Buscar

TICS VII_ PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO (PreEP)

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 5 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
7° PERÍODO DA BACHAREL DE MEDICINA
TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)
ANA RITA NOGUEIRA PEREIRA
PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO (PreEP)
TERESINA-PI
2024
ANA RITA NOGUEIRA PEREIRA
PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO (PreEP)
Projeto de pesquisa elaborado como
requisito para obtenção de aprovação na
disciplina de TICS do Centro Universitário
UNINOVAFAPI
Orientador: Prof.ª Kayo Henrique Jardel
Feitosa Sousa
TERESINA-PI
2024
COMANDO:Quais as orientações para o paciente candidato à PreEP? Quanto ao
tempo para se alçançar a proteção (mucosa anal e vaginal)? Após quanto tempo
podemos considerar como interrupção? Quanto ao uso simultâneo de álcool e drogas?
É seguro o uso na gestação e durante a amamentação? O que fazer caso se esqueça
do uso do medicamento em um ou dois dias? O que orienta um paciente portador de
Hepatite B?
Para pacientes sem HIV que estão em alto risco de contrair o HIV e estão
comprometidos com a adesão à medicação, a PrEP é altamente eficaz. Entre aqueles
que são aderentes, a PrEP pode reduzir o risco de transmissão do HIV em mais de 90
por cento, embora infecções raras ainda possam ocorrer (Ministério da Saúde, 2018)..
É importante que os médicos obtenham uma história sexual e de uso de drogas
detalhada para avaliar o risco de um paciente adquirir o HIV. O risco de aquisição do
HIV é baseado no tipo de exposição. Dados de estudos clínicos e de farmacocinética
sugerem que altos níveis de concentração celular dos fármacos ocorrem, na mucosa
anal, a partir de sete dias de uso contínuo de um comprimido diário (com adesão
mínima de quatro comprimidos por semana) e, no tecido cervicovaginal, a partir de
aproximadamente 20 dias de uso contínuo de um comprimido diário, sem perda de
doses (Ministério da Saúde, 2018). A PrEP deverá ser interrompida nos seguintes
casos:
● Diagnóstico de infecção pelo HIV;
● Desejo da pessoa de não mais utilizar o medicamento;
● Mudança no contexto de vida, com importante diminuição da frequência de
práticas sexuais com
● potencial risco de infecção;
● Persistência ou ocorrência de eventos adversos relevantes;
● Baixa adesão à PrEP, mesmo após abordagem individualizada de adesão.
O uso de álcool e outras drogas recreativas, como cocaína e metanfetaminas,
não reduzem a eficácia da PrEP, mas podem prejudicar a adesão ao uso do
medicamento. Durante esses ensaios, nenhum problema de saúde foi observado em
mulheres em uso de PrEP no início da gestação ou em recém-nascidos. Sabe-se que o
risco de aquisição do HIV aumenta durante a gestação, assim como também é maior o
risco de transmissão vertical do HIV quando a gestante é infectada durante a gravidez
ou aleitamento (Ministério da Saúde, 2018).
As pessoas candidatas à PrEP com diagnóstico de hepatite viral B crônica
devem ser referenciadas para avaliação e acompanhamento específico, com o objetivo
de investigar a presença de atividade da doença, grau de fibrose hepática, segurança
do uso concomitante de TDF/FTC, avaliação de tratamento e monitoramento de função
hepática na interrupção da PrEP. Não ocorreu recidiva clínica durante ou após o uso da
PrEP nos ensaios que incluíram pessoas com infecção crônica por hepatite B
(Ministério da Saúde, 2018).
A vacinação contra a hepatite B é recomendada para todas as pessoas, em
qualquer faixa etária. Os segmentos populacionais com indicação de PrEP também são
prioritários para receber o esquema vacinal completo (geralmente de três doses). A
vacina hepatite B é indicada independentemente da disponibilidade do exame anti-HBs
(Ministério da Saúde, 2018).
Assim como a infecção pelo HBV, a infecção pelo HCV não é uma
contraindicação para o uso de PrEP oral diária. No caso de teste rápido reagente para
anti-HCV, o candidato à PrEP deve ser encaminhado para investigação laboratorial e
clínica adicional, podendo a PrEP ser iniciada antes mesmo que os resultados dos
exames estejam disponíveis. No caso de sorologia negativa (teste rápido negativo para
HCV), o mesmo exame deve ser repetido a cada três meses no acompanhamento da
PrEP (Ministério da Saúde, 2018).
O seguimento dos indivíduos que já realizaram o tratamento para hepatite C e
que obtiveram a resposta virológica sustentada (RVS) deve ser realizado por meio da
dosagem semestral de alanina aminotransferase (ALT) e coleta de HCV-RNA, este
último nas seguintes situações: i) no caso de alteração de ALT; ii) a cada 12 meses,
mesmo que não haja alteração de ALT; iii) em situações de exposição de risco à
infecção pelo HCV (Ministério da Saúde, 2018).
Sendo então essencial saber as indicações e necessidades do PreEP, visando
manejar os pacientes da melhor forma, e evitar erros no tratamento, o que pode
aumentar a transmissão ou até mesmo tornar a doença endêmica.
REFERÊNCIAS
MINISTÉRIO DA SAÚDE. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS
PARA PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO (PrEP) DE RISCO À INFECÇÃO PELO HIV.
Ministério da Saúde, v. 1, 2018.

Continue navegando