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1 Amanda M. Corrêa 
 MV7M – 2020/2 
 
Babesiose 
Amanda Moreira Corrêa – MV7M – Doenças parasitárias 
Ordem: Piroplasmida – vem de quente (febre alta); família Babesiidae 
 
*Como não tem flagelo, cílios, etc, eles se locomovem por flexão, deslizando pra chegar onde querem. 
*Muito protozoário dentro e muito fora = muita reprodução. 
*Babesiose mais comum que theileriose. 
 
A Babesia spp é um parasita intra-eritrocitário de animais domésticos, sendo causa de anemia e 
hemoglobinúria. São transmitidos por carrapatos, nos quais o protozoário passa por via transovariana 
(através do ovo), de uma geração de carrapatos à geração seguinte. 
 
 
 
Hospedeiro: todos os animais domésticos; hospedeiro intermediário: Carrapato DURO (ixodideos). 
Carrapatos duros (Família Ixodidae): 
São parasitas de mamíferos. São hematófagos (precisam de sangue para se reproduzir); 
As fêmeas possuem quatro pares de patas, escuto incompleto e aparelho genital na face ventral entre o 
primeiro e o segundo par de coxas. Os machos são iguais, mas a diferença é que são menores e seu escudo 
é completo. As fêmeas descem do hospedeiro e procuram um abrigo próximo ao solo, onde colocam os ovos 
(a quantidade de ovos depende da espécie do carrapato). Esse período chamado de postura de ovos, dura 
vários dias e após essa oviposição, elas morrem e por isso são chamadas de quenóginas. O período de 
encubação dos ovos dura de 17 a 60 dias. Ao eclodir o ovo, as larvas que estão no ambiente sobem através 
de gramíneas e arbustos até a passagem do hospedeiro, para o qual se transferem. A partir daí teremos 3 
tipos de classificações de acordo com o número de hospedeiros necessário ao ciclo dos carrapatos. 
Monóxeno: carrapato de um só hospedeiro, onde todos os três estádios (larva, ninfa e adulto) se 
alimentam no mesmo hospedeiro, no qual também realizam as mudas. 
Dioxeno: carrapato de dois hospedeiros, onde os estádios de larva e ninfa acontecem no mesmo 
hospedeiro, onde ocorre a primeira muda. Após mudar para ninfa, ela repasta, desce para o solo, muda no 
solo de fase para adulto, que sobe novamente para o segundo hospedeiro. 
Trioxeno: carrapato que necessita de 3 hospedeiros. Para cada estágio haverá um hospedeiro (pode ser o 
mesmo animal): a larva sobe no hospedeiro e repasta, desce, muda para ninfa no solo, a ninfa sobe no 
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segundo hospedeiro, repasta, desce para o solo onde muda para adulto, macho ou fêmea, e sobe no 
terceiro hospedeiro para se alimentar novamente, o adulto permanecera mais tempo no hospedeiro, onde 
faz copula com várias fêmeas, já a fêmea permanecera se alimentando até descer para fazer as posturas 
dos ovos e morrer. 
*Todo carrapato consegue ficar até 300 dias no ambiente sem se alimentar. 
Espécies de carrapatos com escudo (duros): 
 
 
 
Sobre a Babesiose: 
O exame de lâmina com esfregaço sanguíneo corado com giemsa mostra os organismos dentro dos 
eritrócitos, quase sempre isoladamente ou em pares, frequentemente posicionados em ângulo característico 
-> geralmente se localiza em zonas periféricas ou viscerotrópicas (quando a Babesia está escondida, é 
chamada de viscerotrópica – causa doença sem ser encontrada em exame laboratorial de esfregaço 
sanguíneo – pode causar trombo cerebral e levar a morte). 
*Se não for encontrada no esfregaço, pode ser encontrado no PCR. 
*Para encontrar a Babesia diretamente pode-se se coletar sangue de ponta de orelha ou periferias. 
*Alta parasitemia: muito parasita no sangue. 
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• Corpúsculo intra-eritrocitário (bolinha azul dentro da hemácia). 
• Pode ser Babesia, anaplasma em bovino. 
• Hemácia com protrusões (pontas), morrendo. 
 
 
 
O ciclo evolutivo: o organismo divide-se assexuadamente em 2 ou 4 no eritrócito; por fim a célula hospedeira 
se rompe e os organismos são liberados, penetrando em novos eritrócitos. Os parasitas se dividem 
rapidamente nos eritrócitos produzindo rápida destruição destas células, causando hemoglobinúria, 
hemoglobinemia e febre. 
*Quanto mais rompimento de hemácia, mais sinal clinico, o principal sinal clinico é a icterícia. 
Sintomatologia Clínica: a doença ocorre tipicamente uma a duas semanas depois que o carrapato começa a 
se alimentar e se caracteriza por febre e hematúria/hemoglobinúria. As membranas mucosas no inicio ficam 
congestas e depois ictéricas, as frequências respiratórias e de pulso aumentam. Há perda de peso e é comum 
diarreia seguido de constipação. A doença está relacionada com a imunidade do animal. 
Patogenia: pode variar de acordo com algumas questões: 
• A idade do animal – o animal mais velho é mais susceptível; em animal jovem ocorre uma resistência 
natural, levando a quadro com menor intensidade, uma vez que tem anticorpos no colostro, 
persistência do timo e hemoglobina fetal, levando-os a serem mais resistentes a infecção de Babesia. 
• Estado nutricional – quanto mais bem nutrido, mais resistente a todo tipo de doença 
• Estado imunológico – animal com imunodeficiência está mais susceptível; primo-infecção: primeira 
vez que o animal se infecta, levando a resistência – se for uma infecção recorrente com um tempo 
maior que 8 meses (aproximadamente) a doença vem mais branda, uma vez que o animal já tem 
uma resposta imunológica pronta, se a reinfecção ocorrer antes dos 8 meses, ela vem mais forte e 
possivelmente fatal devido à falta de resposta imunológica pronta. Em animais com outros 
patógenos ou hemiparasitas tem uma infecção vai grave. 
 
