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BANCO DE DADOS 
SEMANA 2 
 
Olá! 
Nessa semana vamos dar continuidade aos nossos estudos sobre banco de 
dados! 
Para começarmos, vamos abordar o conceito de modelos de banco de dados... 
 
Banco de dados relacional 
Como já vimos no material da semana 1, um banco de dados relacional 
apresenta informações em tabelas, com linhas e colunas. 
Cada coluna representa uma informação específica, que também é conhecida 
como campo, e cada linha é chamada de registro. 
Nesse modelo de banco de dados, as tabelas estão interligadas uma com a outra 
por meio de um campo comum. Lembra que também já comentamos a respeito? 
A chave primária e a chave estrangeira. 
Lembrando, a chave primária é encarregada de garantir a unicidade desse 
registro na tabela. 
 
Vantagens de um Banco de Dados Relacional (de Várias 
Tabelas) 
 Esse modelo de banco de dados, ao trabalhar com o conceito de chave primária, 
garante a possibilidade de zerar a possibilidade de redundâncias no banco. 
Garante que as informações estejam planejadas e projetadas para serem 
exclusivas. 
Da mesma forma, esse modelo de banco de dados dá a possibilidade de evitar 
inconsistência de dados. Afinal, as tabelas estão interligadas pela chave primária 
e chave estrangeira. 
Assim, com os dados armazenados corretamente, terá um banco de dados 
eficiente no retorno de uma pesquisa realizada no banco. Assim como, a 
eficiência na execução de tarefas. 
Outro aspecto importante é, garantir a integridade dos dados. Ou seja, o banco 
de dados deve ser confiável. O usuário deve poder contar com as informações 
geradas no banco para tomada de decisões. 
A confidencialidade é outro aspecto que o banco relacional proporciona. 
Confidencialidade é a garantia do resguardo das informações dadas. A 
segurança das informações armazenadas e geradas no banco. 
 
Tabelas Relacionais 
Uma tabela é uma estrutura simples na qual os dados são armazenados e 
organizados, de forma que possibilitem a geração de informações para auxiliar 
os usuários. 
 
Para que um banco esteja no modelo relacional, é importante que siga algumas 
regras: 
• Cada tabela tem um nome distinto. Não podem existir entidades, ou 
tabelas, com o mesmo nome. 
• Cada tabela pode conter várias linhas, ou também chamado de 
registro. 
• Cada tabela tem um valor para identificar as linhas de forma exclusiva. 
• Cada coluna de uma tabela, ou também conhecido como campo, tem 
um nome exclusivo. 
• As entradas das colunas são valores únicos. 
• As entradas das colunas são do mesmo tipo. 
 
 
O Que é um Modelo Conceitual? 
É um conjunto de suposições baseadas no mundo real que indicarão as regras 
de negócio de um sistema. 
Ele captura as necessidades funcionais do software a ser desenvolvido, 
abrangendo as informações de uma empresa - os processos identificados de 
uma empresa. 
Esse modelo, geralmente se baseia nas necessidades atuais, mas também pode 
refletir necessidades futuras do cenário em que o software a ser criado se 
encontra. 
Ele atende às necessidades de uma empresa (o que é conceitualmente ideal), 
mas não trata da implementação (o que é fisicamente possível). Por isso, não é 
uma documentação utilizada sozinha…geralmente, vem acompanhada de uma 
outra documentação para complementar informações. 
Esse modelo se encarrega de Identificar entidades (tablas) importantes os 
relacionamentos entre essas entidades. 
Mas, nesse modelo não é possível especificar os atributos que se tornam 
colunas ou campos no banco de dados, nem os identificadores exclusivos 
(atributo que se torna a chave primária na entidade de banco de dados. 
 
O Que é um Modelo Lógico? 
Esse modelo inclui todas as entidades (tabelas) e seus respectivos 
relacionamentos. 
Ele é conhecido como MER (modelo entidade-relacionamento). Ele especifica 
todos os atributos e seus identificadores únicos - chaves primárias, de cada 
entidade. 
Uma outra observação importante, é que determina a cardinalidade dos 
relacionamentos. A cardinalidade interpreta o relacionamento entre entidades, 
onde as chaves primária e estrangeira estão conectadas. 
Por exemplo, na semana 1, utilizamos o exemplo a seguir, na Figura 1. 
 
Figura 1: Entidades Aluno e Dependente, relacionadas. 
 
Fonte: acervo do autor 
 
Nesse caso temos um relacionamento de um para muitos, ou seja, na tabela 
Aluno, o campo Id_aluno é único, até porque, trata-se de uma chave primária. 
Então, na tabela Alunos, cada Id_aluno é único! Mas, na tabela Dependente, o 
Id_aluno, pode aparecer mais de uma vez. Afinal, cada aluno pode ter um ou 
mais de um dependente. 
Calma, vamos abordar esse assunto com mais detalhes mais a frente! 
 
