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Condições de Conforto – Conforto térmico, acústico e de iluminação adequados no posto de trabalho e Riscos biológicos Neste estudo, você conhecerá as condições de conforto térmico, acústico e de iluminação. Você aprenderá a respeito da exposição ocupacional ao calor em que o trabalhador se encontra, aprenderá sobre os critérios de medidas e orientações para que esse trabalhador possa desenvolver um trabalho seguro, conforme rege a norma. Aqui, você conhecerá ainda os riscos biológicos recorrentes no trabalho e suas especificações. Vamos lá? Condições de Conforto Térmico As condições de conforto térmico nos ambientes de trabalho estão relacionadas à exposição ocupacional ao calor, que implica na sobrecarga térmica ao trabalhador, resultando em risco potencial de dano à sua saúde. Por essa razão, a NR-15 estabelece critérios para caracterizar as atividades ou operações insalubres decorrentes da exposição ocupacional ao calor em ambientes fechados ou ambientes com fonte artificial de calor. Para caracterizar uma atividade ou operação como insalubre, deverá ser realizada a avaliação quantitativa com base na metodologia e procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional NHO 06 (2ª edição, 2017), da Fundacentro, nos seguintes aspectos: a) Determinação de sobrecarga térmica por meio do índice IBUTG – Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo; b) Equipamentos de medição e formas de montagem, posicionamento e procedimentos de uso dos mesmos nos locais avaliados; c) Procedimentos quanto à conduta do avaliador; e d) Medições e cálculos. 2 - 26 A Norma NHO-06 estabelece que avaliação de calor deve ser feita de forma a caracterizar a exposição de todos os trabalhadores considerados em um estudo. Para tanto, identificam-se grupos de trabalhadores que apresentem iguais características de exposição, ou seja, a norma quer dizer que não será necessária a avaliação de todos os trabalhadores, uma vez que existe a possibilidade de redução com a abordagem, considerando a totalidade dos expostos no grupo com condições reais de exposição. A empresa deverá ter controle da temperatura, da velocidade do ar e da umidade, com a finalidade de proporcionar conforto térmico nas situações de trabalho conforme a NR-17, que determina a temperatura do ar entre 18 e 25 °C para ambientes climatizados. Com isso, é possível estudar que na NR- 09, além do calor do ambiente, o trabalhador também está exposto ao calor interno do seu corpo, que é gerado pela atividade exercida, caracterizando uma Taxa Metabólica, que varia em proporção direta ao esforço físico necessário para executar o serviço. O critério de avaliação da exposição ocupacional ao calor adotado pela Norma NHO-06 tem por base o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), que é relacionado à Taxa Metabólica (M), considerando para a avaliação da exposição ao calor os valores obtidos no período de 60 minutos corridos. O IBUTG é calculado por meio das equações: 3 - 26 a) Para ambientes internos ou para ambientes externos sem carga solar direta: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg b) Para ambientes externos com carga solar direta: IBUTG = 0,7 tbn + 0,2 tg + 0,1 tbs Sendo: • tbn = temperatura de bulbo úmido natural em °C; • tg = temperatura de globo em °C; • tbs = temperatura de bulbo seco (temperatura do ar) em °C. Para conhecer a NHO-06 completa, com todos os quadros para a base de cálculos, acesse o link ou código QR a seguir: Quero Saber + https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/ doc/NHO06.pdf 4 - 26 https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/doc/NHO06.pdf https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/doc/NHO06.pdf https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/doc/NHO06.pdf O IBUTG é um dispositivo de medição que utiliza termômetro de mercúrio, e a sua determinação poderá ser feita com o uso de dispositivos convencionais ou eletrônicos, desde que apresentem resultados equivalentes aos obtidos com a utilização do conjunto convencional. A seguir, você confere um modelo de equipamento de conjunto eletrônico e um convencional: Figura 1 - Conjunto eletrônico e convencional Fonte: Adaptado de Fundacentro (2017, p. 31) E é preciso estar atento, pois toda a exposição ocupacional ao calor é considerada insalubre e será classificada em grau médio. Com isso, a NR- 15 especifica que a exposição ocupacional ao calor deve ser objeto de laudo técnico que contemple, no mínimo, os seguintes itens: 5 - 26 a) Introdução, objetivos do trabalho e justificativa; b) Avaliação dos riscos, descritos no item 2.3 do Anexo n.