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Concreto (Materiais, Dosagem e Ensaios) anima Materiais, Técnicas e Tecnologias de Construção 3 - CONCRETO (MATERIAIS, DOSAGEM E ENSAIOS) Começar AulaConcreto (Materiais, Dosagem e Ensaios) Tópico 01 Concreto (Materiais, Dosagem e Ensaios) A obtenção de um concreto com qualidade requer uma série de cuidados e esses cuidados englobam desde o conhecimento e a escolha de seus materiais, a determinação de uma proporção de materiais que garanta a resistência e a durabilidade desejada, passando pela homogeneização da mistura, sua correta aplicação e adensamento, até a cura adequada que garantirá a perfeita hidratação do cimento. Nesta unidade vamos conhecer os materiais que compõem o concreto e como obter a dosagem de seus materiais. Vamos lá, mãos à obra! Reflexão o concreto é utilizado para diversas aplicações, como usinas, estradas, pontes, e, claro, nas fundações e supraestrutura de inúmeras casas e edifícios. Alías, você sabia que o único material mais consumido que o concreto é a água? É isso mesmo. Muito surpreendente! São diversos motivos que fazem com que esse uso seja tão expressivo, como a facilidade na obtenção dos materiais para produzir concreto além do baixo custo quando comparado a outros sistemas.Concreto (Materiais, Dosagem e Ensaios) Mas será que todas as pessoas envolvidas na utilização do concreto, sabem escolher adequadamente os materiais para sua produção? E será que o processo de produção é realizado da forma correta? E sua aplicação nas obras, como será que é feita? Vamos agora estudar esse mundo do concreto e dos materiais que o compõem, além de entender como são as características desse material tão querido dos engenheiros e das engenheiras!Concreto (Materiais, Dosagem e Ensaios)- III Ao final deste conteúdo, você conhecer os principais materiais relacionados ao concreto; será capaz de: compreender papel essencial de cada um desses materiais no concreto e como são escolhidos e misturados; aprender sobre uma técnica de dosagem do concreto; compreender como selecionar os materiais adequados para cada aplicação do concreto, realizar dosagens precisas do traço do concreto e compreender como esses processos influenciam a qualidade e o desempenho das construções.anima Materiais, Técnicas e Tecnologias de Construção 3 - CONCRETO (MATERIAIS, DOSAGEM E ENSAIOS) Começar AulaConcreto Tópico 01 Concreto o concreto é um material formado pela mistura de cimento Portland, água, agregados (areia e brita) e, eventualmente, aditivos. Por determinado tempo, logo quando fazemos a mistura, o concreto encontra-se em estado plástico, ou seja, permite ser moldado nas mais diversas formas e finalidades. FIGURA 1 I COMPOSIÇÃO DO CONCRETO Cimento Água Areia Brita + aditivos ConcretoConcreto Vamos estudar agora cada material que compõe o concreto atual: Cimento Portland - Processo de fabricação do cimento Portland. - Matérias-primas do Clínquer Portland. - Compostos principais do Portland. - Matérias-primas do cimento Portland. - Tipos de cimento Portland. - Reações de hidratação do cimento Portland. - Tempo de início de pega do cimento. Água para concretos Agregados para concretos Aditivos Cimento Portland Cimento, no sentido mais amplo da palavra, é um material capaz de unir outros materiais, formando uma mistura compacta e rígida. Na área da construção, segundo Neville (2016), o cimento Portland é um material hidráulico, pois reage quimicamente com a água para endurecer e fornecer as propriedades desejadas com a utilização deste material. É produzido à base de calcário e argila. E do que este material é composto? É hora de entender um pouquinho de sua química e do seu processo de produção.Concreto Cimento, no sentido mais amplo da palavra, é um