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Prof. Barbieri Ciência dos Materiais UNIDADE II Resfriamento no equilíbrio (inércia térmica) Diagrama de fase (Lento) Resfriamento fora do equilíbrio (rápido) Diagrama TTT Resfriamento fora do equilíbrio Ocorrência de fase em temperaturas diferentes que não existe no diagrama de equilíbrio e somente no diagrama TTT. Fonte: CALLISTER, 2002, p. 172,211 Fonte: CALLISTER, 2002, p. 220 Transformações AUSTENITA Ferro (configuração CFC) Martensita (fase tetragonal) Bainita ( + Fe3C) Perlita ( + Fe3C) + a fase proeutetoide Resfriamento Rápido (têmpera) Resfriamento Moderado Resfriamento Lento Reaquecimento Martensita Revenida + Fe3C (cementita) Ferrita ou Cementita bainita tempo (escala log) perlita martensita Mf Mf Af ºC L (líquido) Curva TTT Transformação, Tempo e Temperatura (fora do equilíbrio); Cada curva T.T.T. é específica para determinado aço de composição conhecida; Nas ordenadas temos as temperaturas de aquecimento; Região da austenita ( - C.F.C.) é a estrutura de partida dos tratamentos térmicos; Nas abscissas correspondem os tempos decorridos para a transformação da austenita em outras estruturas em escala logarítmica. Diagrama TTT: Definição Fonte: Autoria própria, 2019 T1 T2 T3 T4 T5T e m p e ra tu ra e m º C Tempo Evolução da transformação pode ser representada por uma família de curvas, que indicam o percentual de transformação ao longo do tempo: uma representa o tempo necessário a cada temperatura para o começo da transformação, e a outra curva, a conclusão da transformação. Diagrama TTT: Definição Fonte: SHACKELFORD, 2008, p. 228 100%50%1% % de transformação Tempo, T (escala logarítmica) T e m p e ra tu ra T ( ºC ) TMP A cinética das transformações de fase influencia diretamente a microestrutura e as propriedades mecânicas do material; As taxas de arrefecimento (resfriamento) obedecem à equação de Arrhenius: Associa as estruturas formadas no aço em questão em função da velocidade de resfriamento (considera o efeito cinético, a variável tempo). Voltam as estruturas indicadas no diagrama de equilíbrio sempre que as taxas de resfriamento forem lentas. Diagrama TTT: Cinética das transformações Fonte: FELTRE, 2005, p. 136 A curva em forma de “s” (675 ºC) na parte superior da figura abaixo ilustra como é feita a transformação dos dados. Diagrama TTT: Cinética das transformações Fonte: CALLISTER, 2002, p. 206 Temperatura da transformação 675 ºC Final da transformação Início da transformação% a u s te n it a tr a n s fo rm a d a e m p e rl it a Temperatura eutetoideAustenita estável Austenita instável Perlita Curva 50% perlita Curva de final (100% perlita) Curva de início de transformação T e m p e ra tu ra ( ºF ) T e m p e ra tu ra ( ºC ) Tempo (s) 100 50 0 1 10 102 103 104 105 700 600 500 400 1400 1200 1000 800 Microestruturas que um diagrama TTT possui em função da temperatura e do Tempo (escala logarítmica). Diagrama TTT: Microestruturas Fonte: SHACKELFORD, 2008, p. 229 Perlita grossa Perlita fina Bainita superior Bainita inferior Martensita 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 Ac1 Ms 1 2 5 10 20 50 100 200 500 103 104 105 Tempo em segundos 1 mim 2 mim 15 mim 1 h 2 h 4 h 8 h 24 h Os principais tipos de tratamentos térmicos aplicados em ligas ferrosas podem ser divididos em duas classes: os de resfriamento contínuos e os isotérmicos; Resfriamentos contínuos ocorrem sem mudanças abruptas na taxa de resfriamentos, ou seja, a redução de temperatura acontece de modo contínuo (mais severos); Resfriamentos isotérmicos apresentam um ou mais patamares de temperatura durante o resfriamento (menos severos). Diagrama TTT: Curvas – Contínuo e Isotérmico Fonte: Autoria própria, 2019 T e m p e ra tu ra Tempo Resfriamento contínuo Tratamento isotérmico Transformação isotérmica 620 °C (linha ABCD) para uma liga de ferro-carbono com composição eutetoide. Após 0,5 segundo (ponto A), há o início da decomposição da austenita e transformação completa da austenita em perlita após 10 segundos (ponto D). Diagrama TTT: Microestruturas Fonte: CALLISTER, 2002, p. 207 Diagrama de aço ferro-carbono típico eutetoide, em que os únicos microconstituintes de transformação na região horizontal são perlita, bainita e martensita. Diagrama TTT: eutetoide Fonte: SHACKELFORD, 2008, p. 231 Diagrama de aço