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Mecânica dos solos I
Profª Rafaella Pereira Marinho
SERRA TALHADA
 2025
Curso Bacharelado em Engenharia Civil
Solo
Para agricultura: solo é a camada de terra tratável, que suporta as raízes das 
plantas.
Origem dos solos
Solo
Para geologia: o solo é somente a capa superficial sobrejacente a rocha.
Origem dos solos
Solo
Para engenharia civil: os solos 
são um aglomerado de partículas 
resultantes da decomposição da 
rocha, que podem ser escavados 
com facilidade, sem o emprego de 
explosivos, e que são utilizados 
como material de construção ou 
de suporte de estruturas.
Origem dos solos
Solo
Para engenharia geotécnica: O solo poderá ser utilizado tanto em suas 
condições naturais quanto como material de construção. 
● Em sua condição natural, será usado como elemento de suporte de uma 
estrutura ou como a própria estrutura.
● Como material de construção poderá ser usado, principalmente, na 
construção de aterros para finalidades as mais diversas, como sub-bases 
e bases de pavimentos.
Origem dos solos
Intemperismo Físico:
Desintegração Mecânica 
das rochas.
Intemperismo Químico: 
Decomposição Química
Os solos são resultantes do 
intemperismo das rochas:
Origem dos solos
São formados:
• Pedregulhos e areias 
(solos de partículas grossas);
• Siltes 
(partículas intermediárias);
• Argilas
(partículas finas) somente 
em condições especiais.
Desintegração das rochas
Ocorre através dos seguintes 
agentes do intemperismo: 
• Água;
• Temperatura;
• Pressão;
• Vegetação;
• Vento.
Origem dos solos
As argilas são o último produto 
do processo de decomposição.
Decomposição das rochas
O principal agente é a água, e 
os mais importantes 
mecanismos modificadores são 
a oxidação, hidratação, 
carbonatação e os efeitos 
químicos resultantes do 
apodrecimento de vegetais e 
animais. 
Origem dos solos
Origem dos solos
Classificação dos solos quanto à sua origem:
• Solos residuais;
• Solos sedimentares ou transportados;
• Solos orgânicos;
Origem dos solos
• Solos residuais: são solos que permanecem no local da rocha 
de origem. Solo residual: O solo perdeu toda 
estrutura original da rocha e 
tornou-se relativamente homogêneo. 
Solo de alteração de rocha: solo 
mantém a estrutura original da 
rocha-mãe
Rocha alterada: a alteração de rocha 
progrediu, relativamente intactos 
grandes blocos da rocha original 
envolvidos por solo de alteração de 
rocha. 
Rocha de origem, não intemperizada.
A- SOLO 
RESIDUAL 
B- SOLO DE 
ALTERAÇÃO DE 
ROCHA
C- ROCHA 
ALTERADA
D- ROCHA SÃ
Figura 01 - Perfil resultante da 
decomposição e rochas 
Fonte: BRASIL (2006)
● O perfil do solo é a seção vertical de um terreno constituída por uma 
sequência de horizontes e camadas, bem definidas por suas 
características morfológica, físicas, químicas, mineralógicas e 
biológicas. O perfil do solo é composto pelas seguintes camadas
● Solo Maduro: a camada superficial;
● Solo residual jovem, solo saprolítico ou saprólito: a camada 
subsuperficial que ainda guarda as características herdadas da rocha 
de origem;
● Rocha alterada;
● Rocha inalterada.
Perfil de Solo Residual
Origem dos solos
• Solos residuais
Figura 2: Perfil geotécnico típico de solo residual de gnaisse do Rio de Janeiro.
Fonte: Ortigão, J.A.R. (2007)
Origem dos solos
• Solos residuais
Dentre os solos residuais merecem destaque os solos lateríticos, 
os expansivos (como o "massapê" da Bahia) e os porosos (ex.: 
solos de Brasília). 
• Solos Residuais ou autóctones:
Solos lateríticos: são solos que são encontrados principalmente nas regiões 
tropicais do mundo. Os minerais encontrados nesses solos são muitas vezes 
umedecidos e ricos em óxidos de alumínio e de ferro. Quanto maior for a 
presença de óxido de ferro mais avermelhado será o solo. 
Laterização: ocorre através da lixiviação (Lavagem do solo, retirando 
nutrientes que o tornavam fértil) que processa a remoção da sílica coloidal e o 
enriquecimento do solo com alumínio e ferro. Processo típico de regiões 
tropicais de clima úmido e estações chuvosas e secas alternadas.
