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Avaliação (quiz) do Módulo VIII — Cálculo e Planejamento Previdenciário: questões sobre RMI do auxílio‑acidente, Salário de Benefício, diferenças entre acidentes de trabalho e comuns e efeitos de revisões administrativas; apresenta feedback, pontuação e referências.

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Questões resolvidas

A Renda Mensal Inicial (RMI) do auxílio-acidente é fixada com base no Salário de Benefício (SB) e não está sujeita aos mesmos critérios de reajustes aplicáveis a outros benefícios previdenciários, como aposentadorias. Como o auxílio-acidente é um benefício indenizatório, ele não acompanha automaticamente os reajustes anuais do salário mínimo, tampouco é atualizado com base em índices inflacionários aplicados aos benefícios substitutivos de renda. No entanto, o valor do auxílio-acidente pode ser afetado em algumas situações específicas, tais como a concessão de aposentadoria ou eventuais revisões administrativas que impactem o SB.
Considerando os fatores de atualização e reajustes que podem impactar a RMI do auxílio-acidente, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação em que a RMI do auxílio-acidente poderá ser afetada ou revisada.
a. A RMI do auxílio-acidente será reajustada automaticamente sempre que houver aumento no valor do salário-mínimo, para evitar defasagem do benefício.
b. A RMI do auxílio-acidente será ajustada caso o segurado passe a receber o benefício da aposentadoria por invalidez, com acúmulo dos valores para garantir manutenção da renda.
c. A RMI do auxílio-acidente pode ser recalculada em decorrência de revisão administrativa do SB, aplicando o novo valor à fração do auxílio-acidente.
d. A RMI do auxílio-acidente será atualizada anualmente com base no índice de inflação, conforme aplicado aos benefícios previdenciários em geral.
e. A RMI do auxílio-acidente pode ser reajustada apenas quando houver revisão dos índices de risco da atividade exercida pelo segurado, afetando o percentual da RMI.

Considerando as diferenças na RMI de benefícios acidentários comuns e de trabalho, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação em que o tipo de acidente influencia o valor da RMI do auxílio-acidente.
Os benefícios acidentários têm diferenças importantes quanto ao cálculo e concessão da Renda Mensal Inicial (RMI) dependendo se o acidente é de natureza comum ou acidentária (de trabalho). Para ambos os casos, o auxílio-acidente é calculado a partir do Salário de Benefício (SB), que se baseia na média dos maiores salários de contribuição. No entanto, os acidentes de trabalho podem envolver adicionais compensatórios vinculados a atividades de risco, refletindo-se em alguns casos no valor do SB.
a. Um segurado que sofreu acidente de trabalho poderá ter uma RMI superior, pois o cálculo do SB inclui o adicional de periculosidade quando se refere a atividades de risco.
b. Um segurado com acidente de trabalho sempre terá uma RMI maior do que em um acidente comum, pois todos os benefícios acidentários de trabalho incluem o adicional de insalubridade.
c. Um segurado com acidente comum poderá ter uma RMI maior, pois o cálculo do SB é independente de adicionais de risco ou insalubridade.
d. Um segurado que sofreu acidente de qualquer natureza terá o mesmo valor de RMI, pois o cálculo do auxílio-acidente não diferencia a origem do acidente.
e. Um segurado que sofreu um acidente fora do ambiente de trabalho terá RMI reduzida em função do limite de cálculo sobre a média dos salários de contribuição dos últimos 12 meses.

Com base nas diferenças entre acidentes comuns e acidentes de trabalho, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação prática em que a natureza do acidente influencia os direitos do segurado.
Acidentes comuns e acidentes de trabalho diferem tanto nos critérios para concessão de benefícios quanto nas obrigações previdenciárias e trabalhistas associadas. Um acidente de trabalho, por exemplo, pode envolver adicional de periculosidade, recolhimento do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) e garantia de estabilidade ao empregado após o retorno às atividades.
a. Um trabalhador que sofre uma queda durante as férias e desenvolve sequelas permanentes terá direito ao auxílio-acidente e à estabilidade, pois o benefício é concedido para qualquer acidente que reduza a capacidade de trabalho.
b. Um operador de máquinas que sofreu uma lesão no local de trabalho e apresenta incapacidade parcial terá direito à estabilidade e ao recolhimento de SAT pelo empregador, mesmo que o acidente tenha ocorrido em uma atividade de risco não prevista em contrato.
c. Um atendente que sofreu acidente ao deslocar-se para o trabalho e ficou com sequelas parciais terá direito ao auxílio-acidente, mas sem estabilidade no emprego, pois não se trata de um acidente no local de trabalho.
d. Um trabalhador autônomo que sofreu um acidente durante a realização de tarefas em uma empresa terá direito à estabilidade e ao auxílio-acidente, mesmo sem vínculo empregatício, devido à relação direta com o ambiente de trabalho.
e. Um vendedor que sofreu um acidente doméstico com sequelas que reduziram sua capacidade laboral será coberto pelo auxílio-acidente e recolhimento de SAT, desde que retorne ao trabalho em cargo compatível.

A respeito da identificação de estratégias de planejamento previdenciário para otimizar o benefício futuro, assinale a alternativa que representa uma escolha estratégica que pode resultar em uma aposentadoria mais vantajosa para o segurado, considerando a legislação previdenciária vigente.
A identificação de estratégias no planejamento previdenciário é essencial para que o segurado possa otimizar o benefício futuro. Esse processo inclui a análise do histórico contributivo e das características pessoais e profissionais do segurado, permitindo escolhas que maximizem o valor da aposentadoria.
a. Recalcular a média das contribuições feitas pelo segurado, priorizando os valores de salários de contribuição mais altos, com o objetivo de melhorar a Renda Mensal Inicial (RMI) sem considerar possíveis períodos de baixa contribuição.
b. Antecipar o pedido de aposentadoria com base no tempo mínimo de contribuição, visando evitar as futuras mudanças na legislação que poderiam reduzir o valor do benefício.
c. Realizar uma análise detalhada dos períodos trabalhados em atividades especiais para verificar a viabilidade de conversão para tempo comum, possibilitando uma antecipação na data da aposentadoria.
d. Realizar contribuições adicionais facultativas em valor mínimo, somando tempo de contribuição para aumentar o período total e garantir o acesso ao benefício de aposentadoria por idade.
e. Solicitar a revisão dos vínculos empregatícios e períodos contributivos com o objetivo de identificar possíveis lacunas e, se necessário, realizar a complementação de valores que aumentem o cálculo do benefício.