ferro-carbono típica hipoeutetoide, cujos microconstituintes de transformação na região horizontal são perlita, bainita e martensita, além da presença da ferrita primária. Diagrama TTT: hipoeutetoide Fonte: SHACKELFORD, 2008, p. 234 Diagrama de aço ferro-carbono típico hipereutetoide, cujos microconstituintes de transformação na região horizontal são perlita, bainita e martensita, além da presença da cementita. Diagrama TTT: hipereutetoide Fonte: SHACKELFORD, 2008, p. 233 Especifique a natureza da microestrutura final de uma pequena amostra que foi submetida aos seguintes tratamentos tempo-temperatura. Suponha que a amostra se encontra inicialmente a uma temperatura de 800 ºC e que ela tenha sido mantida a essa temperatura por tempo suficiente para que atingisse uma completa e homogênea temperatura austenítica: Diagrama TTT: Aplicação Resfriamento rápido até 300 ºC de 1s, manutenção dessa temperatura por 104 s (isotérmico), seguido por um resfriamento lento por 105 s até temperatura ambiente. Bainita inferior 100% Resfriamento rápido até 680 0C, manutenção dessa temperatura por 104 s (isotérmico), seguido por um resfriamento lento por 105 s até temperatura ambiente. Perlita grossa 100% Fonte: CALLISTER, 2002, p. 213 Composição química: em geral, com o aumento do teor de carbono, a curva desloca-se para a direita. Dois diagramas com teores de carbono diferentes: Aço (A) sendo de um diagrama hipoeutetoide com 0,63% de carbono e Aço (B) hipereutetoide com 0,89% de carbono. Diagrama TTT: Fatores que influenciam as curvas TTT Fonte: CHIAVERINI, 1982, p. 54 A B Composição química: Quanto maior o teor e o número dos elementos de liga, mais numerosas e complexas são as reações. A figura mostra a diferença de complexidade das linhas de transformações entre: um aço-carbono comum (A) e um aço-carbono-liga (B). Formação de dois joelhos para o diagrama de aço-liga AISI 4340 (B) tornando mais complexas as linhas com relação ao digrama do aço-carbono comum (A). Diagrama TTT: Fatores que influenciam as curvas TTT Fonte: CHIAVERINI, 1982, p. 55 A B Aço-liga AISI 4340 (1,79% Ni, 0,80% Cr, 0,78% Mn, 0,33% Mo, 0,40% C), Aço-carbono comum (0,91% Mn e 0,50% C). Tamanho de grão da austenita: Quanto maior o tamanho de grão, mais demorada será a transformação total da austenita, deslocando a curva para a direita; As transformações iniciam-se nos contornos do grão. Homogeneidade do grão austenítico: Quanto mais homogênea a austenita (sem partículas de carboneto, impurezas etc.), mais à direita se deslocam as curvas TTT, facilitando a têmpera. Em geral, quanto mais alta a temperatura de aquecimento e quanto maior o tempo de permanência, mais homogênea a austenita; Diagrama TTT: Fatores que influenciam as curvas TTT Fonte: CALLISTER, 2002, p. 305 Ao analisar uma curva TTT (tempo – temperatura – transição) é possível observar que: a) Acima da temperatura eutetoide (727 ºC) ocorre a presença de cementita reticulada. b) Logo abaixo da temperatura eutetoide há a ocorrência de austenita estável para qualquer intervalo de tempo. c) Logo abaixo da temperatura eutetoide, a taxa de transformação é extremamente rápida. d) A temperatura de processamento irá definir o início e o fim da transformação. e) Independentemente da temperatura de transformação sempre haverá a formação de perlita. Interatividade Ao analisar uma curva TTT (tempo – temperatura– transição) é possível observar que: a) Acima da temperatura eutetoide (727 ºC) ocorre a presença de cementita reticulada. b) Logo abaixo da temperatura eutetoide há a ocorrência de austenita estável para qualquer intervalo de tempo. c) Logo abaixo da temperatura eutetoide, a taxa de transformação é extremamente rápida. d) A temperatura de processamento irá definir o início e o fim da transformação. e) Independentemente da temperatura de transformação sempre haverá a formação de perlita. Resposta São aquecimentos ou resfriamentos controlados dos metais feitos com a finalidade de alterar as microestruturas, modificando suas propriedades físicas e mecânicas, sem mudar a forma do produto final. Os tratamentos térmicos podem alterar as microestruturas sem modificar a composição química e, como consequência, as propriedades mecânicas, elétricas e químicas das ligas metálicas. São executados por alteração da velocidade de resfriamento, da temperatura