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DIREITO COMERCIAL I Professor Felipe Boechem (27.11.2023) PREMISSAS Os conteúdos dessa apresentação foram preparados simplesmente para subsidiar aulas de graduação da faculdade de direito da UERJ e não representam opinião legal do autor sobre os temas aqui tratados. O autor não assume qualquer responsabilidade perante os alunos ou quaisquer terceiros pelo uso deste material. Este documento tem caráter sigiloso, portanto, os destinatários deverão tratar como confidencial toda informação aqui disposta e não estão autorizados a divulgá-lo e/ou enviá-lo a terceiros, sem prévio consentimento do professor. CARACTERÍSTICAS DAS SOCIEDADES 1. Personalidade jurídica por prazo indeterminado a) Capacidade jurídica b) Autonomia de atuação c) Autonomia patrimonial 2. Limitação de responsabilidade dos investidores a) Reduz os custos de agência b) Reduz os custos de monitoramento de outros acionistas c) Facilita a precificação das quotas/ações e sua transferibilidade a) Incentivo para os administradores agirem de forma eficiente d) Permite uma diversificação mais eficiente dos investimentos S.A. / LTDA. SÓCIO 1 SÓCIO 2 Administração CARACTERÍSTICAS DAS SOCIEDADES (LEGISLAÇÃO) Art. 391 do CC: Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. Art. 789 do CPC: O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei. Art. 790 do CPC: São sujeitos à execução os bens: I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória; II - do sócio, nos termos da lei; [...] VII - do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade jurídica. Art. 795 do CPC: Os bens particulares dos sócios não respondem pelas dívidas da sociedade, senão nos casos previstos em lei. § 1º O sócio réu, quando responsável pelo pagamento da dívida da sociedade, tem o direito de exigir que primeiro sejam excutidos os bens da sociedade. § 2º Incumbe ao sócio que alegar o benefício do § 1º nomear quantos bens da sociedade situados na mesma comarca, livres e desembargados, bastem para pagar o débito. § 3º O sócio que pagar a dívida poderá executar a sociedade nos autos do mesmo processo. § 4º Para a desconsideração da personalidade jurídica é obrigatória a observância do incidente previsto neste Código. Art. 44 do CC: São pessoas jurídicas de direito privado: [...]; II - as sociedades; [...] Art. 49-A do CC: A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores. Parágrafo único: A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos Art. 50 do CC: Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. § 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa; II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante; e III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. § 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. [...] CONCEITO DE SOCIEDADES DEFINIÇÃO LEGAL Art. 981 do CC: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. CRÍTICAS a) Teoria Contratualista x Teoria Institucionalista b) Existência de sociedade unipessoal c) Ausência de referência ao propósito de constituir um novo sujeito d) Conceito muito amplo que abarcaria outras figuras (grupo de sociedades, consórcios, sociedade em conta de participação e outros arranjos cooperativos) DIFERENÇAS COM OUTRAS FIGURAS JURÍDICAS a) Nos Condomínios não há intenção de criar uma nova PJ b) As Associações não tem finalidade de lucro e há pressuposto da pluralidade de associados (Art. 53 CC) c) As Fundações não tem necessariamente finalidade de lucro e se formam a partir da afetação de um patrimônio (não da aglutinação de pessoas) PERSONALIDADE JURÍDICA DAS SOCIEDADES REGISTRO COM EFEITO ATRIBUTIVO DE PERSONALIDADE JURÍDICA Art. 45 do CC: Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Art. 985 do CC: A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (Arts. 45 e 1.150). Art. 967 do CC: É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS Sociedade em Comum (Art. 986 – 990 do CC) • Art. 986 do CC: Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples • Art. 990 do CC: Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade. Sociedade em Conta de Participação (Art. 991 – 996 do CC) • Art. 993 do CC: O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade. EFEITOS DA PERSONIFICAÇÃO Plena capacidade jurídica Autonomia de atuação Autonomia patrimonial Sociedade possui patrimônio distinto e inconfundível dos sócios Sócios podem responder por dívidas das sociedade dependendo do regime jurídico aplicável Patrimônio da sociedade não responde por dívidas dos sócios Desconsideração da Personalidade Jurídica Abuso de Direito. Desvirtuamento da função da PJ. Situações excepcionais (Não é a regra!). Depende do caso concreto É preciso que a má utilização produza efeitos jurídicos. Casos em que a PJ seja um obstáculo à reparação dos danos Não abrange casos em relação aos quais a própria lei prevê responsabilidade do sócios Art. 117 LSA: O acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder. Art. 28 CDC: O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. Art. 2º, § 2o CLT: Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamentepelas obrigações decorrentes da relação de emprego. Implica ineficácia da PJ relativamente aos atos praticados por meio da PJ CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES PELO OBJETO* SOCIEDADES CIVIS E COMERCIAIS Dificuldade de enquadramento e identificação EMPRESÁRIAS Exercem atividade própria de empresário Sociedade por ações* SIMPLES (Não empresário) Não exercem empresa, mas podem exercer atividade econômica com escopo de lucro Profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística Cooperativas* Sociedade de advogados (Lei 8.906/1994)* Podem optar por um dos tipos de sociedade empresária DIFERENÇAS Órgão responsável pelo registro Lei de Falência x Insolvência Civil (CC, arts. 745 e ss) Art. 982 do CC: Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais. Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa. Art. 966 do CC: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Art. 1.150 do CC: O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. DEBATE SOBRE PROFISSÃO INTELECTUAL Sociedade Empresária Atividade Econômica: Atividade que visa geração de riqueza, ou seja, de bens ou serviços patrimonialmente avaliáveis Destinada ao mercado: Atividade de produção ou circulação de bens ou serviços para o mercado Organizada: congregação dos fatores de produção. Não requer trabalho de terceiros (Ex. lavanderia automatizada) Profissional: Habitualidade + Escopo de Lucro Exceção específica (Profissional Intelectual) É a valoração social ou ética da natureza da atividade exercida pela sociedade que a caracteriza com simples (não o nível de organização da sociedade) • Acesso à profissão não é totalmente livre • Premissas de decoro que impedem concorrência • Inexiste produção em massa Cientista pesquisador da verdade, artista criador do belo, inventor que busca a solução de um problema técnico Sociedade de advogados (Lei 8.906/1994)* Atividade Intelectual como elemento da empresa Há uma outra atividade de natureza empresarial a qual a atividade intelectual server Art. 966 do