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HISTÓRIA DA AMAZÔNIA – Prof. Eduardo 
Joreu 
 
HISTÓRIA PRÉ-LITERÁRIA 
 
OCUPAÇÃO HUMANA NA AMÉRICA 
- O ponto de partida para o estudo da História 
da Amazônia é a compreensão sobre as 
origens da presença humana na região. 
- O homem americano não é originário da 
América (não é autóctone); 
- A presença humana na América ocorreu a 
partir de correntes migratórias oriundas de 
outros continentes; 
• O homem americano é alóctone, ou seja, teve 
origem em local diferente de onde foi 
encontrado. 
- O povoamento da América foi multiétnico, 
realizado por diferentes grupos, oriundos de 
regiões diferentes, por rotas diversas e em 
diferentes épocas. 
 
Rotas de Povoamento 
1 – Hipótese do Estreito de Bering – travessia 
da Sibéria para o Alasca pelo Estreito de 
Bering e ocupação a partir da América do 
Norte em direção ao Sul; 
• Populações indígenas com características 
físicas asiáticas; 
• Modelo “Clovis First”, o sítio arqueológico de 
Clóvis (EUA) seria o mais antigo da América; 
• O modelo “Clovis First” foi revisto, pois há 
vestígios mais antigos da presença humana 
na América do Sul. 
2 – Hipótese Malaio-Polinésia – travessia do 
Pacífico pelas ilhas polinésias, em direção a 
América do Sul; 
• Populações indígenas com características 
físicas polinésias; 
3 – Hipótese Australiana – grupos migratórios 
atravessaram o Pacífico, em direção a América 
do Sul; 
• Populações indígenas com características 
físicas aborígenes e negroides (rota do 
Pacífico). 
 
Principais Sítios Arqueológicos 
1 – Sítios Clóvis (modelo Clovis First) – 
localizados na América do Norte. 
• Foram utilizados para sustentar a tese de 
que o povoamento da América teria 
começado pela América do Norte, em direção 
ao sul. 
2 – Boqueirão da Pedra Furada – localizado em 
São Raimundo Nonato, no Piauí. 
• Pesquisado pela arqueóloga Niède Guidon, 
neste sítio estão os vestígios mais antigos da 
presença humana na América. 
3 – Caverna da Pedra Pintada – Localizado em 
Monte Alegre, no Pará. 
• Pesquisado pela arqueóloga Anna Roosevelt, 
neste sítio estão os vestígios mais antigos da 
presença humana na Amazônia. 
 
DEBATE ARQUEOLÓGICO SOBRE AS 
SOCIEDADES AMAZÔNICAS 
- Na segunda metade do século XX, surgiram 
duas correntes arqueológicas principais sobre 
a formação das sociedades amazônicas pré-
coloniais. 
1 – Betty Meggers e Clifford Evans – para esses 
arqueólogos, a Amazônia seria pobre em 
recursos naturais, impossibilitando o 
desenvolvimento de grandes sociedades com 
complexidade cultural (determinismo 
ecológico). 
• Os vestígios culturais mais complexos 
encontrados na Amazônia seriam oriundos 
das sociedades Andinas (Incas). 
2 – Donald Lathrap e Anna Roosevelt – para 
esses arqueólogos, as regiões de várzea dos 
grandes rios possibilitaram o desenvolvimento 
de grandes sociedades com complexidade 
cultural na Amazônia. 
• A Amazônia foi um centro de produção e 
desenvolvimento cultural no período pré-
colonial. 
 
DIVISÃO HISTORIOGRÁFICA – 3 FASES 
(proposta por Anna Roosevelt) 
1 – Fase Paleoindígena – populações pouco 
numerosas, dispersas e nômades. 
• Padrões alimentares menos complexos – 
coletores, pescadores e caçadores de animais 
de pequeno porte. 
2 – Fase Arcaica – diversificação das culturas. 
• Domesticação de plantas e animais, 
produção de cerâmicas e sedentarização das 
populações. 
• Construção de Sambaquis (grandes 
depósitos artificiais de resíduos produzidos 
por humanos). 
3 – Pré-História Tardia – Surgimento dos 
Cacicados Complexos nos principais rios 
amazônicos. 
• Grandes sociedades indígenas estratificadas, 
com poder político centralizado, que 
subordinavam outros grupos através da 
guerra. 
• Construíam aterros nas várzeas (tesos), 
dominavam técnicas agrícolas e de produção 
de cerâmica. 
• Os Cacicados Complexos mais famosos 
foram o dos Omáguas (Cambebas), dos 
Machifaro, dos Tapajós e dos Marajós. 
- Comparativamente, os Cacicados Complexos 
da Amazônia chegaram a ser maiores que 
algumas sociedades da Grécia Antiga. 
- A chegada dos europeus à América provocou 
a crise dos Cacicados Complexos da 
Amazônia. 
 
ASPECTOS GERAIS DAS SOCIEDADES 
INDÍGENAS PRÉ-COLONIAIS 
Grupos Linguísticos 
- As sociedades indígenas pré-coloniais podem 
ser classificadas de acordo com os troncos 
linguísticos dominantes em cada região da 
Amazônia; 
- Existiam entre seis e oito troncos 
linguísticos, que se subdividiam em outras 
centenas de línguas e dialetos. 
• Caribe – na região das Guianas; 
• Aruaque – região do Alto Amazonas, rio 
Negro, litoral das Guianas e ilha do Marajó; 
• Pano – cabeceiras dos rios Purus, Juruá e 
Javari (atual estado do Acre); 
• Gê – rios Araguaia-Tocantins, Xingu, 
Tapajós; 
• Tukano – noroeste amazônico; 
• Xiriana – extremo norte de Roraima; 
• Tupi – origem e dispersão a partir da região 
entre os rios Guaporé e Madeira (atual estado 
de Rondônia). 
 
Modos de Vida 
- Os modos de produção da vida material das 
sociedades indígenas pré-coloniais podem ser 
classificados em dois grandes modelos: 
• Culturas de Várzea – regiões onde se 
desenvolveram os Cacicados Complexos, a 
agricultura de várzea com grande 
produtividade era a principal atividade 
econômica, mas também se praticava a caça, 
a pesca e a coleta. 
• Culturas de Terra Firme – regiões de floresta 
fechada, prática da agricultura de coivara 
pouco produtiva, maior dependência da 
coleta, da caça e da pesca. 
 
PERÍODO COLONIAL 
 
1494 – Assinatura do Tratado de Tordesilhas 
entre Portugal e Espanha. Por este tratado, a 
maior parte da Amazônia pertencia à 
Espanha. 
- O Tratado de Tordesilhas sempre foi alvo de 
contestação pelos monarcas europeus, pois 
não aceitavam a divisão do mundo apenas 
entre as coroas ibéricas. Dessa forma, 
ingleses, franceses, e holandeses faziam 
constantes incursões no litoral brasileiro e 
pela região amazônica. 
- Os relatos produzidos pelos escrivães das 
expedições europeias na Amazônia são as 
principais fontes utilizadas para a 
compreensão das sociedades indígenas que 
viviam na Amazônia no período colonial. 
 
EXPEDIÇÕES ESPANHOLAS – SÉCULO 16 
1500 – Expedição de Vicente Pizón encontrou 
a foz do rio Amazonas. 
1540 – Expedição de Francisco Orellana, cujo 
objetivo era encontrar o El Dorado e o País da 
Canela. 
• Francisco Orellana relatou o suposto 
encontro com uma sociedade de mulheres 
guerreiras, as Amazonas. 
1560 – Expedição de Pedro de Ursúa e Lope de 
Aguirre resultou em fracasso. 
EXPEDIÇÕES PORTUGUESAS – SÉCULO 17 
1580-1640 - Portugal e Espanha tem as suas 
coroas unificadas através da União Ibérica. 
Nesse período são organizadas expedições 
para desbravar a Amazônia; dentre as 
principais expedições pode-se destacar: 
1616 – Francisco Caldeira Castelo Branco 
constrói o Forte do Presépio na foz do rio 
Amazonas e dá início ao processo de ocupação 
portuguesa na Amazônia. O Forte do Presépio 
deu origem a cidade de Belém no Pará. 
1637 – O bandeirante Pedro Teixeira, 
representando a Coroa Portuguesa, chega ao 
Rio Amazonas e sobe até Quito, estabelecendo 
os primeiros marcos fronteiriços portugueses 
na região. 
1647-50 – Raposo Tavares, notável 
bandeirante português, percorre a região do 
atual Estado de Rondônia pelos rios Guaporé, 
Mamoré e Madeira. A expedição de Raposo 
Tavares foi a primeira a conhecer as 
cachoeiras do rio Madeira. 
1723 – Francisco de Melo Palheta subiu o rio 
Amazonas até a foz do rio Madeira. Seu 
objetivo era verificar se espanhóis e 
holandeses estavam adentrando aquela 
região. 
1728 – Padre João Sampayo funda a aldeia de 
Santo Antônio, primeiro povoado na região do 
atual Estado de Rondônia. 
 
ADMINISTRAÇÃO COLONIAL DA 
AMAZÔNIA 
- Durante o período colonial, a região 
amazônica que esteve sob o domínio 
português não se subordinava à capital do 
Brasil (Salvador/Rio de Janeiro). 
- A Amazônia portuguesa tinha seu vínculo 
político-administrativo direto com Lisboa, 
capital do Império Português. 
1621 – Criaçãodo Estado do Maranhão. 
• A capital era a cidade de São Luis. 
• O Estado do Maranhão abrangia a maior 
parte da Amazônia. 
1751 – Criação do Estado do Grão-Pará e 
Maranhão. 
• Houve a transferência da capital, de São Luis 
para a cidade de Belém. 
1755 – Criação da Capitania de São José do 
Rio Negro. 
• Subordinada ao Estado do Grão-Pará e 
Maranhão. 
• Abrangia terras dos atuais estados do 
Amazonas e Roraima. 
• Primeira capital – Barcelos. 
• A partir de 1808, a capital passou a ser 
Manaus em definitivo (Barra do Rio Negro). 
 
COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO VALE DO 
GUAPORÉ – SÉCULO 18 
Origens 
- O século 18 foi marcado pela mineração do 
ouro e de diamantes no sudeste e centro-oeste 
brasileiro. 
• Os Bandeirantes foram os responsáveis pelos 
achados auríferos no período colonial. 
- Minas Gerais foi o principal centro de 
extração de ouro no Brasil durante o período 
colonial, mas também havia mineração em 
Goiás, Mato Grosso e no sul da Amazônia, no 
vale do rio Guaporé. 
- Dois fatores são decisivos para o início da 
exploração do ouro no vale guaporeano: 
• A crise da mineração em Cuiabá. 
• O descobrimento de ouro no Vale do 
Guaporé pelos irmãos Fernando e Arthur 
Paes de Barros em 1734. 
- A descoberta de ouro no Vale do Guaporé 
provocou um grande fluxo migratório para a 
região, atraindo mineradores principalmente 
de Cuiabá. 
 
Colonização Portuguesa no Guaporé 
- O aumento das tensões entre as coroas 
espanhola e portuguesa na fronteira 
guaporeana fez com que Portugal formulasse 
uma verdadeira política de colonização na 
região. 
- O objetivo estava assentado no controle do 
comércio e da navegação nos rios Guaporé, 
Mamoré e Madeira, na política militar 
fronteiriça e na mineração. 
1748 – Criada a capitania do Mato Grosso, 
desmembrada de São Paulo, para melhor 
fiscalizar a produção do ouro e coibir o 
contrabando na região. 
1750 – Assinado o Tratado de Madri, entre 
Portugal e Espanha, justificado pelo princípio 
do uti possidetis de facto (Usucapião), ou seja, 
a terra pertence a quem a ocupa de fato. Esse 
tratado fixou a linha de fronteira no extremo 
norte e oeste, a partir dos cursos dos rios 
Guaporé, Mamoré, até o curso médio do rio 
Madeira, na altura da atual cidade de 
Humaitá. 
1752 – D. Antônio Rolim de Moura fundou Vila 
Bela da Santíssima Trindade, capital da 
capitania do Mato Grosso, impulsionando a 
colonização da região. 
1755 – Criada a Companhia de Comércio do 
Grão-Pará e Maranhão que detinha o 
monopólio do comércio fluvial na região, 
realizado pelas rotas de monções do norte 
(Amazonas, Madeira e Guaporé). 
1776 – Início da construção do Real Forte 
Príncipe da Beira. 
• O Forte príncipe da Beira foi inaugurado em 
1783, apesar de não estar totalmente 
concluído. 
• Essa fortificação foi construída durante o 
governo do capitão-general Luis Albuquerque 
de Melo Pereira e Cáceres 
• Seu principal objetivo era efetivar a política 
de expansão portuguesa, assegurar a posse 
das terras conquistadas, além de funcionar 
como posto avançado de vigilância e combate 
na defesa dos interesses de Portugal, uma 
vez que a região era alvo de tensões entre as 
coroas Ibéricas. 
- No lado espanhol do Guaporé, as principais 
povoações castelhanas eram as missões de 
Mojos e Chiquitos. 
- A economia guaporeana girava e torno da 
mineração utilizando o trabalho do escravo 
negro, mas praticava-se a agropecuária como 
uma atividade complementar, subordinada 
aos interesses da mineração e da política de 
proteção das fronteiras. 
- A sociedade colonial do Vale do Guaporé era 
comandada por uma elite branca, que 
controlava as minas e lavras de ouro, e altos 
funcionários da administração pública. Era 
uma sociedade escravista com pouca 
mobilidade social. Abaixo da camada 
dominante aparecia um grupo médio de 
pequenos donos de minas e de escravos, 
pequenos comerciantes e funcionários 
públicos de baixo escalão. Na parte mais baixa 
da sociedade, apareciam os escravos negros e 
índios. 
 
ECONOMIA DA AMAZÔNIA COLONIAL 
- O extrativismo vegetal foi se desenvolvendo, 
tornando-se a principal atividade econômica 
da Amazônia Colonial, pois a região era 
riquíssima em drogas do sertão, sobretudo em 
cacau. A mão de obra utilizada na exploração 
das drogas do sertão era a indígena, 
arregimentada pelo escambo ou pela 
escravidão. 
- Com a União Ibérica, os navios holandeses 
ficaram proibidos de atracar nas colônias que 
estavam sob domínio espanhol, entre elas o 
Brasil e as colônias portuguesas na África. Os 
holandeses não aceitaram esta proibição e 
invadiram Pernambuco, maior produtor de 
açúcar da época, e a África, fornecedora de 
mão- de-obra escrava para o Brasil. 
- Para resolver o problema do 
desabastecimento de escravos na colônia, a 
saída foi o apresamento de indígenas, 
executado pelos bandeirantes paulistas. 
- Existiam três formas de submissão da 
mão-de-obra do indígena: 
• Descimentos: consistia no 
“convencimento” do indígena a descer para 
as missões, onde seriam catequizados. 
• Resgates: consistia na troca de mercadorias 
por presos de guerra inter-tribais. 
• Guerra Justa: guerras feitas pelos 
portugueses contra tribos consideradas 
hostis. 
- Além do apresamento de indígenas e da 
extração das drogas do sertão, os 
bandeirantes portugueses também 
procuravam por metais preciosos. 
 
LEGISLAÇÃO SOBRE OS INDÍGENAS 
- Ao longo da exploração portuguesa, foram 
criadas várias legislações com o objetivo de 
regulamentar o recrutamento e exploração do 
trabalho indígena; 
- Essas legislações variavam ao longo do 
tempo, transferindo o controle sobre a mão de 
obra indígena entre os grupos sociais que a 
disputavam. 
1 – Sistema de Capitães de Aldeia – instituído 
em 1611, determinava que o controle sobre a 
exploração do trabalho indígena deveria ficar 
a cargo dos colonos. 
• O Sistema de Capitães de Aldeia foi 
duramente criticado pelos missionários, que 
acusavam os colonos de superexplorarem os 
indígenas. 
• O mais famosos missionário que criticava o 
Sistema de Capitães de Aldeia foi o padre 
jesuíta Antônio Vieira 
2 – Regimento das Missões – instituído em 
1686, determinava o controle dos 
missionários sobre a mão de obra indígena, 
com preferência para os Jesuítas. 
• A partir do Regimento das Missões, os 
jesuítas passaram a acumular influência e 
riqueza, tornando-se a ordem religiosa mais 
poderosa da região. 
3 – Diretório dos Índios – criado em 1757 pelo 
Marquês de Pombal, colocava sob o controle 
direto da coroa portuguesa toda a 
administração sobre a mão de obra indígena. 
• Houve a proibição da escravização de 
indígenas e o incentivo ao casamento entre 
colonos e nativos. 
• Os indígenas foram considerados súditos da 
coroa portuguesa. 
• O objetivo do Marquês de Pombal era 
“lusitanizar” a Amazônia. 
4 – Corpos de Milícias e de Trabalhadores – 
criado em 1798 pela rainha Dona Maria I, 
manteve a liberdade jurídica dos indígenas. 
• Indígenas aldeados deveriam prestar serviço 
militar obrigatório. 
- Os Juízes locais e as Câmaras Municipais 
eram responsáveis pelo controle e distribuição 
da mão de obra indígena. 
 
REFORMAS POMBALINAS – SÉCULO 18 
(1750-1777) 
Contexto - a ascensão do Iluminismo na 
Europa e o surgimento do Despotismo 
Esclarecido. 
• O Despotismo Esclarecido foi a tentativa de 
incorporar as ideias iluministas às 
monarquias absolutistas europeias. 
• Em Portugal, o reinado de D. José I e a 
administração do Marquês de Pombal 
caracterizaram-se pelo Despotismo 
Esclarecido. 
Objetivo - Promover reformas para modernizar 
e fortalecer o reino de Portugal frente aos 
demais reinos europeus. 
Método - aumentar o controle e a exploração 
das colônias. 
• A finalidade da colônia sempre era gerar 
riquezas para a metrópole. 
 
Principais Reformas 
1- Criação do Diretório dos Índios (1757) e 
proibição da escravização de indígenas. 
• O objetivo era retirar o controle dos 
missionários sobre os aldeamentos indígenase submetê-los ao controle do Estado 
Português. 
2 – Expulsão dos Jesuítas do Império 
Português (1759). 
3 – Construção de uma rede de fortificações na 
Amazônia para garantir a proteção e a posse 
da região para os portugueses, contra a 
ameaça de espanhóis, franceses e holandeses. 
• Forte de São José do Macapá (Amapá); 
• Forte de São Joaquim do Rio Branco 
(Roraima); 
• Forte de São Gabriel da Cachoeira 
(Amazonas); 
• Forte de Tabatinga (Amazonas); 
• Forte do Príncipe da Beira (Rondônia). 
- Com a morte do rei D. José I e a ascensão de 
Dona Maria I ao trono português, teve início a 
“Política da Viradeira”, resultando no fim das 
Reformas Pombalinas. 
 