º 3 da NR-09; c) Descrição da metodologia e critério de avaliação, incluindo locais, datas e horários das medições; d) Especificação, identificação dos aparelhos de medição utilizados e respectivos certificados de calibração, conforme a NHO 06 da Fundacentro, quando utilizado o medidor de IBUTG; e) Avaliação dos resultados; f) Descrição e avaliação de medidas de controle eventualmente já adotadas; e g) Conclusão com a indicação de caracterização ou não de insalubridade. Atenção Com relação ao laudo realizado, este deverá concluir se a atividade é insalubre ou não, conforme a NR-15 – item 15.4.1.1: “Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização.” 6 - 26 A NHO-06 determina que devem ser tomadas medidas corretivas que visem reduzir a exposição a valores abaixo do limite considerado, devendo ser adotadas conforme as recomendações estabelecidas no critério de julgamento e na tomada de decisão apresentadas. Entre as diversas medidas corretivas, podem ser citadas: a) Modificação do processo ou da operação de trabalho, tais como redução da temperatura ou da emissividade das fontes de calor, mecanização ou automatização do processo; b) Utilização de barreiras refletoras ou absorventes; c) Adequação da ventilação; d) Redução da umidade relativa do ar; e) Alternância de operações que geram exposições a níveis mais elevados de calor com outras que não apresentem exposições ou impliquem exposições a menores níveis, resultando na redução da exposição horária; f) Reorganização de bancadas e postos de trabalho; g) Alteração das rotinas ou dos procedimentos de trabalho; h) Introdução de pausas; i) Disponibilização de locais climatizados ou termicamente mais amenos para recuperação térmica. Condições de Conforto – Acústico e de iluminação Os serviços executados que exigem constante atenção e manutenção da solicitação intelectual precisam da adoção de medidas de conforto acústico e térmico. Com isso, a empresa deverá adotar medidas de controle do ruído nos ambientes internos, com a finalidade de proporcionar conforto acústico em todas essas situações de trabalho. A NR-17 rege que o nível de ruído de fundo nos ambientes deve respeitar os valores de referência para ambientes internos de acordo com sua finalidade de uso estabelecidos em normas técnicas oficiais. Para os demais casos, o nível de ruído de fundo aceitável para efeito de conforto acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão sonora contínuo equivalente ponderado em A e no circuito de resposta Slow (S). 7 - 26 Na figura a seguir, você confere uma empresa com salas isoladas para um melhor desempenho acústico, possibilitando ao trabalhador desenvolver o seu trabalho sem interrupções: A acústica do ambiente tem grande importância em alguns tipos de trabalho, já que, com o passar do tempo, o ruído intenso pode causar desde danos psicológicos a adoecimentos físicos, levando ao desgaste, gerando assim estresse e outros tipos de doenças psíquicas. É possível dizer que também atrapalha na produção e desenvolvimento de tarefas, resultando em sinais de desconforto, tais como insônia, aceleração dafrequência cardíaca, tonturas, irritabilidade, mudanças de humor, sensação de formigamento nas mãos e pés, entre outros. A norma NR-17 estabelece que em todos os locais e situações de trabalho deve haver iluminação natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. Toda a iluminação deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 8 - 26 Deve haver iluminação em todos os locais e situações de trabalho internos, em conformidade com os níveis mínimos de iluminamento a serem observados conforme estabelecidos na Norma de Higiene Ocupacional 11 (NHO-11) da Fundacentro, que prevê que o ambiente de trabalho deve ser iluminado o mais uniformemente possível. No que se refere à avaliação da iluminação em ambientes de trabalho, uma análise detalhada deve ser conduzida para identificar as atividades que são realizadas e as respectivas áreas das tarefas, gerando com isso um mapeamento que permitirá concluir uma avaliação. Cabe ressaltar que esse mapeamento deve conter todo o sistema de iluminação utilizado, tipos de luminárias, lâmpadas e suas características. 9 - 26 Quando for realizar a medição da iluminação interna de um ambiente, conforme a NHO-11, devem ser observadas interferências da iluminação externa no ambiente a ser avaliado. As medições devem ser realizadas no ambiente interno, sob as condições mais desfavoráveis, por exemplo: em dias nublados, de forma que as condições de iluminamento dependam somente das fontes instaladas no local. No entanto, interferências que podem ocorrer em função da iluminação natural, como ofuscamentos ou reflexos, devem ser levadas em consideração. Dica A NHO-11 determina que os ambientes de trabalho precisam de manutenção preventiva e corretiva do sistema de iluminação observando-se aspectos como limpeza, substituição de lâmpadas e de outros componentes. A periodicidade de manutenção depende das características do sistema de iluminação, da atividade desenvolvida, da sujidade e de outros aspectos do