Origem dos solos
• Solos Residuais ou autóctones:
Solos lateríticos
Origem dos solos
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/laterizacao-dos-solos.htm
• Solos Residuais ou autóctones:
Solos expansivos: são solos que aumentam de volume quando 
umedecidos e contraem quando ressecam. Estão presentes neste 
tipo de solo os argilo-minerais expansivos.
Origem dos solos
• Solos Residuais ou autóctones:
Solos porosos: são solos que sofrem significativa redução de 
volume quando umedecidos, com ou sem aplicação de carga 
adicional. Possui estrutura macroporosa: fofa.
Os solos porosos são conhecidos também por "solos colapsíveis", 
pois em determinadas condições de umidade sua estrutura 
quebra-se, dando origem a elevados recalques das obras que 
assentam sobre eles.
Origem dos solos
• Solos Sedimentares ou transportados ou alotóctones:
São os solos que foram levados do seu local de origem pelos gentes 
transportadores e foram depositados em outro local. 
Aluvionares: transportados pela água
Éolicos: transportados pelo vento
Coluvionares: transportados pela ação da gravidade
Glaciares: transportados pelas geleiras.
Origem dos solos
Tabela 01: Solos Transportados
Denominação Agente 
transportador 
Exemplo Características básicas 
Aluvionares 
marinho, fluvial e 
lacustres) 
Água Planície do Recife • sedimentação em camadas
Eólicos Vento Dunas do litoral • uniformidade dos grãos 
Coluvionares Gravidade Talus • grãos de tamanho muito variável, inclusive 
blocos de rocha
• geralmente fofo
• os depósitos de talus são sujeitos a 
movimentação de rastejo.
Glaciares Geleiras Comum em regiões 
temperadas
• Solos bastante heterogêneos. 
Origem dos solos – Solos transportados
Origem dos solos
• Formações Sedimentares – Solos Aluvionares 
Figura 3: Exemplos de solos aluvionares. Fonte: Ferreira (2017)
Origem dos solos
• Formações Sedimentares – Solos eólicos
Figura 4: Dunas em Genipabu, 
no Rio Grande do Norte.
Fonte: Guerra, 2016. Figura 5: Dunas do Rosado, em 
Areia Branca, no Rio Grande do 
Norte. 
Fonte: Guerra, 2016
Origem dos solos
• Formações Sedimentares – Solos coluvionares
Figura 6: Solo coluvial ou talus 
Fonte: Ortigão (2007)
Origem dos solos
• Formações Sedimentares – Solos glaciares
Figura 7: Estrias provocadas pela abrasão glaciar
Fonte: Rodrigues (2018)
• Solos orgânicos:
São solos de origem orgânica, seja de natureza 
vegetal (plantas, raízes) ou animal (conchas).
Origem dos solos
Figura 8: Solo orgânico
Fonte: Rodrigues (2018)
Solo Brasileiro
• Terra Roxa: Solo residual laterítico com extrema fertilidade. 
Encontrado em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São 
Paulo.
• Massapê: Solo residual, não laterítico, encontrado no litoral 
nordestino, principalmente no Recôncavo Baiano.
• Salmorão: Encontrado nas regiões Sul, Sudeste e 
Centro-Oeste do Brasil, formado pela fragmentação de rochas 
graníticas e gnaisses.
• Aluviais: Formado em decorrência da sedimentação em áreas 
de várzeas e vales. Encontrados em vários pontos do país.
Composição química dos principais minerais componentes dos 
solos grossos:
• Silicatos – (feldspato, mica, quartzo, talco, etc);
• Óxidos – (hematita, magnetita, limonita, etc);
• Carbonatos – (calcita, dolomita, etc);
• Sulfatos – (gesso, anidrita, etc).
Composição Química e Mineralógica dos solos
MINERAIS
Primários: quando provêm diretamente da 
rocha matriz. 
Ex: quartzo. 
Secundários: quando são formados na 
decomposição da rocha. Ex: minerais 
argílicos, hematita. 
Composição Química e Mineralógica dos solos
Principais Minerais argílicos:
Solos Finos
• As argilas são constituídas de pequeníssimos minerais 
cristalinos, chamados minerais argílicos.
• Sua constituição básica é sílica SiO2 em forma coloidal, 
Al2O3 e Fe2O3).