TRATADOS DE LIMITES 
1494 – Tratado de Tordesilhas, assinado entre 
Portugal e Espanha. 
• A maior parte da Amazônia ficou sob o 
domínio espanhol; 
• O Tratado de Tordesilhas foi contestado por 
outros monarcas europeus, pois não 
aceitavam a divisão do mundo entre Portugal 
e Espanha. 
• Ingleses, franceses e holandeses realizavam 
incursões constantes no litoral brasileiro e 
na região amazônica. 
1713 – Primeiro Tratado de Utrecht, assinado 
entre Portugal e França. 
• Reconhecia o domínio português sobre a foz 
do Amazonas; 
• Reconhecia o controle francês dos territórios 
acima do rio Oiapoque (Guiana Francesa). 
1750 – Tratado de Madrid, assinado entre 
Portugal e Espanha. 
• Foi o acordo sobre limites territoriais mais 
importante do período colonial. 
• Foi justificado pelo princípio do uti possidetis 
de facto (Usucapião), ou seja, a terra pertence 
a quem a ocupa de fato. 
• O Tratado de Madrid reconheceu a expansão 
portuguesa para além da linha de 
Tordesilhas, garantindo o domínio português 
sobre a maior parte da Amazônia. 
SOCIEDADE 
- A sociedade que se formou na Amazônia 
colonial foi fruto das relações estabelecidas 
entre europeus e os diversos povos indígenas. 
- As relações estabelecidas entre os 
colonizadores e os povos indígenas se de 
várias formas, sejam comerciais, pacíficas ou 
belicosas. 
- A introdução de negros escravizados na 
Amazônia, trazidos da África pelos europeus, 
também foi um elemento importante na 
formação da sociedade colonial da Amazônia. 
- A coroa portuguesa procurava fomentar 
políticas de colonização da região, utilizando, 
inclusive, o degredo e o perdão de crimes e 
dívidas para aqueles se optassem em se 
estabelecer na região 
- A exploração do trabalho indígena, em maior 
parte, e do negro, por parte dos colonizadores 
levou a inúmeros conflitos, fugas e rebeliões 
na região. 
- Exemplos famosos da resistência indígena e 
negra à exploração portuguesa foram a 
Revolta dos Manaós, liderada por Ajuricaba, 
na década de 1720, e o Quilombo do 
Quariterê, liderado pela Rainha Teresa de 
Benguela, que resistiu aos ataques 
portugueses no Vale do Guaporé até 1770. 
 
PERÍODO IMPERIAL 
 
INCORPORAÇÃO DA AMAZÔNIA AO 
IMPÉRIO DO BRASIL - 1823 
Origens 
- Durante o período colonial, a Amazônia 
portuguesa constituía uma unidade político-
administrativa independente do Brasil. 
- O Estado do Grão-Pará e Maranhão não 
estava subordinado ao Rio de Janeiro, então 
capital da Colônia, mas vinculava-se 
diretamente a Lisboa, capital do Império 
Português. 
- À época da Independência do Brasil, o Grão-
Pará manteve-se fiel à coroa portuguesa, uma 
vez que não partilhava o mesmo projeto 
político do Rio de Janeiro. 
 
Política 
1822 – D. Pedro I proclamou a Independência 
do Brasil, com o apoio das classes dominantes 
do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. 
- A recusa do Grão-Pará em aderir à 
Independência do Brasil feita pelo Rio de 
Janeiro levou à guerra de independência na 
região. 
1823 – D. Pedro I enviou tropas de 
mercenários, comandadas pelo capitão John 
Greenffel, para sufocar a resistência 
portuguesa na região. 
1824 – O Grão-Pará foi incorporado ao Império 
do Brasil como Província do Pará. 
• A antiga Capitania de São José do Rio Negro 
foi transformada em Comarca do Rio Negro, 
subordinada à Província do Pará. 
 
A CABANAGEM (1835-1840) 
Conceito: A Cabanagem foi a maior revolta 
popular da Amazônia. 
 
Causas Gerais 
- A insatisfação das elites regionais com a 
centralização política no Rio de Janeiro. 
• O Império do Brasil era um Estado Unitário, 
com o poder político fortemente centralizado 
no Rio de Janeiro. 
- A situação de pobreza da maior parte da 
população. 
• Os cabanos eram formados pelos grupos 
sociais mais pobres: negros, índios, brancos 
pobres e mestiços; 
• O nome da revolta – Cabanagem – é em 
referência às habitações da população mais 
pobre da região. 
- A repressão violenta que o Governo Imperial 
fazia aos protestos populares. 
 
Objetivos 
- As classes dirigentes da Comarca do Rio 
Negro reivindicavam a elevação da região ao 
status de Província do Império. 
- A elite do Pará buscava maior autonomia 
política em relação ao Rio de Janeiro. 
- As classes populares lutavam por melhores 
condições de vida. 
 
Estopim 
- A morte do cônego Batista Campos, que foi 
atribuida pela população às perseguições 
políticas do governo de Lobo de Souza. 
- Os cabanos tomaram a cidade de Belém e 
mataram o presidente da província. 
 
Líder 
- Eduardo Angelim, o principal líder da 
Cabanagem, proclamou a independência do 
Pará, em 1835. 
 
Consequências 
- O governo imperial enviou tropas e retomou 
a cidade de Belém; 
- Os cabanos deram continuidade à guerra no 
interior da Amazônia até 1840. 
- Com a repressão violenta contra a 
Cabanagem, estima-se que 30% da população 
do Pará tenha morrido. 
 
CRIAÇÃO DA PROVÍNCIA DO AMAZONAS – 
1850 
Antecedentes 
- As raízes da criação da Província do 
Amazonas podem ser identificadas no período 
colonial, quando foi criada a Capitania de São 
José do Rio Negro, em 1755. 
• A primeira capital foi Barcelos, 
posteriormente sendo transferida para a 
Barra do Rio Negro (Manaus), em 1808. 
1823 – Primeiro Projeto Constitucional do 
Brasil (Constituição da Mandioca). 
• Segundo a Constiuição da Mandioca, a 
antiga Capitania de São José do Rio Negro 
teria o status de Província, tal qual as demais 
províncias do Império. 
• A Constiuição da Mandioca nunca entrou em 
vigor. 
1824 – Foi outorgada por D. Pedro I a 
Constituição do Império do Brasil. 
• Pela Constituição de 1824, a Capitania de 
São José do Rio Negro foi rebaixada à 
condição de Comarca, subordinada à 
Província do Pará. 
 
O Levante Autonomista de 1832 
- Foi a tentativa de elevar a Comarca do Rio 
Negro à categoria de Província do Império do 
Brasil, promovida pelas classes dirigentes 
locais. 
- O estopim da revolta foi o motim promovido 
por militares que guarneciam a Comarca do 
Rio Negro, que reivindicavam o pagamento de 
salários atrasados. 
- O poder legislativo e judiciário local 
chegaram a declarar a Comarca do Rio Negro 
elevada à categoria de Província. 
- O governo do Pará enviou tropas para a 
região e o movimento autonomista foi 
duramente reprimido 
- Como resultado, aumentou a insatisfação 
das classes dirigentes da Comarca do Rio 
Negro em relação ao poder de Belém. 
 
Criação da Província do Amazonas - 1850 
Contexto 
- A pouca presença estatal na região, 
demonstrada pela dificuldade do governo em 
combater a Cabanagem. 
- Internamente, havia o ressentimento das 
classes dirigentes da Comarca do Rio Negro 
com a pouca atenção dada à região por parte 
de Belém, capital da Província do Pará. 
- As pretensões estrangeiras na abertura do 
Rio Amazonas à navegação internacional. 
- Os parlamentares de São Paulo eram 
contrários à criação da Província do 
Amazonas, pois temiam que o mesmo 
ocorresse com a Comarca de Curitiba, 
subordinada a São Paulo àquela época. 
1850 – Criação da Província do Amazonas 
• O objetivo do governo imperial era aumentar 
a presença do estado brasileiro no interior da 
Amazônia. 
• A Província do Amazonas foi desmembrada 
da Província do Pará, sendo formada por 
territórios que correspondem aos atuais 
estados do Amazonas e Roraima.• A Província do Amazonas foi criada no 
reinado de D. Pedro II. 
• O 1º presidente da província foi João Batista 
de Figueiredo Tenreiro Aranha. 
 
1º CICLO DA BORRACHA 
Origens: 
- A seringueira é uma árvore nativa da 
Amazônia, e o látex já era de conhecimento 
das populações nativas antes da chegada dos 
europeus; 
• Os indígenas Omáguas, no Rio Solimões, 
utilizavam o látex para a fabricação de vários 
objetos de borracha para uso cotidiano. 
- Os europeus conheceram o látex através dos 
indígenas Omáguas, que o utilizavam para a 
fabricação de vários artefatos; 
- No século 18, o cientista francês Charles-
Marie La Condamine foi o responsável por 
divulgar o látex na Europa. 
 
Causas 
- Três fatores contribuíram de forma decisiva 
para a intensificação da exploração do látex na 
Amazônia: 
1 - A descoberta do processo de vulcanização 
da borracha por Charles Goodyear (1837- 
39?); 
2 - A II Revolução Industrial e o advento do 
automóvel e da bicicleta; 
3 - A introdução da Navegação à Vapor na 
Amazônia feita pelo Barão de Mauá (1852). 
 
Abertura do Rio Amazonas à Navegação 
Internacional 
- A partir da segunda metade do século XIX 
intensificaram os debates sobre a abertura do 
Rio Amazonas à navegação internacional 
devido à crescente atividade extrativista no 
interior da região, ao mesmo tempo em que 
Bolívia e Peru abriam seus rios para 
navegação internacional, no intuito de facilitar 
o escoamento dos seus produtos em direção 
ao Atlântico. 
- Os livre-cambistas, apoiados pelos EUA e 
defensores da abertura do Rio Amazonas à 
navegação estrangeira, alegavam que as 
riquezas da Amazônia deveriam ser 
exploradas pela civilização, através da 
conquista científica, econômica e política, e 
que a recusa do governo brasileiro a tal 
medida representava o isolamento do país, 
sendo contrário aos interesses da 
humanidade. 
- O governo do Império do Brasil alegava o 
oposto, dizendo que a abertura do Amazonas 
à navegação estrangeira seria uma agressão à 
soberania nacional, tal qual ocorrerá na China 
após Guerra do Ópio. 
1872 – Após anos de disputa política, o Rio 
Amazonas foi aberto à navegação 
internacional, tendo a Amazon Steam 
Navigation Co. monopolizado o transporte 
fluvial na região. 
 
