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Aula 13
SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo
Estratégico de Auditoria
Autor:
Tonyvan de Carvalho Oliveira
16 de Fevereiro de 2025
 
 
 
 
 
 
 
EVENTOS SUBSEQUENTES. REPRESENTAÇÕES FORMAIS. CONTINUIDADE 
OPERACIONAL. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS. 
Sumário 
ANÁLISE ESTATÍSTICA ................................................................................................................... 2 
ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE ................................................... 2 
APOSTA ESTRATÉGICA ................................................................................................................ 16 
QUESTÕES ESTRATÉGICAS ........................................................................................................... 19 
QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO ............................................................................. 31 
Perguntas ........................................................................................................................................ 31 
Perguntas com respostas ................................................................................................................ 32 
LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS ................................................................................................. 36 
Gabarito .......................................................................................................................................... 40 
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................... 41 
 
 
Tonyvan de Carvalho Oliveira
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ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Devido à baixa incidência e relevância desses tópicos, nos últimos cinco anos, não apresentaremos 
análise estatística. 
ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto 
e, ao mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
Para revisar e ficar bem preparado nos assuntos abordados na aula de hoje, você precisa, 
basicamente, seguir os passos a seguir: 
1. A maior parte das questões sobre o assunto diz respeito à literalidade das Normas de Auditoria 
Independente – NBC TA. 
1.1 NBC TA 560(R1) – Eventos subsequentes: 
1.1.1 Informações relevantes: 
Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data 
do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor 
independente após a data do seu relatório. 
 
Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor 
independente 
6. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter 
evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data das 
demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser 
ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identificados. Não se espera, 
contudo, que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para assuntos para os quais 
os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias. 
 
7. O auditor independente deve executar os procedimentos exigidos pelo item 6 de forma a cobrir 
o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório, ou o mais próximo 
possível dessa data. O auditor independente deve levar em consideração a avaliação de risco pelo 
auditor para determinar a natureza e extensão desses procedimentos de auditoria, que devem 
incluir o seguinte: 
(a) obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela administração para 
assegurar que os eventos subsequentes são identificados; 
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==338b5d==
 
 
 
 
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(b) indagação à administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança sobre a 
ocorrência de eventos subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis (ver item 
A9); 
(c) leitura das atas, se houver, das reuniões dos proprietários (dos acionistas em sociedade 
anônima), da administração e dos responsáveis pela governança da entidade, realizadas após a 
data das demonstrações contábeis, e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões para as 
quais as atas ainda não estão disponíveis (ver item A10); 
(d) leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da entidade, se houver. 
8. Se, em decorrência dos procedimentos aplicados conforme exigido pelos itens 6 e 7, o auditor 
identificar eventos que requerem ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis, o auditor 
independente deve determinar se cada um desses eventos está refletido de maneira apropriada 
nas referidas demonstrações contábeis de acordo com a estrutura conceitual aplicável. 
 
Representação formal 
9. O auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado, aos responsáveis 
pela governança, uma representação formal de acordo com a NBC TA 580 – Representações 
Formais, de que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis e que, 
segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável, requerem ajuste ou divulgação, foram 
ajustados ou divulgados. 
 
Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, 
mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis 
10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria 
em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data 
do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar 
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado 
o auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A11): 
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança; 
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; 
(c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 
11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: 
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; 
(b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis: 
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo 
relatório do auditor independente; e 
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(ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo 
relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das 
demonstrações contábeis alteradas. 
 
12. Se a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das demonstrações 
contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes que causaram essa alteração e em que 
os responsáveis pela aprovação das demonstrações contábeis não estão proibidos de restringir a 
aprovação a essa alteração, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos 
subsequentes exigidos no item 11(b)(i) a essa alteração. Nesses casos, o auditor independente 
deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os 
procedimentos do auditor independente sobre os eventos subsequentes estão restritos 
unicamente às alterações das demonstrações contábeis descritas na respectiva nota explicativa 
(ver item A12). 
 
13. Pode ser que não haja exigência da legislação ou, regulamentação para que a administraçãoopinião sobre as demonstrações contábeis, 
incluindo evidência de que todos os quadros que as compõem foram elaboradas e que as pessoas com 
autoridade reconhecida afirmaram que assumem responsabilidade por essas demonstrações. 
Consequentemente, a data do relatório do auditor independente não pode ser anterior à data de 
aprovação das demonstrações contábeis. Um período de tempo pode decorrer, devido a questões 
administrativas, entre a data do relatório do auditor independente e a data em que o relatório do auditor 
independente é fornecido à entidade. 
 
 
 
 
 
 
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Grande abraço e bons estudos! 
 
O sucesso não tem segredo. É só você trabalhar bastante, ter coragem e determinação para 
nunca desistir! 
Tonyvan Carvalho 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
 
1. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) 
A respeito das implicações de transações e eventos subsequentes para os trabalhos de auditoria, 
julgue os itens a seguir. 
I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos 
por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se 
referem essas demonstrações. 
II Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, 
o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data 
desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis 
alteradas. 
III Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a 
necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse 
relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, 
detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis 
emitidas anteriormente. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item I está certo. 
b) Apenas o item III está certo. 
c) Apenas os itens I e II estão certos. 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
 
2. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) 
Após a emissão do seu relatório e antes da divulgação das demonstrações contábeis, um auditor 
independente tomou conhecimento de fato novo e não sabido que teria alterado o relatório. 
Nesse caso, o auditor deverá 
a) propor ações para a administração da empresa auditada. 
b) refazer, tempestivamente, todo o relatório de auditoria. 
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c) modificar, de pronto, a opinião manifestada em seu relatório. 
d) sugerir procedimento a ser adotado pela administração da empresa auditada, caso haja 
alterações nas demonstrações contábeis. 
e) aplicar os necessários procedimentos de auditoria, no caso de a empresa auditada alterar as 
demonstrações contábeis, nas circunstâncias da alteração realizada. 
 
3. (FGV - ISS Cuiabá – 2016) 
A Cia. W é auditada pelo auditor independente João. 
A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório sem ressalva 
assinado por João. 
Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W havia pedido 
concordata em dezembro e não pagaria sua dívida. 
João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as demonstrações 
fossem alteradas, o que foi feito. 
Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido. 
a) Manter o relatório sem ressalva. 
b) Adicionar um parágrafo de ênfase. 
c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente. 
d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W. 
e) Abster-se de dar uma opinião. 
 
4. (FGV - TCM SP – 2015) 
Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de 
dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor 
independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram 
divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015. 
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar 
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e 
suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é: 
a) 31 de dezembro de 2014; 
b) 27 de fevereiro de 2015; 
c) 09 de março de 2015; 
d) 22 de março de 2015; 
e) 04 de abril de 2015. 
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5. (CESPE - TRE BA - 2010) 
Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item. 
A venda de ativo de valor relevante ocorrida no período entre a data do término do exercício 
social e a data de emissão do parecer deve ser considerada pelo auditor, mencionada como 
ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. 
 
