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AULA 4 GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS PARA TOMADA DE DECISÃO Profª Lúcia Young A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 2 TEMA 1 – MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO Antes de mais nada, segundo Dutra (2017, p. 240): O Método de Custeio por Absorção, também chamado Custeio Pleno ou Integral, é o mais utilizado quando se trata de apuração de resultado e consiste em associar aos produtos e serviços os custos que ocorrem na área de elaboração, ou seja, os gastos referentes às atividades de execução de bens e serviços. Saiba mais Para conhecer melhor sobre essa forma de custeio, sugiro que assistam ao vídeo que se encontra neste endereço: . Acesso em: 10 jun. 2021. Para o autor Wernke (2005, p. 19), “o custeio por Absorção designa o conjunto de procedimentos realizados para atribuir todos os custos fabris, quer fixos ou variáveis, diretos ou indiretos, aos produtos fabricados em um período”. Com isso, os produtos “absorvem” todos os gastos classificáveis como custos – matérias primas, salários e encargos sociais, depreciação das máquinas, aluguel do prédio industrial etc. – independentemente de sua natureza, se são custos fixos ou não, diretos ou não. Vejam como o estudo de custos possui uma linha de estudo, pois vimos nas primeiras aulas conceitos fundamentais que auxiliam na compreensão de todo o restante do conteúdo quando estudamos o que são gastos, custos, despesas, custos fixos, variáveis, entre outros. Isso fica claro com a conceituação do autor acima. Um ponto negativo nesse sistema é que efetua-se um rateio igualmente distribuído para todos os produtos, o que muitas vezes beneficia uns em detrimento de outros, dando uma visão ligeiramente distorcida para fins de tomada de decisão. Apesar dessa característica, o custeio por absorção é o mais recomendado pelo Fisco. Veja dentro de uma DRE como se é apropriado o custo nessa metodologia (lembrando que as despesas fixas não são alocadas proporcionalmente à quantidade vendida): Venda (-) Custo do Produto Vendido = Lucro Bruto A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 3 (-) Despesas = Lucro Bruto O custo do produto vendido, por esse método, abrange tanto os custos variáveis quanto os custos fixos, os quais são baixados na proporção dos produtos que foram vendidos. Muito pertinente é a colocação do autor Biasio (2012, p. 51-52) sobre o método de custeio por absorção: É importante observar que, pelo fato de o custeio por absorção considerar no cálculo do custo do produto, os custos variáveis e também os custos fixos, o custo do produto varia, tanto no valor unitário (na razão inversa à ocorrida na produção) como no valor total (na razão direta à ocorrida na produção). A alteração no custo variável (total) se dá de forma proporcional e direta à ocorrida no volume. Ou seja, se a produção dobrar, o custo variável total dobra; se for reduzido pela metade, o custo variável total também reduzirá pela metade. Já o custo variável unitário se manterá estável, independentemente das alterações no volume de produção. Por sua vez, o valor total do custo fixo, se ocorrer alteração no volume de produção, se manterá igual, e, consequentemente, o seu valor unitário variará de forma inversa à modificação ocorrida no volume de produção. Isto é, se a produção dobrar, o custo fixo total não mudará; já o custo fixo unitário cairá pela metade. Por outro lado, se a produção cair pela metade, o custo fixo total continuará o mesmo; no entanto, o custo fixo unitário dobrará. TEMA 2 – CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL Na visão de Guerra (2014, p. 96), o método de custeio variável vem como uma alternativa ao custeio por absorção. Ele afirma que: Geralmente os custos indiretos são fixos. Por conta disso, no custeio por absorção o valor do custo unitário do produto varia de acordo com o volume produzido. Muitas vezes o custo unitário do produto varia mesmo quando o volume de produção deste produto permanece inalterado, bastando para isso que se altere o volume de produção dos outros produtos da empresa que também estão absorvendo custo indireto. O autor ainda afirma que: Este cenário prejudica a função gerencial, na medida em que, no custeio por absorção, o custo unitário é composto tanto por custos inevitáveis como de custos diferenciais. O custeio variável oferece uma alternativa ao custeio por absorção. Neste método, somente são atribuídos os custos variáveis. Todos os custos fixos de produção são considerados como despesas do período independentemente dos produtos terem sido vendidos ou não. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 4 Saiba mais Para conhecer melhor sobre essa forma de custeio, sugiro que assistam ao vídeo que se encontra nesse endereço: . Acesso em: 10 jun. 2021. Na visão de Silva (2014, p. 112), “o custo direto variável procura verificar a alocação dos custos variáveis no contexto de produção, e depois deduz as vendas deste valor, a fim de achar a margem bruta de contribuição comercial”. Para Biasio (2012, p. 55), o custeio variável “é o sistema de custos em que são alocados aos produtos os custos variáveis; os custos fixos ficam separados e são considerados como despesas do período, indo diretamente para o resultado. Para os estoques só vão, como consequência, os custos variáveis”. Ainda segundo Biasio: Em função de ele considerar só os custos variáveis na formação do custo de produção, uma vez determinado o custo do produto, e considerando- se certo volume de produção, esse valor unitário se manterá igual, independentemente do volume a ser produzido. Já o seu valor total varia em razão direta à alteração ocorrida no volume de produção. Temos de lembrar que, contabilmente, esse sistema não é aceito por não seguir o princípio da competência contábil, visto que não existe o confronto de receitas e despesas de um mesmo período; no entanto, possui a sua utilidade para fins de tomada de decisão. Interessante a afirmação de que todos os custos diretos são custos variáveis, no entanto, o inverso não é verdadeiro. Veja dentro de uma DRE como se é apropriado o custo nessa metodologia (lembrando que as despesas fixas não são alocadas proporcionalmente à quantidade vendida): Venda (-) Custo do Produto Vendido = Lucro Bruto (-) Despesas (-) Custo Fixo = Lucro Bruto Dutra (2017, p. 245) elenca algumas características fundamentais do método de custeio variável: A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 5 a) não fazer distinção entre custo e despesa; b) segregar os custos e despesas que variam com o volume daqueles que não sofrem esse tipo de influência; c) tratar os custos gerais fixos de produção como custos do período e não do produto, excluindo-os do valor da produção em andamento e dos estoques de produtos acabados e lavando-os para o resultado do período como se fossem despesas; d) atribuir aos produtos apenas os custos que se alteram com o volume; e) determinar a margem de contribuição, abatendo das vendas os custos e despesas variáveis; f) proporcionar lucro bruto ou direto maior do que pelo Custeio por Absorção; g) apresentar lucro final menor do que no Custeio por Absorção quando as vendas forem menores do que a produção do período, ou seja, existência de estoques não vendidos; h) igualar o lucro final ao apurado pelo Custeio por Absorção quando a produção for igual às vendas, ou seja, sem estoques no final do período; i) possibilitar a comparação dos custos dos produtos em bases unitárias, independentemente do volume de produção; j) facilitaro desenvolvimento da relação custo/lucro/volume; k) facilitar a elaboração e o controle de orçamentos; l) possibilitar a determinação e o controle de padrões; m) fornecer mais instrumentos de controle gerencial. TEMA 3 – MÉTODO DE CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES (ABC) Para que a empresa não compre demasiado ou falte estoque, precisa fazer um planejamento para investir corretamente, evitando faltas e excessos. Por esse método de avaliação de custos, pode-se afirmar que ele prima por uma melhoria dos processos utilizados na empresa, gerando a redução de desperdícios. Além disso, esse método permite reduzir as distorções proporcionadas pelo método de custeio por absorção, pois nesse sistema vigora a arbitrariedade em que os custos indiretos são alocados aos produtos. Isso gera uma distorção para fins de tomada de decisão empresarial. Esse rateio é arbitrário, portanto, ocasiona uma visão errônea sobre a rentabilidade de determinado produto. O autor Biasio (2012, p. 56) elenca alguns propósitos de adotar esse método de custeio, quais sejam: a) apurar o real custo dos produtos de forma correta e, como consequência, melhorar o processo do negócio; b) identificar as atividades que agregam ou não valor e a possibilidade de eliminá-las; c) determinar o custo dos produtos em empresas com grande diversidade de produtos e clientes; d) distribuir os custos indiretos dos produtos de forma mais próxima à realidade de seus custos; e) alavancar as atitudes das pessoas envolvidas no processo de mudança. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 6 Saiba mais Para conhecer melhor sobre essa forma de custeio, sugiro que você assista ao vídeo que se encontra neste endereço: . Acesso em: 10 jun. 2021. De acordo com Ribeiro (2009, p. 243-245), existe um esquema técnico para esse método de análise de custos, qual seja: 1 – departamentalização; 2 – identificação dos gastos comuns a todos os departamentos; 3 – distribuição dos gastos comuns a todos os departamentos; 4 – identificação e/ou acumulação dos gastos incorridos em cada departamento; 5 – identificação das atividades realizadas em cada departamento; 6 – definição das atividades relevantes em cada departamento; 7 – atribuição de custos às atividades; 8 – atribuição de custos aos produtos. Interessante a visão demonstrada por Bornia (2010, p. 112), que esquematicamente identifica o processo do método de custeio baseado em atividades. Vejamos: Figura 1 – Método de custeio Créditos: Young, 2021. De acordo com um estudo efetuado pela empresa de consultoria e auditoria Price Waterhouse, o qual foi publicado pelo Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo e pela iob on-line, há algum tempo, temos como síntese dos métodos de custeio: A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 7 • Custeio por Absorção – Pontos Positivos o Método aceito pelo Fisco; o Contribui para a precificação mais realista, em virtude de reconhecer a totalidade dos custos de cada produto ou serviço; o Reflete com mais fidelidade a observância dos Princípios de Contabilidade; o Resulta no cálculo de índices de liquidez mais reais. • Custeio por Absorção – Pontos Negativos o Os custos unitários dos produtos não podem ser comparados quando houver alterações no volume de produção; o Custos indiretos atribuídos mediante rateios, conferindo forte conteúdo subjetivo a essa atribuição; o Não oferece informações adequadas à tomada de decisões, além de dificultar o controle orçamentário e a determinação de padrões confiáveis. • Custeio Variável – Pontos Positivos o Os custos unitários podem ser comparados, independentemente de variações de volume; o Facilita o desenvolvimento de análises custo/volume/lucro; o Requer menor tempo de trabalho; o Viabiliza o melhor controle dos custos fixos, que passam a ser demonstrados separadamente nos relatórios financeiros; o Facilita os controles orçamentários, a fixação de padrões e disponibiliza mais recursos de controle gerencial. • Custeio Variável – Pontos Negativos o Não é aceito pelo Fisco; o Para muitos profissionais, o método desconsidera o Princípio da Confrontação das Receitas com os Custos que as geraram; o Pode prejudicar a análise efetuada pelos credores da empresa, no que concerne aos índices de liquidez e capital circulante líquido; o Desconsidera o custo fixo na determinação dos preços de venda. Além disso, há o Custeio Pelo Método ABC. Nesse método, conforme já mencionado, pode-se apurar com maior precisão os gastos realizados pela empresa. Esse seria o aspecto positivo. Quanto ao aspecto negativo, pode-se A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 8 apontar que é uma metodologia que utiliza procedimentos mais meticulosos para avaliação, mais complexos. TEMA 4 – ESTIMATIVA DE VENDAS E GIRO DE ESTOQUES Quando se fala em vendas, sabemos que estaremos estimando valores; porém isso precisa ser feito com base em uma informação sólida para não haver desvios e, com isso, gerar tomada de decisões incoerentes. Existe uma lógica e metodologia para esse procedimento, tomando o cuidado com elementos imprevisíveis, como foi o caso de pandemia de coronavírus que o país sofreu. Há necessidade de tomada de atitude estratégica para obtenção de bons resultados. Muitas empresas tinham estimado determinado patamar de vendas e, com a crise financeira, o cenário mudou completamente, deixando os empresários sem saber qual atitude tomar em pouco tempo, de forma assertiva. Essas