Mão de Obra nos Seringais 
- A exploração da borracha, nas suas décadas 
iniciais, era realizada com mão de obra das 
populações locais (indígenas, caboclos, 
ribeirinhos). 
- À medida em que a demanda internacional 
pela borracha crescia, os seringais foram se 
expandindo no interior da Amazônia, levando 
à necessidade de mais mão de obra. 
1877-79 – Grande seca no nordeste brasileiro 
provoca um intenso fluxo migratório da 
população desta região para a Amazônia, 
ultrapassando os limites territoriais 
brasileiros, adentrando a região do Acre. 
- O surgimento da indústria automobilística 
na Europa e nos EUA e a necessidade 
crescente de látex para a fabricação de 
inúmeros produtos industrializados que 
faziam uso da borracha, levou a formação de 
vastos seringais, principalmente nos vales dos 
rios Purus, Juruá, Madeira, Mamoré, 
Machado e no Acre, dominados pelos 
seringalistas ou coronéis de barranco. 
• Na região do Beni, na fronteira do Brasil com 
a Bolívia, havia o predomínio da mão de obra 
indígena nos seringais. 
- Os trabalhadores eram os seringueiros, em 
sua maioria nordestinos, que estavam 
condenados a dívida eterna com o seringalista 
pelo regime do barracão 
 
O Barracão e o Aviamento 
- O regime de trabalho dominante nos 
seringais da Amazônia ficou conhecido como 
Regime do Barracão. 
- O Regime do Barracão caracterizava-se pelo 
endividamento prévio dos seringueiros – 
retirantes nordestinos – e a manutenção das 
dívidas ao longo do tempo, junto aos donos 
dos seringais. 
- O aumento da demanda mundial pelo látex 
levou à contínua expropriação do trabalho do 
seringueiro pelo coronel de barranco, fato que 
levou o seringueiro a dedicar mais tempo à 
extração do látex, ficando impossibilitado de 
cultivar algum tipo de cultura para sua 
subsistência. 
- O sistema de aviamento consistia no modelo 
de comercialização da borracha na Amazônia, 
caracterizado pela existência empresas 
comerciais que forneciam mercadorias para a 
região (aviamento) e atuavam como 
atravessadoras no negócio da borracha. 
- A dedicação quase exclusiva dos seringueiros 
à extração do látex inviabilizou o cultivo de 
gêneros alimentício na região, fato que levou 
ao desabastecimento e a carestia de 
mercadorias na Amazônia, o que favoreceu o 
domínio da economia regional, através do 
sistema de aviamento, por companhias 
europeias e norte-americanas que atuavam na 
comercialização da borracha, as chamadas 
Casas Exportadoras. 
- Apesar da hegemonia das Casas 
Exportadoras na economia amazônica, a 
empresa boliviana Suárez & Hermanos 
tornou-se a mais poderosa companhia de 
capital regional a atuar no extrativismo do 
látex, dominando imensas áreas de seringais 
e estendendo suas filiais até Manaus, Belém e 
Londres, chegando mesmo a controlar a 
importação de mercadorias para os seringais 
sob o seu domínio, burlando o monopólio das 
Casas Exportadoras. 
 
Sociedade e Cultura 
- O chamado “Boom” da borracha levou a um 
crescimento expressivo da população 
amazônica. 
- Muitas cidades surgiram em virtude da 
expansão dos seringais, tais como Humaitá e 
Lábrea, no Amazonas, e Rio Branco, capital do 
Acre. 
- Outras tantas cresceram, a ponto de se 
tornarem importantes metrópoles com ares 
cosmopolitas, como Belém e Manaus. 
- O Ciclo da Borracha fez aparecer uma elite 
econômica que havia enriquecido de maneira 
rápida às custas da exploração do trabalho 
nos seringais. 
- Esses novos ricos ficaram conhecidos como 
os “Barões da Borracha”, uma elite direta ou 
indiretamente ligada aos negócios da borracha 
e fortemente influenciada pelos modelos 
culturais europeus. 
- O uso de uma estética francesa nas práticas 
cotidianas fazia parte do contexto cultural do 
final do século XIX que ficou conhecido como 
A Belle Époque. 
• A construção do Teatro da Paz, em Belém, e 
do Teatro Amazonas, em Manaus, para a 
apresentação de espetáculos de ópera, foram 
os maiores exemplos da Belle Époque na 
Amazônia. 
 
Crise da Borracha 
1870 – Contrabandeadas sementes da Hevea 
brasilienses para Londres que, depois de 
pesquisas, são plantadas de maneira 
sistemática na Malásia. 
1912 – A Malásia começa a produzir borracha 
em larga escala, derrubando os preços da 
borracha da Amazônia e causando a crise do 
1º Ciclo da Borracha. 
• Houve fuga de capitais da Amazônia, em 
direção às zonas produtoras do sudeste 
asiático, já que o modelo de comercialiazção 
da borracha amazônica baeava-se no 
Sistema de Aviamento, controlado pelo 
capital estrangeiro. 
• O governo federal ainda elaborou um Plano 
de Defesa da Borracha, que fracassou divido 
à falta de capitais. 
1927 – O governo do Pará concedeu uma vasta 
área, na região do Rio Tapajós, à empresa Ford 
Motor Company, de propriedade de Henry 
Ford, dando origem à Fordlândia. 
• O objetivo da Ford era construir uma 
alternativa ao monopólio virtual sobre a 
borracha que os ingleses haviam imposto 
desde o início da produção no sudeste 
asiático. 
• A Fordlândia foi um ambicioso projeto de 
cultivo de seringueiras que contava com 
importante infraestrutura urbana, aos 
moldes das cidades industriais americanas. 
1934 – Houve a transferência da 
infraestrutura da Fordlândia para Belterra, 
devido a uma praga que afetou as plantações 
de seringueiras. 
1945 – O projeto de cultivo de seringueiras na 
Amazônia foi encerrado pela Ford. 
 
PERÍODO REPUBLICANO 
 
QUESTÕES FRONTEIRIÇAS 
- No início do período republicano da História 
do Brasil houveram disputas territoriais na 
Amazônia, entre o Brasil e os países vizinhos. 
- Essas questões fronteiriças não resultaram 
em guerra declarada entre o Brasil e os demais 
países envolvidos. 
• Todas as disputas foram resolvidas pelas viasdiplomáticas, com as negociações 
conduzidas pelo Barão do Rio Branco. 
- Três questões fronteiriças foram as mais 
importantes na Amazônia durante a 
República Velha: 
• A Questão do Amapá; 
• A Questão do Acre (Revolução Acreana); 
• A Questão do Pirara (Roraima) 
 
Questão do Amapá - 1900 
- Foi a disputa territorial, entre Brasil e 
França, pela região do rio Oiapoque, na 
fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. 
- A disputa foi arbitrada pela Suíça, que deu 
ganho de causa para o Brasil. 
- Ficou reconhecido o rio Oiapoque como a 
fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. 
 
Questão do Acre (Revolução Acreana) – 1903 
- Foi o conflito entre seringueiros e 
seringalistas brasileiros contra autoridades 
bolivianas no Acre. 
- Desde 1867, com a assinatura do Tratado de 
Ayacucho, o Brasil reconhecia o Acre como 
pertencente ao território boliviano. 
1877-79 – Grande seca no nordeste brasileiro 
provoca um intenso fluxo migratório da 
população desta região para a Amazônia, 
ultrapassando os limites territoriais 
brasileiros, adentrando a região do Acre. 
1899 – Estoura a Revolução Acreana. 
• Seringueiros e seringalistas brasileiros que 
ocupavam as terras acreanas entraram em 
conflito com as autoridades bolivianas, uma 
vez que o governo daquele país havia 
instalado um posto alfandegário em Puerto 
Alonso (Porto Acre) para efetivar a cobrança 
de impostos dos proprietários de seringais. 
• Os líderes da Revolução foram Luiz Galvez e, 
posteriormente, Plácido de Castro. 
1903 – Assinado o Tratado de Petrópolis que 
pôs fim à rebelião no Acre. 
- As negociações dos termos do Tratado de 
Petrópolis foram conduzidas pelo diplomata e 
ministro das relações exteriores do Brasil, 
José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão 
do Rio Branco. 
- Em linhas gerais, o Tratado de Petrópolis 
determinava: 
• Compra do Acre pelo governo brasileiro pelo 
valor de 2 milhões de libras; 
• O governo brasileiro assumia a 
responsabilidade em construir a Estrada de 
Ferro Madeira Mamoré. 
 
Questão do Pirara (Roraima) – 1904 
- Foi a disputa territorial entre Brasil e 
Inglaterra, pela região do rio Rupunúni, na 
Bacia do Rio Essequibo. 
1835 – O explorador Robert Schomburgk 
percorreu a região do Rupunúni e sugeriu que 
o governo inglês ocupasse a área sob duas 
justificativas: 
• A ausência de soberania do Império do Brasil 
na região; 
• A escravização de indígenas praticada pelos 
brasileiros. 
- A partir dos anos 1840 iniciou-se a disputa 
diplomática entre Brasil e Inglaterra pela 
região do rio Rupunúni, sendo submetida ao 
arbitramento internacional no final do século 
XIX. 
1904 – O Rei da Itália, Vitor Emanuel III 
decidiu por dividir a região em disputa entre 
Brasil e Inglaterra. 
• A maior parte da área disputada ficou com a 
Inglaterra, e a menor parte com o Brasil. 
• O Brasil perdeu acesso ao rio Rupunúni e à 
Bacia do rio Essequibo 
 
ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ 
(1907-1912) 
 
Objetivos 
- A Estrada de Ferro Madeira Mamoré foi 
construída para atender a dois objetivos 
fundamentais: 
• Transportar borracha e outros produtos 
extraídos da floresta, principalmente da 
Amazônia boliviana; 
• Contornar o trecho encachoeirado dos rios 
Madeira e Mamoré. 
 
