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Centro Universitário do Distrito Federal Faculdade de Saúde Bacharelado em Enfermagem Objetivo Orientar a equipe de saúde na realização segura e eficaz do procedimento, garantindo que as boas práticas sejam seguidas para minimizar riscos e complicações. Profissionais que realizarão o procedimento Enfermeiros e médicos. Critérios para realização do procedimento Permitir a drenagem da urina em pacientes imobilizados, inconscientes, com obstrução urinária ou em pós-operatório de cirurgias urológicas. Auxiliar na eliminação da urina em pacientes com úlcera na região sacral. Esvaziar a bexiga em casos de retenção urinária. Coletar amostras de urina para exames laboratoriais. Administrar medicamentos diretamente na bexiga por meio de instilações. Controlar e monitorar o volume urinário. Mensurar a pressão intra-abdominal. Realizar irrigação vesical para desobstrução ou limpeza. Materiais e recursos necessários • Bandeja para instrumentos. • Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): • Capote estéril ou capote estéril descartável. • Máscara facial cirúrgica ou respirador PFF2/N95. • Protetor ocular. • Luvas de procedimento. • Touca. • Itens para higienização íntima: • Clorexidina degermante (sabonete líquido ou em barra, de pH neutro ou com antisséptico). • Recipiente para água. • Compressa cirúrgica estéril. • Conjunto estéril para cateterismo vesical: • Cuba em formato de rim. • Pinça para assepsia – Pean ou Cheron. • Recipiente circular. • Campo cirúrgico fenestrado de algodão. • Gaze estéril. Tipo do Documento Procedimento POP Acadêmicos de Enfermagem Página 1/6 Título do Documento Cateterismo Vesical de Demora Emissão: 17/09/2024 Próxima revisão: xx/xx/xx Versão: 01 Centro Universitário do Distrito Federal Faculdade de Saúde Bacharelado em Enfermagem • Solução antisséptica tópica de PVPI a 10% ou clorexidina aquosa a 2%. • Sonda vesical tipo Foley de calibre apropriado para a idade e biotipo do paciente. • 2 seringas de 20 ml com bico Luer Slip. • 1 seringa de 10 ml com bico Luer Slip. • Agulha de 40 × 12 mm. • 1 par de luvas estéreis no tamanho adequado para o profissional. • Sistema fechado de coleta de urina. • Gel lubrificante estéril com lidocaína a 2%. • 2 ampolas de 10 ml de água destilada. • Fita adesiva hipoalergênica. • Sacos para descarte de lixo comum e infectante. • Algodão embebido em álcool 70%. • Biombo, caso necessário. • Mesa auxiliar (Mesa de Mayo). Procedimentos 1. Verificar a prescrição de cateterismo vesical de demora. 2. Reunir o material: 2.1. Bandeja para higiene íntima. 2.2. Cateterismo. 2.3. Equipamento para precaução-padrão. 2.4. Campo fenestrado. 2.5. Gazes sobre o campo de algodão estéril, utilizando técnica asséptica; abrir e organizar os materiais no campo estéril. 3. Explicar o procedimento ao paciente, familiar ou acompanhante. 4. Promover a privacidade do paciente: 4.1. Colocar o biombo. 4.2. Cobrir o paciente com lençol. 5. Higienizar as mãos. 6. Calçar luvas de procedimento e paramentar-se com equipamento de proteção individual. 7. Posicionar o paciente: 7.1. Sexo feminino: posição ginecológica e elevar a cabeceira para maior conforto. 7.2. Sexo masculino: decúbito dorsal com os membros inferiores afastados. 8. Realizar a higienização íntima: 8.1. Área perianal e genital. 