Figura 11: Arranjos estruturais dos principais argilo-minerais 
As Fases do solo:
• Gasosa
• Líquida
• Sólida
Ar
Água
PartículasSólidas
Índices Físicos
 Figura: As três fases do solo
Ar
Partículas Sólidas
 Solo Seco
 Solo Saturado
Água
Partículas Sólidas
Ar
Água
Partículas Sólidas
 Solo não saturado
A água contida nos solos pode ser classificada em :
Índices Físicos
• Água adsorvida : é a água que adere fortemente a partícula sólida por forças 
elétricas desbalanceadas na superfície dos argilominerais;
• Água livre: é aquela que se encontra preenchendo os vazios do solo;
• Água higroscópica : é a que ainda se encontra envolta ao grão, em solo seco ao ar 
livre;
• Água capilar : é a que se sobe pelos interstícios capilares dos grãos sólidos.
Figura 13: Águas presentes no solo. Fonte: Caputo, 1996
• Água adsorvida: - é aquela película de água 
que envolve e adere fortemente a partícula 
sólida. 
• Água livre: -é a que se encontra em uma 
determinada zona do terreno, enchendo todos 
os seus vazios;
• Água higroscópica: - é a que ainda se encontra 
em um solo seco ao ar livre.
• Água Capilar: é aquela que nos solos de grãos finos sobe pelos interstícios capilares deixados 
pelas partículas sólidas.
• Água de constituição: é a que faz parte da 
estrutura molecular da partícula sólida;
Índices Físicos
Ar
Água
Partículas 
Sólidas
Pt
Pa=0
Pw
Ps
Va
Vw
Vs
Vt
Vv
Pt = Pw + Ps
Vv = Va + Vw
Vt = Vv + Vs
Índices Físicos
Umidade
Define-se a umidade (h) de um solo como sendo a razão entre o peso da água (Pw) contida num 
certo volume de solo e o peso da parte sólida (Ps) existente neste mesmo volume, expressa em 
porcentagem.
Ar
Água
Partículas Sólidas
Pt
Pa=0
Pw
Ps
Va
Vw
Vs
Vt
Vv
Índices Físicos
Determinação da Umidade - Método da Estufa
Para determinar a umidade, basta determinar o peso 
da amostra no seu estado natural (razão pela qual a 
amostra a examinar não deve perder umidade) e o 
peso após completa secagem em uma estufa a 1 05°C 
ou l l0°C.
Sendo P 1 o peso original da amostra mais a tara:
Onde P é o peso da tara . Figura: Ensaio de umidade – método da estufa. 
Fonte: Ferreira (2017)
w
w
Índices Físicos
Determinação da Umidade - Método de Speedy
● O aparelho Speedy é constituído por um 
reservatório metálico fechado que se comunica 
com um manômetro destinado a medir a pressão 
interna. 
● Dentro deste reservatório são colocados, em 
contato, uma certa quantidade de solo úmido e 
uma determinada porção de carbureto de cálcio 
(CaC2 ). 
● A água contida no solo combinando-se com o 
carbureto de cálcio, gera acetileno, tal como 
expressa a equação: 
CaC2 + 2H2O = Ca(OH)2 + C2 H2 e daí, pela 
variação da pressão interna obtém-se de 
quantidade de água existente no solo.
Onde P é o peso da tara .
Figura: Ensaio de umidade – método Speedy 
Test. 