Características Gerais 
- A ferrovia Madeira Mamoré representou uma 
afirmação das relações diplomáticas entre 
Brasil e Bolívia; 
- Caracterizava-se, também, por ser um 
símbolo da modernidade na selva e da ação 
dos países imperialistas na Amazônia, em 
busca de matérias primas. 
Origens 
- A ideia de ligar a Bolívia ao Oceano Atlântico 
remonta à segunda metade do século XIX, pois 
a ligação entre a Amazônia boliviana e a região 
dos Andes apresentava enormes dificuldades 
para o escoamento dos produtos oriundos 
daquela região. 
- O problema foi agravado no final do século 
XIX, quando os bolivianos perderam o canal 
de Antofogasta, para os chilenos, região de 
acesso ao Oceano Pacífico. 
• Para a Bolívia, a única alternativa para 
escoar as mercadorias produzidas nos 
Departamentos de Pando e Beni (Amazônia 
boliviana), era pelos rios Mamoré e Madeira, 
até chegar no Atlântico. 
1861 – O general Quintin Quevedo levantou 
duas hipóteses para transpor o trecho 
encachoeirado dos rios Mamoré e Madeira: a 
sua canalização ou a construção de uma 
ferrovia. 
1861 – O governo do Amazonas enviou uma 
expedição chefiada por João Martins da Silva 
Coutinho, para realizar estudos de viabilidade 
para a construção de uma ferrovia na mesma 
região. 
- Entre 1867-1868 o governo do Império do 
Brasil enviou a expedição Franz Keller, que 
também estudou a viabilidade do 
aproveitamento dos transportes entre os rios 
Madeira e Mamoré. 
- Todas a expedições apontaram a necessidade 
de construção de uma ferrovia que 
transpusesse o trecho encachoeirado 
daqueles rios. 
 
1ª Tentativa 
1871 – Criada a Madeira - Mamoré Railway 
Co. Ltda. sob a direção do engenheiro-militar 
coronel George Earl Church. 
• Entre 1871-1879 foram contratadas quatro 
empreiteiras para a execução das obras da 
ferrovia: 
1. Public Works 
2. Dorsay & Caldewll Co. 
3. Reed Brothers Co. 
4. P.T & Collins. 
- Esta última assentou 7 km de trilhos e 
depois abandonou as obras e pediu 
concordata devido ao corte do crédito, 
envolvimento com dívidas pesadas, revoltas e 
fugas de operários, doenças regionais e 
ataques indígenas. 
1882-83 – O governo brasileiro enviou duas 
comissões para restabelecer os estudos para a 
construção da E.F.M.M. 
• Comissão Morsing – 1883 
• Comissão Julio Pinkas – 1884 
- As duas comissões fracassaram, contudo, a 
comissão Morsing sugeriu a mudança do 
ponto inicial da ferrovia para 7 km abaixo de 
Santo Antônio. 
1899 – Início da Revolução Acreana. 
1903 – Assinado o Tratado de Petrópolis que 
pôs fim à Guerra no Acre. 
• O governo brasileiro assumia a 
responsabilidade em construir a Estrada de 
Ferro Madeira Mamoré. 
1905 – O engenheiro brasileiro Joaquim 
Catramby vence a licitação para a construção 
da ferrovia. Logo depois, transfere a concessão 
ao magnata norte-americano Percival 
Farquhar. 
- Percival Farquhar também explorava a 
concessões de serviços públicos em outros 
locais do Brasil, como Rio de Janeiro e região 
sul do país, e também em outros países. 
1907 – Reiniciada as obras da ferrovia pela 
construtora May, Jeckyll & Rondolph que 
transfere o ponto inicial da ferrovia para 7 km 
abaixo de Santo Antônio, surgindo daí a 
cidade de Porto Velho. 
- Para reunir o contingente necessário à 
construção da ferrovia foram recrutados 
trabalhadores nacionais e estrangeiros, 
principalmente caribenhos, que além de 
atuarem na construção da E.F.M.M, foram 
utilizados também em diversas 
circunstâncias: nos seringais, na construção 
da linha telegráfica Mato Grosso/Amazonas. 
- Logo nos primeiros meses de trabalho, foram 
dizimadas centenas de vidas dos operários, 
devido principalmente as doenças tropicais. - 
- Para tentar amenizar os problemas de 
infraestrutura médico-hospitalar, o 
empresário Percival Farqhuar ordena a 
construção do Hospital da Candelária. 
1910 – O médico sanitarista Oswaldo Cruz 
chega a Porto Velho contratado pela Madeira-
Mamoré Railway Company, com o objetivo de 
promoverem a sanitização da região. 
1912 – Inaugurada a Estrada de Ferro 
Madeira Mamoré. 
• A conclusão das obras coincidiu com o fim do 
1º Ciclo da Borracha e a ferrovia iniciou suas 
atividades no momento em que os preços da 
borracha desvalorizaram-se. 
 
COMISSÃO RONDON E LINHAS 
TELEGRÁFICAS DO MATO GROSSO AO 
AMAZONAS (1907-1915) 
 
Origens 
- As propostas de integração do interior do 
país à capital através do telégrafo remontam 
ao final do século 19. 
- O envolvimento do Brasil em conflitos com os 
países vizinhos levou à necessidade de 
aumentar a presença estatal e a segurança 
nas fronteiras; 
• A Guerra do Paraguai (1864-1870) 
• A Guerra do Acre (1899-1903) 
- No final do século 19 foi construída a linha 
telegráfica que ligava Cuiabáao Araguaia, em 
Goiás, seguindo até a cidade de Franca, em 
São Paulo; 
- No começo do século 20, a rede telegráfica foi 
expandida no Mato Grosso, chegando à cidade 
de Corumbá, na fronteira com o Paraguai e 
Bolívia. 
- Restava a expansão do telégrafo em direção 
ao rio Madeira e região do Acre. 
 
Objetivos 
1907 – O presidente Afonso Pena criou a 
Comissão Rondon, cujo objetivo era realizar, 
paralelamente à construção da E.F.M.M., a 
ligação telegráfica entre Cuiabá e Santo 
Antônio, promovendo a ruptura do isolamento 
do oeste amazônico. 
- A intenção do governo federal era ligar o Rio 
de Janeiro aos territórios do Amazonas, Acre, 
Alto Purús e Alto Juruá, através da capital do 
Mato Grosso, com a finalidade de melhorar a 
comunicação e contribuir para a vigilância das 
fronteiras nacionais. 
- Além de implantar as linhas telegráficas, a 
Comissão Rondon exerceu outras funções 
como o reconhecimento de fronteiras, as 
determinações geográficas, a pesquisa e o 
estudo de riquezas minerais, do solo, do clima, 
das florestas, dos rios conhecidos e dos que 
foram descobertos. O estudo do meio-
ambiente e do ecossistema também fazia parte 
das suas ações. 
 
Construção do Telégrafo 
- As obras das linhas telegráficas iniciaram em 
1907, sendo realizadas em três frentes: 
• Um ramal partindo de Cáceres até a cidade 
de Mato Grosso (antiga Vila Bela da 
Santíssima Trindade); 
• A linha principal, ligando Cuiabá a Santo 
Antônio, no Rio Madeira; 
• Um terceiro grupo, encarregado da 
exploração científica e reconhecimento da 
região. 
 
Mão de Obra 
- A Comissão Rondon contou com mão de obra 
de civis e militares; 
- O trabalho braçal de abertura dos picadões 
na floresta foi realizado, em grande parte, por 
trabalhadores recrutados à força nas prisões 
do país. 
- Muitas pessoas que cumpriam penas foram 
trazidas compulsoriamente para trabalhar na 
Comissão Rondon. 
• O caso dos marinheiros presos na Revolta da 
Chibata, em 1910, que foram trazidos 
juntamente com outros presidiários e 
prostitutas para a região, é o exemplo mais 
famosos. 
- O uso da coerção e dos castigos físicos era 
empregado como forma de manter a disciplina 
e evitar as fugas dos trabalhadores. 
- O maior problema enfrentado pelos 
trabalhadores estava relacionado com as 
doenças endêmicas na região, em especial a 
malária. 
 
A Questão Indígena 
- A Comissão Rondon entrou em contato com 
vários povos indígenas ao longo dos trabalhos 
de construção do telégrafo; 
- Os conflitos envolvendo seringueiros, 
trabalhadores da ferrovia madeira-mamoré e 
trabalhadores da Comissão Rondon contra os 
vários povos indígenas eram constantes; 
1910 – Criado a SPILTN (Serviço de Proteção 
aos Índios e Localização dos Trabalhadores 
Nacionais) por Rondon. 
- A política indigenista do SPI procurava evitar 
os conflitos entre brancos e índios e visava a 
integração dos nativos à sociedade brasileira. 
A política indigenista de Rondon e do SPI tinha 
como lema: Morrer, se preciso for. Matar, 
nunca! 
- As picadas abertas na mata serviram, anos 
depois, para o curso da BR – 029 (atual 364) e 
as estações telegráficas proporcionaram o 
surgimento de povoados que se 
transformaram em municípios de Rondônia 
(Vilhena, Pimenta Bueno, Jarú, Ji-Paraná, 
Ariquemes). 
1915 – Término das obras de instalação das 
linhas telegráficas, ligando Cuiabá à Santo 
Antônio do Rio Madeira. 
 
O TENENTISMO E A COMUNA DE MANAUS 
– 1924 
Conceito: A Comuna de Manaus foi a rebelião 
tenentista no Amazonas que ocorreu entre os 
meses de julho e agosto de 1924. 
 
