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Universidade do Vale do ItajaíCurso de Direito – 5º PERÍODO
DISCIPLINA; DIREITO PROCESSUAL PENAL II
 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADE I)
Nome: Anara de Jesus Costa Correia
Objetivo: estudar a legislação à luz dos princípios constitucionais.
1.Cite quais são as modalidades de prova previstas no CPP, e, caso estejam definidas na lei, o dispositivo que traz o referido conceito. R: Prova Testemunhal, art.; Prova Documental, art.; Prova Pericial, art.; Prova de Confissão, art.; Prova Indireta, art.
2. Assinale “V” e “F” de acordo com o previsto em nosso ordenamento jurídico, anotando nas assertivas “verdadeiras” o artigo ou fundamento respectivo e, nas “falsas”, a justificativa do ponto que as compromete.
1. Com relação ao interrogatório judicial do acusado:
(F) Determinado o interrogatório por videoconferência, é defeso ao réu acompanhar, pelo mesmo sistema, os atos anteriores da audiência de instrução e julgamento previstas no procedimento comum; R: Não é defeso ao réu acompanhar os atos anteriores por videoconferência. De acordo com o art. 185, parágrafo 4° em que diz - “Antes do interrogatório por videoconferência, o preso poderá acompanhar, pelo mesmo sistema tecnológico, a realização de todos os atos da audiência única de instrução e julgamento de que tratam os arts. 400, 411 e 531 deste Código”.
(V) O juiz garantirá ao réu o direito de entrevista prévia e reservada com seu defensor, ainda que o interrogatório seja realizado por videoconferência; R: De acordo com o art. 185, parágrafo 5° - “Em qualquer modalidade de interrogatório, o juiz garantirá ao réu o direito de entrevista prévia e reservada com o seu defensor; se realizado por videoconferência, fica também garantido o acesso a canais telefônicos reservados para comunicação entre o defensor que esteja no presídio e o advogado presente na sala de audiência do Fórum, e entre este e o preso”.
(F) A fiscalização da sala reservada no estabelecimento prisional para a realização de atos processuais por sistema de videoconferência é atribuição exclusiva do Ministério Público; R: Não é atribuição exclusiva do MP, pois também cabe a OAB, juiz e corregedores. De acordo com o art. 185, parágrafo 6° - “A sala reservada no estabelecimento prisional para a realização de atos processuais por sistema de videoconferência será fiscalizada pelos corregedores e pelo juiz de cada causa, como também pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil”.
(V) No caso de enfermidade do réu, que dificulte seu comparecimento em juízo, o juiz poderá determinar a realização do interrogatório por videoconferência; R: De acordo com o art. 185, parágrafo 2° - “Excepcionalmente, o juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, poderá realizar o interrogatório do réu preso por sistema de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que a medida seja necessária para atender a uma das seguintes finalidades: II – viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja relevante dificuldade para seu comparecimento em juízo, por enfermidade ou outra circunstância pessoal”.
(F) Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, o termo será assinado a rogo, subscrevendo-o duas testemunhas; R: Não é preciso assinatura de duas testemunhas, pois de acordo com o art. 195 - “Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, tal fato será consignado no termo”.
2. O processo contemporâneo contempla três modelos de avaliação da prova: o sistema legal, o da íntima convicção e o da persuasão racional. Sobre tais sistemas probatórios pode-se afirmar:
( ) O sistema legal, também conhecido como tarifado, é típico do procedimento acusatório, em que a intensa participação das partes na produção da prova pressupõe o prévio estabelecimento de valores definidos a cada um dos elementos probatórios considerados válidos;
( ) O sistema da íntima convicção é inaplicável no direito processual-penal brasileiro, em razão do que dispõe o art. 93, IX da CF/88;
( ) O sistema da persuasão racional ou do livre convencimento encontra respaldo no método inquisitório, em que magistrado tem ampla liberdade para avaliar as questões de fato, devendo apenas motivar as questões de direito;
( ) Os sistemas da íntima convicção e da persuasão racional têm em comum a impossibilidade de utilização, na valoração da prova pelo magistrado, de máximas da experiência ou da notoriedade do fato;
( ) O que distingue o sistema da persuasão racional é a liberdade do magistrado na valoração dos elementos probatórios, que, embora exista, é contida pela obrigatoriedade de justificação das escolhas adotadas, diante da prova legitimamente obtida, com a explicitação do caminho percorrido até a decisão;
3. De acordo com o que dispõe o CPP, é correto afirmar que:
(F) As provas ilícitas são inadmissíveis, salvo se constatado que poderiam ter sido obtidas a partir de uma fonte independente; R: Art. 157 - “São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. Parágrafo 1° - são também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Parágrafo 2° - considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova”.
(F) No interrogatório em plenário do tribunal do júri, as partes e os jurados podem formular perguntas diretamente ao acusado; R: De acordo com o art. 474 - “A seguir será o acusado interrogado, se estiver presente, na forma estabelecida no Capítulo III do Título VII do Livro I deste Código, com as alterações introduzidas nesta Seção. Parágrafo 1° - o Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor, nessa ordem, poderão formular, diretamente, perguntas ao acusado. Parágrafo 2° - os jurados formularão perguntas por intermédio de juiz presidente. Para as partes aplica-se o sistema da cross examination (as perguntas são feitas diretamente), enquanto que para os jurados persiste o sistema presidencialista, quando as perguntas deverão ser formuladas por intermédio do juiz presidente”.