ambiente de trabalho, e assim elaborar um relatório com os vários aspectos da presente norma, incluindo, no mínimo, os seguintes itens: 10 - 26 a) Introdução, composta por objetivos do trabalho, justificativa e datas ou períodos em que foram desenvolvidas as avaliações; b) Instrumental e acessórios utilizados e registro do certificado de calibração; c) Critérios e procedimentos de avaliação adotados; d) Descrição dos ambientes de trabalho, das atividades e das tarefas realizadas, do sistema de iluminação, dos tipos de luminárias, das lâmpadas e suas características, dados obtidos, parâmetros quantitativos e qualitativos; e) Interpretação dos resultados; f) Informações complementares em decorrência de circunstâncias específicas que tenham envolvido o estudo realizado. Visando ao conforto ambiental, a cor das lâmpadas deve ser considerada. Normalmente, as cores são divididas em três grupos, de acordo com suas temperaturas de cor correlata (Tcp), conforme tabela a seguir. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais branca é a tonalidade da luz emitida. Unidade: K. Aparência da cor Temperatura de cor correlata Quente Abaixo de 3.300 K Intermediária 3.300 a 5.300 K Fria Acima de 5.300 K Tabela 1 - Aparência da cor e temperatura de cor correlata Fonte: Fundacentro (2018, p. 53) 11 - 26 Conforme descreve a NHO-11, as cores mais quentes induzem ao relaxamento, não sendo indicadas para ambientes de trabalho, e sim domésticos (a exemplo de dormitórios). As cores intermediárias são interessantes em aplicações que não interferem na coloração dos objetos (como em salões de beleza e museus). As cores frias são recomendadas para aplicações em escritórios e salas de aula. Com isso, é possível concluir que o conforto nos ambientes de trabalho é analisado com base em inúmeros fatores que fazem muita diferença na produtividade e bem-estar do trabalhador. Riscos Biológicos Os riscos biológicos são encontrados nos ambientes de trabalho e levam em conta diversos fatores. É preciso que seja feito um estudo para identificar, controlar e prevenir esses riscos, dando mais segurança e conforto aos trabalhadores. Conforme a NR-32, risco biológico é a probabilidade de exposição ocupacional a agentes biológicos. Consideram- se agentes biológicos: a) Os microrganismos geneticamente modificados ou não; b) As culturas de células; c) Os parasitas; d) As toxinas; e e) Os príons. Os fatores de maior risco de prevalência nos serviços de saúde são os agentes biológicos. Eles são capazes de provocar os mais diversos danos aos trabalhadores, como infecções, parasitoses, intoxicações, alergias, doenças autoimunes, além de danos carcinogênicos e teratogênicos. 12 - 26 O símbolo a seguir representa que o produto ou o local tem risco biológico presente: Classificação A NR-32 classifica os agentes biológicos em classes 1, 2, 3 e 4, trazendo como referência para essa classificação os riscos que representam à saúde, a capacidade de propagação para a coletividade e a existência ou não de profilaxia e tratamento. Essa classificação é importante para poder definir os cuidados específicos a serem tomados, conforme cada classe, e tudo isso é definido e documentado pelas Diretrizes Gerais para o Trabalho em Contenção com Material Biológico, elaboradas pelo Ministério da Saúde. Nos termos do Ministério da Saúde, a avaliação de risco apresenta alguns desafios na condução segura de procedimentos com agentes biológicos, tais como: estimar a emergência de novas variantes patogênicas; estimar vetores e a ocorrência de recombinação; o uso de organismos geneticamente modificados (OGM) ou organismos geneticamente editados (OGE); organismos construídos ou modificados através da biologia sintética; ou, ainda, o uso de material genético isolado ou sintético. Dessa maneira, os profissionais deverão proceder a uma avaliação de risco, em que será discutido e definido o nível de contenção adequado para a manipulação do agente biológico. A seguir, você acompanha essa classificação de uma forma consolidada, apresentando o risco em função da saúde em relação à contenção dos riscos associados aos agentes biológicos: 13 - 26 Classe de risco Risco individual Risco à coletividade Profilaxia ou terapia eficaz 1 Baixo Baixo Existe 2 Moderado Baixo Existe 3 Elevado Moderado Usualmente Existe 4 Alto Alto Ainda não existe Tabela 2 - Classificação de risco Fonte: Binsfeld (2010) De acordo com o Ministério da Saúde, os agentes biológicos que afetam o ser humano, os animais e as plantas são distribuídos em classes de risco assim definidas: • Classe de risco 1 (baixo risco individual e para a comunidade): inclui os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças no ser humano ou nos animais adultos sadios. Exemplos: Lactobacillus spp. e Bacillus subtilis. • Classe de risco 2 (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que provocam infecções no ser humano ou nos animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado, e para os quais existem medidas profiláticas e terapêuticas conhecidas eficazes. Exemplos: Schistosoma mansoni e o vírus da rubéola. • Classe de risco 3 (alto risco individual e moderado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, e que causam doenças em humanos ou animais potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas profiláticas e terapêuticas. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa. Exemplos: Bacillus anthracis e o vírus da imunodeficiência humana (HIV). • Classe de risco 4 (alto risco individual e para a comunidade): inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade, em especial por via respiratória,ou de transmissão desconhecida. Até o momento, não há nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz 14 - 26 contra infecções ocasionadas por estes. Causam doenças humanas e animais de alta gravidade, com alta capacidade de disseminação na comunidade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente vírus. Exemplos: vírus Ebola e o vírus da varíola. Quando se fala em riscos biológicos, é preciso falar a respeito do PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos. Esse documento deve estar disponível aos trabalhadores, determinando as etapas de identificação de perigos conforme a NR-1, devendo conter: I. Identificação dos agentes biológicos mais prováveis, em função da localização geográfica e da característica do serviço de saúde e seus setores, considerando: a) Fontes de exposição e reservatórios; b) Vias de transmissão e de entrada; c) Transmissibilidade, patogenicidade e virulência do agente; d) Persistência do agente biológico no ambiente; e) Estudos epidemiológicos ou dados estatísticos; e f) Outras informações científicas. II. Avaliação do local de trabalho e do trabalhador, considerando: a) A finalidade e descrição do local de trabalho; b) A organização e procedimentos de trabalho; c) A possibilidade de exposição; d) A descrição das atividades e funções de cada local de trabalho; e e) As medidas preventivas aplicáveis e seu acompanhamento. 15 - 26 Atenção Nos casos em que as análises dos acidentes e incidentes identificar a ineficácia das medidas indicadas no Plano de Ação do PGR e não houver riscos biológicos identificados, deverá ser reavaliado o documento e feitas todas as alterações necessárias – o que chamamos, neste caso, de “prevenção reativa”. Outro documento importante é o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. As empresas precisam realizar o reconhecimento e avaliação dos riscos biológicos, localizando as áreas de risco, contendo uma lista com o nome de todos os trabalhadores com sua respectiva função, o local em que desempenham suas atividades e os riscos a que estão expostos. Além disso, devem dispor de um programa de vacinação e vigilância médica para os trabalhadores expostos. Exposição aos Riscos e Medidas de Proteção Existem várias doenças relacionadas aos agentes biológicos, ou seja, doenças causadas por bactérias, fungos, vírus e outros. A transmissão dessas doenças aos trabalhadores acontece pela própria natureza do trabalho em que a exposição acontece, durante a execução dos seus serviços. Um exemplo disso são exposições na manipulação laboratorial, conforme ilustra a figura a seguir: 16 - 26 Em manipulação de ambiente laboratorial, devem ser seguidas as orientações de: a) Higienização das mãos; e b) Vestimentas (EPIs) adequadas. Atenção O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas. Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem iniciar suas atividades após avaliação médica obrigatória, com emissão de documento de liberação para o trabalho. Como define a NR-32, todo trabalhador deve receber capacitação, a qual deve ser adaptada à evolução do conhecimento e à identificação de novos riscos biológicos, devendo incluir: a) Os dados disponíveis sobre riscos potenciais para a saúde; b) Medidas de controle que minimizem a exposição aos agentes; c) Normas e procedimentos de higiene; d) Utilização de equipamentos de proteção coletiva, individual e vestimentas de trabalho; e) Medidas para a prevenção de acidentes e incidentes; f) Medidas a serem adotadas pelos trabalhadores no caso de ocorrência de incidentes e acidentes. 