Contexto: 
- A emergência do Tenentismo no Brasil, 
durante a década de 1920. 
• O Tenentismo foi um movimento político-
militar, promovido por jovens oficiais do 
Exército Brasileiro, contra o domínio das 
oligarquias rurais durante a República 
Velha. 
- A crise da economia da borracha na 
Amazônia provocada pela concorrência 
asiática. 
• A queda dos preços da borracha no mercado 
internacional desencadeou inúmeras 
falências no comércio, queda na arrecadação 
de impostos e êxodo de seringueiros 
buscando melhores condições de vida. 
 
Estopim 
- O início da Revolta Tenentista em São Paulo, 
em julho de 1924. 
• Os revoltosos em São Paulo pretendiam 
dominar a cidade e partir para o Rio de 
Janeiro, para derrubar o presidente Arthur 
Bernardes. 
 
A Comuna de Manaus 
- O Tenente Alfredo Augusto Ribeiro Junior 
comandou as tropas que depuseram o 
governador do Amazonas e tomaram o poder 
em Manaus. 
- De Manaus, os Tenentes partiram para 
tomar Óbidos, no Pará. O Objetivo era chegar 
a Belém. 
- Além do caráter político de contestação à 
hegemonia da oligarquia seringalista, a 
Comuna de Manaus foi marcada por questões 
sociais; 
• Havia apoio de setores das classes médias e 
baixas da população local; 
- A Comuna de Manaus chegou a expropriar 
propriedades estrangeiras para garantir o 
abastecimento para a população. 
- Manaus ficou sob o governo dos Tenentes por 
mais de um mês, quando as tropas federais 
conseguiram sufocar a revolta. 
- O Tenente Ribeiro Junior foi preso e o 
Amazonas sofreu intervenção federal, com a 
nomeação de Alfredo Sá como interventor 
federal. 
 
IMIGRAÇÃO JAPONESA PARA A AMAZÔNIA 
(1920-1930) 
Origens 
- A imigração japonesa para o Brasil teve início 
no começo do século 20. 
1908 - Chegada no Porto de Santos, em São 
Paulo, dos primeiros imigrantes vindos do 
Japão. 
 
Fatores 
- A política de estímulo à emigração de 
nacionais adotada pelo Japão no final do 
século 19. 
• Havia um intenso crescimento demográfico 
no Japão no final do século 19; 
• Surgiram graves tensões sociais nas 
pequenas vilas do interior do Japão; 
• Houve uma sucessão de crises econômicas e 
sociais durante a década de 1920. 
- A política de concessão de grandes extensões 
de terras para empresas de colonização por 
parte do Amazonas e do Pará. 
• O objetivo era buscar alternativas à 
economia da borracha que estava em crise. 
• Tentava-se estimular a imigração para a 
região e incentivar a agricultura e a pecuária 
para garantir o abastecimento da região. 
 
Características 
1929 - Chegada dos primeiros imigrantes 
japoneses na Amazônia. 
- Os colonos japoneses foram assentados no 
Pará e no Amazonas; 
• Pará - Acará, Tomé-Açu, Monte Alegre, 
Marabá, Bragança e Conceição do Araguaia. 
• Amazonas - Maués e Parintins. 
- Os colonos japoneses se dedicavam, 
principalmente, à agricultura familiar; 
- O sistema de cooperativa para organizar a 
produção foi marcante entre os colonos 
japoneses na Amazônia; 
- A pimenta-do-reino e a juta foram os 
principais produtos cultivados pelos colonos 
japoneses; 
• Os japoneses introduziram e disseminaram o 
cultivo da juta no Baixo Amazonas. 
 
2º CICLO DA BORRACHA (1942-1945) 
Contexto 
- No plano internacional, a II Guerra Mundial, 
que ocorreu entre 1939 e 1945. 
- No cenário interno brasileiro, a Era Vargas, 
entre 1930 e 1945. 
• A Marcha para o Oeste criada pelo governo 
Vargas teve grande influência nas políticas 
para a Amazônia. 
• O objetivo era incentivar a ocupação do 
interior e integrar as regiões Centro-Oeste e 
Norte ao restante do país, além de estimular 
o sentimento de nacionalidade e de 
pertencimento em todo o território brasileiro. 
 
Causa 
- O início do 2º Ciclo da Borracha está 
diretamente ligado a Segunda Guerra 
Mundial, pois os seringais da Malásia foram 
invadidos pelos japoneses, interrompendo o 
fornecimento de borracha para as forças 
aliadas (EUA/Inglaterra/URSS) 
 
Política – Aspectos Gerais 
- Durante a Era Vargas, muitos estados 
sofreram intervenção federal com a nomeação 
de interventores federais para os governos 
estaduais. 
- Na Amazônia, os estados do Amazonas e 
Pará também foram alvos da intervenção 
federal. 
- No Pará, os principais interventores federais 
foram José Carneiro da Gama Malcher e 
Magalhães Barata. 
- No Amazonas, o principal interventor federal 
no estado foi Álvaro Botelho Maia. 
- No Mato Grosso houvevários interventores, 
sendo Júlio Strübing Müller o mais famoso. 
 
A Batalha da Borracha 
1939 – Início da II Guerra Mundial e invasão 
dos seringais da Malásia pelo Japão. 
1942 – Assinado os acordos de Washington 
entre Brasil e EUA. 
• Ficou estabelecido que o Brasil deveria 
garantir o fornecimento de materia-prima 
para a indústria bélica norte-americana. 
• Os EUA financiaram a construção de uma 
usina siderúrgica para o Brasil. 
- Para garantir o aumento da produção de 
borracha e o fornecimento para o esforço de 
guerra americano, o governo Vargas criou a 
Batalha da Borracha. 
- Para viabilizar a Batalha da Borracha na 
Amazônia, foram criados vários órgãos 
responsáveis pelo financiamento dos 
seringais, recrutamento de trabalhadores e 
aumento da produção de borracha. 
• O Banco da Borracha – responsável por 
financiar a produção e comercialização da 
borracha na Amazônia. Foi criado para 
substituir o antigo sistema de aviamento. 
• A Rubber Corporation, o SAVA (Serviço de 
Abastecimento do Vale Amazônico) e o 
SNAPP (Serviço de Navegação e de 
Administração do Porto do Pará) – 
responsáveis pelo abastecimento de 
suprimentos necessários à realização da 
Batalha da Borracha nos seringais. 
- Foi criado um órgão responsável pelo 
programa de saneamento básico e assistência 
médica aos trabalhadores. o SESP (Serviço 
Especial de Saúde Pública). 
- Foram criadas colônias agrícolas no 
Amazonas e no Pará para o abastecimento de 
gêneros alimentícios na Amazônia e redução 
das tensões sociais em outras regiões. 
 
Mão de obra – Soldados da Borracha e Arigós 
- Para elevar a produção de borracha nos 
seringais, foi necessário a mobilização de 
grandes contingentes de trabalhadores. 
- O grande número de trabalhadores de origem 
nordestina que foram enviados à região 
ficaram conhecidos como Soldados da 
Borracha e Arigós. 
- O Governo Vargas realizava propagandas 
para incentivar a vinda de nordestinos para os 
seringais da Amazônia. 
• Os Soldados da Borracha foram a mão de 
obra recrutada pelo governo e enviada para a 
Batalha da Borracha na Amazônia. 
• Os Soldados da Borracha faziam jus a alguns 
direitos trabalhistas, tais como um salário e 
um contrato de trabalho. 
• Os Arigós eram, em geral, aventureiros 
convencidos pela propagando governamental 
de enriquecimento fácil e rápido na 
Amazônia. 
- O transporte destes trabalhadores era feito 
pela CAETA (Comissão Administrativa de 
Encaminhamento de Trabalhadores para a 
Amazônia) e SEMTA (Serviço de 
Encaminhamento e de Mobilização de 
Trabalhadores para a Amazônia). 
- Ao final da Batalha da Borracha, os Soldados 
da Borracha foram abandonados à própria 
sorte na região. 
- Após 1988, foi reconhecido o direito à pensão 
para os Soldados da Borracha, pelos serviços 
prestados ao país. 
 
Territórios Federais 
- Durante a II Guerra Mundial, o Brasil se 
colocou ao lado das forças aliadas 
(EUA/Inglaterra/URSS), rompendo relações 
com os países do Eixo 
(Alemanha/Itália/Japão). 
• Havia o receio de a Alemanha nazista invadir 
o território brasileiro. 
1943 - Para garantir a soberania nacional e a 
proteção das fronteiras, o governo Vargas 
criou cinco territórios federais ao longo das 
fronteiras brasileiras. 
- Dos cinco territórios federais, três ficavam na 
região amazônica. 
• Território Federal do Amapá (estado do 
Amapá); 
• Território Federal do Rio Branco (estado de 
Roraima); 
• Território Federal do Guaporé (estado de 
Rondônia); 
• Território Federal de Ponta Porã (incorporado 
ao Mato Grosso); 
• Território Federal do Iguaçú (incorporado ao 
Paraná). 
- Nos territórios federais, os governadores 
eram nomeados pelo Presidente da República, 
e os prefeitos eram nomeados pelos 
governadores. 
- A partir de 1946, cada território federal 
passou a ter direito a eleger um deputado 
federal. 
 
Território Federal do Amapá – 1943 
- Criado a partir do desmembramento de 
terras do estado do Pará. 
- À época da sua criação, possuía três 
municípios: Amapá, Mazagão e Macapá. 
- A primeira capital foi o município do Amapá, 
sendo transferida, posteriormente, para o 
município de Macapá. 
- O primeiro governador foi Janary Gentil 
Nunes. 
- Com a promulgação da Constituição de 
1988, o Território Federal do Amapá foi 
elevado à categoria de estado da federação. 
 
