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CISUS - SEGUNDO SEMESTRE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA O QUE É NOTIFICAÇÃO IMEDIATA? É a comunicação urgente de um caso suspeito ou confirmado de uma doença ou agravo que exige resposta rápida das autoridades de saúde. A ideia é permitir ações de controle e prevenção rápidas para evitar surtos, epidemias ou mortes. POR QUE EXISTE? Porque algumas doenças se espalham rápido ou são muito graves. Se você esperar dias pra avisar, já era! Então, a notificação imediata salva vidas, porque o sistema de saúde consegue agir rápido. QUANDO É FEITA? ● Na hora! Assim que o profissional de saúde suspeita ou confirma o caso. ● Não precisa esperar resultado de exame ou certeza: suspeitou = notifica imediatamente. ● Tem que ser no máximo em 24 horas, mas idealmente o quanto antes. QUEM FAZ A NOTIFICAÇÃO IMEDIATA? ● Qualquer profissional de saúde que detecta o caso: ○ Médico ○ Enfermeiro ○ Técnico ○ Agente comunitário ○ Profissionais de laboratório, etc. ● Vale para rede pública e privada! PARA QUEM É FEITA? ● Normalmente, para o Serviço de Vigilância Epidemiológica do município. ● Pode ser feita: ○ Por ficha de notificação ○ Por telefone ○ Por e-mail ○ Pelo e-SUS Notifica (sistema online) ● Em situações graves, a notificação deve ser imediata e verbal, complementada depois com o registro formal. QUAIS DOENÇAS PRECISAM DE NOTIFICAÇÃO IMEDIATA? Tem uma lista oficial, chamada Lista Nacional de Notificação Compulsória (LNC), mas as principais que caem em prova são: ● Doenças com potencial de surto ou alta letalidade: ○ Meningite ○ Sarampo ○ Poliomielite ○ Cólera ○ Febre amarela ○ Dengue com sinais de alarme ou grave ○ Raiva humana ○ Acidente com animal peçonhento grave ○ Botulismo ○ Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – ex: COVID-19 ○ Eventos de importância para saúde pública, como surtos NOTIFICAÇÃO SEMANAL ● É feita até 7 dias após o conhecimento do caso. ● São doenças ou agravos que exigem acompanhamento, mas sem a mesma urgência da resposta imediata. PRINCIPAIS DOENÇAS E AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO SEMANAL: ● Tuberculose ● Hanseníase ● HIV/AIDS ● Hepatites virais (A, B, C e D) ● Sífilis (congênita, gestante, adquirida) ● Tétano acidental ● Tétano neonatal ● Leishmaniose visceral ● Leishmaniose tegumentar americana ● Esquistossomose ● Doença de Chagas crônica ● Câncer relacionado ao trabalho ● Tracoma ● Doença de Creutzfeldt-Jakob ● Intoxicações exógenas (casos isolados não graves) ● Acidente de trabalho não grave ● Agravos de violência doméstica e outras violências interpessoais não fatais (exceto violência sexual e tentativa de suicídio, que são imediatas) COMO SURGIU ESSA PRÁTICA? ● A notificação compulsória é antiga, mas a notificação imediata ganhou força com: ○ O aumento de doenças emergentes (como Zika, Dengue, COVID-19) ○ A necessidade de respostas rápidas para controlar epidemias ● No Brasil, ela é regulamentada por: ○ Lei nº 6.259/1975 – Política Nacional de Vigilância Epidemiológica ○ Portarias e Resoluções do Ministério da Saúde (como a Portaria nº 204/2016 e Portaria de Consolidação nº 4/2017) RESUMO FINAL PARA MEMORIZAR: O que é? Comunicação urgente de casos suspeitos ou confirmados. Quando? Assim que suspeitar, no máximo em 24h. Quem? Qualquer profissional de saúde. Por quê? Pra agir rápido e evitar surtos/mortes. Para quem? Vigilância Epidemiológica do município (pode ser online, telefone, etc.). Exemplos? Dengue grave, meningite, febre amarela, raiva, COVID-19 com SRAG. AGRAVO EM SAÚDE O QUE É UM AGRAVO? ● Agravo é qualquer dano, lesão ou prejuízo à saúde de uma pessoa ou de uma população. ● O conceito é mais amplo que o de doença. ● Um agravo pode ser uma doença, mas também pode ser um acidente, um caso de violência, uma intoxicação, entre outros. ● Abrange qualquer situação que comprometa o bem-estar físico, mental ou social de uma pessoa. EXEMPLOS DE AGRAVOS ● Acidentes de trânsito. ● Acidentes de trabalho. ● Violência doméstica, sexual ou outras formas de violência. ● Intoxicações exógenas (por medicamentos, agrotóxicos, drogas, etc.). ● Desnutrição. ● Hipertensão arterial. ● Diabetes mellitus. ● Queimaduras. ● Doenças ocupacionais (exemplo: LER/DORT). POR QUE O CONCEITO DE AGRAVO É IMPORTANTE? ● Nem todo agravo é uma doença, mas pode ter impacto na saúde pública. ● O monitoramento de agravos permite ações de prevenção, promoção e vigilância em saúde. ● O conceito amplia a visão sobre os fatores que afetam a saúde, além das doenças infecciosas e transmissíveis. TIPOS DE AGRAVOS 1. Agravos individuais: afetam uma pessoa (exemplo: violência doméstica). 