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RELATÓRIO DE PRÁTICA 
Rosilea de Oliveira 
47604248 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
______/______/______ 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Microbiologia e Parasitologia 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: Rosilea de Oliveira MATRÍCULA: 47604248 
CURSO: Nutrição POLO: Fael 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Rosilma Melo 
 
 
TEMA DE AULA: 
 
PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA MICROBIOLOGIA 
 
CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA 
 
 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA 
MICROBIOLOGIA 
 
 
A. Dentre os procedimentos utilizados na preparação de materiais utilizados na 
microbiologia, qual a importância no tamponamento dos tubos de ensaio e dos 
Erlenmeyer com algodão hidrofóbico? 
 
O tamponamento dos tubos de ensaio e dos frascos Erlenmeyer com algodão 
hidrofóbico desempenha um papel fundamental na manutenção da esterilidade dos 
meios de cultura e soluções utilizadas em microbiologia. Esse procedimento 
impede a contaminação por microrganismos presentes no ambiente, ao mesmo 
tempo em que permite a troca gasosa necessária para o crescimento de 
determinadas culturas microbiológicas. O algodão hidrofóbico também evita o 
acúmulo de umidade excessiva, reduzindo a possibilidade de condensação e 
consequente proliferação de contaminantes. 
 
B. Qual material é utilizado para embalagem dos materiais que serão submetidos a 
processos de esterilização via estufa ou autoclave? 
 
 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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Os materiais que serão submetidos à esterilização são embalados de maneira 
adequada para garantir a eficiência do processo. No caso da estufa de 
esterilização, normalmente são utilizados papéis kraft ou envelopes de papel grau 
cirúrgico, que suportam altas temperaturas e permitem a passagem de ar quente. 
Já na autoclave, os materiais podem ser embalados em papel grau cirúrgico, papel 
alumínio ou envoltos em panos específicos para autoclavagem, como tecidos de 
algodão ou papel crepado. 
 
C. Adicione uma ou mais fotos da preparação de materiais utilizados no laboratório de 
microbiologia. 
 
 Utilização do algodão hidrofóbico para tamponamento dos tubos de ensaio e Erlenmeyer. 
 
 
 Materiais sendo embalados com papel Craft para o processo de esterilização. 
 
 
 
 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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D. Descreva o fundamento da técnica de esterilização de autoclavação, e porque 
alguns meios de cultura não podem ser autoclavados? 
 
A técnica de esterilização por autoclavação é baseada no uso de vapor de água sob 
alta pressão e temperatura para eliminar microrganismos e esporos. O processo 
ocorre geralmente a 121°C por 15 a 20 minutos, garantindo a destruição de agentes 
patogênicos e contaminantes microbiológicos. A autoclave funciona de maneira 
semelhante a uma panela de pressão, permitindo que o vapor penetre nas superfícies 
dos materiais e nos meios de cultura, assegurando sua esterilidade. 
 
 
2. CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE 
CULTURA 
 
 
A. Quanto a composição química como podemos classificar os meios de cultura? 
 
Os meus de cultura podem ser classificados em meio simples e complexos de 
acordo com a sua definição química de cada ingrediente presente no meio. 
Nutrient Broth é um exemplo de meio simples e McConkey Agar. Meios complexos 
são os que levam uma quantidade de ingredientes que não estão definidos. 
 
B. De acordo com os tipos de meios de cultura, no que diferem os meios sólidos, 
semissólidos e líquidos? 
 
Meios líquidos (caldos): não possuem ágar na composição e são utilizados para o 
crescimento de microrganismos em suspensão, testes bioquímicos e cultivo de 
microrganismos anaeróbicos. Exemplos: caldo nutritivo e caldo BHI. 
Meios semissólidos: possuem uma menor concentração de ágar (0,2% a 0,5%), 
conferindo uma consistência mais fluida. São usados para avaliar a motilidade 
bacteriana e testes bioquímicos específicos. 
 
 
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DATA: 
 
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Meios sólidos: contêm uma maior concentração de ágar (1,5% a 2%), formando 
uma superfície rígida que permite o isolamento e identificação de colônias. São 
fundamentais para o cultivo de microrganismos em placas de Petri e tubos 
inclinados. 
 