 
 
*É UMA DOENÇA ZOONOTICA. 
*Nunca é eliminado nas fezes. 
*A Babesia é um protozoário especifico, porém, quando ela entra em um hospedeiro que não é o próprio dela, 
causara uma doença não tão grave. Quando ela vem do carrapato espécie-especifico, a doença é mais grave. 
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*Bovino, equino e cão são os mais infectados. 
*A Babesia mais comum é a B. gibsoni. 
*As pequenas babesias podem causar um quadro menos acentuado da doença que as grandes, devido a sua 
localização. 
 
 
Mecanismo de escape do parasita: variação antigênica do parasita; adesão celular e sequestro (evita que 
eritrócitos infectados sejam destruídos no baço); cavalo de Tróia – ligação de proteínas do hospedeiro aos 
eritrócitos infectados, passando desapercebido pelo sistema imune. 
Resposta imunológica do animal: imunidade humoral e celular, mas a imunidade não é duradoura sendo 
necessário contato com o agente. Animal com Babesia a mais de 8 meses é menos susceptível; não há 
imunidade cruzada entre as espécies. 
 
Babesiose em bovinos 
• COMPLEXO TRISTEZA PARASITÁRIA BOVINA – a Babesia nunca vai estar sozinha, sempre junto com 
anaplasma (bacteriana). 
• Quanto mais velho o animal, pior a doença. 
• Infecções por Babesia spp em bovinos são caracterizadas por febre, anemia, hemoglobinemia, 
hemoglobinúria e em muitos casos a morte. 
• A doença clinica é relacionada a ciclos repetidos de invasão e multiplicação dos protozoários em 
eritrócitos do hospedeiro, seguidos da lise eritrocitária e invasão de outros eritrócitos. 
• No brasil a Babesiose bovina é causada por B. bovis e B. bigemina, que são inoculadas no hospedeiro por 
um único vetor – o carrapato Rhipicephalus Boophilus. 
 
 
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• Tratamento: deve ser especifico e sintomático, direcionado por controle dos agentes biológicos e 
sintomas. 
 
 
Babesiose em cães 
• Encontrada em praticamente todos os lugares do brasil. 
• Frequente em cães jovens e com mais de 2 anos de idade. 
• Estágios da Babesiose canina: forma hiperaguda, aguda, crônicae subclínica. 
 
 
• Sintomas: manifestações clinicas relacionadas com a intensidade da parasitemia 
• Doença hemolítica, anemia progressiva, pode ocorrer choque endotóxico e alterações de coagulação 
(hemorragia); 
• Principais sintomas: anemia, febre, anorexia, desidratação, perda de peso, dor abdominal, sensibilidade 
renal à palpação (CAUSA DRC). 
• Pode ocorrer Babesiose cerebral 
• Animal pode ir à óbito. 
• Tratamento: 
 
*medicamento afeta os nervos craneanos, agindo no par 10 (nervo vago), sendo parasimpatomimetico no 
cão e por isso deve se ministrar a pré medicação. 
*parassimpático ativado -> freia o nervo vago, devido a bradicardia e causa os sintomas descritos acima. 
*CAUSA HIPOTENSÃO, MONITORAR A FC ANTES, DURANTE E DEPOIS DAS APLICAÇÕES. 
 
 
6 Amanda M. Corrêa 
 MV7M – 2020/2 
 
Babesiose nos equinos 
• Também denominada de piroplasmose equina ou nutaliose. 
• A doença é o principal impedimento para o trânsito internacional de cavalos. Países que possuem uma 
indústria equina importante estão livres da doença: Japão, Canadá, Estados Unidos e Austrália e por isso 
cavalos positivos para Babesia são impedidos de entrar nestes países, quer seja para competição ou 
exportação. 
• Brasil: problemas na exportação de equinos. 
• Babesia caballi -> portadores por 1 a 3 anos, tende a ser menos patogênica, dando sintomas clínicos 
menos severos. 
• Período de incubação é entre 10 a 30 dias -> estabulação do cavalo, o estresse fará o animal demonstrar 
a doença em até 5 dias, portanto, deixe ele estabulado e faça novo exame depois de 5 dias. 
 
 
*Babesia e Theileria são irmãos, as duas causam a mesma doença com os mesmos sintomas. 
• Sinais clínicos: 
Agudos: febre, inapetência, dispneia, edema, icterícia, prostração (raro em áreas endêmicas); 
Subagudos: mesmos sinais com manifestação menos intensa e intermitente; 
Crônicos: mais comuns, sintomas inespecíficos; 
Subclínicos: diminuição de performance em animais de competição podendo comprometer o potencial 
do animal. 
• Portador assintomático pode reverter para quadros agudos ou subagudos em situações de estresse ou 
doenças intercorrentes. 
• Tratamento: 
 
*A administração excessiva do dipropionato de imidocarb pode causar distúrbios digestivos por insuficiente 
secreção de enzimas hepáticas essenciais para a digestão; desta forma, pode ocasionar o aparecimento de 
cólicas, assim como importantes alterações na função neuromotora e sistema excretor renal. 
 
 
 
 
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 MV7M – 2020/2 
 
 
 
Diagnóstico geral 
• Métodos diretos: esfregaço sanguíneo (fase aguda, PCR; 
• Métodos indiretos: testes sorológicos (uteis para animais na fase crônica ou assintomáticos -> baixa 
parasitemia): ELISA, imunofluorescência indireta.

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