material capaz de unir outros materiais, formando uma mistura compacta e rígida. Na área da construção, segundo Neville (2016), o cimento Portland é um hidráulico, pois reage quimicamente com a água para endurecer e fornecer as propriedades desejadas utilização deste material. É produzido à base de calcário e argila. E do que este material é composto? É hora de entender um pouquinho de sua química e do seu processo de produção. Processo de Fabricação do Cimento Portland o processo de fabricação do cimento é, resumidamente, uma combinação de exploração e beneficiamento d matérias-primas (principalmente calcário e argila), transformação química desses materiais em (produto base do cimento) em um forno a cerca de 1.450 °C e posterior moagem e mistura a outros materiais, conforme tipo de cimento Portland. Veja abaixo um passo a passo simplificado. FIGURA 2 ILUSTRAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO DO CIMENTO PORTLAND Fonte da imagem: POLI USP (2022).Fonte da imagem: POLI USP (2022). da Fonte da imagem: POLI USP (2022). Expedição Fonte da imagem: POLI USP (2022). Moagem de cimento Gesso e Armazenamento adições de clinquer Trocadores Resfriador de calor Forno rotativo Filtro 8005 5m Armazenamento Britagem Fonte da imagem: POLI USP (2022). Mina Moagem do cru Fonte da ABCP (2017) Fonte da imagem: POLI USP (2022).Concreto Exploração da mina de calcário. Britagem e pré-homogeneização do calcário junto com argila e demais materiais secundários, em proporções exatas e até resultar em um material fino e de concentrações homogêneas, denominado farinha. Armazenamento da farinha. A transformação da farinha em clinquer passa por quatro estágios: pré-aquecimento, calcinação, clinquerização e resfriamento. Pré-aquecimento: ocorre nos trocadores de calor que reaproveitam os gases quentes da saída do forno para aquecer a farinha. Nesse estágio, a matéria-prima atinge uma temperatura aproximada de 800 °C. Forno rotativo: é onde está localizado o principal, quando a chama atinge 2000°C no ponto de maior temperatura. Nesta etapa, o material atinge uma temperatura de até 1450°C. fundindo-se parcialmente e resultando em um material chamado que é base de todo cimento Resfriador, onde o clinquer é resfriado rapidamente, preservando a estrutura cristalina que acabou de se formar no forno. Desse modo, garante-se que o seja reativo com água. Armazenamento de Armazenamento de sulfato de cálcio (gesso) e adições minerais, que são adicionados ao clinquer na etapa final da produção do cimento. Logo vamos entender porque esses materiais são Moagem, onde o clinquer é moido junto com o sulfato de cálcio (gesso). Além disso, dependendo do tipo de cimento a ser produzido, também junto nesse processo uma ou mais adições minerais (escória de alto-forno, pozolana e/ou filer calcário), para terminar de formular e fabricar o cimento portland. Expedição para enviar ao cliente. o cimento normalmente é entregue em sacos ou a granel. Clínquer Portland - que é?Concreto Clínquer Portland - que é? FIGURA CLÍNQUER PORTLANDConcreto É a base de todo cimento Portland convencional. É produzido a partir de calcário e argila, basicamente, em um processo de clinquerização com várias etapas, conforme estudamos há pouco. Deste processo, resulta um que possui quatro compostos principais, sendo que cada componente tem sua importância no comportamento do cimento. Veja mais informações na tabela abaixo. TABELA 1 COMPOSTOS PRINCIPAIS DO CLINQUER PORTLAND Nome do Composição Sigla Importância composto em óxidos Representa até 13% do clinquer. Dentre os componentes do ele é o que reage com muita intensidade nos primeiros momentos da Aluminato 1 C3A 3CaO. hidratação do cimento. Também é possível afirmar que tricálcico ele é o que primeiro reage. Por isso, tem participação acentuada na elevação do calor de hidratação e nos tempos de pega.Concreto Representa até 60% do sendo o Silicato constituinte. 