Com base nas mudanças no cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) após a Emenda Constitucional 103/2019, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação de aplicação dessa nova regra para o cálculo da aposentadoria.
Com a Emenda Constitucional 103/2019, o cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) sofreu mudanças significativas para os novos requerimentos de aposentadoria. A EC 103/19 passou a considerar todos os salários de contribuição do segurado no cálculo do Salário de Benefício (SB), ao invés de usar apenas os 80% maiores valores, como era feito anteriormente.
a. Após a EC 103/19, a média salarial considera exclusivamente os 60% maiores salários de contribuição ao longo de toda a vida contributiva do segurado, evitando uma redução acentuada no valor final da RMI.
b. O cálculo da RMI, com as novas regras, estabelece que segurados com menos de 20 anos de contribuição terão como RMI uma média salarial reduzida a 40% do Salário de Benefício (SB).
c. A média aritmética simples dos salários de contribuição, após a EC 103/19, é multiplicada por um percentual que varia a partir de 60% e aumenta conforme o tempo de contribuição, atingindo até 100% para homens com 40 anos de contribuição.
d. Após a EC 103/19, o cálculo do SB passou a desconsiderar o salário mínimo como piso para os valores de benefício, aplicando a média total dos salários sem qualquer ajuste proporcional.
e. Com as novas regras da EC 103/19, a RMI sempre será equivalente ao valor integral do SB, desde que o segurado tenha contribuído por, no mínimo, 30 anos, sem necessidade de multiplicadores proporcionais.

A legislação previdenciária brasileira classifica os agentes prejudiciais à saúde em categorias de agentes físicos, químicos e biológicos. Cada tipo de agente possui critérios específicos de intensidade e frequência de exposição para a concessão da aposentadoria especial.
Considerando o enquadramento dos agentes prejudiciais e a legislação de aposentadoria especial, é correto afirmar que:
a. O segurado pode requerer a aposentadoria especial após 25 anos de contribuição, pois a exposição a microrganismos patogênicos é considerada insalubre e não exige comprovação de contato contínuo.
b. Somente a exposição aos agentes químicos, como benzeno e formaldeído, qualifica o segurado para a aposentadoria especial, já que o contato com agentes biológicos deve ocorrer de forma constante e em nível hospitalar para ser considerado insalubre.
c. O segurado pode ter direito à aposentadoria especial, desde que comprove, por meio do PPP, a exposição contínua e habitual aos agentes químicos listados, independentemente do contato esporádico com agentes biológicos.
d. Para a concessão da aposentadoria especial, é necessário que o segurado comprove contato direto e contínuo com agentes biológicos durante toda a jornada de trabalho, uma vez que a exposição eventual não é suficiente para o enquadramento.
e. A exposição eventual a agentes biológicos, como os microrganismos no laboratório, qualifica o trabalhador automaticamente para a aposentadoria especial, não havendo necessidade de comprovar a presença de agentes químicos no ambiente de trabalho.

O Período Básico de Cálculo (PBC) para o cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição define-se como o intervalo de tempo que serve de base para a apuração do salário de benefício.
Considerando o conceito de Período Básico de Cálculo (PBC) e a legislação previdenciária atual, avalie qual das alternativas apresenta corretamente as condições para a apuração do salário de benefício de um segurado que tenha iniciado suas contribuições antes da Reforma da Previdência (EC 103/19) e continue ativo após sua vigência.
a. O PBC deve considerar todas as contribuições do segurado ao longo de sua vida laboral, desconsiderando contribuições realizadas antes da EC 103/19 para evitar distorções no valor do benefício.
b. Para segurados que tenham iniciado suas contribuições antes da Reforma, o cálculo do PBC ainda permite o descarte de 20% das contribuições de menor valor, embora se considere todas as contribuições após a Reforma.
c. Com a EC 103/19, o cálculo do PBC abrange todas as contribuições do segurado, sem a possibilidade de descarte de valores de contribuição, aplicando o fator previdenciário ao salário de benefício final em qualquer caso.
d. O cálculo do PBC para segurados com contribuições antes e após a EC 103/19 considera todas as contribuições sem descarte de valores, salvo se o segurado optar por utilizar o tempo contributivo pré-reforma sob o fator previdenciário.
e. Para segurados que tenham iniciado contribuições antes da Reforma, a legislação atual impõe a inclusão de todas as contribuições, sem descarte, sendo o valor final ajustado pelo fator previdenciário, caso o tempo de contribuição não atenda à idade mínima.

As regras para concessão dos benefícios por incapacidade no regime previdenciário brasileiro diferenciam-se conforme a natureza do benefício, podendo ser de origem comum ou acidentária.
Considerando as regras específicas aplicáveis aos benefícios comuns e acidentários no regime de previdência social, assinale a alternativa correta que descreve um aspecto distintivo desses benefícios.
a. Para benefícios acidentários, o INSS exige uma carência mínima de 12 contribuições, enquanto para benefícios comuns, a carência mínima é reduzida para seis meses de contribuição, desde que a incapacidade tenha sido comprovada por laudo pericial.
b. Nos benefícios acidentários, o cálculo do valor do benefício considera uma média de 100% das contribuições do segurado, enquanto nos benefícios comuns, excluem-se as 20% menores contribuições do histórico do segurado.
c. Apenas os benefícios acidentários permitem que o segurado continue recebendo o benefício durante o período de reabilitação para uma nova função, independentemente de ser incapacidade total ou parcial para a função atual.
d. O benefício acidentário permite que o segurado mantenha o direito ao recolhimento do FGTS enquanto estiver afastado, diferentemente do benefício comum, que suspende esse direito.
e. Para o benefício comum, o valor do benefício é calculado com base nos 12 últimos salários de contribuição, enquanto, para o benefício acidentário, considera-se uma média das contribuições realizadas nos últimos cinco anos.