6. (N-UFPR -UFPR -2018) 
Em relação à norma de auditoria que trata dos procedimentos de auditoria especificamente 
relacionados aos eventos subsequentes, NBC-TA 560, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Consideram-se eventos subsequentes aqueles ocorridos entre a data de encerramento do 
exercício social (data das demonstrações contábeis) sob análise e a data de emissão do relatório 
de auditoria independente. 
b) O auditor independente deverá solicitar à administração do cliente e, quando apropriado, aos 
responsáveis pela governança, uma representação formal relatando que todos os eventos 
subsequentes à data das demonstrações contábeis foram ajustados ou divulgados. 
c) Nos casos em que a administração venha a alterar as demonstrações contábeis após a emissão 
do relatório de auditoria, o auditor independente deverá adotar procedimentos de auditoria a fim 
de avaliar as circunstâncias das alterações realizadas pelo cliente. 
d) Nas situações em que ocorram alterações nas demonstrações contábeis após a emissão do 
relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, 
parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão 
da alteração das demonstrações contábeis. 
e) A norma de auditoria relativa aos eventos subsequentes determina a obrigatoriedade do 
auditor independente de executar procedimentos de auditoria específicos relacionados às 
demonstrações contábeis auditadas após a data de entrega do seu relatório. 
 
7. (Fiscal de Rendas e Tributos (Criciúma)/FEPESE/2017) 
São eventos subsequentes: 
a) Os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. 
b) Os ocorridos posteriormente à data das demonstrações contábeis e antes da data do relatório 
do auditor independente. 
c) Os ocorridos antes da data em que o relatório do auditor independente e as demonstrações 
contábeis auditadas foram elaboradas. 
d) Aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor 
independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu 
relatório. 
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e) Aqueles ocorridos na data em que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis 
foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmamque assumem a 
responsabilidade por essas demonstrações contábeis. 
 
8. (Analista de Controle Externo (TCE-CE) /Auditoria de Tecnologia da 
Informação/Controle Externo/FCC/2015) 
Quando ocorrerem eventos subsequentes, entre as datas de publicação do balanço e do parecer 
do auditor, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de 
informações nas notas explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições de formar 
opinião, 
a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado para exercício 
anterior ao do período corrente auditado. 
b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e 
outros órgãos estatutários. 
c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e dê 
respaldo ao parecer. 
d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da publicação do 
resultado do exercício contábil. 
e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis, mesmo 
que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas. 
 
9. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) 
A natureza dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas pode, em alguns casos, 
gerar mais riscos de distorções relevantes nas demonstrações contábeis do que em transações 
com partes não relacionadas. Nesse sentido, partes relacionadas incluem 
A) aquelas assim definidas na adequada estrutura de relatório financeiro. 
B) os fornecedores de matérias-primas sem valor estratégico em relação ao comprador. 
C) os acionistas minoritários, mesmo os sem influência significativa na empresa da qual 
participam. 
D) as entidades com participação direta ou indireta na entidade auditada, mesmo que sem 
influência significativa ou controle sobre esta. 
E) as entidades sob controle comum de algum estado, mesmo que não realizem transações 
significativas entre si nem compartilhem recursos em quantidade significativa. 
 
10. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) 
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Um auditor independente concluiu que o uso do pressuposto de continuidade operacional, em 
determinada empresa auditada, é apropriado, mas que há incerteza significativa. Ele verificou 
que as demonstrações contábeis descrevem adequadamente os principais eventos que podem 
levantar dúvida quanto à capacidade de continuidade; avaliou os planos da administração para 
esses eventos e que há divulgação clara sobre essa incerteza. Em seu relatório o auditor deve 
a) expressar uma opinião sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. 
b) expressar uma opinião sem ressalva e com parágrafo de ênfase. 
c) expressar uma opinião com ressalva. 
d) expressar uma opinião adversa. 
e) abster-se de expressar sua opinião. 
Gabarito 
 
1. B 
2. E 
3. B 
4. C 
5. CERTO 
6. E 
7. D 
8. B 
9. A 
10. B 
 
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BIBLIOGRAFIA 
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação 
Contábil Histórica. NBC TA 550 - Partes Relacionadas. Disponível em: . Acesso em 01 de abril de 2021. 
 
_______. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica. A NBC T 11 – 
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Disponível em: 
. Acesso em 01 de abril de 2021. 
 
_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação 
Contábil Histórica. NBC TA 580(R1) – Representações Formais. Disponível em: . Acesso em 01 de abril de 2021. 
 
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São Paulo: Atlas, 
2012. 
 
ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo: Atlas, 2016. 
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www.estrategiaconcursos.com.brreapresente demonstrações contábeis e, portanto, o auditor não precisa fornecer novo relatório 
de auditoria ou alterar o relatório. Entretanto, se a administração não alterar as demonstrações 
contábeis nas circunstâncias em que o auditor considerar necessário (ver itens A13 e A14): 
(a) se o relatório do auditor independente ainda não tiver sido fornecido à entidade, o auditor 
independente deve modificá-lo conforme exigido pela NBC TA 705 – Modificações na Opinião do 
Auditor Independente, e depois fornecê-lo; ou 
(b) se o relatório do auditor independente já tiver sido fornecido à entidade, o auditor 
independente deve notificar a administração e, a menos que todos os responsáveis pela 
governança façam parte da administração da entidade, os responsáveis pela governança, para 
que não divulguem as demonstrações contábeis para terceiros antes de serem feitas as alterações 
necessárias. Se mesmo assim, as demonstrações contábeis forem divulgadas posteriormente sem 
as modificações necessárias, o auditor independente deve tomar medidas para procurar evitar o 
uso por terceiros daquele relatório de auditoria. 
 
Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das 
demonstrações contábeis 
14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação 
de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. 
Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar 
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor 
independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve: 
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança; 
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(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; 
(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. 
15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve (ver 
item A17): 
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações; 
(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que receberam 
as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor independente 
sejam informados da situação; 
(c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis: 
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo 
relatório do auditor independente e datar o novo relatório com data posterior à data de 
aprovação das demonstrações contábeis reapresentadas; e 
(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis 
reapresentadas; 
(d) no caso em que as circunstâncias no item 12 se aplicam, alterar o relatório do auditor 
independente. 
 
16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase 
com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das 
demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor 
independente. 
 
17. Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir que todos os que 
receberam as demonstrações contábeis emitidas anteriormente sejam informados da situação e 
não altere as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considere necessário, 
o auditor independente deve notificar a administração e, a menos que todos os responsáveis pela 
governança façam parte da administração da entidade, os responsáveis pela governança (NBC TA 
260, item 13), de que o auditor independente procurará evitar o uso por terceiros daquele 
relatório no futuro. Se, apesar dessa notificação, a administração ou os responsáveis pela 
governança não tomarem as referidas providências necessárias, o auditor independente deve 
tomar as medidas apropriadas para tentar evitar o uso por terceiros daquele relatório de 
auditoria. 
 
Medidas do auditor independente para tentar evitar o uso indevido do relatório do auditor 
independente por terceiros 
A16. O auditor independente pode ter que cumprir com obrigações legais adicionais mesmo no 
caso de o auditor independente ter notificado a administração para não divulgar as 
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demonstrações contábeis e de a administração ter concordado com essa solicitação. No Brasil, 
este é o caso para empresas com atuação em segmentos regulados. 
 
A17. Caso a administração tenha divulgado as demonstrações contábeis apesar da notificação do 
auditor independente para não divulgar as demonstrações contábeis para terceiros, o auditor 
deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função de seus direitos e das suas 
obrigações legais. Consequentemente, o auditor independente pode considerar apropriado 
buscar assessoria legal. 
 
Implicações de outras informações recebidas após a divulgação das demonstrações contábeis 
A18. As obrigações do auditor em relação a outras informações recebidas após a data do relatório 
do auditor são tratadas pela NBC TA 720. Embora o auditor não tenha nenhuma obrigação de 
executar quaisquer procedimentos de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a 
divulgação das demonstrações contábeis, a NBC TA 720 contém requisitos e orientações 
referentes a outras informações obtidas após a data do relatório do auditor. 
 
Medida do auditor independente para tentar evitar o uso indevido do Relatório do Auditor 
Independente 
A20. Caso o auditor independente acredite que a administração, ou os responsáveis pela 
governança, não tomaram as medidas necessárias para evitar o uso indevido do relatório do 
auditor independente sobre as demonstrações contábeis divulgadas anteriormente pela entidade 
apesar da notificação prévia do auditor independente de que ele tomará medidas para tentar 
evitar esse uso indevido, o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função 
de seus direitos e das suas obrigações legais. Consequentemente, o auditor independente pode 
considerar apropriado buscar assessoria legal. 
 
1.2 NBC TA 550: 
1.2.1 Informações relevantes: 
Transação em condições normais de mercado é a transação conduzida em termos e condições 
como aqueles entre um comprador voluntário e um vendedor voluntário, que não são 
relacionados e estão agindo de maneira mutuamente independente e buscando os seus melhores 
interesses. 
 
Parte relacionada é a parte que é: 
(a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou 
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(b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou 
estabelece exigências mínimas para partes relacionadas: 
(i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou 
indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta; 
 
(ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, 
direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou 
 
(iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por 
ter: 
a. controlador comum; 
 b. proprietários que são parentes próximos; ou 
c. administração-chave comum. 
 
Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, 
regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em 
transações significativas ou compartilhem recursosem medida significativa. 
 
13. O auditor deve fazer indagações junto à administração sobre: 
 
(a) a identificação das partes relacionadas à entidade, incluindo mudanças em relação ao período 
anterior (ver itens A11 a A14); 
(b) a natureza dos relacionamentos entre a entidade e essas partes relacionadas; e 
 
(c) se a entidade realizou transações com essas partes relacionadas durante o período e, se o fez, 
o tipo e a finalidade das transações. 
 
14. O auditor deve fazer indagações junto à administração e a outros da entidade e executar 
outros procedimentos de avaliação de risco considerados apropriados para obter entendimento 
dos controles, se houver, que a administração estabeleceu para (ver itens A15 a A20): 
(a) identificar, contabilizar e divulgar os relacionamentos e transações com partes relacionadas 
em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; 
 
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 8 
 
(b) autorizar e aprovar transações e acordos significativos com partes relacionadas (ver item A21); 
e 
 
(c) autorizar e aprovar transações e acordos significativos fora do curso normal dos negócios. 
 
15. Durante a auditoria, o auditor deve permanecer atento, ao inspecionar registros ou 
documentos de acordos ou outras informações que possam indicar a existência de 
relacionamentos e transações com partes relacionadas que a administração não tenha 
anteriormente identificado ou divulgado para o auditor (ver itens A22 e A23). 
 
Em particular, o auditor deve examinar os seguintes assuntos, em busca de indicações da 
existência de relacionamentos ou transações com partes relacionadas que a administração não 
tenha anteriormente identificado ou divulgado para o auditor: 
(a) confirmações bancárias e de advogados, obtidas como parte dos procedimentos de auditoria; 
 
(b) minutas de reuniões dos acionistas/quotistas e dos responsáveis pela governança; e 
 
(c) outros registros ou documentos da entidade que o auditor considere necessários nas 
circunstâncias. 
 
16. Se o auditor, ao executar os procedimentos de auditoria requeridos pelo item 15 ou por meio 
de outros procedimentos de auditoria, identificar transações significativas fora do curso normal 
de negócios da entidade, ele deve fazer indagações junto à administração sobre (ver itens A24 e 
A25): 
(a) a natureza dessas transações (ver item A26); e 
(b) se partes relacionadas podem estar envolvidas (ver item A27). 
 
[...] 
 
21. Se o auditor identificar acordos ou informações que indiquem a existência de relacionamentos 
ou transações com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado 
ou divulgado para o auditor, ele deve determinar se as circunstâncias subjacentes confirmam a 
existência desses relacionamentos ou transações. 
 
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 9 
 
22. Se o auditor identificar partes relacionadas ou transações significativas com partes 
relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado ou divulgado para o 
auditor, ele deve: 
 
(a) comunicar prontamente as informações relevantes aos outros membros da equipe de trabalho 
(ver item A35); 
 
(b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável estabelecer exigências para partes 
relacionadas: 
 
(i) solicitar à administração que identifique todas as transações com as partes relacionadas recém-
identificadas para avaliação adicional do auditor; e 
 
(ii) fazer indagações quanto ao motivo pelo qual os controles da entidade sobre relacionamentos 
e transações com partes relacionadas deixaram de possibilitar a identificação ou divulgação dos 
relacionamentos e transações com partes relacionadas; 
 
(c) executar procedimentos de auditoria substantivos relativos a essas partes relacionadas recém 
identificadas ou a transações significativas com essas partes relacionadas (ver item A 36); 
 
(d) reconsiderar o risco de que possam existir outras partes relacionadas ou transações 
significativas com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado 
nem divulgado ao auditor e executar procedimentos adicionais de auditoria conforme a 
necessidade; e 
 
(e) se a não divulgação pela administração parece intencional (e, portanto, indicativa de um risco 
de distorção relevante devido à fraude), avaliar as implicações para a auditoria (ver item A37). 
 
