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Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria Autor: Tonyvan de Carvalho Oliveira 16 de Fevereiro de 2025 EVENTOS SUBSEQUENTES. REPRESENTAÇÕES FORMAIS. CONTINUIDADE OPERACIONAL. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS. Sumário ANÁLISE ESTATÍSTICA ................................................................................................................... 2 ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE ................................................... 2 APOSTA ESTRATÉGICA ................................................................................................................ 16 QUESTÕES ESTRATÉGICAS ........................................................................................................... 19 QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO ............................................................................. 31 Perguntas ........................................................................................................................................ 31 Perguntas com respostas ................................................................................................................ 32 LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS ................................................................................................. 36 Gabarito .......................................................................................................................................... 40 BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................... 41 Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 2 ANÁLISE ESTATÍSTICA Devido à baixa incidência e relevância desses tópicos, nos últimos cinco anos, não apresentaremos análise estatística. ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. Para revisar e ficar bem preparado nos assuntos abordados na aula de hoje, você precisa, basicamente, seguir os passos a seguir: 1. A maior parte das questões sobre o assunto diz respeito à literalidade das Normas de Auditoria Independente – NBC TA. 1.1 NBC TA 560(R1) – Eventos subsequentes: 1.1.1 Informações relevantes: Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente 6. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identificados. Não se espera, contudo, que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias. 7. O auditor independente deve executar os procedimentos exigidos pelo item 6 de forma a cobrir o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório, ou o mais próximo possível dessa data. O auditor independente deve levar em consideração a avaliação de risco pelo auditor para determinar a natureza e extensão desses procedimentos de auditoria, que devem incluir o seguinte: (a) obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela administração para assegurar que os eventos subsequentes são identificados; Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br ==338b5d== 3 (b) indagação à administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis (ver item A9); (c) leitura das atas, se houver, das reuniões dos proprietários (dos acionistas em sociedade anônima), da administração e dos responsáveis pela governança da entidade, realizadas após a data das demonstrações contábeis, e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões para as quais as atas ainda não estão disponíveis (ver item A10); (d) leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da entidade, se houver. 8. Se, em decorrência dos procedimentos aplicados conforme exigido pelos itens 6 e 7, o auditor identificar eventos que requerem ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis, o auditor independente deve determinar se cada um desses eventos está refletido de maneira apropriada nas referidas demonstrações contábeis de acordo com a estrutura conceitual aplicável. Representação formal 9. O auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança, uma representação formal de acordo com a NBC TA 580 – Representações Formais, de que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis e que, segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável, requerem ajuste ou divulgação, foram ajustados ou divulgados. Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis 10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A11): (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; (b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis: (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 4 (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. 12. Se a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes que causaram essa alteração e em que os responsáveis pela aprovação das demonstrações contábeis não estão proibidos de restringir a aprovação a essa alteração, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes exigidos no item 11(b)(i) a essa alteração. Nesses casos, o auditor independente deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos do auditor independente sobre os eventos subsequentes estão restritos unicamente às alterações das demonstrações contábeis descritas na respectiva nota explicativa (ver item A12). 13. Pode ser que não haja exigência da legislação ou, regulamentação para que a administraçãoopinião sobre as demonstrações contábeis, incluindo evidência de que todos os quadros que as compõem foram elaboradas e que as pessoas com autoridade reconhecida afirmaram que assumem responsabilidade por essas demonstrações. Consequentemente, a data do relatório do auditor independente não pode ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis. Um período de tempo pode decorrer, devido a questões administrativas, entre a data do relatório do auditor independente e a data em que o relatório do auditor independente é fornecido à entidade. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 35 Grande abraço e bons estudos! O sucesso não tem segredo. É só você trabalhar bastante, ter coragem e determinação para nunca desistir! Tonyvan Carvalho Face: www.facebook.com/ProfessorTonyvanCarvalho Insta: www.instagram.com/ professortonyvancarvalho YouTube: youtube.com/TonyvanCarvalho Telegram: https://t.me/professortonyvancarvalho Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 36 LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS 1. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) A respeito das implicações de transações e eventos subsequentes para os trabalhos de auditoria, julgue os itens a seguir. I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações. II Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. III Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis emitidas anteriormente. Assinale a opção correta. a) Apenas o item I está certo. b) Apenas o item III está certo. c) Apenas os itens I e II estão certos. d) Apenas os itens II e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. 2. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) Após a emissão do seu relatório e antes da divulgação das demonstrações contábeis, um auditor independente tomou conhecimento de fato novo e não sabido que teria alterado o relatório. Nesse caso, o auditor deverá a) propor ações para a administração da empresa auditada. b) refazer, tempestivamente, todo o relatório de auditoria. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 37 c) modificar, de pronto, a opinião manifestada em seu relatório. d) sugerir procedimento a ser adotado pela administração da empresa auditada, caso haja alterações nas demonstrações contábeis. e) aplicar os necessários procedimentos de auditoria, no caso de a empresa auditada alterar as demonstrações contábeis, nas circunstâncias da alteração realizada. 