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Questões resolvidas

A Renda Mensal Inicial (RMI) do auxílio-acidente é fixada com base no Salário de Benefício (SB) e não está sujeita aos mesmos critérios de reajustes aplicáveis a outros benefícios previdenciários, como aposentadorias. Como o auxílio-acidente é um benefício indenizatório, ele não acompanha automaticamente os reajustes anuais do salário mínimo, tampouco é atualizado com base em índices inflacionários aplicados aos benefícios substitutivos de renda. No entanto, o valor do auxílio-acidente pode ser afetado em algumas situações específicas, tais como a concessão de aposentadoria ou eventuais revisões administrativas que impactem o SB.
Considerando os fatores de atualização e reajustes que podem impactar a RMI do auxílio-acidente, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação em que a RMI do auxílio-acidente poderá ser afetada ou revisada.
a. A RMI do auxílio-acidente será reajustada automaticamente sempre que houver aumento no valor do salário-mínimo, para evitar defasagem do benefício.
b. A RMI do auxílio-acidente será ajustada caso o segurado passe a receber o benefício da aposentadoria por invalidez, com acúmulo dos valores para garantir manutenção da renda.
c. A RMI do auxílio-acidente pode ser recalculada em decorrência de revisão administrativa do SB, aplicando o novo valor à fração do auxílio-acidente.
d. A RMI do auxílio-acidente será atualizada anualmente com base no índice de inflação, conforme aplicado aos benefícios previdenciários em geral.
e. A RMI do auxílio-acidente pode ser reajustada apenas quando houver revisão dos índices de risco da atividade exercida pelo segurado, afetando o percentual da RMI.

Considerando as diferenças na RMI de benefícios acidentários comuns e de trabalho, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação em que o tipo de acidente influencia o valor da RMI do auxílio-acidente.
Os benefícios acidentários têm diferenças importantes quanto ao cálculo e concessão da Renda Mensal Inicial (RMI) dependendo se o acidente é de natureza comum ou acidentária (de trabalho). Para ambos os casos, o auxílio-acidente é calculado a partir do Salário de Benefício (SB), que se baseia na média dos maiores salários de contribuição. No entanto, os acidentes de trabalho podem envolver adicionais compensatórios vinculados a atividades de risco, refletindo-se em alguns casos no valor do SB.
a. Um segurado que sofreu acidente de trabalho poderá ter uma RMI superior, pois o cálculo do SB inclui o adicional de periculosidade quando se refere a atividades de risco.
b. Um segurado com acidente de trabalho sempre terá uma RMI maior do que em um acidente comum, pois todos os benefícios acidentários de trabalho incluem o adicional de insalubridade.
c. Um segurado com acidente comum poderá ter uma RMI maior, pois o cálculo do SB é independente de adicionais de risco ou insalubridade.
d. Um segurado que sofreu acidente de qualquer natureza terá o mesmo valor de RMI, pois o cálculo do auxílio-acidente não diferencia a origem do acidente.
e. Um segurado que sofreu um acidente fora do ambiente de trabalho terá RMI reduzida em função do limite de cálculo sobre a média dos salários de contribuição dos últimos 12 meses.

Com base nas diferenças entre acidentes comuns e acidentes de trabalho, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação prática em que a natureza do acidente influencia os direitos do segurado.
Acidentes comuns e acidentes de trabalho diferem tanto nos critérios para concessão de benefícios quanto nas obrigações previdenciárias e trabalhistas associadas. Um acidente de trabalho, por exemplo, pode envolver adicional de periculosidade, recolhimento do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) e garantia de estabilidade ao empregado após o retorno às atividades.
a. Um trabalhador que sofre uma queda durante as férias e desenvolve sequelas permanentes terá direito ao auxílio-acidente e à estabilidade, pois o benefício é concedido para qualquer acidente que reduza a capacidade de trabalho.
b. Um operador de máquinas que sofreu uma lesão no local de trabalho e apresenta incapacidade parcial terá direito à estabilidade e ao recolhimento de SAT pelo empregador, mesmo que o acidente tenha ocorrido em uma atividade de risco não prevista em contrato.
c. Um atendente que sofreu acidente ao deslocar-se para o trabalho e ficou com sequelas parciais terá direito ao auxílio-acidente, mas sem estabilidade no emprego, pois não se trata de um acidente no local de trabalho.
d. Um trabalhador autônomo que sofreu um acidente durante a realização de tarefas em uma empresa terá direito à estabilidade e ao auxílio-acidente, mesmo sem vínculo empregatício, devido à relação direta com o ambiente de trabalho.
e. Um vendedor que sofreu um acidente doméstico com sequelas que reduziram sua capacidade laboral será coberto pelo auxílio-acidente e recolhimento de SAT, desde que retorne ao trabalho em cargo compatível.