[...] 
 
26. Quando a estrutura de relatório financeiro estabelece exigências para partes relacionadas, o 
auditor deve obter representações formais da administração e, quando apropriado, dos 
responsáveis pela governança, no sentido de que (ver itens A48 e A49): 
 
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 10 
 
(a) eles divulgaram e identificaram para o auditor as partes relacionadas e todos os 
relacionamentos e transações com partes relacionadas de que tinham conhecimento; e 
 
(b) eles contabilizaram e divulgaram tais relacionamentos e transações em conformidade com as 
exigências da estrutura de relatório financeiro que seja aplicável. 
 
27. A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da 
entidade (NBC TA 260 – Comunicação com os Responsáveis pela Governança, item 13), o auditor 
deve comunicar aos responsáveis pela governança todos os assuntos significativos relativos a 
partes relacionadas da entidade que sejam levantados durante a auditoria (ver item A50). 
 
[...] 
 
A4. Algumas estruturas de relatório financeiro discutem os conceitos de controle e influência 
significativa. Embora possam discutir estes conceitos usando termos diferentes, elas geralmente 
explicam que: 
 
(a) controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade de 
modo a obter benefícios de suas atividades; e 
 
(b) influência significativa (que pode ser conseguida por meio de propriedade de ações, estatuto 
ou acordo) é o poder de participar das decisões de política financeira e operacional de uma 
entidade, mas não tem controle sobre essas políticas. 
 
A5. A existência dos seguintes relacionamentos pode indicar a presença de controle ou influência 
significativa: 
 
(a) participações diretas ou indiretas no capital ou outros interesses financeiros na entidade; 
 
(b) participações em capital direto ou indireto da entidade ou outros interesses financeiros em 
outras entidades; 
(c) ser parte dos responsáveis pela governança ou administração-chave (isto é, os membros da 
administração que detêm a autoridade e responsabilidade pelo planejamento, direção e controle 
das atividades da entidade); 
 
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 11 
 
(d) ser parente próximo de qualquer pessoa mencionada em (c); 
 
(e) ter relação de negócios significativa com qualquer pessoa mencionada em (c). 
 
A6. As partes relacionadas, em virtude de sua capacidade de exercer controle ou influência 
significativa, podem estar em posição de exercer influência dominante sobre a entidade ou sua 
administração. A consideração de tal comportamento é relevante na identificação e avaliação dos 
riscos de distorção relevante decorrente de fraude, como explicado adicionalmente nos itens A29 
e A30. 
 
1.3 NBC TA 580(R1): 
1.3.1 Definição de Representações Formais: 
Representação formal é uma declaração escrita pela administração, fornecida ao auditor, para 
confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Representações formais, 
neste contexto, não incluem as demonstrações contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros 
e registros comprobatórios.1.3.2 Informações relevantes: 
 
4. Embora forneçam evidência de auditoria necessária, as representações formais, sozinhas, não 
fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente a respeito de nenhum dos assuntos dos 
quais tratam. Além disso, o fato de que a administração forneceu representações formais 
confiáveis não afetam a natureza ou extensão de outras evidências de auditoria que o auditor 
obtenha a respeito da responsabilidade da administração ou de afirmações específicas. 
[...] 
Definições 
7. Para fins das normas de auditoria, representação formal é uma declaração escrita pela 
administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar outra 
evidência de auditoria. Representações formais, neste contexto, não incluem as demonstrações 
contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios. 
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 12 
 
[...] 
Data e período abrangido pelas representações formais 
14. A data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior 
à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. As representações formais 
devem ser para todas as demonstrações contábeis e período(s) mencionado(s) no relatório do 
auditor. 
 
Forma das representações formais 
15. As representações formais devem ter a forma de carta de representação dirigida ao auditor. 
 
Dúvida quanto à confiabilidade das representações formais e representações solicitadas e não 
fornecidas 
Dúvida quanto à confiabilidade das representações formais 
16. Se o auditor tem preocupação a respeito da competência, integridade, valores éticos ou 
diligência da administração ou do seu comprometimento com estes ou com sua aplicação, ele 
deve determinar o efeito que tais preocupações podem ter sobre a confiabilidade das 
representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral. 
 
17. Em particular, se as representações formais forem incompatíveis com outras evidências de 
auditoria, o auditor deve executar procedimentos de auditoria para tentar solucionar o assunto. 
Se o assunto não for solucionado, o auditor deve reconsiderar a avaliação da competência, 
integridade, valores éticos ou diligência da administração, ou do seu compromisso com estes e 
com a sua aplicação, e deve determinar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das 
representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral. 
 
18. Se o auditor concluir que as representações formais não são confiáveis, ele deve tomar ações 
apropriadas, inclusive determinar o possível efeito na sua opinião no relatório de auditoria, em 
conformidade com a NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente, 
considerando a exigência do item 20 desta Norma. 
 
Representações solicitadas e não fornecidas 
19. Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o 
auditor deve: 
(a) discutir o assunto com a administração; 
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 13 
 
(b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a 
confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e 
(c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no 
relatório de auditoria, em conformidade com a NBC TA 705 considerando a exigência do item 20 
desta Norma. 
 
Representações formais sobre as responsabilidades da administração 
20. O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis em 
conformidade com a NBC TA 705 se: 
(a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal 
modo que as representações formais exigidas pelos itens 10 e 11 não sejam confiáveis; ou 
(b) a administração não fornecer as representações formais exigidas pelos itens 10 e 11. 
[...] 
 
Membros da administração aos quais são solicitadas representações formais 
A2. São solicitadas representações formais dos responsáveis pela elaboração e apresentação das 
demonstrações contábeis. Estas pessoas podem variar dependendo da estrutura de governança 
da entidade e de lei ou regulamento relevante; contudo, a administração (e não os responsáveis 
pela governança), é frequentemente a parte responsável. Podem, portanto, ser solicitadas 
representações formais do diretor executivo e do diretor financeiro da entidade ou outras pessoas 
equivalentes nas entidades que não usam tais títulos. Em algumas circunstâncias, porém, outras 
pessoas, tais como os responsáveis pela governança, também são responsáveis pela elaboração e 
apresentação das demonstrações contábeis. 
[...] 
Data e período abrangido pelas representações formais 
A15. Como as representações formais são evidências de auditoria necessárias, a opinião do 
auditor não pode ser expressa e o relatório não pode ser datado, antes da data das representações 
formais. Além disso, como o auditor está interessado em eventos que ocorram até a data do seu 
relatório e que possam exigir ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis, as 
representações formais são datadas o mais próximo possível da data do seu relatório sobre as 
demonstrações contábeis, mas não após a data do relatório. [grifo nosso] 
 
 
 
 
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 14 
 
1.4 NBC TA 570: 
1.4.1 Definição do pressuposto de continuidade operacional: 
De acordo com o pressuposto de continuidade operacional, a entidade é vista como 
continuando em operação em futuro previsível. As demonstrações contábeis, para fins gerais, 
são elaboradas com base na continuidade operacional, a menos que a administração pretenda 
liquidar a entidade ou interromper as operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista além 
dessas. 
 
