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Multiplexadores/Demultiplexadores Sistemas Digitais – UNIFACS – 2015_2 Multiplexador • Definição geral: • Sistema ou dispositivo que seleciona um dos diversos sinais de entrada e o transfere para a saída Multiplexador Multiplexador Digital Multiplexador Digital • Atua como uma chave de múltiplas posições • Controlada digitalmente por um código de seleção • Seleciona uma das N entradas de dados a ser comutada para a saída Z Multiplexador básico de duas entradas Multiplexador básico de duas entradas • O nível lógico na entrada de seleção S determina a porta AND a ser habilitada (1 ou 2) • A porta OR conecta a saída da AND habilitada com a saída Z • Expressão booleana da saída em função das entradas de dados (I0 e I1) e de seleção (S): • As entradas I0 e I1 podem ser níveis lógicos fixos ou sinais lógicos variantes no tempo • No primeiro caso, a saída Z também será um nível lógico fixo • No segundo caso, a saída Z será também um sinal lógico variante no tempo Aplicação • Sistema digital que utilize dois sinais de CLOCK diferentes: Multiplexador de quatro entradas Implementação com buffers tristate • Multiplexadores de duas, quatro, oito e dezesseis entradas são disponíveis comercialmente nas famílias CMOS e TTL. • Esses Cis básicos podem ser combinados para formar multiplexadores com um número maior de entradas. Multiplexador de oito entradas Multiplexador de dezesseis entradas • A entrada S3 determina o MUX habilitado. • Quando S3 = 0, o MUX superior é habilitado e S2S1S0 determinam a entrada de dados transmitida para saída X, passando pela porta OR. MUX quádruplo de duas entradas MUX quádruplo de duas entradas • Os subscritos a,b,c e d representam os quatro bits de um número binário. • I1 e I0 representam os dois números de entrada, com quatro bits cada um. • Z representa o número de saída de quatro bits. MUX quádruplo de duas entradas 1) 2) 3) Aplicações de multiplexadores • Seleção de dados • Roteamento de dados • Sequenciamento de operações • Conversões paralelo-série • Geração de formas de onda • Geração de funções lógicas Roteamento de dados Roteamento de dados • Rotear dados de diversas fontes para um mesmo destino. • No caso, seleciona e apresenta o conteúdo de dois contadores BCD usando um único conjunto decodificador/driver e display de LEDs. Roteamento de dados • Entrada de controle SELECIONA_CONTADOR • Relógio digital com diversos contadores responsáveis por segundos, minutos, horas, dias, alarme, etc. • Compartilham um número limitado de decodificadores/drivers e displays. Roteamento de dados • Economia de conexões, decodificadores/drivers e displays. • Diminuição do consumo de potência, uma vez que estes circuitos lógicos absorvem muita corrente da fonte. • Desvantagem: apenas um contador pode ser apresentado no display de cada vez. Roteamento de dados • Alternativamente, implementação com chaves mecânicas. • Quantidade e complexidade das conexões e o tamanho físico são desvantajosos em relação à implementação com multiplexadores digitais. Conversão paralelo-série Conversão paralelo-série • Muitos sistemas digitais processam dados binários no formato paralelo (todos os bits simultaneamente porque é mais rápido. • Porém a transmissão de dados em longas distâncias é feita no formato serial (um bit de cada vez). • Um método de realizar a conversão paralelo-série entre formatos de dados é utilizando multiplexadores. Conversão paralelo-série • Os dados nas saídas do registrador X estão no formato paralelo. • Um contador de é usado para gerar os bits do código de seleção , de modo que ele vá de 000 a 111 à medida em que os pulsos do clock forem aplicados. • Assim, durante o primeiro período de clock, a saída Z do MUX será , durante o segundo período e assim por diante. Conversão paralelo-série • A saída Z é uma forma de onda que é a representação serial do dado paralelo de entrada (dado na saída do registrador). • No exemplo são mostradas as formas de onda para • Este processo de conversão ocorre em 8 ciclos de CLOCK e (LSB) é transmitido em primeiro lugar. Geração de funções lógicas • Diretamente da tabela-verdade sem simplificação. • Entradas de seleção do MUX usadas como as variáveis lógicas de entrada da tabela. • Cada dado de entrada do MUX é conectado permanentemente em “0” ou “1”, de forma a satisfazer a tabela. • Desta maneira, as variáveis de entrada da tabela determinam , através do endereçamento do MUX, os valores de saída , de forma a satisfazer a lógica da tabela. • Uma tabela-verdade de N variáveis é implementada por um multiplexador de entradas. • Esse método é frequentemente mais eficiente do que usar portas lógicas separadas. • Por exemplo, a expressão (que não pode ser simplificada) necessitaria de 3 inversores e 4 NANDs de 3 entradas , um total de 3 Cis. • Porém o mais importante a respeito do uso de multiplexadores para implementar uma expressão de soma de produtos é que a função lógica é trocada apenas substituindo-se os 1s e 0s das entradas dos multiplexador. • Portanto, um multiplexador pode ser usado como um dispositivo lógico programável (PLD). • Muitos PLDs usam essa estratégia em blocos de hardware chamados LUT (look-up tables). Demultiplexadores • Também chamados de distribuidores de dados. • Realiza a operação inversa dos multiplexadores. • Recebe uma entrada e a distribui para várias saídas. • O código de entrada de seleção determina para qual saída o dado de entrada será transmitido. Demultiplexador de 1 para 8 linhas • Distribui 1 linha de entrada para 8 de saída. • A única linha de entrada de dados é conectada nas 8 portas AND, mas apenas uma será habilitada pelas linhas de entrada de SELEÇÃO Sistema de monitoração de segurança • O estado ABERTO ou FECHADO de várias portas deve ser monitorado • Cada porta controla o estado de uma chave. • O estado de cada chave é mostrado por meio de LEDs em um painel remoto de monitoração. • Isto exigiria a instalação de uma grande quantidade de fios por uma longa distância. • Um outra solução que reduziria a quantidade de fios é a combinação MUX/DEMUX. • As chaves das 8 portas são entradas de dados do MUX, que geram nível ALTO quando a porta estiver aberta e nível BAIXO quando estiver fechada. • O contador de 0 a 7 gera as entradas de seleção no MUX e no DEMUX simultaneamente. • Cada saída do DEMUX está ligada a um LED, que acende quando a saída estiver em nível baixo. • Os pulsos de CLOCK aplicados ao contador fazem com que as entradas de seleção passem por todos estados possíveis de 000 a 111. • Em cada número do contador o estado da chave da porta que tem o mesmo número do contador passa para a saída Z. Esta saída é transmitida para a entrada do DEMUX, que passará para a saída correspondente. • Se quando o contador estiver na contagem 110 (6), a porta 6 estiver fechada, o nível BAIXO em I6 aparece invertido na saída Q6 do DEMUX e o LED 6 fica apagado. • Se a porta estiver aberta, o LED 6 acende. • Neste momento, os outros LEDs estão apagados. • À medida em que o contador passa por todos os 8 estados de 000 a 111, os LEDs indicarão em sequência os estados das 8 portas. • Se uma porta estiver aberta, o LED correspondente permanecerá aceso apenas nointervalo de tempo em que o contador estiver na contagem apropriada. • Portanto ele ficará piscando enquanto a porta correspondente estiver aberta. • Observe que existem apenas 4 linhas de sinais indo dos sensores das portas até o painel remoto de monitoração. • Isto representa uma economia de 4 linhas (50%) quando comparada à alternativa de uma linha para cada porta. • O estado de cada porta é transmitido para o painel remoto, um em cada instante (serialmente) em vez de todos de uma só vez (paralelamente). • Sugestão de exercícios: TOCCI Cap_9 : Exercícios 9.27 a 9.43 (exceto 9.28, 9.37, 9.38, 9.39 e e 9.40)