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Material sobre organização do sistema nervoso e sinapses: neurônios e células da glia; estrutura neuronal (dendritos, corpo, axônio); sinapses elétrica e química; liberação de neurotransmissores (Ca2+, vesículas, SNARE/sinaptotagmina); receptores pós‑sinápticos e acoplados à proteína G.

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Sistema nervoso 
Principais componentes 
• Duas principais categorias: as células nervosas (neurônios) e as celulas neurogliais (células da glia) que servem de suporte 
• Os neurônios não funcionam de forma isolada, existindo tambem os circuitos neuronais 
Neurônios 
• Divididos em dendritos, corpo e axonios 
• Dendritos são o alvo primario de sinais de entradas sinópticas oriundos de outros neurônios 
• O Axônio é a porção especializada em transmitir os sinais elétricos - saída 
- Axônios curtos, no encefalo, são uma característica de neurônios de circuito local, ou interneuronios. 
- Axônios longos de neurônios de projeção, entretanto, se estendem para alvos distantes - axônios que vão da medula espinhal até os pés 
podem ter 1 m de comprimento 
• O numero de entradas para um único neurônio reflete o grau de convergência, enquanto o numero de alvos 
enervados pelo mesmo reflete sua divergência 
• Doutrina neuronal - sinais começam nos dendritos e terminam nos terminais sinápticos 
Células neurogliais 
• As células da glia, muito diferentes dos neurônios, não conduzem sinais elétricos 
• Funções: 
- Manter o ambiente ionico dos neurônios 
- Modular a velocidade de propagação do sinal nervos 
- Modular a atividade sináptica por meio da captação de neurotransmissores na fenda sináptica ou próximos 
a ela 
- Fornecer o arcabouço estrutural durante alguns aspectos do desenvolvimento neural 
• Há 3 tipos de células gliais; 
- Astrocitos - mantem um abiente químico propicio para a sinalização neuronal 
- Oligodendrocitos - restritos ao SNC, depositam um envoltório laminado rico em lipídios, a melanina, sobre 
os axonios (no periferico, a mielina é denominada célula de Shwann) 
- Células microgliais - parecidas com os macrofagos - são recicladoras e sinalizadoras para as células 
imunes 
Organização do SN humano 
 
Sinapses do sistema nervoso central 
Sinapse elétrica 
• Citoplasma das células adjacentes estao conectados diretamente por aglomerados de canais - junções 
comunicantes GAP 
• Movimento livre de ions e transmissão dos sinais elétricos 
Sinapse química 
• Mediada por neurotransmissores 
• Condução unidirecional - neurônios pré e pós sinápticos 
• Importante para o direcionamento de estímulos e sinais ate determinado alvo 
Anatomia fisiologica das sinapses 
Terminais pré sinápticos 
• Dois tipos de estruturas internas importantes: as vesículas contendo os neurotransmissores e as 
mitocôndrias, que fornecem energia para a síntese dos neutransmissores 
• Quando o PA chega na membrana dos terminais, a despolarização e a entrada de cálcio mobiliza as 
vesículas para a fenda 
Mecanismo de liberação dos neurotransmissores 
• A chegada do PA despolariza a membrana pré-sináptica, que contem varios canais de cálcio 
• A entrada de cálcio promove a mobilização das vesículas contendo neurotransmissor, que serão 
liberados na fenda sináptica 
• Íons cálcio se ligam a proteínas especiais na superfície interna da membrana pré-sináptica, 
chamadas sítios de liberação. 
• A quantidade de neurotransmissor liberada é proporcional ao número de íons cálcio que 
entram. 
• Cada vesícula de acetilcolina contém de 2.000 a 10.000 moléculas. 
• Há vesículas suficientes no terminal pré-sináptico para manter a neurotransmissão de poucos 
centenas a 10.000 potenciais de ação. 
• Apos a liberação dos neurotransmissores, ocorre a reciclagem das vesículas e a degradação** 
Proteínas receptoras 
• A membrana do neutonio pós-sinaptico contem proteínas receptoras, que possuem dois componentes principais: 
componente de ligação e componente intracelular, que atravessa a membrana ate alcançar o interior do neurônio pós 
sináptico 
• A ativação ocorre por controle direto dos canais iônicos para permitir a passagem de ions ou mediante um segundo 
mensageiro, que nao é um canal, mas sum uma molécula que, ativa outras substancias no citoplasma e desencadeia as 
funções 
 
Estrutura do complexo SNARE 
• Ancoramento vesicular desencadeado por Ca2+, as proteínas 
SNARE da vesícula e da membrana formam um complexo, que 
aproxima as membranas 
• O Ca2+ então se liga à sinaptotagmina na vesícula levando a 
região ciroplasmatica da proteina a se inserir na membrana 
plasmática catalisando a fusão das membranas 
Sistema de segundos mensageiros 
Receptores acoplados a proteína G são o maior exemplo desse sistema 
• São conhecidos como receptores metabotrópicos - atuantes no 
metabolismo (M1, M3 e M5 → GMPc / M2 e M4 → AMPc) 
• Familia mais importante quantitativamente quanto aos fármacos e 
atuantes no corpo 
• Os fármacos que agem inibindo sua ação são chamados de antagonistas e 
os que estimulam de agonistas 
• A proteina G é uma proteína de membrana que consiste em 3 subunidades (alfa, beta e gama), em que a subunidade alfa possui atividade 
GTPase e, quando se encontra em repouso (ligada a GDP), esta ligada as outras subunidades 
• Quando a subunidade alfa, sob estimulo da interação do receptor com o fármaco (primeiro mensageiro), se ativa (trocando GDP por GTP), 
ela adquire a capacidade de se mobilizar na membrana plasmática, separando-se das demais unidades, e alcançar a enzimas catalíticas 
como a fosfolipase-C (PLC) e/ou a adenilato ciclose, alterando a capacidade catalítica dessas enzimas 
Via da fosfolipase C 
Esta enzima catalisa, a partir dos lipídios de membrana, a formação de dois mensageiros intracelulares: o trifosfato inositol (IP3) e o 
diacilglicerol (DAG): 
- O IP3, funcionado como segundo mensageiro, aumenta a concentração de cálcio intracelular, este aumento desencadeia eventos 
como contração, secreção, ativação enzimática e hiperpolarização de membrana 
- O DAG ativa a proteina quinase C que controla muitas funções celulares, como o aumento da atividade catalítica da fosfolipase-A2, 
enzima periferica da face interna da membrana que cliva diretamente fosforilando uma proteína quinas. Alem disso, a PKC fosforila e 
ativa canais para a passagem de cálcio do meio externo 
Via da adenilato ciclase 
Via da adenil ciclase: converte ATP em AMPc, o qual ativa proteínas quinases - PKA (responsáveis por fosforilar e ativar outras proteínas 
intracelulares), ex: fosforilação de um canal de cálcio - entrada de cálcio, contração do músculo cardíaco - aumenta frequência 
Via da guanilato ciclase 
Via da guanilato ciclase - forma o GMPc, o qual ativa PKG, que realiza a fosforilação de canais ou outras estruturas 
Excitação 
• Abertura de canais de sodio 
• Condução reduzida pelos canais de cloreto ou de potassio 
• Diversas alterações no metabolismo do neurônio pós sináptico, para excitar a atividade celular ou em alguns casos aumentar o numero de 
receptores de excitatoiros ou diminuir os inibitórios 
• Gera potencial excitatório pos sinatico PEPS 
Inibição 
• Abertura dos canais de cloreto 
• Aumento na condutância dos ions potassio para o exterior da cela 
• Ativação de enzimas receptoras que inibiem as funções metabólicas celulares, promovendo aumento do numero de receptores sinápticos 
inibitórios ou diminuindo os excitatorios 
• Gera potencial inibitorio pos sinaptico PIPS 
Neurotransmissores 
 
Neurotransmissores importantes e suas características 
Acetilcolina 
• Síntese: acetil- CoA se une com a colina e, sob ação da colina acetiltransferase, forma a acetilcolina. 
• A degradação é feita pela acetilcolinesterase, já que esse neurotransmissor não pode permanecer 
muito tempo na fenda pós-sináptica; 
• Possui efeitos excitatorios e inibitórios em algumas terminações parassimpaticas perifericas - tal 
como a inibição do coração pelo N vago 
Glutamato 
• O glutamato é o mais importante transmissor na função encefálica normal, quase todos os 
neurônios excitatórios no SNC são glutamatérgicos, e estima-se que mais da metade de todas 
as sinapses do encéfalo liberem esse agente 
• Síntese: a partir da glutamina se obtém o glutamato, pela ação da enzima glutaminase 
• Efeito provavelmente sempre excitatorio 
Gabae glicina 
• Neurotransmissores inibirotios - maior parte das sinapses inibitorioas no encéfalo e na medula 
utiliza o GABA (ácido gama-aminobutírico) e a glicina 
• São sintetizados a partir do glutamato 
• O GABA diminui a capacidade dos neurônios de disparar PAs, sendo encontrado principalmente 
em interneuronios 
• Precursor do gaba é a glicose, que é metabolizada até 
glutamato, e a enzima glutamato-descarboxilase (GAD), 
encontrada nos neurônios GABAérgicos, catalisa a conversão 
de glutamato em GABA 
• Precursor da glicina é a glicose, metabolizada em serina, e 
pela serina-transidroximetilase - glicina 
Aminas biogenicas 
Há 5 aminas reconhecidas como neurotransmissores: 3 catecolameinas: dopamina, noradrenalina e adrenalina; Histamina e Serotonina 
 