A respeito da identificação de estratégias de planejamento previdenciário para otimizar o benefício futuro, assinale a alternativa que representa uma escolha estratégica que pode resultar em uma aposentadoria mais vantajosa para o segurado, considerando a legislação previdenciária vigente.
A identificação de estratégias no planejamento previdenciário é essencial para que o segurado possa otimizar o benefício futuro. Esse processo inclui a análise do histórico contributivo e das características pessoais e profissionais do segurado, permitindo escolhas que maximizem o valor da aposentadoria.
a. Recalcular a média das contribuições feitas pelo segurado, priorizando os valores de salários de contribuição mais altos, com o objetivo de melhorar a Renda Mensal Inicial (RMI) sem considerar possíveis períodos de baixa contribuição.
b. Antecipar o pedido de aposentadoria com base no tempo mínimo de contribuição, visando evitar as futuras mudanças na legislação que poderiam reduzir o valor do benefício.
c. Realizar uma análise detalhada dos períodos trabalhados em atividades especiais para verificar a viabilidade de conversão para tempo comum, possibilitando uma antecipação na data da aposentadoria.
d. Realizar contribuições adicionais facultativas em valor mínimo, somando tempo de contribuição para aumentar o período total e garantir o acesso ao benefício de aposentadoria por idade.
e. Solicitar a revisão dos vínculos empregatícios e períodos contributivos com o objetivo de identificar possíveis lacunas e, se necessário, realizar a complementação de valores que aumentem o cálculo do benefício.

Com base nas mudanças no cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) após a Emenda Constitucional 103/2019, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação de aplicação dessa nova regra para o cálculo da aposentadoria.
Com a Emenda Constitucional 103/2019, o cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) sofreu mudanças significativas para os novos requerimentos de aposentadoria. A EC 103/19 passou a considerar todos os salários de contribuição do segurado no cálculo do Salário de Benefício (SB), ao invés de usar apenas os 80% maiores valores, como era feito anteriormente.
a. Após a EC 103/19, a média salarial considera exclusivamente os 60% maiores salários de contribuição ao longo de toda a vida contributiva do segurado, evitando uma redução acentuada no valor final da RMI.
b. O cálculo da RMI, com as novas regras, estabelece que segurados com menos de 20 anos de contribuição terão como RMI uma média salarial reduzida a 40% do Salário de Benefício (SB).
c. A média aritmética simples dos salários de contribuição, após a EC 103/19, é multiplicada por um percentual que varia a partir de 60% e aumenta conforme o tempo de contribuição, atingindo até 100% para homens com 40 anos de contribuição.
d. Após a EC 103/19, o cálculo do SB passou a desconsiderar o salário mínimo como piso para os valores de benefício, aplicando a média total dos salários sem qualquer ajuste proporcional.
e. Com as novas regras da EC 103/19, a RMI sempre será equivalente ao valor integral do SB, desde que o segurado tenha contribuído por, no mínimo, 30 anos, sem necessidade de multiplicadores proporcionais.

A legislação previdenciária brasileira classifica os agentes prejudiciais à saúde em categorias de agentes físicos, químicos e biológicos. Cada tipo de agente possui critérios específicos de intensidade e frequência de exposição para a concessão da aposentadoria especial.
Considerando o enquadramento dos agentes prejudiciais e a legislação de aposentadoria especial, é correto afirmar que:
a. O segurado pode requerer a aposentadoria especial após 25 anos de contribuição, pois a exposição a microrganismos patogênicos é considerada insalubre e não exige comprovação de contato contínuo.
b. Somente a exposição aos agentes químicos, como benzeno e formaldeído, qualifica o segurado para a aposentadoria especial, já que o contato com agentes biológicos deve ocorrer de forma constante e em nível hospitalar para ser considerado insalubre.
c. O segurado pode ter direito à aposentadoria especial, desde que comprove, por meio do PPP, a exposição contínua e habitual aos agentes químicos listados, independentemente do contato esporádico com agentes biológicos.
d. Para a concessão da aposentadoria especial, é necessário que o segurado comprove contato direto e contínuo com agentes biológicos durante toda a jornada de trabalho, uma vez que a exposição eventual não é suficiente para o enquadramento.
e. A exposição eventual a agentes biológicos, como os microrganismos no laboratório, qualifica o trabalhador automaticamente para a aposentadoria especial, não havendo necessidade de comprovar a presença de agentes químicos no ambiente de trabalho.

O Período Básico de Cálculo (PBC) para o cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição define-se como o intervalo de tempo que serve de base para a apuração do salário de benefício.
Considerando o conceito de Período Básico de Cálculo (PBC) e a legislação previdenciária atual, avalie qual das alternativas apresenta corretamente as condições para a apuração do salário de benefício de um segurado que tenha iniciado suas contribuições antes da Reforma da Previdência (EC 103/19) e continue ativo após sua vigência.
a. O PBC deve considerar todas as contribuições do segurado ao longo de sua vida laboral, desconsiderando contribuições realizadas antes da EC 103/19 para evitar distorções no valor do benefício.
b. Para segurados que tenham iniciado suas contribuições antes da Reforma, o cálculo do PBC ainda permite o descarte de 20% das contribuições de menor valor, embora se considere todas as contribuições após a Reforma.
c. Com a EC 103/19, o cálculo do PBC abrange todas as contribuições do segurado, sem a possibilidade de descarte de valores de contribuição, aplicando o fator previdenciário ao salário de benefício final em qualquer caso.
d. O cálculo do PBC para segurados com contribuições antes e após a EC 103/19 considera todas as contribuições sem descarte de valores, salvo se o segurado optar por utilizar o tempo contributivo pré-reforma sob o fator previdenciário.
e. Para segurados que tenham iniciado contribuições antes da Reforma, a legislação atual impõe a inclusão de todas as contribuições, sem descarte, sendo o valor final ajustado pelo fator previdenciário, caso o tempo de contribuição não atenda à idade mínima.