vendas estão intrinsecamente ligadas ao giro de estoques. É necessário saber o que comprar, quanto comprar e quando comprar, pois estoque parado é dinheiro perdido para uma empresa, dependendo da situação. Claro que existem estoques, quando o produto só tende a valorizar, por exemplo, nos quais não há o critério da obsolescência ou perecibilidade, que pode se ter em quantidade. Mas isso não é a realidade para muitas empresas. Temos de lembrar todos os gastos efetuados na aquisição desses estoques e sua manutenção, pois muito será integrado ao custo, afetando sensivelmente a margem de lucro e a formação do preço do produto final. É muito importante o controle permanente dos estoques. Controle é a palavra-chave! Para o autor Dutra (2017, p. 92): Cada aquisição tem seu registro efetuado considerando-se a data, a quantidade e os valores unitário e total, bem como o saldo consequente. O valor unitário obtido por um dos métodos utilizados e multiplicado pela quantidade de material aplicado na produção em cada requisição constitui o custo do material aplicado, que é um dos componentes do custo dos produtos fabricados. Da mesma forma, nas empresas comerciais, o valor unitário obtido por um dos métodos utilizados e multiplicado pela quantidade de mercadoria saída do estoque para venda em cada evento constitui o custo das mercadorias vendidas. Essa sistemática é resultante do controle permanente dos estoques, pois possibilita, a qualquer momento, saber o custo dos materiais aplicados na produção e o valor de cada um deles em estoque na empresa industrial, assim como saber o custo das mercadorias vendidas e o valor do estoque de cada uma delas na empresa comercial. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 9 Vejo empresas pequenas em especial quebrarem por não fazerem um estudo mais aprofundado sobre as compras efetuadas. Exemplo disso são lojas que vendem roupas; das quais, ouvi de proprietárias: “Menina, é difícil eu me segurar para comprar as roupas para revender em minha loja. Vou às feiras de confecção e compro como se estivesse adquirindo para mim, compro vários tamanhos, cores, etc.” Será queisso está certo? Comprar por impulso? Será que irá vender toda a quantidade que comprou apenas de forma intuitiva? Depois terão de fazer liquidação, “lives” de vendas a preço de custo ou até abaixo do custo para poder “desovar” o estoque. Quer dizer, um investimento inútil, inapropriado, de forma não precisa. E fazendo isso de forma contínua, sem apurar onde está o erro na ação, logo partirão para a falência. Metas de vendas precisam ser traçadas e avaliadas constantemente, com base no mercado e nas tendências. Além disso, tais metas devem ser reestruturadas cada vez que se faça necessário. Veja que ainda temos de considerar todos os demais gastos envolvidos para o processo de vendas, como por exemplo a logística, o marketing, a comissão sobre vendas, entre outros quesitos. Esses itens fazem parte de um sistema, e qualquer falha em um deles afetará sobremaneira a continuidade do processo. Quando tratamos de previsão de vendas, há o envolvimento de estudo do ponto de equilíbrio e a previsão de compras, impreterivelmente. Este será um assunto que trataremos no próximo módulo. Falando em compras como fator relevante para estimativa de estoques e para a produção, há necessidade de avaliação adequada para estimar quanto comprar, pois como falamos no caso da empresa ser um sistema, a produção desta não pode parar por falta de matéria-prima, por exemplo. Portanto, essa previsão de vendas é fundamental e precisa ser estruturada e calculada para estar em conformidade com o tempo de produção e de venda. Para essa composição toda, a empresa precisa fazer uma avaliação sobre o orçamento que dispõe, analisar metas de curto e longo prazo e estratégias para alcançá-las. Isso demanda controles internos rígidos. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 10 TEMA 5 – CAPITAL DE GIRO E FLUXOS DE CAIXA Com a pandemia, ficou muito visível que as empresas não possuíam dinheiro em caixa ou em aplicações a curto prazo à disposição para cumprir com os compromissos. Muitas empresas fecharam as portas por não ter essa folga de caixa, não terem feito uma provisão para contingências a fim de conseguir sobreviver até ter tempo hábil para reestruturar sua empresa. O gerenciamento do capital de giro é fundamental para qualquer empresa, independentemente do seu porte. Conforme estabelece Mason (2014, p. 76), “o gerenciamento eficiente do capital de giro pode reduzir o capital investido. E isso aumentará os lucros e permitirá que os gestores durmam tranquilos, sem preocupações”. Uma peça contábil muito eficiente para avaliar a situação da empresa é o chamado demonstrativo de fluxos de caixa. Trata-se de uma peça contábil que analisa o caixa e equivalente de caixa que ingressa e que sai da empresa em determinado período. O empresário pode fazer uma análise sob os aspectos operacional, de investimento e financeiro desses ingressos e saídas do caixa. Existem dois métodos de cálculo: método direto e indireto. Ambos chegarão ao mesmo resultado, porém com metodologias distintas para o cálculo. O mais usual é o método indireto, pois é muito requisitado pela CVM. De acordo com a Lei das S/A, com as alterações no padrão internacional de contabilidade, bem como pronunciamentos contábeis e resolução do CFC, temos indicadores que aumentam e diminuem o caixa e que servem de estruturantes para avaliação e tomada de decisão. São eles: • Transações que aumentam o Caixa: o Integralização do Capital pelos proprietários em dinheiro; o Empréstimos bancários e financiamentos oriundos das instituições financeiras; o Vendas de Ativos Não Circulantes; o Outras entradas (juros recebidos, indenizações de seguros, recebimentos de clientes etc.). • Transações que diminuem o Caixa: o Pagamento de dividendos aos acionistas; A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 11 o Pagamento de juros, correção monetária de dívidas; o Aquisição de itens do Ativo Não Circulante; o Compra à vista e pagamento de fornecedores; o Pagamentos de despesas/custo, contas a pagar e outros. Como exemplo do método indireto de avaliação do fluxo de caixa, dado pelo CPC 3, temos: • Fluxos de caixa das atividades operacionais o (+) Lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição social o Ajustes por: o (+) Depreciação o (+) Perda cambial o (-) Renda de investimentos o (+) Despesas de juros o (-) Aumento nas contas a receber de clientes e outros o (+) Diminuição nos estoques o (-) Diminuição nas contas a pagar – fornecedores o (+) Caixa proveniente das operações o (-) Juros pagos o (-) Imposto de renda e contribuição social pagos o (-) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos o (=) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais • Fluxos de caixa das atividades de investimento o (-) Aquisição da controlada X menos caixa líquido incluído na aquisição o (-) Compra de ativo imobilizado o (+) Recebimento pela venda de equipamento o (+) Juros recebidos o (+) Dividendos recebidos o (-) Caixa líquido usado nas atividades de investimento • Fluxos de caixa das atividades de financiamento o (+) Recebimento pela emissão de ações o (+) Recebimento por empréstimos a longo prazo o (-) Pagamento de obrigação por arrendamento o (-) Dividendos pagos* o (-) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 12 • Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa o Caixa e equivalente de caixa no início do período o Caixa e equivalente de caixa no fim do período Com esse demonstrativo, a empresa poderá avaliar melhor e criteriosamente o que está afetando positiva ou negativamente o seu giro de caixa e tomar as providências necessárias para melhoria. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 13 REFERÊNCIAS BIASIO, R. Contabilidade de custos para o exame de suficiência do CFC para bacharel em ciências contábeis. São Paulo: Edipro, 2012. BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. DUTRA, R. G. Custos: uma abordagem prática. 8. ed. São Paulo: Gen/Atlas, 2017. GUERRA, L. Manual de custos para o exame de suficiência. São Paulo: Atlas, 2014. MASON, R. Finanças para gestores não financeiros: aprenda em uma semana, lembre por toda vida. São Paulo: Saraiva, 2014. RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil: atualizado conforme Lei 11.638/2007 e Medida Provisória nº 440/2008. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. SILVA, R. A. C. da. Controle gerencial dos custos. Curitiba: Juruá, 2014. WERNKE, R. Análise de custos e preços de vendas: ênfase em aplicações e casos nacionais. São Paulo: Saraiva, 2005. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com