Dopamina 
• Síntese a partir da tirosina, forma dopa, dopamina, e pode dar origem a noradrenalina e adrenalina 
• Embora presente em diversas regioes, a area com maior conteúdo de dopamina é o corpo estriado, 
que recebe importantes aderências oriundas da substancia negra e desempenha papel importante na 
coordenação dos movimentos corporais 
• Parkinson, por exemplo, os neurônios dopaminergicos da substancia negra degeneram, levando a uma 
disfunção motora, pois a dopamina deixa de inibir a constante estimulação para movimentos* 
• Acredita-se que a dopamina tambem esteja envolvida na motivação, na recompensa e no reforço, e 
muitas drogas de abuso atuam afetando as sinapses dopaminergicas no SNC 
Noradrenalina 
• Os neurônios secretores de norepinefrina, localizados no locus ceruleus situado na ponte, enviam fibras 
nervosas para áreas encefálicas muito disseminadas do encéfalo auxiliando no controle da atividade 
geral e na disposição da mente, tal como o aumento do nível de vigília 
• Atuam nos neurônios noradrenérgicos, como as células ganglionares simpáticas 
• A noradrenalina é removida da fenda sináptica pelo transportador de noradrenalina (TNA), o qual tambem 
pode captar dopamina - TNA é alvo molecular para a anfetamina, que atua como estimulante, produzindo 
um aumento liquido na concentração de nora e dopa liberadas 
• Assim como a dopamina, é degradada pela MAO e pela COMT 
Adrenalina 
• Também chamada de epinefrina, esta presente no encéfalo em inceis mais baixos, neurônios que contem 
adrenalina no SNC são encontrados principalmente no sistema tegmentar lateral e no bulbo e projetam-
se para o hipotálamo e para o tálamo 
• A função desses neurônios secretores de adrenalina não é bem conhecida 
Serotonina 
• A serotonina ou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é encontrada principalmente em grupos de neurônios da 
região da rafe da ponde e da parte superior do tronco encefálico, projetando-se difusamente ao 
prosencéfalo 
• Regulam o sono e vigilia 
• Ocupa um lugar de destaque na neurofarmacologia, pois um grande numero de drogas antipsicóticos, 
atuam nas vias serotoninérgicas 
• Sintetizada a partir do triptofano, componente da dieta, captato e convertido pela enzima triptofano-5-
hidroxilase, 
• Seu efeito é encerrado pelo seu transporte de volta aos terminais nervosos, por um transportador 
especifico se serotonina (TSER), muitos fármacos antidepressivos são inibitórios seletivos da recaptação 
de serotonina (ISRS), inibindo o transporte de 5-HT pelo TSER 
Histamina 
• Encontrada nos neurônios do hipotálamo, que se projetam de forma esparsa, porem bastante difusa, a 
todas as regioes do encéfalo e da medula espinhal 
• As projeções histaminérgicas centrais medeiam o alerta e a atenção, de forma similar às projeções 
centrais de acetilcolina e noradrenalina 
• Histamina também é liberada dos mastocitos na corrente sanguínea em resposta a reações alérgicas 
• Síntese a partir do aminoacido histidina, por uma histidina-descarboxilase 
• Importancia dos medicamentos antihistamínicos nas reacoes alérgicas, tambem induzem a sedação, 
pois atravessam a barreira HE e interferem no papel da histamina no alerta do SNC 
Neurotransmissores peptidérgicos 
Muitos peptídeos conhecidos como hormônios tambem atuam como neurotransmissores 
Peptídeos encontrados no encefalo e no 
intestino 
• Substancia P 
• Colecistocinina 
• Octapeptideo (CCK-8) 
• Peptídeo vasoativo 
Peptídeos opioides 
• Leucil-encefalina 
• α-Endorfina 
• Dinorfina A 
Peptídeos hipofisarios 
• Vasopressina 
• Ocitocina 
• Hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) 
Peptídeos liberadores hipotalamicos 
• Hormônio liberador da tireotropina (TRH) 
• Hormônios liberador do hormônio luteinizante (LHRH) 
• Somatostatina 14 
Outros como angiotensina, neurotensina… 
 
Mecanismos de sinalização 
Endocanabinoides 
• Família de sinais endógenos relacionados que interagem com receptores canabinoides 
• Esses receptores são alvos moleculares do Δ9-tetra-hidrocanabinol, componente psicoativo da planta que se obtém a maconha, a 
Cannabis 
• Função regulatoria sinaptica: inibem a comunicação entre células pós-sinápticas e aferências pré-sinápticas, atuando como sinais 
retrógrados regulando a liberação de GABA 
• Mecanismo de ação: a despolarização pós-sináptica aumenta Ca2+, desencadeando síntese e liberação de endocanabinoides, que se 
ligam a receptores CB1 nos terminais pré-sinápticos, diminuindo a liberação de GABA 
• Efeito na transmissão inibitória: reduzem a transmissão inibitória por possíveis efeitos sobre canais de Ca2+ dependentes de voltagem e/
ou canais de K+ 
Sensações e processamento sensorial 
Relacionam-se com o cortex somestesico primario, que corresponde ao giro pós central - 
homúnculo sensitivo 
Receptores são responsaveis pela aquisição de informações sensoriais, podendo ser 
classificados em: 
• Mecanorreceptores - compressão mecânica ou estiramento do receptor de tecidos 
adjacentes 
• Termorreceptores - alteração de temperatura 
• Nocirreceptores - danos (químicos ou físicos) no tecido 
• Receptores eletromagnéticos - luz que incide na retina 
• Quimiorreceptores - gosto, olfato, níveis de O2, CO2, osmolaridade 
Adaptação dos receptores: os receptores sensoriais podem se adaptar aos estímulos, podendo 
deixar de perceber o estimulo 
 
• Receptores tônicos - adaptação lenta - é ativado quando inicia o estimulo e permanece ativado ate 
o estimulo cessar 
• Receptores fásicos - adaptação rapida - é ativado quando estimulo começa, se adapta e deixa de 
gerar PA mesmo com estimulo, e é ativado novamente quando o estimulo cessa - ou seja, é ativado 
quando o estimulo começa e quando cessa 
Tato e propriocepção 
Mecanorreceptores de tato 
• Aferentes de Meissner (derme glabra → pequenos campos receptivos) - adaptação rapida 
• Aferentes de Pacini (áreas profundas da derme e musculos - grandes campos receptivos) - 
adaptação rapida 
• Aferentes de Merkel (pele glabra → campo receptivo pequeno) - adaptação lenta 
• Aferentes de Ruffini (pele pilosa, glabra e capsulas articulares → grandes campos receptivos) - 
adaptação lenta 
Area deformada (estimulo) 
• Entrada de Na+ na membrana - gera PA receptor 
• O sódio que entra estimula a abertura de mais canais sucessivamente 
• Circuito local: 
Atinge o 1º nó de ranvier → despolarização deflagra os PA de ação e segue adiante 
 
Mecanorreceptores de propriocepção 
"Receptores para si próprio" - fornecimento de informações acerca da posição dos membros e 
outras partes do corpo no espaço 
• Fusos musculares nos musculos estriados - fibras intrafusais, cercadas por capsula de 
tecido conjuntivo - sensíveis ao estiramento 
• Oragãos rendosos de Golgi - receptor encapsulado - detecta contração - estimulado pela 
tensão em pequenos feixes de fibras - tendão 
Vias somatossensoriais 
Duas principais: coluna dorsal (lemnisco medial) e trato espinotalamico 
Sistema coluna dorsal (lemnisco medial) 
• Funículo gracil (mais medial) - axônios que transmitem informação dos MMII 
• Funículo cuneiforme (mais lateral) - axônios que transmitem informações dos MMSS, tronco e pescoço 
• Etapas: 
- Neurônios de primeira ordem (receptor)- Neurônio de segunda ordem (bulbo) 
- Neurônio de terceira ordem (talamo) 
- Neurônio de quarta ordem (cortex) 
• Via rapida 
• Conduz informações de tato epicritico e propriocepção 
• Contralateral 
Sistema anterolateral (trato espinotalamico) 
• Etapas: 
- Neurônio de primeira ordem (receptor) 
- Neurônio de segunda ordem (medula espinhal) 
- Neurônio de terceira ordem (talamo) 
- Neurônio de quarta ordem (cortex) 
• Via mais lenta 
• Conduz informados de tato grosseiro, dor e temperatura 
• Ipsilateral ? 
• Neurônios de primeira ordem fazem sinapse com os de segunda ordem (decussacao), que fazem sinapse com os de terceira ordem no 
tálamo 
• A informação é processada na area sensorial primaria do cortex cerebral (sensação) e vai haver a 
percepção, tomada de decisão ou ato motor voluntario nas areas associativas 
Talamo 
• Região importante de retransmissão 
• Sensibilidade - relé sensitivo 
- Excitação: estímulos olfatorios 
- Reorganiza os estímulos provenientes dos terminais sensoriais 
 