2 C3S 3CaO. tricálcico É responsável pela resistência inicial dos cimentos e pelo calor de hidratação (de 1 a 28 dias). Representa até 35% do Silicato 3 C2S 2CaO. É responsável pela resistência do cimento em idades dicálcico mais longas (após 28 dias). Ferro Representa até 10% do 4CaO. 4 aluminato Confere alta resistência química ao cimento, em especial tetracálcico ao ataque de sulfatos à estrutura de concreto. ADAPTADO DE NEVILLE, 2016. Cimento Portland - Formado por Portland e oConcreto ADAPTADO DE NEVILLE, 2016. Cimento Portland - Formado por Clínquer Portland e o que Mais? Hoje em dia, todo cimento Portland comercializado no Brasil possui clínquer Portland e sulfato de cálcio (gesso). FIGURA 4 CIMENTO PORTLAND FORMADO POR CLÍNQUER PORTLAND E SULFATO DE CÁLCIO (GESSO) Clinquer Portland: é o componente principal, sendo responsável pela resistência mecânica do cimento Portland. Sulfato de Cálcio (Gesso): como vimos no processo de produção, existe a utilização de sulfato de cálcio (gesso/gipsita) durante a fabricação do cimento. Por que será? É que vimos na éPortland: é o componente principal, sendo responsável pela resistência mecânica do cimento Portland. Sulfato de Cálcio (Gesso): como vimos no processo de produção, existe a utilização de sulfato de cálcio (gesso/gipsita) durante a fabricação do cimento. Por que será? É que o C3A do clínquer, que vimos na tabela acima, é muito reativo e, ao entrar em contato com a água, ele reage imediatamente. Então, utilizamos uma pequena quantidade de gesso na mistura, que é suficiente para retardar a reação inicial de hidratação do permitindo um tempo adequado para o manuseio e aplicação do concreto antes de endurecer. Sulfato de Cálcio (Gesso)Concreto E as adições minerais? Como vimos no processo de produção, existe também a colocação de adições minerais na etapa final de produção do cimento Portland, como escória de alto forno (E), filer calcário (F) e/ou pozolanas (Z), devido as vantagens que são obtidas em questão de redução de impacto ambiental e aumento da durabilidade dos concretos. Vamos ver abaixo o que é cada adição e como é sua contribuição. (Clique nas abas para interagir com conteúdo) Escória de alto-forno (E) Fíler calcário (F) Pozolana (Z)- Concreto Escória de alto-forno (E) Fíler calcário (F) Pozolana (Z) É um subproduto da fabricação de ferro em altos-fornos. Quando finamente, a escória apresenta propriedades que contribuem para a formação de compostos cimentícios, melhorando características do concreto como resistência e durabilidade e reduz a permeabilidade. Tipos de Cimento Portland A partir de todas essas matérias-primas do cimento Portland é que eles são formulados. No Brasil, existem diversos tipos de cimentos normatizados, cada um com características específicas adequadas para diferentes aplicações na construção civil. Veja os tipos de cimentos atuais do Brasil no quadro abaixo e, logo após, veja- Concreto Escória de alto-forno (E) calcário (F) III Pozolana (Z) É um material finamente que ajuda a reduzir a quantidade de necessária na produção de cimento, resultando em menor emissão de Como, em geral, não reage quimicamente, sua utilização é limitada na produção dos cimentos. Atuação: física (preenchendo os espaços vazios) Tipos de Cimento Portland- Concreto Escória de alto-forno (E) Fíler calcário (F) Pozolana (Z) É um material natural ou artificial que, ao ser misturado com água, reage quimicamente para formar compostos cimentícios, melhorando características do concreto como resistência e durabilidade e reduz a permeabilidade. Seu uso permite a redução da quantidade de no