Fonte: Ferreira (2017)
Índices Físicos
Peso Específico aparente de um Solo natural (umidade diferente de zero) 
Peso Específico Aparente de um Solo seco (umidade igual a zero)
Peso Específico real dos grãos Peso Específico da água
 
Onde: Pt=peso total 
Vt= volume total
Onde: Ps=peso do solo seco
Vt= volume total
Onde: Ps=peso do solo seco
Vs= volume do solo seco
Onde: Pw=peso da água
Vw= volume da água
Valores adotados para peso 
específico da água:
● 10 kN/m³, 1g/cm³ ou 1000 
kg/m³
Índices Físicos
Peso Específico aparente de um Solo seco
Dividindo por Pt ambos os termos da fração e notando que Pt=Pw+Ps, tem-se:
 
Método do Cilindro
Índices Físicos
Ensaio de solos – Peso específico natural
Figura 17: Ensaio de peso específico natural – método do cilindro. Fonte: Ferreira (2017)
Índices Físicos
Índice de vazios
É a razão entre o volume de vazios Vv e o volume 
Vs da parte sólida de um solo, conforme apresenta 
a equação abaixo: 
Ar
Água
Partículas Sólidas
Pt
Pa=0
Pw
Ps
Va
Vw
Vs
Vt
Vv
Porosidade 
• adimensional; 
• varia de 0,5 a 1,5;
• unidade em (%); 
• varia de 30 a 70%; 
• não pode ser 0 nem 
maior que 100%
Índices Físicos
Índice de vazios
Outras fórmulas para determinação de índices de vazios são: 
Índices Físicos
 Grau de Saturação Grau de Aeração
Ar
Água
Partículas Sólidas
Pt
Pa=0
Pw
Ps
Va
Vw
Vs
Vt
Vv
Índices Físicos
Peso específico aparente do 
solo seco 
Peso específico aparente do solo 
natural Solo saturado, S=1
Solo seco, S=0
Peso específico real ou das 
partículas sólidas
Peso específico da 
água
Densidade relativa das 
partículas
Ar
Água
Partículas Sólidas
Pt
Pa=0
Pw
Ps
Va
Vw
Vs
Vt
Vv
Figura 16: Ensaio de densidade real dos grãos. Fonte: Ferreira (2017)
Índices Físicos
Ensaio de solos – Densidade Real dos Grãos
 Método do Picnômetro
Índices Físicos
Ensaio de solos – Densidade Real dos Grãos
 Método do Picnômetro
 
Índices Físicos
Classificação quanto ao grau de compacidade
04,80 mm 1 m
CLASSIFICAÇÃO QUANTO GRANULOMETRIA
Tabela 4: Classificação dos solos quanto a granulometria – Pinto (2006)
Granulometria
CLASSIFICAÇÃO QUANTO GRANULOMETRIA- NBR 6508
● argila: partículas com dimensões menores que 0,002 mm
● silte: partículas com dimensões compreendidas entre 0,002 mm e 0,06 mm
● areia fna: areia com grãos de diâmetros compreendidos entre 0,06 mm e 0,20 mm 
● areia média: areia com grãos de diâmetros compreendidos entre 0,20 mm e 0,60 mm 
● areia grossa: areia com grãos de diâmetros compreendidos entre 0,60 mm e 2,0 mm
● pedregulho: solos formados por minerais ou partículas de rocha, com diâmetro 
compreendido entre 2 mm e 60 mm
● pedra de mão: fragmento de rocha com diâmetro compreendido entre 60 mm e 200 mm
● matacão: fragmento de rocha, transportado ou não, comumente arredondado por 
intemperismo ou abrasão, com uma dimensão compreendida entre 200 mm e 1 m
● bloco de rocha: fragmento de rocha, transportado ou não, com diâmetro superior a 1 m
Granulometria - Ensaio
• A análise granulométrica consiste, em geral, em duas etapas: Peneiramento e 
Sedimentação.
• Análise granulométrica - NBR 7181
● Areia e pedregulho: Processo de peneiramento 
● Silte e argila: Sedimentação de sólidos em meio líquido 
● Para solos, que tem partículas tanto na fração grossa (areia e pedregulho) quanto 
na fração fina (silte e argila) se torna necessária a análise granulométrica conjunta.
● A análise granulométrica é representada pela curva granulométrica.
Granulometria 
Figura: Curva Granulométrica 
Fonte: Caputo, 1996
Tipos de Granulometria de acordo 
com a curva:
Curva A: granulometria contínua;
Curva B: descontínua;
Curva C: uniforme;
Figura: Tipos de Granulometria 
Fonte: Caputo, 1996
Granulometria - Ensaio de Peneiramento
• Objetivo: separação dos sólidos, de um solo, em diversas frações. 
• Uso: para partículas (sólidos) com ø > 0,075 mm (#200). 
• Etapas: 
1-Preparação da amostra de acordo com NBR 6457;
2- Passar a amostra na peneira de 2 mm, o que ficar retido vai para o peneiramento 
grosso, o que passar vai para o peneiramento fino;
3- Passar o material em uma série de peneiras de abertura de malhas conhecidas, 
determinando-se a percentagem em peso retida ou passante em cada peneira. 