1.4.2 Exemplos de eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto ao 
pressuposto de continuidade operacional: 
 
Seguem exemplos de eventos ou condições que, individual ou coletivamente, podem levantar 
dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional. Esta listagem não inclui 
todos os eventos e condições e a existência de um ou mais itens nem sempre significa que existe 
incerteza significativa. 
 
Financeiro 
• patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto); 
• empréstimos com prazo fixo, próximos do vencimento, sem previsões realistas de renovação 
ou liquidação; ou utilização excessiva de empréstimos de curto prazo para financiar ativos de 
longo prazo; 
• indicações de retirada de suporte financeiro por credores; 
• fluxos de caixa operacionais negativos indicados por demonstrações contábeis históricas ou 
prospectivas; 
• principais índices financeiros adversos; 
• prejuízos operacionais significativos ou deterioração significativa do valor dos ativos usados 
para gerar fluxos de caixa; 
• atraso ou suspensão de dividendos; 
• incapacidade de pagar credores nas datas de vencimento; 
• incapacidade de cumprir com os termos contratuais de empréstimo; 
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 15 
 
• mudança nas condições de pagamento a fornecedores, de compras a prazo para pagamento 
à vista; 
• incapacidade de obter financiamento para o desenvolvimento de novos produtos essenciais 
ou outros investimentos essenciais. 
 
Operacional 
• intenções da administração de liquidar a entidade ou interromper as operações; 
• perda de pessoal chave da administração sem reposição; 
• perda de mercado importante, clientes importantes, franquia, licença, ou principaisfornecedores; 
• dificuldades na manutenção de mão-de-obra; 
• falta de suprimentos importantes; 
• surgimento de concorrente altamente competitivo. 
 
Outros 
• descumprimento de exigências de capital, incluindo outras exigências legais; 
• processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade que podem, no caso de perda, 
resultar em indenização que a entidade provavelmente não terá capacidade de saldar; 
• mudanças de legislação, regulamentação ou política governamental, que supostamente 
afetam a entidade de maneira adversa; 
• catástrofe não segurada ou segurada por valor inferior, quando de sua ocorrência. 
 
 
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 16 
 
APOSTA ESTRATÉGICA 
Portanto, é muito importante memorizar os mapas mentais a seguir: 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a 
sua prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. 
 
Aspectos gerais de Eventos Subsequentes. 
1. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) 
A respeito das implicações de transações e eventos subsequentes para os trabalhos de auditoria, 
julgue os itens a seguir. 
I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos 
por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se 
referem essas demonstrações. 
II Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, 
o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data 
desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis 
alteradas. 
III Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a 
necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse 
relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, 
detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis 
emitidas anteriormente. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item I está certo. 
b) Apenas o item III está certo. 
c) Apenas os itens I e II estão certos. 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
Comentários 
Questão aborda uma das medidas tomadas pelo auditor independente quando se deparar com um 
evento subsequente, especificamente de fatos que chegaram ao seu conhecimento após a data 
do relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. 
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 20 
 
Segundo a NBC TA 560(R1): 
10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em 
relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu 
relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar 
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o 
auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A12): 
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança; 
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; 
(c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 
11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: 
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; 
(b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis: 
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório 
do auditor independente; e 
(ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo 
relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações 
contábeis alteradas. [ITEM II] 
16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase 
com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das 
demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor 
independente.[ITEM III] [grifos não constantes no original] 
O “ITEM I” apresenta um erro sutil, qual seja: “deve” ao invés de “pode”. Quando há eventos 
subsequentes, o auditor, preliminarmente, discute o assunto com a administração, determina se as 
demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; indaga como a administração 
aceca do tratamento do assunto nas demonstrações contábeis. Já o “ITEM II” apresenta a data desse 
novo relatório NÃO deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. 
Gabarito: B. 
2. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) 
Após a emissão do seu relatório e antes da divulgação das demonstrações contábeis, um auditor 
independente tomou conhecimento de fato novo e não sabido que teria alterado o relatório. 
Nesse caso, o auditor deverá 
a) propor ações para a administração da empresa auditada. 
b) refazer, tempestivamente, todo o relatório de auditoria. 
c) modificar, de pronto, a opinião manifestada em seu relatório. 
d) sugerir procedimento a ser adotado pela administração da empresa auditada, caso haja 
alterações nas demonstrações contábeis. 
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 21 
 
e) aplicar os necessários procedimentos de auditoria, no caso de a empresa auditada alterar as 
demonstrações contábeis, nas circunstâncias da alteração realizada. 
Comentários 
Questão aborda uma das medidas tomadas pelo auditor independente quando se deparar com um 
evento subsequente, especificamente de fatos que chegaram ao seu conhecimento após a data 
do relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. 
Segundo a NBC TA 560(R1): 
10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em 
relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu 
relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar 
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o 
auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A12): 
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança; 
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; 
(c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 
11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: 
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; 
(b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis: 
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório 
do auditor independente; e 
(ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas.O novo 
relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações 
contábeis alteradas.[grifos não constantes no original] 
Gabarito: E. 
3. (FGV - ISS Cuiabá – 2016) 
A Cia. W é auditada pelo auditor independente João. 
A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório sem ressalva 
assinado por João. 
Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W havia pedido 
concordata em dezembro e não pagaria sua dívida. 
João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as demonstrações 
fossem alteradas, o que foi feito. 
Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido. 
a) Manter o relatório sem ressalva. 
b) Adicionar um parágrafo de ênfase. 
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 22 
 
c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente. 
d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W. 
e) Abster-se de dar uma opinião. 
Comentários 
Questão aborda um fato (o principal cliente da Cia. W havia pedido concordata em dezembro e não 
pagaria sua dívida) que chegou ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das 
demonstrações contábeis. Nesse caso, ele deve seguir os procedimentos elencados nos itens 14 e 16, 
da NBC TA 560(R1). Veja: 
14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação de 
executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. Entretanto, se, 
após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de 
fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor independente, poderia tê-lo 
levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve: 
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança; 
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; 
(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. 
[...] 
15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve [...] 
(c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis: 
(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis 
 reapresentadas; 
16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase 
com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das 
demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor 
independente. [Grifo nosso] 
Verificando as alterativas e a norma supracitada, concluímos que o auditor não deve modificar sua 
opinião (eliminaria as alternativas “C”, ”D” e “E”), mas sim chamar a atenção desse fato, por meio de 
um parágrafo de ênfase. As assertivas A e B são, de certa forma, conflitantes, dado que o parágrafo 
de ênfase não modifica a opinião do auditor. Em todo caso, entendemos que a letra B é a mais correta. 
Gabarito: B. 
4. (FGV - TCM SP – 2015) 
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 23 
 
Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de 
dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor 
independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram 
divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015. 
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar 
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e 
suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é: 
a) 31 de dezembro de 2014; 
b) 27 de fevereiro de 2015; 
c) 09 de março de 2015; 
d) 22 de março de 2015; 
e) 04 de abril de 2015. 
Comentários 
De acordo com a NBC TA 560(R1), “o auditor independente deve executar procedimentos de 
auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os 
eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor 
independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram 
identificados. [...] [Grifo nosso] 
Em outros termos, a data limite para execução dos procedimentos é a data do relatório (09 de março 
de 2015). 
O item 10 da norma supracitada reafirma esse entendimento. Veja: 
10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em 
relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. 
Vale lembrar que, no caso acima, há ressalvas quanto a fatos que chegam ao conhecimento do auditor 
entre a data do relatório e a data de divulgação das demonstrações e que, se fossem do conhecimento 
do auditor, poderiam tê-lo levado a alterar o relatório. 
Gabarito: C. 
5. (CESPE - TRE BA - 2010) 
Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item. 
A venda de ativo de valor relevante ocorrida no período entre a data do término do exercício 
social e a data de emissão do parecer deve ser considerada pelo auditor, mencionada como 
ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. 
Comentários 
Item certo. Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. 
São Paulo: Atlas, 2016,p.3/55” explicita que: 
As demonstrações contábeis podem ser afetadas por certos eventos que ocorrem após a data das 
demonstrações contábeis. Muitas estruturas de relatório financeiros referem-se especificamente a 
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 24 
 
esses eventos. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e 
eventos subsequentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis, mencionando-se como 
ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustados ou revelados adequadamente. [grifo 
nosso] 
Em suma: 
A ocorrência de eventos subsequentes será mencionada: 
a) COM RESSALVA - se não ajustada 
b) COM PARÁGRAFO DE ÊNFASE - se revelada adequadamente. 
Item extraído literalmente desse entendimento. Portanto, item certo. 
Gabarito: CERTO. 
6. (AUDITOR UFPR/UFPR/2018) 
Em relação à norma de auditoria que trata dos procedimentos de auditoria especificamente 
relacionados aos eventos subsequentes, NBC-TA 560, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Consideram-se eventos subsequentes aqueles ocorridos entre a data de encerramento do 
exercício social (data das demonstrações contábeis) sob análise e a data de emissão do relatório 
de auditoria independente. 
b) O auditor independente deverá solicitar à administração do cliente e, quando apropriado, aos 
responsáveis pela governança, uma representação formal relatando que todos os eventos 
subsequentes à data das demonstrações contábeis foram ajustados ou divulgados. 
c) Nos casos em que a administração venha a alterar as demonstrações contábeis após a emissão 
do relatório de auditoria, o auditor independente deverá adotar procedimentos de auditoria a fim 
de avaliar as circunstâncias das alterações realizadas pelo cliente. 
d) Nas situações em que ocorram alterações nas demonstrações contábeis após a emissão do 
relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, 
parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão 
da alteração das demonstrações contábeis. 
e) A norma de auditoria relativa aos eventos subsequentes determina a obrigatoriedade do 
auditor independente de executar procedimentos deauditoria específicos relacionados às 
demonstrações contábeis auditadas após a data de entrega do seu relatório. 
Comentários 
Questão aborda aspectos gerais de eventos subsequentes segundo a NBC TA 560(R1). Analisando 
cada alternativa: 
Letra A) CORRETA. Esse conceito está alinhado à norma supracitada. “Eventos subsequentes são 
eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor 
independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu 
relatório”. 
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Letra B) CORRETA. Esse dispositivo está alinhado à norma supracitada. Inclusive que a 
administração não fornecer essas representações formais o auditor deve se abster de emitir sua 
opinião. 
Letra C) CORRETA. Esse dispositivo está alinhado à norma supracitada. Esse é um dos 
procedimentos adotados pelo auditor para avaliar se de fato a administração tomou as providências 
necessárias quanto aos eventos subsequentes. 
Letra D) CORRETA. Esse dispositivo está alinhado à norma supracitada. Veja: 
16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase 
com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das 
demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor 
independente. [grifo nosso] 
Letra E) INCORRETA. Via de regra, o auditor independente não tem obrigação de executar 
nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu 
relatório. Veja: 
10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em 
relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu 
relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar 
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o 
auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A12): 
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança; 
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; 
(c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.[grifos não 
constantes no original] 
Gabarito: E. 
7. (Fiscal de Rendas e Tributos (Criciúma)/FEPESE/2017) 
São eventos subsequentes: 
a) Os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. 
b) Os ocorridos posteriormente à data das demonstrações contábeis e antes da data do relatório 
do auditor independente. 
c) Os ocorridos antes da data em que o relatório do auditor independente e as demonstrações 
contábeis auditadas foram elaboradas. 
d) Aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor 
independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu 
relatório. 
e) Aqueles ocorridos na data em que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis 
foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que assumem a 
responsabilidade por essas demonstrações contábeis. 
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Comentários 
Questão aborda o conceito de eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis. 
Segundo a NBC TG 24 (R2), “evento subsequente ao período a que se referem as demonstrações 
contábeis é aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a data final do período a que 
se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a emissão dessas 
demonstrações”. Dois tipos de eventos podem ser identificados: 
(a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se referem as 
demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações 
que originam ajustes); 
(b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao período contábil a que 
se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se referem as 
demonstrações que não originam ajustes). 
No mesmo sentido, a NBC TA 560(R1) define eventos subsequentes da seguinte forma: 
Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do 
relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após 
a data do seu relatório. 
Nesse contexto, devemos ficar atentos a esta definição porque, reiteradamente, esse item aparece em 
provas. Veja as situações que caracterizam os eventos subsequentes: 
 