9. Retirar as luvas. Tipo do Documento Procedimento POP Acadêmicos de Enfermagem Página 2/6 Título do Documento Cateterismo Vesical de Demora Emissão: 17/09/2024 Próxima revisão: xx/xx/xx Versão: 01 Centro Universitário do Distrito Federal Faculdade de Saúde Bacharelado em Enfermagem 10. Higienizar as mãos. 11. Solicitar a ajuda do Técnico em Enfermagem para execução do procedimento. 12. Calçar luvas estéreis. 13. Abrir a bandeja de cateterismo vesical e dispor os materiais estéreis: 13.1. Cuba rim. 13.2. Pinça. 13.3. Cúpula. 13.4. Solicitar ao Técnico em Enfermagem para fazer a assepsia da almotolia e ampolas com álcool a 70%. Colocar a solução antisséptica tópica de PVPI a 10% ou clorexidina aquosa a 2% na cúpula mantendo distância. 14. Testar o cuff/balonete da sonda utilizando a seringa de 20 ml e a válvula da sonda. 15. Conectar a sonda Folley ao coletor de urina de sistema fechado: 15.1. Certificar-se do fechamento dos clamps do sistema coletor. 15.2. Certificar-se que o clamp do circuito próximo da sonda esteja aberto. 15.3. Manter a sonda protegida dentro do invólucro. 16. Proceder à antissepsia com: 16.1. Preparar as gazes e embebedar na solução de clorexidina e depois na pinça. 16.2. Iniciar pela região supra púbica. 16.3. Movimentos firmes, distais para proximais, antero posterior. 16.4. Trocar a gaze a cada movimento. 17. Pacientes do sexo feminino: 17.1. Separar os grandes lábios com a mão não dominante. 17.2. Expor o meato uretral e o orifício da vagina. 17.3. Sempre da vulva para baixo, trocando a gaze a cada movimento. 17.4. Retirar o excesso com gaze seca. 18. Pacientes do sexo masculino: 18.1. Erguer o pênis perpendicular ao corpo e retrair o prepúcio. 18.2. Espalhar com gaze umedecida do meato uretral para baixo. 18.3. Usar uma gaze a cada movimento. 18.4. Retirar o excesso com gaze seca. 18.5. Pode-se usar uma gaze ou compressa estéril para segurar o membro masculino com a mão não dominante. 19. Em pacientes do sexo feminino: 19.1. Lubrificar a sonda de Folley com gel lubrificante estéril. 19.2. Utilizar uma gaze de apoio. 20. Em pacientes do sexo masculino: 20.1. Posicionar o pênis com gaze/compressa. 20.2. Introduzir o bico da seringa no meato urinário. 20.3. Injetar 20 ml do gel lubrificante estéril lentamente. 21. Introduzir a sonda: 21.1. No meato urinário feminino: Tipo do Documento Procedimento POP Acadêmicos de Enfermagem Página 3/6 Título do Documento Cateterismo Vesical de Demora Emissão: 17/09/2024 Próxima revisão: xx/xx/xx Versão: 01 Centro Universitário do Distrito Federal Faculdade de Saúde Bacharelado em Enfermagem 21.1.1. Delicadamente até observar a drenagem de urina pela extensão da bolsa coletora. 21.1.2. Introduzir mais 3 cm para garantir que o balão fique totalmente dentro da bexiga. 21.2. No meato urinário masculino: 21.2.1. Delicadamente, mantendo o pênis elevado até a bifurcação da sonda. 21.2.2. Observar a drenagem de urina pela extensão da bolsa coletora. 22. Introduzir água destilada: 22.1. Já aspirada anteriormente. 22.2. Preencher o cuff/balonete da sonda vesical de demora conforme especificação do fabricante. 22.3. Tracionar delicadamente a sonda até apresentar resistência. 22.4. Remover o excesso de gel lubrificante e antisséptico. 23. No homem: 23.1. Reposicionar o prepúcio. 23.2. Fixar a sonda na região supra púbica com adesivo hipoalergênico. 24. Na mulher: 24.1. Fixar a sonda na face interna da coxa com adesivo hipoalergênico. 25. Retirar as luvas estéreis. 26. Higienizar as mãos. 27. Deixar o paciente confortável. 