Figura: Frações granulométricas 
de 3 solos
Fonte: A autora (2018)
Figura: Conjunto de peneiras com 
agitador eletromagnético
Fonte: LojaLAB (2019)
Tabela: Peneiras da série normal em mm
Granulometria - Ensaio de Sedimentação
• O método mais utilizado é o de Casagrande que é baseado na Lei de Stokes que diz 
que a velocidade de queda das partículas num fluido atinge um valor limite que 
depende do peso específico do material (ys), do peso específico do fluido (yw), da 
viscosidade do fluido () e do diâmetro da esfera (D).
• O ensaio de sedimentação em meio líquido é utilizado para os solos finos, isto é, com 
dimensões menores que 0,074 mm, onde não se pode usar o processo do 
peneiramento.
Granulometria - Ensaio de Sedimentação
Etapas: 
1- Preparar a amostra de acordo com a NBR- 6457;
2- Utilizar uma quantidade de solos de acordo com a norma e armazená-lo em um 
becker com uma solução de água destilada e hexametafosfato de sódio, durante 12 
h;
3- Após as 12 h, colocar o solo em um copo de dispersão e agitar por 15 min;
4- Depois da dispersão, colocar o material numa proveta de 1 L e completar com 
água destilada até atingir 1 L;
5- Fazer as leituras da densidade e temperatura em tempos determinados pela NBR 
7181;
6- Fazer as anotações e cálculos conforme especifica a NBR 7181.
Granulometria - Ensaio
• Sedimentação
Sem Defloculante
Argila sedimentada
Com Defloculante
Argila em 
suspensão
Figura 25: Ensaio de sedimentação de 3 solos
Fonte: A autora (2018)
Figura 24: Ensaio de sedimentação
Fonte: Silva (2017)
Granulometria
 Coeficiente de uniformidade:
Coeficiente de curvatura:
 
 
 
 
 
 
 
Cu 15 – Não uniforme
1 3 – Solo mal graduado
0,70,0750,005
Figura 27: Curva granulométrica 
Fonte: A autora (2018)
Granulometria
Figura 19: Curva Granulométrica. 
Fonte: A autora (2018)
Ensaios Solo Colapsível RCD
Frações 
Granulo
métrica
s
Pedregulho (%) 30 1
Areia (%) 48 77
Silte (%) 12 10
Argila (%) 10 12
Tabela 3: Resultados do ensaio 
de granulometria - A autora 
(2019)
Granulometria - Ensaio
Figura 26: Curva granulométrica de uma amostra com e sem uso de defloculante
Fonte: Silva (2017)
Plasticidade
• A plasticidade é a propriedade dos solos que consiste na maior ou menor 
capacidade de serem eles moldados, sob certas condições de umidade e 
sem variação de volume.
• Segundo a ABNT/NBR 7250, a plasticidade é a propriedade de solos 
finos, entre largos limites de umidade, de se submeterem a grandes 
deformações permanentes, sem sofrer ruptura, fissuramento ou variação 
de volume apreciável. 
• As partículas que apresentam plasticidade são, principalmente, os 
argilo-minerais. 
Plasticidade
Limites de Consistência
LL=Limite de Liquidez
LP=Limite de plasticidade
LC=Limite de Contração
LL LP LC
Estado
Líquido
Estado
Plástico
Estado
Semi-sólido
Estado
Sólido
h% (Decrescendo)
IP=LL-LP
Limite de Liquidez
 
• O limite de liquidez de um solo é o teor 
de umidade que separa o estado de 
consistência líquido do plástico e para o 
qual o solo apresenta uma pequena 
resistência ao cisalhamento. 
• Determinada pelo aparelho de 
Casagrande. 
• NBR 6459/2016 – Determinação do limite 
de liquidez.
Plasticidade – Ensaio de Limite de Liquidez
Aparelho de 
Casagrande
Cinzel para solos 
arenosos
Cinzel para solos 
argilosos
Figura 28: Aparelho de Casagrande
Fonte: Didática SP (2019)
Concha de latão
Manivela
Base dura de ebonite
Plasticidade – Ensaio de Limite de Liquidez
Figura 29: Ensaio de Limite de liquidez - Aparelho de Casagrande
Fonte: Silva (2017)
O solo utilizado no ensaio é a fração que passa na peneira de 0,42mm (# 40) de abertura e uma 
pasta homogênea deverá ser preparada e colocada na concha; utilizando o cinzel, deverá ser 
aberta uma ranhura. Conforme a concha vai batendo na base, a abertura na base da ranhura 
começa a se fechar. O ensaio continua até que os dois lados se juntem, longitudinalmente, por um 
comprimento igual a 10,0 mm, interrompendo-se o ensaio e anotando-se o número de golpes 
necessários para o fechamento da ranhura. 