3. (FGV - ISS Cuiabá – 2016) A Cia. W é auditada pelo auditor independente João. A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório sem ressalva assinado por João. Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W havia pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida. João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as demonstrações fossem alteradas, o que foi feito. Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido. a) Manter o relatório sem ressalva. b) Adicionar um parágrafo de ênfase. c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente. d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W. e) Abster-se de dar uma opinião. 4. (FGV - TCM SP – 2015) Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015. De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é: a) 31 de dezembro de 2014; b) 27 de fevereiro de 2015; c) 09 de março de 2015; d) 22 de março de 2015; e) 04 de abril de 2015. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 38 5. (CESPE - TRE BA - 2010) Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item. A venda de ativo de valor relevante ocorrida no período entre a data do término do exercício social e a data de emissão do parecer deve ser considerada pelo auditor, mencionada como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. 6. (N-UFPR -UFPR -2018) Em relação à norma de auditoria que trata dos procedimentos de auditoria especificamente relacionados aos eventos subsequentes, NBC-TA 560, assinale a alternativa INCORRETA. a) Consideram-se eventos subsequentes aqueles ocorridos entre a data de encerramento do exercício social (data das demonstrações contábeis) sob análise e a data de emissão do relatório de auditoria independente. b) O auditor independente deverá solicitar à administração do cliente e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança, uma representação formal relatando que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis foram ajustados ou divulgados. c) Nos casos em que a administração venha a alterar as demonstrações contábeis após a emissão do relatório de auditoria, o auditor independente deverá adotar procedimentos de auditoria a fim de avaliar as circunstâncias das alterações realizadas pelo cliente. d) Nas situações em que ocorram alterações nas demonstrações contábeis após a emissão do relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis. e) A norma de auditoria relativa aos eventos subsequentes determina a obrigatoriedade do auditor independente de executar procedimentos de auditoria específicos relacionados às demonstrações contábeis auditadas após a data de entrega do seu relatório. 7. (Fiscal de Rendas e Tributos (Criciúma)/FEPESE/2017) São eventos subsequentes: a) Os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. b) Os ocorridos posteriormente à data das demonstrações contábeis e antes da data do relatório do auditor independente. c) Os ocorridos antes da data em que o relatório do auditor independente e as demonstrações contábeis auditadas foram elaboradas. d) Aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 39 e) Aqueles ocorridos na data em que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmamque assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis. 8. (Analista de Controle Externo (TCE-CE) /Auditoria de Tecnologia da Informação/Controle Externo/FCC/2015) Quando ocorrerem eventos subsequentes, entre as datas de publicação do balanço e do parecer do auditor, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições de formar opinião, a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado para exercício anterior ao do período corrente auditado. b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários. c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e dê respaldo ao parecer. d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da publicação do resultado do exercício contábil. e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis, mesmo que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas. 9. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) A natureza dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas pode, em alguns casos, gerar mais riscos de distorções relevantes nas demonstrações contábeis do que em transações com partes não relacionadas. Nesse sentido, partes relacionadas incluem A) aquelas assim definidas na adequada estrutura de relatório financeiro. B) os fornecedores de matérias-primas sem valor estratégico em relação ao comprador. C) os acionistas minoritários, mesmo os sem influência significativa na empresa da qual participam. D) as entidades com participação direta ou indireta na entidade auditada, mesmo que sem influência significativa ou controle sobre esta. E) as entidades sob controle comum de algum estado, mesmo que não realizem transações significativas entre si nem compartilhem recursos em quantidade significativa. 10. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 40 Um auditor independente concluiu que o uso do pressuposto de continuidade operacional, em determinada empresa auditada, é apropriado, mas que há incerteza significativa. Ele verificou que as demonstrações contábeis descrevem adequadamente os principais eventos que podem levantar dúvida quanto à capacidade de continuidade; avaliou os planos da administração para esses eventos e que há divulgação clara sobre essa incerteza. Em seu relatório o auditor deve a) expressar uma opinião sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. b) expressar uma opinião sem ressalva e com parágrafo de ênfase. c) expressar uma opinião com ressalva. d) expressar uma opinião adversa. e) abster-se de expressar sua opinião. Gabarito 1. B 2. E 3. B 4. C 5. CERTO 6. E 7. D 8. B 9. A 10. B Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 41 BIBLIOGRAFIA BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica. NBC TA 550 - Partes Relacionadas. Disponível em: . Acesso em 01 de abril de 2021. _______. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica. A NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Disponível em: . Acesso em 01 de abril de 2021. _______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica. NBC TA 580(R1) – Representações Formais. Disponível em: . Acesso em 01 de abril de 2021. ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São Paulo: Atlas, 2012. ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010. CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo: Atlas, 2016. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.brreapresente demonstrações contábeis e, portanto, o auditor não precisa fornecer novo relatório de auditoria ou alterar o relatório. Entretanto, se a administração não alterar as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considerar necessário (ver itens A13 e A14): (a) se o relatório do auditor independente ainda não tiver sido fornecido à entidade, o auditor independente deve modificá-lo conforme exigido pela NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente, e depois fornecê-lo; ou (b) se o relatório do auditor independente já tiver sido fornecido à entidade, o auditor independente deve notificar a administração e, a menos que todos os responsáveis pela governança façam parte da administração da entidade, os responsáveis pela governança, para que não divulguem as demonstrações contábeis para terceiros antes de serem feitas as alterações necessárias. Se mesmo assim, as demonstrações contábeis forem divulgadas posteriormente sem as modificações necessárias, o auditor independente deve tomar medidas para procurar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis 14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve: (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 5 (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. 