Território Federal do Rio Branco – 1943 
- Criado a partir do desmembramento de 
terras do estado do Amazonas. 
- À época da sua criação, possuía dois 
municípios: Catrimani e Boa Vista, este 
último, capital do território. 
- O primeiro governador do território de Rio 
Branco foi Ene Garcez. 
- Em 1962, o nome do território foi alterado 
para Território Federal de Roraima. 
- Com a promulgação da Constituição de 
1988, o Território Federal de Roraima foi 
elevado à categoria de estado da federação. 
 
Território Federal do Guaporé - 1943 
– Criado a partir do desmembramento de 
terras pertencentes aos estados do Mato 
Grosso e Amazonas. 
- O 1º governador do Território do Guaporé foi 
o Coronel Aluízio Ferreira, nomeado pelo 
presidente Getúlio Vargas. 
- À época da sua criação, o Território do 
Guaporé possuía quatro municípios: Porto 
Velho (capital), Guajará Mirim, Santo Antônio 
e Lábra. 
- A partir de 1945, o Território do Guaporé 
passou a contar apenas com dois municípios: 
Porto Velho (Capital) e Guajará Mirim. 
• Lábrea foi devolvido ao estado do Amazonas 
e Santo Antônio foi extinto. 
1956 – Houve a mudança do nome do 
Território do Guaporé, que passou a se 
chamar Território Federal de Rondônia. 
1981 – O Território de Rondônia foi elevado a 
condição de estado da federação. 
 
Território Federal de Ponta Porã - 1943 
- Criado a partir do desmembramento da 
região sul do estado do Mato Grosso. 
- O 1º governador do Território de Ponta Porã 
foi o Coronel Ramiro Noronha. 
• O Território de Ponta Porã teve apenas três 
governadores. Além de Ramiro Noronha, 
também foram governadores José Guiomard 
dos Santos e José Alves de Albuquerque. 
- O Território de Ponta Porã possuía sete 
municípios: Bela Vista, Dourados, Maracaju, 
Miranda, Nioaque, Porto Murtinho e Ponta 
Porã (capital). 
- Com a promulgação da Constituição de 
1946, o Território de Ponta Porã foi extinto. 
 
Território Federal do Iguaçu – 1943 
- Criado a partir do desmembramento de 
terras dos estados do Paraná e Santa 
Catarina. 
- O Território de Ponta Porã teve, apenas, dois 
governadores: o primeiro foi João Garcez do 
Nascimento, e o segundo foi Frederico Trotta. 
- À época da sua criação do Território do 
Iguaçu possuía cinco municípios: Foz do 
Iguaçu, Clevelândia, Mangueirinha, Chapecó 
e Iguaçu (Capital). 
• Este último é o atual município de Laranjeiras 
do Sul, no Paraná. 
- Com a promulgação da Constituição de 
1946, o Território de Ponta Porã foi extinto. 
 
Crise da Borracha 
1945 – Fim da II Guerra Mundial 
- A rendição do Japão e a retomada do 
fornecimento de borracha da Malásia para a 
Europa e EUA levou ao fim do 2º ciclo da 
borracha. 
 
DESENVOLVIMENTISMO – DÉCADA DE 
1950 
Contexto 
- O período da República Populista no Brasil e 
a formulação de projetos de desenvolvimento. 
- A situação de estagnação econômica da 
Amazônia após o fim do 2º Ciclo da Borracha. 
 
Desenvolvimentismo 
- Foi o modelo de desenvolvimento econômico 
e modernização do Brasil, a partir da segunda 
metade do século XX. 
- O desenvolvimentismo caracterizava-se pela 
intervenção estatal no domínio econômico, 
com o uso do planejamento e a criação de 
agências para dinamizar as atividades 
econômicas, em parceria com a iniciativa 
privada. 
 
A SPVEA 
1953 – Instalado o Plano de Valorização 
Econômica da Amazônia (PVEA), o 
experimento concreto de planejamento para a 
Amazônia. 
- O PVEA foi responsável por criar o conceito 
político da Amazônia Legal – a área geográfica 
que deveria ser alvo das políticas de 
planejamento e desenvolvimento para a 
Amazônia. 
- Para executar o plano, foi criada a 
Superintendênciapara o Plano de Valorização 
Econômica da Amazônia (SPVEA). 
• O PVEA buscava diversificar as atividades 
econômicas na região, estimulando a 
agricultura, a pecuária, a exploração de 
recursos minerais e o aproveitamento do 
potencial energético dos seus rios, bem como 
implantar uma política de atração de colonos 
de outras regiões do Brasil para a Amazônia. 
1955 – Descoberta de cassiterita em 
Rondônia, no Rio Machadinho. 
- Inicialmente, a garimpagem era realizada de 
forma manual, o que atraia inúmeros 
trabalhadores para a exploração da 
cassiterita, principalmente nordestinos. 
- A descoberta de cassiterita em Rondônia 
promoveu a mudança da matriz econômica 
daquele Território: do extrativismo vegetal 
para o extrativismo mineral. 
1956 – O presidente Juscelino Kubitschek 
alterou o nome do território para Rondônia, 
em homenagem ao sertanista Candido 
Mariano da Silva Rondon. 
1958 – Início da abertura da Rodovia Belém-
Brasília com o objetivo de integrar o norte ao 
sul do Brasil, incentivar a ocupação da região 
e substituir o percurso marítimo feito pela 
navegação de cabotagem que, até aquela 
época, era a única ligação entre o norte e o sul. 
1960 - Início da abertura da BR 029 (atual BR-
364), ligando Brasília ao Acre. 
- A BR 029 auxiliou no novo surto migratório 
para a região, juntamente com a exploração 
dos garimpos de cassiterita e pedras 
preciosas. 
- A abertura da rodovia BR 029 fazia parte de 
uma política do governo brasileiro para 
modernização dos meios de transporte, com a 
expansão da indústria automobilística no 
Brasil e incentivo a ocupação do território 
amazônico, que era considerado até então 
“desabitado”. 
- A BR 029 foi inicialmente idealizada pelo 
etnólogo Roquett Pinto, que fez parte da 
Comissão Rondon. A construção da rodovia 
seguiu o mesmo traçado das linhas 
telegráficas instalados pela Comissão Rondon 
- Os resultados do PVEA foram considerados 
abaixo do esperado, em virtude da escassez de 
recursos financeiros para as ações do plano. 
1966 – Houve a extinção da SPVEA, dando 
lugar à Superintendência do Desenvolvimento 
da Amazônia (SUDAM). 
 
Cultura – O Clube da Madrugada 
- A ideia de modernização do Brasil, que 
passou a ser dominante a partir da década de 
1950, também se fez presente na Amazônia no 
campo cultural. 
1954 – Criação do Clube da Madrugada em 
Manaus. 
- O Clube da Madrugada foi um movimento 
cultural que pretendia valorizar a produção 
artística de caráter regional e não acadêmica. 
- Os intelectuais do Clube da Madrugada 
estavam inseridos na tradição do Modernismo 
Brasileiro, especialmente na Geração de 1945. 
 
DESENVOLVIMENTISMO – REGIME 
MILITAR 
Características Gerais 
1964 – Golpe de Estado que pôs fim à 
República Populista e instalou da Ditadura 
Militar no Brasil. 
- O Golpe de 1964 interrompeu a política 
democrática, mas não alterou o modelo 
desenvolvimentista adotado na década de 
1950. 
- A partir da década de 1960, as políticas de 
desenvolvimento para a Amazônia foram 
guiadas por duas ideias: 
• As grandes cidades deveriam ser os polos de 
desenvolvimento econômico da região, 
irradiando a diversificação das atividades 
econômicas para as demais cidades. 
• A integração da Amazônia ao restante do 
país com a abertura de estradas o incentivo 
à imigração, pois a região amazônica era 
considerada um imenso vazio demográfico. 
 
A Operação Amazônia 
1966 – Criação da Operação Amazônia, pelo 
Presidente Castelo Branco. 
• O objetivo da Operação Amazônia era criar 
um aparato institucional capaz de executar a 
estratégia de desenvolvimento planejada 
para a região. 
- A Operação Amazônia foi responsável por 
introduzir três mudanças fundamentais para 
a história do desenvolvimento econômico da 
Amazônia: 
• A criação do Banco da Amazônia (BASA) – 
responsável por ser o principal financiador 
dos projetos para a região. 
• A Criação da Superintendência do 
Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) – 
responsável por coordenar as ações estatais 
na região, em parceria com a iniciativa 
privada. 
• A Criação da Superintendência da Zona 
Franca de Manaus (SUFRAMA) – responsável 
por criar, no interior da Amazônia, um polo 
industrial, comercial e agropecuário capaz de 
desenvolver a economia da Amazõnia 
Ocidental. 
- Durante os anos iniciais da Zona Franca de 
Manaus, os setores de comércio e serviços 
foram os mais beneficiados, já que a isenção 
de tributos estimulava a importação de 
mercadorias que eram comercializadas a 
preços mais atrativos que no restante do país. 
- A partir da década de 1970, a concessão de 
incentivos ficais deu origem ao Distrito 
Industrial, que passou a produzir bens 
industrializados de empresas multinacionais, 
grande parte para a exportação. 
- A Zona Franca de Manaus se tornou o 
modelo de desenvolvimento econômico 
dominante do Amazonas. 
 