Cortex sensorial 
• Áreas somatossensoriais 1 e 2 
• Homúnculo somatossensorial 
- Areas de maior representatividade cortical são areas de maior sensibilidade e motricidade fina → mais 
neurônios corticais responsaveis por inervar aquela região (ex: sensações do pé mais medial e cabeça 
mais lateral) 
- Ha uma hierarquia somatotropica 
Nocicepção 
Receptores para dor - terminações nervosas livres que sinalizam lesão ou risco de lesão ao corpo 
Estímulos que tem potencial de causar lesão - mecânicos, térmicos e químicos 
 
Tipos de nociceptores 
• Fibras do tipo A gama: detecta estímulos térmicos e mecânicos - condução mais 
rapida (mais mielinizada) 
• Fibras do tipo C: detectam praticamente todas as modalidades sensitivas - 
condução lenta (amielinizadas) 
- Dor primeira: rapida, dor pontual, em agulhada, aguda e elétrica - conduzidas 
por fibras A gama 
- Dor secundaria: em queimada, persistente, pulsátil, nauseante e crônica - 
conduzidas por fibras C 
Transdução do sinal nocivo 
• Lesão tecidual causa produção de substancias que estimulam as terminações nervosas livres, como as prostaglandias 
• Isso estimula os mastocitos a liberarem histamina 
Hipersalgesia primaria 
• Sensibilizacao de áreas adjacentes à lesão. Concentração maio de substancias (prostaglandinas, bradicinina, 
substancia P) na região central faz com que elas se difunda para areas vizinhas, estimulando sua 
sensibilização 
Fibras aferentes primarias 
• A gama e C - adentram pelo corno posterior da medula, podendo fazer sinapse diretamente nesse nível ou 
fazer sinapses 1-2 segmentos acima ou abaixo 
- A sinapse ocorre nas laminas de Rexed, com os neurônios de segunda ordem 
- Dor referida: ramos das fibras para dor visceral fazem sinapse na medula espinal, nos mesmos neurônios 
de segunda ordem que recebem os sinais dolorosos da pele. Quando as fibras viscerais para dor são 
estimuladas, os sinais dolorosos das vísceras são conduzidos por alguns dos mesmos neurônios que 
conduzem os sinais dolorosos da pele e a pessoa tem a sensação de que as sensações se originam na pele 
(maior exemplo é a dor referida do infarto do miocárdio para o MS esquerdo) 
Fibras ascendentes da dor 
• Via espinotalamica - sistema anterolateral 
• Capacidade de modulação da dor 
• O sistema anterolateral (azul) cruza e ascende na coluna anterolateral contralateral 
da medula espinhal 
• Enquanto o sistema da coluna dorsal-lemnisco medial (rosa) ascende na coluna 
dorsal ipsilateral 
• Uma lesão restrita à metade esquerda da medula espinhal resulta em perda 
sensorial dissociada e déficits mecanossensoriais na metade esquerda do corpo, 
com déficits na percepção de dor e de temperatura experimentados à direita. 
Modulação da dor 
• O massageamento na pele alivia a dor, pois estimula outras vias, somatossensoriais, 
relacionadas a tato, pressão, vibração. Há fibras com mecanorreceptores relacionados ao tato no corno dorsal da medula. Interneurônios 
inibitórios estão sob estímulo das fibras mecanoreceptivas e também das fibras do tipo C. O massageamento estimula o interneurônio, que 
inibe o neurônio de segunda ordem, cessando a passagem da informação dolorosa 
• Estímulos estressantes aumentam a capacidade de suportar a dor, devido a um estimulo à analgesia endógena para sobrevivência ao 
ambiente. Região cinzenta periarquedutal: praziam ao aqueduto do mesencéfalo - corpos de neurônios importantes estimulados 
proporcionam essa capacidade analgésica endógena. O estimulo dessa região estimula o locus cerulius e os núcleos da rafe, estimulando 
a liberação de noradrenalina e serotonina respectivamente. Isso estimula o interneuronio inibitorio, reduzindo a informação dolorosa 
• Opiodes endógenos: interneuronio liberam encefalite, que age sobre receptores, inibindo a comunicação ente os neurônios de primeira e 
segunda ordem → mecanismo da MORFINA 
OBS: 
Imagem 1 - o sistema anterolateral supre informação para diferentes partes do tronco encefálico e do prosencéfalo que contribuem para os 
diferentes aspectos da experiência da dor: aqueles responsáveis pela discriminação senso- rial da dor e aqueles responsáveis pelas 
respostas afetivas e motivacionais à dor 
Imagem 2 - Os sistemas descendentes que modulam a transmissão das vias ascendentes da dor. Esses sistemas modulatórios originam-se 
no córtex sensorial somático, no hipo-tálamo, na substância cinzenta periaquedutal do mesencéfalo, nos núcleos da rafe e em outros 
núcleos da parte ventral rostral do bulbo. Efeitos modulatórios complexos ocorrem em cada um desses locais, bem como no corno dorsa 
Sentidos especiais 
 
Visão** 
Audição 
• A orelha externa e media são preenchidas de ar e a interna por perilinfa e endolinfa 
• Ouvido externo - pavilhão, concha e meato acústico - coletam a energia sonora e 
concentram no tímpano, ou membrana timpanica 
• Ouvido medio - martelo, bigorna e estribo - janela oval 
• Ouvido interno - coclea e canais semicirculares 
• Músculo estapédio e tensor do tímpano - freiam as vibrações e protegem o sistema 
auditivo 
Cóclea 
• Sistema de tubos espiraladas contendo as rampas vestibular, média e timpânica; 
• Duas membranas importantes separam os três compartimentos: membrana de Reissner e 
basilar 
• Órgão de Corti (células ciliadas): conjunto de células que tem a capacidade de transduzir 
sinal mecanismo em elétrico - membrana tenctorial, células ciliadas internas e externas 
(estereocilios em contato com a membrana tenctorial) 
• A passagem da ondulação do liquido movimenta a membrana basilar e os estereocilios, 
abrem canais de potassio e despolarizam ou hiperpolarizam as células ciliadas 
• Endolinfa passa pela rampa media e é aquosa, rica em potassio e pobre em sodio 
• Perilinfa circula nas demais rampas e é rica em sodio e pobre em potassio 
Estrutura da cóclea 
Dentro da cóclea, a membrana basilar (a de baixo) e a de Reissner (de cima) separam três 
compartimentos 
• Rampa vestibular (acima) - contem perilinfa - rica em Na+ 
• Rampa media (media) - endolinfa - rica em K+ 
• Rampa timpanica (abaixo) - perilinfa 
• Entre a rampa media e timpanica, na membrana basilar, esta o órgão de CORTI 
• Onde estao os estereocilios que, ao se mover em direção ao maior, abrem os canais de 
potassio e despolarizam, transmitindo sinais (despolarização pelo K+) 
• A membrana basilar, no começo é rígida e curta (frequências mais altas) e no ápice é 
longa e flexível (para frequências baixas) 
Membrana basilar 
• Mais fina e rígida na base e longa e flexível no ápice 
• Fibras curtas e rigidas - frequencias altas 
• Fibras longas e flexíveis - frequências baixas 
Órgão de corti 
• Órgão receptor que gera impulsos nervosos em resposta à vibrações da membrana basilar 
• Localização: superficie da membrana basilar 
• Receptores sensoriais: 
• Células ciliadas interna (fileira única - maior parte da transmissão p nervo) 
• Células ciliadas externas (3 a 4 fileiras) 
• Repouso - células ciliadasestáticas 
• Curvatura dos cílios - despolariza ou hiperpolariza 
Transdução de sinal e celula ciliada 
A celula ciliada é responsável pela transferência de energia vibracional em sinal elétrico 
• Deslocamento do estereocilio em direção ao maior despolariza 
• Abertura de canais de cátions próximos à ponta do estereocilios - influxo de K+ 
• Despolarização - abertura de canais de Ca2+ 
• Influxo de Ca2+ - liberação de glutamato 
• Sinapse com nervo auditivo - SNC - cortex auditivo primario no lobo temporal 
Vias auditivas 
• Células ciliadas internas - nervos cocleares aferentes 
• O nervo auditivo chega no bulbo - bifurcação axonal - núcleos cocleares anterior e posterior 
• Essa bifurcação forma múltiplas vias paralelas, que tem alta conectividade bilateralmente: 
Via primaria: 
- Nervo auditivo parte da cóclea até nucleo coclear anterior no bulbo - neurônio de 1 ordem 
- Segue do núcleo coclear anterior p/ oliva superior na ponte (ambos os lados), e depois para o coliculo 
inferior no mesencefalo - neurônio de 2 ordem 
- Ascensão pelos lemniscos lateral p/ corpo geniculado medial do talamo- neurônio de 3 ordem 
- Núcleo geniculado medial do talamo p/ córtex auditivo (giro temporal superior) - neurônio de 4 ordem 
A informação que chega de uma nuca orelha segue tanto ipsi como contralateralmente - por isso, lesões 
mais internas não necessariamente acarretam em surdez, devido ao suprimento contralatertal 
Sistema vestibular** 
Sentidos químicos 
• OLFATO E GUSTAÇÃO são sentidos químicos conscientes, fortemente ligados às funções emocionais e comportamentos primitivos do SN 
• Outros quimiorreceptores: ajustes homeostaticos inconscientes - PCO2, PO2, níveis de pH… 
 