15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve (ver item A17): (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações; (b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor independente sejam informados da situação; (c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis: (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente e datar o novo relatório com data posterior à data de aprovação das demonstrações contábeis reapresentadas; e (ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis reapresentadas; (d) no caso em que as circunstâncias no item 12 se aplicam, alterar o relatório do auditor independente. 16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente. 17. Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis emitidas anteriormente sejam informados da situação e não altere as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considere necessário, o auditor independente deve notificar a administração e, a menos que todos os responsáveis pela governança façam parte da administração da entidade, os responsáveis pela governança (NBC TA 260, item 13), de que o auditor independente procurará evitar o uso por terceiros daquele relatório no futuro. Se, apesar dessa notificação, a administração ou os responsáveis pela governança não tomarem as referidas providências necessárias, o auditor independente deve tomar as medidas apropriadas para tentar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. Medidas do auditor independente para tentar evitar o uso indevido do relatório do auditor independente por terceiros A16. O auditor independente pode ter que cumprir com obrigações legais adicionais mesmo no caso de o auditor independente ter notificado a administração para não divulgar as Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 6 demonstrações contábeis e de a administração ter concordado com essa solicitação. No Brasil, este é o caso para empresas com atuação em segmentos regulados. A17. Caso a administração tenha divulgado as demonstrações contábeis apesar da notificação do auditor independente para não divulgar as demonstrações contábeis para terceiros, o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função de seus direitos e das suas obrigações legais. Consequentemente, o auditor independente pode considerar apropriado buscar assessoria legal. Implicações de outras informações recebidas após a divulgação das demonstrações contábeis A18. As obrigações do auditor em relação a outras informações recebidas após a data do relatório do auditor são tratadas pela NBC TA 720. Embora o auditor não tenha nenhuma obrigação de executar quaisquer procedimentos de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a divulgação das demonstrações contábeis, a NBC TA 720 contém requisitos e orientações referentes a outras informações obtidas após a data do relatório do auditor. Medida do auditor independente para tentar evitar o uso indevido do Relatório do Auditor Independente A20. Caso o auditor independente acredite que a administração, ou os responsáveis pela governança, não tomaram as medidas necessárias para evitar o uso indevido do relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis divulgadas anteriormente pela entidade apesar da notificação prévia do auditor independente de que ele tomará medidas para tentar evitar esse uso indevido, o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função de seus direitos e das suas obrigações legais. Consequentemente, o auditor independente pode considerar apropriado buscar assessoria legal. 1.2 NBC TA 550: 1.2.1 Informações relevantes: Transação em condições normais de mercado é a transação conduzida em termos e condições como aqueles entre um comprador voluntário e um vendedor voluntário, que não são relacionados e estão agindo de maneira mutuamente independente e buscando os seus melhores interesses. Parte relacionada é a parte que é: (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 7 (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas: (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta; (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter: a. controlador comum; b. proprietários que são parentes próximos; ou c. administração-chave comum. Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursosem medida significativa. 13. O auditor deve fazer indagações junto à administração sobre: (a) a identificação das partes relacionadas à entidade, incluindo mudanças em relação ao período anterior (ver itens A11 a A14); (b) a natureza dos relacionamentos entre a entidade e essas partes relacionadas; e (c) se a entidade realizou transações com essas partes relacionadas durante o período e, se o fez, o tipo e a finalidade das transações. 14. O auditor deve fazer indagações junto à administração e a outros da entidade e executar outros procedimentos de avaliação de risco considerados apropriados para obter entendimento dos controles, se houver, que a administração estabeleceu para (ver itens A15 a A20): (a) identificar, contabilizar e divulgar os relacionamentos e transações com partes relacionadas em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 8 (b) autorizar e aprovar transações e acordos significativos com partes relacionadas (ver item A21); e (c) autorizar e aprovar transações e acordos significativos fora do curso normal dos negócios. 15. Durante a auditoria, o auditor deve permanecer atento, ao inspecionar registros ou documentos de acordos ou outras informações que possam indicar a existência de relacionamentos e transações com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado ou divulgado para o auditor (ver itens A22 e A23). Em particular, o auditor deve examinar os seguintes assuntos, em busca de indicações da existência de relacionamentos ou transações com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado ou divulgado para o auditor: (a) confirmações bancárias e de advogados, obtidas como parte dos procedimentos de auditoria; (b) minutas de reuniões dos acionistas/quotistas e dos responsáveis pela governança; e (c) outros registros ou documentos da entidade que o auditor considere necessários nas circunstâncias. 16. Se o auditor, ao executar os procedimentos de auditoria requeridos pelo item 15 ou por meio de outros procedimentos de auditoria, identificar transações significativas fora do curso normal de negócios da entidade, ele deve fazer indagações junto à administração sobre (ver itens A24 e A25): (a) a natureza dessas transações (ver item A26); e (b) se partes relacionadas podem estar envolvidas (ver item A27). [...] 21. Se o auditor identificar acordos ou informações que indiquem a existência de relacionamentos ou transações com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado ou divulgado para o auditor, ele deve determinar se as circunstâncias subjacentes confirmam a existência desses relacionamentos ou transações. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 9 22. Se o auditor identificar partes relacionadas ou transações significativas com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado ou divulgado para o auditor, ele deve: (a) comunicar prontamente as informações relevantes aos outros membros da equipe de trabalho (ver item A35); (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável estabelecer exigências para partes relacionadas: (i) solicitar à administração que identifique todas as transações com as partes relacionadas recém- identificadas para avaliação adicional do auditor; e (ii) fazer indagações quanto ao motivo pelo qual os controles da entidade sobre relacionamentos e transações com partes relacionadas deixaram de possibilitar a identificação ou divulgação dos relacionamentos e transações com partes relacionadas; (c) executar procedimentos de auditoria substantivos relativos a essas partes relacionadas recém identificadas ou a transações significativas com essas partes relacionadas (ver item A 36); (d) reconsiderar o risco de que possam existir outras partes relacionadas ou transações significativas com partes relacionadas que a administração não tenha anteriormente identificado nem divulgado ao auditor e executar procedimentos adicionais de auditoria conforme a necessidade; e (e) se a não divulgação pela administração parece intencional (e, portanto, indicativa de um risco de distorção relevante devido à fraude), avaliar as implicações para a auditoria (ver item A37). [...] 26. Quando a estrutura de relatório financeiro estabelece exigências para partes relacionadas, o auditor deve obter representações formais da administração e, quando apropriado, dos responsáveis pela governança, no sentido de que (ver itens A48 e A49): Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 10 (a) eles divulgaram e identificaram para o auditor as partes relacionadas e todos os relacionamentos e transações com partes relacionadas de que tinham conhecimento; e (b) eles contabilizaram e divulgaram tais relacionamentos e transações em conformidade com as exigências da estrutura de relatório financeiro que seja aplicável. 27. A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da entidade (NBC TA 260 – Comunicação com os Responsáveis pela Governança, item 13), o auditor deve comunicar aos responsáveis pela governança todos os assuntos significativos relativos a partes relacionadas da entidade que sejam levantados durante a auditoria (ver item A50). [...] A4. Algumas estruturas de relatório financeiro discutem os conceitos de controle e influência significativa. Embora possam discutir estes conceitos usando termos diferentes, elas geralmente explicam que: (a) controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade de modo a obter benefícios de suas atividades; e (b) influência significativa (que pode ser conseguida por meio de propriedade de ações, estatuto ou acordo) é o poder de participar das decisões de política financeira e operacional de uma entidade, mas não tem controle sobre essas políticas. A5. A existência dos seguintes relacionamentos pode indicar a presença de controle ou influência significativa: (a) participações diretas ou indiretas no capital ou outros interesses financeiros na entidade; (b) participações em capital direto ou indireto da entidade ou outros interesses financeiros em outras entidades; (c) ser parte dos responsáveis pela governança ou administração-chave (isto é, os membros da administração que detêm a autoridade e responsabilidade pelo planejamento, direção e controle das atividades da entidade); Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 11 (d) ser parente próximo de qualquer pessoa mencionada em (c); (e) ter relação de negócios significativa com qualquer pessoa mencionada em (c). A6. As partes relacionadas, em virtude de sua capacidade de exercer controle ou influência significativa, podem estar em posição de exercer influência dominante sobre a entidade ou sua administração. A consideração de tal comportamento é relevante na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, como explicado adicionalmente nos itens A29 e A30. 1.3 NBC TA 580(R1): 1.3.1 Definição de Representações Formais: Representação formal é uma declaração escrita pela administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Representações formais, neste contexto, não incluem as demonstrações contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios.1.3.2 Informações relevantes: 4. Embora forneçam evidência de auditoria necessária, as representações formais, sozinhas, não fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente a respeito de nenhum dos assuntos dos quais tratam. Além disso, o fato de que a administração forneceu representações formais confiáveis não afetam a natureza ou extensão de outras evidências de auditoria que o auditor obtenha a respeito da responsabilidade da administração ou de afirmações específicas. [...] Definições 7. Para fins das normas de auditoria, representação formal é uma declaração escrita pela administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Representações formais, neste contexto, não incluem as demonstrações contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 12 [...] Data e período abrangido pelas representações formais 14. A data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. As representações formais devem ser para todas as demonstrações contábeis e período(s) mencionado(s) no relatório do auditor. Forma das representações formais 15. As representações formais devem ter a forma de carta de representação dirigida ao auditor. Dúvida quanto à confiabilidade das representações formais e representações solicitadas e não fornecidas Dúvida quanto à confiabilidade das representações formais 16. Se o auditor tem preocupação a respeito da competência, integridade, valores éticos ou diligência da administração ou do seu comprometimento com estes ou com sua aplicação, ele deve determinar o efeito que tais preocupações podem ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral. 17. Em particular, se as representações formais forem incompatíveis com outras evidências de auditoria, o auditor deve executar procedimentos de auditoria para tentar solucionar o assunto. Se o assunto não for solucionado, o auditor deve reconsiderar a avaliação da competência, integridade, valores éticos ou diligência da administração, ou do seu compromisso com estes e com a sua aplicação, e deve determinar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral. 18. Se o auditor concluir que as representações formais não são confiáveis, ele deve tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito na sua opinião no relatório de auditoria, em conformidade com a NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente, considerando a exigência do item 20 desta Norma. Representações solicitadas e não fornecidas 19. Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve: (a) discutir o assunto com a administração; Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 13 (b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e (c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria, em conformidade com a NBC TA 705 considerando a exigência do item 20 desta Norma. Representações formais sobre as responsabilidades da administração 20. O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis em conformidade com a NBC TA 705 se: (a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal modo que as representações formais exigidas pelos itens 10 e 11 não sejam confiáveis; ou (b) a administração não fornecer as representações formais exigidas pelos itens 10 e 11. [...] Membros da administração aos quais são solicitadas representações formais A2. São solicitadas representações formais dos responsáveis pela elaboração e apresentação das demonstrações contábeis. Estas pessoas podem variar dependendo da estrutura de governança da entidade e de lei ou regulamento relevante; contudo, a administração (e não os responsáveis pela governança), é frequentemente a parte responsável. Podem, portanto, ser solicitadas representações formais do diretor executivo e do diretor financeiro da entidade ou outras pessoas equivalentes nas entidades que não usam tais títulos. Em algumas circunstâncias, porém, outras pessoas, tais como os responsáveis pela governança, também são responsáveis pela elaboração e apresentação das demonstrações contábeis. [...] Data e período abrangido pelas representações formais A15. Como as representações formais são evidências de auditoria necessárias, a opinião do auditor não pode ser expressa e o relatório não pode ser datado, antes da data das representações formais. Além disso, como o auditor está interessado em eventos que ocorram até a data do seu relatório e que possam exigir ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis, as representações formais são datadas o mais próximo possível da data do seu relatório sobre as demonstrações contábeis, mas não após a data do relatório. [grifo nosso] Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 14 1.4 NBC TA 570: 1.4.1 Definição do pressuposto de continuidade operacional: De acordo com o pressuposto de continuidade operacional, a entidade é vista como continuando em operação em futuro previsível. As demonstrações contábeis, para fins gerais, são elaboradas com base na continuidade operacional, a menos que a administração pretenda liquidar a entidade ou interromper as operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista além dessas. 1.4.2 Exemplos de eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional: Seguem exemplos de eventos ou condições que, individual ou coletivamente, podem levantar dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional. Esta listagem não inclui todos os eventos e condições e a existência de um ou mais itens nem sempre significa que existe incerteza significativa. Financeiro • patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto); • empréstimos com prazo fixo, próximos do vencimento, sem previsões realistas de renovação ou liquidação; ou utilização excessiva de empréstimos de curto prazo para financiar ativos de longo prazo; • indicações de retirada de suporte financeiro por credores; • fluxos de caixa operacionais negativos indicados por demonstrações contábeis históricas ou prospectivas; • principais índices financeiros adversos; • prejuízos operacionais significativos ou deterioração significativa do valor dos ativos usados para gerar fluxos de caixa; • atraso ou suspensão de dividendos; • incapacidade de pagar credores nas datas de vencimento; • incapacidade de cumprir com os termos contratuais de empréstimo; Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 15 • mudança nas condições de pagamento a fornecedores, de compras a prazo para pagamento à vista; • incapacidade de obter financiamento para o desenvolvimento de novos produtos essenciais ou outros investimentos essenciais. Operacional • intenções da administração de liquidar a entidade ou interromper as operações; • perda de pessoal chave da administração sem reposição; • perda de mercado importante, clientes importantes, franquia, licença, ou principaisfornecedores; • dificuldades na manutenção de mão-de-obra; • falta de suprimentos importantes; • surgimento de concorrente altamente competitivo. Outros • descumprimento de exigências de capital, incluindo outras exigências legais; • processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade que podem, no caso de perda, resultar em indenização que a entidade provavelmente não terá capacidade de saldar; • mudanças de legislação, regulamentação ou política governamental, que supostamente afetam a entidade de maneira adversa; • catástrofe não segurada ou segurada por valor inferior, quando de sua ocorrência. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 16 APOSTA ESTRATÉGICA Portanto, é muito importante memorizar os mapas mentais a seguir: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 17 Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 18 Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 19 QUESTÕES ESTRATÉGICAS Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. Aspectos gerais de Eventos Subsequentes. 1. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) A respeito das implicações de transações e eventos subsequentes para os trabalhos de auditoria, julgue os itens a seguir. I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações. II Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. III Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis emitidas anteriormente. Assinale a opção correta. a) Apenas o item I está certo. b) Apenas o item III está certo. c) Apenas os itens I e II estão certos. d) Apenas os itens II e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. Comentários Questão aborda uma das medidas tomadas pelo auditor independente quando se deparar com um evento subsequente, especificamente de fatos que chegaram ao seu conhecimento após a data do relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 20 Segundo a NBC TA 560(R1): 10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A12): (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; (b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis: (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. [ITEM II] 16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.[ITEM III] [grifos não constantes no original] O “ITEM I” apresenta um erro sutil, qual seja: “deve” ao invés de “pode”. Quando há eventos subsequentes, o auditor, preliminarmente, discute o assunto com a administração, determina se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; indaga como a administração aceca do tratamento do assunto nas demonstrações contábeis. Já o “ITEM II” apresenta a data desse novo relatório NÃO deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. Gabarito: B. 2. (CESPE - SEFAZ RS - 2019) Após a emissão do seu relatório e antes da divulgação das demonstrações contábeis, um auditor independente tomou conhecimento de fato novo e não sabido que teria alterado o relatório. Nesse caso, o auditor deverá a) propor ações para a administração da empresa auditada. b) refazer, tempestivamente, todo o relatório de auditoria. c) modificar, de pronto, a opinião manifestada em seu relatório. d) sugerir procedimento a ser adotado pela administração da empresa auditada, caso haja alterações nas demonstrações contábeis. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 21 e) aplicar os necessários procedimentos de auditoria, no caso de a empresa auditada alterar as demonstrações contábeis, nas circunstâncias da alteração realizada. Comentários Questão aborda uma das medidas tomadas pelo auditor independente quando se deparar com um evento subsequente, especificamente de fatos que chegaram ao seu conhecimento após a data do relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Segundo a NBC TA 560(R1): 10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A12): (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; (b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis: (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas.O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.[grifos não constantes no original] Gabarito: E. 3. (FGV - ISS Cuiabá – 2016) A Cia. W é auditada pelo auditor independente João. A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório sem ressalva assinado por João. Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W havia pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida. João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as demonstrações fossem alteradas, o que foi feito. Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido. a) Manter o relatório sem ressalva. b) Adicionar um parágrafo de ênfase. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 22 c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente. d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W. e) Abster-se de dar uma opinião. Comentários Questão aborda um fato (o principal cliente da Cia. W havia pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida) que chegou ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis. Nesse caso, ele deve seguir os procedimentos elencados nos itens 14 e 16, da NBC TA 560(R1). Veja: 14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve: (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. [...] 15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve [...] (c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis: (ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis reapresentadas; 16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente. [Grifo nosso] Verificando as alterativas e a norma supracitada, concluímos que o auditor não deve modificar sua opinião (eliminaria as alternativas “C”, ”D” e “E”), mas sim chamar a atenção desse fato, por meio de um parágrafo de ênfase. As assertivas A e B são, de certa forma, conflitantes, dado que o parágrafo de ênfase não modifica a opinião do auditor. Em todo caso, entendemos que a letra B é a mais correta. Gabarito: B. 4. (FGV - TCM SP – 2015) Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 23 Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015. De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é: a) 31 de dezembro de 2014; b) 27 de fevereiro de 2015; c) 09 de março de 2015; d) 22 de março de 2015; e) 04 de abril de 2015. Comentários De acordo com a NBC TA 560(R1), “o auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identificados. [...] [Grifo nosso] Em outros termos, a data limite para execução dos procedimentos é a data do relatório (09 de março de 2015). O item 10 da norma supracitada reafirma esse entendimento. Veja: 10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Vale lembrar que, no caso acima, há ressalvas quanto a fatos que chegam ao conhecimento do auditor entre a data do relatório e a data de divulgação das demonstrações e que, se fossem do conhecimento do auditor, poderiam tê-lo levado a alterar o relatório. Gabarito: C. 5. (CESPE - TRE BA - 2010) Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item. A venda de ativo de valor relevante ocorrida no período entre a data do término do exercício social e a data de emissão do parecer deve ser considerada pelo auditor, mencionada como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. Comentários Item certo. Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016,p.3/55” explicita que: As demonstrações contábeis podem ser afetadas por certos eventos que ocorrem após a data das demonstrações contábeis. Muitas estruturas de relatório financeiros referem-se especificamente a Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 24 esses eventos. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis, mencionando-se como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustados ou revelados adequadamente. [grifo nosso] Em suma: A ocorrência de eventos subsequentes será mencionada: a) COM RESSALVA - se não ajustada b) COM PARÁGRAFO DE ÊNFASE - se revelada adequadamente. Item extraído literalmente desse entendimento. Portanto, item certo. Gabarito: CERTO. 6. (AUDITOR UFPR/UFPR/2018) Em relação à norma de auditoria que trata dos procedimentos de auditoria especificamente relacionados aos eventos subsequentes, NBC-TA 560, assinale a alternativa INCORRETA. a) Consideram-se eventos subsequentes aqueles ocorridos entre a data de encerramento do exercício social (data das demonstrações contábeis) sob análise e a data de emissão do relatório de auditoria independente. b) O auditor independente deverá solicitar à administração do cliente e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança, uma representação formal relatando que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis foram ajustados ou divulgados. c) Nos casos em que a administração venha a alterar as demonstrações contábeis após a emissão do relatório de auditoria, o auditor independente deverá adotar procedimentos de auditoria a fim de avaliar as circunstâncias das alterações realizadas pelo cliente. d) Nas situações em que ocorram alterações nas demonstrações contábeis após a emissão do relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis. e) A norma de auditoria relativa aos eventos subsequentes determina a obrigatoriedade do auditor independente de executar procedimentos deauditoria específicos relacionados às demonstrações contábeis auditadas após a data de entrega do seu relatório. Comentários Questão aborda aspectos gerais de eventos subsequentes segundo a NBC TA 560(R1). Analisando cada alternativa: Letra A) CORRETA. Esse conceito está alinhado à norma supracitada. “Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório”. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 25 Letra B) CORRETA. Esse dispositivo está alinhado à norma supracitada. Inclusive que a administração não fornecer essas representações formais o auditor deve se abster de emitir sua opinião. Letra C) CORRETA. Esse dispositivo está alinhado à norma supracitada. Esse é um dos procedimentos adotados pelo auditor para avaliar se de fato a administração tomou as providências necessárias quanto aos eventos subsequentes. Letra D) CORRETA. Esse dispositivo está alinhado à norma supracitada. Veja: 16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente. [grifo nosso] Letra E) INCORRETA. Via de regra, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Veja: 10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu relatório, ele deve (ver item A12): (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.[grifos não constantes no original] Gabarito: E. 7. (Fiscal de Rendas e Tributos (Criciúma)/FEPESE/2017) São eventos subsequentes: a) Os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. b) Os ocorridos posteriormente à data das demonstrações contábeis e antes da data do relatório do auditor independente. c) Os ocorridos antes da data em que o relatório do auditor independente e as demonstrações contábeis auditadas foram elaboradas. d) Aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. e) Aqueles ocorridos na data em que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 26 Comentários Questão aborda o conceito de eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis. Segundo a NBC TG 24 (R2), “evento subsequente ao período a que se referem as demonstrações contábeis é aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a data final do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a emissão dessas demonstrações”. Dois tipos de eventos podem ser identificados: (a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações que originam ajustes); (b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações que não originam ajustes). No mesmo sentido, a NBC TA 560(R1) define eventos subsequentes da seguinte forma: Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Nesse contexto, devemos ficar atentos a esta definição porque, reiteradamente, esse item aparece em provas. Veja as situações que caracterizam os eventos subsequentes: Gabarito: D. 8. (Analista de Controle Externo (TCE-CE) /Auditoria de Tecnologia da Informação/Controle Externo/FCC/2015) Quando ocorrerem eventos subsequentes, entre as datas de publicação do balanço e do parecer do auditor, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições de formar opinião, a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado para exercício anterior ao do período corrente auditado. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 27 b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários. c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e dê respaldo ao parecer. d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da publicação do resultado do exercício contábil. e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis, mesmo que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas. Comentários Questão aborda o conteúdo que o auditor deve ter registrado nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas para formar sua opinião quando ocorrerem eventos subsequentes, segundo a NBC T 11.16 – Transações e Eventos Subsequentes: 11.16.1.1. Esta norma estabelece procedimentos e critérios a serem adotados pelo auditor em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer, que possam demandar ajustes nas Demonstrações Contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. 11.16.1.2. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. 11.16.1.3. O auditor deve considerar três situações de eventos subsequentes: a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer; b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo e da emissão do parecer, e antes da divulgação das Demonstrações Contábeis; e c) os conhecidos após a divulgação das Demonstrações Contábeis. 11.16.1.4. Para ter condições de formar opinião sobre as Demonstrações Contábeis, considerando os efeitos relevantes das transações e eventos subsequentes ao encerramento do exercício social, o auditor deve considerar: a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados; b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários; c) os informes de qualquer espécie divulgados pela entidade; d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos advogados da entidade; e e) a existência de eventos não-revelados pela administração nas DemonstraçõesContábeis e que tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.[grifo nosso] Analisando as alternativas e a norma supracitada, concluímos que auditor deve considerar, para ter condições de formar opinião, atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários. Portanto, alternativa correta é B. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 28 Comentários das demais alternativas: Letra A) ERRADA. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. Letra C) ERRADA. Por ausência de previsão nessa norma como situação em que o auditor deva levar em consideração, para ter condições de formar sua opinião. Letra D) ERRADA. Por ausência de previsão nessa norma como situação em que o auditor deva levar em consideração, para ter condições de formar sua opinião. Letra E) ERRADA. Porque somente deve ser considerada a existência de eventos que tenham efeitos relevantes. Ressalte-se que a NBC T 11.16 (Transações e Eventos) encontra-se revogada pela NBC TA 200 e a norma vigente acerca de Eventos Subsequentes é a NBC TA 560. Esquematizando as situações que caracterizam Eventos Subsequentes: Gabarito: B. Aspectos gerais de Partes Relacionadas. 9. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) A natureza dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas pode, em alguns casos, gerar mais riscos de distorções relevantes nas demonstrações contábeis do que em transações com partes não relacionadas. Nesse sentido, partes relacionadas incluem A) aquelas assim definidas na adequada estrutura de relatório financeiro. B) os fornecedores de matérias-primas sem valor estratégico em relação ao comprador. C) os acionistas minoritários, mesmo os sem influência significativa na empresa da qual participam. D) as entidades com participação direta ou indireta na entidade auditada, mesmo que sem influência significativa ou controle sobre esta. E) as entidades sob controle comum de algum estado, mesmo que não realizem transações significativas entre si nem compartilhem recursos em quantidade significativa. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 29 Comentários Questão trata da definição de partes relacionadas. Segundo a NBC TA 550: Parte relacionada é a parte que é (ver itens A4 a A7): (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas: (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta; (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter: a. controlador comum; b. proprietários que são parentes próximos; ou c. administração-chave comum. Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa. [grifos não constantes no original] Gabarito: A. Aspectos gerais da Continuidade Operacional 10. (CESPE - SEFAZ RS- 2019) Um auditor independente concluiu que o uso do pressuposto de continuidade operacional, em determinada empresa auditada, é apropriado, mas que há incerteza significativa. Ele verificou que as demonstrações contábeis descrevem adequadamente os principais eventos que podem levantar dúvida quanto à capacidade de continuidade; avaliou os planos da administração para esses eventos e que há divulgação clara sobre essa incerteza. Em seu relatório o auditor deve a) expressar uma opinião sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. b) expressar uma opinião sem ressalva e com parágrafo de ênfase. c) expressar uma opinião com ressalva. d) expressar uma opinião adversa. e) abster-se de expressar sua opinião. Comentários Nesse tipo de questão, temos que ter em mente as seguintes informações: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 30 1) O uso do pressuposto de continuidade operacional (ou base contábil de continuidade operacional) é apropriado; 2) Há incerteza significativa; 3) Incerteza foi divulgada. A NBC TA 570, detalha as implicações ao relatório de acordo com a propriedade ou impropriedade do uso da base contábil de continuidade operacional (ou pressuposto da continuidade operacional) na elaboração das demonstrações contábeis. Em resumo, temos que: ✓ Uso inapropriado da base contábil de continuidade operacional => opinião adversa; ✓ Uso da base contábil de continuidade operacional é apropriado, mas existe incerteza relevante: • A incerteza é divulgada nas demonstrações contábeis => opinião não modificada (sem ressalva) + inclusão de seção separada no relatório sob o título “Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional” para chamar atenção para a nota explicativa às demonstrações contábeis que divulga os assuntos que levantam dúvida, bem como para declarar que esses eventos ou condições indicam que existe incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade e que a opinião do auditor não está ressalvada em relação a esse assunto ; • Não é feita divulgação adequada da incerteza => opinião com ressalva ou adversa, conforme apropriado + na seção Base para Opinião com ressalva (ou adversa) do relatório, declarar que existe incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade e que as demonstrações contábeis não divulgam esse assunto de forma adequada. Nesse caso, estamos diante de um caso de opinião não modificada (sem ressalva) e inclusão de seção separada para chamar atenção à nota explicativa correspondente. Como há a necessidade de chamar à atenção desse fato, o auditor utilizará um Parágrafo de Ênfase. Esse entendimento é reforçado pela NBC TA 706. Inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor independente A7. A inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor não afeta a sua opinião. Um parágrafo de ênfase não substitui: [...] (c) a apresentação de relatório de acordo com a NBC TA 570, itens 22 e 23, quando existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto à capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional. [Grifo nosso] Ressaltamos ainda que, antes da atualização da NBC TA 570, a previsão expressa no caso de uso apropriado do pressuposto de continuidade operacional e existência de incerteza significativa com adequada divulgação era de opinião sem ressalva com inclusão de parágrafo de ênfase (o que reforça o gabarito letra B) Gabarito: B. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 31 QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO Vamos ao nosso questionário: Perguntas 1) O que é representação formal? 2) A quem o auditor deve solicitar as representações formais? 3) Qual a data e o período abrangidopelas representações formais? 4) Qual atitude o auditor deve tomar caso conclua que as representações formais não são confiáveis? 5) O que o auditor deve fazer se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas? 6) Que tipo de opinião o auditor deve emitir, caso conclua que as representações formais não são confiáveis ou no caso da administração não fornecer as representações formais? 7) Explique o pressuposto (ou base contábil) da continuidade operacional. 8) Que tipo de eventos podem levantar dúvida quanto à continuidade operacional? 9) Como os aspectos da continuidade operacional podem influenciar o relatório do auditor? 10) A avaliação sobre a capacidade operacional da entidade deve abranger qual período? 11) O que são eventos subsequentes? 12) Até que momento o auditor tem obrigação de executar procedimentos de auditoria? 13) O que o auditor deve fazer quando chega a seu conhecimento, após a data do relatório, fato relevante (que o teria feito modificar sua opinião)? 14) Em relação às evidências obtidas, qual deve ser a data do relatório de auditoria? Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 32 Perguntas com respostas 1) O que é representação formal? Resposta: representação formal é uma declaração escrita pela administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Representações formais, neste contexto, não incluem as demonstrações contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios. 2) A quem o auditor deve solicitar as representações formais? Resposta: auditor deve solicitar representações formais dos membros da administração com responsabilidades apropriadas pelas demonstrações contábeis e conhecimento dos assuntos envolvidos. 3) Qual a data e o período abrangido pelas representações formais? Resposta: a data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. As representações formais devem ser para todas as demonstrações contábeis e período(s) mencionado(s) no relatório do auditor. 4) Qual atitude o auditor deve tomar caso conclua que as representações formais não são confiáveis? Resposta: ele deve tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito na sua opinião no relatório de auditoria, 5) O que o auditor deve fazer se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas? Resposta: Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve: (a) discutir o assunto com a administração; (b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e (c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria 6) Que tipo de opinião o auditor deve emitir, caso conclua que as representações formais não são confiáveis ou no caso da administração não fornecer as representações formais? Resposta: O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis se: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 33 (a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal modo que as representações formais não sejam confiáveis; ou (b) a administração não fornecer as representações 7) Explique o pressuposto (ou base contábil) da continuidade operacional. Resposta: De acordo com a base contábil de continuidade operacional, as demonstrações contábeis são elaboradas com base no pressuposto de que a entidade está operando e continuará a operar em futuro previsível. Quando o uso da base contábil de continuidade operacional é apropriado, ativos e passivos são registrados considerando que a entidade será capaz de realizar seus ativos e liquidar seus passivos no curso normal dos negócios. 8) Que tipo de eventos podem levantar dúvida quanto à continuidade operacional? Resposta: Há diversos exemplos, divididos em 03 grupos, quais sejam: financeiro (ex.: patrimônio líquido negativo, prejuízos operacionais significativos, incapacidade de pagar credores no vencimento), operacional (ex.: perda de pessoal chave sem reposição, perda de mercado ou clientes ou fornecedores importantes) e outros (ex.: mudanças em leis e regulamentos que podem afetar a entidade de maneira adversa). 9) Como os aspectos da continuidade operacional podem influenciar o relatório do auditor? ✓ Uso inapropriado da base contábil de continuidade operacional => opinião adversa; ✓ Uso da base contábil de continuidade operacional é apropriado, mas existe incerteza relevante: • A incerteza é divulgada nas demonstrações contábeis => opinião não modificada (sem ressalva) + inclusão de seção separada no relatório sob o título “Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional” – antes da atualização da NBC TA 570, a previsão nesse caso era de opinião sem ressalva e inclusão de parágrafo de ênfase. Tal entendimento ainda é cobrado em algumas provas; • Não é feita divulgação adequada da incerteza => opinião com ressalva ou adversa, conforme apropriado. 10) A avaliação sobre a capacidade operacional da entidade deve abranger qual período? Resposta: Ao revisar a avaliação da administração sobre a capacidade de continuidade operacional da entidade, o auditor deve cobrir o mesmo período utilizado pela administração para fazer sua avaliação. Esse período deve ser de pelo menos, mas não limitado a, doze meses da data do balanço. 11) O que são eventos subsequentes? Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 13 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 34 Resposta: Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. 12) Até que momento o auditor tem obrigação de executar procedimentos de auditoria? Resposta: Em regra, até a data do relatório de auditoria. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. 13) O que o auditor deve fazer quando chega a seu conhecimento, após a data do relatório, fato relevante (que o teria feito modificar sua opinião)? Resposta: o auditor não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da publicação das demonstrações, tomar conhecimento de fato que poderia tê-lo levado a alterar sua opinião, deve discutir o assunto com a administração (dentre outras providências) e, caso as demonstrações sejam alteradas, aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração, estendendo os procedimentos até a data do novo relatório. Se os fatos chegarem ao conhecimento do auditor após a publicação das demonstrações, além dos procedimentos mencionados acima, o auditor deve verificar quais as ações implementadas pela empresa para que todos que tiveram acesso às demonstrações retificadas sejam informados dessa nova situação. 14) Em relação às evidências obtidas, qual deve ser a data do relatório de auditoria? Resposta: O relatório não pode ter data anterior à data em que o auditor obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente para servir de base para sua