de aquecimento ou da temperatura a que são resfriados. Tratamentos Térmicos: Definição Fonte: Autoria própria, 2019 Os principais objetivos dos tratamentos térmicos são: Remoção de tensões internas; Aumento ou diminuição da dureza; Aumento da resistência mecânica; Melhora da ductilidade, usinabilidade e tenacidade; Melhora da resistência ao desgaste, resistência ao calor; Melhora da resistência à corrosão; Melhora das propriedades elétricas e magnéticas. Tratamentos Térmicos: Objetivos Temperatura de austenitização: O aquecimento é feito acima da linha crítica (A1 no diagrama de fases Fe-Fe3C); A austenita é geralmente o ponto de partida para as transformações posteriores desejadas; Aços hipoeutetoides: 50 °C acima da linha A3 no diagrama de fases Fe-Fe3C. Aços eutetoides e hipereutetoides: temperatura inferior à linha Acm e acima da A1 do diagrama. Tratamentos Térmicos: Fatores de Influência nos Tratamentos Térmicos Fonte: CALLISTER, 2002, p. 305 Fonte: SMITH, 2015, p. 280 Tempo de permanência dentro do forno: Quanto maior o tempo na temperatura de austenitização: maior a segurança da completa dissolução das fases na austenita (bom), porém: maior será o tamanho de grão da austenita (ruim); tempos longos facilitam a oxidação e a descarbonetação (ruim); tempos curtos material não austenitiza completamente (ruim). Aproximação: Tempo em minutos ~ 1,5 x espessura da amostra em milímetros. O tempo de tratamento térmico depende das dimensões da peça. Tratamentos Térmicos: Fatores de Influência nos Tratamentos Térmicos Resfriamento e taxa de resfriamento: O resfriamento é um dos métodos mais importantes porque é ele que efetivamente determinará a microestrutura, além da composição do aço (teor de Carbono e elementos de liga); Taxa de resfriamento (ºC/tempo) determina as propriedades finais do material e está ligada à escolha do meio de resfriamento. É um compromisso entre: Obtenção das características finais desejadas Não desenvolver fissuras / trincas Mínimo empenamento Mínima geração de concentração de tensões Meios de Resfriamento (Cada meio de resfriamento possui uma taxa): Ambiente do forno (+ brando) Ar Banho de sais ou metal fundido (+ comum é o de Pb) Óleo Água Soluções aquosas de NaCl (+ severos) Tratamentos Térmicos: Fatores de Influência nos Tratamentos Térmicos Os principais tratamentos térmicos estão elencados a seguir: Recozimento: diminuição da dureza, ajuste do tamanho de grão; Normalização: diminuição da dureza e do tamanho de grão; Têmpera: obtenção de martensita e maior dureza; Revenido: diminuição da fragilidade da martensita; Esferoidização: obtenção de carbonetos esferoidizados; Austêmpera: obtenção da bainita; Martêmpera: obtenção de martensita, reduzindo tensões. Tratamentos Térmicos: Principais tipos Fonte: Autoria própria, 2019 Objetivos: Remoção de tensões internas devido aos tratamentos mecânicos; Diminuir a dureza para melhorar a usinabilidade; Alterar as propriedades mecânicas como a resistência e ductilidade; Ajustar o tamanho de grão e produzir uma microestrutura definida. Constituintes Estruturais resultantes: Hipoeutetoide: ferrita + perlita grosseira Eutetoide: perlita grosseira Hipereutetoide: cementita + perlita grosseira Tratamentos Térmicos: Recozimento pleno ou supercrítico Fonte: COLPAERT, 2008, p. 259 Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: Aços hipoeutetoides: 50 °C acima da linha A3 no diagrama Fe-C. Aços eutetoides e hipereutetoides: temperatura inferior à linha Acm e acima da A1 do diagrama. Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: lento, no interior do forno desligado (velocidade de ~50ºC por hora - taxa de resfriamento). A3 HIPEREUTENOIDES HIPOEUTENOIDES T E M P E R A T U R A TEMPO A1 Objetivos: Ideal para recuperar a ductilidade de aço trabalhado a frio (encruado); Principais transformações são a recuperação e a recristalização; Aplicado para reduzir tensões residuais pós-soldagem ou pós-trabalho a frio. Constituintes Estruturais resultantes: Hipoeutetoide: ferrita + perlita fina Eutetoide: perlita fina Hipereutetoide: cementita + perlita fina Tratamentos Térmicos: Recozimento, alívio de tensão ou subcrítico Fonte: CALLISTER, 2002, p. 215 Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: entre 500 ºC e 650 ºC (Não deve ocorrer nenhuma transformação de