Olfato 
• É um dos sentidos químicos pouco desenvolvidos em humanos 
• Anosmia: ausência de olfato 
• Hiposmia: diminuição do sentido de olfato 
• Disosmia: disfunção do sentido do olfato 
• Lesões cefálicas, infecções no trato respiratório superior, tumores e 
exposição a substancias toxicas podem prejudicar o olfato 
Cavidade nasal 
• Conhas nasais: fluxo turbulento de ar 
• Regiões superiores - epitélio olfatorio - células de sustentação e olfatorias 
• Axonios - cruzam a lamina cribriforme - neurônios de 1 ordem 
• Bulbo olfatorio - sinapse dos neurônios de 1 e 2 ordem - havendo 
despolarização das célula e condução da informaria ao SNC - glomérulos 
Células olfatorias e detecção dos odores 
1. Cílios: camada mucosa - substancia odorifera se dufunde 
2. Receptores odoriferos: Proteína G - sinalização intracelular 
3. Alteração na condutância iônica 
4. Despolarização da membrana e corpo celular 
5. Geração de PAs e liberação de neurotransmissores (bulbo olfatorio 
• Cada celula olfatoria responde a muitos estímulos odoríferos (não seletivas) 
• Cada substancia produz um padrão diferente de ativação desses receptores, 
possibilitando a distinção dos cheiros - mais de 1000 proteínas receptoras 
• Células com o mesmo receptor - mesmo glomérulo 
Vias olfativas 
Via principal 
• Células receptoras com seus axônios até o glomérulo (bulbo olfatorio) - neurônio de 1 ordem 
• As células mitrais e tufosas recebem os sinais - neurônio de 2 ordem 
• Não há retransmissão talâmico nesse sistema sensitivo 
Projeções 
• Os axônios das células mitrais e tufosas formam o trato olfativo, que se projeta para várias regiões do cérebro: 
- Córtex Olfativo Primário: Inclui o córtex piriforme, o tubérculo olfativo, a amígdala e partes do hipocampo, que 
possui a função de processamento inicial dos estímulos olfativos 
- Córtex Orbitofrontal: Envolvido na percepção consciente dos cheiros. 
- Outras áreas: Incluem a região entorrinal, que se conecta com o hipocampo (memória olfativa) 
• Cortex associativo frontal: informações olfatorias, gustativas, visuais, lembranças - paladar 
 
Gustação 
• Percepção do sabor dos alimentos 
• Cinco sabores fundamentais nos humanos: doce, salgado, amargo, ácido e umami 
• Receptores específicos - quanto mais se espalha os alimentos mais se pode perceber o gosto pela 
ampla ativação dos motores gustativos 
Receptores da gustação - botões gustativos 
- Papilas circunvaladas: grande quantidade de botões - formam um linha em V - posterior da língua 
- Papilas fungiformes: quantidade moderada de botões - superfície anterior 
- Papilas foliacas: quantidade moderada de botões - região lateral 
Botões gustativos 
• Regiões especializadas (sulco); 
• Substâncias dissolvidas; 
• Poro gustativo 
• Líquido e saliva (percepção gustativa); 
• Células gustativas (receptoras) 
- Despolarização 
- Liberação de NT 
- Ativação de células basais 
- Axônios aferentes para o SNC 
- Informação consciente; 
• Células gustativas respondem a mais de uma substância química (=olfação) 
• Expressa varios receptores (*olfatorio) 
• Preferencia ou seletividade reativa 
Transdução dos diferentes sinais (sabores) 
SALGADO 
• Ingestão de alimento salgado → maior concentração de Na+ 
• Canais para Na+ continuamente abertos 
• Influxo de Na+ 
• Despolarização da membrana 
• Geração de potenciais de ação 
AZEDO 
• Ingestão de alimento azedo → diminuição de pH 
• Maior concentração de H+ 
• Canais para H+ continuamente abertos 
• Influxo de H+ 
• Despolarização da membrana 
• Geração de potenciais de ação 
DOCE e AMARGO 
Ocorrem de maneira similar - receptores acoplados a proteina G - fosfolipase C - 
IP3 - aumento de cálcio e sodio - cascata de sinalização ate o neurônio de 
primeira ordem 
Vias gustativas 
• Células receptoras - botões gustativos - liberam neurotransmissores 
• Nervos cranianos envolvidos: 
- NC VII (facial) - 2/3 anteriores da língua 
- NC IX (gsossofaringeo) - terço posterior da lingua 
- NC X (vago) - base da lingua e partes da faringe 
• Axônios projetam para o nucleo do trato solitario (NTS) no bulbo - neurônio de 1 ordem 
• Neurônios no NTS recebem as sinapses e projetam para o núcleo VPM tálamo - neurônio de 2 ordem 
• Neurônios do núcleo recebem as sinapses e projetam para o córtex gustativo - neurônio de 3 ordem 
• Há também o córtex orbitofrontal - associa diversas sensações que contribuem na seleção dos alimentos - tem relação com o sistema 
límbico 
- Estimulo → receptor gestatório → nucleo do trato solitario → nucelo salivatorio → nucelo salivatorio superior e inferior → ganglio 
parasimpáticos → glándulas salivares → salivação → ingestão e digestão dos alimentos 
 
Sistema motor 
Hierarquia do controle neural da função motora 
• Alto - estratergia - áreas de associação do neocortex, núcleos da base (informcacao 
sensorial gera uma imagem mental do corpo) 
• Medio - tática - córtex motor, cerebelo (decisão baseada na memória sensorial) 
• Baixo - excecução - tronco encefálico, medula espinhal (retroalimentação sensorial de 
postura e tensão) 
- Neuronios motores superiores - cortex e tronco encefalico, enviam comandos aos 
inferiores 
- Neuronios motores inferiores - medula e tronco encefálico - inervam diretamente os 
musculos 
• Os sistemas perceptivos fornecem a informação sensorial necessária para as ações 
mediadas pelo sistema motor 
Disrtribuição sensorial e motora do encéfalo 
• Córtex somestésico primário (giro pós-central). 
• Lobo parietal → processamento de informações somestésicas. 
• Lobo occipital → visual 
• Lobo temporal → auditiva 
• Lobo da ínsula → gustação 
• Branco (áreas associativas). 
• Parietal, occipital, temporal, insula (sensoriais). 
• Lobo frontal → Motor 
 
Circuitos do neurônio motor inferior 
• Os neuronio motores inferiores estao localizados no corno ventral da medula e núcleos motores dos nervos cranianos no tronco E. 
• Inervam diretamente as fibras musculares esqueléticas 
 
Tipos de neurônios motores inferiores 
• Alfa-motoneurônios: inervam fibras musculares extrafusais - força muscular 
• Gama-motoneurônios: inervam fibras musculares intrafusais - regulação do tonus muscular 
Controle motor e vias principais 
Vias laterais da medula 
Trato corticoespinhal (piramidal)• Origem: cortex motor primario, cortex pré motor e cortex motor suplementa) 
• Função: controle voluntario dos movimentos finos e precisos 
• Decussação: a maioria das fibras cruza para o lado oposto no bulbo (decussação das pirâmides) 
 
