotes importados nos últimos três anos realizado pelo importador no Brasil. h) Dados de farmacovigilância e de estudos de fase IV. 29 Registro de Medicamentos Específicos RDC Nº. 132/2003 �Soluções de grande e de pequeno volume tais como, água para injeção, soluções de glicose, cloreto de sódio, demais compostos eletrolíticos ou açúcares, �Opoterápicos �Medicamentos à base de VITAMINAS E/OU MINERAIS E/OU AMINOÁCIDOS, isoladas ou associadas entre si, com pelo menos um dos componentes acima dos limites nutricionais estabelecidos pela portaria 33/98, e igual ou abaixo dos níveis máximos de segurança determinados pela portaria 40/98. . Não poderão ser registrados como similar ou genérico 30 Registro de Medicamentos Específicos Art 3 Medicamentos isentos de registro regulamentados pela Resolução 23/99 e pela Portaria 1056/98 passam a ser regulamentados por esta Resolução. Estes medicamentos devem ter seu respectivo número de cadastro. RDC Nº. 132/2003 Art 5 Concentrados poli eletrolíticos para hemodiálise (CPHD) regulamentados pelaRDC nº 8/2001. Art 6 Soluções parenterais de grande e de pequeno volume, regulamentadas pela Portaria SNVS/MS nº 500/1997 e pela RDC n° 9/2001. Produtos para terapia de reidratação oral Produtos para nutrição parenteral UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 31 Registro de Produtos Biológicos RDC Nº. 315, DE 26 DE OUTUBRO DE 2005 1. Vacinas 2. Soros Hiperimunes 3. Hemoderivados 4. Biomedicamentos: a partir de fluidos biológicos ou de tecidos de origem animal; procedimentos Biotecnológicos. 5. Anticorpos monoclonais. 6. Medicamentos contendo microorganismos vivos, atenuados ou mortos 7. Probióticos 8. Alérgenos 32 Registro de Produtos Biológicos RDC Nº. 315, DE 26 DE OUTUBRO DE 2005 Necessário estudos clínicos Fase I, II e III, bem como fase IV se existir. É possível apresentar Estudos clínicos de não inferioridade, como demonstração da atividade terapêutica e segurança. 33 Registro de Fitoterápicos RDC Nº. 14, DE 26 DE OUTUBRO DE 2010 Apresentar comprovação de segurança de uso (toxicologia pré-clínica, toxicologia clínica) e de eficácia terapêutica (farmacologia pré-clínica, farmacologia clínica) do medicamento. Os ensaios clínicos deverão atender às exigências estipuladas pelo Conselho Nacional de Saúde - CNS. Art. 17: Os ensaios pré-clínicos e clínicos de segurança e eficácia deverão ser realizados conforme os seguintes parâmetros: ... II - os ensaios clínicos deverão seguir as Boas Práticas de Pesquisa Clínica (BPPC) e as normas vigentes para realização de pesquisa clínica. 34 Pós Registro RDC Nº. 48/2009 Dispõe sobre realização de alteração, inclusão, suspensão, reativação, e cancelamento pós-registro de medicamentos e dá outras providências. I. Alteração ou inclusão de local de embalagem secundária; II. Alteração ou inclusão de local de embalagem primária; III. Alteração menor do processo de produção; IV. Alteração ou inclusão de equipamento de embalagem primária; V. Alteração ou inclusão de equipamento com mesmo desenho e princípio de funcionamento; VI. Inclusão de tamanho de lote em até 10 vezes; VII. Alteração menor de excipiente; VIII. Adequação de especificações e métodos analíticos a compêndio oficial ou estreitamento de faixa de especificação; IX. Exclusão de local de fabricação do fármaco ou local de embalagem primária ou local de embalagem secundária ou local de fabricação do produto; X. Redução do prazo de validade com manutenção dos cuidados de conservação. 35 Pós Registro RDC Nº. 48/2009 INCLUSÕES (Exemplos) • Nova apresentação comercial (quantidade e volume) • Novo acondicionamento • Ampliação de uso; alteração de posologia. • Nova forma farmacêutica já aprovada (similares já registrados). • Indicação terapêutica nova no país (mesma concentração e FF) • Alteração ou inclusão na rota de síntese do fármaco ou de local de fabricação do fármaco. • Nova via de administração. • Nova FF no país (mesma indicação terapêutica). 