 
Gabarito: D. 
8. (Analista de Controle Externo (TCE-CE) /Auditoria de Tecnologia da Informação/Controle 
Externo/FCC/2015) 
Quando ocorrerem eventos subsequentes, entre as datas de publicação do balanço e do parecer 
do auditor, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de 
informações nas notas explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições de formar 
opinião, 
a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado para exercício 
anterior ao do período corrente auditado. 
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b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e 
outros órgãos estatutários. 
c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e dê 
respaldo ao parecer. 
d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da publicação do 
resultado do exercício contábil. 
e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis, mesmo 
que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas. 
Comentários 
Questão aborda o conteúdo que o auditor deve ter registrado nas demonstrações contábeis ou a 
divulgação de informações nas notas explicativas para formar sua opinião quando ocorrerem eventos 
subsequentes, segundo a NBC T 11.16 – Transações e Eventos Subsequentes: 
11.16.1.1. Esta norma estabelece procedimentos e critérios a serem adotados pelo auditor em 
relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer, que possam demandar 
ajustes nas Demonstrações Contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. 
11.16.1.2. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos 
subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis, mencionando-os como ressalva ou 
em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. 
11.16.1.3. O auditor deve considerar três situações de eventos subsequentes: 
a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer; 
b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo e da emissão do parecer, e antes da 
divulgação das Demonstrações Contábeis; e 
c) os conhecidos após a divulgação das Demonstrações Contábeis. 
11.16.1.4. Para ter condições de formar opinião sobre as Demonstrações Contábeis, considerando 
os efeitos relevantes das transações e eventos subsequentes ao encerramento do exercício social, o 
auditor deve considerar: 
a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados; 
b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e 
outros órgãos estatutários; 
c) os informes de qualquer espécie divulgados pela entidade; 
d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos advogados da 
entidade; e 
e) a existência de eventos não-revelados pela administração nas DemonstraçõesContábeis e que 
tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.[grifo nosso] 
Analisando as alternativas e a norma supracitada, concluímos que auditor deve considerar, para ter 
condições de formar opinião, atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de 
acionistas, administradores e outros órgãos estatutários. 
Portanto, alternativa correta é B. 
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Comentários das demais alternativas: 
Letra A) ERRADA. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e 
eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis, mencionando-os como 
ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. 
Letra C) ERRADA. Por ausência de previsão nessa norma como situação em que o auditor deva 
levar em consideração, para ter condições de formar sua opinião. 
Letra D) ERRADA. Por ausência de previsão nessa norma como situação em que o auditor deva 
levar em consideração, para ter condições de formar sua opinião. 
Letra E) ERRADA. Porque somente deve ser considerada a existência de eventos que tenham efeitos 
relevantes. 
Ressalte-se que a NBC T 11.16 (Transações e Eventos) encontra-se revogada pela NBC TA 200 
e a norma vigente acerca de Eventos Subsequentes é a NBC TA 560. 
Esquematizando as situações que caracterizam Eventos Subsequentes: 
 
Gabarito: B. 
Aspectos gerais de Partes Relacionadas. 
9. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) 
A natureza dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas pode, em alguns casos, 
gerar mais riscos de distorções relevantes nas demonstrações contábeis do que em transações 
com partes não relacionadas. Nesse sentido, partes relacionadas incluem 
A) aquelas assim definidas na adequada estrutura de relatório financeiro. 
B) os fornecedores de matérias-primas sem valor estratégico em relação ao comprador. 
C) os acionistas minoritários, mesmo os sem influência significativa na empresa da qual 
participam. 
D) as entidades com participação direta ou indireta na entidade auditada, mesmo que sem 
influência significativa ou controle sobre esta. 
E) as entidades sob controle comum de algum estado, mesmo que não realizem transações 
significativas entre si nem compartilhem recursos em quantidade significativa. 
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Comentários 
Questão trata da definição de partes relacionadas. 
Segundo a NBC TA 550: 
Parte relacionada é a parte que é (ver itens A4 a A7): 
(a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou 
(b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou 
estabelece exigências mínimas para partes relacionadas: 
(i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, 
por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta; 
(ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta 
ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou 
(iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter: 
a. controlador comum; 
b. proprietários que são parentes próximos; ou 
c. administração-chave comum. 
Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional 
ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações 
significativas ou compartilhem recursos em medida significativa. [grifos não constantes no original] 
Gabarito: A. 
Aspectos gerais da Continuidade Operacional 
10. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) 
Um auditor independente concluiu que o uso do pressuposto de continuidade operacional, em 
determinada empresa auditada, é apropriado, mas que há incerteza significativa. Ele verificou 
que as demonstrações contábeis descrevem adequadamente os principais eventos que podem 
levantar dúvida quanto à capacidade de continuidade; avaliou os planos da administração para 
esses eventos e que há divulgação clara sobre essa incerteza. Em seu relatório o auditor deve 
a) expressar uma opinião sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. 
b) expressar uma opinião sem ressalva e com parágrafo de ênfase. 
c) expressar uma opinião com ressalva. 
d) expressar uma opinião adversa. 
e) abster-se de expressar sua opinião. 
Comentários 
Nesse tipo de questão, temos que ter em mente as seguintes informações: 
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1) O uso do pressuposto de continuidade operacional (ou base contábil de continuidade operacional) 
é apropriado; 
2) Há incerteza significativa; 
3) Incerteza foi divulgada. 
A NBC TA 570, detalha as implicações ao relatório de acordo com a propriedade ou impropriedade 
do uso da base contábil de continuidade operacional (ou pressuposto da continuidade operacional) na 
elaboração das demonstrações contábeis. 
Em resumo, temos que: 
✓ Uso inapropriado da base contábil de continuidade operacional => opinião adversa; 
✓ Uso da base contábil de continuidade operacional é apropriado, mas existe incerteza relevante: 
• A incerteza é divulgada nas demonstrações contábeis => opinião não modificada (sem ressalva) + 
inclusão de seção separada no relatório sob o título “Incerteza relevante relacionada com a 
continuidade operacional” para chamar atenção para a nota explicativa às demonstrações contábeis 
que divulga os assuntos que levantam dúvida, bem como para declarar que esses eventos ou condições 
indicam que existe incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de 
continuidade operacional da entidade e que a opinião do auditor não está ressalvada em relação a esse 
assunto ; 
• Não é feita divulgação adequada da incerteza => opinião com ressalva ou adversa, conforme 
apropriado + na seção Base para Opinião com ressalva (ou adversa) do relatório, declarar que existe 
incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade 
operacional da entidade e que as demonstrações contábeis não divulgam esse assunto de forma 
adequada. 
Nesse caso, estamos diante de um caso de opinião não modificada (sem ressalva) e inclusão de seção 
separada para chamar atenção à nota explicativa correspondente. Como há a necessidade de chamar à 
atenção desse fato, o auditor utilizará um Parágrafo de Ênfase. Esse entendimento é reforçado pela 
NBC TA 706. Inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor independente 
A7. A inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor não afeta a sua opinião. Um parágrafo 
de ênfase não substitui: [...] 
(c) a apresentação de relatório de acordo com a NBC TA 570, itens 22 e 23, quando existe 
incerteza relevante em relação a eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa 
quanto à capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional. [Grifo nosso] 
Ressaltamos ainda que, antes da atualização da NBC TA 570, a previsão expressa no caso de uso 
apropriado do pressuposto de continuidade operacional e existência de incerteza significativa com 
adequada divulgação era de opinião sem ressalva com inclusão de parágrafo de ênfase (o que reforça 
o gabarito letra B) 
Gabarito: B. 
 