Trato rubroespinal 
• Nucleo rubro (mesencefalo) 
• Desusam na ponte 
• Trato corticoespinal lateral 
• Via indireta de estimulação do musculo 
• Menos precisão 
• Motricidade voluntaria - musculatura distal de membros 
• Facilitação da flexão e inibição da extensão dos membros 
Outros tratos extrapiramidais 
Vias vetromediais 
Trato vestibuloespinal 
• Núcleos vestibulares do bulbo 
• Labirinto vestibular da orelha interna 
• Postura da cabeça 
Trato tectoespinal 
• Colículo superior do mesencefalo 
• Aferencias diretas da retina 
• Cortex visual, somatossensorial e auditivo 
Trato reticuloespinais 
- Pontino: aumenta os reflexos antigravitacionais 
- Bulbar: linera os musculos antigravitacionais do controle 
reflexo 
• Formação reticular do TE 
• Aderência de varias regiões e participa de varias funções 
(principalmente cerebelo e córtex pré motor) 
FUNÇÃO GERAL: controle dos movimentos automáticos, posturais e de coordenação 
Feedback sensório motor 
Tem a função de integração das informações sensoriais para ajustar e corrigir os movimentos em tempo real 
Circuitos do neurônio motor superior 
• Os neurônios motores superiores estão localizados no córtex motor primário, pré-motor e motor suplementar 
• Também estão no tronco encefalico, incluindo núcleos de origem de varios tratos motores 
descendentes 
• Emitem comandos que modulam a atividade dos neuronios motores inferiores, 
coordenando movimentos e ajustando os automáticos 
Controle motor e vias principais 
Via corticoespinal (trato piramidal) 
• Origem: cortex motor primario, cortex pré motor e cortex motor suplementa) 
• Função: controle voluntario dos movimentos finos e precisos 
• Decussação: a maioria das fibras cruza para o lado oposto no bulbo (decussação das 
pirâmides) 
• Fazem sinapse com os neuronios motores inferiores na medula 
Tratos corticobulbares 
• Origem: cortex motor 
• Função: controle motor dos musculos da face, cabeça e pescoço 
• Fazem sinapse com núcleos motores dos nervos cranianos no tronco encefálico 
Demais tratos extrapiramidais 
• Trato rubroespinhal, trato reticuloespinhal, trato vestibuloespinhal, e trato tectoespinhal 
• Controle dos movimentos automáticos, posturais e de coordenação. 
Movimentos simples 
• Controle pelo cortex motor primario 
• Nucleo rubro tambem facilita os movimentos flexores dos membros, atuando em movimentos 
simples de MMSS 
• Movimentos simples e diretos 
• Aferências: recebe informações sensoriais do cortex somatossensorial 
• Eferências: envia comandos diretamente aos neuronios motores inferiores via trato corticoespinal 
Movimentos complexos 
• Controle pelo cortex pré-motor e motor suplementar (cortex pré frontal) 
• Cortex pré-motor planeja e prepara os movimentos complexos 
• Cortex motor suplementar recebe e envia informações do cortex pré-motor, motor primário e núcleos da base 
• Núcleos da base modulam e selecionam os movimentos complexos - recebe do cortex motor e pré motor e 
enviam saídas moduladas de volta ao cortex via tálamo 
• Cerebelo faz o ajuste fino e coordenação, recebendo informações do cortex e enviando correções de volta ao 
cortex motor via tálamo 
 
Modulação do movimento pelos núcleos da base 
Componentes principais dos núcleos da base 
• Nucleo estriado (caudado e putamen) - funções motoras 
• Nucleo lentiforme (globo palido + putamen) 
• Corpo estriado dorsal (nucleo lentiforme + caudado) 
• Amigdala - funções emotivas 
• Nucleo rubro - substancia negra - pars reticulada e compactada 
Circuitos funcionais 
Via direta 
• Facilitação da iniciação e execução do movimento voluntário 
• Conexões: 
- O cortex excita o estriado (nucleo caudado e putamen) - neuronios espinhsos medios (NEM) 
- O estriado inibe o globo pálido interno (GPi) e a substancia negra reticulada (SNr), que inibem o 
talamo na ausencia de estímulos 
- A inibição do GPi e SNr reduz a inibição tônica do tálamo 
- O talamo, então, excita o córtex motor, promovendo o movimento 
 
Via indireta 
• Supressão dos movimentos indesejados e controle da amplitude dos movimentos 
• Conexões: 
- O cortex exit o estriado 
- O estriado inibe o globo palido externo (GPe) 
- A inibição do GPe reduz a inibição do núcleo subtalâmico 
- O núcleo subtalamico excita o GPi e a SNr 
- O GPi e a SNr aumetam ainibicao tonica no talamo 
- A inibição do talamo reduz a excitação do cortex 
RESUMO 
Estimulo dos neurônios vindos do cortex →(A) NEM (inibitório) → (B) neurônios do globo 
palido (inibitórios tônicos) → (C) neurônio talâmico (complexo do tálamo VA/VL do tálamo) - 
(D) neurônios do cortex motor 
Modulação pela substancia negra 
• Substancia negra pars compacta (SNc) 
• Libera dopamina no estriado 
• Dopamina tem efeito excitatorio na via direta (receptores D1) e inibitórios na via indireta 
(receptores D2) 
OBS: 
Ausencia de movimento - inibição tonica do tálamo - prevenção de movimentos involuntários 
Lesões nos núcleos da base 
- Huntington (movimentos coreicos: aleatorios e involuntarios) - movimentos hipercineticos 
- Parkinson - movimentos hipocinéticos 
Interações e funções 
Integração sensoriomotora, planejamento e iniciação do movimento, supressão de movimentos 
indesejados e aprendizado de habilidades motoras 
Modulação do movimento pelo cerebelo 
Componentes principais do cerebelo 
Lobo anterior 
Lobo posterior 
Lobo floculonodular 
Zonas funcionais 
Vermis: parte central do cerebelo, envolvida no controle da postura e dos movimentos axiais 
Hemisferios cerebelares: 
- Zona intermedia: controle dos movimentos dos membros 
- Zona lateral: planejamento e coordenação dos movimentos complexos e aprendizados motores 
Núcleos profundos 
Núcleo fastigiada 
Nucleo interposto (globoso e emboliforme) 
Nucleo denteado 
Circuitos funcionais 
Aferências 
Via espinocerebelar - informa sobre a posição e o movimento dos 
membros do tronco (propriocepção) 
Via vestibulocerebelar - informa sobre o equilibrio e a posição da 
cabeça 
Via pontocerebelar - informa sobre o planejamento motor do 
cortex cerebral 
Eferências 
• Vérmis - envia sinais p/ nucleo fastigial, que projeta para 
os núcleos vestibulares e formação reticular, controlando 
postura e equilibro 
• Zona intermedia - envia sinais para o nucleo interposito, 
que projeta para o nucleo rubro e o talamo, controlando 
movimentos dos membros 
• Zona lateral - envia sinais para o nucleo denteado, que 
projeta para o tálamo e cortex motor, inlfuenciando o 
planejamnto e coordenação dos movimentos complexos 
Funções do cerebelo na modulação do movimento 
Coordenação e precisão dos movimentos 
• Ajusta e afina os movimentos voluntários para torna-los suaves e precisos 
Manutenção do equilibrio e postura 
• Integra informações vestibulares e proprioceptivas para manter o equilíbrio 
Aprendizado motor 
• Participa no aprendizado e na automação de novas habilidades motoras 
• Facilita a adaptação e correção de movimentos através do feedback sensorial 
Circuitaria interna 
• Diversos tipos neuronais no cortex cerebelar 
• Camada molecular, de células de purkinge e granulosa 
• Lesão: 
- Disdiadococinesia (nao consegue fazer movimentos alternados ao mesmo tempo, mão pra cima e pra baixo) 
- Disimetría (erro de medida) 
- Tremores 
Medula espinhal 
Neurônios motores inferiores altamente organizados 
Controle dos NMI: 
- Células sensitivas 
- Interneuronios 
- Neurônios motores superiores 
• Os músculos estão constantemente em um estado parcial de contracao para manter o tonus 
musuclar 
• Para que se haja esses níveis de tonus muscular, ha a participação de 2 receptores 
musculares sensoriais importantes: 
 
Fuso muscular 
• Receptor proprioceptivo, constituido por fibras musculares,detectam variações de 
comprimento (estiramento) muscular 
• Via de manutenção monossinaptica 
• Avaliação dos reflexos extensores: avalia o tonus muscular, a quantidade de excitação 
que o cérebro esta enviando para a medula espinal - reflexo patelar de extensão de 
joelhos por exemplo 
• O fuso é ativado quando a fibra muscular é estirada, e inativado quando o musculo 
contrai 
OBS: fibras musculares extrafusais e intrafusais, dentro do fuso, nesse fuso, essas fibras 
possuem os receptores sensoriais (fuso muscular) que detectam o estiramento - o neurônio sensitivo da fibra intrafusal detecta o 
estiramento, a informação vai para o neurônio motor pela medula e contrai as fibras extrafusais, que realizam a contracao e param o 
estiramento (numa situação em que se aumenta o peso na mão por exemplo, o braço começa a descer, detecta e logo a contração ajusta o 
braço para manter parado) - circuitaria monossinaptica 
 