2. Agravos coletivos: afetam um grupo ou população (exemplo: surto de intoxicação por água contaminada). AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Alguns agravos exigem notificação obrigatória ao sistema de vigilância em saúde. A lista é definida pelo Ministério da Saúde, chamada de Lista Nacional de Notificação Compulsória (LNC). Principais agravos de notificação: ● Acidente de trabalho grave ou com exposição a material biológico. ● Violência doméstica, sexual e/ou outras violências. ● Tentativa de suicídio. ● Intoxicação exógena. ● Maus-tratos contra crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. ● Agravos relacionados ao trabalho (como doenças ocupacionais). DIFERENÇA ENTRE DOENÇA E AGRAVO ● Doença: alteração no funcionamento do organismo com sinais e sintomas (exemplo: tuberculose). ● Agravo: qualquer evento que prejudique a saúde, incluindo doenças, acidentes, violências, etc. COMO SURGIU O CONCEITO ● A vigilância epidemiológica inicialmente focava nas doenças transmissíveis. ● Com a ampliação do conceito de saúde (OMS - 1946), passou-se a considerar outros determinantes sociais, ambientais e econômicos que impactam a saúde. ● Surgiu, então, a necessidade de monitorar e prevenir também agravos, e não apenas doenças. DIFERENÇA ENTRE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA E DENÚNCIA CRIMINAL: A notificação é um ato administrativo e sanitário feito pelo profissional de saúde para informar às autoridades de saúde pública sobre doenças ou agravos de notificação compulsória, com objetivo de vigilância e controle epidemiológico. A denúncia criminal é um ato jurídico com finalidade penal, feito à polícia ou ao Ministério Público, visando responsabilizar criminalmente o autor de um crime. Resumindo: a notificação serve para fins de saúde pública, e a denúncia criminal para fins de responsabilização penal. VIGILÂNCIA EM SAÚDE O QUE É VIGILÂNCIA EM SAÚDE? É o conjunto de ações voltadas para identificar, monitorar e intervir nos problemas de saúde que afetam a população, com foco tanto na prevenção quanto no controle de doenças e agravos. Ela não cuida só das doenças, mas também dos fatores de risco e condições ambientais, sociais e econômicas que podem prejudicar a saúde. OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE 1. Conhecer a situação de saúde da população. 2. Detectar precocemente doenças e agravos. 3. Orientar ações de prevenção, controle e promoção da saúde. 4. Evitar surtos, epidemias e agravos. COMPONENTES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE A vigilância em saúde é um conjunto integrado de quatro áreas principais: 1. Vigilância Epidemiológica: Monitora doenças transmissíveis (como dengue, COVID-19) e não transmissíveis (como câncer, acidentes, violência). Atua na notificação e investigação de casos e surtos. 2. Vigilância Sanitária: Fiscaliza produtos, serviços e ambientes que possam oferecer risco à saúde (alimentos, medicamentos, hospitais, água potável, etc.). 3. Vigilância Ambiental em Saúde: Monitora fatores ambientais que impactam a saúde (água, solo, ar, desastres naturais,agrotóxicos, vetores como o mosquito Aedes aegypti). 4. Vigilância em Saúde do Trabalhador: Foca em identificar, prevenir e controlar riscos à saúde relacionados ao trabalho (acidentes de trabalho, doenças ocupacionais). DIFERENÇA ENTRE VIGILÂNCIA EM SAÚDE E VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ● Vigilância em Saúde é o guarda-chuva que integra várias vigilâncias (epidemiológica, sanitária, ambiental e do trabalhador). ● Vigilância Epidemiológica é parte da Vigilância em Saúde e se ocupa da investigação e controle de doenças e agravos específicos. COMO FUNCIONA A VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO SUS ● Baseada na promoção, prevenção e controle de doenças e agravos. ● Atua em todos os níveis de atenção (atenção primária, secundária e terciária). ● Fundamentada nos princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade. EXEMPLOS DE AÇÕES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE ● Campanhas de vacinação (exemplo: contra a febre amarela). ● Notificação de doenças compulsórias (exemplo: sarampo). ● Controle de vetores (exemplo: combate ao Aedes aegypti). ● Fiscalização de estabelecimentos de saúde e alimentos. ● Monitoramento da qualidade da água e do ar. ● Ações de prevenção de acidentes de trabalho. EPIDEMIOLOGIA O QUE É EPIDEMIOLOGIA? É a ciência que estuda a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde nas populações. Objetivos principais: ● Compreender como e por que as doenças ocorrem. ● Orientar ações de prevenção, controle e promoção da