Limite de Liquidez
Plasticidade – Ensaio de Limite de Liquidez
• Retirando-se uma amostra do local onde o solo se 
uniu determina-se o teor de umidade, obtendo-se 
assim um par de valores, “teor de umidade x 
número de golpes”
• Determina-se pelo menos 6 pontos.
LL = h / (1,419 – 0,3 log n)
Figura 30: Fechamento do sulco
Fonte: Caputo, 1996
Figura 31: Gráfico do Limite de Liquidez
Fonte: Caputo, 1996
Limite de Plasticidade (LP)
O limite de plasticidade é o 
teor de umidade no qual o 
solo apresenta comportamento 
plástico. 
Determinação do limite de 
plasticidade - NBR 7180/2016 .
Corresponde a umidade para a 
qual o solo começa a se fraturar 
quando se tentar moldar, com 
ele, um cilindro de 3 mm de 
diâmetro e cerca de 10 cm de 
comprimento.
Plasticidade – Ensaio de Limite de Plasticidade
Figura 32: Ensaio de Limite de Plasticidade. Fonte: Ferreira (2017)
Gráfico de Plasticidade
Os solos finos podem ser divididos em 
oito grupos: argilas inorgânicas de 
alta, média e baixa plasticidade; 
solos siltosos inorgânicas de alta, 
média e baixa compressibilidade; 
argilas orgânicas e siltes orgânicos. 
A classificação de um solo, dentro 
de um destes grupos, pode ser feita 
por meio do gráfico de plasticidade.
Plasticidade
Índice de Consistência: IC = ( LL - hnat ) / IP
Classificação do solo IP
Solo fracamente plástico 1 15
Consistência Da Argila IC
Muito mole0,50
Média 0,50 a 0,75
Rija 0,75 a 1,00
Dura > 1,00
Índice de Plasticidade: IP = LL - LP
Tabela 6: Classificação do solo quanto ao Índice de Plasticidade 
Tabela 7: Classificação do solo quanto ao Índice de Consistência e de resistência à compressão: 
R
R4kg/cm²
Plasticidade
Limite de Contração (LC)
● O limite de contração é o teor de umidade que separa o estado semi-sólido do 
sólido.
● O limite de contração é o teor de umidade a partir do qual o solo não contrai mais, 
a partir deste valor a amostra secará a volume constante. 
LC = (γw/γs) – (1/δ)
LC = h – (V1 – V2)γw
Limite de Contração
● O ensaio consiste em moldar em uma 
cápsula uma amostra com alto teor de 
umidade, depois secá-la em estufa e 
determina-se a umidade da amostra 
contraída.
● Para medir V2 (volume da pastilha 
correspondente ao solo seco), 
emprega-se o método do 
deslocamento de mercúrio, o mercúrio 
deslocado pelo solo é recolhido numa 
cápsula e medido numa proveta 
graduada. 
Ps
Grau de Contração
C = (Vi – Vf) / Vi
Solos bons: C 15%
Exercícios
1) A análise granulométrica de 
um solo revelou o seguinte 
resultado:
Pede-se traçar a curva 
granulométrica e determinar o 
diâmetro efetivo (def) e o 
coeficiente de uniformidade do 
solo (Cu).
Exercícios
2) Na determinação do LL de um solo 
foram obtidos os seguintes valores:
Se LP=22% e h=31%, pede-se 
classificar o solo quanto a 
consistência.
N° de 
golpes
44 31 23 12
Umidade 
(%)
29 35 40 49
PROPRIEDADES DAS PARTÍCULAS SÓLIDAS
FORMAS DAS PARTÍCULAS
As formas mais evidenciadas das partículas dos solos são: 
Arredondadas ou com forma poliédrica, lamelares e fibrilares.
● a) Arredondadas ou de forma poliédrica são: pedregulhos, areias e 
siltes.
● b) Lamelares em forma de lamelas ou escamas: as argilas.
● c) Fibrilares em forma de fibras: são os solos turfosos.
ADSORÇÃO
● As frações finas do solo, como são as argilas, têm as superfícies de suas 
partículas sólidas dotadas de carga elétrica negativa cuja intensidade 
depende de sua característica mineralógicas.
