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ALTERAÇÕES CAUSADAS PELA EROSÃO NAS FALÉSIAS E SOLOS
DA PRAIA DE CANOA QUEBRADA
Dilailso Carvalho da Silva¹, Prof. Dr. Marcelo Tavares Gurgel²
¹Graduando em Bacharelado em Ciência e Tecnologia na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).
Email: dilailsocarvalho@gmail.com
²Doutor em Recursos Naturais Pela Universidade Federal de Campina Grande (2006), Professor da
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Email: marcelo.tavares@ufersa.edu.br
Resumo: O distrito de Canoa quebrada situa-se na cidade de Aracati, litoral leste do estado do Ceará. Esta
localidade é conhecida pelas belas praias e falésias que formam paisagens deslumbrantes e atraem muitos turistas
durante todo ano bem como aumenta a atividade de construção civil, estas ações antrópicas juntamente com as
chuvas, os ventos e o agressivo ambiente marítimo são agentes que auxiliam a atividade da erosão nos solos e
nas falésias em canoa quebrada. Desta maneira, este artigo tem por objetivo geral identificar, analisar e
apresentar soluções às alterações causadas pela erosão nas falésias e nos solos no distrito de Canoa Quebrada.
Para ser realizado o estudo foram feitas fotografias de falésias, ruas, estradas e construções, no período entre
maio de 2020 e maio de 2022. Também foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o tema em revistas,
periódicos, sites e artigos científicos. As principais manifestações erosivas encontradas foram ravinas e
voçorocas. Diante disto é necessário realizar medidas preventivas como isolamento e reintroduzir a vegetação
nativa da área para estabilizar as movimentações que ocorrem nos solos e falésias.
Palavras-chave: Zona Costeira. Falésia. Agentes Erosivos. Voçoroca.
1. INTRODUÇÃO
O município de Aracati situa-se no estado do Ceará, no litoral leste do estado, com uma área de
aproximadamente 1.229,19 km², possui diversas praias, sendo a principal delas a Canoa Quebrada. A cidade foi
fundada em 11 de abril de 1747, é também conhecida por “Terra dos bons ventos” e está a 150 km da capital
cearense Fortaleza [1].
A ocupação do litoral do Ceará é crescente por haver inúmeros atrativos naturais, como dunas, praias,
manguezais, falésias, recifes e lagoas costeiras, além de inúmeras políticas públicas que visam o incentivo do
turismo [2]. Dessa maneira, Canoa Quebrada tem recebido investimentos tanto do setor privado por meio de
empresários estrangeiros do ramo hoteleiro como do setor público pelo Município, Estado e União. Ambos
visam aumentar o fluxo de turistas na localidade que se torna mais intenso durante o período de férias,
especificamente durante os meses de dezembro e janeiro. Esses investimentos são preponderantemente em novos
empreendimentos imobiliários bem como em infraestrutura seja ruas, estradas e outros.
O crescimento urbano acelerado e desorganizado propicia que as áreas costeiras sejam expostas a um
intenso processo de utilização de seus recursos, causando perdas ao ambiente, muitas vezes irreversíveis [3].
Como se tem observado nas falésias nas quais o incremento da ação antrópica, através da supressão da cobertura
vegetal para criação de núcleos urbanos e atividades turísticas e de lazer, têm alterado a dinâmica, passando a
comprometer suas potencialidades [4].
A erosão marítima, provocada pela ação das ondas do mar, e as precipitações pluviométricas acarretam
deslizamentos de terra que têm ocasionado muitos danos, além disso, os agentes modificadores do relevo, como
chuvas e ondas, recebem a contribuição dos ventos e da ação antrópica, principalmente o desmatamento, para
alterar o perfil da linha de costa [5].
Assim, estudos relacionados a essa temática devem ser realizados com intuito de demonstrar a
relevância sobre como e os porquês das ações erosivas existentes na praia de canoa quebrada, evidenciando as
situações existentes na localidade e buscando entender mais sobre os processos de ravinamento e
voçorocamento.
Tais estudos poderão propor soluções viáveis e eficazes a fim de solucionar problemas anteriores,
minimizar os problemas existentes e prevenir possíveis alterações futuras buscando subsidiar com conhecimento
científico os agentes que estão inclusos na problemática, alinhando os interesses sociais da população e
sociedade de maneira geral a preservação do meio ambiente.
