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Profº Heverton Colaço Esp. Em Oncologia MSc Em Patologia A administração de medicamentos é o processo de preparo e introdução de medicamentos no organismo humano, visando obter efeitos terapêuticos. Todo medicamento administrado deve estar prescrito e toda prescrição deve ser assinada e carimbada pelo médico responsável; Não administrar medicamentos que forem preparados por outrem; Certificar-se quantas vezes for necessário, se a prescrição pertence àquele paciente e se corresponde exatamente ao que foi prescrito; Nunca administrar medicamentos sem rótulo; Esclarecer toda e qualquer dúvida a respeito do medicamento a ser administrado; Questionar com o médico sobre qualquer dúvida a respeito dos efeitos de determinado medicamento: negar-se a administrar se tiver certeza de que aquele medicamento não se adéqua ao tratamento; REGRA DOS TREZE CERTOS MATERIAIS PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Copinho Protetor Ponta perfurante Injetor Lateral Conector Regulador de Fluxo MICRO MACRO 1- Calcule o número aproximado de gotas para que uma prescrição com um volume de 350 ml seja infundida em 24 horas. 2- E se nesta unidade de saúde, houver apenas microfix? Qual o gotejamento para correr 350 ml em 24 h? 3- Calcule um volume de 150 ml em 25 minutos em equipo de microgotas. VAMOS EXERCITAR - Utilizado em infusão de soluções com volumes que variam entre 25 e 150ml - Infusões que duram, geralmente, entre 15 minutos e 1hora. - Indicados para dois grupos de infusão: infusões de fármacos diluídos em volume maior que 20ml e/ou infusões lentas (com tempo de infusão maior que 10minutos). - Muito usados em CTI, neonatologia, pediatria, e na administração de alguns antibióticos. Equipo câmara graduada SF 0,9% SG a 5% Ringer Lactato (solução de eletrólitos) - A solução de ringer com lactato de sódio é composta de cloreto de sódio, cloreto de cálcio, cloreto de potássio e lactato de sódio, diluídos em água para injeção. Exceto pela presença de lactato e pela ausência de bicarbonato, a composição dessa solução aproxima-se estreitamente daquela dos líquidos extracelulares. ASSEPSIA: é o conjunto de medidas adotadas para impedir a introdução de agentes patogênicos no organismo. ANTISSEPSIA: consiste na utilização de produtos (microbicidas ou microbiostáticos) sobre a pele ou mucosa com o objetivo de reduzir os micro-organismos em sua superfície. (ANVISA Uso de EPIs Desinfecção da bancada Desinfecção das ampolas Via de administração parenteral Via de administração enteral Via de administração tópica A via de escolha depende de suas propriedades e do efeito desejado, assim como das condições físicas e mentais do paciente É o método mais simples e econômico e envolve a absorção através do trato gastrintestinal (TGI). O medicamento pode ser absorvido em qualquer nível do TGI, desde a boca (sublinguais) até o intestino grosso (supositórios). Vantagens: - Tem baixo custo; - Simples, o que permite a auto-administração; - Não possui efeitos invasivos. Desvantagens: - Sabor desagradável de algumas medicações; - Pode provocar náuseas e vômitos; - Podem irritar a mucosa gástrica; - Podem diminuir o apetite; - Contra-indicada em pacientes inconscientes; - Risco de aspiração - Seu efeito não pode ser controlado após a administração. Cuidados gerais - Dar o medicamento na mão do paciente ou se ele não puder tomar sozinho, auxiliá-lo no que for necessário; - Não permitir que outro paciente ministre medicamentos a outros pacientes; - Explicar ao paciente a ação do medicamento; - Retirar os comprimidos do frasco com o auxílio da própria tampa ou uma gaze limpa, nunca deixá-los entrar em contato direto com as mãos; - Permanecer próximo ao paciente até este ter tomado o medicamento. Técnica - Lavar as mãos; - Dar água para que o paciente possa enxaguar a boca; - Colocar a medicação sob a língua do paciente; - O cliente deve permanecer com o medicamento sob a língua até a sua absorção total; - Nesse período, o cliente não deve conversar nem ingerir líquido ou alimentos. -Bandeja ou cuba rim contendo: -Supositório sobre uma gaze; -Luvas; -Lubrificante hidrosslúvel; -Papel higiênico É utilizada quando se deseja uma ação mais imediata da droga ou quando outras vias não estão indicadas. Consiste em injetar um medicamento nos tecidos corporais - Via intradérmica (ID) - Via subcutânea (SC) - Via intramuscular (IM) - Via endovenosa (EV ou IV) Vantagens: - Meio de administração quando a via oral é contraindicada; - Absorção mais rápida e completa; - Maior precisão sobre a dose necessária; - Resultados mais seguros; Desvantagens: - Dor; - Custo; - Contraindicadas em pacientes com tendências a sangramento; - Complicações locais (danos teciduais); - Risco de infecção; - Reações colaterais mais rápidas. Características - É a administração dos princípios ativos entre a derme e a epiderme; - Usado para testes de sensibilidade a alérgenos e tuberculíneos, imunização (BCG) e colocação de contraceptivos de longa duração; - O volume a ser aplicado varia de 0,1 ml a 0,5 ml; - As principais complicações são infecções inespecíficas, necrose tecidual e reações alérgicas exacerbadas. Locais de aplicação: - Parte interna do antebraço; - Parte superior das costas (região escapular); - Inserção inferior do deltóide direito (BCG). Devem ser pouco pigmentadas, estar livre de lesões e ter relativamente poucos pelos. Técnica de aplicação - Distender a pele com o auxilio dos dedos polegar e indicador; - Segurar a seringa com a ponta dos dedos dominantes, mantendo o bisel para cima; - Introduzir suavemente 1/ 3 (2 mm) da agulha (13 x 4,5; 10 x 5; 10 x 6; 15 x 5; 15 x 6) em um ângulo de 5 a 15º; - Se houver a presença de sangue, reiniciar o procedimento; - Identificar a formação da pápula; - Não massagear nem fazer compressas no local da aplicação. Características: - Também chamada hipodérmica, é todo tecido situado entre a epiderme e o tecido muscular, sendo possível delimitá-lo através da prega cutânea, portanto é de fácil utilização; - Apresenta absorção contínua e segura, porém mais lenta quando comparada a IM; - Ideal para administração de insulina, anticoagulantes e vacinas. - Administrar entre 0,5 e 1,0 ml de medicamentos hidrossolúveis. Locais de aplicação: - Face posterior externa dos braços; - Região abdominal (peri-umbilical); - Face anterior das coxas; - Regiões glútea dorsal superior; - Região supra-escapular e infra-escapular. Técnica: - Fazer prega cutânea e introduzir a agulha (13 x 4,5; 13 X 4,8) num ângulo de 90º (seringa 1 ml ou 3 ml); - Não massagear a região após a administração. Características: - É a injeção do medicamento no interior do músculo; - Comporta quantidades maiores de líquidos (volume igual ou inferior a 4 ml, ideal 3 ml); - Seringa: 3 ou 5 ou 10 ml; - Podem ser administradas substâncias irritantes, de difícil absorção, como metais pesados, medicamentos oleosos e demais substâncias consideradas consistentes; - Possui grande área de absorção, sendo uma via muito eficiente para administração de medicamentos de rápido inicio de ação, porém não imediata; Possui um risco maior de lesão de vasos e nervos, fibrose, nódulos, atrofia, abscessos, ulceração ou necrose tecidual, inflamações, infecções inespecíficas e paralisia dos músculos do membro superior. Seleção do local da aplicação: - Distância em relação a vasos e nervos importantes; - Musculatura