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Condições de Conforto – 
Conforto térmico, acústico 
e de iluminação adequados 
no posto de trabalho e 
Riscos biológicos
Neste estudo, você conhecerá as condições de conforto térmico, 
acústico e de iluminação. Você aprenderá a respeito da exposição 
ocupacional ao calor em que o trabalhador se encontra, aprenderá sobre 
os critérios de medidas e orientações para que esse trabalhador possa 
desenvolver um trabalho seguro, conforme rege a norma. Aqui, você 
conhecerá ainda os riscos biológicos recorrentes no trabalho e suas 
especificações. Vamos lá?
Condições de Conforto Térmico
As condições de conforto térmico nos ambientes de trabalho estão 
relacionadas à exposição ocupacional ao calor, que implica na sobrecarga 
térmica ao trabalhador, resultando em risco potencial de dano à sua saúde. 
Por essa razão, a NR-15 estabelece critérios para caracterizar as atividades 
ou operações insalubres decorrentes da exposição ocupacional ao calor 
em ambientes fechados ou ambientes com fonte artificial de calor.
Para caracterizar uma atividade ou operação como insalubre, deverá 
ser realizada a avaliação quantitativa com base na metodologia e 
procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional NHO 06 (2ª 
edição, 2017), da Fundacentro, nos seguintes aspectos:
a) Determinação de sobrecarga térmica por meio do índice IBUTG 
– Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo; 
b) Equipamentos de medição e formas de montagem, 
posicionamento e procedimentos de uso dos mesmos nos 
locais avaliados;
c) Procedimentos quanto à conduta do avaliador; e 
d) Medições e cálculos.
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A Norma NHO-06 estabelece que avaliação de calor deve ser feita de 
forma a caracterizar a exposição de todos os trabalhadores considerados 
em um estudo. Para tanto, identificam-se grupos de trabalhadores que 
apresentem iguais características de exposição, ou seja, a norma quer 
dizer que não será necessária a avaliação de todos os trabalhadores, uma 
vez que existe a possibilidade de redução com a abordagem, considerando 
a totalidade dos expostos no grupo com condições reais de exposição.
A empresa deverá ter controle da temperatura, da velocidade do ar e da 
umidade, com a finalidade de proporcionar conforto térmico nas situações 
de trabalho conforme a NR-17, que determina a temperatura do ar entre 18 e 
25 °C para ambientes climatizados. Com isso, é possível estudar que na NR-
09, além do calor do ambiente, o trabalhador também está exposto ao calor 
interno do seu corpo, que é gerado pela atividade exercida, caracterizando 
uma Taxa Metabólica, que varia em proporção direta ao esforço físico 
necessário para executar o serviço.
O critério de avaliação da exposição ocupacional ao calor adotado 
pela Norma NHO-06 tem por base o Índice de Bulbo Úmido Termômetro 
de Globo (IBUTG), que é relacionado à Taxa Metabólica (M), considerando 
para a avaliação da exposição ao calor os valores obtidos no período de 60 
minutos corridos. O IBUTG é calculado por meio das equações:
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a) Para ambientes internos ou para ambientes externos sem carga solar 
direta:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg
b) Para ambientes externos com carga solar direta:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,2 tg + 0,1 tbs
Sendo: 
• tbn = temperatura de bulbo úmido natural em °C; 
• tg  = temperatura de globo em °C; 
• tbs = temperatura de bulbo seco (temperatura do ar) em °C.
Para conhecer a NHO-06 completa, com todos os quadros para a 
base de cálculos, acesse o link ou código QR a seguir:
Quero Saber +
https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/
doc/NHO06.pdf
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https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/doc/NHO06.pdf
https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/doc/NHO06.pdf
https://apisobrecarga.fundacentro.gov.br/doc/NHO06.pdf
O IBUTG é um dispositivo de medição que utiliza termômetro de 
mercúrio, e a sua determinação poderá ser feita com o uso de dispositivos 
convencionais ou eletrônicos, desde que apresentem resultados 
equivalentes aos obtidos com a utilização do conjunto convencional. 