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1
mailto:marcelo.tavares@ufersa.edu.br
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Nesse contexto, este artigo tem por objetivo geral identificar, analisar e apresentar soluções às
alterações causadas pela erosão nas falésias e nos solos no distrito de Canoa Quebrada.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1. Fundamentação teórica
2.1.1. Solo
Define-se o solo como sendo um conjunto de corpos naturais, formados por partes sólidas, líquidas e
gasosas, tridimensionais, dinâmicos, formados por materiais minerais e orgânicos; contém matéria viva e podem
ser vegetados na natureza e, eventualmente, terem sido modificados por ações do homem [6].
O solo é um dos recursos naturais mais importantes para o equilíbrio do ecossistema terrestre, uma vez
que interage diretamente com a atmosfera, biosfera, litosfera e hidrosfera [7]. Tem como limite superior o
contato com a atmosfera; como limites laterais os corpos d’água superficiais, rochas, gelo, aterros, etc. O limite
inferior, em geral, é de difícil definição, mas passa pelo contato com a rocha dura ou materiais que não
apresentam sinais de influência de microrganismos [7].
2.1.2. Falésia
A falésia é definida como um despenhadeiro encarpado formado pela ação erosiva das ondas sobre as
rochas, quando se encontra em processo de erosão marinha constante pode-se falar em falésia ativa ou viva,
quando não há erosão tem-se a falésia marinha inativa ou morta [10].
As falésias são um ressalto não coberto pela vegetação, com declividades muito acentuadas e de
diversas alturas, localizado na linha de contato entre a terra e o mar [11]”.
As quais consistem em desníveis no relevo, formados principalmente pela ação do mar [12].
2.1.3. Erosão e os agentes erosivos
O termo erosão em síntese é um processo ou grupo de processos que retira as camadas superficiais de
solo e transporta-as por meio dos agentes erosivos como rios, mares, vento e chuva, principalmente a chuva e o
vento nas regiões tropicais [8].
A etimologia da palavra erosão é proveniente do latim erodere, que significa corroer, devorar, etc. e
dessa forma são chamados todos os processos de desgaste realizados pelas águas e vento que geram
respectivamente as erosões hídricas e eólicas [9].
2.1.3.1 Erosão marítima
A erosão marítima, conhecida também de erosão costeira, modifica todo o litoral e é provocada,
fundamentalmente, pela ação de três fatores: ondas, correntes e marés. As ondas e marés, além de eventuais
tempestades ao longo do litoral, causam trabalho de destruição e caracterizam-se por apresentarem em 2 direções
que são fluxo de vazante e fluxo de enchentes. Nos costões rochosos, a ação erosiva do mar forma as falésias.
Nas praias arenosas, a ação erosiva do mar causa recuo da mesma, ocorrendo o transporte de sedimento, onde o
sedimento é retirado pelas ondas e transportado lateralmente pelas correntes litorâneas [13, 14].
O processo de erosão costeira se manifesta de forma mais espetacular em encostas altas, como é o caso
das falésias, que terminam abruptamente no mar. O trabalho das ondas na base das falésias provoca
desmoronamentos, deixando sem sustentação à parte superior, que também acaba por cair [13, 15].
2.1.3.2 Erosão pluvial
As principais formas erosivas ocorrem a partir do escoamento superficial e subsuperficial. O processo
começa com as primeiras gotas de água, que, ao se chocarem contra o solo provocam salpicamento de partículas,
causando a ruptura dos agregados. Isso origina o processo de selagem do topo do solo que dificulta a infiltração
das águas da chuva, causando o escoamento superficial.Esse escoamento também acontece, quando o solo não
suporta mais infiltração das águas da chuva. Essas águas podem se concentrar, formando sulcos, dando origem às
ravinas. À medida que as ravinas vão se alargando, se aprofundando e aumentando de comprimento, dão origem
às voçorocas. Essas podem se formar também a partir do escoamento subsuperficial, provocando o colapso do
teto, abrindo grandes buracos na superfície do solo [16].
2.1.3.3 Erosão Eólica
A erosão eólica consiste em três diferentes fases: início do movimento, transporte e deposição [17].
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O início do movimento das partículas do solo é ocasionado pelas forças do vento exercidas contra a
superfície do terreno [18,19].
O transporte das partículas se relaciona com o seu tamanho, a velocidade do vento e pela distância a
percorrer [19].
A deposição do sedimento ocorre quando: a presença de pequenas barreiras funciona como
quebra-ventos que provocam a diminuição da velocidade do vento [20,21].