C. Adicione uma ou mais fotos das etapas de preparo do meio de cultura. 
 
Meio de cultura sendo pesado Diluição do meio de cultura 
 
 
 Meio liquido Autoclavagem 
 
D. Descreva como deve ser feito o cálculo da pesagem do meio de cultura. E quais 
consequências são geradas por erro nesse cálculo na utilização desse meio? 
A pesagem do meio de cultura deve ser feita com base na concentração 
recomendada pelo fabricante. O cálculo segue a relação: 
 
Massa (g) = Concentração (g/L) × Volume desejado (L) 
 
 
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Por exemplo, se um meio de cultura recomenda 40 g por litro e deseja-se preparar 
250 mL (0,25 L), a quantidade necessária será: 
40 0,25 = 10 
Os erros na pesagem podem trazer consequências como a superconcentração do 
meio dificultando o crescimento bacteriano devido à osmolaridade elevada ou 
nutrientes em excesso, além de tornar meios sólidos excessivamente rígidos. Outro 
erro seria a baixa concentração resultando em um meio inadequado para o 
desenvolvimento microbiano, impedindo o crescimento de determinadas espécies. 
Erro na proporção de ágar, pode afetar a consistência do meio, prejudicando a 
aderência das colônias em meios sólidos ou a mobilidade dos microrganismos em 
meios semissólidos. 
 
TEMA DE AULA: 
 
TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS 
 
COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM 
 
RELATÓRIO: 
 
1. TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS 
 
A. O que é zona de esterilidade e qual sua importância para o manuseio de materiais 
microbiológicos? 
 
É a área livre de contaminantes, criada ao redor do local de trabalho por meio de 
técnicas assépticas. Essencial para evitar contaminação de amostras microbiológicas. 
 
B. Cite as principais técnicas utilizadas para realização de semeio bacteriano? 
 
Esgotamento em estrias (isolamento de colônias); 
Semeio em superfície (quantificação de bactérias); 
Puncionamento em meio semissólido (teste de motilidade); 
Semeio por espalhamento (distribuição uniforme em placas). 
 
 
 
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C. Qual o objetivo da técnica de semeio por esgotamento? Por que a mesma é comumente 
utilizada nas análises clínicas? 
 
Visa obter colônias isoladas para identificação bacteriana. Nas análises clínicas, é 
essencial para diferenciar microrganismos presentes na amostra do paciente. 
 
D. Como visualmente pode-se identificar que um semeio bacteriano apresenta apenas um 
tipo de bactéria isolada? 
 
A presença de colônias homogêneas, com mesmas características de cor, forma e 
tamanho, indica um cultivo puro. 
 
 
2. COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM 
 
A. Qual o fundamento da coloração de Gram que permite a separação das bactérias em 
dois grandes grupos? 
 
Baseia-se na composição da parede celular bacteriana. Bactérias Gram-positivas 
possuem parede espessa de peptidoglicano, retendo o corante cristal violeta; Gram-
negativas possuem parede fina, sendo descoloridas e coradas pela safranina. 
 
B. Geralmente quais formas bacterianas são classificadas como Gram positivas equais 
são classificadas como Gram-negativas? 
 
Gram-positivas: cocos (Staphylococcus, Streptococcus) e bacilos (Bacillus, 
Clostridium). 
Gram-negativas: bacilos (Escherichia coli, Pseudomonas) e cocos (Neisseria). 
 
 
 
 
 
 
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DATA: 
 
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C. Adicione uma foto ou mais da realização da coloração de Gram ou da leitura 
microscópica da lâmina. 
 
 
 Gram Positivo Gram negativo 
 
D. Qual a importância da coloração de Gram na rotina clínica no laboratório de 
microbiologia? 
 
A coloração de Gram permite rápida identificação inicial das bactérias, auxiliando na 
escolha de antibióticos e diagnóstico de infecções. 
 
 
TEMA DE AULA: OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE Schistosoma mansoni E 
PROTOZOÁRIOS 
 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE CERCARIAS E OVOS DE Schistosoma mansoni 
 
A. Como o ser humano é contaminado pela forma infectante (cercarias) e contrai a 
esquistossomose? 
 
A infecção ocorre quando as cercárias, liberadas por caramujos do gênero Biomphalaria, 
penetram ativamente na pele durante o contato com água contaminada. Após a penetração, 
elas entram na corrente sanguínea e se desenvolvem no fígado, onde atingem a fase adulta 
e migram para os vasos mesentéricos, iniciando a postura dos ovos. 
 
 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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B. Visto ao microscópio óptico, o ovo pode ser reconhecido pela presença de qual 
estrutura morfológica? 
 
Os ovos de Schistosoma mansoni são identificados pela presença de uma espícula lateral, 
uma projeção característica que facilita sua fixação nos tecidos e sua eliminação pelas 
fezes do hospedeiro. 
 