CC: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Art. 15 da Lei 8.906/1994: Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. Art. 28. do Código de Ética e Disciplina da OAB: O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade Enunciado 193 III Jornada de Direito Civil: O exercício das atividades de natureza exclusivamente intelectual está excluído do conceito de empresa. RESPONSABILIDADE ILIMITADA DOS SÓCIOS SOCIEDADE SIMPLES Art. 1.023 do CC: Se os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas, respondem os sócios pelo saldo, na proporção em que participem das perdas sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária. Art. 1.024 do CC: Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO Art. 1.039 do CC: Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais. Parágrafo único: Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros, podem os sócios, no ato constitutivo, ou por unânime convenção posterior, limitar entre si a responsabilidade de cada um. SOCIEDADE EM COMUM Art. 990 do CC: Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade. REFLEXÕES Responsabilidade Subsidiária x Responsabilidade Direta ou Pessoal Benefício de ordem Proporcionalidade x Solidariedade Exemplos de Estatuto/Contrato Social RESPONSABILIDADE LIMITADA DOS SÓCIOS SOCIEDADE ANÔNIMA Art. 1º da LSA: A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. SOCIEDADE LIMITADA Art. 1.052 do CC: Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. REFLEXÕES Em qual tipo societário a limitação é mais rigorosa? Resp. Subsidiária: Credor da LTDA. ou S.A não pode cobrar diretamente dívida social dos sócios. Limitação: Uma vez integralizadas as quotas ou ações, o credor da sociedade não tem, via de regra, ação contra o sócio ainda que a sociedade não tenha bens suficientes para pagar a dívida. S.A. / LTDA. SÓCIO 1 SÓCIO 2 50% 50% RESPONSABILIDADE MISTA DOS SÓCIOS COMANDITA SIMPLES Art. 1.045. do CC: Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de duas categorias: os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota. COMANDITA POR AÇÕES Art. 282 da LSA: Apenas o sócio ou acionista tem qualidade para administrar ou gerir a sociedade, e, como diretor ou gerente, responde, subsidiária mas ilimitada e solidariamente, pelas obrigações da sociedade. Art. 1.091. do CC: Somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e, como diretor, responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. REFLEXÕES Sócio Comanditado tem responsabilidade subsidiária, ilimitada e solidária Sócio Comanditário tem responsabilidade subsidiária e limitada SOCIEDADE LIMITADA Introdução INTRODUÇÃO Tipo societário mais utilizado no Brasil Limitação de responsabilidade (Art. 1.052 do CC) Ausência de capital mínimo ou quotas mínimas Sem formalismo adicional Contexto Histórico para seu surgimento Revolução Industrial – Dinamização das relações comerciais – Colonização africana por ingleses e alemães. Necessidade de limitação de responsabilidade sem o formalismo excessivo das S.A. Fruto de inovação legal e não propriamente da prática comercial Private Companies na Inglaterra (1862) Máximo de 50 sócios; proibida a livre transferência de quotas; sem prévia outorga de licença pela Coroa Sociedades limitadas na Alemanha (1892) (a) Natureza mercantil; (b) valor mínimo do capital, valor mínimo para cada quota de participação; (c) entrada inicial de, no mínimo, ¼ da quota; (d) livre cessão de quotas salvo disposição contratual em contrário; (e) exclusão de sócio inadimplente; (f) responsabilidade pela plus valia dos bens aportados ao capital social Portugal (1901) Brasil (Decreto 3.708/1919) CARACTERÍSTICAS Limitação de responsabilidade dos sóciospelas obrigações sociais Sócios são investidores (Art. 1.052 do CC) Não comporta contribuição em serviços (Art. 1.055, § 2º) Sociedade Empresária? É catalogada pelo CC como uma sociedade empresária (Arts. 983 e 1.052 do CC) Sociedade simples pode adotar a forma de LTDA (segunda parte do Art. 983 do CC) A classificação de uma LTDA como sociedade empresária não é propriamente uma característica da LTDA Sociedade de Pessoas? Sociedade de Pessoas: (i) mudança de sócios requer anuência (Art. 1.057), (ii) não é permitida a abertura de capital, (iii) direito de retirada sempre que houver dissidência quanto à alteração do contrato social (Art. 1.077) Tipo intermediário entre sociedade de pessoas e de capital, pois tem características de sociedade de capital: (i) limitação de responsabilidade dos sócios, (ii) não permite contribuição em serviços, (iii) admite regência supletiva pela LSA Debate sobre possibilidade de Quotas Preferencias sem direito de voto ou com voto restrito Art. 1.052 do CC: Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. § 1º A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) § 2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao documento de constituição do sócio único, no que couber, as disposições sobre o contrato social. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) Art. 983 do CC: A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo, subordina-se às normas que lhe são próprias. Art. 1.057 do CC: Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem seja sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social. Art. 1.077 do CC: Quando houver modificação do contrato, fusão da sociedade, incorporação de outra, ou dela por outra, terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da sociedade, nos trinta dias subseqüentes à reunião, aplicando-se, no silêncio do contrato social antes vigente, o disposto no art. 1.031. Item 5.3.1 Manual de Registro de LTDA: São admitidas quotas de classes distintas, nas proporções e condições definidas no contrato social, que atribuam a seus titulares direitos econômicos e políticos diversos, podendo ser suprimido ou limitado o direito de voto pelo sócio titular da quota preferencial respectiva, observados os limites da Lei nº 6.404, de 1976, aplicada supletivamente. Havendo quotas preferenciais sem direito a voto, para efeito de cálculo dos quoruns de instalação e deliberação previstos no Código Civil consideram-se apenas as quotas com direito a voto. REGIME JURÍDICO Regime próprio previsto no CC (Arts. 1.052 a 1.087) Omissões reguladas pelas disposições das sociedades simples (Art 1.053) Art. 1.053 do CC: A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste Capítulo, pelas normas da sociedade simples. Parágrafo único. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima. Possibilidade de regência supletivas pela LSA prevista no contrato Não se trata de regime alternativo nem substitutivo Ex: A convocação de assembleia de sócios tem tratamento específico no CC, não devendo ser usado o tratamento da LSA. A norma da LSA não pode ser incompatível com o regime da LTDA. Ex: LTDA não pode abrir o capital Ainda que não haja previsão de regência supletiva da LSA, a mesma pode ser aplicada por analogia em alguns casos Ex: Acordo de Quotistas não está previsto no CC mas é viável com base na aplicação analógica do Art. 118 da LSA (ainda que não haja previsão contratual de regência supletiva pela LSA) Enunciado 384 da IV Jornada de Direito Civil “Art. 999: Nas sociedades personificadas previstas no Código Civil, exceto a cooperativa, é admissível o acordo de sócios, por aplicação analógica das normas relativas às sociedades por ações pertinentes ao acordo de acionistas.” SOCIEDADE LIMITADA Contrato Social ELEMENTOS ESSENCIAIS DO CONTRATO SOCIAL 1) Agente Capaz As regras sobre capacidade do empresário do CC (Arts 972 – 980) se referem, como regra geral, ao empresário individual e não à sociedade Debates sobre o Art. 974, § 3º do CC Objetivo de tutelar os interesses do incapaz Inciso II permite participação em sociedade de resp. solidária ou ilimitada? Vedações e Autorizações Prévias Sociedade estrangeira pode ser sócia de qualquer tipo de sociedade sem autorização prévia (interpretação ampliativa do 1.134 do CC) Restrição à propriedade de imóveis rurais por sociedades controladas por estrangeiros (190 da CF e Lei Federal n.º 5.709/71). A participação de estrangeiros é bastante restrita em empresas jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens (Art. 222 da CF) Restrições constitucionais ao exercício de empresas de pesquisa e lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais de energia elétrica (Arts. 176, 91, §1º, III e 190) Sociedades entre Cônjuges (Art. 977 do CC) Vedado para os regimes de comunhão universal (Art. 1.667ss do CC) e separação total (Art. 1.641ss do CC) de bens Restrição bastante criticada pela doutrina Art. 974, § 3º do CC: O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; II – o capital social deve ser totalmente integralizado; III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. Art. 1.134 do CC: A sociedade estrangeira, qualquer que seja o seu objeto, não pode, sem autorização do Poder Executivo, funcionar no País, ainda que por estabelecimentos subordinados, podendo, todavia, ressalvados os casos expressos em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira. Art. 222 da CF: A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. § 1º Em qualquer caso, pelo menos setenta por cento do capital total e do capital votante das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens deverá pertencer, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecerão o conteúdo da programação. Art. 190 da CF: A lei regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento de propriedade rural por pessoa física ou jurídica estrangeira e estabelecerá os casos que dependerão de autorização do Congresso Nacional. Art. 977 do CC: Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória. ELEMENTOS ESSENCIAIS DO CONTRATO SOCIAL 2) Objeto Lícito Livre Iniciativa (170, parágrafo único da CF) 3) Forma Legal Instrumento público ou privado (Art. 997 CC) Arquivamento em RCPJ ou Junta Comercial (Art. 985 CC) Precisa ser por escrito? (Arts. 997, 986 e 987 do CC) Forma escrita não é requisito para validade do ato, mas é exigido para aquisição da PJ e exercício regular das atividades. Sociedade em Comum Sem contrato social escrito ou sem arquivamento do contrato social no registro próprio Há patrimônio especial (Art. 988 e 989 do CC) Art. 170, parágrafo único da CF: É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. Art. 997do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: [...] Art. 985 do CC: A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150). Art. 986 do CC: Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger- se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples. Art. 987 do CC: Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. Art. 988 do CC: Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum. Art. 989 do CC: Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer. CONTEÚDO DO CONTRATO SOCIAL (Art. 997) Art. 997 do CC se aplica a sociedades simples e demais sociedades empresárias reguladas pelo CC, salvo incompatibilidades. Sociedades Anônimas possuem normas especiais de constituição (Art. 80 e ss da Lei 6.404/76) Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas; II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária; IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la; V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços; VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e atribuições; VII - a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas; VIII - se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais. Parágrafo único. É ineficaz em relação a terceiros qualquer pacto separado, contrário ao disposto no instrumento do contrato. SÓCIOS (Art. 997, I) PJ pode ser sócio de sociedades em geral, incluindo limitadas Vedação: Sociedade em Nome Coletivo (Art. 1.039 do CC) Restrição: Não pode ser sócio comanditado em comandita simples e comandita por ações (Arts. 1.045, 1.046 do CC e 146 da LSA) Regras Especiais Restrições de participações recíprocas Normas sobre relação de controle, coligação e grupos de sociedades Ver Arts. 1.097 – 1.101 do CC e Arts. 243 a 277 da LSA Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas; Art. 1.039 do CC: Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais. Art. 1.045 do CC: Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de duas categorias: os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota. Parágrafo único. O contrato deve discriminar os comanditados e os comanditários. Art. 1.046 do CC: Aplicam-se à sociedade em comandita simples as normas da sociedade em nome coletivo, no que forem compatíveis com as deste Capítulo. Art. 146 da LSA: Apenas pessoas naturais poderão ser eleitas para membros dos órgãos de administração. Art. 1.097 do CC: Consideram-se coligadas as sociedades que, em suas relações de capital, são controladas, filiadas, ou de simples participação, na forma dos artigos seguintes. Art. 1.098 do CC: É controlada: I - a sociedade de cujo capital outra sociedade possua a maioria dos votos nas deliberações dos quotistas ou da assembléia geral e o poder de eleger a maioria dos administradores; II - a sociedade cujo controle, referido no inciso antecedente, esteja em poder de outra, mediante ações ou quotas possuídas por sociedades ou sociedades por esta já controladas. Art. 1.099 do CC: Diz-se coligada ou filiada a sociedade de cujo capital outra sociedade participa com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá-la. Art. 1.100 do CC: É de simples participação a sociedade de cujo capital outra sociedade possua menos de dez por cento do capital com direito de voto. Art. 1.101 do CC: Salvo disposição especial de lei, a sociedade não pode participar de outra, que seja sua sócia, por montante superior, segundo o balanço, ao das próprias reservas, excluída a reserva legal. Parágrafo único. Aprovado o balanço em que se verifique ter sido excedido esse limite, a sociedade não poderá exercer o direito de voto correspondente às ações ou quotas em excesso, as quais devem ser alienadas nos cento e oitenta dias seguintes àquela aprovação. NOME EMPRESARIAL (Art. 997, II) Nome que o empresário utiliza para se vincular perante terceiros (1.155 CC) Difere do título do estabelecimento, insígnia e marcas que se prestam a atrair clientela e identificar ponto, produtos e serviços LTDA pode adotar firma ou denominação (1.158 CC) Firma ou Denominação Firma Individual (Art. 1.156 do CC) • Formado pelo nome (abreviado ou não) do empresário individual Firma Social ou Razão Social (Arts. 1.157, 1.158 e 1.161 do CC) • Formado pelo nome de um ou mais sócios + expressão indicativa de existência de sociedade (“e cia.”) Denominação Social (Arts. 1.158, 1.160 e 1.161 do CC) • Formado por expressão fantasia ou nome de alguém que contribuiu para o êxito da empresa + expressão indicativa do tipo societário (Ltda ou S.A) Art. 1.155 do CC: Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa. Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; Art. 1.156 do CC: O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade. Art. 1.157 do CC: A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura. Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas sob a firma social aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma da sociedade de que trata este artigo. Art. 1.158 do CC: Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura. § 1º A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social. § 2º A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios. § 3º A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade. Art. 1.160 do CC: A sociedade anônima opera sob denominação integrada pelas expressões “sociedade anônima” ou “companhia”, por extenso ou abreviadamente, facultada a designação do objeto social. Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa. Art. 1.161 do CC: A sociedade em comanditapor ações pode, em lugar de firma, adotar denominação aditada da expressão “comandita por ações”, facultada a designação do objeto social. Art. 1.165 do CC: O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social. NOME EMPRESARIAL (Art. 997, II) Princípio da veracidade e originalidade Art. 34 da Lei 8.934/94 Art. 1.165 do CC Não pode ser alienado (Arts. 1.164 e 52 do CC) Há doutrina que entende que o nome empresarial tem cunho patrimonial e poderia ser objeto de alienação (Art. 1.164, parágrafo único do CC). Essa é a posição defendida pelo Prof. Alfredo de Assis Gonçalves Neto. Art. 34 da Lei 8.934/94: O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade. Art. 1.165 do CC: O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social. Art. 3º da LSA: A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões "companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao final. § 1º O nome do fundador, acionista, ou pessoa que por qualquer outro modo tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá figurar na denominação. § 2º Se a denominação for idêntica ou semelhante a de companhia já existente, assistirá à prejudicada o direito de requerer a modificação, por via administrativa (artigo 97) ou em juízo, e demandar as perdas e danos resultantes. Art. 1.164 do CC: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. Art. 52 do CC: Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. OBJETO SOCIAL (Art. 997, II) Atividade econômica realizada pela sociedade Sociedade Empresária x Sociedade Simples Precisa ser preciso e completo (Art. 35, III da Lei 8.934/91) Impõe limites à gestão dos administradores Revogação do parágrafo único do Art. 1.015 do CC (Atos Ultra Vires) Enunciado 11, da I Jornada de Direito Comercial do CJF: "A regra do artigo 1.015, parágrafo único, do Código Civil deve ser aplicada à luz da teoria da aparência e do primado da boa-fé objetiva, de modo a prestigiar a segurança do tráfego negocial. As sociedades se obrigam perante terceiros de boa-fé" Alterações de objeto afetam a base do ajuste societário Quorum de aprovação qualificado (Arts. 999, 1.040 e 1.046, 1.076 do CC e Art. 136, VII da LSA) Direito de recesso (Art. 1.077 do CC e Art. 137 da LSA) Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; Art. 966 do CC: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Art. 1.015 do CC: No silêncio do contrato, os administradores podem praticar todos os atos pertinentes à gestão da sociedade; não constituindo objeto social, a oneração ou a venda de bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir. Parágrafo único. O excesso por parte dos administradores somente pode ser oposto a terceiros se ocorrer pelo menos uma das seguintes hipóteses: I - se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro próprio da sociedade; II - provando-se que era conhecida do terceiro; III - tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da sociedade. Art. 999 do CC: As modificações do contrato social, que tenham por objeto matéria indicada no art. 997, dependem do consentimento de todos os sócios; as demais podem ser decididas por maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a necessidade de deliberação unânime. Art. 1.040 do CC: A sociedade em nome coletivo se rege pelas normas deste Capítulo e, no que seja omisso, pelas do Capítulo antecedente. Art. 1.046 do CC: Aplicam-se à sociedade em comandita simples as normas da sociedade em nome coletivo, no que forem compatíveis com as deste Capítulo. Art. 1.076 do CC: Ressalvado o disposto no art. 1.061, as deliberações dos sócios serão tomadas: I - pelos votos correspondentes, no mínimo, a três quartos do capital social, nos casos previstos nos incisos V e VI do art. 1.071; Art. 1.077 do CC: Quando houver modificação do contrato, fusão da sociedade, incorporação de outra, ou dela por outra, terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da sociedade, nos trinta dias subseqüentes à reunião, aplicando-se, no silêncio do contrato social antes vigente, o disposto no art. 1.031. Art. 136 da LSA: É necessária a aprovação de acionistas que representem metade, no mínimo, do total de votos conferidos pelas ações com direito a voto, se maior quórum não for exigido pelo estatuto da companhia cujas ações não estejam admitidas à negociação em bolsa ou no mercado de balcão, para deliberação sobre: VI - mudança do objeto da companhia. Art. 137 da LSA: A aprovação das matérias previstas nos incisos I a VI e IX do art. 136 dá ao acionista dissidente o direito de retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das suas ações (art. 45), observadas as seguintes normas: SEDE (Art. 997, II) Local no qual são realizadas as atividades da sociedade Sede e Filiais Define o órgão registrador competente para sua inscrição (Arts. 967 e 998 do CC) Pressuposto para definição da nacionalidade brasileira (Art. 1.126 do CC) Competência do foro para demandas contra a sociedade (Art. 53, III, a do CPC)* Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; Art. 967 do CC: É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. Art. 969 do CC: O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da inscrição originária. Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição do estabelecimento secundário deverá ser averbada no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. Art. 998 do CC: Nos trinta dias subseqüentes à sua constituição, a sociedade deverá requerer a inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. Art. 1.000 do CC: A sociedade simples que instituir sucursal, filial ou agência na circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da inscrição originária. Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição da sucursal, filial ou agência deverá ser averbada no Registro Civil da respectiva sede. Art. 1.126 do CC: É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a sede de sua administração. Art. 53 do CPC: É competente o foro: [...] III - do lugar: a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica;; [...] PRAZO (Art. 997, II) Determinado ou Indeterminado Determinação pode ser (i) uma data certa; (ii) prazo contado a partir de sua constituição; ou (iii) realização de um empreendimento ou obra Direito de Retirada Debate sobre aplicação do Art. 1.029 do CC às LTDAs. • Há corrente defende aplicação com base no Art. 1029 do CC + Art. 5º, XX do CC. Outra corrente defende que o Art. 1.077 do CC é específico para LTDA. • Revogado o Enunciado 390 da III Jornada de Direito Civil: “Art. 1.029: Em regra, é livre a retirada de sócio nas sociedadeslimitadas e anônimas fechadas, por prazo indeterminado, desde que tenham integralizado a respectiva parcela do capital, operando-se a denúncia (arts. 473 e 1.029).” Indeterminado: Notificação com 60 dias de antecedência Determinado: Justa Causa + Decisão Judicial Dissolução (1.033 CC) Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; Art. 1.029 do CC: Além dos casos previstos na lei ou no contrato, qualquer sócio pode retirar-se da sociedade; se de prazo indeterminado, mediante notificação aos demais sócios, com antecedência mínima de sessenta dias; se de prazo determinado, provando judicialmente justa causa. Art. 1.077 do CC: Quando houver modificação do contrato, fusão da sociedade, incorporação de outra, ou dela por outra, terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da sociedade, nos trinta dias subseqüentes à reunião, aplicando-se, no silêncio do contrato social antes vigente, o disposto no art. 1.031. Art. 1.033 do CC: Dissolve-se a sociedade quando ocorrer: I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorrogará por tempo indeterminado; II - o consenso unânime dos sócios; III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo indeterminado; IV - (Revogado pela Lei nº 14.195, de 2021) V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar. CAPITAL SOCIAL (Art. 997, III) Definição Expressão numérica da contribuição que os sócios se obrigam a conferir para formar o patrimônio social Capital Social (imutável) x Patrimônio (dinâmico) Funções Determinar performance financeira Referencial dos direitos políticos e patrimoniais dos sócios Garantia dos credores Princípios Efetividade (Art.s 1.052, 1.055 e 1.058 do CC) Intangibilidade • Possibilidade aumento e redução do capital social Não há previsão de capital mínimo, salvo exceções previstas em lei ou regulações Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: [...] III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária; [...] Art. 1.052 do CC: Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Art. 1.055 do CC: O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. § 1º Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade. Art. 1.058 do CC: Não integralizada a quota de sócio remisso, os outros sócios podem, sem prejuízo do disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, tomá-la para si ou transferi-la a terceiros, excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago, deduzidos os juros da mora, as prestações estabelecidas no contrato mais as despesas. Art. 999 do CC: As modificações do contrato social, que tenham por objeto matéria indicada no art. 997, dependem do consentimento de todos os sócios; as demais podem ser decididas por maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a necessidade de deliberação unânime. Art. 1.081 do CC: Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as quotas, pode ser o capital aumentado, com a correspondente modificação do contrato. Art. 1.082 do CC: Pode a sociedade reduzir o capital, mediante a correspondente modificação do contrato: I - depois de integralizado, se houver perdas irreparáveis; II - se excessivo em relação ao objeto da sociedade. CAPITAL SOCIAL (Art. 997, III) CAPITAL SOCIAL (Art. 997, III) AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL Capital deve estar totalmente integralizado Vide Art. 1.081 Nas S.A., apenas ¾ do capital precisa estar integralizado (Art. 170 LSA) Aprovação por mais da metade do capital social do capital social (50% + 1) Vide Art. 1.071, V e 1.076, II do CC Direito de Preferência Direito essencial do sócio manter seu percentual de participação Prazo de decadencial de 30 dias (Art. 1.081 §1º). Pode ser ampliado por disposição contratual Bem imaterial dotado de valor econômico passível de cessão (Art. 1.081 §2º) Art. 1.081 do CC: Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as quotas, pode ser o capital aumentado, com a correspondente modificação do contrato. Art. 1.071 do CC: Dependem da deliberação dos sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: [...] V - a modificação do contrato social; [...] Art. 1.076 do CC: Ressalvado o disposto no art. 1.061, as deliberações dos sócios serão tomadas: II - pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social, nos casos previstos nos incisos II, III, IV, V, VI e VIII do caput do art. 1.071 deste Código; (Redação dada pela Lei nº 14.451, de 2022) Art. 1.081 do CC: Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as quotas, pode ser o capital aumentado, com a correspondente modificação do contrato. §1º Até trinta dias após a deliberação, terão os sócios preferência para participar do aumento, na proporção das quotas de que sejam titulares. §2º À cessão do direito de preferência, aplica-se o disposto no caput do art. 1.057. §3º Decorrido o prazo da preferência, e assumida pelos sócios, ou por terceiros, a totalidade do aumento, haverá reunião ou assembléia dos sócios, para que seja aprovada a modificação do contrato. Art. 1.057 do CC: Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem seja sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social. REDUÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Hipóteses de Redução Voluntária Perdas irreparáveis (Art. 1.082, I do CC) Capital excessivo (Art. 1.082, II do CC) Em caso de cisão parcial de sociedade sem extinção da sociedade cindida (Art. 229 da LSA) Efetividade Aprovação por por mais da metade do capital social do capital social (50% + 1) (Art. 1.071, V e 1.076, II) Publicação na imprensa (Art. 1.084) Prazo de oposição de credores Averbação da ata no registro público (Art. 1.084) Hipóteses de Redução Legal Liquidação da quota do sócio por rompimento do vínculo societário (Arts 1.026 e 1.031) Não integralização da quota do socio remisso caso não seja possível obter a integralização por outros meios (Art. 1.004, par. Único) Art. 1.082 do CC: Pode a sociedade reduzir o capital, mediante a correspondente modificação do contrato: I - depois de integralizado, se houver perdas irreparáveis; II - se excessivo em relação ao objeto da sociedade. Art. 1.083 do CC: No caso do inciso I do artigo antecedente, a redução do capital será realizada com a diminuição proporcional do valor nominal das quotas, tornando-se efetiva a partir da averbação, no