desenvolvida para absorver o medicamento; - Volume de medicamento a ser administrado; - Idade do paciente; - Atividade do paciente; - Espessura do tecido adiposo; - Evitar tecido cicatricial ou endurecido. Agulha: - 25 x 6 (crianças); - 25 x 7; - 25 x 8; - 30 x 7; - 30 x 8 Faixa etária Espessura subcutânea Solução aquosa Solução oleosa ou suspensãoAdulto Magro Normal Obeso 25 x 7 30 x 7 40 x 7 25 x 8 30 x 8 40 x 8 Criança Magro Normal Obeso 20 x 6 25 x 7 30 x 7 20 x 7 30 x 8 40 x 8 • Desvantagens: grande sensibilidade, pequena quantidade de liquido injetado e complicações. • Indicada apenas para administração de vacinas, pequenos volumes e quando outras áreas estiverem inacessíveis http://2.bp.blogspot.com/_r8zLYBTSlNo/TA3B1xQbNjI/AAAAAAAAAK0/HqdHMSfAaIA/s320/gluteo.jpg • Contraindicações: - Crianças dois anos com reduzido desenvolvimento muscular; - Pessoas com atrofia dos músculos da região; - Idosos com flacidez e atrofia senil; - Pessoas com insuficiência e complicações vasculares dos MMII. http://2.bp.blogspot.com/_r8zLYBTSlNo/TA3B1xQbNjI/AAAAAAAAAK0/HqdHMSfAaIA/s1600/gluteo.jpg - Região livre de estruturas anatômicas importantes; - O posicionamento dos feixes musculares previne o deslizamento do medicamento em direção ao nervo ciático; - Aplica-se a injeção no centro do triângulo formado pelos dedos indicador e médio quando o primeiro é colocado na espinha ilíaca antero-superior e o segundo na crista ilíaca; - Região indicada para qualquer faixa etária, especialmente crianças, idosos e indivíduos magros; - O paciente pode ser posicionado em decúbito dorsal, lateral, ventral ou sentado. - Desvantagem: apreensão dos profissionais de saúde pelo pouco uso deste local. Região ventroglútea (Hocchstetter) - - Local seguro por ser livre de vasos sangüíneos ou nervos importantes nas proximidades; - - Absorção rápida do fármaco; - - Apresenta grande massa muscular; - - Proporciona melhor controle de pessoas agitadas ou crianças chorosas; - - Fácil acesso, tanto para o profissional, como para o próprio paciente que dela poderá utilizar-se sozinho. http://4.bp.blogspot.com/_r8zLYBTSlNo/TA3DMcFLRXI/AAAAAAAAALE/gwV5u5jkJPk/s320/vasto+lateral.jpg http://4.bp.blogspot.com/_r8zLYBTSlNo/TA3DMcFLRXI/AAAAAAAAALE/gwV5u5jkJPk/s1600/vasto+lateral.jpg Técnica de Aplicação - Lavar as mãos - Com o material previamente preparado, colocar a bandeja sobre a mesa de cabeceira; - Orientar o paciente sobre o que será feito, preparando-o psicologicamente; - Escolher local de aplicação. - Posicionar o paciente de forma confortável e segura. - Fazer antissepsia. - Segurando a bola de algodão entre os dedos da mão esquerda, retirar o protetor da agulha; - Com os dedos indicador e polegar fazer uma prega mais profunda; - Introduzir toda a agulha (25 x 7,0) em angulo de 90º, perpendicular ao músculo. - Soltar o músculo e puxar o embolo; - Se houver retorno de sangue, retirar a seringa, comprimir o local e realizar nova punção; - Apos injetar lentamente a solução, retirar a agulha; - Observar reações no paciente antes e depois da aplicação; - Levar todo o material à sala de serviço e desprezar agulha e seringa, sem desconectar ou reencapar a agulha, em recipiente próprio para material perfuro cortante; - Limpar e desinfetar a bandeja, deixando, o ambiente em ordem; - Checar no prontuário o medicamento administrado e anotar possíveis reações observadas. Técnica em Z ou Trilha em Z - Técnica utilizada para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória; - Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea; - Segurar a pele esticada durante a aplicação com o dedo indicador para que após a retirada da agulha a inserção inicial mude de lugar