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Ação Revisional de Alimentos 
 
● Conceito/Objeto: 
↳ A ação revisional se fundamenta na Lei 5.478/68 (Lei de Alimentos), aplicando 
de forma subsidiária os procedimentos do CPC. 
↳ Importante relembrar que a verba alimentar uma vez que foi fixada, seja por 
acordo ou sentença, não faz coisa julgada MATERIAL. 
↳ Portanto, todas as vezes que surgir uma situação MODIFICATIVA na vida 
socioeconômica na vida do alimentado ou do alimentante, o valor pode ser 
revisto. 
↳ Assim, a coisa julgada atinge o valor que já foi decidido, podendo ele ser 
aumentado (majorado), diminuído (minorado) ou exonerado (alimentante deixa 
de pagar). 
 
● Fundamentação Legal: 
a) Direito Material: 
⇘ Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação 
financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o 
interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, 
redução ou majoração do encargo. 
 
b) Direito Processual: 
⇘ Art. 15. A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e 
pode a qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação 
financeira dos interessados. 
 
● Aspectos Procedimentais: 
1) Legitimidade: 
a) Ativa: 
↳ É o autor da demanda, ou seja, vai depender da finalidade se é 
para aumentar, diminuir ou cessar a os alimentos. 
 
● aumentar o valor: a legitimidade ativa será do alimentado, 
o autor da ação será o beneficiário da pensão já fixada. 
 
● diminuir ou cessar: a legitimidade ativa será do 
alimentante, o autor da ação será quem paga a pensão já 
fixada. 
 
b) Passiva: 
↳ É o réu da demanda, e assim como a legitimidade passiva, 
também depende da finalidade do pedido. 
 
● aumentar o valor: a legitimidade passiva será do 
alimentante, ou seja, quem paga a pensão. 
 
● diminuir ou cessar: a legitimidade passiva será do 
alimentado, ou seja, quem recebe o benefício da pensão. 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5478.htm
2) Litisconsórcio: 
↳ Os alimentos podem ser fixados em litisconsórcio, ou seja, quando são 
arbitrados para um grupo familiar, como por exemplo, para vários filhos, 
e o valor é único para todos eles sem individualizar a parte de cada um. 
↳ Quando ocorre ação revisional nesse tipo de alimentos, chamado de 
intuito familiae, todos devem figurar no polo passivo ou ativo da ação. 
↳ O MP também deve, obrigatoriamente e independentemente de versar 
sobre direito de incapaz, intervir na ação. 
 
3) Competência: 
↳ É a mesma regra da ação de alimentos. 
↳ A competência é a do domicílio do alimentado. 
↳ A ação é distribuída para as comarcas que possuem Varas 
Especializadas (Família e Sucessões), já aquelas que não possuem a 
ação irá tramitar no Juízo Cível Competente. 
⇘ “A competência para processar e julgar as ações conexas de 
interesse de menor é, em princípio, do foro do domicílio do detentor de 
sua guarda” - Súmula 383. 
↳ IMPORTANTE: A ação revisional NÃO é distribuída por DEPENDÊNCIA! 
⇘ “A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi 
julgado.” - Súmula 235 STJ. 
 
4) Petição Inicial: 
↳ A causa de pedir da ação revisional é a mudança 
econômico-financeira do devedor ou do credor dos alimentos, em um 
momento posterior à prolação da sentença que os homologou. 
↳ Por isso, é necessário demonstrar de forma inequívoca e detalhada 
todos os fatos autorizados da majoração/minoração do valor da verba. 
 
5) Provas: 
↳ Além dos documentos padrões que irão provar as mudanças da 
situação financeira, é imprescindível juntar provas documentais, para 
que toda a situação fique extremamente clara. 
a) cópia da sentença que fixou ou homologou os alimentos que se 
pretende alterar; 
b) documento que prove o parentesco entre as partes; 
c) rol de testemunhas (não é necessário). 
↳ Tudo isso, para que o magistrado fique convencido e autorize a 
antecipação da tutela. 
↳ É possível também pedir a antecipação de tutela, porém os critérios 
são diferentes, porque a prova para majorar ou minorar o valor precisa 
ser muito mais robusta (exatamente pelo objeto da ação, que é o 
ALIMENTO). 
↳ O valor da causa: deve corresponder ao PROVEITO ECONÔMICO 
pretendido. 
⇘ Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da 
reconvenção e será: 
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais 
pedidas pelo autor. 
⇘ VALOR = DIFERENÇA DO VALOR FIXADO PELO VALOR DA PRETENSÃO 
MULTIPLICADO POR 12. 
 