A seguir, você confere um modelo de equipamento de conjunto eletrônico e 
um convencional:
Figura 1 - Conjunto eletrônico e convencional
Fonte: Adaptado de Fundacentro (2017, p. 31)
E é preciso estar atento, pois toda a exposição ocupacional ao calor é 
considerada insalubre e será classificada em grau médio. Com isso, a NR-
15 especifica que a exposição ocupacional ao calor deve ser objeto de laudo 
técnico que contemple, no mínimo, os seguintes itens:  
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a) Introdução, objetivos do trabalho e justificativa; 
b) Avaliação dos riscos, descritos no item 2.3 do Anexo n.º 3 da 
NR-09;  
c) Descrição da metodologia e critério de avaliação, incluindo 
locais, datas e horários das medições; 
d) Especificação, identificação dos aparelhos de medição 
utilizados e respectivos certificados de calibração, conforme a 
NHO 06 da Fundacentro, quando utilizado o medidor de IBUTG; 
e) Avaliação dos resultados; 
f) Descrição e avaliação de medidas de controle eventualmente 
já adotadas; e 
g) Conclusão com a indicação de caracterização ou não de 
insalubridade. 
Atenção
Com relação ao laudo realizado, este deverá concluir se a atividade 
é insalubre ou não, conforme a NR-15 – item 15.4.1.1:
“Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança 
e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo 
técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do 
trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos 
empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua 
eliminação ou neutralização.”
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A NHO-06 determina que devem ser tomadas medidas corretivas que 
visem reduzir a exposição a valores abaixo do limite considerado, devendo 
ser adotadas conforme as recomendações estabelecidas no critério 
de julgamento e na tomada de decisão apresentadas. Entre as diversas 
medidas corretivas, podem ser citadas: 
a) Modificação do processo ou da operação de trabalho, tais como 
redução da temperatura ou da emissividade das fontes de calor, 
mecanização ou automatização do processo; 
b) Utilização de barreiras refletoras ou absorventes; 
c) Adequação da ventilação; 
d) Redução da umidade relativa do ar; 
e) Alternância de operações que geram exposições a níveis mais 
elevados de calor com outras que não apresentem exposições ou 
impliquem exposições a menores níveis, resultando na redução da 
exposição horária;  
f) Reorganização de bancadas e postos de trabalho; 
g) Alteração das rotinas ou dos procedimentos de trabalho; 
h) Introdução de pausas;
i) Disponibilização de locais climatizados ou termicamente mais amenos 
para recuperação térmica.
Condições de Conforto – Acústico e de 
iluminação
Os serviços executados que exigem constante atenção e manutenção 
da solicitação intelectual precisam da adoção de medidas de conforto 
acústico e térmico. Com isso, a empresa deverá adotar medidas de 
controle do ruído nos ambientes internos, com a finalidade de proporcionar 
conforto acústico em todas essas situações de trabalho.  
A NR-17 rege que o nível de ruído de fundo nos ambientes deve respeitar 
os valores de referência para ambientes internos de acordo com sua 
finalidade de uso estabelecidos em normas técnicas oficiais. Para os 
demais casos, o nível de ruído de fundo aceitável para efeito de conforto 
acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão sonora contínuo equivalente 
ponderado em A e no circuito de resposta Slow (S).
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Na figura a seguir, você confere uma empresa com salas isoladas 
para um melhor desempenho acústico, possibilitando ao trabalhador 
desenvolver o seu trabalho sem interrupções:
A acústica do ambiente tem grande importância em alguns tipos de 
trabalho, já que, com o passar do tempo, o ruído intenso pode causar desde 
danos psicológicos a adoecimentos físicos, levando ao desgaste, gerando 
assim estresse e outros tipos de doenças psíquicas. É possível dizer que 
também atrapalha na produção e desenvolvimento de tarefas, resultando 
em sinais de desconforto, tais como insônia, aceleração dafrequência 
cardíaca, tonturas, irritabilidade, mudanças de humor, sensação de 
formigamento nas mãos e pés, entre outros.