cimento, diminuindo assim as emissões de CO2, além de aumentar a resistência a ataques químicos. A pozolana mais comum é a cinza volante. É um material resultante da queima do carvão em usinas termelétricas. Atuação: química (Pozolanas + Portlandita forma C-S-H) + física (preenchendo os espaços vazios)Concreto espaços vazios) Tipos de Cimento Portland A partir de todas essas matérias-primas do cimento Portland é que eles são formulados. No Brasil, existem diversos tipos de cimentos normatizados, cada um com características específicas adequadas para diferentes aplicações na construção civil. Veja os tipos de cimentos atuais do Brasil no quadro abaixo e, logo após, veja para qual aplicação são indicados. QUADRO 1 LIMITES DE COMPOSIÇÃO DO CIMENTO PORTLAND - NBR 16697 clínquer escória Sigla Tipo Subtipo + sulfato de alto pozolana de cálcio forno CP I 95 - 100 0 - 5 com escória CP II- E 51 - 94 6 - 34 de alto fornoConcreto QUADRO LIMITES DE COMPOSIÇÃO DO CIMENTO PORTLAND - NBR 16697 clínquer escória Sigla Tipo Subtipo + sulfato de alto pozolana filer de cálcio forno CP 100 0 - 5 com escória CP II- E 51 - 94 6 34 0-15 de alto forno Cimento CP II- F composto com filer 71 - 94 6 - 14 0 - 15 CP II- com pozolana 75 - 89 11 - 25 CP III Cimento de alto forno 25 - 65 35 - 75 0-10 CP IV Cimento pozolânico 45 - 85 15 50 0 - 10 Cimento de alta CP V 90 - 100 0 - 10 resistência inicial (Clique nas abas para interagir com o conteúdo)Concreto CP I CP II CP III CP IV CP V Praticamente não é comercializado no Brasil. Uso restrito para pesquisas científicas.Concreto CP I CP II CP III CP IV CP V É muito utilizado no Brasil. Indicado para todas as obras comuns de construção civil, como casas, edifícios etc.Concreto CP I CP II CP III CP IV CP V Apresenta menor permeabilidade que concretos de cimento comum. Por isso, é indicado para meios sulfatados como ambientes marinhos e certas águas residuais industriais. Também é indicado em concretagens de grande volume (concreto massa). Limitação: nas primeiras idades, apresenta desenvolvimento mais lento de resistência que o CP II.Concreto CP I CP II CP III CP IV CP V Semelhante ao CP III, mas existe em regiões onde tenha pozolana. Apresenta menor permeabilidade que concretos de cimento comum, por isso é indicado para concretos sujeitos a águas agressivas. Também é indicado em concretagens de grande volume (concreto massa). Como funciona? A pozolana presente reage também, além do formando um material ainda menos permeável. Limitação: Nas primeiras idades, apresenta desenvolvimento mais lento de resistência que o CP II.Concreto CP I CP II CP III CP IV CP V É o cimento que apresenta alta resistência inicial. É um cimento mais fino, ou seja, mais para apresentar esse comportamento de maior resistência em menos tempo. É utilizado, em geral, na execução de peças e elementos que precisam apresentar resistências mecânicas elevadas logo nas primeiras idades, como nos casos em que se precisa liberar as fôrmas para novas concretagens, por exemplo.Concreto Atenção! III Restrição: somente deve ser utilizado em elementos com concreto massa (devido ao alto calor de hidratação que libera nas primeiras idades) se for inserido, separadamente uma adição mineral para minimizar o calor de hidratação e evitar que surjam fissuras térmicas e outros problemas. Ao final deste conteúdo, apresentamos um estudo de caso para você compreender em um exemplo prático! Relações de Hidratação do Cimento Portland Vamos primeiro relembrar do que o cimento é formado?Concreto Relações de Hidratação do Cimento Portland Vamos primeiro relembrar do que o cimento é formado? o cimento Portland é formado por Portland (C3A, C3S,C2S e sulfato de cálcio e adições minerais. É importante sabermos que 0... cimento Portland, em si, não