 
 
6) Razões para a Minoração: 
↳ São as razões que indicam uma diminuição da capacidade 
econômico-financeira do alimentante. 
↳ A jurisprudência tem reduzido muito essas possibilidades. 
↳ Desemprego já não é mais considerado motivo para minorar o valor da 
pensão, pois a pessoa consegue sobreviver de alguma forma. 
↳ Casos de nova família também não tem sido admitidos jurisprudência. 
↳ O reconhecimento da paternidade afetiva de acordo com o STF é 
motivo somente para minoração de alimentos e não para exoneração. 
 
7) Razões para a Majoração: 
↳ São as razões que indicam um aumento da necessidade do 
alimentado, juntamente com a maior possibilidade do alimentante, que 
são geralmente: 
a) criança frequentar escola; 
b) ingresso em curso técnico ou superior; 
c) problemas de saúde com tratamento não custeado pelo Estado; 
d) pensão fixada em porcentagem do salário líquido para salários 
mínimo ou vice-versa; 
e) ou demais casos que demonstrem insuficiência do valor que foi 
fixado anteriormente. 
 
8) Determinação de Audiência de Conciliação, Instrução e Julgamento: 
↳ O réu será citado pelo correio ou outros meios, para que compareça à 
audiência e apresente a sua defesa, caso não tenha um acordo. 
⇘ Art. 5º 
§ 2º. A comunicação, que será feita mediante registro postal isento de 
taxas e com aviso de recebimento, importa em citação, para todos os 
efeitos legais. 
↳ O seu não comparecimento implica em revelia, além da confissão da 
matéria do fato. 
⇘ Art. 7º O não comparecimento do autor determina o arquivamento do 
pedido, e a ausência do réu importa em revelia, além de confissão 
quanto à matéria de fato. 
↳ O réu pode apresentar a sua contestação na própria audiência, de 
forma separada ou em outra audiência. 
↳ O não comparecimento do autor implica em ARQUIVAMENTO do 
pedido revisional, mediante EXTINÇÃO do processo. 
↳ Com ambas as partes presentes no dia da audiência, acompanhas de 
suas testemunhas (no máximo três) ou não, e suas provas será feita a 
oitiva das partes. 
⇘ Art. 8º Autor e Réu comparecerão à audiência acompanhados de 
suas testemunhas, 3 (três) no máximo, apresentando, nessa ocasião, as 
demais provas. 
↳ Após isso abre-se o prazo para as alegações finais. 
↳ Inicialmente o juiz tentará pela conciliação das partes, que caso seja 
frutífera, será reduzida a termo e homologada por meio de sentença. 
↳ Não sendo positiva, tomará depoimento pessoal das partes e 
testemunhas, passando a palavra para os advogados e depois para o 
MP. 
↳ Após isso renovará a proposta de conciliação e em seguida irá proferir 
a sua decisão. 
⇘ Art. 9º Aberta a audiência, lida a petição ou o termo, e a resposta, se 
houver, ou dispensada a leitura, o juiz ouvirá as partes litigantes e o 
representante do Ministério Público, propondo conciliação. 
§ 1º. Se houver acordo, lavrar-se-á o respectivo termo, que será assinado 
pelo juiz, escrivão, partes e representantes do Ministério Público. 
§ 2º. Não havendo acordo, o juiz tomará o depoimento pessoal das 
partes e das testemunhas, ouvidos os peritos se houver, podendo julgar 
o feito sem a mencionada produção de provas, se as partes 
concordarem. 
 
9) Sentença: 
↳ Sentença de natureza DECLARATÓRIA. 
↳ Seu efeito retroage à DATA DA CITAÇÃO. 
⇘ Art. 13 
§ 2º. Em qualquer caso, os alimentos fixados retroagem à data da 
citação. 
⇘ EXCETO, sobre a COMPENSAÇÃO do excesso pago com prestações 
vincendas (JÁ PAGAS), no caso de sentença que REDUZIU o valor dos 
alimentos. 
⇘ Art. 1.707. Pode o credor não exercer, porém lhe é vedado renunciar o 
direito a alimentos, sendo o respectivo crédito insuscetível decessão, 
compensação ou penhora. 
⇘ PORÉM, se a sentença fixar um valor MAIOR de alimentos é possivel 
COBRAR A DIFERENÇA. 
↳ RECURSO - APELAÇÃO (15 DIAS). 
↳ Apenas com efeito DEVOLUTIVO. 
↳ Importante lembrar que as decisões proferidas de caráter alimentar 
NÃO produzem COISAS JULGADA MATERIAL. 
⇘ Art. 15. A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e 
pode a qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação 
financeira dos interessados. 
 