2.1.3.4 Erosão Antrópica
A erosão antrópica é ocasionada pela influência do homem, na busca de melhores condições de vida e
para a manutenção de suas necessidades de sobrevivência. Desta maneira o homem sempre busca utilizar, neste
caso, os recursos do solo, tanto para cultivar quanto para os demais tipos de ocupação, essa ação aplicada ao
sistema natureza produz uma resposta que nem sempre é favorável na visão da renovação dos recursos [8].
Atividades desenvolvidas pelo homem que propiciam para a aceleração do processo de erosão do solo
● Desmatamento de terrenos de encostas;
● Movimentos de terra: escavações e aterros;
● Impermeabilização do solo: construções, pavimentação, compactação;
● Execução de obras: desmatamentos; movimentos de terra; áreas de empréstimo; impermeabilização;
alterações no escoamento das águas [22].
2.1.4. Manifestações Erosivas
● Voçorocas:
Quanto às manifestações erosivas, pode-se citar a voçoroca que é definida como forma erosiva,
trabalhada pela erosão superficial e pelo solapamento provocado pela erosão subterrânea, em terrenos
geralmente arenosos. A voçoroca pode originar escavações de paredes abruptas de dezenas de metros de largura
e comprimento [23].As voçorocas também se caracterizam pelas incisões com largura e profundidade superiores
a 50 centímetros [24].
Uma das formas de controlar as voçorocas equivale à estabilização do voçorocamento, ou seja, consiste
no processo de conter a sua evolução, assim o desvio do fluxo de água é a primeira medida a ser praticada, pois
impedirá o aumento da voçoroca. O controle da velocidade e do volume de água que flui em sua cavidade é outra
alternativa caso não seja realizado o desvio do fluxo da água.[25]
Uma solução para as voçorocas próximo a orla da praia consiste na remoção das construções na linha de
costa que pode evitar o agravamento da erosão costeira no local, ou mesmo que venha a ocorrer.[25]
Outra solução de proteção costeira que vem adotado internacionalmente é a recuperação das praias,
com aumento do estoque de areia, uma vez que diminui a energia das ondas de tempestade, bem como recuperar
o seu habitat com sua rica biodiversidade, que depende de praias saudáveis.[25]
● Ravinas:
As ravinas são caracterizadas pelas incisões de até 50cm de largura e profundidade [26], e são canais
criados pela ação do escoamento superficial [27,28].
Em decorrência do escoamento superficial à medida que as ravinas vão se alargando, se aprofundando
e aumentando de comprimento, dão origem às voçorocas, sendo dessa forma a voçoroca uma evolução direta da
ravina [16].
Há algumas medidas que podem ser adotadas para evitar o surgimento de ravinas ou até mesmo
diminuir os impactos causados por ela, como as seguintes: Revegetação da área, Construção de estruturas para
retenção da velocidade da água de chuva e isolamento da área [29].
2.2. Metodologia
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3
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Figura 1. Imagem de satélite dos locais das fotografias. (Google earth)
A pesquisa foi realizada sobre um estudo de caso localizado na praia de Canoa Quebrada, que está a
150 km da capital cearense Fortaleza. A escolha desse local se deve ao fato de estar ocorrendo ao longo do
tempo diversas alterações nas falésias e solos devido ao turismo intenso, mar, chuvas e ventos.
Inicialmente houve o levantamento bibliográfico, com critério de inclusão de trabalhos sobre o tema
erosão e falésia através de sites, livros, revistas científicas, artigos e periódicos, analisando variadas situações a
fim de ampliar os conhecimentos sobre o assunto em questão com intuito de obter dados científicos para o
embasamento do tema em discussão.
Os registros fotográficos foram feitos entre os anos de 2020 e 2022, coletados e armazenados com
auxílio de celulares para serem analisados em um momento posterior. Foram realizados registros de erosões nas
falésias e nos solos da localidade.
Conforme a Figura 1, os pontos marcados na imagem de satélite são:
● Ponto 1: Latitude: -4,5264702º, longitude: -37,699826º. Calçamento em declive que dá acesso a
restaurantes e hotéis na orla da praia, possui intenso trânsito de pedestres e veículos e construções de
hotéis e pousadas.
● Ponto 2: Latitude: -4,52112º, longitude: -37,70614º. Cemitério que sofre influências das ondas nas
marés altas devido à proximidade com o mar.
● Ponto 3: Latitude: -4,52929º, longitude: -37,70603º. Estrada em declive que acessa a localidade e possui
intenso trânsito de veículos.
● Ponto 4: Latitude: -4,53156º, longitude: -37,69285º. Topo de falésia em região sem construção e de
pouca movimentação humana.