endurece. o que faz o cimento aglomerar e endurecer é quando ele é misturado com a água e então desenvolve uma série de reações químicas, conhecidas como hidratação do cimento. Essas reações químicas resultam na formação de produtos de hidratação e estes, sim, endurecem e dão a resistência mecânica desejada. Para entender esses produtos de hidratação, não vamos levar em consideração a adição mineral que o cimento possui. Vamos focar nas reações entre os componentes do o sulfato de cálcio e a água. QUADRO 2 PRODUTOS DA HIDRATAÇÃO DO CIMENTO Produto da hidratação Origem ContribuiçãoConcreto consideração a adição mineral que o cimento possui. Vamos focar nas reações entre os componentes do o sulfato de cálcio e a água. QUADRO 2 PRODUTOS DA HIDRATAÇÃO DO CIMENTO Produto da hidratação Origem Contribuição C3A inicia a reação em poucos minutos. Por Etringita isso, adicionamos o gesso. Durante as reações iniciais da hidratação do cimento, a partir da reação do C3A, ocorre C3A + gipsita + água formação de etringita. Ela é normalmente ETRINGITA + calor primeiro produto a se formar. 70 E qual sua contribuição? Fonte: POLI USP, 2023a. A etringita contribui para o endurecimento inicial. É principal produto da reação de C-S-H hidratação e determina as propriedades. Sua estrutura finamente dispersa 500nm C3S + água C-S-H + proporciona coesão ao concreto, ligando osConcreto ETRINGITA + calor primeiro produto a se formar. 70 E qual sua contribuição? A etringita contribui para o Fonte: POLI USP, 2023a. recimento inicial. É o principal produto da reação de C-S-H hidratação e determina as propriedades. Sua estrutura finamente dispersa 500nm C3S + água C-S-H + proporciona coesão ao concreto, ligando os Portlandita + calor grãos de cimento e agregados para formar uma matriz densa e resistente. C2S + água Portlandita + calor C-S-H é formado pela reação do C3S nas idades iniciais (a reação inicia em poucas horas) e, após 28 dias, passa a ser formado Fonte: Mehta; Monteiro, 2014. pela reação do C2S. É o segundo produto mais abundante encontrado após hidratação do cimento. É Portlandita também chamada de hidróxido de cálcio. Sua estrutura é bem conhecida: cristalizaConcreto Fonte: Mehta; Monteiro, 2014. pela reação do É o segundo produto mais abundante encontrado após hidratação do cimento. É Portlandita também chamada de hidróxido de cálcio. Sua estrutura é bem conhecida: cristaliza C3S + água C-S-H + em grandes placas hezagonais. É a fase Portlandita + calor mais solúvel da pasta de cimento e, portanto, precisamos ter cuidado quando ela entra em contato com a água. C2S + água C-S-H + Portlandita + calor Em cimentos com pozolana, temos menos presença de portlandita e mais presença de Fonte: Paulon, 2005. C-S-H, o que é ótimo! Isso acontece porque a própria pozolana reage com a portlandita e forma C-S-H. ELABORADO PELA AUTORA, 2024.Concreto Atenção! 1. A reação do C4AF produz elementos secundários e, por isso, não serão abordados neste material. 2. Como podemos observar, essas reações de hidratação do cimento são exotérmicas, ou seja, liberam calor. Tempo de Início de Pega do Cimento Outro item que ainda não falamos sobre os cimentos é a característica do TEMPO DE INÍCIO DE PEGA. Você já ouviu falar sobre isso? o tempo de início de pega nada mais é do que o tempo que passou entre quando misturamos os materiais (contato do cimento com a água) até iniciar o processo de endurecimento do material. Então, representa o tempo que temos para, depois de misturar, transportar o concreto até o local de aplicação, lançar ele nas formas, adensar para expulsar os vazios, regularizar sua superfície etc. o tempo de pega pode ser influenciada por diversos fatores, como, por exemplo, o tipo de cimento e sua composição e a temperatura ambiente durante a concretagem. A presença de aditivos também pode modificar o tempo de pega, sendo possível acelerar ou mesmo retardar o início da pega, conforme veremos no item "Aditivos" desta unidade.