A norma NR-17 estabelece que em todos os locais e situações de 
trabalho deve haver iluminação natural ou artificial, geral ou suplementar, 
apropriada à natureza da atividade. Toda a iluminação deve ser projetada 
e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e 
contrastes excessivos.  
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Deve haver iluminação em todos os locais e situações de trabalho 
internos, em conformidade com os níveis mínimos de iluminamento 
a serem observados conforme estabelecidos na Norma de Higiene 
Ocupacional 11 (NHO-11) da Fundacentro, que prevê que o ambiente de 
trabalho deve ser iluminado o mais uniformemente possível.
No que se refere à avaliação da iluminação em ambientes de trabalho, 
uma análise detalhada deve ser conduzida para identificar as atividades 
que são realizadas e as respectivas áreas das tarefas, gerando com isso 
um mapeamento que permitirá concluir uma avaliação. Cabe ressaltar que 
esse mapeamento deve conter todo o sistema de iluminação utilizado, 
tipos de luminárias, lâmpadas e suas características.
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Quando for realizar a medição da iluminação interna de 
um ambiente, conforme a NHO-11, devem ser observadas 
interferências da iluminação externa no ambiente a ser avaliado. 
As medições devem ser realizadas no ambiente interno, sob as 
condições mais desfavoráveis, por exemplo: em dias nublados, 
de forma que as condições de iluminamento dependam somente 
das fontes instaladas no local. No entanto, interferências 
que podem ocorrer em função da iluminação natural, como 
ofuscamentos ou reflexos, devem ser levadas em consideração.
Dica
A NHO-11 determina que os ambientes de trabalho precisam 
de manutenção preventiva e corretiva do sistema de iluminação 
observando-se aspectos como limpeza, substituição de lâmpadas e 
de outros componentes. A periodicidade de manutenção depende das 
características do sistema de iluminação, da atividade desenvolvida, da 
sujidade e de outros aspectos do ambiente de trabalho, e assim elaborar 
um relatório com os vários aspectos da presente norma, incluindo, no 
mínimo, os seguintes itens: 
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a) Introdução, composta por objetivos do trabalho, justificativa 
e datas ou períodos em que foram desenvolvidas as 
avaliações; 
b) Instrumental e acessórios utilizados e registro do certificado 
de calibração; 
c) Critérios e procedimentos de avaliação adotados; 
d) Descrição dos ambientes de trabalho, das atividades e das 
tarefas realizadas, do sistema de iluminação, dos tipos de 
luminárias, das lâmpadas e suas características, dados 
obtidos, parâmetros quantitativos e qualitativos;
e) Interpretação dos resultados;
f) Informações complementares em decorrência de 
circunstâncias específicas que tenham envolvido o estudo 
realizado.
Visando ao conforto ambiental, a cor das lâmpadas deve ser 
considerada. Normalmente, as cores são divididas em três grupos, de 
acordo com suas temperaturas de cor correlata (Tcp), conforme tabela a 
seguir. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais branca é a tonalidade 
da luz emitida. Unidade: K.
Aparência da cor Temperatura de cor correlata
Quente  Abaixo de 3.300 K
Intermediária 3.300 a 5.300 K
Fria Acima de 5.300 K
Tabela 1 - Aparência da cor e temperatura de cor correlata
Fonte: Fundacentro (2018, p. 53)
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Conforme descreve a NHO-11, as cores mais quentes induzem ao 
relaxamento, não sendo indicadas para ambientes de trabalho, e sim 
domésticos (a exemplo de dormitórios). As cores intermediárias são 
interessantes em aplicações que não interferem na coloração dos objetos 
(como em salões de beleza e museus). As cores frias são recomendadas 
para aplicações em escritórios e salas de aula. Com isso, é possível concluir 
que o conforto nos ambientes de trabalho é analisado com base em 
inúmeros fatores que fazem muita diferença na produtividade e bem-estar 
do trabalhador.