● As partículas sólidas do solo em contato com a água fazem com que as 
moléculas desta fiquem polarizadas (H, OH), resultando na atração dos 
íons positivos da água H pelas cargas elétricas existentes na superfície da 
partícula sólida do solo, fixando a água em forma pelicular.
PROPRIEDADES DAS PARTÍCULAS SÓLIDAS
ADSORÇÃO
● A propriedade desta forma de fixação da água na superfície da partícula 
sólida denomina-se adsorção.
PROPRIEDADES DAS PARTÍCULAS SÓLIDAS
● 
PROPRIEDADES DAS PARTÍCULAS SÓLIDAS
Atividade Superficial 
● Em termos de atividade superficial, as argilas podem ser Normais, Ativas 
e Inativas.
● NORMAIS: 0,75 1,25
● INATIVAS: A 8: Extra-sensíveis
•Quando mais complexas as estruturas são, menos estáveis elas são, e uma vez 
destruídas, não poderão mais ser recompostas.
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS
•A classificação dos solos é realizada a partir de dados obtidos 
no campo e no laboratório. 
•Existem vários tipos de classificação dos solos, aplicadas para 
fundações, barragens, pavimentação etc. 
•Cada classificação requer dados específicos do solo, como o 
tamanho das partículas, índices de consistência etc.
CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA
● Classificao solo de acordo com o tamanho de suas partículas.
Escala granulométrica (ABNT)
argila φ 1 m
Tabela: Classificação dos solos quanto a granulometria – Pinto (2006)
CLASSIFICAÇÃO QUANTO GRANULOMETRIA- NBR 6508
● argila: partículas com dimensões menores que 0,002 mm
● silte: partículas com dimensões compreendidas entre 0,002 mm e 0,06 mm
● areia fna: areia com grãos de diâmetros compreendidos entre 0,06 mm e 0,20 mm 
● areia média: areia com grãos de diâmetros compreendidos entre 0,20 mm e 0,60 mm 
● areia grossa: areia com grãos de diâmetros compreendidos entre 0,60 mm e 2,0 mm
● pedregulho: solos formados por minerais ou partículas de rocha, com diâmetro 
compreendido entre 2 mm e 60 mm
● pedra de mão: fragmento de rocha com diâmetro compreendido entre 60 mm e 200 mm
● matacão: fragmento de rocha, transportado ou não, comumente arredondado por 
intemperismo ou abrasão, com uma dimensão compreendida entre 200 mm e 1 m
● bloco de rocha: fragmento de rocha, transportado ou não, com diâmetro superior a 1 m
CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA
CLASSIFICAÇÃO TRILINEAR DOS SOLOS - DIAGRAMA DE FERET
•Sua identificação é feita em 
função das porcentagens 
dos seus constituintes 
principais, utilizando o 
diagrama trilinear.
•%areia+%argila+%silte=100%
Exercício
1) Locar num diagrama trilinear os pontos correspondentes aos solos A, B e C.
Solo
Porcentagem
Areia Silte Argila
A 55 10 35
B 10 85 5
C 10 55 35
A
A= Argila arenosa
B= Silte
C= Argila Siltosa
B
C
Os solos são classificados, neste sistema, em três grandes grupos: 
a) Solos grossos - aqueles cujo diâmetro da maioria absoluta dos 
grãos é maior que 0,074 mm (mais que 50% em peso, dos seus 
grãos, são retidos na peneira n° 200). 
b) Solos finos - aqueles cujo diâmetro da maioria absoluta dos 
grãos é menor que 0,074 mm. 
c) Turfas - solos altamente orgânicos, geralmente fibrilares e 
extremamente compressíveis. 
CLASSIFICAÇÃO UNIFICADA DOS SOLOS - SUCS
● No primeiro grupo estão os pedregulhos, as areias e os solos 
pedregulhosos ou arenosos com pequenas quantidades de material fino 
(silte ou argila). 
Estes solos são designados da seguinte maneira: 
● Pedregulhos ou solos pedregulhosos: GW, GC, GP e GM 
● Areias ou solos arenosos: SW, SC, SP e SM 
As letras representam as iniciais das palavras inglesas: 
● G de gravel (pedregulho) 
● S de sand (areia) 
● C de clay (argila) 
● W de well graded (bem graduado) 
● P de poorly graded (mal graduado) 
● M da palavra sueca mo, refere-se ao silte
Por exemplo: SM significa solos arenosos com certa quantidade de finos não 
plásticos. 
