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24/04/2025
• Cryptococcus sp
• Agentes patogênicos::
• Cryptococcus gattii
• Cryptococcus neoformans
Fungo oportunista
Foco primário o pulmão
Distribuição universal 
Ubíquo – solo (excreta de aves), ocos de árvores
e materiais em decomposição
A termotolerância 35–39ºC
Patogênico principalmente para portadores de HIV
Alta letalidade.
• Criptococose oportunista, associada a condições de 
imunodepressão celular causada 
predominantemente por Cryptococcus neoformans.
•Criptococose primária de hospedeiro aparentemente imunocompetente, 
endêmica em áreas tropicais e subtropicais, causada predominantemente por 
Cryptococcus gattii.
A micose abrange duas entidades distintas do ponto de vista clínico e 
epidemiológico:
Esquema contendo as espécies, variantes
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24/04/2025
O que caracteriza o Cryptococcus:
Estrutura leveduriforme que se reproduz por gemulação ou broto, possui uma cápsula 
que é composta de polissacarídeos, incluindo glucuronoxilomanano (GXM), e fornece 
proteção contra as defesas imunológicas do hospedeiro. (potencializar)
Transmissão: 
Reservatório: 
Matéria orgânica em decomposição – solo 
Fezes de aves (pombos)
Frutas secas
Árvores
• Inalação de partículas fecais (mamíferos e aves) dispersas no ar ou 
ressecadas no chão / solo 
• Poeira contaminada
• As leveduras se disseminam sistematicamente por via hematogênica : 
pulmão - SNC e outros órgãos
Fatores de virulência do Cryptococcus neoformans
• Termotolerância, 
• Parede celular e da cápsula,
• Capacidade de adesão, 
• Produção de enzimas
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Interação Fungo x hospedeiro:
• A cápsula: Inibe a fagocitose, inibe sistema complemento e bloqueia a quimiotaxia pelo 
neutrófilo e monócitos.
• Produção de fenoloxidases e proteases (uma enzima que protege o fungo contra o 
sistema oxidativo do hospedeiro) 
• A produção de melanina (pigmento escuro) que se deposita na parede do fungo é 
proveniente da ação de enzimas como a fenoloxidase. 
O cérebro é rico em substratos para a fenoloxidase tais como catecolaminas (dopamina, 
adrenalina, epinefrina e noradrenalina) poderia ser responsável pela propensão destes 
organismos em infectarem o sistema nervoso – tropismo SNC.
Interação Fungo x hospedeiro:
• Enzimas Fosfolipases e proteinases responsáveis adesão e favorece a disseminação 
hematogênica e o acometimento do SNC
• Produz urease, que contribui como fonte de nitrogênio para a sobrevivência do fungo no 
hospedeiro, gerando amônia que seria tóxica para as células endoteliais, neutraliza o 
ambiente ácido e reduz as respostas imunes do hospedeiro.
• A produção de biofilme é uma estratégia associada à infecção crônica, como um 
resultado de resistência adquirida aos mecanismos imunológicos do hospedeiro. 
{cateter}.
.
Manifestações clínicas
• Assintomático (latente)
• Pulmonar Estado gripal/ 
pneumonia
• Sintomático: Febre, Sonolência / 
letargia, Cefaleia e sensibilidade à 
luz, vômitos, dor nas articulações
/ rigidez na nuca, fotofobia, 
Irritação na pele e Calafrios.
• Disseminado
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Diagnóstico laboratorial
Demonstração do fungo no material
clínico principalmente LCR.
Recomenda-se a coleta sequencial do
liquor em, no mínimo, 3 frascos
estéreis devidamente identificados e
numerados de 1 (Bacteriologia /
micologia), 2 (Bioquímica /
Imunologia) e 3 (Hematologia)
Diagnóstico Laboratorial – Exame direto
Utiliza-se a coloração da tinta da China ou nanquim.
Resultado: presença de estruturas leveduriforme encapsuladas sugestivo de Cryptococcus
sp.
Como realizar o exame direto/à fresco com Tinta nanquim?
Adiciona-se 1 gota 
de tinta nanquim e 1 
gota do sedimento 
examinado ao 
microscópio entre 
lâmina e lamínula
1. Fazer leitura em 
microscópio óptico em 
aumento de 10x e 40x.
• Pode crescer em temperatura de 25ºC ou 
37ºC em meio Sabouraud
• RESULTADO: colônias mucoides de 
tonalidade creme que tende a escorrer para 
baixo do tubo.
Diagnóstico Laboratorial – Cultivo
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Outros testes
• A detecção do antígeno capsular polissacarídeo de 
Cryptococcus por testes de Aglutinação do látex
mostram-se positivos em mais de 90% dos pacientes.
• Teste da uréia- hidrólise da ureia positivo
A anfotericina B é um antibiótico do grupo dos poliênicos e sua atividade farmacológica
depende principalmente de sua ligação com ergosterol na membrana da célula fúngica
Os triazólicos, fármacos envolvidos na inibição da 14-α-esterol desmetilase, enzima
responsável pela biossíntese do ergosterol da célula fúngica, comprometendo assim sua
fluidez, estabilidade e crescimento.
TRATAMENTO
A farmacoterapia atual da criptococose compreende a anfotericina B e 
flucitosina, fluconazol, itraconazol e voriconazol .
1- BRASIL, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção
Relacionada à Assistência à Saúde. Módulo 8: Detecção e identificação de fungos de importância
médica /Agência Nacional de Vigilância Sanitária.– Brasília: Anvisa, 2013.
2. DIAS, P., C. R.; et al. Paracoccidioidomicose cutânea: reveladora de doença sistêmica. Diagn
Tratamento, 2015.
3. MEZZARI, A.; FUENTEFRIA, A. M. Micologia no laboratório clínico. São Paulo: Manole, 2012.
4. MINAMI, P. S. Micologia: métodos laboratoriais de diagnóstico das micoses. São Paulo: Manole, 2003.
5. SHIKANAI-YASUDA, M. A.; et al. Consenso em paracoccidioidomicose. Revista da Sociedade Brasileira
de Medicina Tropical 39(3):297-310, 2006. 6. ZAITZ, C. Compêndio de micologia médica. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2010
Obrigada!
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