fase) Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: Resfriamento ao ar (Deve-se evitar velocidades muito altas devido ao risco de distorções). A3 A1 TEMPO T E M P E R A T U R A Objetivos: É um tratamento que visa produzir uma microestrutura esferoidal, constituída de pequenas partículas aproximadamente esféricas de cementita numa matriz de ferrita. Melhora a usinabilidade, especialmente dos aços alto carbono; Facilita a deformação a frio. Constituintes Estruturais resultantes: Esferoidita: ferrita e cementita em forma de esferas. Tratamentos Térmicos: Recozimento Esferoidização ou intercrítico Fonte: COLPAERT, 2008, p. 261 Esferoidita: ferrita e cementita em forma de esferas) perlita (ferrita e cementita em forma de lamelas) Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: entre de 500 ºC e 650 ºC ou resfriamentos alternados entre temperaturas que estão logo acima e logo abaixo da linha inferior de transformação. Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: Resfriamento ao ar (lento). Legenda: TA – Taxa de Aquecimento TR – Taxa de Resfriamento Ti – Temperatura inicial Tf – Temperatura final Tp – Tempo de patamar Objetivos: Refinar o grão; Melhora resistência mecânica, ductilidade e tenacidade. Melhorar a uniformidade da microestrutura; Constituintes Estruturais resultantes: Hipoeutetoide: ferrita + perlita fina Eutetoide: perlita fina Hipereutetoide: cementita + perlita fina Tratamentos Térmicos: Normalização Fonte: COLPAERT, 2008, p. 269Fonte: COLPAERT, 2008, p. 269 Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: Aços hipoeutetoides: 100 °C acima da linha A3 no diagrama Fe-C. Aços eutetoides e hipereutetoides: temperatura acima à linha Acm. Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: lento, ao ar (velocidade de ~100 ºC por hora - taxa de resfriamento). A3 A1 T E M P E R A T U R A TEMPO NORMALIZAÇÃO Aço 1045, 0,45% de C Antes do Tratamento (zoom 250x) Depois do Tratamento Objetivos: Obter estrutura martensítica que promove: Boas: Aumento na dureza, aumento na resistência à tração e aumento da resistência ao desgaste; Ruins: Redução na tenacidade, usinabilidade, ductilibilidade etc. Resfriamento (brusco): Fator mais importante que influenciará nas propriedades finais do material A têmpera gera tensões residuais: deve-se fazer revenido posteriormente; Resfriamento mais rápido possível. Constituintes Estruturais resultantes: Martensita (estrutura tetragonal de corpo centrado) Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: Aços hipoeutetoides: 50 °C acima da linha A3 no diagrama Fe-C. Aços eutetoides e hipereutetoides: temperatura inferior à linha Acm e acima da A1 do diagrama. Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: brusco. Fluidos (Água, salmoura, óleo, banho de sais) Tratamentos Térmicos: Tempera Fonte: COLPAERT, 2008, p. 301 Aço ABNT 1045 – Ferrita e perlita. Ampliação: 400 vezes Aço ABNT 1045 – Martensita. Ampliação: 400 vezes AUSTENITA MARTENSITA TRANSFORMAÇÃO ALOTRÓPICA COM AUMENTO DE VOLUME, que leva à concentração de tensões Cúbico de corpo centrado tetragonal Objetivos: Obter estrutura martensita revenida: Consiste no tratamento térmico após a têmpera, a temperaturas inferiores às do ponto crítico; Minimizar os efeitos da tensão interna gerada na têmpera (altas durezas e alta fragilidade); Homogeneização da estrutura martensítica; A temperatura pode ser escolhida de acordo com a combinação de propriedades mecânicas desejáveis no aço temperado Temperaturas mais altas : Maior os alívios das tensões geradas pela tempera. Temperaturas mais baixas : Menor os alívios das tensões geradas pela tempera. Constituintes Estruturais resultantes: Martensita revenida. Tratamentos Térmicos: Revenimento Fonte: CALLISTER, 2002, p. 219 cementita globulizada Fonte: SMITH, 2015, p. 280 Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: variam entre 175 °C a 650 ºC Tempo de permanência no forno: variam de 30 minutos até 4 horas Resfriamento: Lento, ao ar micrografia eletrônica de uma martensita revenida TEMPO T E M P E R A T U R A temperatura de revenimento transformação martensita martensita revenida comportamento térmico – superfície da peça comportamento térmico – centro da peça Ms Mf Objetivos: Obter estrutura bainítica (propriedades idênticas às da estruturas martensíticas revenidas); A peça poderá apresentar