36 Pós Registro RDC Nº. 48/2009 Art. 194. Suspensão temporária da fabricação de um produto registrado não implicando o cancelamento do seu registro. Art. 197 Solicitação de retomada da fabricação de um produto já registrado. Capítulo XXIV DO CANCELAMENTO DO REGISTRO Seção I Art. 201. Refere-se ao cancelamento do registro de determinadas apresentações do medicamento. Art. 202. O cancelamento da apresentação do medicamento só poderá ser implementado após análise e conclusão favorável da Anvisa. O cancelamento só poderá ser solicitado após a aprovação da Suspensão Temporária de Fabricação nos termos do Capitulo XXII UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 37 Isenção de Registro RDC Nº. 10/2010 – Notificação de drogas vegetais RDC Nº. 199/2006 – Notificação simplificada MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa ou paliativa na qual existe baixo risco de que seu uso ou exposição possa causar consequências e ou agravos à saúde quando observadas todas as características de uso e de qualidade descritas no Anexo I desta Resolução. NOTIFICAÇÃO comunicação à autoridade sanitária federal (ANVISA) referente à fabricação, importação e comercialização dos medicamentos de notificação simplificada relacionados no Anexo I deste regulamento. Ex: Álcool 70, ácido salicílico 2%, ácido bórico 3%, colódio elástico, manteiga de cacau, hidróxido de alumínio e magnésio. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI Medicamentos Genéricos e similares Profa. Dra. Carine Viana Silva 1 2 XX - Medicamento Similar - aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.190-34, de 2001) XXI – Medicamento Genérico – medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI; (Inciso incluído pela Lei nº 9.787, de 10.2.1999) LEI No 6.360, DE 23 DE SETEMBRO DE 1976 Passa a vigorar com as seguintes alterações: 3 XXII – Medicamento de Referência – produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro. XXIII – Produto Farmacêutico Intercambiável – equivalente terapêutico de um medicamento de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e segurança. XXIV – Bioequivalência – consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio(s) ativo(s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental. XXV – Biodisponibilidade– indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. Lei 6360/1976 texto alterado pela 9787/1999 4 Equivalência terapêutica Dois medicamentos são considerados terapeuticamente equivalentes se eles são equivalentes farmacêuticos e, após administração na mesma dose molar, seus efeitos em relação à eficácia e segurança são essencialmente os mesmos, o que se avalia por meio de estudos de bioequivalência apropriados, ensaios farmacodinâmicos, ensaios clínicos ou estudos in vitro. RDC 16/2007 5 Equivalentes farmacêuticos são medicamentos que contêm o mesmo fármaco, isto é, mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa, na mesma quantidade e forma farmacêutica, podendo ou não conter excipientes idênticos. Devem cumprir com as mesmas especificações atualizadas da Farmacopeia Brasileira e, na ausência destas, com as de outros códigos autorizados pela legislação vigente ou, ainda, com outros padrões aplicáveis de qualidade, relacionados à identidade, dosagem, pureza, potência, uniformidade de conteúdo, tempo de desintegração e velocidade de dissolução, quando for caso. RDC 16/2007 6 Medicamentos Bioequivalentes RDC 16/2007 são equivalentes farmacêuticos que, ao serem administrados na mesma dose molar, nas mesmas condições experimentais, não apresentam diferenças estatisticamente significativas em relação à biodisponibilidade.Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde Somente os centros habilitados pela ANVISA poderão realizar o estudo de equivalência farmacêutica e somente os centros certificados pela ANVISA poderão realizar o estudo de biodisponibilidade relativa /bioequivalência. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 7 Medicamentos RDC 16/2007 8 Biodisponibilidade relativa RDC 16/2007 9 Biodisponibilidade relativa RDC 16/2007 10 Identificação RDC 47 2001: Letra G azul impressa Lei 9787/1999 – bases legais para instituição de medicamentos genéricos no país. 11 Identificação RDC 47 2001 12 Identificação RDC 47 2001 UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 13 * Oferecer à população medicamentos de melhor qualidade, mais seguros e eficazes, (testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência); * Disponibilizar medicamentos de menor preço; * Reduzir os preços dos medicamentos de referência, com a entrada de medicamentos concorrentes (genéricos); * Contribuir para aumento do acesso aos medicamentos; * Fortalecer a indústria nacional; * Mudar o comportamento dos profissionais de saúde (prescritores e dispensadores); * Proporcionar o desenvolvimento tecnológico das indústrias e do país. Quais as vantagens dos genéricos? 