As regras para concessão dos benefícios por incapacidade no regime previdenciário brasileiro diferenciam-se conforme a natureza do benefício, podendo ser de origem comum ou acidentária.
Considerando as regras específicas aplicáveis aos benefícios comuns e acidentários no regime de previdência social, assinale a alternativa correta que descreve um aspecto distintivo desses benefícios.
a. Para benefícios acidentários, o INSS exige uma carência mínima de 12 contribuições, enquanto para benefícios comuns, a carência mínima é reduzida para seis meses de contribuição, desde que a incapacidade tenha sido comprovada por laudo pericial.
b. Nos benefícios acidentários, o cálculo do valor do benefício considera uma média de 100% das contribuições do segurado, enquanto nos benefícios comuns, excluem-se as 20% menores contribuições do histórico do segurado.
c. Apenas os benefícios acidentários permitem que o segurado continue recebendo o benefício durante o período de reabilitação para uma nova função, independentemente de ser incapacidade total ou parcial para a função atual.
d. O benefício acidentário permite que o segurado mantenha o direito ao recolhimento do FGTS enquanto estiver afastado, diferentemente do benefício comum, que suspende esse direito.
e. Para o benefício comum, o valor do benefício é calculado com base nos 12 últimos salários de contribuição, enquanto, para o benefício acidentário, considera-se uma média das contribuições realizadas nos últimos cinco anos.