empenamento ou fissuras devido ao resfriamento não uniforme em função do aparecimento de tensões mecânicas não desejáveis (resfriamento brusco – tempera convencional); É uma transformação isotérmica para a produção de uma estrutura bainítica, não é tão dura como a martensita, mas é mais tenaz. Constituintes Estruturais resultantes: Bainita Tratamentos Térmicos: Austêmpera Fonte: SMITH, 2015, p. 280 Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: entre 785 a 8700 C Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: rápido em um banho de sal, óleo e chumbo, mantido a uma temperatura constante, geralmente entre 260 a 400 ºC. Mf Mf transformação bainita tempo (escala log) perlita austenita s u p e rf íc ie c e n tr o A ºC Objetivos: Obter estrutura martensita revenida A peça poderá apresentar empenamento ou fissuras devido ao resfriamento não uniforme em função do aparecimento de tensões mecânicas não desejáveis (resfriamento brusco – tempera convencional); É uma transformação isotérmica menos severa que a tempera convencional, na qual é feita uma manutenção (resfriamento) em sal fundido e posterior resfriamento rápido em água – essencial fazer um revenido posterior; Geralmente, os aços-liga apresentam melhores condições para serem martemperados do que os aço-carbono; Constituintes Estruturais resultantes: Martensita revenida Tratamentos Térmicos: Martêmpera Fonte: SMITH, 2015, p. 282 Fatores de Influência: Temperatura de austenitização: entre 785 a 870 ºC Tempo de permanência no forno: Aços carbono: ~ 20 min. por centímetro de espessura; Aços liga: ~ 30 min. por centímetro de espessura. Resfriamento: rápido em um banho de sal e posterior em água T E M P E R A T U R A superfície centro temperatura de revenimento martensita revenida TEMPO martensita transformação Observando-se uma amostra de aço carbono ao microscópio metalúrgico notou-se a presença de ferrita e perlita grosseira (aço hipoeutetoide). Sem maiores informações pode-se dizer que o material foi submetido a um tratamento térmico de: a) Têmpera em água. b) Têmpera em óleo. c) Recozimento pleno. d) Revenido. e) Esferoidização. Interatividade Observando-se uma amostra de aço carbono ao microscópio metalúrgico notou-se a presença de ferrita e perlita grosseira (aço hipoeutetoide). Sem maiores informações pode-se dizer que o material foi submetido a um tratamento térmico de: a) Têmpera em água. b) Têmpera em óleo. c) Recozimento pleno. d) Revenido. e) Esferoidização. Resposta São os tratamentos térmicos baseados em processos que, além de envolver calor, existe a adição de elementos químicos (carbono, nitrogênio e boro) na superfície do aço mantendo- se um núcleo dúctil; Conjunto de operações realizadas no estado sólido, líquido e gasoso que compreendem modificações na composição química da superfície da peça por meio de difusão intersticial, em condições de temperatura e meio adequados; São métodos que envolvem a modificação da composição química da superfície e que necessitam de aquecimento para aumentar a difusão dos elementos na superfície da peça. A taxa de movimentação dos átomos está associada à temperatura do material através de uma equação de Arrhenius (exponencial). Tratamentos Termoquímicos: Definição Fonte: Autoria própria, 2019 Atuação: Melhora as propriedades mecânicas; Melhora a resistência ao desgaste de materiais sem afetar a ductilidade no seu interior; Propriedades químicas – corrosão e oxidação; Propriedades tribológicas – atrito e desgaste. Aplicações: Situações em que se deseja superfície com elevada dureza, resistente ao desgaste, e núcleo tenaz capaz de resistir ao impacto quando em uso. Tratamentos Termoquímicos: Atuação e aplicações Fonte: Autoria própria, 2019 Engrenagens Mancais Eixos Lâminas Tratamento termoquímico que consiste em aumentar-se o teor de carbono na superfície por meio de difusão intersticial, mantendo-se um núcleo dúctil; Consiste no aquecimento e manutenção do material a altas temperaturas, em atmosfera rica em carbono (meio sólido, líquido e gasoso), ocorrendo difusão do carbono da superfície para o interior da peça. Cementação é um tratamento térmico austenítico, em que o carbono é introduzido na fase (austenita), e irá originar carboneto de ferro com o posterior resfriamento da peça (mudança na composição química); A difusão é feita pelo