14 RDC 16/2007REGISTRO - Consultar a lista de medicamentos de referência (portal da ANVISA) � se há esta indicação na concentração e forma farmacêutica para o produto que se pretende registrar como genérico. - Na ausência deste, protocolar junto à ANVISA solicitação de indicação de medicamento de referência e apresentar os seguintes dados, tanto do medicamento TESTE quanto do medicamento de REFERÊNCIA suposto: empresa; produto; princípio ativo; forma farmacêutica; concentração e comprovante de comercialização/distribuição no Brasil, do medicamento apontado como referência. - Apresentar Notificação de Produção dos Lotes-Piloto, conforme disposto no GUIA PARA A NOTIFICAÇÃO DE LOTES-PILOTO DE MEDICAMENTOS MEDIDAS ANTECEDENTES 15 RDC 16/2007 REGISTRO - Documentação e formulários específicos - Modelo de bula e layout das embalagens (primária e secundária). - Gotas = número de gotas que corresponde a 1 mL (conc/mL) 16 RDC 16/2007REGISTRO Medicamento importado Certificado do registro do medicamento – local de fabricação; especificar a fase do medicamento a importar; CBPF/ANVISA (produção e embalagem); especificações e métodos analíticos (importador); cópia de laudo analítico; documentos em formato digital; dados de validação. Relatório de produção - Fórmula mestra/fórmula padrão (processo de produção, equipamentos, tamanho do lote industrial; - DCB, DCI, CAS (nesta ordem); - Quantidades e função de cada componente na formulação; especificações; - Dossiê completo de produção e controle de qualidade; - Validação de métodos analíticos; - Estudo de estabilidade. 17 RDC 16/2007REGISTRO 16. Relatório de equivalência farmacêutica 16.1. Relatório técnico/certificado de equivalência farmacêutica realizado com o medicamento de referência comercializado no País, conforme critério do GUIA PARA REALIZAÇÃO DO ESTUDO E ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA E PERFIL DE DISSOLUÇÃO. 18 RDC 16/2007REGISTRO Relatórios de testes biofarmacotécnicos GUIA PARA ISENÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE ESTUDOS DE BIOEQUIVALÊNCIA GUIA PARA REALIZAÇÃO DO ESTUDO E ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA E PERFIL DE DISSOLUÇÃO O estudo de bioequivalência deverá ser realizado, obrigatoriamente, com o mesmo lote utilizado no estudo de equivalência farmacêutica UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 19 RDC 16/2007REGISTRO Relatórios de testes biofarmacotécnicos O estudo de bioequivalência deverá ser realizado conforme o GUIA PARA PROVAS DE BIODISPONIBILIDADE RELATIVA/BIOEQUIVALÊNCIA DE MEDICAMENTOS, empregando o medicamento de referência indicado pela ANVISA e comercializado no país. Relatório técnico de estudo de bioequivalência, elaborado de acordo com o GUIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO DE ESTUDO DE BIODISPONIBILIDADE RELATIVA/BIOEQUIVALÊNCIA. 20 RDC 16/2007 Medicamentos que não serão aceitos como genéricos Medicamentos RDC 132/2003: �Soluções parenterais isentas de fármaco �Opoterápicos �Medicamentos à base de VITAMINAS E/OU MINERAIS E/OU AMINOÁCIDOS Fitoterápicos Produtos biológicos, imunoterápicos, derivados de plasma e sangue humano. Produtos obtidos por biotecnologia (exceto antibióticos, fungicidas e outros). Antissépticos de uso hospitalar Produtos com fins diagnósticos e contrastes radiológicos. Medicamentos isentos de prescrição médica - LISTA DE GRUPOS E INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS ESPECÍFICAS (GITE). RDC 138 2003. *** Com exceções na 16/2007 RDC 16/2007Prescrição No âmbito do SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS): as prescrições pelo profissional responsável adotarão, obrigatoriamente, a DCB, ou, na sua falta, a DCI. Nos serviços PRIVADOS DE SAÚDE, a prescrição ficará a critério do profissional responsável, podendo ser realizada sob a DCB ou, na sua falta, sob a DCI ou sob o nome comercial. RDC 16/2007Prescrição O médico pode proibir a troca do medicamento de marca pelo medicamento genérico? No caso de o profissional prescritor decidir pela não-intercambialidade de sua prescrição, a manifestação deverá ser efetuada por item prescrito, de forma clara, legível e inequívoca, devendo ser feita de PRÓPRIO PUNHO, não sendo permitidas outras formas de impressão. RDC 16/2007Dispensação Será permitida ao profissional farmacêutico a substituição do medicamento prescrito pelo medicamento genérico correspondente, salvo restrições expressas pelo profissional Prescritor. Nesses casos, o profissional farmacêutico deverá indicar a substituição realizada na prescrição, apor seu CARIMBO A SEU NOME E NÚMERO DE INSCRIÇÃO DO CRF datar e assinar. RDC 16/2007Dispensação O medicamento genérico somente será dispensado se prescrito pela DCB ou, na sua falta, pela DCI podendo ser intercambiável com o respectivo medicamento referência (RDC 51/2007). Dever do profissional farmacêutico explicar, detalhadamente, a dispensação realizada ao paciente ou usuário bem como fornecer toda a orientação necessária ao consumo racional do medicamento genérico. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI RDC 16/2007Dispensação A substituição do genérico deverá pautar-se na relação de medicamentos genéricos registrados pela ANVISA. A relação de medicamentos genéricos deverá ser divulgada pela ANVISA por intermédio dos meios de comunicação. RDC 44/2009 Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Seção V Da Dispensação de Medicamentos Art. 42. O estabelecimento farmacêutico deve assegurar ao usuário o direito à informação e orientação quanto ao uso de medicamentos. §1º O estabelecimento deve manter à disposição dos usuários, em local de fácil visualização e de modo a permitir a imediata identificação, LISTA ATUALIZADA DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS comercializados no país, conforme relação divulgada pela Anvisa e disponibilizada no seu sítio eletrônico no endereço http://www.anvisa.gov.br. 29 Medicamentos isentos do ensaio de bioequivalência RDC 897/2003 - Formulações parenterais (IV, IM, SC, IT) sob a forma de soluções aquosas que contêm o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento referência e excipientes de mesma função, em concentrações compatíveis. - Soluções de uso oral que contêm o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento referência e que não contém excipientes que afetem a motilidade gastrintestinal ou a absorção do fármaco. - Pós para reconstituiçãoque resultem em solução - Gases. 30 Medicamentos isentos do ensaio de bioequivalência RDC 897/2003 - Soluções aquosas OTOLÓGICAS E OFTÁLMICAS que contêm o mesmo fármaco, nas mesmas concentrações em relação ao medicamento referência e excipientes de mesma função, em concentrações compatíveis. - Medicamentos de uso tópico, não destinados a efeito sistêmico, destinados ao uso otológico e oftálmico, que se apresentem na forma de SUSPENSÃO, devem ser apresentados os resultados de estudos farmacodinâmicos que fundamentem a equivalência terapêutica. - Medicamentos inalatórios ou sprays nasais (solução aquosa) - Medicamentos de uso oral cujos fármacos não sejam absorvidos no TGI. UFSM – CURSO DE FARMÁCIA DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA PROF ͣ. DR ͣ. CARINE VIANA SILVA IEGGLI 31 MEDICAMENTOS SIMILARES RDC 17/2007 32 MEDICAMENTOS SIMILARES RDC 17/2007 NOME COMERCIAL OU MARCA • Princípios ativos • Concentração • Forma farmacêutica • Via de administração • Posologia • Indicação terapêutica Medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária • Tamanho e forma do produto • Prazo de validade • Embalagem • Rotulagem • Excipientes e veículo II - REGISTRO RDC 17/2007 Para todos os medicamentos deverão ser apresentados os resultados dos testes de Equivalência Farmacêutica, descrevendo a metodologia utilizada, realizados por laboratórios habilitados (REBLAS) - GUIA PARA REALIZAÇÃO DE ESTUDO E ELABORAÇÃO DO RELATORIO DE EQUIVALENCIA FARMACEUTICA. Relatório de testes de Biodisponibilidade Relativa (BDR), para os medicamentos de venda sob prescrição médica e não isentos deste estudo, conforme GUIA PARA ISENÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE ESTUDOS DE BIOEQUIVALÊNCIA, realizados em laboratório certificado pela ANVISA. O estudo de biodisponibilidade relativa deverá estar de acordo com: • GUIA PARA PLANEJAMENTO E REALIZAÇÃO DA ETAPA ESTATÍSTICA DE ESTUDOS DE BIODISPONIBILIDADE RELATIVA/BIOEQUIVALÊNCIA • GUIA PARA PROVAS DE BIODISPONIBILIDADE RELATIVA/BIOEQUIVALÊNCIA. • GUIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS DE BIODISPONIBILIDADE RELATIVA/BIOEQUIVALÊNCIA. V - Medicamentos que não serão aceitos como similares RDC 17/2007 1. Produtos biológicos, imunoterápicos, derivados do plasma e sangue humano; 2. Fitoterápicos; 3. Medicamentos protocolados como similares, mas que não atendam o conceito de medicamento similar, de acordo com o decreto nº 3.961, de 10 de outubro de 2001, que altera o decreto nº 79.094, de 5 de janeiro de 1977, que atualiza as definições de medicamento similar, medicamento de referência e medicamento genérico. Prescrição e dispensação RDC 17/2007 No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), as prescrições pelo profissional responsável adotarão, obrigatoriamente, a DCB ou, na sua falta, a DCI. As aquisições de medicamentos, sob qualquer modalidade de compra, assim como as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, adotarão obrigatoriamente a DCB ou, na sua falta, a DCI. Texto pela RDC 53/2007. É dever do profissional farmacêutico explicar, detalhadamente, a dispensação realizada ao paciente ou usuário bem como fornecer toda a orientação necessária ao consumo racional do medicamento similar. Texto pela RDC 51/2007.