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Questão 1
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A Renda Mensal Inicial (RMI) do auxílio-acidente é fixada com base no Salário de
Benefício (SB) e não está sujeita aos mesmos critérios de reajustes aplicáveis a outros
benefícios previdenciários, como aposentadorias. Como o auxílio-acidente é um benefício
indenizatório, ele não acompanha automaticamente os reajustes anuais do salário
mínimo, tampouco é atualizado com base em índices inflacionários aplicados aos
benefícios substitutivos de renda. No entanto, o valor do auxílio-acidente pode ser afetado
em algumas situações específicas, tais como a concessão de aposentadoria ou eventuais
revisões administrativas que impactem o SB.
IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 22. ed. Rio de Janeiro:
Impetus, 2021
Considerando os fatores de atualização e reajustes que podem impactar a RMI do auxílio-
acidente, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação em que a RMI do
auxílio-acidente poderá ser afetada ou revisada.
a. A RMI do auxílio-acidente será reajustada automaticamente sempre que houver
aumento no valor do salário-mínimo, para evitar defasagem do benefício.
b. A RMI do auxílio-acidente será ajustada caso o segurado passe a receber o
benefício da aposentadoria por invalidez, com acúmulo dos valores para garantir
manutenção da renda.
c. A RMI do auxílio-acidente pode ser recalculada em decorrência de revisão
administrativa do SB, aplicando o novo valor à fração do auxílio-acidente.
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d. A RMI do auxílio-acidente será atualizada anualmente com base no índice de
inflação, conforme aplicado aos benefícios previdenciários em geral.
e. A RMI do auxílio-acidente pode ser reajustada apenas quando houver revisão dos
índices de risco da atividade exercida pelo segurado, afetando o percentual da
RMI.
Sua resposta está correta.
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A RMI do auxílio-acidente pode ser recalculada em decorrência de revisão administrativa
do SB, aplicando o novo valor à fração do auxílio-acidente.
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Questão 2
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Os benefícios acidentários têm diferenças importantes quanto ao cálculo e concessão da
Renda Mensal Inicial (RMI) dependendo se o acidente é de natureza comum ou
acidentária (de trabalho). Para ambos os casos, o auxílio-acidente é calculado a partir do
Salário de Benefício (SB), que se baseia na média dos maiores salários de contribuição. No
entanto, os acidentes de trabalho podem envolver adicionais compensatórios vinculados a
atividades de risco, refletindo-se em alguns casos no valor do SB. Por outro lado, acidentes
comuns não incluem esses adicionais e, portanto, podem resultar em uma RMI menor,
dependendo do histórico contributivo do segurado. As especificidades do cálculo para
cada tipo de acidente influenciam o valor final do benefício e o tipo de compensação
prevista na legislação previdenciária.
CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito
Previdenciário. 24. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2020.
Considerando as diferenças na RMI de benefícios acidentários comuns e de trabalho,
assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação em que o tipo de acidente
influencia o valor da RMI do auxílio-acidente.
a. Um segurado que sofreu acidente de trabalho poderá ter uma RMI superior,
pois o cálculo do SB inclui o adicional de periculosidade quando se refere a
atividades de risco.
✓
b. Um segurado com acidente de trabalho sempre terá uma RMI maior do que em um
acidente comum, pois todos os benefícios acidentários de trabalho incluem o
adicional de insalubridade.
c. Um segurado com acidente comum poderá ter uma RMI maior, pois o cálculo do SB
é independente de adicionais de risco ou insalubridade.
d. Um segurado que sofreu acidente de qualquer natureza terá o mesmo valor de
RMI, pois o cálculo do auxílio-acidente não diferencia a origem do acidente.
e. Um segurado que sofreu um acidente fora do ambiente de trabalho terá RMI
reduzida em função do limite de cálculo sobre a média dos salários de contribuição
dos últimos 12 meses.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
Um segurado que sofreu acidente de trabalho poderá ter uma RMI superior, pois o cálculo
do SB inclui o adicional de periculosidade quando se refere a atividades de risco.
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Questão 3
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Acidentes comuns e acidentes de trabalho diferem tanto nos critérios para concessão de
benefícios quanto nas obrigações previdenciárias e trabalhistas associadas. Um acidente
de trabalho, por exemplo, pode envolver adicional de periculosidade, recolhimento do
Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) e garantia de estabilidade ao empregado após o
retorno às atividades. Em contraste, um acidente comum, ocorrido fora do ambiente
laboral, não inclui esses direitos específicos, pois não está relacionado diretamente às
condições de trabalho oferecidas pelo empregador. A definição correta da natureza do
acidente é fundamental para determinar o tipo de benefício concedido e as proteções
adicionais ao trabalhador.
GOMES, Leonardo Medeiros. Direito Previdenciário: jurisprudência aplicada e comentada.
São Paulo: Saraiva, 2021.
Com base nas diferenças entre acidentes comuns e acidentes de trabalho, assinale a
alternativa que descreve corretamente uma situação prática em que a natureza do
acidente influencia os direitos do segurado.
a. Um trabalhador que sofre uma queda durante as férias e desenvolve sequelas
permanentes terá direito ao auxílio-acidente e à estabilidade, pois o benefício é
concedido para qualquer acidente que reduza a capacidade de trabalho.
b. Um operador de máquinas que sofreu uma lesão no local de trabalho e
apresenta incapacidade parcial terá direito à estabilidade e ao recolhimento de
SAT pelo empregador, mesmo que o acidente tenha ocorrido em uma atividade
de risco não prevista em contrato.
✓
c. Um atendente que sofreu acidente ao deslocar-se para o trabalho e ficou com
sequelas parciais terá direito ao auxílio-acidente, mas sem estabilidade no
emprego, poisnão se trata de um acidente no local de trabalho.
d. Um trabalhador autônomo que sofreu um acidente durante a realização de tarefas
em uma empresa terá direito à estabilidade e ao auxílio-acidente, mesmo sem
vínculo empregatício, devido à relação direta com o ambiente de trabalho.
e. Um vendedor que sofreu um acidente doméstico com sequelas que reduziram sua
capacidade laboral será coberto pelo auxílio-acidente e recolhimento de SAT, desde
que retorne ao trabalho em cargo compatível.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
Um operador de máquinas que sofreu uma lesão no local de trabalho e apresenta
incapacidade parcial terá direito à estabilidade e ao recolhimento de SAT pelo empregador,
mesmo que o acidente tenha ocorrido em uma atividade de risco não prevista em contrato.
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Questão 4
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A identificação de estratégias no planejamento previdenciário é essencial para que o
segurado possa otimizar o benefício futuro. Esse processo inclui a análise do histórico
contributivo e das características pessoais e profissionais do segurado, permitindo
escolhas que maximizem o valor da aposentadoria. Entre as estratégias estão a decisão
sobre o momento ideal para a aposentadoria, a regularização de períodos de contribuição
faltantes, o ajuste do valor das contribuições, o aproveitamento das regras de transição e a
possível conversão de tempo especial em comum. Cada uma dessas escolhas pode
impactar positivamente o valor do benefício e garantir que o segurado usufrua da melhor
condição previdenciária possível ao se aposentar.
COSTA, R. A.; PEREIRA, F. J. Planejamento previdenciário e estratégias de
aposentadoria no Brasil. São Paulo: Editora Saraiva, 2021.
A respeito da identificação de estratégias de planejamento previdenciário para otimizar o
benefício futuro, assinale a alternativa que representa uma escolha estratégica que pode
resultar em uma aposentadoria mais vantajosa para o segurado, considerando a
legislação previdenciária vigente.
a. Recalcular a média das contribuições feitas pelo segurado, priorizando os valores