carbono por meio: Sólido, líquido e gasoso; Faixas de temperaturas em que ocorre: faixa da austenita, de 820 a 955 ºC; Encharque: 0,5 a 40 horas; Resfriamento: em geral, são resfriadas ao ar. Tratamentos Termoquímicos: Cementação Pode ser realizado em: Aços de baixo carbono (pode fazer tempera superficial posterior); Aços de baixa liga; Aços de média liga; Fatores de tratamento em profundidade (alta): Temperatura (alta); Tempo (médio); Tipo do precursor (sólido, líquido e gasoso). Tratamentos Termoquímicos: Cementação Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: CHIAVERINI, 1982, p. 118 Metodologia: Um reagente usual (precursores): carbonato de bário, Carvão vegetal e o coque; Faixa de temperaturas: 815 a 950 ºC Tempo de encharque: 4 a 40 horas Aços utilizados: aço carbono de baixo teorde C e aço de baixa liga; Profundidade da camada: 0,6 a 6 mm Resfriamento: lento ao ar Tratamentos Termoquímicos: Cementação sólida Fonte: Autoria própria, 2019Fonte: Autoria própria, 2019 Metodologia: Na cementação líquida, as peças são imersas em um banho de sal fundido: Um reagente usual (precursores): Um dos sais mais usados é o cianeto de sódio (NaCN) e Na2CO3; Faixa de temperaturas: 840 a 955 ºC; Tempo de encharque: 0,5 a 10 horas; Aços utilizados: aço carbono de baixo C e aço de baixa liga; Profundidade da camada: 0,08 a 3 mm; Resfriamento: lento ao ar. Tratamentos Termoquímicos: Cementação líquida Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: Autoria própria, 2019 Metodologia: Na cementação gasosa, as peças são imersas em um fluxo de gases: Um reagente usual (precursores): Gás naturas (CH4) Propano (C3H7) e monóxido de carbono (CO) Faixa de temperaturas: 870 a 955 ºC Tempo de encharque: 2 a 24 horas Aços utilizados: aço carbono de baixo C e aço de baixa liga Profundidade da camada: 0,4 a 2 mm Resfriamento: lento ao ar Tratamentos Termoquímicos: Cementação gasosa Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: Autoria própria, 2019 Tratamento termoquímico que consiste em aumentar-se o teor de nitrogênio na fase (ferrita) em temperatura entre 500 – 700 ºC; Consequentemente, não ocorre mudança de fase quando o aço é resfriado até a temperatura ambiente; O objetivo consiste em aumentar a dureza e a resistência ao desgaste mantendo o núcleo dúctil e tenaz; Não é necessária a têmpera (aço já pode estar temperado e revenido); Alta dureza superficial com aumento da resistência ao desgaste e com pouco risco de descamação; Elevada estabilidade dimensional (sem risco de empenamento). Tratamentos Termoquímicos: Nitretação Pode ser realizado em grande variedade de aços como: Aço carbono; Aço inox e Aço ferramenta; Aço liga (baixo e médio). Fatores de tratamento em profundidade (baixa): Temperatura (baixa); Tempo (alto); Tipo do precursor (líquido e gasoso). Tratamentos Termoquímicos: Nitretação Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: Autoria própria, 2019 Metodologia: Neste método, nitrogênio é difundido na camada superficial em temperaturas abaixo da formação da austenita: Um reagente usual (precursores): amônia (NH3), nitrogênio (N2); Faixa de temperaturas: 500 a 600 ºC; Aços utilizados: aço inox, aço de baixa liga ao alumínio e cromo, aço ferramenta da série H; Tempo de encharque: 10 a 80 horas; Profundidade da camada: 0,2 a 0,7 mm; Resfriamento: lento ao ar; Tratamentos Termoquímicos: Nitretação gasosa Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: Autoria própria, 2019 Metodologia: Neste método, nitrogênio é difundido na camada superficial em temperaturas abaixo da formação da austenita: Um reagente usual (precursores): amônia (NH3), nitrogênio (N2); Faixa de temperaturas: 500 a 600 ºC; Aços utilizados: aço inox, aço de baixa liga ao alumínio e cromo, aço ferramenta da série H; Tempo de encharque: 10 a 80 horas; Profundidade da camada: 0,2 a 0,7 mm; Resfriamento: lento ao ar; Tratamentos Termoquímicos: Nitretação líquida Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: Autoria própria, 2019 Tratamento termoquímico que consiste em aumentar-se o teor de Boro na fase (ferrita) em temperatura entre 800 – 1050 ºC; Por difusão, forma boreto de ferro (Fe2B e FeB) com elevada dureza que proporciona às peças excelente resistência ao desgaste. O objetivo consiste em aumentar a dureza e a resistência ao desgaste mantendo o