Riscos Biológicos
Os riscos biológicos são encontrados nos ambientes de trabalho e 
levam em conta diversos fatores. É preciso que seja feito um estudo 
para identificar, controlar e prevenir esses riscos, dando mais segurança 
e conforto aos trabalhadores. Conforme a NR-32, risco biológico é a 
probabilidade de exposição ocupacional a agentes biológicos. Consideram-
se agentes biológicos:
a) Os microrganismos geneticamente modificados ou não;
b) As culturas de células;
c) Os parasitas;
d) As toxinas; e
e) Os príons. 
Os fatores de maior risco de prevalência nos serviços de saúde são os 
agentes biológicos. Eles são capazes de provocar os mais diversos danos 
aos trabalhadores, como infecções, parasitoses, intoxicações, alergias, 
doenças autoimunes, além de danos carcinogênicos e teratogênicos. 
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O símbolo a seguir representa que o produto ou o local tem risco biológico 
presente:
Classificação
A NR-32 classifica os agentes biológicos em classes 1, 2, 3 e 4, trazendo 
como referência para essa classificação os riscos que representam à 
saúde, a capacidade de propagação para a coletividade e a existência ou 
não de profilaxia e tratamento. Essa classificação é importante para poder 
definir os cuidados específicos a serem tomados, conforme cada classe, e 
tudo isso é definido e documentado pelas Diretrizes Gerais para o Trabalho 
em Contenção com Material Biológico, elaboradas pelo Ministério da Saúde. 
Nos termos do Ministério da Saúde, a avaliação de risco apresenta 
alguns desafios na condução segura de procedimentos com agentes 
biológicos, tais como: estimar a emergência de novas variantes 
patogênicas; estimar vetores e a ocorrência de recombinação; o uso 
de organismos geneticamente modificados (OGM) ou organismos 
geneticamente editados (OGE); organismos construídos ou modificados 
através da biologia sintética; ou, ainda, o uso de material genético isolado 
ou sintético. Dessa maneira, os profissionais deverão proceder a uma 
avaliação de risco, em que será discutido e definido o nível de contenção 
adequado para a manipulação do agente biológico.
A seguir, você acompanha essa classificação de uma forma consolidada, 
apresentando o risco em função da saúde em relação à contenção dos 
riscos associados aos agentes biológicos:
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Classe de risco Risco individual Risco à 
coletividade
Profilaxia ou 
terapia eficaz
1 Baixo Baixo Existe
2 Moderado Baixo Existe
3 Elevado Moderado Usualmente Existe
4 Alto Alto Ainda não existe
Tabela 2 - Classificação de risco 
Fonte: Binsfeld (2010)
De acordo com o Ministério da Saúde, os agentes biológicos que afetam 
o ser humano, os animais e as plantas são distribuídos em classes de risco 
assim definidas: 
• Classe de risco 1 (baixo risco individual e para a comunidade): inclui 
os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças no ser 
humano ou nos animais adultos sadios. Exemplos: Lactobacillus spp. e 
Bacillus subtilis. 
• Classe de risco 2 (moderado risco individual e limitado risco para a 
comunidade): inclui os agentes biológicos que provocam infecções 
no ser humano ou nos animais, cujo potencial de propagação na 
comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado, e para os 
quais existem medidas profiláticas e terapêuticas conhecidas eficazes. 
Exemplos: Schistosoma mansoni e o vírus da rubéola. 
• Classe de risco 3 (alto risco individual e moderado risco para a 
comunidade): inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de 
transmissão, em especial por via respiratória, e que causam doenças 
em humanos ou animais potencialmente letais, para as quais existem 
usualmente medidas profiláticas e terapêuticas. Representam risco 
se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se 
propagar de pessoa a pessoa. Exemplos: Bacillus anthracis e o vírus da 
imunodeficiência humana (HIV). 
• Classe de risco 4 (alto risco individual e para a comunidade): inclui 
os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade, em 
especial por via respiratória,ou de transmissão desconhecida. Até o 
momento, não há nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz 
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contra infecções ocasionadas por estes. Causam doenças humanas 
e animais de alta gravidade, com alta capacidade de disseminação na 
comunidade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente 
vírus. Exemplos: vírus Ebola e o vírus da varíola.