de salários de contribuição mais altos, com o objetivo de melhorar a Renda Mensal
Inicial (RMI) sem considerar possíveis períodos de baixa contribuição.
b. Antecipar o pedido de aposentadoria com base no tempo mínimo de contribuição,
visando evitar as futuras mudanças na legislação que poderiam reduzir o valor do
benefício.
c. Realizar uma análise detalhada dos períodos trabalhados em atividades
especiais para verificar a viabilidade de conversão para tempo comum,
possibilitando uma antecipação na data da aposentadoria.
✓
d. Realizar contribuições adicionais facultativas em valor mínimo, somando tempo
de contribuição para aumentar o período total e garantir o acesso ao benefício de
aposentadoria por idade.
e. Solicitar a revisão dos vínculos empregatícios e períodos contributivos com o
objetivo de identificar possíveis lacunas e, se necessário, realizar a
complementação de valores que aumentem o cálculo do benefício.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
Realizar uma análise detalhada dos períodos trabalhados em atividades especiais para
verificar a viabilidade de conversão para tempo comum, possibilitando uma antecipação
na data da aposentadoria.
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Questão 5
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Com a Emenda Constitucional 103/2019, o cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) sofreu
mudanças significativas para os novos requerimentos de aposentadoria. A EC 103/19
passou a considerar todos os salários de contribuição do segurado no cálculo do Salário de
Benefício (SB), ao invés de usar apenas os 80% maiores valores, como era feito
anteriormente. A nova metodologia estabelece que a média aritmética dos salários de
contribuição será multiplicada por um percentual que varia conforme o tempo de
contribuição, partindo de 60% da média para segurados que cumprem o tempo mínimo de
contribuição e aumentando progressivamente em 2% por ano adicional para homens e
mulheres, até um limite de 100%. Essas modificações visaram a tornar o cálculo mais
linear e, em muitos casos, resultaram em valores de benefício inferiores ao método
anterior.
SCHOUERI, Luís Eduardo; RIBEIRO, Felipe Dutra Asensi. Manual de Direito
Previdenciário Contemporâneo. 1ª ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2020.
Com base nas mudanças no cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) após a Emenda
Constitucional 103/2019, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação
de aplicação dessa nova regra para o cálculo da aposentadoria.
a. Após a EC 103/19, a média salarial considera exclusivamente os 60% maiores
salários de contribuição ao longo de toda a vida contributiva do segurado, evitando
uma redução acentuada no valor final da RMI.
b. O cálculo da RMI, com as novas regras, estabelece que segurados com menos de 20
anos de contribuição terão como RMI uma média salarial reduzida a 40% do
Salário de Benefício (SB).
c. A média aritmética simples dos salários de contribuição, após a EC 103/19, é
multiplicada por um percentual que varia a partir de 60% e aumenta conforme
o tempo de contribuição, atingindo até 100% para homens com 40 anos de
contribuição.
✓
d. Após a EC 103/19, o cálculo do SB passou a desconsiderar o salário mínimo como
piso para os valores de benefício, aplicando a média total dos salários sem
qualquer ajuste proporcional.
e. Com as novas regras da EC 103/19, a RMI sempre será equivalente ao valor integral
do SB, desde que o segurado tenha contribuído por, no mínimo, 30 anos, sem
necessidade de multiplicadores proporcionais.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
A média aritmética simples dos salários de contribuição, após a EC 103/19, é multiplicada
por um percentual que varia a partir de 60% e aumenta conforme o tempo de contribuição,
atingindo até 100% para homens com 40 anos de contribuição.
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Questão 6
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A legislação previdenciária brasileira classifica os agentes prejudiciais à saúde em
categorias de agentes físicos, químicos e biológicos. Cada tipo de agente possui critérios
específicos de intensidade e frequência de exposição para a concessão da aposentadoria
especial. A exposição a agentes físicos, como ruído acima dos limites legais, radiação
ionizante ou vibração contínua, é caracterizada pelo efeito cumulativo no organismo. Para
agentes químicos, como substâncias tóxicas (solventes orgânicos, metais pesados), é
essencial a comprovação de contato direto e habitual durante a jornada de trabalho. Já os
agentes biológicos, como microrganismos patogênicos, expõem o trabalhador a riscos de
contaminação e doenças ocupacionais. Documentos como o Perfil Profissiográfico
Previdenciário (PPP) e laudos técnicos são necessários para validar a exposição,
conforme o tipo e a intensidade de cada agente.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda Constitucional n. 103, de 12 de novembro de 2019.
Atualiza o sistema de previdência social e estabelece regras de transição e disposições
transitórias. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 31 out. 2024.
Um técnico de laboratório químico trabalhou por 28 anos em uma empresa farmacêutica
com exposição diária a agentes químicos voláteis, como benzeno e formaldeído, além de
contato eventual com microrganismos patogênicos no ambiente de trabalho.
Considerando o enquadramento dos agentes prejudiciais e a legislação de aposentadoria
especial, é correto afirmar que:
a. O segurado pode requerer a aposentadoriaespecial após 25 anos de contribuição,
pois a exposição a microrganismos patogênicos é considerada insalubre e não
exige comprovação de contato contínuo.
b. Somente a exposição aos agentes químicos, como benzeno e formaldeído, qualifica
o segurado para a aposentadoria especial, já que o contato com agentes biológicos
deve ocorrer de forma constante e em nível hospitalar para ser considerado
insalubre.
c. O segurado pode ter direito à aposentadoria especial, desde que comprove, por
meio do PPP, a exposição contínua e habitual aos agentes químicos listados,
independentemente do contato esporádico com agentes biológicos.
✓
d. Para a concessão da aposentadoria especial, é necessário que o segurado
comprove contato direto e contínuo com agentes biológicos durante toda a jornada
de trabalho, uma vez que a exposição eventual não é suficiente para o
enquadramento.
e. A exposição eventual a agentes biológicos, como os microrganismos no
laboratório, qualifica o trabalhador automaticamente para a aposentadoria
especial, não havendo necessidade de comprovar a presença de agentes químicos
no ambiente de trabalho.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
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https://esa.moodle.fmp.edu.br/mod/quiz/review.php?attempt=406580&cmid=4826 7/12
https://www.planalto.gov.br/
Questão 7
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
O segurado pode ter direito à aposentadoria especial, desde que comprove, por meio do
PPP, a exposição contínua e habitual aos agentes químicos listados, independentemente
do contato esporádico com agentes biológicos.
A legislação previdenciária estabelece que o direito à pensão por morte pode ser perdido
em determinadas situações envolvendo os dependentes ou as condições de concessão do
benefício. A pensão por morte, embora seja destinada aos dependentes do segurado
falecido, é regida por critérios e prazos específicos que, se não atendidos ou interrompidos
por determinadas circunstâncias, podem resultar na perda do direito ao benefício. A
legislação prevê, portanto, que certas condições relacionadas ao estado civil, à idade e à
conduta dos dependentes podem ocasionar a cessação do benefício em momentos
distintos.
BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da
Previdência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 25 jul.
1991. Atualizada até 2023.
Com base na legislação previdenciária, assinale a alternativa que descreve corretamente
uma circunstância que levaria à perda do direito à pensão por morte para um dos
dependentes.
a. O cônjuge do segurado falecido perderá o direito à pensão caso contraia novo
matrimônio, independentemente do tempo em que recebeu o benefício.
b. O filho inválido do segurado falecido terá o benefício cessado caso alcance a
maioridade civil e passe a exercer atividade remunerada.
c. A dependência econômica do companheiro ou cônjuge, uma vez comprovada,