núcleo dúctil e tenaz; Metodologia: Na boretação, as peças são imersas em um fluxo de gases: Um reagente usual (precursores): bórax (Na2B4O7.10H20, que é o fundente), óxido do metal formador de carboneto (B4C) e por seu redutor (V2O5); Faixa de temperaturas: 800 a 1050 ºC; Tempo de encharque: 1 a 8 horas; Profundidade da camada: 0,01 a 0,30 mm; Resfriamento: lento ao ar. Tratamentos Termoquímicos: Boretação Pode ser realizado em: Aços carbono; Aços liga; Aços inox e ferramenta; Fatores de tratamento em profundidade (baixa): Temperatura (alta); Tempo (baixo); Tipo do precursor (caro =>sólido, líquido e gasoso). Tratamentos Termoquímicos: Boretação Fonte: Autoria própria, 2019 Fonte: Autoria própria, 2019 O processo de tratamento termoquímico consiste na adição de um elemento químico na superfície da peça metálica, o qual provocará a modificação parcial da composição química da superfície. Qual é o tratamento termoquímico que é realizado pela difusão do carbono por via gasosa? a) Cementação gasosa. b) Cementação sólida. c) Cementação líquida. d) Nitretação gasosa. e) Nitretação líquida. Interatividade O processo de tratamento termoquímico consiste na adição de um elemento químico na superfície da peça metálica, o qual provocará a modificação parcial da composição química da superfície. Qual é o tratamento termoquímico que é realizado pela difusão do carbono por via gasosa? a) Cementação gasosa. b) Cementação sólida. c) Cementação líquida. d) Nitretação gasosa. e) Nitretação líquida. Resposta Aços são ligas ferrosas com até ~2,0% de carbono, podendo conter outros elementos de liga tais como Cr, Mn, Si, Mo, V, Nb, W, Ti, Ni e outros elementos (denominados de residuais, provenientes do processo de fabricação, tais como o P, S, Si); Devido à grande variedade das propriedades mecânicas que permitem ser obtidas na fabricação dos aços, com adições desses elementos, foram criadas normas de classificação para regrar as suas composições químicas e aplicações; Estas normas visam garantir as propriedades físicas e mecânicas dos aços na sua aplicação e servem de referência nas especificações de projetos e negociações entre fabricantes e usuários; Classificação de aços: Definição Fonte: Autoria própria, 2019 Propriedades mecânicas dependem do teor de C (%C); %C < 0,30% => baixo carbono 0,30% < %C < 0,60% => médio carbono 0,60% < %C < 2,1% => alto carbono Aços carbono => baixíssima concentração de outros elementos Aço liga => outros elementos em concentração apreciável Classificação de aços: Tipos 1. Classificação de acordo com a composição química: aços-carbono: ferro e carbono e elementos residuais, manganês, silício, fósforo e enxofre, nos teores considerados normais; aços-liga, de baixo teor em liga: normalmente 3,0 a 3,5%; aços-liga, de médio teor em liga: valores intermediários entre 3,5 a 10%; aços-liga, de alto teor em liga: no mínimo, de 10 a 12%; aços inox: contém no mínimo 11% de Cromo: Aço ferramenta: altos teores de carbono e liga. Classificação de aços: Tipos 2. Classificação de acordo com a estrutura: de acordo com a análise Metalográfica das microestruturas: Perlíticos; Martensíticos; Austeníticos; Ferríticos; Carbídicos. Classificação de aços: Tipos 3. Classificação de acordo com a aplicação ou usados como seleção dos aços e podem ter alguns subgrupos: aços para fundição; aços estruturais; aços para trilhos; aços para chapas; aços para tubos; aços para arames e fios; aços para molas; aços de usinagem fácil; aços para cementação; aços para nitretação; aços para ferramentas e matrizes; entre outros... Classificação de aços: Tipos Cada país pode ter sua própria norma de classificação ou basear-se em outras internacionalmente; Algumas grandes empresas têm classificações próprias para fabricação de aços, citam normas internacionais equivalentes para regrar as vendas de seus produtos; Dentre os tipos normas internacionais mais usadas são: a SAE (Society of Automotive Engineers), AISI (American Iron and Steel Institute). No Brasil destaca-se a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A ABNT é feita a classificação dos aços segundo a Norma SAE, que é a mais popular e a mais aplicada no mercado brasileiro paraclassificação de aços. Classificação de aços: Brasil O sistema de classificação de aços empregados pela ABNT (NBR 6006) para aços para