Registro Público de Empresas Mercantis, da ata da assembléia que a tenha aprovado. Art. 1.084 do CC: No caso do inciso II do art. 1.082, a redução do capital será feita restituindo-se parte do valor das quotas aos sócios, ou dispensando-se as prestações ainda devidas, com diminuição proporcional, em ambos os casos, do valor nominal das quotas. §1º No prazo de noventa dias, contado da data da publicação da ata da assembléia que aprovar a redução, o credor quirografário, por título líquido anterior a essa data, poderá opor-se ao deliberado. §2º A redução somente se tornará eficaz se, no prazo estabelecido no parágrafo antecedente, não for impugnada, ou se provado o pagamento da dívida ou o depósito judicial do respectivo valor. §3º Satisfeitas as condições estabelecidas no parágrafo antecedente, proceder-se-á à averbação, no Registro Público de EmpresasMercantis, da ata que tenha aprovado a redução. QUOTAS DE PARTICIPAÇÃO (Art. 997, IV) É a contrapartida da contribuição dos sócios Bem móvel, incorpóreo, de existência autônoma e que pode ser objeto de relações jurídicas Quotas podem ser alienadas Quotas podem ser empenhadas (Art. 1.451 do CC) Quotas podem ser penhoradas (Art. 1.026) Enunciado 388 da IV Jornada de Direito Civil: “O disposto no art. 1.026 do Código Civil não exclui a possibilidade de o credor fazer recair a execução sobre os direitos patrimoniais da quota de participação que o devedor possui no capital da sociedade.” Quotas pode ser objeto de usufruto (aplicação supletiva dos Arts. 40 e 114 da LSA) Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: [...] IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la; [...] Art. 1.451 do CC: Podem ser objeto de penhor direitos, suscetíveis de cessão, sobre coisas móveis. Art. 1.026 do CC: O credor particular de sócio pode, na insuficiência de outros bens do devedor, fazer recair a execução sobre o que a este couber nos lucros da sociedade, ou na parte que lhe tocar em liquidação. Parágrafo único. Se a sociedade não estiver dissolvida, pode o credor requerer a liquidação da quota do devedor, cujo valor, apurado na forma do art. 1.031, será depositado em dinheiro, no juízo da execução, até noventa dias após aquela liquidação. Art. 40 da LSA: O usufruto, o fideicomisso, a alienação fiduciária em garantia e quaisquer cláusulas ou ônus que gravarem a ação deverão ser averbados: I - se nominativa, no livro de "Registro de Ações Nominativas"; II - se escritural, nos livros da instituição financeira, que os anotará no extrato da conta de depósito fornecida ao acionista. CONTRIBUIÇÕES DOS SÓCIOS (Art. 997, V) Contribuições de natureza patrimonial Qualquer espécie de bens (bens corpóreos, incorpóreos, dinheiro, direitos e ações...) Contribuição em bens requer mais cuidados tendo em visto o princípio da efetividade do capital social • Avaliação por terceiro é obrigatória em S.A. (Art. 8º da LSA) • Avaliação por terceiro não é obrigatória em LTDA. (Art. 1.055 do CC) Contribuições em serviços Permitida em sociedade simples (Art. 997 do CC) Vedada em LTDA (Art. 1.055, § 2º do CC) Vedada em S.A. (Art. 7º da LSA) Art. 997 do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: [...] V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços; [...] Art. 1.005 do CC: O sócio que, a título de quota social, transmitir domínio, posse ou uso, responde pela evicção; e pela solvência do devedor, aquele que transferir crédito. Art. 1.006 do CC: O sócio, cuja contribuição consista em serviços, não pode, salvo convenção em contrário, empregar-se em atividade estranha à sociedade, sob pena de ser privado de seus lucros e dela excluído. Art. 1.007 do CC: Salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na proporção das respectivas quotas, mas aquele, cuja contribuição consiste em serviços, somente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas. Art. 1.055 do CC: O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. § 1º Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade. § 2º É vedada contribuição que consista em prestação de serviços. Art. 7º da LSA: O capital social poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro. Art. 8º da LSA: A avaliação dos bens será feita por 3 (três) peritos ou por empresa especializada, nomeados em assembléia geral dos subscritores, convocada pela imprensa e presidida por um dos fundadores, instalando- se em primeira convocação com a presença de subscritores que representem metade, pelo menos, do capital social, e em segunda convocação com qualquer número. ADMINISTRAÇÃO (Art. 997, VI) (Re)Presentam a sociedade em sua relação com terceiros Pessoas Naturais PJ não pode ser administrador de LTDA. e S.A. (Arts. 997, VI e 1.053 do CC + IN DREI 55/2021; Art. 146 LSA) Podem ser terceiros não sócios nos seguintes tipos societários: Simples (Art. 1.019, par. único do CC) LTDA (Art. 1.061 do CC) S.A. (Art. 146 da LSA) Obrigatoriamente sócios nos seguintes tipos societários: Sociedade em nome coletivo (Art. 1.042 do CC) Comandita Simples (Art. 1.046 do CC) Comandita por Ações (Art. 1.091 do CC) Art. 997, VI do CC: A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: [...] VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e atribuições; [...] Art. 1.053 do CC: A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste Capítulo, pelas normas da sociedade simples. IN DREI 55/2021: Não pode ser administrador de sociedade limitada a pessoa: [...]; II - pessoa Jurídica (art. 997, inciso VI e art. 1.053 do Código Civil); Art. 1.042 do CC: A administração da sociedade compete exclusivamente a sócios, sendo o uso da firma, nos limites do contrato, privativo dos que tenham os necessários poderes. Art. 1.046 do CC: Aplicam-se à sociedade em comandita simples as normas da sociedade em nome coletivo, no que forem compatíveis com as deste Capítulo. Art. 1.091 do CC: Somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e, como diretor, responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. Art. 1.019 do CC: São irrevogáveis os poderes do sócio investido na administração por cláusula expressa do contrato social, salvo justa causa, reconhecida judicialmente, a pedido de qualquer dos sócios. Parágrafo único. São revogáveis, a qualquer tempo, os poderes conferidos a sócio por ato separado, ou a quem não seja sócio. Art. 1.061 do CC: A designação de administradores não sócios dependerá de aprovação da unanimidade dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e de 2/3 (dois terços), no mínimo, após a integralização. Art. 146 da LSA: Apenas pessoas naturais poderão ser eleitas para membros dos órgãos de administração. ADMINISTRAÇÃO (Art. 997, VI) Forma de designação (Art. 1.012 e 1.060 do CC) No Contrato Social Ato em separado Impacto no quórum de aprovação para destituição da Sociedade Simples • Se eleito no CS, destituição por unanimidade (Art. 999 do CC) • Se eleito em ato separado, destituição por maioria (Art. 1.010 do CC) Designação de administrador de LTDA. em ato separado Administrador não sócio: (a) 2/3 dos sócios, se o capital social não estiver totalmente integralizado; (b) 50% + 1 do capital social, se o capital estiver totalmente integralizado (Art. 1.061 do CC) Administrador sócio: 50% + 1 (Art. 1.076, II CC) Destituição de administrador de LTDA. Administrador, sócio ou não, designado em ato separado: a) Mais da metade do capital social (1.076, II do CC) Administrador sócio, nomeado no contrato social: a) Mais da metade do capital social, salvo disposição contratual diversa (§ 1º do art. 1.063 do CC) Art. 1.060 do CC: A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado. Art. 1.012 do CC: O administrador, nomeado por instrumento em separado, deve averbá-lo à margem da inscrição da sociedade, e, pelos atos que praticar, antes de requerer a averbação, responde pessoal e solidariamente com a sociedade. Art. 999 do CC: As modificações do contrato social, que tenham por objeto matéria indicada no art. 997, dependem do consentimento de todos os sócios; as demais podem ser decididas por maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a necessidade de deliberação unânime. Art. 1.010 do CC:Quando, por lei ou pelo contrato social, competir aos sócios decidir sobre os negócios da sociedade, as deliberações serão tomadas por maioria de votos, contados segundo o valor das quotas de cada um. Art. 1.019 do CC: São irrevogáveis os poderes do sócio investido na administração por cláusula expressa do contrato social, salvo justa causa, reconhecida judicialmente, a pedido de qualquer dos sócios. Parágrafo único. São revogáveis, a qualquer tempo, os poderes conferidos a sócio por ato separado, ou a quem não seja sócio. Art. 1.061 do CC: A designação de administradores não sócios dependerá de aprovação da unanimidade dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e de 2/3 (dois terços), no mínimo, após a integralização. A designação de administradores não sócios dependerá da aprovação de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e da aprovação de titulares de quotas correspondentes a mais da metade do capital social, após a integralização. Art. 1.063 do CC: O exercício do cargo de administrador cessa pela destituição, em qualquer tempo, do titular, ou pelo término do prazo se, fixado no contrato ou em ato separado, não houver recondução. § 1º Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato, sua destituição somente se opera pela aprovação de titulares de quotas correspondentes a mais da metade do capital social, salvo disposição contratual diversa. Art. 1.071 do CC: Dependem da deliberação dos sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: [...] II - a designação dos administradores, quando feita em ato separado; III - a destituição dos administradores; [...] Art. 1.076 do CC: Ressalvado o disposto no art. 1.061, as deliberações dos sócios serão tomadas: [...] II - pelos votos correspondentes a mais de metade do capital social, nos casos previstos nos incisos II, III, IV, V, VI e VIII do art. 1.071; III - pela maioria de votos dos presentes, nos demais casos previstos na lei ou no contrato, se este não exigir maioria mais elevada.[...] SOCIEDADE LIMITADA Deliberações do Sócios MATÉRIAS E QUORUM DE APROVAÇÃO “Maioria Simples” (50% + 1 dos sócios presentes) “Maioria Absoluta” ou “Mais da Metade do Capital Social” (50% + 1 do capital social) 2/3 dos sócios Unanimidade Transformação de LTDA e S.A. (Art. 1.114 CC) Art. 1.114. A transformação depende do consentimento de todos os sócios, salvo se prevista no ato constitutivo, caso em que o dissidente poderá retirar-se da sociedade, aplicando-se, no silêncio do estatuto ou do contrato social, o disposto no art. 1.031. Mudança de nacionalidade (Art. 1.127 CC) Art. 1.1.27. Não haverá mudança de nacionalidade de sociedade brasileira sem o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. Art. 1.071 do CC: Dependem da deliberação dos sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: I - a aprovação das contas da administração; II - a designação dos administradores, quando feita em ato separado; III - a destituição dos administradores; IV - o modo de sua remuneração, quando não estabelecido no contrato; V - a modificação do contrato social; VI - a incorporação, a fusão e a dissolução da sociedade, ou a cessação do estado de liquidação; VII - a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas; VIII - o pedido de concordata. Art. 1.076 do CC: Ressalvado o disposto no art. 1.061, as deliberações dos sócios serão tomadas (Redação dada pela Lei nº 13.792, de 2019) I - pelos votos correspondentes, no mínimo, a três quartos do capital social, nos casos previstos nos incisos V e VI do art. 1.071 (revogado Lei 14.451/2022) II - pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social, nos casos previstos nos incisos II, III, IV, V, VI e VIII do caput do art. 1.071 deste Código; (Redação dada pela Lei nº 14.451, de 2022) III - pela maioria de votos dos presentes, nos demais casos previstos na lei ou no contrato, se este não exigir maioria mais elevada. Art. 1.061 do CC: A designação de administradores não sócios dependerá da aprovação de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e da aprovação de titulares de quotas correspondentes a mais da metade do capital social, após a integralização. REUNIÃO E ASSEMBLEIA DE SÓCIOS Reunião x Assembleia Assembleia obrigatória para LTDA com mais de 10 sócios e opcional para de menor número de sócios Assembleia possui normas disciplinadoras mais rígidas, enquanto Reunião é mais flexível e disciplinada por meio do contrato social. NÃO pode violar direito dos sócios. Normas de assembleia se aplicam à reunião nos casos omissos no contrato social (Art. 1.079) Decisão vincula todos os sócios ausentes ou dissidentes Também vinculam seus administradores e a sociedade Art. 1.072 do CC: As deliberações dos sócios, obedecido o disposto no art. 1.010, serão tomadas em reunião ou em assembléia, conforme previsto no contrato social, devendo ser convocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato. §1º A deliberação em assembleia será obrigatória se o número dos sócios for superior a dez. §2º Dispensam-se as formalidades de convocação previstas no § 3 o do art. 1.152, quando todos os sócios comparecerem ou se declararem, por escrito, cientes do local, data, hora e ordem do dia. §3º A reunião ou a assembléia tornam-se dispensáveis quando todos os sócios decidirem, por escrito, sobre a matéria que seria objeto delas. §4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os administradores, se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social, podem requerer concordata preventiva. §5º As deliberações tomadas de conformidade com a lei e o contrato vinculam todos os sócios, ainda que ausentes ou dissidentes. §6º Aplica-se às reuniões dos sócios, nos casos omissos no contrato, o disposto na presente Seção sobre a assembléia. Art. 1.079 do CC: Aplica-se às reuniões dos sócios, nos casos omissos no contrato, o estabelecido nesta Seção sobre a assembléia, obedecido o disposto no § 1 o do art. 1.072. . NORMAS DISCIPLINADORAS DE ASSEMBLEIA DE SÓCIOS Instalação (Art. 1.074 CC) Primeira convocação ¾ Representação de sócio por outro sócio ou advogado Presidência e Secretaria (Art. 1.075 CC) Escolhidos entre sócios Convocação por edital publicado (Art. 1.152 