Órgão tendinoso de Golgi (OTG) 
• Receptore sensorial encapsulado 
• São terminações nervosas aferentes encapsuladas localizadas na 
junção entre o músculo e o tendão 
• Estimulado pela tensão produzida por pequenos feixes de fibras 
• Detectam variações de tensão muscular 
• Detecta a contração - ativa interneurônio inibitório - inibe o 
motoneuronio - promove relaxamento 
• Reflexo de retirada 
Lei da inervação reciproca: a quantidade de estimulo que chega ao músculo para contração é igual e simultânea 
à que chega ao seu antagonista para relaxamento 
Lesão: hipotonia, arreflexia, paralisia e paresia 
Circuitaria medular espinhal responsável pelo reflexo de flexão / extensão cruzada 
Estimulação de receptores cutâneos no pé leva à ativação de circuitos locais da medula que retiram (flexionam) 
a extremidade estimulada e estendem a outra para suporte compensatório 
Sistema nervoso autônomo 
Dividido em simpático, parassimpático e entérico 
Dois neurônios chave 
Neuronios pré ganglionares 
Neuronios pós ganglionares (ou ganglionares) 
Sistema simpatico 
• Sistema tóraco-lombar - medula toracica e lombar apenas 
• Neurônio pré ganglionar e pós ganglionar 
Trajeto dos neurônios simpáticos 
 
Origem na medula 
• O corpo dos neuronios pré ganglionares estão na coluna intermediara da 
medula (T1 a L2) 
• Os axonios saem pelo corno ventral 
Ramo comunicante branco 
• Os axonios pré-ganglionares entram nos ramos comunicantes brancos, que 
contem as raizes centrais aos gânglios simpáticos paravertebrais 
Ganglios paravertebrais 
• Nos gânglios paravertebrais, os axonios pré g podem: 
- A cadeia simpatica é uma serie de gânglios dispostos em pares ao longo da 
coluna vertebral, dos níveis cervicais aos sacrais 
- Ascender ou descender na cadeia simpatica e fazer sinapse em um gânglio 
em nível diferente 
- Passar através do ganglio sem sinapse e continuar como nervo esplêncnico 
para sinapse em um gânglio pré-vertebral 
Ramo comunicante cinzento 
• Os axonios dos neuronios pós-ganglionares saem dos gânglios paravertebrais 
através dos ramos comunicantes cizentos 
• Esses ramos conectam os gânglios simpáticos aos nervos espinhais, 
permitindo que os axonios pós-ganglionares sejam distribuídos para o corpo 
• Apos passarem pelos ramos comunicantes cinzentos, os axonios pós-
ganglionares entram nos nervos espinhais e se distribuem para o alvo 
Ganglio pré-vertebral 
• Estão frente à coluna vertebral 
• Principais incluem o ganglio celiaco, mesentérico superior e inferior 
Nervos esplancnicos 
• Alguns axonios pré-ganglionares passam pelos gânglios paravertebrais sem sinapsar e continuar como nervos esplâncnicos 
• Esses nervos esplâncnicos terminam em gânglios pré-vertebrais, onde fazem sinapse com neuronios pós-ganglionares 
Sistema parassimpático 
• Neuronios cranio-sacrais 
• Neuronios pré-ganglionar 
- Tronco encefalico: NC III, VII, IX, X - regula funções na cabeca e visceras torácicas e abdominais 
- Medula sacral: S1-S5 - regula funções de defecação, micção e funções sexuais 
 
Trajeto dos neurônios parassimpáticos 
Nervos cranianos e esplâncnicos 
• Nervo oculomotor III - inerva o m ciliar e esfíncter da pupila 
• Nervo facial VII - inerva glândulas lacrimais, submandibulares e sublinguais 
• Nervo glossofaringeo IX - inerva a parotida 
• Nervo vago X - inerva coração, pulmões e a maioria das vísceras abdominais 
• Nervos esplâncnicos: originam-se dos segmentos sacrais da medula espinal e inervam o 
intestinal grosso, bexiga e órgãos genitais 
 
Neuronios pré-ganglionares 
• Axonios longos que se projetam diretamente para ou perto dos órgãos alvos 
• A maioria faz sinapse com os pós-ganglionares em gânglios intramurais (dentro dos órgãos-alvo) 
ou gânglios próximos aos órgãos 
Neuronios pós-ganglionares 
• Nos ganglios intramurais ou próximos aos órgãos alvos 
• Axonios curtos que se projetam diretamente para os tecidos alvos 
Resumo simpatico x parasimpatico 
Origem dos Neurônios Pré-Ganglionares 
• Simpático: Coluna intermediolateral da medula espinhal (T1-L2). 
• Parassimpático: Núcleos dos nervos cranianos (III, VII, IX, X) e região sacral da medula espinhal (S1-S5). 
Localização dos Gânglios 
• Simpático: Gânglios paravertebrais (cadeia simpática) ou pré-vertebrais. 
• Parassimpático: Gânglios intramurais ou próximos aos órgãos-alvo. 
Comprimento dos Axônios 
• Neurônios Pré-Ganglionares: 
- Simpático: Axônios curtos. 
- Parassimpático: Axônios longos. 
• Neurônios Pós-Ganglionares: 
- Simpático: Axônios longos. 
- Parassimpático: Axônios curtos. 
Ramos Comunicantes: 
• Simpático: Possui ramos comunicantes brancos (mielinizados) e cinzentos (não mielinizados). 
• Parassimpático: Não possui ramos comunicantes brancos e cinzentos. 
Função Geral: 
• Simpático: Prepara o corpo para situações de "luta ou fuga" (fight or flight). 
• Parassimpático: Promove "repouso e digestão" (rest and digest) 
Sistema enterico 
• Sistema intrínseco- trato gastrointestinal; 
• Redes de neurônios interligados: 
- Plexo mioentérico: entre as camadas musculares das vísceras; 
- Plexo submucoso: próximo à camada mucosa 
• Mobilidade gastrointestinal e controle das células secretoras 
• Aproximadamente 100 milhões de neurônios; 
• Neurônios locais autônomos (independentes de ativação simpática e parassimpática) 
 
Neurotransmissores 
• Liberação de neurotransmissores colinergicos nos pré-ganglionares, que reagem com 
receptores colinergicos para induzir um potencial de ação pós-sináptico excitatório 
extremamente rápido 
• Neuronios pré-ganglionares: acetilcolina 
• Neuronios pós-ganglionares: 
- simpatico - noradrenalina 
- parassimpático - acetilcolina 
Sistema cardiovascular 
• Regulação precisa - monitoramento sensorial - quimio e barorreceptores 
• Nivel de atividade sináptica e parassimpatica 
• Controle simpatico atua nos nodos e no musculo 
• Controle parassimpático atua apenas nos nodos 
Controle por “centros superiores” 
 