● Ponto 5: Latitude: -4,52898º, longitude: -37,69587º. Topo de falésia em região de construções de casas
de moradores nativos.
Quanto aos resultados foram embasados e obtidos por meio de comparações das fotografias com as
bibliografias utilizadas para a fundamentação teórica do presente artigo e também através de análise dos
problemas observados nas falésias e solos locais.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
De maneira geral foi possível depreender que a região estudada sofre com ações antrópicas que
aceleram o processo de erosão, como a impermeabilização dos solos com construções, pavimentação e
compactação aliado com o agressivo ambiente marítimo com ondas, além de ventos e também as ações da chuva
que resulta no escoamento superficial.
Como pode ser observado na Figura 2, há atividades desenvolvidas pelo homem como compactação do
solo para a construção de calçamento e também compactação pela movimentação de pessoas e veículos[22].
Além de ser um local em declive que aumenta a velocidade de escoamento superficial das águas das chuvas.
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Figura 2. Voçoroca em calçamento. (Autoria própria)
Neste caso, o controle das voçorocas equivale à estabilização do voçorocamento, ou seja, consiste no
processo de conter a sua evolução, assim o desvio do fluxo de água é a primeira medida a ser praticada, com
criação de valetas para escoar o fluxo da água para uma área com vegetação, pois impedirá o aumento da
voçoroca. O controle da velocidade e do volume de água que flui em sua cavidade é outra alternativa caso não
seja realizado o desvio do fluxo da água[25].
Na Figura 3, observa-se uma voçoroca em uma área onde existe a construção de um cemitério próximo
a orla da praia que sofre influência das ondas nas marés altas, as quais realizam o transporte de sedimentos
devido ao seu movimento. Além disso, sofre influência humana com escavações e movimentações de terra
devido a atividade funerária como também é atingida pelas forças do vento exercidas contra a superfície do
terreno que propiciam erosão eólica iniciado pela movimentação daspartículas do solo. Neste caso uma das
soluções seria a remoção da construção na linha de costa que pode evitar o agravamento da erosão costeira no
local, ou mesmo que venha a ocorrer [25].
Outra solução de proteção costeira que vem adotado internacionalmente é a recuperação das praias, com
aumento do estoque de areia, uma vez que diminui a energia das ondas de tempestade, bem como recuperar o seu
habitat com sua rica biodiversidade, que depende de praias saudáveis[25].
Figura 3. Voçoroca em cemitério. (Autoria própria)
Na Figura 4, pode ser detectado uma manifestação erosiva por meio da voçoroca com incisões com
largura e profundidade superiores a 50 centímetros, neste caso escavações abruptas de dezenas de metros de
largura e comprimento [23].
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Figura 4. Voçoroca em estrada de acesso a Canoa Quebrada. (Autoria Própria)
Neste caso alguns fatores contribuem para o processo erosivo como pode-se citar a compactação do
solo, as movimentações de terra e as escavações em função da construção da estrada, assim como a compactação
do solo pelo tráfego de veículos e o aumento da velocidade de escoamento superficial decorrente da declividade
da pista que aceleram o processo de erosão.
Por fim, vale ressaltar que o processo de recuperação de voçorocas, como essa aqui mencionada, pode
ser lento e oneroso, de acordo com a magnitude, pode se tornar um investimento muito alto.
Na Figura 5, pode se constatar a presença das ravinas no topo das falésias, sendo estas ocasionadas por
uma movimentação natural do meio ambiente, devido a agentes erosivos marítimo e eólico que por meio de
ondas e ventos formam incisões de até 50cm de largura e profundidade [25], além da erosão pluvial que criam
canais pela ação do escoamento superficial [26,27], sendo a evolução direta das ravinas às voçorocas.
Neste caso, o local possui baixa movimentação de pessoas e nenhuma construção sendo assim uma
solução viável o isolamento da área para evitar que a influência humana atue e acelere o processo erosivo.
Figura 5. Ravina em falésia. (Autoria Própria)
Na Figura 6, percebe-se a presença de uma ravina no topo da falésia. É possível perceber também que
há pouca vegetação nativa. Além do local possuir casas de moradores locais.
Neste caso para evitar o surgimento de ravinas ou até mesmo diminuir os impactos causados por ela,
existem algumas medidas que podem ser adotadas, como as seguintes:
● Revegetação da área
● Construção de estruturas para retenção da velocidade da água de chuva.