O Que é um Modelo Físico? 
 O modelo físico, trata-se de uma extensão de um modelo de dados lógico. Ele 
define, com precisão, tipos de dados e definições de tabelas a serem criadas. 
Identifica views, índices e outros objetos de banco de dados. 
Ele descreve como os objetos devem ser implementados em um banco de dados 
específico, e mostra todas as estruturas de tabelas, incluindo colunas, chaves 
primárias e chaves estrangeiras. 
 
Etapas para Criar um Modelo de Dados Físico 
 
 
 
Modelos Físicos e Conceituais 
É importante especificar que a arte de planejar, desenvolver e comunicar produz 
um resultado desejado. Por isso, a modelagem de dados é um processo de 
capturar os conceitos e as regras que são importantes para formar uma empresa 
e mostrá-los visualmente em um diagrama. Isso pode ajudar, e muito, na hora 
de fazer um check list dos processos levantados relacionados às necessidades 
do usuário. 
Esse diagrama se torna a base para criar algo físico. E, então, realizar o desejo 
do cliente (modelo conceitual) que pode torna-se uma realidade física (modelo 
físico). 
 
Modelo Lógico/Conceitual Cenário de Caso 
Veremos a seguir um exemplo é solicitado um banco de dados de acordo com 
algumas regras de negócio... 
 
 Modelar entidades como tabelas 
 
Modelar relacionamentos como chavess 
estrangeiras 
 Modelar atributos como colunas 
 
Modificar o modelo de dados físico com 
base nas restrições e nos requisitos físicos 
 
 
 
 
 
 
Cenário de Caso: 
Criando um Modelo Conceitual, é gerado um modelo de dados conceitual que 
documenta as entidades importantes e como elas se relacionam umas com as 
outras. Veja a seguir na Figura 2: 
 
Figura 2: Modelo de dados conceitual de controle de publicações de um determinado autor 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
Cenário de Caso: Criando um Modelo Lógico 
Um modelo de dados lógico documenta os requisitos de informação da 
empresa, ou seja, documenta todas as necessidades da empresa. 
 
 
 
Figura 2: modelo lógico representativo das publicações de um autor 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
Modelo Físico: Cenário de Caso 
No modelo físico, todas as entidades e atributos são convertidos em tabelas e 
campos que as compõem. Assim, temos um cenário de caso, criando um 
modelo físico, que é muito utilizado no dia a dia dos desenvolvedores. 
Dessa forma, as tabelas, colunas e relacionamentos são especificados para 
dar condições de discussões em relação a melhor forma representada rem 
relação a situação do cenário atual. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3: modelagem física de controle de publicações de autor. 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
 
Entidade 
As entidades são informações que devem ser rastreadas, ou seja, observadas. 
Trata-se do nome que é dado para coisas que você pode listar (geralmente no 
substantivo). 
Um dos casos que já colocamos como exemplo, seria Aluno. 
No exemplo a seguir, é apresentada uma entidade de um banco de dados 
modelo da Oracle. A Entidade Employee (funcionário). (Figura 4) 
Figura 4: Entidade Employee. 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
Tipos de Entidade 
Uma entidade pode ser classificada como um dos seguintes tipos: 
 
Figura 5: Tipos de entidade. 
 
Fonte: Oracle AcademyEntidades e Instâncias 
 
As entidades contêm instâncias. E uma instância de entidade é uma 
ocorrência única de uma entidade. Assim como as entidades representam um 
conjunto de instâncias que são de interesse para uma empresa específica. 
Veja na figura 6. 
Figura 6: Especificação de uma entidade. 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
Atributos 
Os atributos descrevem entidades e são as informações específicas que 
precisam ser conhecidas. Trata-se de um detalhe de uma propriedade de valor 
único de uma entidade. Observe a figura 7. 
 
Figura 7: Atributos de uma entidade. 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
Características dos Atributos 
Os atributos são mostrados na caixa de entidade no Diagrama de Entidade 
Relacionamento. 
Os nomes dos atributos são expressos, geralmente, no singular, com uma 
mistura de letras maiúsculas e minúsculas ou somente em letras minúsculas. A 
regra de nomenclatura, geralmente, é decidida pela empresa em que estiver 
trabalhando. 
Na maioria dos casos, o nome do atributo não deve incluir o nome da entidade 
porque os atributos são qualificados com o nome da entidade. 
Os atributos recebem uma das seguintes classificações: 
⎯ Obrigatórios (nulos não são permitidos), indicados por * 
⎯ Opcionais (nulos são permitidos), indicados por um o minúsculo 
 
Atributos Voláteis e não Voláteis 
 
⎯ Os atributos voláteis são instáveis. – Exemplo: Age (idade) 
⎯ Os atributos não voláteis são estáveis. – Exemplo: Birth Date (data de 
nascimento) 
 
 
 