CC) Dispensada se todos os sócios comparecerem (Art. 1.072, §2º do CC) Art. 1.074 do CC: A assembleia dos sócios instala-se com a presença, em primeira convocação, de titulares de no mínimo três quartos do capital social, e, em segunda, com qualquer número. §1º O sócio pode ser representado na assembleia por outro sócio, ou por advogado, mediante outorga de mandato com especificação dos atos autorizados, devendo o instrumento ser levado a registro, juntamente com a ata. §2º Nenhum sócio, por si ou na condição de mandatário, pode votar matéria que lhe diga respeito diretamente. Art. 1.075 do CC: A assembléia será presidida e secretariada por sócios escolhidos entre os presentes. §1º Dos trabalhos e deliberações será lavrada, no livro de atas da assembléia, ata assinada pelos membros da mesa e por sócios participantes da reunião, quantos bastem à validade das deliberações, mas sem prejuízo dos que queiram assiná-la. §2º Cópia da ata autenticada pelos administradores, ou pela mesa, será, nos vinte dias subseqüentes à reunião, apresentada ao Registro Público de Empresas Mercantis para arquivamento e averbação. §3º Ao sócio, que a solicitar, será entregue cópia autenticada da ata. Art. 1.152 do CC: . Cabe ao órgão incumbido do registro verificar a regularidade das publicações determinadas em lei, de acordo com o disposto nos parágrafos deste artigo. §1º Salvo exceção expressa, as publicações ordenadas neste Livro serão feitas no órgão oficial da União ou do Estado, conforme o local da sede do empresário ou da sociedade, e em jornal de grande circulação. §2º As publicaçõesdas sociedades estrangeiras serão feitas nos órgãos oficiais da União e do Estado onde tiverem sucursais, filiais ou agências. §3º O anúncio de convocação da assembléia de sócios será publicado por três vezes, ao menos, devendo mediar, entre a data da primeira inserção e a da realização da assembléia, o prazo mínimo de oito dias, para a primeira convocação, e de cinco dias, para as posteriores. REUNIÃO E ASSEMBLEIA ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Ordinária Prazo Pauta definida em lei Extraordinária A qualquer momento Pauta aberta Participação e votação à distância Art. 1.078. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano, nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social, com o objetivo de: I - tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o de resultado econômico; II - designar administradores, quando for o caso; III - tratar de qualquer outro assunto constante da ordem do dia. § 1 o Até trinta dias antes da data marcada para a assembléia, os documentos referidos no inciso I deste artigo devem ser postos, por escrito, e com a prova do respectivo recebimento, à disposição dos sócios que não exerçam a administração. § 2 o Instalada a assembléia, proceder-se-á à leitura dos documentos referidos no parágrafo antecedente, os quais serão submetidos, pelo presidente, a discussão e votação, nesta não podendo tomar parte os membros da administração e, se houver, os do conselho fiscal. § 3 o A aprovação, sem reserva, do balanço patrimonial e do de resultado econômico, salvo erro, dolo ou simulação, exonera de responsabilidade os membros da administração e, se houver, os do conselho fiscal. § 4 o Extingue-se em dois anos o direito de anular a aprovação a que se refere o parágrafo antecedente. Art. 1.080-A do CC: O sócio poderá participar e votar a distância em reunião ou em assembleia, nos termos do regulamento do órgão competente do Poder Executivo federal. Parágrafo único. A reunião ou a assembleia poderá ser realizada de forma digital, respeitados os direitos legalmente previstos de participação e de manifestação dos sócios e os demais requisitos regulamentares. SOCIEDADE EM COMUM PRINCIPAIS ASPECTOS Sociedade Não Personificada (Art. 45, 985 e 986 do CC) Para grande maioria da doutrina, abrange o conceito de sociedade de fato (sem CS escrito) ou irregular (não registrada) Sociedade de pessoas Empresária ou simples Cuidado com Art. 983 do CC que trata de sociedade empresárias personificadas “Patrimonio Especial” destinado à finalidade negocial da Sociedade Responsabilidade solidária e ilimitada A validade do CS não depende de forma especial, mas sua eficácia perante terceiros sim seja para fins de (i) prova perante terceiros ou (ii) aquisição de personalidade SUBTÍTULO I Da Sociedade Não Personificada CAPÍTULO I Da Sociedade em Comum Art. 986 do CC: Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples. Art. 987 do CC: Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. Art. 988 do CC: Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum. Art. 989 do CC: Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer. Art. 990 do CC: Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade. . SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO (SCP) PRINCIPAIS ASPECTOS Sócio ostensivo de responsabilidade ilimitada pelas obrigações sociais Sócio participante contribui para formação do patrimônio especial Sociedade que só existe entre os sócios Não se relacionada com ninguém Maior parte da doutrina entende não ter natureza jurídica de sociedade Não tem PJ nem é sequer um centro de imputação de interesses É sócios ostensivo o único a agir na busca do propósito social O patrimônio especial (Art. 994) não pertence em comum aos sócios. Diferentemente da Sociedade em Comum (Art. 988) Sociedade Não Personificada (Art. 45, 985 e 993 do CC) Não depende de forma especial (Art. 992) Não possui nome empresarial “Patrimonio Especial” destinado à finalidade negocial da Sociedade só produz efeitos perante os sócios Não tem sede Sociedade de pessoas, podendo assumir características de sociedade de capital (ajuste de livre transferência) Empresária ou simples Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados correspondentes. Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e, exclusivamente perante este, o sócio participante, nos termos do contrato social. Art. 992. A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito. Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade. Parágrafo único. Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos negócios sociais, o sócio participante não pode tomar parte nas relações do sócio ostensivo com terceiros, sob pena de responder solidariamente com este pelas obrigações em que intervier. Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio ostensivo, patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais. § 1º A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos sócios. § 2º A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário. § 3º Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às normas que regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido. Art. 995. Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais. Art. 996. Aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no que com ela for compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua liquidação rege-se pelas normas relativas à prestação de contas, na forma da lei processual. Parágrafo único. Havendo mais de um sócio ostensivo, as respectivas contas serão prestadas e julgadas no mesmo processo.