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Milena Dalsente Andrigues 
Medicina - 7º período – Turma B 
 
PACIENTES CANDIDATOS À PreEP 
 
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia altamente eficaz na 
prevenção do HIV e exige que o paciente siga corretamente as orientações para 
garantir sua proteção. Em relação ao tempo necessário para alcançar a eficácia 
protetora, é importante destacar que a PrEP requer um período mínimo de uso antes 
de atingir níveis adequados nos tecidos-alvo. Para a mucosa anal, a proteção 
máxima ocorre após sete dias de uso contínuo, enquanto para a mucosa vaginal, a 
recomendação é de pelo menos vinte dias para que haja concentração suficiente da 
medicação para prevenção do HIV. 
Caso o paciente interrompa a PrEP por qualquer motivo, considera-se que a 
proteção contra o HIV é perdida após sete dias sem uso, sendo necessário retomar 
a medicação dentro desse período para evitar exposição desprotegida. Se a 
interrupção for superior a uma semana, o paciente precisará reiniciar a PrEP 
respeitando o tempo necessário para atingir a proteção adequada antes de se expor 
ao risco. 
Sobre o uso simultâneo de álcool e drogas, não há contraindicação 
específica, pois esses não afetam diretamente a eficácia do medicamento. No 
entanto, é fundamental orientar o paciente de que o uso excessivo pode 
comprometer a adesão ao tratamento, aumentando o risco de falhas e exposições 
desprotegidas. 
A segurança do uso da PrEP durante a gestação e a amamentação é um 
ponto importante, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade ao 
HIV. Estudos indicam que a PrEP pode ser utilizada com segurança nesses 
períodos, pois os benefícios da prevenção superam os riscos potenciais, sendo uma 
estratégia eficaz para evitar a transmissão do HIV ao longo da gestação e no 
período pós-parto. 
Caso o paciente esqueça de tomar o medicamento por um dia, deve retomar 
a PrEP assim que lembrar, sem necessidade de dose dupla. Se o esquecimento 
ocorrer por dois dias consecutivos, a proteção pode estar comprometida, e a melhor 
conduta será avaliar a necessidade de reinício do esquema com o tempo adequado 
para atingir proteção eficaz novamente. 
Para pacientes portadores de hepatite B, é essencial um acompanhamento 
mais próximo, pois os medicamentos utilizados na PrEP, como o tenofovir e a 
emtricitabina, também possuem ação contra o vírus da hepatite B. A interrupção 
abrupta pode levar a um efeito rebote da infecção hepática, com risco de reativação 
viral e piora da função hepática. Portanto, esses pacientes devem ser orientados a 
nunca interromper o uso sem acompanhamento médico, garantindo um 
monitoramento adequado da função hepática durante o tratamento. 
 
 
REFERÊNCIAS 
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical 
do HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.

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