Hipotálamo 
Regula funções homeostáticas como temperatura corporal, fome, sede, equilíbrio hídrico, e ritmos 
circadianos. 
Coordena respostas viscerais a emoções. 
Recebe informações sensoriais do corpo e do ambiente. 
Envia comandos aos centros autônomos no tronco encefálico e medula espinhal. 
Tronco Encefálico 
• Núcleo do Trato Solitário (NTS): 
- Recebe informações viscerais aferentes dos nervos cranianos (VII, IX, X). 
- Processa sinais sensoriais viscerais e distribui informações para outras áreas do tronco encefálico 
e hipotálamo. 
• Formação Reticular 
- Controla a frequência cardíaca, pressão arterial, e respiração. 
- Distribui sinais autônomos para os neurônios motores preganglionares simpáticos e 
parassimpáticos. 
• Centros Autônomos no Tronco Encefálico: 
- Centro Cardiorregulador: Controla a frequência cardíaca e a força de contração do coração. 
- Centro Vasomotor: Regula o diâmetro dos vasos sanguíneos e a pressão arterial. 
- Centro Respiratório: Controla a taxa e a profundidade da respiração. 
Sistema Límbico 
• Media respostas emocionais• Influencia o SNA através do hipotálamo 
- Amígdala: Processa emoções como medo e raiva, modulando respostas autonômicas. 
- Hipocampo: Envolvido na formação de memórias, podendo influenciar respostas autonômicas 
baseadas em experiências passadas. 
Atividade cerebral - anki 
Raciocínio e cognição 
cortex cerebral 
• Interpretação e integração de informações 
• Fina camada de substância cinzenta 
• Divisão do cortex em 6 camadas: 
- Molecular 
- Granulosa externa 
- Piramidal externa 
- Granular interna 
- Piramidal interna 
- Multicelular 
Detalhamento?? 
Principais Áreas Envolvidas na Cognição 
Córtex Pré-Frontal 
Planejamento, tomada de decisões, comportamento social, controle dos impulsos. 
CPF Dorsolateral: Associado ao controle executivo, memória de trabalho, e raciocínio abstrato. 
CPF Ventromedial: Envolvido na tomada de decisões baseadas em recompensas e emoções 
Córtex Parietal 
Integração sensorial, orientação espacial, atenção. 
Lobo Parietal Superior: Processamento sensorial e coordenação visuoespacial. 
Lobo Parietal Inferior: Atenção visual e integração de informações sensoriais. 
Córtex Temporal 
Funções: Processamento auditivo, reconhecimento de objetos, memória. 
Córtex Temporal Superior: Processamento de som e linguagem. 
Córtex Temporal Inferior: Reconhecimento de formas e objetos visuais. 
Hipocampo 
Formação e consolidação de novas memórias declarativas. 
Interage com várias áreas do córtex cerebral para integrar e recuperar informações de memória. 
Amígdala 
Processamento emocional, especialmente medo e respostas de sobrevivência. 
Interage com o hipocampo e o córtex pré-frontal para integrar emoções e memória. 
Processos Cognitivos 
Memória 
Memória de Curto Prazo: Armazenamento temporário de informações, como um número de telefone. 
Memória de Trabalho: Manipulação e armazenamento temporário de informações para tarefas cognitivas complexas, como resolução de 
problemas. 
Memória de Longo Prazo: Armazenamento duradouro de informações, subdividida em memória declarativa (fatos e eventos) e não 
declarativa (habilidades e hábitos). 
Atenção 
Funções: Foco seletivo em informações relevantes enquanto ignora distrações. 
Redes de Atenção: 
Rede de Atenção Dorsal: Direcionamento da atenção voluntária. 
Rede de Atenção Ventral: Reorientação da atenção para estímulos inesperados. 
Linguagem 
Áreas Cerebrais: 
Área de Broca: Produção da fala. 
Área de Wernicke: Compreensão da linguagem. 
Processos: Produção, compreensão e processamento da linguagem falada e escrita. 
Tomada de Decisão e Planejamento 
Funções: Avaliação de opções, previsão de consequências, seleção de ações. 
Áreas Envolvidas: CPF dorsolateral (controle executivo), CPF ventromedial (avaliação de recompensas), CPF orbitofrontal (avaliação de risco 
e recompensa). 
Integração de Informações e Cognição 
Processamento Multissensorial: Integração de informações de diferentes modalidades sensoriais (visão, audição, tato) para formar uma 
percepção coerente do ambiente. 
Redes Neurais: 
Rede de Modo Padrão: Ativada durante o repouso e pensamento introspectivo. 
Rede de Controle Executivo: Ativada durante tarefas que requerem controle cognitivo e atenção. 
Rede de Saliência: Identifica e filtra estímulos relevantes e importantes. 
Resumo dos Componentes e Processos Cognitivos 
Áreas Envolvidas: Córtex pré-frontal, córtex parietal, córtex temporal, hipocampo, amígdala. 
Funções Principais: Memória, atenção, linguagem, tomada de decisão e planejamento. 
Integração: Redes neurais que facilitam a integração de informações 
sensoriais e coordenação de respostas cognitivas. 
Sistema modulatório do tronco encefalico 
• Sai do tronco e se direciona para todas as camadas do cortex cerebral 
• Gera aferências para o cortex 
• Síntese e armazenamento de diferentes neurotransmissores 
 
Ondas cerebrais 
• Ondulações dos potenciais elétricos registrados no EEG 
• Gama, beta, alfa, tera e delta, diferenciadas pela frequência 
• Gama - alta frequência e baixa amplitude 
• Beta 
• Alfa 
• Teta 
• Delta - baixa frequência e alta amplitude 
 
Eletroencefalograma 
• Registra a atividade elétrica a partir da superficie do crânio 
• Atividade generalizada do cortex cerebal 
• Metodo simples, não invasivo e indolor 
Diferentes padrões para colocação dos eletrodos 
Vigilia 
• Excitação e alta atividade cerebral 
• Orexina (hipocretina): hipotálamo lateral - ativação do sistema ativador ascendente SARA 
- Neurônios orexinérgicos tem a capacidade de ativar o próprio sistema ativador ascendente 
- Narcolepsia: disfunção nesses neuronios - estado de sonolência 
- Pode ativar o cortex cerebral por duas vias: intra e extratalamica 
- Quanto maior a ativação dos neuronios talamicos-corticais, maior o nível de consciência 
• Ciclo circadiano atua diretamente na capacidade de manter a vigília - regula os dois estados - sono e vigília 
• Nucleo supraquiasmatico pode estimular o hipotálamo lateral, que pode estimular o SARA, induzindo o estado de vigilia 
• Estimulação do nucleo pré-optico, inibindo o SARA e induzindo um estagio de sonolência e vigília 
• Quantidade circulante de residuos metabólicos (sonógenos) ao final do dia, como a adenosina, serve como um indicador de necessidade 
de relaxamento e descanso 
• Cafeina atua em receptores de adensia, inibindo o sono 
Principais estruturas envolvidas e suas funções 
• Formação Reticular e SARA: Mantêm a ativação cortical e a vigília. 
• Tálamo: Age como um relé para a transmissão de sinais sensoriais e motores. 
• Hipotálamo: Regula ritmos circadianos e libera histamina para promover a vigília. 
• Locus Coeruleus e Núcleos de Rafe: Liberam noradrenalina e serotonina, modulando a atenção, o humor e a vigília. 
• Sistema Colinérgico do Prosencéfalo Basal: Libera acetilcolina, facilitando a excitação cortical. 
• Neurotransmissores: Noradrenalina, serotonina, histamina, acetilcolina e orexina são cruciais para a manutenção do estado de vigília. 
Sono 
Estagio parcial de inconsciencia, no qual o individuo pode ser despertado por um estimulo sensorial, tatil… 
Periodos de sono - cíclicos 
Sono REM - paradoxal - movimento rapido dos olhos 
Sono não REM - sono de ondas lentas - sem movimentos rápidos dos olhos 
O sono geralmente constitui 75% não REM e 25% no sono REM - de maneira cíclica 
Sono não REM 
• Estado de vigilia - ondas alfa beta e gama 
• Estagio 1 - inicio do sono - ondas de alta frequência teta 
• Estagio 2 - diminuicao da atividade cerebral 
• Estagio 3 e 4 - sono profundo - predominancia de ritmos delta, alta amplitude e baixa frequência 
Núcleo reticular do tálamo: possui neurônios gabaérgicos, que inibem os neuronios talamocorticais, reduzindo o nível de consciência pela 
sincronização talamocortical 
Sono REM 
• Ritmo de alta frequência: ondas beta e gama 
• Atonia muscular, mas podem ocorrer movimentos involuntários - contudo, o musculo ocular permanece ativado 
• Aumento da forca e frequência cardiaca 
• Aumento da frequencia respiratoria e do consumo de O2, pela execução de diversas atividades mesmo durante o sono 
• Sistema de modulacao difusa: justifica o ritmo beta no EEG 
• Com a progressão dos estágios do sono há uma inibição do SARA 
• Observa-se que os neuronios dos núcleos da rafe e locus cerúleos (neuronios colinergicos da ponte e do bulbo) começam a diminuir sua 
atividade e liberam neuronios catecolaminérgicos para ativar o SARA 
• Acetilcolina permite que o ralado e o cortex se comportem de modo semelhante ao estado de vigília 
 
Epilepsia 
Causas: estrutural, genetica, infecciosa, metabolica, imune e desconhecida 
OBS: Crises epiléticas: alterações da função encefálica resultante de atividade 
anormal e excessiva 
 