 
Figura 8: Exemplo de um atributo não volátil 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
Atributos Obrigatórios e Opcionais 
 
⎯ Os atributos obrigatórios devem ter um valor. 
⎯ Os atributos opcionais podem não ter um valor e podem ficar em branco 
(nulo) 
 
Figura 9: Exemplos de atributos obrigatórios e opcionais 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
Atributos Únicos e Compostos 
⎯ Os atributos únicos ou atômicos são aqueles que não podem ser 
divididos em subpartes. 
⎯ Os atributos compostos são aqueles que podem ser divididos em 
subpartes menores que representam atributos básicos com seus 
próprios significados independentes. 
Observe o exemplo a seguir, na Figura 10. Na tabela Employee, tem o campo 
Name que é composto, pois se subdivide em FirsstName, MiddleName e 
LastName. E o atributo ID não se divide, então é Único. 
 
Figura 10: Exemplos de atributos único e composto 
 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
Atributos de Valor Único e de Vários Valores 
Os atributos de valor único podem ter apenas um valor em uma instância 
específica de tempo. 
Por exemplo, o campo StudentLastName, ele tem apenas um valor, portanto é 
atributo de valor único. 
Já os atributos de vários valores podem ter mais de um valor por vez. Por 
exemplo, o campo Address. Pode ter vários valores atribuídos. Veja na Figura 
11. 
 
Figura 11: Exemplos de atributos único e composto 
 
Fonte: Oracle Academy 
 
 
Notação de Barker: Regras para Desenhar Entidades 
Uma entidade é representada como um retângulo de cantos arredondados. E 
deve ser nomeada, e o nome deve ser colocado dentro do símbolo da entidade 
no canto superior esquerdo. 
O nome da entidade deve ser composto de letras maiúsculas, e deve ser 
expresso no singular. 
 
 
 
Notação de Barker: Regras para Desenhar Atributos 
Os atributos devem ser escritos de forma que todos, não apenas os 
desenvolvedores, possam entendê-los. Devem ter nome significativo. 
Os atributos devem ser escritos com a primeira letra de cada palavra em 
maiúscula e o restante em letras minúsculas. 
Ao lado de cada atributo deve ser colocado um símbolo,representando o tipo 
de atributo, obrigatoriamente. 
 
 
 
Notação de Barker: Regras para Desenhar Relacionamentos 
 
Um relacionamento pode existir entre duas entidades, no máximo. Ele pode 
existir na mesma entidade (recursivo). 
Um relacionamento tem duas perspectivas, sendo que as duas perspectivas de 
um relacionamento devem ser identificadas. 
 
 
 
 
Notação de Bachman 
A Entidade é representada por uma caixa, contendo os atributos e as Linhas de 
relacionamento. 
 
 
 
 
 
Notação de Engenharia de Informações - relacionamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notações de Modelo de Dados 
 
 
 
Notações de Modelo de Dados: Exemplos 
 
 
 
 
 
 
Identificadores Exclusivos 
Um identificador exclusivo é um atributo de uma entidade que cumpre as 
seguintes regras: é exclusivo em todas as instâncias da entidade; tem um valor 
não NULL para cada instância da entidade durante a vida útil da instância; tem 
um valor que nunca muda durante a vida útil da instância. 
 
Um UID é um atributo especial ou um grupo de atributos que identifica, de 
modo exclusivo, uma instância específica de uma entidade. 
 
Veja alguns exemplos: 
• Cada instância deve ter um identificador exclusivo. 
• Caso contrário, não é uma entidade. 
 
 
 
UIDs Simples vs UIDs Compostos 
Um UID que é um atributo único é um UID simples. No entanto, às vezes, um 
único atributo não é suficiente para identificar uma instância de uma entidade 
de modo exclusivo. 
Então, se o UID for uma combinação de atributos, ele será denominado UID 
composto. 
 
 
Identificador Exclusivo Artificial 
Um UID artificial é formado por dados atribuídos ou gerados pelo sistema. 
 
Os UIDs artificiais não ocorrem no mundo natural, mas são criados para fins de 
identificação em um sistema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Identificadores Exclusivos Candidatos 
Uma entidade pode ter mais de um UID. 
• UIDs candidatos: 
– Badge number 
– Payroll number 
 
Somente um dos UIDs candidatos pode ser escolhido como o UID primário. Os 
demais candidatos são denominados UIDs secundários. 
 
 
 
 
 
 
 
Chave Primária 
Um UID torna-se uma chave primária quando o modelo lógico é transformado 
em um banco de dados físico. 
Uma chave primária (PK) é uma coluna ou um conjunto de colunas que 
identifica de forma exclusiva cada linha de uma tabela. E ela não pode conter 
valores nulos. 
Uma PK é uma coluna de uma tabela existente ou uma coluna gerada 
especificamente pelo banco de dados de acordo com uma sequência definida. 
Ela deve conter um valor exclusivo para cada linha de dados.

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