28. Posicionar o sistema coletor de urina: 28.1. Abaixo do nível da bexiga. 28.2. Sem contato com o chão. 28.3. Identificar com nome, data e hora e profissional. 29. Encaminhar o material permanente e o resíduo para o expurgo. 30. Lavar a bandeja: 30.1. Com água e sabão. 30.2. Secar com papel-toalha. 30.3. Realizar a desinfecção com álcool a 70%. 31. Higienizar as mãos. 32. Verificar a prescrição, anotar o procedimento realizado na folha de anotação de enfermagem do prontuário do paciente (número do cateter utilizado, volume drenado, características da diurese, intercorrências). Tipo do Documento Procedimento POP Acadêmicos de Enfermagem Página 4/6 Título do Documento Cateterismo Vesicalde Demora Emissão: 17/09/2024 Próxima revisão: xx/xx/xx Versão: 01 Centro Universitário do Distrito Federal Faculdade de Saúde Bacharelado em Enfermagem Possiveis intercorrencias Antes de passar a sonda, pergunte sobre antecedentes urológicos, traumas uretrais, uretrite, cirurgias prévias ou sondagem anterior. Utilize sempre um tubo de lidocaína novo e escolha o cateter de menor calibre possível, compatível com o paciente, para evitar trauma uretral. Mantenha o sistema pérvio, evitando dobras ou tensões no tubo extensor, e garanta que o clamp de drenagem esteja sempre aberto. Se for necessário elevar a bolsa coletora acima do nível da bexiga, é importante clampear o sistema de drenagem. A diurese deve ser desprezada da bolsa quando o volume atingir 2/3 da capacidade total. O coletor deve sempre ser mantido abaixo do nível da bexiga, permitindo a drenagem por gravidade e evitando o risco de refluxo. Certifique-se de que o cateter não esteja tracionado. Se houver resistência na introdução da sonda, interrompa o procedimento e informe o médico para orientação. Caso não haja retorno de urina, verifique o posicionamento do cateter e, se necessário, repita o procedimento utilizando um cateter estéril. Para a retirada da sonda vesical de demora, desinsufle o cuff. Realize higiene cuidadosa do meato uretral com água e sabão neutro uma vez ao dia e sempre que necessário. Avalie periodicamente a permanência do cateter vesical de demora e, se houver violação, considere a necessidade de trocar a sonda. Tipo do Documento Procedimento POP Acadêmicos de Enfermagem Página 5/6 Título do Documento Cateterismo Vesical de Demora Emissão: 17/09/2024 Próxima revisão: xx/xx/xx Versão: 01 Centro Universitário do Distrito Federal Faculdade de Saúde Bacharelado em Enfermagem Referências bibliográficas - BRUNNER, Lillian Sholtis. Manual de enfermagem médico-cirúrgica. 13. Rio de Janeiro Guanabara Koogan 2015. recurso online ISBN 978-85-277-2780-8. - Taylor, Carol R.; Lillis, Carol; LeMone, Priscilla; et al. Fundamentos de Enfermagem. A Arte e a Ciência do Cuidado de Enfermagem. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. - BARROS, Alba Lucia Bottura Leite de et al. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. [S. l.]: Artmed, 2019. Disciplina: Enfermagem Na Saúde do Adulto: Cuidados Mínimos e Intermediários Professora: Bruna Paiva Do Carmo Mercedes Alunos(as): Eduardo Lucas da Silva Cardoso - RGM: 36185205 Amanda Larissa italiano da Silva - RGM: 40585409 Dayseane Brandão de Melo - RGM: 40575888 Rayssa Fonseca Alves - RGM: 4058702 Tipo do Documento Procedimento POP Acadêmicos de Enfermagem Página 6/6 Título do Documento Cateterismo Vesical de Demora Emissão: 17/09/2024 Próxima revisão: xx/xx/xx Versão: 01