Condição cronica caracterizada por crises epilépticas excessivas 
• Foco epileptogênico em vermelho na imagem, azul: area circundante inibitória 
• Não se alastra para áreas vizinhas pois a area inibitória controla o excesso de 
excitabilidade no foco 
• Quando essa excitabiilidadeultrapassa a capacidade inibitória, ela atinge áreas 
vizinhas e induz um estado de crise epiléptica 
Pode ter inicio focal, sendo ate perceptiva, como a epilepsia focal 
Pode ter inicio generalizado 
Psicose 
• Consequência da disfunção da rede 
• Condição que apresenta uma gama ade alterações do comportamento relacionada à perda de contato com a realidade de percepção 
• Esquizofrenia é a principal psicose 
Esquizofrenia 
Sintomas positivos: alucinações, ideias delirantes, pensamento desorganizado, incongruência afetiva 
Sintomas negativos: rigidez afetiva, anedonia, perda de motivação, falta de interação social 
Sintomas cognitivos: dificuldade de aprendizado e memória 
Hipotese dopaminergica da esquizofrenia 
Antipiscicoticos são agonistas de receptores dopaminergicas 
Pscicoestimulantes intensificam a dopamina - induzem a psicose - excesso de neurotransmissao 
dopaminergica 
Córtex cerebral 
Camadas 
1. Molecular 
2. Granular externa 
3. Piramidal externa 
4. Granular interna 
5. Piramidal interna 
6. Multiforme 
• Grande parte das informações sensitivas chegam na camada 4 - conexão talamo-cortical 
para ativação cerebral 
• Áreas primarias corticais: primeira via, onde chegam informações puramente motoras ou 
puramente sensitivas 
• Áreas secundarias: informação mais integrada, com certo grau de significância 
• Areas associativas: conjunto de informações motoras, sensitivas etc 
- Parieto-occipitotemporal 
- Pré-frontal 
- Limbica 
Principais áreas associativas 
Parieto-occiptotemporal 
Alto nivel de interpretação para os sinais de todas as áreas adjacentes 
• Analise das coordenadas especiais do corpo 
• Area de Wernicke 
• Area do giro angular 
• Area para nomear objetos 
Pré-frontal 
Intima associação com cortex pré-motor 
Elaboração de pensamentos 
Processa informações motoras e não motoras 
Áreas de Broca 
Cortex pré-frontal posterolateral e área pré-motora 
Planejamento dos padrões motores para a expressão de palavras individuais ou, até mesmo onde frases curtas são iniciadas e executadas 
Associação intima com area de Wernicke 
Límbica 
Polo anterior do lobo temporal, porção ventral do lobo frontal e no giro cinzelado 
Comportamentos, emoções e motivação 
Impulsos emocionais que ativam outras áreas do encéfalo, fornecendo comando motivacional para o próprio processo de aprendizado 
Areas associativas 
Area de Wernicke 
- União dos lobos temporal e occipital 
- Confluencia das áreas associativas somática, visual e auditivas 
- Muito desenvolvida no lado dominante - normalmente esquerdo, pelo próprio processo embrionário 
- Papel mais importante do cortex cerebral - inteligência 
- Area interpretativa geral 
- Area gnóstica 
- Area do conhecimento 
- Area associativa terciaria 
Cognição: capacidade de prestar atencao a estímulos externos ou à motivação interna, de identificar o significado desses estímulos e de 
planejar respostas apropriadas para eles 
Características do cortex associativo 
• Os sinais que chegam pelo tálamo refletem informações sensoriais e motoras que ja haviam sido processadas nas áreas primarias 
• Conexões corticocorticais: maior parte dos sinais de entrada 
• Sistema de modulação difusa 
Cortex associativo parieltal 
• atenção e percepção do corpo e dos estímulos que atuam sobre ele 
• Lesão leva déficits de atencao 
Cortex associativo temporal 
• Reconhecimento e identificação de informação sensorial altamente processada 
• Deficits de conhecimento - agnosias 
Cortex associativo frontal 
• Orientação de comportamentos complexos planejamento de respostas a uma estimulação em andamento 
• Deficiência de planejamento - personalidade 
 
Memoria 
Categorias qualitativas 
Declarativa 
• Explicita, consciente, palavras e significados, historia… 
Não declarativa 
• Inconsciente, habilidades motoras, associações, habilidades para solucionar problemas 
• Indicios de priming: submissao do individuo a determinado estimulo e o estimulo subsequente afeta a capacidade de memorização do 
estimulo anterior - um segundo estimulo induz a resposta de memória que se queira no primeiro estimulo 
Categorias temporais 
Curto prazo 
• Capacidade de manter na consciencia, durante frações de segundo, 
experiencias em andamento 
• Circuitos de neuronios reverberantes: atividade neural continua que se 
propaga em circuitos que se propaga em círculos em traço de memória 
temporária - recirculação constante de informações 
• Facilitação ou inibição pré-sinóptica 
Prazo intermediario - memoria de trabalho 
• Capacidade de manter e manipular informações na consciência enquanto ela é utilizada para atingir um objetivo 
• Sinapses químicas podem sofrer mudanças plasticas que reforçam ou enfraquecem a transmissão sináptica 
• Grande neuroplasticidade sináptica 
Longo prazo 
• Retenção da informaria mais permanente, dias, anos ou vida toda 
• Alterações estruturais reais, em vez de somente químicas que realcem ou suprimam a condutância de sinais 
• Reestruturacoao fisica das próprias sinapses de forma que mude sua sensibilidade para transmitir sinais neuronais 
- Aumento do numero de vesículas sinópticas 
- Aumento dos locais onde as vesículas liberam os NT 
- Aumento no numero dos terminais pré-sinapticos 
- Mudanças nas estruturas das espinhas dendríticos 
- Aumento na capacidade de transmitir sinapses 
Consolidação da memoria 
Ativação repetida da memoria de curto prazo - mudanças 
químicas, físicas e anatômicas nas sinapses que são responsaveis 
pela memória de longo prazo 
Consolidação - repetição - aumenta o grau de transferência 
Armazenamento de memoria 
• Hipocampo - região importante para o armazenamento - porção mais medial do lobo temporal 
• Amnesia anterógrada - remora nos dois hipocampos, incapacidade de estabelecer novas memórias a longo prazo dos tipos de informação 
que são a base da inteligência 
• Amnesia retrógrada - lesões talamicas - incapacidade de recordar memórias do passado 
• O processo de memoria não depende só de armazenamento, mas tambem da capacidade de procurar e encontrar posteriormente a 
memória (tálamo) 
OBS: a amnesia costuma estar atrelada a outras deficiências cognitivas, raramente aparece isoladamente 
Irrigação e LCR 
As funções cerebrais dependem profundamente do fluxo sanguíneo, do metabolismo e do LCR 
Importância do poligono de wilis 
O fluxo normal de sangue no encéfalo é de 750-900 ml/min - recebendo cerca de 15% do debito cardiaco de repouso 
Regulação 
- Concentração de CO2 
- Conecntracao de ions H 
- Concentração de O2 
- Substancias liberadas pelos astrocitos 
 
O aumento na PCO2 de 70% aumenta o fluxo 2x 
Íons H+ provocam a vasodilatação dos vasos cerebrais 
Metabólicos vasoativos 
Circulação do LCR 
Formação do LCR 
Velocidade 50 ml por dia 
Secreções pelos plexos coroides dos ventrículos laterais 
Superficies ependimatias 
Membranas aracnoides 
Espaços perivasculares 
Plasticidade sináptica 
Plasticidade de curta duração (segundos ou menos) 
• Facilitação sináptica 
- Rápido aumento na eficácia sináptica quando ocorre 2 ou mais P.A. sucessivos no terminal pré sináptico. 
- Elevação prolongada dos níveis pré-sinápticos de cálcio após a atividade sináptica. 
- Os mecanismos de retorno do cálcio aos níveis de repouso são muito mais lentos. 
- A concentração de cálcio aumenta dentro do terminal e permite que mais neurotransmissor seja liberado 
por um potencial de ação pré-sináptico subsequente. 
• Depressão sináptica: diminuição da eficácia da transmissão sináptica; 
• Potenciação sináptica 
• Aumento sináptico 
• Modificações rápidas, porém transitórias, na transmissão sináptica. 
Plasticidade de longa duração (30 minutos ou mais) 
• Potenciação de longa duração (LTP) 
• Depressão de longa duração (LTD) 
• Fosforilação de proteínas e mudanças na expressão gênica mais prolongados do que os períodos de 
atividade sináptica podem produzir mudanças na eficácia sináptica que duram porhoras, dias ou mais 
Absorção 
Pelas velocidades aracnoides - proyectes microscópicas da membrana aracnóide em forma de dedos que vao para o interior do crânio e 
para os seios venosos 
Revestimento das velocidades 
	Neurônios
	Células neurogliais
	Sinapse elétrica
	Sinapse química
	Terminais pré sinápticos
	Sistema de segundos mensageiros
	Excitação
	Inibição
	Acetilcolina
	Glutamato
	Gaba e glicina
	Aminas biogenicas
	Dopamina
	Noradrenalina
	Adrenalina
	Serotonina
	Histamina
	Neurotransmissores peptidérgicos
	Endocanabinoides
	Mecanismos de sinalização
	Mecanorreceptores de tato
	Mecanorreceptores de propriocepção
	Vias somatossensoriais
	Tipos de nociceptores
	Transdução do sinal nocivo
	Cóclea
	Vias auditivas
	Cavidade nasal
	Células olfatorias e detecção dos odores
	Vias olfativas
	Receptores da gustação - botões gustativos
	Vias gustativas
	Hierarquia do controle neural da função motora
	Disrtribuição sensorial e motora do encéfalo
	Controle motor e vias principais
	Outros tratos extrapiramidais
	Feedback sensório motor
	Controle motor e vias principais
	Movimentos simples
	Movimentos complexos
	Componentes principais dos núcleos da base
	Circuitos funcionais
	Interações e funções
	Componentes principais do cerebelo
	Circuitos funcionais
	Funções do cerebelo na modulação do movimento
	Circuitaria interna
	Trajeto dos neurônios simpáticos
	Trajeto dos neurônios parassimpáticos
	Resumo simpatico x parasimpatico
	Sistema cardiovascular
	Controle por “centros superiores”
	cortex cerebral
	Principais Áreas Envolvidas na Cognição
	Processos Cognitivos
	Ondas cerebrais
	Vigilia
	Camadas
	Principais áreas associativas
	Categorias qualitativas
	Categorias temporais
	Consolidação da memoria
	Armazenamento de memoria
	Circulação do LCR