Quando se fala em riscos biológicos, é preciso falar a respeito do PGR 
– Programa de Gerenciamento de Riscos. Esse documento deve estar 
disponível aos trabalhadores, determinando as etapas de identificação de 
perigos conforme a NR-1, devendo conter:
I. Identificação dos agentes biológicos mais prováveis, em função da 
localização geográfica e da característica do serviço de saúde e seus 
setores, considerando: 
a) Fontes de exposição e reservatórios;
b) Vias de transmissão e de entrada; 
c) Transmissibilidade, patogenicidade e virulência do agente; 
d) Persistência do agente biológico no ambiente; 
e) Estudos epidemiológicos ou dados estatísticos; e 
f) Outras informações científicas. 
II. Avaliação do local de trabalho e do trabalhador, considerando: 
a) A finalidade e descrição do local de trabalho; 
b) A organização e procedimentos de trabalho; 
c) A possibilidade de exposição;
d) A descrição das atividades e funções de cada local de 
trabalho; e 
e) As medidas preventivas aplicáveis e seu acompanhamento. 
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Atenção
Nos casos em que as análises dos acidentes e incidentes 
identificar a ineficácia das medidas indicadas no Plano de Ação 
do PGR e não houver riscos biológicos identificados, deverá ser 
reavaliado o documento e feitas todas as alterações necessárias – 
o que chamamos, neste caso, de “prevenção reativa”.
Outro documento importante é o PCMSO – Programa de Controle Médico 
de Saúde Ocupacional. As empresas precisam realizar o reconhecimento 
e avaliação dos riscos biológicos, localizando as áreas de risco, contendo 
uma lista com o nome de todos os trabalhadores com sua respectiva 
função, o local em que desempenham suas atividades e os riscos a que 
estão expostos. Além disso, devem dispor de um programa de vacinação e 
vigilância médica para os trabalhadores expostos.
Exposição aos Riscos e Medidas de Proteção
Existem várias doenças relacionadas aos agentes biológicos, ou seja, 
doenças causadas por bactérias, fungos, vírus e outros. A transmissão 
dessas doenças aos trabalhadores acontece pela própria natureza do 
trabalho em que a exposição acontece, durante a execução dos seus 
serviços. Um exemplo disso são exposições na manipulação laboratorial, 
conforme ilustra a figura a seguir:
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Em manipulação de ambiente laboratorial, devem ser seguidas as 
orientações de:
a) Higienização das mãos; e
b) Vestimentas (EPIs) adequadas.
Atenção
O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que 
deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas. Os 
trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só 
podem iniciar suas atividades após avaliação médica obrigatória, 
com emissão de documento de liberação para o trabalho.
Como define a NR-32, todo trabalhador deve receber capacitação, a qual 
deve ser adaptada à evolução do conhecimento e à identificação de novos 
riscos biológicos, devendo incluir: 
a) Os dados disponíveis sobre riscos potenciais para a saúde;
b) Medidas de controle que minimizem a exposição aos 
agentes; 
c) Normas e procedimentos de higiene; 
d) Utilização de equipamentos de proteção coletiva, individual e 
vestimentas de trabalho; 
e) Medidas para a prevenção de acidentes e incidentes; 
f) Medidas a serem adotadas pelos trabalhadores no caso de 
ocorrência de incidentes e acidentes. 
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Como medidas preventivas, no âmbito da NR-32, o empregador deve vedar:
a) A utilização de pias de trabalho para fins diversos dos 
previstos;
b) O ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de 
contato nos postos de trabalho;
c) O consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho; 
d) A guarda de alimentos em locais não destinados para este fim; 
e 
e) O uso de calçados abertos. 
Deve ser informado aos trabalhadores todo e qualquer acidente ou incidente 
grave que possa provocar a disseminação de um agente biológico suscetível 
de causar doenças graves nos seres humanos, as suas causas e as medidas 
adotadas ou a serem adotadas para corrigir a situação, com o intuito de que o 
colaborador esteja consciente de todos os riscos aos quais está exposto.