evitando extravasamentos e melhor distribuição da medicação. Características: - É a introdução de um medicamento e/ ou grandes volumes diretamente na luz do vaso; - Ideal para grandes quantidades de líquidos, e, principalmente, quando se pretende uma ação imediata do medicamento; - É necessária a vigilância quanto à entrada de bolhas de ar e é contra-indicada a infusão de substâncias oleosas (as vitaminas lipossolúveis devem ser administradas por via intramuscular ou diluídas nas NPTs); - É importante a observação da infusão do liquido para evitar a infiltração ou a obstrução por coágulos; - Observar possíveis reações ao medicamento (alergias, flebites, prurido etc.). Suspender imediatamente e informar ao médico assistente; São disponíveis no mercado os números: 19G, 21G, 23G, 25G e 27G CALIBRE RELAÇÃO FLUENCIA DE ÁGUA 24G 20ml/min. 22G 33ml/min. 20G 54ml/min. 18G 80ml/min. 16G 180ml/min. 14G 270ml/min. ATENÇÃO Uso ocular -Puxar delicadamente a pálpebra para baixo, usando o dedo indicador; -Pingar o colírio sem encostar o aplicador ao olho; -Usar as quantidades prescritas; -Em caso de conjuntivite: usar luvas. Uso nasal -Limpar o nariz e enxugá-lo com um lenço de papel. Ou aspirar, em presença de muita secreção nasal; -Inclinar a cabeça para trás e administrar a medicação; -Não encostar o aplicador dentro do nariz; -Continuar com a cabeça inclinada para trás durante alguns segundos; -Voltar a posição normal e solicitar que o paciente inspire profundamente 2 a 3 vezes; Uso vaginal -Remover o medicamento da embalagem; -Colocar o mesmo no aplicador; -Posicionar a paciente em posição ginecológica; -Segurar o aplicador horizontalmente e introduzi-lo na vagina, tão profundamente quanto possível, sem fazer força; -Empurrar o embolo do aplicador lentamente; -Lavar o aplicador. GIOVANI, A. M. M. Enfermagem: Cálculo e administração de medicamentos. 13ª ed. São Paulo: Editora Rideel, 2011. PINTO, R. H. Manual de procedimentos técnicos na arte do cuidar e assistir. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2008. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. SOUZA, V. H. S. de; MOZACHI, N. O Hospital – Manual do Ambiente Hospitalar. 5ª ed. Curitiba: Editora Manual Real LTDA, 2006. Slide 1: PREPARO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Slide 2: INTRODUÇÃO Slide 3: NORMAS BÁSICAS PARA UMA ADMINISTRAÇÃO SEGURA Slide 4: REGRA DOS TREZE CERTOS Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17: SOLUÇÕES Slide 18: CONCEITOS Slide 19: IMPORTANTE Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24: VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Slide 25: VIA DE ADMINISTRAÇÃO ENTERAL Slide 26 Slide 27: VIA ORAL Slide 28: VIA SUBLINGUAL Slide 29: VIA RETAL Slide 30: VIA DE ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL Slide 31: VIA DE ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL Slide 32: VIA INTRADÉRMICA – ID Slide 33: VIA INTRADÉRMICA – ID Slide 34: VIA INTRADÉRMICA – ID Slide 35: VIA SUBCUTÂNEA – SC Slide 36: VIA SUBCUTÂNEA – SC Slide 37: VIA SUBCUTÂNEA – SC Slide 38: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 39: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 40 Slide 41 Slide 42: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 43: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 44: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 45: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 46 Slide 47: VIA INTRAMUSCULAR – IM Slide 48: VIA ENDOVENOSA – EV OU IV Slide 49 Slide 50: DISPOSITIVOS PARA PUNÇÃO Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54: MULTIVIA OU DANULA Slide 55: TÉCNICA Slide 56 Slide 57: VIA DE ADMINISTRAÇÃO TÓPICA Slide 58: REFERÊNCIAS