garante o benefício vitalício, salvo em caso de renúncia expressa ao direito de
recebimento.
d. O benefício para o cônjuge sobrevivente cessará após três anos de concessão, caso
o segurado tenha falecido antes de atingir o tempo mínimo de contribuição.
e. O benefício do filho menor de idade cessará quando ele atingir a idade de 21
anos, salvo se for inválido ou com deficiência que o torne incapaz,
independentemente de exercer atividade remunerada.
✓
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
O benefício do filho menor de idade cessará quando ele atingir a idade de 21 anos, salvo se
for inválido ou com deficiência que o torne incapaz, independentemente de exercer
atividade remunerada.
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30/04/25, 15:58 Avaliação: Revisão da tentativa | FMP-EAD
https://esa.moodle.fmp.edu.br/mod/quiz/review.php?attempt=406580&cmid=4826 8/12
Questão 8
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A pensão por morte é um benefício destinado aos dependentes do segurado falecido, mas,
de acordo com as normas previdenciárias, certas condições e comportamentos dos
dependentes podem levar à cessação do direito a esse benefício. As regras específicas de
perda do direito à pensão variam conforme a categoria do dependente, incluindo fatores
como maioridade, condições de saúde, conduta do dependente e eventual independência
econômica. A legislação previdenciária prevê casos de cessação definitiva da pensão por
morte, que podem ser acionados de forma distinta para cônjuges, filhos e outros
dependentes, conforme se alterem essas condições.
BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da
Previdência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 25 jul.
1991. Atualizada até 2023.
Considerando as disposições legais sobre a cessação do direito à pensão por morte,
assinale a alternativa correta quanto às condições que resultam na perda desse direito
pelos dependentes.
a. O filho dependente, ao completar 18 anos, perde o direito à pensão por morte,
mesmo que esteja cursando o ensino superior e não possua renda própria.
b. O cônjuge sobrevivente perde o direito à pensão por morte se contrair novo
matrimônio ou estabelecer união estável antes de completar cinco anos de
recebimento do benefício.
c. A pensão por morte devida ao cônjuge sobrevivente será encerrada caso este
venha a ser condenado em processo criminal pelo óbito do segurado,
independente do tempo de condenação.
✓
d. O cônjuge sobrevivente com mais de 45 anos no momento do óbito do segurado
receberá a pensão por morte por um período de no máximo dez anos,
independente de sua situação econômica.
e. A pensão por morte destinada ao filho inválido cessará automaticamente ao
completar 21 anos, mesmo que a condição de invalidez persista, desde que o
dependente obtenha renda por trabalho.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
A pensão por morte devida ao cônjuge sobrevivente será encerrada caso este venha a ser
condenado em processo criminal pelo óbito do segurado, independente do tempo de
condenação.
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30/04/25, 15:58 Avaliação: Revisão da tentativa | FMP-EAD
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Questão 9
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
O Período Básico de Cálculo (PBC) para o cálculo da aposentadoria por tempo de
contribuição define-se como o intervalo de tempo que serve de base para a apuração do
salário de benefício. Com as alterações introduzidas pela Reforma da Previdência (EC
103/19), o PBC foi modificado para considerar todas as contribuições realizadas ao longo
da vida laboral do segurado. Esse período reflete o histórico contributivo completo,
visando a um cálculo proporcional ao tempo efetivamente contribuído. Anteriormente, o
cálculo permitia o descarte de 20% das contribuições de menor valor para otimizar o
benefício final.
BRASIL. Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 31 out. 2024.
Considerando o conceito de Período Básico de Cálculo (PBC) e a legislação previdenciária
atual, avalie qual das alternativas apresenta corretamente as condições para a apuração
do salário de benefício de um segurado que tenha iniciado suas contribuições antes da
Reforma da Previdência (EC 103/19) e continue ativo após sua vigência.
a. O PBC deve considerar todas as contribuições do segurado ao longo de sua vida
laboral, desconsiderando contribuições realizadas antes da EC 103/19 para evitar
distorções no valor do benefício.
b. Para segurados que tenham iniciado suas contribuições antes da Reforma, o
cálculo do PBC ainda permite o descarte de 20% das contribuições de menor valor,
embora se considere todas as contribuições após a Reforma.
c. Com a EC 103/19, o cálculo do PBC abrange todas as contribuições do segurado,
sem a possibilidade de descarte de valores de contribuição, aplicando o fator
previdenciário ao salário de benefíciofinal em qualquer caso.
d. O cálculo do PBC para segurados com contribuições antes e após a EC 103/19
considera todas as contribuições sem descarte de valores, salvo se o segurado
optar por utilizar o tempo contributivo pré-reforma sob o fator previdenciário.
✓
e. Para segurados que tenham iniciado contribuições antes da Reforma, a legislação
atual impõe a inclusão de todas as contribuições, sem descarte, sendo o valor final
ajustado pelo fator previdenciário, caso o tempo de contribuição não atenda à
idade mínima.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
O cálculo do PBC para segurados com contribuições antes e após a EC 103/19 considera
todas as contribuições sem descarte de valores, salvo se o segurado optar por utilizar o
tempo contributivo pré-reforma sob o fator previdenciário.
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30/04/25, 15:58 Avaliação: Revisão da tentativa | FMP-EAD
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https://www.planalto.gov.br/
Questão 10
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
As regras para concessão dos benefícios por incapacidade no regime previdenciário
brasileiro diferenciam-se conforme a natureza do benefício, podendo ser de origem
comum ou acidentária. Os benefícios comuns são concedidos para incapacidades que não
têm relação direta com o trabalho, enquanto os acidentários estão relacionados a
acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. Cada tipo de benefício possui critérios
específicos de concessão, que incluem diferenças em relação à carência, ao cálculo do
valor do benefício e aos direitos do segurado. Essas distinções são estabelecidas para
garantir que os benefícios reflitam de forma justa o vínculo da incapacidade com a
atividade laboral do segurado.
BRASIL. Lei n° 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da
Previdência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1991.
Considerando as regras específicas aplicáveis aos benefícios comuns e acidentários no
regime de previdência social, assinale a alternativa correta que descreve um aspecto
distintivo desses benefícios.
a. Para benefícios acidentários, o INSS exige uma carência mínima de 12
contribuições, enquanto para benefícios comuns, a carência mínima é reduzida
para seis meses de contribuição, desde que a incapacidade tenha sido comprovada
por laudo pericial.
b. Nos benefícios acidentários, o cálculo do valor do benefício considera uma média
de 100% das contribuições do segurado, enquanto nos benefícios comuns,
excluem-se as 20% menores contribuições do histórico do segurado.
c. Apenas os benefícios acidentários permitem que o segurado continue recebendo o
benefício durante o período de reabilitação para uma nova função,
independentemente de ser incapacidade total ou parcial para a função atual.
d. O benefício acidentário permite que o segurado mantenha o direito ao
recolhimento do FGTS enquanto estiver afastado, diferentemente do benefício
comum, que suspende esse direito.
✓
e. Para o benefício comum, o valor do benefício é calculado com base nos 12 últimos
salários de contribuição, enquanto, para o benefício acidentário, considera-se uma
média das contribuições realizadas nos últimos cinco anos.
Sua resposta está correta.
A resposta correta é:
O benefício acidentário permite que o segurado mantenha o direito ao recolhimento do
FGTS enquanto estiver afastado, diferentemente do benefício comum, que suspende esse
direito.
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