 
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QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO 
Vamos ao nosso questionário: 
Perguntas 
1) O que é representação formal? 
2) A quem o auditor deve solicitar as representações formais? 
3) Qual a data e o período abrangidopelas representações formais? 
4) Qual atitude o auditor deve tomar caso conclua que as representações formais não são 
confiáveis? 
5) O que o auditor deve fazer se a administração não fornecer uma ou mais das representações 
formais solicitadas? 
6) Que tipo de opinião o auditor deve emitir, caso conclua que as representações formais não 
são confiáveis ou no caso da administração não fornecer as representações formais? 
7) Explique o pressuposto (ou base contábil) da continuidade operacional. 
8) Que tipo de eventos podem levantar dúvida quanto à continuidade operacional? 
9) Como os aspectos da continuidade operacional podem influenciar o relatório do auditor? 
10) A avaliação sobre a capacidade operacional da entidade deve abranger qual período? 
11) O que são eventos subsequentes? 
12) Até que momento o auditor tem obrigação de executar procedimentos de auditoria? 
13) O que o auditor deve fazer quando chega a seu conhecimento, após a data do relatório, fato 
relevante (que o teria feito modificar sua opinião)? 
14) Em relação às evidências obtidas, qual deve ser a data do relatório de auditoria? 
 
 
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Perguntas com respostas 
1) O que é representação formal? 
Resposta: representação formal é uma declaração escrita pela administração, fornecida ao auditor, 
para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Representações formais, neste 
contexto, não incluem as demonstrações contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros e registros 
comprobatórios. 
 
2) A quem o auditor deve solicitar as representações formais? 
Resposta: auditor deve solicitar representações formais dos membros da administração com 
responsabilidades apropriadas pelas demonstrações contábeis e conhecimento dos assuntos 
envolvidos. 
 
3) Qual a data e o período abrangido pelas representações formais? 
Resposta: a data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior 
à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. As representações formais devem ser 
para todas as demonstrações contábeis e período(s) mencionado(s) no relatório do auditor. 
 
4) Qual atitude o auditor deve tomar caso conclua que as representações formais não são 
confiáveis? 
Resposta: ele deve tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito na sua opinião no 
relatório de auditoria, 
 
5) O que o auditor deve fazer se a administração não fornecer uma ou mais das representações 
formais solicitadas? 
Resposta: Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o 
auditor deve: 
(a) discutir o assunto com a administração; 
(b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade 
das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e 
(c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório 
de auditoria 
 
6) Que tipo de opinião o auditor deve emitir, caso conclua que as representações formais não 
são confiáveis ou no caso da administração não fornecer as representações formais? 
Resposta: O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis 
se: 
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(a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal modo 
que as representações formais não sejam confiáveis; ou 
(b) a administração não fornecer as representações 
 
7) Explique o pressuposto (ou base contábil) da continuidade operacional. 
Resposta: De acordo com a base contábil de continuidade operacional, as demonstrações contábeis 
são elaboradas com base no pressuposto de que a entidade está operando e continuará a operar em 
futuro previsível. Quando o uso da base contábil de continuidade operacional é apropriado, ativos e 
passivos são registrados considerando que a entidade será capaz de realizar seus ativos e liquidar seus 
passivos no curso normal dos negócios. 
 
8) Que tipo de eventos podem levantar dúvida quanto à continuidade operacional? 
Resposta: Há diversos exemplos, divididos em 03 grupos, quais sejam: financeiro (ex.: patrimônio 
líquido negativo, prejuízos operacionais significativos, incapacidade de pagar credores no 
vencimento), operacional (ex.: perda de pessoal chave sem reposição, perda de mercado ou clientes 
ou fornecedores importantes) e outros (ex.: mudanças em leis e regulamentos que podem afetar a 
entidade de maneira adversa). 
 
9) Como os aspectos da continuidade operacional podem influenciar o relatório do auditor? 
✓ Uso inapropriado da base contábil de continuidade operacional => opinião adversa; 
✓ Uso da base contábil de continuidade operacional é apropriado, mas existe incerteza 
relevante: 
• A incerteza é divulgada nas demonstrações contábeis => opinião não modificada 
(sem ressalva) + inclusão de seção separada no relatório sob o título “Incerteza 
relevante relacionada com a continuidade operacional” – antes da atualização da NBC 
TA 570, a previsão nesse caso era de opinião sem ressalva e inclusão de parágrafo de 
ênfase. Tal entendimento ainda é cobrado em algumas provas; 
• Não é feita divulgação adequada da incerteza => opinião com ressalva ou adversa, 
conforme apropriado. 
 
10) A avaliação sobre a capacidade operacional da entidade deve abranger qual período? 
Resposta: Ao revisar a avaliação da administração sobre a capacidade de continuidade operacional 
da entidade, o auditor deve cobrir o mesmo período utilizado pela administração para fazer sua 
avaliação. Esse período deve ser de pelo menos, mas não limitado a, doze meses da data do balanço. 
 
11) O que são eventos subsequentes? 
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Resposta: Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a 
data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor 
independente após a data do seu relatório. 
 
12) Até que momento o auditor tem obrigação de executar procedimentos de auditoria? 
Resposta: Em regra, até a data do relatório de auditoria. O auditor independente não tem obrigação 
de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do 
seu relatório. 
 
13) O que o auditor deve fazer quando chega a seu conhecimento, após a data do relatório, fato 
relevante (que o teria feito modificar sua opinião)? 
Resposta: o auditor não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às 
demonstrações contábeis após a data do seu relatório. 
Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da publicação das demonstrações, tomar 
conhecimento de fato que poderia tê-lo levado a alterar sua opinião, deve discutir o assunto com a 
administração (dentre outras providências) e, caso as demonstrações sejam alteradas, aplicar os 
procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração, estendendo os procedimentos 
até a data do novo relatório. 
Se os fatos chegarem ao conhecimento do auditor após a publicação das demonstrações, além dos 
procedimentos mencionados acima, o auditor deve verificar quais as ações implementadas pela 
empresa para que todos que tiveram acesso às demonstrações retificadas sejam informados dessa nova 
situação. 
 
14) Em relação às evidências obtidas, qual deve ser a data do relatório de auditoria? 
Resposta: O relatório não pode ter data anterior à data em que o auditor obteve evidência de auditoria 
apropriada e suficiente para servir de base para sua

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