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Figura 6. Ravina em cima de falésia. (Autoria própria)
4. CONCLUSÕES
As alterações erosivas observadas em Canoa Quebrada são ocasionados pelos diversos agentes erosivos
que são: marítima, eólica, pluvial e antrópica. Os agentes erosivos realizam o processo em conjunto e em
diferentes locais da área estudada,.
As principais manifestações erosivas são as ravinas e voçoroca e as soluções para evitar as erosões são
diversas entre as quais são consideradas medidas preventivas o isolamento e a revegetação da área
Como medidas mitigadoras como a remoção de construções na linha de costa, desvio do fluxo de água
e o controle do volume de água.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] ARACATI. Prefeitura Municipal. Dados do município. Disponível em:
. Acessado 25/05/2022.
[2] SILVA, R.R.; CÂMARA, I.F; LIMA, K.S.F.; PINHEIRO, L.S. Ocupação x Erosão nas falésias arenosas
do Ceará. In: XII SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMORFOLOGIA, 2018, Crato. Anais....Crato: 2018.
[3] FAÇANHA, M. C.; DI CIERO, C. D.; SOUZA, L. A. Erosão costeira na praia do Icaraí-CE.
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA, 17., Anais, Campinas, 2017.
[4] LOUREIRO, C. V., CASTRO, L. S. ANÁLISE DOS IMPACTOS RESULTANTES DOS MÚLTIPLOS
USOS DAS FALÉSIAS LOCALIZADAS NO MUNICÍPIO DE CAMOCIM-CE. Revista da Casa da Geografia
de Sobral, Sobral/CE, v. 21, n. 2, Dossiê: Estudos da Geografia Física do Nordeste brasileiro, p. 841-852, Set.
2019, http://uvanet.br/rcgs. ISSN 2316-8056 © 1999, Universidade Estadual Vale do Acaraú.
[5] G.H.S.PACHECO, O.de FREITAS NETO, R.N.F. SEVERO. Análise da estabilidade das falésias de
Tibau do Sul por métodos de equilíbrio-limite. 3 Congresso de iniciação científica do CEFET-RN,2005.
[6] SANTOS, H. G.; JACOMINE, P. K. T.; ANJOS, L. H. C. Sistema brasileiro de classificação de solos.
5.ed., rev. e ampl. Brasília, DF: Embrapa, 2018. 356 p.
[7] COLEMAN, D. C. Soil biota, soil systems, and processes. Encyclopedia of Biodiversity, v. 5, p.
305-314, 2001.
[8] OLIVEIRA, F. F.; SANTOS, R. E. S. d.; ARAUJO, R. d. C. d. Dinâmica, agentes causadores e fatores
condicionantes de processos erosivos: Aspectos teóricos. Revista Brasileira de Iniciação Científica, 2018.
[9] MORTARI, Diógenes. Caracterização geotécnica e análise do processo evolutivo das erosões no
Distrito Federal. Brasília, 1994.
[10] SUGUIO, K. (1992). Dicionário De Geologia Marinha: Com Termos Correspondentes Em Inglês,
Francês E Espanhol. T. A. Queiroz, São Paulo/SP.
[11] CHRISTOFOLETTI, Antônio. Geomorfologia. São Paulo, Edgar Blücher, 2ª edição, 1980.
[12] SILVA, B.M.F; SANTOS JÚNIOR, O.F.; FREITAS NETO, O. Erosão em Falésias Costeiras e
Movimentos de Massa no Rio Grande Do Norte, Nordeste do Brasil. São Paulo, UNESP, Geociências, v. 39, n. 2,
p. 447 - 461, 2020.
[13] ARMESTO, R. C. G.. Temas geológicos para educação ambiental. Caderno VI - Ação da água do mar
no planeta terra. 2012.
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7
https://www.aracati.ce.gov.br/omunicipio.php
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[14] CECCARELLI, T. S. Paradigmas de obras marítimas no contexto das mudanças climáticas. São Paulo,
2009.
[15] ROCHA, T. B.; FERNANDEZ, G. B.; NASCIMENTO L. C. Avaliação dos critérios morfodinâmicos
para a fase de diagnóstico do projeto orla: um estudo de caso em praias arenosas com desembocaduras fluviais.
Sociedade. & Natureza., Uberlândia, 25 (2): 333-348, mai/ago/2013.
[16] GUERRA, A. J. T.; BOTELHO, R. G. M. Características e Propriedades dos Solos Relevantes Para os
Estudos Pedológicos e Análise Dos Processos Erosivos. Anuário do Instituto de Geociências - V . 19 – 1996.