A Colonização Agropecuária 
1970 – Criação do Plano de Integração 
Nacional (PIN), cujo lema era “Integrar para 
não entregar”. 
• Objetivo era a atração de colonos para se 
fixarem as margens das rodovias da 
Amazônia, com a finalidade de intensificar as 
atividades agropecuárias na região com a 
criação dos Projetos de Colonização. 
1970 – Criação do Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária (INCRA) com o 
objetivo de promover a distribuição de terras 
aos colonos que desejassem se fixar na 
Amazônia através da implantação de projetos 
oficiais de colonização (PIC’s e PAD’s). 
- A abertura de rodovias se tornou uma das 
principais ações estatais na Amazônia, para 
garantir o fluxo migratório de outras regiões 
do Brasil para os projetos de colonização da 
Amazônia. 
- A principais rodovias abertas na Amazônia 
durante o período da Ditadura Militar foram: 
• BR-163 – ligando Cuiabá (MT) a Santarém 
(PA). 
• BR-319 – ligando Manaus (AM) a Porto Velho 
(RO). 
• BR-174 – ligando Boa Vista (RR) a Manaus 
(AM). 
• BR-230 Rodovia Transamazônica – ligando 
Cabedelo (PB) a Lábrea (AM). 
- Os fluxos migratórios para os projetos de 
colonização implantados nessas rodovias 
vieram de regiões distintas. 
- Para o Mato Grosso, em direção a Rondônia 
e Acre os colonos eram agricultores oriundos, 
principalmente, da região centro-sul do Brasil 
e que, na verdade, viram-se forçados a 
abandonar seus locais de origem devido ao 
intenso processo de mecanização agrícola que 
estava sendo implantado naquela região. 
- Para a Transamazônica, e em direção a 
Roraima, os colonos eram agricultores 
oriundos, principalmente, da região Nordeste 
do Brasil. 
• Em Roraima, a garimpagem de ouro também 
era importante atrividade econômica que 
atraia imigrantes, principalmente do 
Nordeste. 
- Os projetos de desenvolvimento formulados 
para a Amazônia na segunda metade do 
século XX provocaram alterações profundas 
na região. 
- A crescente demanda por energia resultou na 
construção de importantes Usinas 
Hidroelétricas na Amazônia, tais como: 
• UHE de Tucuruí, no Pará. 
• UHE de Balbina, no Amazonas. 
• UHE de Samuel, em Rondônia. 
 
Exploração Mineral 
- Na década de 1980, durante o governo do 
Presidente João Batista Figueiredo, foi lanço 
do Programa Grande Carajás (PGC). 
- O objetivo era realizar a exploração dos 
recursos naturais de forma integrada na 
Província Mineral de Carajás, no Pará. 
• O governo brasileiro justificou a criação do 
PGC como necessários para a geração de 
divisas internacionais para garantir o 
pagamento da dívida externa àquela época. 
• A implantação do PGC ficou sob 
responsabilidade da Companhia Vale do Rio 
Doce (CVRD). 
- Além da extração mineral, o PGC também 
envolvia a atividade agropecuária, exploração 
florestal e produção energética. 
- O PGC acabou se tornado um enclave 
econômico de exploração mineral destinado a 
exportação de matéria prima, com 
concentração de renda no centro dinâmico e 
empobrecimento nas periferias. 
 
 
CRIAÇÃO DO ESTADO DE RONDÔNIA 
(1981) 
 
Causas 
- Em virtude do grande crescimento 
econômico e demográficopelo qual passou o 
Território a partir dos nos de 1970 (Imigração 
pela BR-364); 
- Os Garimpos de ouro no Rio Madeira a partir 
de 1979 e o crescimento demográfico na 
capital; 
- Instalação das primeiras indústrias na região 
(Garimpagem Mecanizada de Cassiterita) 
- Interesse do Governo Federal em Ampliar a 
Bancada do PDS (partido político governista) 
no Congresso Nacional. 
- O Cel. Jorge Teixeira foi nomeado governador 
do Território de Rondônia para: 
• Preparar Rondônia para ser elevada a 
categoria de Estado; 
• Prover a região de infraestrutura para 
viabilizar a administração do Estado. 
- Em 22 de Dezembro de 1981 foi aprovada a 
lei complementar nº 41 que criava o Estado de 
Rondônia. 
- No dia 4 de Janeiro de 1982 foi instalado o 
Estado de Rondônia tendo como primeiro 
governador o Cel. Jorge Teixeira de Oliveira. 
 
POLONOROESTE - DÉCADA DE 1980 
1981 – Criação do POLONOROESTE 
(Programa de Desenvolvimento Integrado para 
o Noroeste de Brasil). 
• O POLONOROESTE foi o primeiro programa 
de desenvolvimento integrado para a 
Amazônia. 
 
Objetivos 
- Orientar a colonização para o estado de 
Rondônia e o oeste do Mato Grosso. 
- O programa foi financiado pelo Banco 
Mundial e objetivava instalar comunidades de 
pequenos agricultores com atendimento 
básico de saúde, educação e infraestrutura 
para o escoamento da produção. 
- Esperava-se corrigir a degradação 
socioambiental provocada pela intensa 
imigração iniciada nos anos 1970. 
 
Consequências 
- Os recursos do POLONOROESTE foram 
empregados, principalmente, na 
pavimentação da BR-364 e na abertura de 
estradas vicinais. 
- Houve incremento da imigração para a 
região, das atividades agropecuárias e dos 
problemas socioambientais. 
 
PERÍODO PÓS – CONSTITUIÇÃO DE 1988 
Características Gerais 
- Surgimento de movimentos sociais em defesa 
dos direitos das populações tradicionais da 
Amazônia. 
- Reconhecimento e demarcação de terras 
tradicionalmente ocupadas pelos indígenas, 
remanescentes quilombolas e povos 
tradicionais da região. 
• Ex.: Resex Chico Mendes (AC), Resex Rio 
Ouro Preto (RO) e Raposa Serra do Sol (RR). 
- Continuidade dos conflitos sociais em razão 
da disputa pela terra, entre os vários grupos 
estabelecidos na região. 
• Ex.: Massacre de Eldorado do Carajás (PA); 
Massacre de Corumbiara (RO); Conflito 
contra os Yanomami (RR). 
- Emergência das questões ambientais devido 
ao desmatamento da floresta para a expansão 
da agropecuária. 
• Houve a formação do chamado Arco do 
Desmatamento na Amazônia, envolvendo os 
estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. 
- Introdução do conceito de Desenvolvimento 
Sustentável nas políticas de desenvolvimento 
para a Amazônia; 
- Construção de grandes obras de 
infraestrutura energética, como o Complexo 
Hidrelétrico do Rio Madeira e a UHE de Belo 
Monte. 
 
Política 
- A promulgação da Constituição de 1988 
alterou o mapa geopolítico da Amazônia 
brasileira. 
- Foram criados três estados da federação: 
• Estado do Amapá, a partir do Território do 
Amapá. 
• Estado de Roraima, a partir do Território de 
Roraima. 
• Estado do Tocantins, desmembrado do 
estado de Goiás. 
- O governo Federal criou novos projetos para 
a Amazônia, com o objetivo de aumentar a 
presença estatal na região. 
- Os projetos mais famosos foram o Projeto 
Calha Norte e o Projeto SIVAM. 
 
PLANAFLORO – DÉCADA DE 1990 
 
1992 – Criação do PLANAFLORO (Plano 
Agropecuário e Florestal de Rondônia). 
Origens 
- O PLANAFLORO teve sua origem a partir da 
identificação dos problemas advindos da 
intensa ocupação de Rondônia na década de 
1980. 
 
Objetivos 
- O objetivo do PLANAFLORO era implementar 
ações que propiciassem o aproveitamento 
racional dos recursos naturais, favorecendo o 
desenvolvimento sustentável. 
 
Características 
- O projeto foi assinado ente o BIRD e o Brasil 
e executado pelo estado de Rondônia, baseado 
no Zoneamento Socioeconômico Ecológico. 
• O Zoneamento Socioeconômico Ecológico é 
uma ferramenta de gestão territorial 
utilizada para racionalizar a ocupação do 
território e promover a exploração dos 
recuros naturais de forma sustentável. 
• Rondônia foi o primeiro estado do Brasil a 
implantar o Zoneamento Socioeconômico 
Econlógico 
- Diferente dos projetos de desenvolvimento 
anteriores, o PLANAFLORO contou com a 
participação da sociedade civil no processo de 
formulação. 
 
CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO 
HIDRELÉTRICO DO RIO MADEIRA 
 
- O complexo hidrelétrico do Rio Madeira é um 
conjunto de UHE construídas ao longo da 
bacia do rio Madeira, formado pelas usinas de: 
• Santo Antônio (Rio Madeira); 
• Jirau (Rio Madeira); 
• Guajará-mirim (Rio Mamoré, binacional com 
a Bolívia); 
• Cachuela Esperanza (Rio Madre de Dios, na 
Bolívia). 
 
Objetivos 
- O complexo hidrelétrico do rio Madeira visa 
aumentar a capacidade do sistema elétrico 
nacional e; 
- Ampliar a navegação na bacia do Madeira, 
através da construção de eclusas, para 
promover a integração da infraestrutura da 
América do Sul. 
 
Origens 
- O complexo hidrelétrico do Madeira tem sua 
origem no ano de 2000, com a IIRSA (Iniciativa 
para a Integração da Infraestrutura Sul-
Americana); 
- A construção das UHE de Santo Antônio e 
Jirau começaram durante a administração do 
governador Ivo Cassol, e faziam parte do PAC 
(Programa de Aceleração do Crescimento) e do 
PAS (Plano Amazônia Sustentável) lançados 
durante o governo do presidente Lula. 
 
 
Consequências 
- As obras de construção da duas UHE (Jirau 
e Santo Antônio) foram concluídas em 2016, 
durante o governo de Confúcio Moura, em 
Rondônia. 
- A construção do Complexo Hidrelétrico do 
Rio Madeira e do Linhão de Transmissão de 
energia integrou Rondônia ao Sistema 
Interligado Nacional de energia. 
- Houve impactos socioambientais 
significativos na região, como: 
• o deslocamento de populações ribeirinhas e 
tradicionais; 
• a perda de espécies vegetais e animais 
nativas; 
• a perda de patrimônio arqueológico da 
região.

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