- - Água para Concretos anima Materiais, Técnicas e Tecnologias de Construção 3 - CONCRETO (MATERIAIS, DOSAGEM E ENSAIOS) Começar AulaÁgua para Concretos Tópico 01 Água para Concretos A água é necessária no concreto para possibilitar as reações químicas de hidratação do cimento, reações essas que garantem as propriedades de resistência e durabilidade do concreto. A água é vital no concreto porque, juntamente com o cimento, produz a matriz resistente que aglutina os agregados e confere ao concreto a durabilidade e a vida útil prevista no projeto das estruturas (Bastos, 2023). A água utilizada na produção do concreto deve ser limpa, livre de impurezas e de substâncias químicas nociv além de ser livre de óleos, de graxas e de sólidos suspensos. A qualidade da água é fundamental, pois impurezas podem afetar o processo de hidratação do cimento, comprometendo a resistência e durabilidade do concreto. Em situações específicas, pode ser utilizada água de reuso, desde que atenda aos padrões de qualidade estabelecidos para garantir a integridade do material. Para aprofundar seu conhecimento sobre as exigências da água para concreto, confira a leitura indicada a seguir.Água para Concretos seguir. Estudo Guiado Leia as páginas 145 a 159 do livro indicado. Clique no link e leia o livro BAUER, L. A. F. Materiais de construção. 6. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em: Acesso em: 26 jul. 2024.- Agregados para Concretos anima Materiais, Técnicas e Tecnologias de Construção 3 - CONCRETO (MATERIAIS, DOSAGEM E ENSAIOS) Começar AulaAgregados para Concretos Tópico 01 Agregados para Concretos Os agregados são materiais granulares e possuem diversos usos, como em pavimentação de ruas e de estradas, em obras geotécnicas como barragens e túneis, e em concretos de obras de construção civil em geral. E você sabe porque utilizamos agregados no concreto? São diversos motivos, dentre eles (POLI USP, 2023b): reduzir custo do do concreto; reduzir impacto ambiental do concreto; reduzir a retração do concreto e as chances de fissuras. Bauer (2019) ressalta que agregados são considerados por muitas pessoas como um bem praticamente inesgotável e que, na verdade, existe um esgotamento de onde os agregados são retirados em diversas localidades do mundo, como na Holanda e em Paris (França). autor também ressalta que em alguns estados do Brasil, como Acre e Amazonas, existe uma escassez de agregados britados. Já em Goiânia e na região metropolitana de São Paulo, há carência de areia. São classificados em: (Clique nas abas para interagir com o conteúdo)Agregados para Concretos Agregados miúdos I Areias tamanho de 0,075 a 4,75 mm Agregados graúdos Britas tamanho de 4,75 até 50 mm Normalmente, as areias mais utilizadas na construção civil são classificadas como fina (0,15 a 0,6 mm), média (0,6 a 2,36 mm) e grossa (2,36 a 4,75 mm). As areias são comercializadas a granel ou ensacadas. FIGURA 1 AGREGADOS COMO GERALMENTE ENCONTRADOS NO Brita Brita 1 Brita 2 2Agregados para Concretos Agregados miúdos Areias tamanho de 0,075 a 4,75 mm Agregados graúdos Britas tamanho de 4,75 até 50 mm Normalmente as britas mais utilizadas são brita 0, brita 1 e brita 2 (Figura abaixo). No passado era comum a mistura de britas 1 e 2 na produção de concretos. Hoje a maioria dos elementos estruturais está mais esbelto e/ou com menores dimensões, sendo mais comum a utilização de misturas de brita (4,75 a 9,5 mm) e brita 1 (9,5 a 19 mm) ou somente com brita 1, o que reduz o custo. As areias são comercializadas a granel normalmente. FIGURA 1 AGREGADOS