CLASSIFICAÇÃO UNIFICADA DOS SOLOS - SUCS
● No segundo grupo acham-se os solos finos: siltosos ou argilosos, 
de baixa compressibilidade (LL 50). 
São designados da seguinte forma: 
● Solos de baixa compressibilidade: ML, CL e OL 
● Solos de alta compressibilidade: MH, CH e OH 
Onde: 
● O de organic (orgânico) 
● L de low (baixa) 
● H de high (alta) 
Por exemplo, CL será um solo argiloso de baixa compressibilidade.
CLASSIFICAÇÃO UNIFICADA DOS SOLOS - SUCS
SISTEMA UNIFICADO DE CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS (SUCS) - Solos 
finos
● Sistema de classificação TRB (Transportation Research Board) foi 
criado pela Associação Americana de Rodovias Estaduais e 
Autoridades de Transporte (ASSHTO);
● Classifica o solo para utilização em camada de subleito;
● Classificação baseada em grupos e subgrupos a partir da 
granulometria e da plasticidade dos solos. 
● Solo grossos (granulares): A-1, A-2, A-3;
● Solos Finos: A-4, A-5, A-6, A-7;
CLASSIFICAÇÃO HRB
Índice de grupo
CLASSIFICAÇÃO HRB
35;
15;
40;
10;
CLASSIFICAÇÃO HRB
CLASSIFICAÇÃO HRB
O gráfico de plasticidade, com indicação dos grupos e subgrupos dos "solos 
finos", permite facilmente classificá-los, conhecidos o LL e o IP do solo.
Exemplo: Calcular o IG de um solo A-6 em que 65% de material passa na 
peneira 200, o limite de liquidez é 32% e o índice de plasticidade 13%. 
a = P200-35= 65 - 35 = 30 
b= P200-15= 55 - 15 = 40 (como P200>55 anotou-se 55) 
c = LL-40= 40-40=0 (como LLpeso específico máximo de um solo é o ensaio de Proctor 
Normal.
● Consiste em compactar uma amostra dentro de um 
recipiente cilíndrico, com aproximadamente 1 000 cm3 , em 
três camadas sucessivas, sob a ação de 26 golpes de um 
soquete, pesando 2,5 kg, caindo de 30,5 cm de altura.
● O ensaio é repetido para diferentes teores de umidade, 
determinando-se, para cada um deles, o peso específico 
aparente. 
● Com os valores obtidos traça-se a curva 'Ys = f(h), de onde, 
se obterá o ponto correspondente a hot e 'Ysmáx.
● Para o traçado da curva é conveniente a determinação de 
uns cinco pontos, procurando-se fazer com que dois deles 
se encontrem na zona seca (ramo da esquerda da curva), 
um próximo à umidade ótima e os outros dois na zona 
úmida (ramo da direita da curva). 
Ensaios
Ensaios
Curvas de compactação de 
um mesmo solos, compactado 
com diferentes energias.
Métodos de Compactação
Dependendo da natureza do terreno empregam-se rolos lisos, rolos pé-de-carneiro ou 
rolos pneumáticos. 
Os rolos lisos vibratórios são empregados em solos granulares.
Os rolos pé-de-carneiro são utilizados em argilas e siltes.
Os rolos pneumáticos são utilizados especialmente em siltes e areias com finos. 
Compactação no campo
● A quantidade de água a ser adicionada ao solo é 
calculada em função da descarga da barra de 
distribuição e da velocidade do carro-pipa. 
● A espessura das camadas de solo (da. ordem de 
15 a 30 em) e o número de passadas do 
equipamento de compactação, podem ser 
determinados controlando-se os resultados obtidos 
em um trecho experimental previamente escolhido.
● Os pilões manuais empregam-se apenas em 
trabalhos secundários (como reaterros de valas).
● Enquanto que os pilões a explosão, conhecidos 
como "sapos", e os pilões a ar comprimido, têm 
grande aplicação, sobretudo pela sua 
adaptabilidade a quase todos os tipos de terreno. 
Soquete 
manual (pilão 
manual)
Soquete 
mecânico 
(tipo Sapo)
Compactação no campo - Comparação entre os métodos de compactação
Fonte: Ferreira (2021)
Controle de Compactação
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