Para conhecer mais a respeito do dossiê da Fundacentro, que 
mostra o debate de pesquisadores entre pandemia de covid-19 e 
saúde do trabalhador, acesse o link ou código QR a seguir:
Quero Saber +
https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/
comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/
pesquisadores-debatem-relacao-entre-
pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador
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https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador
https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador
https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador
https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador
https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2022/setembro/pesquisadores-debatem-relacao-entre-pandemia-de-covid-19-e-saude-do-trabalhador
Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT
A cada acidente que envolva riscos biológicos, com ou sem afastamento 
do trabalhador, deve ser emitida uma CAT, e esse tipo de acidente deve ser 
considerado de emergência. Vale lembrar que:
A CAT deve ser emitida mesmo que trabalhador não tenha sido afastado;
Caso haja mais de um trabalhador acidentado, uma CAT deverá ser 
emitida para cada um deles.
Hora de Praticar
Conforme você estudou, os agentes biológicos são classificados 
em classes 1, 2, 3 e 4, trazendo como referência para essa 
classificação os riscos que representam à saúde, a capacidade de 
propagação para a coletividade e a existência ou não de profilaxia 
e tratamento. Portanto, determine a classe de risco que se 
encontra os seguintes exemplos: Rubéola, HIV, Bacillus subtilis e 
Ebola.
Atenção: O resultado está no final deste e-book.
Acesse, na biblioteca, o arquivo Registro de Prática 
e anote suas reflexões e experiências relacionadas a 
esta atividade.
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Atenção
Gabarito Hora de Praticar:
Classe de risco 2; Classe de risco 3; Classe de risco 1; Classe de 
risco 4
Aqui, você aprendeu sobre as condições de conforto térmico, acústico 
e de iluminação considerados adequados nos ambientes de trabalho e, 
assim, pôde entender que esse tema faz muita diferença na produtividade 
e bem-estar do trabalhador. As condições a que o trabalhador está exposto 
poderá lhe causar danos psicológicos, gerando estresse, o que atrapalhará 
a produção e o desenvolvimento de suas tarefas. Você estudou também 
sobre os riscos biológicos e compreendeu a importância dos cuidados com 
a exposição a esses agentes. Foram estudadas suas causas e as medidas 
adotadas ou a serem adotadas para corrigir a situação de exposição, com o 
intuito de garantir segurança ao colaborador. 
Siga em frente e ótimos estudos!
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Eu sou a cor que é indicada para ambientes de trabalho como escritórios. 
Quem sou eu?
A Quente
B Intermediária
C Fria
Lembre-se: guarde sua sugestão de resposta, pois 
você irá responder essa charada ao final destes 
estudos no Desafio. E, caso acerte todas as charadas, 
você ganhará um bônus!
Desafio - Charada do Book
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Referências:
BINSFELD, P. C. et al. Classificação de risco dos agentes biológicos de 
importância para a saúde pública. International Journal of Biosafety andBiosecurity, Uberlândia, v. 1, n. 2, 2010.
BRASIL. Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Resolução 
Normativa n.º 2, de 27 de novembro de 2006. Dispõe sobre a classificação 
de risco de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e os níveis de 
biossegurança a serem aplicados nas atividades e Projetos com OGM e 
seus derivados em contenção. D.O.U., Brasília, 28 nov. 2006.
BRASIL. Decreto-lei n.º 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação 
das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São 
Paulo, v. 7, 1943.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos 
Estratégicos. Classificação de risco dos agentes biológicos. 3. ed. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 01 – Disposições 
gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília/DF, 2022. 
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-
a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/
comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/
normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1. Acesso em: 15 jan. 2024
BRASIL. Ministério do Trabalho.  Norma Regulamentadora 06 – 
Equipamento de Proteção Individual. Brasília/DF, 2022. Disponível em: 
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/
participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-
tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-
regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6. Acesso 
em: 15 jan. 2024.
Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 09 – Avaliação e Controle 
das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos. 
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-
a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/
comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/
normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-9-nr-9. 
Acesso em: 15 jan. 2024.
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https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6
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