saúde. INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS São instrumentos de medida que ajudam a avaliar a situação de saúde de uma população. Eles permitem monitorar doenças, agravos e condições de vida, além de orientar políticas públicas. PRINCIPAIS TIPOS 1. Morbidade Mede a frequência de doenças na população. Exemplos: - Prevalência (casos totais) - Incidência (casos novos) 2. Mortalidade Mede o número de óbitos em relação à população. Exemplos: - Coeficiente de Mortalidade Geral (óbitos por população total) - Mortalidade Infantil (óbitos de crianças menores de 1 ano por mil nascidos vivos) - Mortalidade Materna (óbitos de mulheres por causas relacionadas à gestação) 3. Letalidade Mede a gravidade de uma doença. Exemplo: A raiva tem alta letalidade (quase 100%). 4. Expectativa de Vida Estima o número médio de anos que uma pessoa pode esperar viver. 5. Fecundidade e Natalidade Fecundidade: número de nascidos vivos por mulheres em idade fértil. Natalidade: número total de nascidos vivos na população. A TRÍADE EPIDEMIOLÓGICA É o modelo clássico que explica como ocorre a transmissão de doenças, especialmente infecciosas. COMPONENTES ★ Agente O fator responsável pela doença. Pode ser: ○ biológico (vírus, bactéria) ○ químico (veneno, agrotóxicos) ○ físico (radiação) ○ mecânico (traumas). ★ Hospedeiro ○ O ser vivo que abriga o agente e pode desenvolver a doença. ○ Fatores do hospedeiro que influenciam: idade, sexo, imunidade, estado nutricional. ★ Meio Ambiente ○ Condições externas que influenciam a interação entre o agente e o hospedeiro. ○ Exemplos: clima, saneamento, condições socioeconômicas. EPIDEMIA, SURTO, ENDEMIA, PANDEMIA: SURTO: ● Aumento súbito e localizado de casos de uma doença em um curto período. ● Área restrita, número de casos limitado. ● Exemplo: surto de intoxicação alimentar numa escola. EPIDEMIA ● Ocorre quando há um aumento inesperado de casos de uma doença em uma população, acima do esperado, em determinada região e período. ● Pode ser localizada ou se espalhar para regiões vizinhas. ● Exemplo: epidemia de dengue em um estado brasileiro. ENDEMIA ● Doença que ocorre com frequência constante e casos esperados em uma determinada área. ● Tem manutenção habitual, sem aumento inesperado. ● Exemplo: Malária na região amazônica. PANDEMIA ● Epidemia que se espalha por vários países ou continentes, com grande número de pessoas atingidas. ● Exemplo: pandemia de COVID-19 em 2020. INCIDÊNCIA O QUE É? A incidência mede o número de casos novos de uma doença que surgem em uma população durante um período de tempo específico. PARA QUE SERVE? ● Avaliar o risco de uma pessoa saudável desenvolver a doença. ● Medir a velocidade de propagação de uma doença. TIPOS DE INCIDÊNCIA: 1. Coeficiente de Incidência (ou densidade de incidência): usa o número de pessoas que estão realmente expostas ao risco. 2. Incidência Acumulada: considera uma coorte de pessoas seguidas ao longo do tempo. PREVALÊNCIA O QUE É? A prevalência mede o número total de casos (tanto novos quanto antigos) de uma doença em uma população, em um momento específico ou durante um período. PARA QUE SERVE? ● Avaliar a carga total da doença na população. ● Planejar serviços de saúde e recursos necessários para tratamento. TIPOS DE PREVALÊNCIA: 1. Prevalência Pontual: em um momento específico. 2. Prevalência de Período: durante um intervalo de tempo. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA O QUE É NOTIFICAÇÃO IMEDIATA? QUANDO É FEITA? QUEM FAZ A NOTIFICAÇÃO IMEDIATA? QUAIS DOENÇAS PRECISAM DE NOTIFICAÇÃO IMEDIATA? NOTIFICAÇÃO SEMANAL PRINCIPAIS DOENÇAS E AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO SEMANAL: COMO SURGIU ESSA PRÁTICA? RESUMO FINAL PARA MEMORIZAR: AGRAVO EM SAÚDE O QUE É UM AGRAVO? EXEMPLOS DE AGRAVOS POR QUE O CONCEITO DE AGRAVO É IMPORTANTE? TIPOS DE AGRAVOS AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA DIFERENÇA ENTRE DOENÇA E AGRAVO COMO SURGIU O CONCEITO O QUE É VIGILÂNCIA EM SAÚDE? OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE COMPONENTES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE DIFERENÇA ENTRE VIGILÂNCIA EM SAÚDE E VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA COMO FUNCIONA A VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO SUS EXEMPLOS DE AÇÕES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE O QUE É EPIDEMIOLOGIA? INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS PRINCIPAIS TIPOS A TRÍADE EPIDEMIOLÓGICA COMPONENTES EPIDEMIA, SURTO, ENDEMIA, PANDEMIA: SURTO: EPIDEMIA ENDEMIA PANDEMIA INCIDÊNCIA O QUE É? PARA QUE SERVE? TIPOS DE INCIDÊNCIA: PREVALÊNCIA O QUE É? PARA QUE SERVE? TIPOS DE PREVALÊNCIA: