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TCC Senar Final - Armazenamento de grãos
Agronomia (Centro Universitário de Caratinga)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
TCC Senar Final - Armazenamento de grãos
Agronomia (Centro Universitário de Caratinga)
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Baixado por André Dias (andre.od10@gmail.com)
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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR
CURSO TÉCNICO EM ZOOTECNIA
POLO GOVERNADOR VALADARES - MG
Evaldo Vieira de Andrade Martins
SISTEMAS DE PRODUÇÃO ANIMAL
SISTEMAS DE PRODUÇÃO ANIMAL COM FOCO NA BOVINOCULTURA DE
LEITE NO SISTEMA COMPOST BARNS
GOVERNADOR VALADARES - MG
2024
Baixado por André Dias (andre.od10@gmail.com)
lOMoARcPSD|45514599
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Evaldo Vieira de Andrade Martins
 SISTEMAS DE PRODUÇÃO ANIMAL
SISTEMAS DE PRODUÇÃO ANIMAL COM FOCO NA BOVINOCULTURA DE
LEITE NO SISTEMA COMPOST BARNS
Projeto Final apresentado como trabalho de conclusão do Curso Técnico em Zootecnia do
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR da Regional de Minas Gerais orientado
pelo tutor Paulo César Assis Pereira, como requisito obrigatório para obtenção do diploma de
habilitação técnica.
GOVERNADOR VALADARES - MG
2024
Baixado por André Dias (andre.od10@gmail.com)
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RESUMO
Ao longo dos anos, a maneira como são criados os animais vêm sofrendo alterações naturais,
evoluindo e adaptando as especificidades de cada região, de cada produtor ou produtora rural.
Muitos nem optam por determinada forma de criação animal, são simplesmente levados a
adotar tal manejo, por diversos motivos, sejam financeiros, topográficos, clima, dentre outros
fatores. Mesmo quando ocorre a sucessão na administração da propriedade, o sucessor
costuma seguir a mesma linha de produção adotada anteriormente pelo patriarca. Os sistemas
de produção animal conceituados atualmente em 03 modelos a saber: extensivo, é o sistema
definido na bovinocultura como sendo o sistema “a pasto”, seguido pelo sistema semi-
intensivo, e por último sistema intensivo de criação animal. Por conseguinte, não se pode
dizer na atualidade que um é mais ou menos evoluído que o outro, já que há sistemas
extensivos com uso de muita tecnologia empregada, mas sim, a forma como os animais são
criados, uns totalmente confinados, outros em sistema misto, e outros criados soltos. Dentre
os sistemas de criação animal, destaca-se o sistema intensivo em Compost Barns, com o
objetivo que se atinja altas produções de leite, com controle sobre todas as etapas de criação.
Ao visitar uma propriedade, o técnico agrícola em zootecnia deve ter um olhar atento,
intuitivo, observador, a fim de auxiliar os produtores no melhor caminho a ser seguido.
Palavras-chave: Sistemas de produção. Assistência técnica. Compost Barns.
 
Baixado por André Dias (andre.od10@gmail.com)
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SUMÁRIO
1.1 OBJETIVOS 6
1. 1 Objetivo Geral 6
1. 2 Objetivos Específicos 6
2 INTRODUÇÃO 7
2.1 Sistemas de Produção 7
2.2 Sistema extensivo de produção 7
2.3 ILPF 8
2.4 ILP 8
2.5 Sistema semi-intensivo 8
2.6 Sistema intensivo 9
2.7 Tie Stall 10
2.8 Free Stall 10
2.9 Compost Barns 11
3 Estudo de caso
11
3.1 Bem estar animal 16
3.2 A água 19
3.3 Dejetos 21
3.4 Fase de cria e recria 21
3.5 Sustentabilidade 22
3.6 Alimentação dos animais 23
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 24
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 26
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LISTA DE FIGURAS
Figura 01 – Sistema de produçãoExtensivo 7
Figura 02 – ILPF Integração lavoura, pecuária e floresta 8
Figura 03 – Sistema Semi intensivo 9
Figura 04 – Sistema Intensivo 11
Figura 05 – Sistema Intensivo Compost Barns 12
Figura 06 – Compost Barns em construção 13
Figura 07 – Compost Barns, Fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 14 
Figura 08 – Animais em descanso, Fazenda Boa Sorte, Inhapim, MG 15
Figura 09 - Compost Barns, Fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 16
Figura 10 - Ventiladores , Fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 17
Figura 11 – Tanque reservatório e Ordenhadeira, Fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG
18
Figura 12 – Sala de medicamentos, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 19
Figura 13 – Reservatório de água, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 20
Figura 14 – Cocho, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 20
Figura 15 – Reservatório para dejetos, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 21
Figura 16 – Cria de bezerros, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 22
Figura 17 – Mamadeiras, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 22
Figura 18 – Silagem de milho, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 23
Figura 19 – Alimentação dos animais, fazenda Boa Sorte – Inhapim, MG 24
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1 OBJETIVOS
1. 1 Objetivo Geral
Discorrer sobre os 03 diferentes tipos sistemas de produção animal, extensivo, semi-
intensivo e intensivo.
1. 2 Objetivos Específicos
Verificação e estudo dos sistemas de produção animal, com ênfase na bovinocultura de
leite, em específico sistema intensivo de produção animal de vacas leiteiras criadas em
sistema Compost Barns, com visita técnica a uma propriedade, e análise dos pontos positivos
e negativos da propriedade.
1. 3 Justificativa
Verificação dos diferentes tipos de sistema de produção animal, em especial sistema
intensivo de produção de animais para produção de leite, a fim de verificar e avaliar as
condições em que os animais são criados em regime intensivo de produção, e se necessário
propor melhorias no sistema. Para a atuação profissional do técnico agrícola em Zootecnia é
necessário saber identificar e avaliar os diferentes sistemas de criação animal, com objetivo de
auxiliar os produtores nas melhores escolhas.
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2 INTRODUÇÃO
2.1 Sistemas de Produção
Ao longo dos anos a maneira como os animais são criados sofreram naturalmente
mudanças, evoluindo e adaptando as especificidades de cada região, de cada produtor ou
produtora rural. Muitos nem optam por determinado jeito de criação animal, são
simplesmente levados a adotar tal manejo, por diversos motivos, sejam financeiros,
topografia, clima, dentre outros fatores. 
Mesmo quando ocorre a sucessão na administração da propriedade, o sucessor costuma
seguir a mesma linha de produção adotada anteriormente pelo patriarca. Os sistemas de
produção animal são conceituados atualmente em 03 modelos a saber: extensivo, é o sistema
definido como na bovinocultura como sendo o sistema “a pasto”, seguido pelo sistema semi-
intensivo, e por último sistema intensivo de criação animal. 
Por conseguinte, não se pode dizer na atualidade que um é mais ou menos evoluído que o
outro, já que há sistemas extensivos com uso de muita tecnologia empregada, mas sim, a
forma como os animais são criados, uns totalmente confinados, outros em sistema misto, e
outros criados soltos, conforme estudado no curso técnico em zootecnia Senar 2023. 
2.2 Sistema extensivo de produção
Sistema menos evoluído, em termos de Brasil, é o sistema mais usado, por ser o mais
barato, já que os animais são criados soltos, se alimentam das gramíneas e pastagens nativas.
Geralmente não fazem uso de tecnologias, não fazem uso de inseminação artificial, muito
menos FIV (fertilidade in vitro), usam como meio reprodutivo a estação de monta. Possuem
pouco controle zootécnico do rebanho. É o sistema de “criação a pasto”, não há de certo modo
preocupação do produtor com investimento em pastagens melhores, em fazer adubações, nem
correção da fertilidade do solo. 
Na época das águas os animais se alimentam praticamente do que é produzido
naturalmente no solo, na fase de estiagem, oferecem aos animais algum volumoso produzido
ou adquirido fora da propriedade, geralmente com baixo padrão nutricional. Evidentemente
não se pode generalizar, haja vista que existem propriedades que utilizam o sistema extensivo
de produção já agregando alta tecnologia, principalmente na escolha das melhores raças, e 
 
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7
 Figura 1 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
empregando nutrição de melhor qualidade, além de proporcionar a venda de genética para
outros produtores. Pode se dizer que talvez seria um sistema extensivo moderno, se libertando
daquele sistema mais antigo, mais arcaico de produção. 
Um exemplo disso, há produtor no sul do país criando animais da raça Hereford, com alta
tecnologia em genética, com uso das pastagens naturais da região, mais complementação
nutricional quando necessário, disponibilizando animais com alto rendimento de carcaça, com
controle diferenciado de produção, reprodução e sanidade animal, conforme Richard
Rasmussen, https://www.youtube.com/watch?v=LzOEyN4Nfc4 (acessado em 10/10/2023). 
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https://www.youtube.com/watch?v=LzOEyN4Nfc4
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2.3 ILPF
Integração lavoura, pecuária e florestas em uma mesma área de produção durante o ano.
Geralmente usa-se o eucalipto com árvore para sombreamento para os animais, e após
crescimento do mesmo em tamanho aceitável, faz então o corte, gerando renda extra ao
proprietário, ademais durante todo ciclo de crescimento traz sombra para os animais criados
sob a presença dos eucaliptos. 
Animais sob intenso sol forte constantemente produzem menos, reproduzem menos,
mesmo zebuínos, adaptados aos trópicos. Também possibilita plantação em sistema de plantio
direto de lavouras, intercalando com a produção animal, com os resíduos deixados na
produção (palhadas) sendo importantes restauradores de biota do solo, além de mantê-lo
sempre coberto, haja vista que um solo descoberto traz inúmeros malefícios.
 Figura 2 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
2.4 ILP
Prof. Leovigildo leciona sobre sistemas de produção, em especial de vacas leiteiras,
defende o sistema extensivo de produção, reclama que sistemas intensivos fazem animais
ruminantes para semi ruminantes, relata que o ideal seria criação extensiva a pasto, com
suplementação de cana com ureia no inverno, período mais seco do ano, explicado no Curso
Nutrição e Manejo Alimentar em Bovinocultura de leite, do Senar 2023. 
2.5 Sistema semi-intensivo
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Sistema misto, está entre o sistema extensivo e o sistema intensivo. Animais são criados a
pasto e suplementados no cocho. Já faz uso de tecnologias, como inseminação artificial,
adubação de pastagens e fazem uso de melhores capins e forrageiras. A criação de animais
totalmente confinados, como no sistema intensivo, é mais oneroso ao produtor, já que toda
alimentação é fornecida no cocho ao animal, e de acordo com o que se quer produzir, casos de
vacas leiteiras de alta produção por exemplo, maiores são as despesas com o manejo
nutricional dos animais.
 O uso de boas pastagens suprir boa parte nutricional dos animais, tornando a
suplementação menos onerosa ao produtor, bem como menos dependente de commodities. Em
visita técnica a propriedade do Sr. Foi verificado sistema semi-intensivo sendo implantado e
bem conduzido, com cultivo de boas pastagens e introdução de alimentação no cocho, como
pode ser visto nas imagens. 
Figura 3 - Arquivo pessoal do autor 
Fonte: Autor (2023)
2.6 Sistema intensivo
Sistema de confinamento animal, onde são criados em área totalmente delimitada, com
fornecimento de toda alimentação nos cochos instalados. Os animais não caminham grandes
distâncias para se alimentarem, pelo contrário, andam o menos possível, consequentemente
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não gastam energia nesse sentido. Sistema altamente produtivo, com alimentação
completamente controlada e balanceada. 
É um sistema muito utilizado na criação de vacas leiteiras de alta produção, bem como
criação de animais para corte em fase de terminação, gerando ganho maior de carcaça ao final
do ciclo de confinamento. Vale ressaltar o grande uso de tecnologias e controle zootécnico
aprofundado, buscando sempre a alta produção.
Inseminação artificial, FIV (fertilidade in vitro) são tecnologias reprodutivas muito
empregadas nos sistemas intensivos, buscando sempre melhoramento genético dos animais,
selecionando no plantel aqueles que se destacam sejam em produção, seja em reprodução. O
controle zootécnico passa por todas as fases e controles, visando a lucratividade da atividade.
Importante saber e controlar a sanidade do rebanho, os índices reprodutivos e produtivos, e
controle gerencial e financeiro da empresa rural. 
Em criações leiteiras pode se encontrar diferentes sistemas de criação animal, a saber,
sistema Tie Stall, Free Stall, compost Barns, que serão objetivo de explicação à frente. O que
dizer também dos grandes confinamentos de animais para corte, com raças selecionadas e
apuradas para o melhor rendimento de carcaça. Raças como Angus sendo criadas e manejadas
em sistema 100% confinados, com controle rígido de alimentação, de sanidade, visando o
melhor aproveitamento de crescimento no menor tempo possível, ou seja, objetivando animais
mais precoces, prontos para o abate.
2.7 Tie Stall
Sistema que possui questionamentos relativos ao bem estar animal, haja vista que vacas
em lactação, por exemplo, permanecem boa parte do período de confinamento amarradas em
área com espaçamento muito restrito, assim restringindo movimentos naturais do animal.
2.8 Free Stall
Evolução do sistema Tie Stall no aspecto conforto animal para vacas em lactação, já que
os animais não ficam amarrados em suas baias, locomoção restrita a pequenas áreas na
maioria do tempo, as camas são individualizadas para que o animal possa deitar e dominar
tranquilamente, porém ainda com baias individualizadas. 
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Sistema muito utilizado por produtores de leite no Brasil, talvez o mais usado atualmente,
com investimento menor na cama, em relação ao sistema em Compost Barns, já que a cama é
individualizada, sendo menor o gasto para mantê-la. A estrutura pode ser feita em alvenaria,
madeira, porém a mais usada e recomendada é a estrutura metálica, porém mais cara, devido
ao alto custo das ferragens. 
As baias são construídas de acordo com a raça a ser criada, geralmente preferem raças de
alta produção como holandesa, Jersey e girolando. Relativo a cama, que pode ser de variados
componentes, como maravalha, areia, pneu, dentre outros, fica mais fácil seu controle e
posterior troca, não havendo necessidade de substituição de toda área, como é o caso do
sistema Compost Barns, uma vez com problema, afeta toda a cama e o produtor se vê na
obrigação de trocar toda cama.
Figura 4 – Sistema Intensivo
Fonte: Autor (2023)
2.9 Compost Barns
Sistema intensivo de produção animal para vacas leiteiras, onde se busca ampliar o
conforto e bem estar animal em relação aos sistemas anteriores. É composto de grande área
coletiva, onde os animais podem expressar seus movimentos naturais, exige espaçamento
mínimo de 10m² a 12m² por UA, a depender da raça a ser criada (CALDATO, et al., 2019). 
É um sistema de produção animal ainda mais caro para ser implantado, pois exige
estrutura um pouco mais complexa, investimento maior na cama para os animais, geralmente
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com uso de maravalha preferencialmente, bem como estruturas de alvenaria e metálicas
maiores, bem como ventiladores e aspersores para resfriamento da área, a fim de proporcionar
temperaturas mais agradáveis aos animais, evitando assim que se estressam.
Figura 5 – Compost Barns
Fonte: Autor (2023)
De certo que o sistema se bem cuidado, bem manejado, proporciona maior conforto
animal, refletindo em uma boa produção. Com os atuais preços de insumos e mão de obra
cara e escassa na construção civil, faz com que se torne o sistema um pouco mais oneroso ao
produtor para sua implantação, ademais, a grande maioria de produtores de leite no Brasil são
pequenos e médios, sem possibilidade de grandes aportes financeiros de uma só vez, fazendo
com que façam a mudança de sistema de produção de forma escalonada. 
3 Estudo de caso
Realizada visita técnica na Fazenda Boa Sorte, município de Inhapim, MG ( Latitude -
19.56169485192064, Longitude -42.122876877421305), que adota sistema intensivo de
produção, no caso específico sistema intensivo em compost barns. Esse sistema começou a ser
implantado nos Estados Unidos no ano de 1980, no estado americano da Virgínia, com
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objetivo de dar mais conforto animal, haja vista que no sistema mais antigo Free Stall ocorria
lesões de jarrete e problemas de casco nas vacas confinadas (CALDATO, et al., 2019). No
Brasil os primeiros sistemas são datados de 2012, nos estado de São Paulo, fazenda Santa
Andrea.
Dados da propriedade:
Fazenda Boa Sorte
Município de Inhapim, MG
Proprietário: Adilson Silva Quintela
Área do compost barns: 1344 m²
As instalações físicas do compost barns começaram a serem construídas na Fazenda Boa
Sorte, município de Inhapim, MG, no ano de 2020, sendo finalizados 02 anos mais tarde. A
estrutura possui área total de 1344m², cerca de 25 animais que estão em confinamento
atualmente.
Figura 6 - Fazenda Boa Sorte
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O compost Barn em funcionamento com pouco mais de 01 ano, possui 02 funcionários
fixos, entre vaqueirose tratadores, bem como recebe assistência técnica periódica de
veterinário. Em novembro de 2022 foi colocada a cama do sistema, composta inicialmente
com 2/3 de maravalha de eucalipto e 1/3 de palha de café. 
Com o passar do tempo foi percebido que a palha de café se decompunha muito rápido,
deixando a cama com temperatura mais alta do que o ideal. Após essa percepção foi sendo
ajustada adicionando na medida da necessidade, reposição somente com maravalha de
eucalipto, evitando assim, a palha de café. 
A cama implantada no sistema de confinamento é de extrema importância, pois ela é que
dará ao animal (além é claro de outros fatores) condições de conforto e bem estar, devendo
permanecer na temperatura certa a fim de que os animais possam deitar, auxiliando no
processo de ruminação dos mesmos.
 Figura 7 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
Os primeiros animais começaram a chegar ao sistema de compost barn da fazenda no ano
de 2022, sendo a princípio apenas 25 no total, atualmente há 36 vacas no rebanho. A raça
leiteira escolhida é predominantemente Girolando ½ sangue, com índice inicial de produção
de leite em 22 L médios diários para cada animal, passando atualmente para média diária de
26 L, a intenção do proprietário é apurar a raça somente com holandês. 
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15
Pelo investimento alto realizado no sistema faz-se necessário aumento da produção
leiteira dos atuais 26 litros, como mencionado acima, haja vista os custos de produção serem
também altos, devendo ser realizado um melhor trabalho dos índices zootécnicos na fazenda,
buscando maior controle produtivo e reprodutivo da atividade.
Figura 8 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
 No atual contexto competitivo que vive a cadeia produtiva de leite, é de suma
importância verificar os possíveis gargalos que possam prejudicar a atividade, o produtor rural
deve ter olhos para atividade como sendo empresa, e como tal só sobrevive quando há índices
positivos, no balanço de final de mês ou ciclo, as receitas devem sempre superar as despesas,
o lucro é a razão de ser de qualquer atividade empresarial, seja ela urbana, seja ela rural.
No caso específico, índices produtivos e reprodutivos são fundamentais. No que tange a
reprodução, inicialmente usava-se inseminação artificial, porém a predominância de
nascimentos de bezerros estava alta, comprometendo o futuro do plantel, haja vista que a
propriedade deseja criar suas próprias vacas para substituição do plantel ao longo da
atividade.
 Com índice reprodutivo em desacordo com o pretendido pela atividade, optou-se
atualmente pela inseminação artificial com sêmen sexado, isso gerou certo aumento dos
custos, porém podendo impactar positivamente posteriormente, pois há uma certa prevalência
de que os nascimentos serão pendentes mais para bezerras que bezerros, apesar dos riscos de
não prenhez ao final da inseminação, riscos esses decorrentes de uma menor taxa de
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16
concepção quando se usa o sêmen sexado. Essa tecnologia deve ser usada em animais
melhores do rebanho, e tem como objetivo também a melhoria da genética do plantel, com
animais apurados para o padrão leiteiro de alta produção.
Figura 9 - Arquivo pessoal do autor
 Fonte: Autor (2023)
3.1 Bem estar animal
Animais de alta produção de leite são exigentes na questão alimentar, e muito também no
bem estar. O conforto animal é de suma importância para que se possa extrair do animal o
máximo do potencial genético. Animais com desconforto geram produções inferiores se
comparado com animais da mesma raça em ambientes confortáveis. A propriedade foi
construída em área de morro com boa ventilação natural nos quatro cantos, e também possui
cerca de 04 ventiladores instalados, e adequados no momento para o número de animais do
plantel.
Porém verificou-se não haver nenhum ventilador na sala de espera para ordenha, fato que
seria ponto negativo no quesito conforto animal, e na sala de espera seria de suma importância
dar ao animal mais bem estar, haja vista que é onde antecede toda a ordenha dos animais.
Outro fator negativo verificado foi a não instalação de aspersores na sala de espera, e em
situações de temperaturas mais altas pode gerar estresse térmico nos animais, comprometendo
a produção. 
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Diferentemente de animais de raças zebuínas, mais adaptados às intempéries climáticas
do que as raças taurinas, puras ou ½ sangue, como é o caso dos animais da propriedade. Em
dias muito quentes, os animais recebem banhos diários, aspecto positivo para regulação da
temperatura dos mesmos, que é um influenciador produtivo e reprodutivo.
 
Figura 10 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
A propriedade conta com ordenha mecanizada com 05 conjuntos, boa estrutura para a
produção de leite. Média de 26 litros por animal em 02 ordenhas diárias, com os animais
divididos em 04 lotes, de acordo com o manejo estabelecido e produção por animal, sendo
animais mais produtivos separados no lote 01, e sucessivamente. 
Ordenha mecanizada traz mais conforto para o animal, mais agilidade na coleta do leite,
possibilidade de melhor controle higiênico, se bem manejo e limpo conforme as normas
sanitárias. Também no aspecto produtivo é o armazenamento do leite, a propriedade conta
com resfriador instalado em ambiente seguro e limpo, possibilitando maior controle da
qualidade do leite.
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18
Figura 11 - arquivo pessoal do autor
 Fonte: Autor (2023)
 
Em toda atividade empresarial um dos aspectos mais importantes é a organização das
atividades, organização e divisão de setores, cada qual com sua importância para o todo
produtivo. O controle higiênico na coleta do leite, a limpeza das instalações, o controle
sanitário do rebanho, tudo isso vai impactar na qualidade do produto final que irá chegar ao
consumidor final. É de ressaltar que há uma boa organização na propriedade, um dos
exemplos é relativo aos medicamentos, onde há sala específica e bem organizada para
armazenamento, como se vê na imagem abaixo.
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Figura 12 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
3.2 A água
Segundo o professor Benedetti, em seu livro “Água na alimentação de Bovinos”, a água é
de suma importância na atividade, não só a água, mas água de qualidade e em abundância. O
sistema compost barn da propriedade possui cerca de 04 bebedouros instalados, divididos
entre os lotes, confeccionados em alumínio, facilitando a limpeza dos mesmos, como
podemos ver pela imagem abaixo. 
De certo que a água deve estar disponível em abundância, como já falado anteriormente,
e sua restrição tende a impactar negativamente no consumo de matéria seca, portanto, deve
ser prioridade a instalação de bebedouros de fácil acesso aos animais para que façam o
consumo necessário.
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 Figura 13 - Arquivo pessoal do autor
 
Fonte: Autor (2023)
Nesse aspecto apropriedade não possui restrição, haja vista possuir bom açude próximo,
e os animais consomem água de mina, evidentemente que seria recomendável análise da água
em vistas de verificar sua pureza e qualidade.
 Figura 14 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
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3.3 Dejetos
O meio ambiente é hoje fator preponderante em qualquer atividade empresarial, a
preocupação com os recursos naturais, a preservação do meio, o aproveitamento e reciclagem
dos resíduos gerados são objetivos essenciais, e não somente isto, o consumidor final quer
saber se tal atividade respeita ou não os princípios que regem a preservação da natureza, pois
isso irá impactar nos recursos naturais hoje e para as futuras gerações. 
Relativo aos dejetos gerados e oriundos na atividade leiteira da propriedade, a saber, o
esterco das vacas no sistema, é ponto positivo. Todo material é usado em lavouras de café,
haja vista que o proprietário também é cafeicultor, aproveitando todo o esterco como matéria
orgânica na propriedade. Ademais conta com caixa específica para recebimento dos dejetos
oriundos da lavagem da área de alimentação e sala de espera.
 Figura 15 - arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
3.4 Fase de cria e recria
Em toda atividade deve-se planejar todas as etapas produtivas, com controle total de
todas as fases de produção para que ao final do ciclo a empresa possa obter a tão esperada
lucratividade. Uma das fases mais importantes está relacionada com a futura geração de
animais da propriedade, e ficar atento a isso irá fazer toda diferença ao final. 
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A fazenda conta com a cria e recria de bezerras nascidas no plantel, visando prepará-
las para serem as substitutas das vacas que estão em produção atualmente. Há um controle na
alimentação das bezerras e novilhas do plantel, conta com baias individuais, alimentadores e
mamadeiras, visando bem estar dos animais.
Figura 16 - arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
Figura 17 - arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
3.5 Sustentabilidade
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No atual contexto em que vivemos é quase obrigatório a inserção da sustentabilidade em
toda cadeia produtiva, ademais o próprio destinatário final do produto, que é o consumidor,
deseja saber se a empresa usa práticas sustentáveis na cadeia produtiva. Os recursos naturais
não são infinitos, portanto, é de fundamental importância que o produtor se atenha a esse
detalhe. 
No caso específico, a empresa além da já mencionada destinação dos dejetos oriundos das
fezes dos animais, também possui seu próprio sistema de geração de energia, com produção
energética suficiente para abastecer toda a cadeia produtiva, com intenção de aumento dessa
produção, haja vista que possui no telhado da estrutura do compost barns muito espaço para
ampliação do sistema fotovoltaico.
Figura 18 - arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
3.6 Alimentação dos animais
No aspecto nutricional de animais de alta produção, cuidar da alimentação dos mesmos
também é fator primordial, para que os animais possam expressar o seu total produtivo.
Animais de alta produção necessitam diariamente de proteína, energia, sais minerais, água de
qualidade, tudo isso na forma de volumosos e concentrados, na medida certa, no momento
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certo, variando com cada fase em que se encontram, evitando assim desperdícios. Um
cardápio alimentar correto para cada fase. A propriedade produz silagem de milho,
esporadicamente usa-se capiaçu e cana na alimentação.
Diariamente é fornecido alimentação conforme lotes de produção, que são divididos em
04 lotes. No concentrado é feito uma mistura de fubá, farelo de soja, núcleo proteico, semente
de algodão, uréia e bicarbonato, sendo direcionado quantidade específica para cada lote em
produção. Na dieta de volumoso é fornecido silagem de milho para todos os animais.
Figura 19 - Arquivo pessoal do autor
Fonte: Autor (2023)
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os sistemas de produção animal, em específico ligados à cadeia leiteira vem se
aperfeiçoando ao longo dos anos, mas ainda há muito a evoluir, principalmente ligados ao
acesso democrático às tecnologias. A grande maioria de produtores rurais ligados à atividade
são ainda pequenos produtores, portanto, sem condições financeiras para adquirir tecnologias,
que por ora ainda são bastantes onerosas. 
É de certo que muitos ainda estão ligados a costumes antigos repassados por seus
ancestrais, e como tal seguem suas produções como nos tempos passados. A preocupação com
a qualidade do produto, a higiene, e sanidade animal, a reprodução animal, ainda são tabus a
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serem vencidos em vários rincões desse país, mas já houve grande evolução. Ademais, quem
não se adequar às novas tecnologias, às novas legislações, está fadado a sair do setor. 
Os sistemas intensivos de produção cada vez mais ganham espaço, mesmo com pequenos
plantéis de animais. Mesmo os sistemas extensivos, de criação a pasto, precisam se adaptar
para melhorar os índices zootécnicos. Deixar animais soltos de qualquer maneira, “a Deus
dará”, em pastagens degradadas, solos sem adubação necessária, gera uma atividade
totalmente sem controle, por consequência torna a atividade improdutiva e não lucrativa. 
O produtor rural na atividade leiteira deve necessariamente ser um ótimo agricultor
também, para gerar alimento de qualidade para fornecer a seus animais. A escolha de qual
sistema adotar, seja extensivo, semi intensivo ou intensivo, de certo leva vários fatores a
considerar, é o papel do técnico extensionista é levar informações precisas, novas tecnologias,
para que a escolha do sistema seja a mais ideal, respeitando a realidade local do produtor.
Em específico do caso abordado e objeto de estudo deste trabalho, sistema em compost
barns visitado, com objetivo de alta produção de leite, há alguns pontos a considerar: Em
primeiro lugar ressalta-se a boa estrutura construída pelo produtor, instalações adequadas para
um número maior de animais do que atualmente possui o plantel, ótima ventilação natural,
bem como ventiladores de qualidade instalados, também possui bebedouros e cochos próximo
a cama do compost.
A cama de maravalha de eucalipto em ótimas condições, conjunto de ordenhadeiras
novas, silagens e toda alimentação próxima ao sistema, gerando facilidade no trato, e de fácil
acesso para os trabalhadores fazerem o serviço com mais eficiência. Também possui sala
específica e organizada de medicamentos e controle sanitário, que é outro fator positivo
dentro do sistema.
Como o sistema é novo, certamente possui alguns ajustes a considerar, tais como
instalação de ventiladores na sala de espera e sala de ordenha, mesmo estando muito próxima
a cama de maravalha. Foi verificado também não existir no sistema aspersores instalados em
nenhum local, sendo que um dos fatores que afetam muito animais de alta produção é a
questão do clima, que gera estresse térmico nos mesmos, portanto, tem que haver controle da
temperatura em todo ambiente do sistema.
Também se percebe a falta debebedouro na sala de espera, e como já mencionado,
fornecer água em abundância é fundamental para o bem estar dos animais, consequentemente
vir a aumentar os índices produtivos da propriedade. Por fim, a implantação do sistema em
compost barns da Fazenda Boa Sorte é recente, adaptações e acréscimos são necessários para
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melhoria do sistema de produção para que se atinja o máximo potencial esperado desse
sistema. 
Não obstante ressalta a importância do técnico agrícola em Zootecnia no diagnóstico
geral da propriedade, com o olhar não somente para o lado empresarial, mas também com o
olhar humanizado, a fim de obter os melhores resultados, buscando sempre além da
lucratividade da atividade, o bem estar e sustentabilidade para o sistema.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Manual técnico de construção e manejo de compost barn para vacas leiteiras / Emília Rabelo 
Caldato ... [et al.] -- Viçosa, MG: UFV, DEX, 2019.
Nutrição e manejo de vacas leiteiras / Polyana Pizzi Rotta, Marcos Inácio Marcondes, Bianca 
de Moraes Pereira editores / - Viçosa, MG: Ed. UFV, 2019. 
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 
https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/158149/1/Cnpgl-2016-RevEdContMed-
Qualidade.pdf
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1134850/1/Compost-barn.pdf
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. https://www.embrapa.br/busca-
de-projetos/-/projeto/209863/sistema-compost-barn-caracterizacao-dos-parametros-de-
qualidade-do-leite-e-mastite-reprodutivos-bem-estar-animal-do-composto-e-economicos-em-
condicoes-tropicais
BENNEDETI, Edmundo, Leite a pasto, acessado em 02/09/2023.
BENNEDETI, Edmundo, Água na alimentação animal, acessado em 20/09/2023.
SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Curso técnico EaD SENAR: sistemas de
produção animal/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília, DF: SENAR, 2022. 
264 p. : il. ; 21 x 29,7 cm – (SENAR Formação Técnica)
SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Curso técnico EaD SENAR: produção e 
manejo animal/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília, DF: SENAR, 2022.
SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Curso técnico EaD SENAR: Bem-estar 
animal /Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília, DF: SENAR, 2022. 174 p. : il. ; 
21 x 29,7 cm – (SENAR Formação Técnica)
SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Curso técnico EaD SENAR: 
fundamentos do agronegócio / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília, DF: 
SENAR, 2020. 210 p. : il. ; 16 x 23 cm – (SENAR Formação Técnica)
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Tecnologias para sistemas de produção de leite / Jorge Schafhäuser Junior, Lígia Margareth 
Cantarelli Pegoraro, Maira Balbinotti Zanela, editores técnicos. – Brasília, DF : Embrapa, 
2016. 437 p. : il. color. ; 18,5 cm x 25,5 cm. ISBN 978-85-7035-584-3
Tecnologia agrícola. 2. Produção animal. 3. Produção leiteira. I. Schafhäuser Junior, Jorge. II.
Pegoraro, Lígia Margareth Cantarelli. III. Zanela, Maira Balbinotti. IV. Embrapa Clima 
Temperado.
ANEXOS
Anexo 1 - Questionário
Estudo de Caso – Visita Técnica
Dados:
Nome da propriedade: Fazenda Boa Sorte
Endereço: Zona rural de Inhapim, MG
Proprietário: Anderson Quintela
Veterinário: Possui atendimento veterinário periodicamente, porém não permanente.
Zootecnista: Não atendimento de zootecnista.
Funcionários: Possui cerca de 04 funcionários, porém nenhum com formação técnica
(vaqueiros).
1 – Número de animais: 25 animais.
2 – Raça: Predominância da Girolando
3 – Média diária: 22 L diários.
4 - Número de ordenhas: 02 ordenhas diárias.
5 – Inseminação artificial: Sim
6 – Vacas em lactação: 25 animais divididos em 03 lotes.
7 - Faz cria/recria Bezerros/bezzerras: Fazem cria e recria das bezerras que nascem na 
propriedade afim de melhoramento genético do plantel. 
SISTEMA DE PRODUÇÃO
Compost Barns: Tipo de material usado na cama: Predomina maravalha de eucalipto,
anteriormente usava-se mistura de maravalha de eucalipto com palha de café. Após
verificação de que a palha de café compostava muito rápida, optou-se por manter somente
maravalha.
DOENÇAS
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Mastite: Não há no momento animais com mastite.
ORDENHA:
Mecânica: Sim
Monta Natural: Não fazem uso dessa técnica.
Inseminação Artificial: No começo da atividade era realizada inseminação artificial
convencional, porém após nascimento de muitos bezerros, optaram pela inseminação artificial
com sêmen sexado.
FIV: Não fazem uso dessa técnica.
Produção de alimentos na propriedade:
A propriedade produz silagem de milho, capiaçu e cana de açúcar.
AMBIENTAL:
Destinação dos Dejetos: Toda matéria orgânica (esterco) produzida na fazenda é direcionada 
para adubação do cafezal, haja vista que os proprietários também produzem café.
BEM ESTAR ANIMAL:
Ventiladores: São usados 04 ventiladores de teto.
Aspersores: Não fazem uso de aspersores no sistema.
Água: O compost possui 05 bebedouros de alumínio, instalados entre os lotes.
Temperatura: A construção foi realizada na parte alta do terreno, com ventilação natural 
satisfatória, amenizando a temperatura em dias mais quentes.
Sala de Ordenha
A sala de ordenha possui 05 conjuntos mecânicos.
Sala de Espera
Não há sala de espera, pois a distância da cama para a sala de ordenha é mínima.
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	1.1 OBJETIVOS 6
	1. 1 Objetivo Geral 6
	1. 2 Objetivos Específicos 6
	2 INTRODUÇÃO 7
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 26
	1 OBJETIVOS
	1. 1 Objetivo Geral
	1. 2 Objetivos Específicos
	1. 3 Justificativa
	2 INTRODUÇÃO