COMO GERALMENTE ENCONTRADOS NO COMÉRCIO Brita Brita 1 Brita 2Agregados para Concretos FIGURA 1 I AGREGADOS COMO GERALMENTE ENCONTRADOS NO COMÉRCIO Brita 0 Brita 1 Bri 2 3 Atenção! É essencial escolher adequadamente o tamanho da brita em relação ao espaçamento entre as armaduras do elemento a ser concretado. Britas muito grandes podem dificultar o adequado adensamento do concreto ao redor das armaduras, o que compromete a aderência e a proteção das armaduras contraAgregados para Concretos Atenção! É essencial escolher adequadamente o tamanho da brita em relação ao espaçamento entre as armaduras do elemento a ser concretado. Britas muito grandes podem dificultar o adequado adensamento do concreto ao redor das armaduras, o que compromete a aderência e a proteção das armaduras contra corrosão. Origem dos Agregados Os agregados podem ter origem natural ou britados, também chamados popularmente de artificiais. Os agregados de origem natural são extraídos de depósitos de rochas e areias de leito de rios, por exemplo. Os agregados artificiais são produzidos a partir de processos industriais, como vamos ver logo abaixo. FIGURA 2 AGREGADO DE ORIGEM FIGURA 3 AGREGADO DE ORIGEM NATURAL ARTIFICIALlos Agregados ter origem natural ou britados, também chamados popularmente de art Os natural são extraídos de depósitos de rochas e areias de leito de rios, por exemplo. Os ais são produzidos a partir de processos industriais, como vamos ver logo abaixo. FIGURA 2 AGREGADO DE ORIGEM FIGURA 3 AGREGADO DE ORIGEM NATURAL ARTIFICIALgregados para Concretos rigem dos Agregados x agregados podem ter Os egados de origem nat por Os egados artificiais abaixo. FONTE: SALUM, 2016.] Agregados > ração do A produção de Vamo Clique na imag FONTE: SALUM, 2016.Agregados para Concretos 1 2 2 3 3 3 3 4 4 5 5Agregados para Concretos Primeiro, ocorre o desmonte (item 1), que pode incluir explosões controladas ou escavação mecânica para remover o material bruto da jazida. Posteriormente, os agregados são transportados (item 2) para instalações de britagem e moagem, onde são reduzidos a tamanhos adequados para uso. Em seguida, ocorre o peneiramento, que classifica os agregados de acordo com sua granulometria, garantindo que atendam às especificações técnicas exigidas. Tudo isso está na etapa identificada no item 3 na imagem. Por fim, os agregados são movimentados internamente (item 4) para serem expedidos (item 5) para os clientes. Fonte da imagem: Adaptado de POLI USP (2023 II).Agregados para Concretos FIGURA 4 I IMAGEM REAL DE UMA INDUSTRIA DE PRODUÇÃO DE AGREGADOS BRITADOSAgregados para Concretos Composição e Análise Granulométrica A distribuição granulométrica representa como os grãos estão distribuídos, ou seja, como é a variação do tamanho das em uma amostra de material, como uma areia, por exemplo. QUADRO 1 DISTRIBUIÇÃO Quando agregado apresenta de todos os diâmetros, que reduz vazios Contínua da mistura e aumenta a resistência mecânica. É o ideal para concreto. Quando agregado tem uma distribuição desigual de tamanhos de e apresenta alguma falta de fração granulométrica. Não é o ideal para o concreto. Quando a maior parte das é de um tamanho, oAgregados para Concretos Quando agregado apresenta de todos os diâmetros, o duz vazios Contínua da mistura e a a resistência mecanica. É o ideal para concreto. Quando o agregado tem uma distribuição desigual de tamanhos de e Descontínua apresenta alguma falta de fração granulométrica. Não é o ideal para o concreto. Quando a maior parte das é de um tamanho, o Uniforme que pode ser útil para aplicações específicas. Não é o ideal para o concreto. IMAGENS ADAPTADAS DE MARQUES FILHO ET.AL (2020). determinar essas características de um agregado?

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