Ação de Oferta de Alimentos 
 
● Fundamentação: 
↳ Art. 24 da Lei 5.478/68 
⇘ Art. 24. A parte responsável pelo sustento da família, e que deixar a 
residência comum por motivo, que não necessitará declarar, poderá tomar a 
iniciativa de comunicar ao juízo os rendimentos de que dispõe e de pedir a 
citação do credor, para comparecer à audiência de conciliação e julgamento 
destinada à fixação dos alimento a que está obrigado. 
 
● Conceito: 
↳ Nas hipóteses em que as partes não conseguem de forma consensual 
estabelecer um valor da verba alimentar. 
↳ Nesses casos, aquele que tem a obrigação de pagar (alimentante) poderá 
recorrer ao Judiciário para regularizar e fixar o referido valor. 
↳ Aqui a parte voluntariamente quer fixar os alimentos e vai até a Justiça paa 
fazê-lo. 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5478.htm
 
 
● Procedimento: 
1) Competência: 
↳ A ação vai tramitar no Juízo da Vara de Família, nas comarcas que 
possuem Varas Especializadas. 
↳ O foro competente é o domicílio do alimentado, de quem recebe os 
alimentos. 
⇘ já que todas as ações que versam sobre alimentos tramitam no 
domicílio do alimentado 
↳ Porém a jurisprudência e a doutrina têm divergido, dizendo que se a 
oferta for se solidariedade entre cônjuges ela pode tramitar no domicílio 
do autor, do requerente. 
 
2) Legitimidade: 
a) Ativa: alimentante, requerente, pessoa que oferta a pagar os 
alimentos. 
b) Passivo: alimentado, pessoa que irá receber os alimentos. 
 
3) Petição Inicial: 
↳ É possível um pedido de tutela provisório, do valor que se pretende 
depositar. 
↳ A P.I deve argumentar sobre a capacidade financeira e a necessidade 
do alimentado. 
↳ Aqui são aceitas todas as modalidades de prova. 
↳ O pedido e a discussão vai se pautar acerca do valor do pedido. 
↳ O valor da causa será sempre multiplicado por 12. 
 
4) Ministério Público: 
↳ O Ministério Público só participa se houver interesse de menor ou 
incapaz no processo. 
 
5) Citação: 
↳ A citação do alimentado é feita pelo correio (A.R), sobre a fixação do 
valor e para comparecer à audiência. 
 
6) Designação de Audiência de Instrução e Julgamento: 
↳ Na audiência o juiz tentará a conciliação entre as partes, sendo 
frutífera o juiz irá homologá-lo e terminará o processo com resolução de 
mérito. 
↳ Se a parte entende que o valor é insuficiente o magistrado irá tomar 
depoimento pessoal, primeiramente do autor e depois do réu. 
↳ Logo após as testemunhas (máximo três), primeiro as do autor e depois 
do réu. 
↳ Assim ouvirá as alegações finais, que durarão no máximo dez minutos. 
↳ Novamente é tentado a conciliação das partes. 
 
7) Resposta do Alimentado: 
↳ A defesa do alimentado está limitada ao valor dos alimentos, provando 
a necessidade e a possiblidade. 
↳ A sua defesa é a contestação. 
↳ A doutrina e a jurisprudência vem aceitando a contestação 
juntamente com a reconvenção, pois significa que outras pendências 
estão de fora (como por exemplo a discussão da guarda), em virtude da 
celeridade processual. Porém é uma exceção. 
↳ O prazo para o alimentado se defender é até a audiência. 
 
8) Sentença: 
↳ Sentença de natureza CONDENATÓRIA. 
↳ A sentença retroage até A DATA DA CITAÇÃO. 
⇘ Art. 13 
§ 2º. Em qualquer caso, os alimentos fixados retroagem à data da 
citação. 
⇘ EXCETO, sobre a COMPENSAÇÃO do excesso pago com prestações 
vincendas (JÁ PAGAS), no caso de sentença que REDUZIU o valor dos 
alimentos. 
⇘ Art. 1.707. Pode o credor não exercer, porém lhe é vedado renunciar o 
direito a alimentos, sendo o respectivo crédito insuscetível de cessão, 
compensação ou penhora. 
⇘ PORÉM, se a sentença fixar um valor MAIOR de alimentos é possivel 
COBRAR A DIFERENÇA. 
↳ RECURSO - APELAÇÃO (15 DIAS). 
↳ Apenas com efeito DEVOLUTIVO.

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