17 - 26 Como medidas preventivas, no âmbito da NR-32, o empregador deve vedar: a) A utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos; b) O ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; c) O consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho; d) A guarda de alimentos em locais não destinados para este fim; e e) O uso de calçados abertos. Deve ser informado aos trabalhadores todo e qualquer acidente ou incidente grave que possa provocar a disseminação de um agente biológico suscetível de causar doenças graves nos seres humanos, as suas causas e as medidas adotadas ou a serem adotadas para corrigir a situação, com o intuito de que o colaborador esteja consciente de todos os riscos aos quais está exposto. Para conhecer mais a respeito do dossiê da Fundacentro, que mostra o debate de pesquisadores entre pandemia de covid-19 e saúde do trabalhador, acesse o link ou código QR a seguir: Quero Saber + https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/ comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/ pesquisadores-debatem-relacao-entre- pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador 18 - 26 https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT A cada acidente que envolva riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida uma CAT, e esse tipo de acidente deve ser considerado de emergência. Vale lembrar que: A CAT deve ser emitida mesmo que trabalhador não tenha sido afastado; Caso haja mais de um trabalhador acidentado, uma CAT deverá ser emitida para cada um deles. Hora de Praticar Conforme você estudou, os agentes biológicos são classificados em classes 1, 2, 3 e 4, trazendo como referência para essa classificação os riscos que representam à saúde, a capacidade de propagação para a coletividade e a existência ou não de profilaxia e tratamento. Portanto, determine a classe de risco que se encontra os seguintes exemplos: Rubéola, HIV, Bacillus subtilis e Ebola. Atenção: O resultado está no final deste e-book. Acesse, na biblioteca, o arquivo Registro de Prática e anote suas reflexões e experiências relacionadas a esta atividade. 19 - 26 Atenção Gabarito Hora de Praticar: Classe de risco 2; Classe de risco 3; Classe de risco 1; Classe de risco 4 Aqui, você aprendeu sobre as condições de conforto térmico, acústico e de iluminação considerados adequados nos ambientes de trabalho e, assim, pôde entender que esse tema faz muita diferença na produtividade e bem-estar do trabalhador. As condições a que o trabalhador está exposto poderá lhe causar danos psicológicos, gerando estresse, o que atrapalhará a produção e o desenvolvimento de suas tarefas. Você estudou também sobre os riscos biológicos e compreendeu a importância dos cuidados com a exposição a esses agentes. Foram estudadas suas causas e as medidas adotadas ou a serem adotadas para corrigir a situação de exposição, com o intuito de garantir segurança ao colaborador. Siga em frente e ótimos estudos! 20 - 26 Eu sou a cor que é indicada para ambientes de trabalho como escritórios. Quem sou eu? A Quente B Intermediária C Fria Lembre-se: guarde sua sugestão de resposta, pois você irá responder essa charada ao final destes estudos no Desafio. E, caso acerte todas as charadas, você ganhará um bônus! Desafio - Charada do Book 21 - 26 Referências: BINSFELD, P. C. et al. Classificação de risco dos agentes biológicos de importância para a saúde pública. International Journal of Biosafety andBiosecurity, Uberlândia, v. 1, n. 2, 2010. BRASIL. Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Resolução Normativa n.º 2, de 27 de novembro de 2006. Dispõe sobre a classificação de risco de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e os níveis de biossegurança a serem aplicados nas atividades e Projetos com OGM e seus derivados em contenção. D.O.U., Brasília, 28 nov. 2006. BRASIL. Decreto-lei n.º 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v. 7, 1943. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Classificação de risco dos agentes biológicos. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. BRASIL. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 01 – Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília/DF, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso- a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/ normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1. Acesso em: 15 jan. 2024 BRASIL. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 06 – Equipamento de Proteção Individual. Brasília/DF, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/ participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao- tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas- regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6. Acesso em: 15 jan. 2024. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 09 – Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso- a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/ normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-9-nr-9. Acesso em: 15 jan. 2024. 22 - 26 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6 https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-09-atualizada-2021-com-anexos-vibra-e-calor.pdf https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-09-atualizada-2021-com-anexos-vibra-e-calor.pdf https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs BRASIL. 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