[17] GRAY, D.H.; LEISER, A.T. Biotechnical Slope Protection and Erosion Control. Kriege Publishing
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[18] CHEPIL, W. S.; WOODRUFF, N. P. The physics of wind erosion and its control. Advan. Agron., New
York, 15, 1963.
[19] ZINGG, A. W.; CHEPIL, W. S.; WOODRUFF, N. P. Sediment transportation mechanics: wind
erosion and transportation. J. Hydraul. Div. Proc. Am. Soc. Civ. Eng., v. 91, paper 4261, 1965.
[20] ARAUJO, Rodrigo da Cruz. Estudo da erodibilidade de solos da formação barreiras – RJ. Rio de
Janeiro, 2000.
[21] BERTONI, J.; LOMBARDI NETO, F. Conservação do solo. Icone, 6ª ed. São Paulo, 2008, 355p.
[22] MOTA, S. Planejamento Urbano e Preservação Ambiental. Edições UFC, Fortaleza, 1991.
[23] FURLANI, G. M. Estudo Geomorfológico das voçorocas de Casa Branca. FFLCH/USP, São Paulo,
Dissertação de Mestrado, 1980.
[24] OLIVEIRA, M. A. T. Processos Erosivos e Preservação de Áreas de Risco de Erosão por Voçorocas. In:
GUERRA, A. J. T.; SILVA, A. S; BOTELHO, R. G. M. Erosão e conservação dos solos: conceitos, temas e
aplicações. 3ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
[25] NORDSTROM, Recuperação de Praias e Dunas. São Paulo: Oficina de Textos, 2010. 352p.
[26] GUERRA, A.J.T. Processos Erosivos nas Encostas. In: GEOMORFOLOGIA: UMA ATUALIZAÇÃO
DE BASES E CONCEITOS. Editores: GUERRA, A.J.T.; CUNHA, S.B. 2aed, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro,
RJ, 1995.
[27] CANIL, K. et al. Mapa de feições erosivas lineares do estado de São Paulo: Uma análise qualitativa e
quantitativa. ABGE/UNES,Simpósio Nacional de Controle de Erosão, v. 5, p. 249-251, 1995.
[28] CAVAGUTI, N. Erosões lineares e solos urbanos: estudos, caracterização e análise da degradação do
meio físico em Bauru, SP. Tese de Doutorado. Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Universidade Estadual
Paulista-Campus Bauru, 1994.
[29] EMBRAPA, Práticas Mecânicas e Vegetativas para Controle de Voçorocas, 2005.
___________________________________________________________________________
8
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA 
Centro de Ciências Exatas e Naturais – CCEN 
 
 
ATA DE DEFESA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
Às 08:00 h do dia quinze de junho de dois mil e vinte e dois, na sala virtual do Google Meet 
(meet.google.com/hxz-xxat-pmx), reuniu-se a Banca Examinadora de defesa do trabalho de 
conclusão de curso de autoria do discente DILAILSO CARVALHO DA SILVA, aluno do curso de 
Bacharelado em Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), N° 
de matrícula 201620775, com o título “ALTERAÇÕES CAUSADAS PELA EROSÃO NAS 
FALÉSIAS E SOLOS DA PRAIA DE CANOA QUEBRADA” A Banca Examinadora ficou assim 
constituída por três membros: Prof. Dr. MARCELO TAVARES GURGEL, presidente da banca e 
orientador do Trabalho de Conclusão de Curso; Dra. KALINE DANTAS TRAVASSOS e o Dr. 
LUCAS RAMOS DA COSTA, como membros. Concluída a defesa, procedeu-se o julgamento 
pelos membros da banca examinadora, tendo o aluno obtido às seguintes notas: 9,5; 9,5; 9,5. 
Apuradas as notas verificou-se que o aluno foi aprovado com média geral 9,5. E para constar, eu, 
MARCELO TAVARES GURGEL, lavrei a presente ata que, após lida e aprovada pelos membros 
da banca examinadora, foi assinada por todos. 
 
Mossoró, 15 de Junho de 2022. 
 
Assinatura dos membros da Banca Examinadora. 
 
 
 
__________________________________________________ 
Prof. Dr. Marcelo Tavares Gurgel – UFERSA 
Presidente e orientador 
 
 
Dra. Kaline Dantas Travassos – UFERSA 
Primeiro Membro 
 
 
 
Dr. Lucas Ramos da Costa - FACENE 
Segundo Membro