 
2. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE CISTOS DE Entamoeba histolytica 
 
A. Descrever a característica morfológica que permite a diferenciação entre os cistos da 
Entamoeba histolytica da Entamoeba coli. 
 
Os cistos de E. histolytica apresentam até 4 núcleos e são menores, enquanto os de E. coli 
possuem até 8 núcleos e são maiores. Essa diferenciação é fundamental em exames 
parasitológicos, pois E. histolytica é patogênica, podendo causar disenteria amebiana, 
enquanto E. coli é um comensal não patogênico. 
 
 
3. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Giardia lamblia. 
 
A. Cite qual estrutura permite a fixação do trofozoíto da Giardia lamblia no intestino 
humano. 
 
O disco suctorial, localizado na superfície ventral do parasita, permite sua adesão à 
mucosa do intestino delgado, impedindo sua eliminação pelas fezes e favorecendo a 
colonização. Essa fixação pode causar inflamação e má absorção de nutrientes, 
resultando em sintomas como diarreia e perda de peso. 
 
4. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE Leishmania sp. 
 
A. Quais características morfológicas permitem a diferenciação das firmas evolutivas 
amastigota e promastigotas? 
 
Amastigota: forma arredondada ou oval, sem flagelo externo visível, encontrada no interior 
dos macrófagos do hospedeiro vertebrado (mamíferos, incluindo humanos). 
 
Promastigota: forma alongada, com flagelo anterior livre, encontrada no tubo digestivo do 
vetor invertebrado (flebótomo ou mosquito-palha), sendo a forma responsável pela 
transmissão para os hospedeiros vertebrados. 
 
5. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Trichomonas vaginalis 
 
A. Quais as estruturas substituem as mitocôndrias no trofozoíto de Trichomonas 
vaginalis? 
 
 
 
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Os trofozoítos de T. vaginalis não possuem mitocôndrias e, em seu lugar, 
possuem hidrogenossomos, organelas que participam do metabolismo energético em 
ambientes anaeróbicos. Esses hidrogenossomos produzem ATP por meio da fermentação 
de carboidratos e liberam hidrogênio molecular como subproduto. 
 
6. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE EPIMASTIGOTA DE Trypanosoma cruzi 
 
A. Descrever as diferenças morfológicas entre as formas evolutivas amastigota, 
epimastigota e tripomastigota de Trypanosoma cruzi, citando em qual hospedeiro elas são 
encontradas. 
 
Amastigota: forma arredondada, sem flagelo livre, encontrada dentro das células do 
hospedeiro vertebrado (mamíferos). Multiplica-se nos tecidos, causando destruição celular, 
principalmente no coração e no sistema digestivo. 
Epimastigota: forma alongada, com flagelo emergindo na região central do corpo celular. 
É encontrada no intestino do inseto vetor (barbeiro, Triatoma sp.), onde se replica. 
Tripomastigota: forma alongada e móvel, com flagelo livre e membrana ondulante, circula 
no sangue do hospedeiro vertebrado. É a forma infectante eliminada nas fezes do barbeiro 
e responsável pela transmissão ao humano. 
 
7. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TAQUIZOITO DE Toxoplasma gondii 
 
A. Em que fase do ciclo evolutivo do Toxoplasma gondii, estão presentes os taquizoítos. 
E como eles podem infectar o ser humano? 
 
Os taquizoítos correspondem à fase de replicação rápida do Toxoplasma gondii durante a 
infecção aguda. Eles são altamente móveis e se disseminam rapidamente pelos tecidos. A 
infecção humana ocorre principalmente pela ingestão de oocistos presentes em alimentos 
ou água contaminados com fezes de gatos, consumo de carne crua contendo bradizoítos 
(cistos teciduais) ou pela transmissão transplacentária da mãe para o feto durante a 
gravidez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância 
Epidemiológica. 7. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 
 
CACCIÒ, S. M.; BECK, R.; LALLE, M.; MARINCULIC, A.; POZIO, E. Giardia 
duodenalis assemblages A and B in humans: consistency and discrepancies 
between molecular and immunofluorescent assays. International Journal for 
Parasitology, v. 38, n. 12, p. 1529-1537, 2008. 
 
 
GARCIA, Lynne Shore. Diagnóstico Microbiológico. 5. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2016. 
 
NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana. 13. ed. São Paulo: Atheneu, 2016. 
 
PRESCOTT, Lansing M.; HARLEY, John P.; KLEIN, Donald A. Microbiologia. 9. ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2016. 
 
RIBEIRO, João C.; BACCI, Maria de Lourdes R. Microbiologia Básica. 2. ed. São 
Paulo: Manole, 2018. 
 
TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 12. ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2017.

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