(V) O ascendente e o descendente do ofendido podem se recusar a depor como testemunhas; R: De acordo com o art. 206 - “A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias”.
(V) Em caso de lesões corporais, a falta de exame pericial complementar pode ser suprida pela prova testemunhal; R: D e acordo com o art. 168 - “Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-à a exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor. Parágrafo 3° - a falta de exame complementar poderá ser suprida pela prova testemunhal”.
(F) Os documentos em idioma estrangeiro somente devem ser juntados aos autos após a sua tradução por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela autoridade; R: De acordo com o art. 236 - “Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão, se necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela autoridade”.
4. A regra da objetividade do depoimento (art. 213, do CPP) pressupõe que a testemunha:
( ) Não possa depor sobre o fato de que teve conhecimento por “ouvir dizer”;
( ) deponha apenas sobre o fato principal, vedado o testemunho de circunstâncias secundárias;
( ) Não manifeste opiniõespessoais, salvo quando inseparáveis da narrativa do fato;
( ) Relate apenas os fatos passados, sem considerações futuras;
( ) Não possa se eximir da obrigação de depor;
5. A diligência de busca efetuada em trailer rebocado por automóvel, que se destina à habitação do motorista:
( ) Prescinde de mandado judicial por se equiparar à busca pessoal;
( ) Prescinde de mandado judicial, porém necessita de ordem escrita da autoridade policial;
( ) Não prescinde de mandado judicial e simultaneamente de auto de busca policial;
( ) Não prescinde de auto policial de apossamento e constrição.
6. De acordo com a lei processual, o interrogatório do réu preso será realizado, em regra:
( ) Pessoalmente, devendo o interrogando ser requisitado e escoltado ao juízo;
( ) Por carta precatória, devendo o interrogando ser requisitado, escoltado e apresentado ao juízo deprecado;
( ) Através de recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real;
( ) Através do telefone, com linha reservada, desde que não haja outro meio;
( ) Pessoalmente, com o comparecimento do juiz no estabelecimento onde estiver o interrogando recolhido;
7. Em se tratando da prova no processo penal:
( ) Se o ofendido for intimado para prestar declarações e não comparecer, ficará sujeito ao pagamento de multa;
( ) Se o ofendido for intimado para prestar declarações poderá eximir-se de fazê-lo, desde que o queira, sem que disso resulte qualquer consequência;
( ) Se o ofendido for intimado para prestar declarações e não comparecer, sem motivo justo, poderá ser conduzido coercitivamente;
( ) O ofendido deve prestar o compromisso legal de dizer a verdade;
8. Em relação às provas em geral:
( ) considera-se álibi a circunstância conhecida e provada que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.
( ) Com exceção dos casos expressos em lei, as partes podem apresentar documentos em qualquer fase do processo;
( ) A fotografia do documento, mesmo que devidamente autenticada, não possui o mesmo valor do documento original;
( ) Não é permitida a apreensão de documento em poder do defensor do acusado, mesmo quando constitui elemento do corpo de delito;
9. Acerca das provas:
( ) A confissão é irretratável, por ser irrevogável, embora possa ser anulada;
( ) As presunções legais não serão admitidas em relação aos fatos em que a lei não admitir depoimento de testemunhas;
( ) É plenamente válida a confissão do incapaz se feita por meio de seu representante legal;
( ) Testemunha instrumentária é a pessoa natural, estranha à relação processual, que declara em juízo conhecer o fato alegado, por havê-lo presenciado ou por ter ouvido algo a seu respeito;
10. Tício está sendo investigado pela prática do crime de lavagem de dinheiro. Por meio de testemunhas, a autoridade policial tomou conhecimento de que em sua residência, constam provas da autoria do crime, tais como dinheiro, registros contábeis e transferências bancárias. Considerando a situação hipotética descrita:
( ) Ainda que Tício, durante a busca e apreensão, se negue terminantemente a abrir gavetas, sob o argumento de que tenha perdido as chaves, os policiais não poderão arrombá-las (caso o façam, estará caracterizado abuso de autoridade, independentemente da existência de mandado judicial);
( ) A autoridade policial pode realizar imediatamente a busca e apreensão, visto que, quando realiza a diligência pessoalmente, não necessita de mandado judicial;
( ) Caso Tício permita que a autoridade policial entre em sua residência, a diligência poderá ser efetuada durante o dia ou à noite, com ou sem mandado;
( ) Cartas particulares encontradas durante a busca e apreensão, estejam elas abertas ou fechadas, poderão ser apreendidas, quando a diligência ocorrer mediante autorização judicial
Pesquisa:
Busque na Jurisprudência do TJSC 02 decisões sobre a inadmissibilidade admissibilidade da prova ilícita. Anote nº do julgado, o nome do Relator e resuma as razões de decidir sobre o tema referido.
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