construção mecânica é: Classificação de aços: Aços para construção mecânica XX Família teor e tipo de liga XX Teor de C em centésimo de por cento (0,01%) Aços para construção mecânica são: Classificação de aços: Aços para construção mecânica Fonte: SMITH, 2015, p. 255 Classe de aços de alta liga e alto carbono projetados para serem utilizados em ferramentas de corte, matrizes e moldes etc.; São usados para atender as solicitações de serviço, precisam exibir elevada resistência, dureza, dureza a quente, resistência ao desgaste, tenacidade, resistência ao choque; Foram desenvolvidos visando atender às crescentes exigências de severidade em serviço, estabilidade dimensional e facilidade de fabricação (usinabilidade e isenção de trincas durante o tratamento térmico). Classificação de aços: Aços ferramentas Fonte: Autoria própria, 2019 Devido às diversas utilizações dos aços-ferramentas, eles são divididos em diferentes tipos, de acordo com a sua aplicação e características, como Classificação (SAE e ABNT): Classificação de aços: Aços ferramentas Fonte: SHACKELFORD, 2010, p. 260 AÇOS PARA TRABALHO A QUENTE H1 – H19 – Ao cromo H20 – H39 – Ao tungstênio H40 – H59 – Ao molibdênio AÇOS RÁPIDOS T – Ao Tungstênio M – Ao Molibdênio W – Aços temperáveis em água (Water) S – Aços resistentes ao choque (Shock) AÇOS PARA FINS ESPECIAIS L – Tipo baixa liga (Low alloy) F – Tipo carbono-tungstênio P – Aços para molde AÇOS PARA TRABALHO A FRIO O – Aços temperáveis em óleo (Oil) A – Aços média liga, temperáveis ao ar D – Aço alto carbono, alto cromo Os aços inoxidáveis são ligas ferro-cromo que contêm, tipicamente, um teor acima de 11% de cromo. A partir desse teor e em contato com oxigênio ocorre a formação de uma fina película de óxido de cromo sobre a superfície do aço, que é impermeável e insolúvel nos meios corrosivos usuais; Apresenta, em geral, maior resistência à oxidação à alta temperatura em relação a outras classes de aços. Classificação de aços: Aços inoxidáveis Fonte: Autoria própria, 2019 Composição química: Carbono entre 0,030 a 0,25% - Cromo entre 15 a 26% - Níquel entre 6 a 20%; Apresentam uma boa resistência à corrosão, boa resistência em altas temperaturas, boas propriedades criogênicas, boa ductilidade, boa tenacidade e soldabilidade; Adições de níquel retêm a estrutura austenítica na temperatura ambiente (Cúbica de face centrada - CFC) o que torna não magnético; Não podem ser endurecidos por tratamento térmico, apenas por trabalho a frio; Difícil usinagem (devido ao encruamento); Série 3xx (Ni e Mn). Classificação de aços: Aços inoxidáveis austeníticos Fonte: COLPAERT, 2008, p. 528 Composição química: Carbono entre 0,l a 0,5% (em certos casos até 1% de carbono) - Cromo entre 12 a 17%; Após resfriamento rápido de alta temperatura, mostram uma estrutura caracterizando alta dureza e fragilidade, denominada Martensítica (tetragonal de corpo centrado - TCC). Apresentam pouca resistência à corrosão, mas melhorada com uma tempera elevada resistência mecânica / dureza; Excesso de Carboneto pode estar presente para aumentar a resistência ao desgaste ou manter o poder de corte; São magnéticos; Endurecidos por tratamento térmico; Série 4xx (Cr); Classificação de aços: Aços inoxidáveis martensíticos Fonte: COLPAERT, 2008, p. 524 Composição química: Carbono entre 0,08 a ,020% - Cromo entre 11 e 27%; O teor de carbono é muito baixo, o que resulta nestes aços uma limitada resistência mecânica. Possuem baixas propriedades mecânicas (são moles), baixa resistência à fluência, boa trabalhabilidade; Por possuírem baixo teor de carbono, mostram uma estrutura denominada ferrítica (cúbica de corpo centrado - CCC). Não podem ser endurecidos por tratamento térmico; São magnéticos; Série 4xx (Cr). Classificação de aços: Aços inoxidáveis ferríticos Fonte: COLPAERT, 2008, p. 529 Qual o elemento de liga que tem a função de reter uma estrutura austenítica na temperatura ambiente (Cúbica de face centrada - CFC), o que torna não magnético? a) Cromo. b) Carbono. c) Níquel. d) Ferro. e) Tungstênio. Interatividade Qual o elemento de liga que tem a função de reter uma estrutura austenítica na temperatura ambiente (Cúbica de face centrada - CFC), o que torna não magnético? a) Cromo. b) Carbono. c) Níquel. d) Ferro. e) Tungstênio. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!