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Bloco 1 – Introdução à Cinesiologia 
 Planos e Eixos Anatômicos 
• Planos: 
o Sagital: Divide o corpo em direita e esquerda. Movimentos como 
flexão e extensão. 
o Frontal (ou Coronal): Divide o corpo em anterior e posterior. 
Movimentos de abdução e adução. 
o Transversal (ou Horizontal): Divide o corpo em superior e inferior. 
Movimentos de rotação. 
• Eixos: 
o Laterolateral (ou Transversal): Atravessa no sentido lateral. 
Relacionado a movimentos no plano sagital. 
o Ântero-posterior: Vai de frente para trás. Relacionado a 
movimentos no plano frontal. 
o Longitudinal (ou Vertical): Vai de cima para baixo. Relacionado a 
movimentos no plano transversal. 
 Importância: A correta identificação ajuda na análise precisa do movimento e 
na identificação de disfunções, facilitando intervenções terapêuticas. 
 
 Movimento Osteocinemático x Artrocinemático 
• Osteocinemático: Movimento visível entre os ossos — exemplo: flexão do 
joelho. 
• Artrocinemático: Movimento interno entre as superfícies articulares — 
deslizamento, rolamento e giro. 
 Importância Clínica: Diferenciar é essencial, pois uma articulação pode ter 
bom movimento osteocinemático, mas com restrições artrocinemáticas que 
geram dor ou compensações. 
 
 Cadeia Cinética Aberta (CCA) x Fechada (CCF) 
• CCA: Extremidade distal está livre. Ex.: extensão de joelho sentado. 
• CCF: Extremidade distal está fixa. Ex.: agachamento, onde os pés estão no 
chão. 
 Indicação Clínica: 
• CCA: Mais foco em músculos isolados. Usado em reabilitação inicial. 
• CCF: Trabalha mais estabilidade e integração. Usado em fases avançadas 
e treinamento funcional. 
 
 Análise Qualitativa x Quantitativa 
• Qualitativa: Observa padrão de movimento — postura, compensações, 
fluidez. 
• Quantitativa: Mede — ângulos, força, tempo, velocidade. 
 Aplicação Clínica: Juntas, essas análises permitem um plano terapêutico 
personalizado, eficiente e seguro. 
 
 Bloco 2 – Biomecânica do Sistema Ósseo, Muscular e Movimento 
 Tecido Ósseo 
• Funções Mecânicas: Suporte, proteção, alavancas para movimento e 
resistência às cargas. 
• Funções Fisiológicas: Produção de células sanguíneas (medula) e 
armazenamento de minerais (cálcio, fósforo). 
• Composição: 
o Orgânica (30%): Colágeno – proporciona resistência à tração 
(flexibilidade). 
o Inorgânica (70%): Sais minerais – proporcionam resistência à 
compressão (rigidez). 
 
 Piezoeletricidade Óssea 
• Estímulo mecânico (compressão) gera cargas elétricas que estimulam 
osteoblastos para formação óssea. 
• Importância: Explica o fortalecimento ósseo com exercícios e o 
enfraquecimento na ausência de carga (imobilização, sedentarismo). 
 
 Propriedades Viscoelásticas do Músculo 
• Contratilidade: Capacidade de gerar força. 
• Elasticidade: Voltar ao tamanho original após alongamento. 
• Extensibilidade: Ser alongado sem romper. 
• Viscosidade: Resistência ao movimento quando há forças aplicadas 
rapidamente. 
 Aplicação: Influencia diretamente na performance, na prevenção de lesões e 
na reabilitação. 
 
 Tipos de Fibras Musculares 
• Tipo I (oxidativas lentas): Alta resistência, contração lenta. Atividades de 
longa duração e posturais (ex.: maratona). 
• Tipo IIA (oxidativas rápidas): Intermediárias — resistência e força 
moderadas. 
• Tipo IIB (glicolíticas rápidas): Alta força, pouca resistência. Movimentos 
explosivos (ex.: corrida de 100m). 
 Distribuição influencia: Performance esportiva, capacidade funcional e 
estratégias terapêuticas. 
 
 Bloco 3 – Biomecânica do Tronco e Coluna Vertebral 
 Curvaturas Fisiológicas 
• Cervical: Lordose 
• Torácica: Cifose 
• Lombar: Lordose 
• Sacral: Cifose 
 Função: Distribuição de cargas, equilíbrio postural e absorção de impactos. 
 
 Estabilidade da Coluna 
• Componentes Passivos: Vértebras, discos, ligamentos. 
• Componentes Ativos: Músculos (multífidos, eretores da espinha, 
transverso abdominal). 
 A interação desses elementos garante equilíbrio entre mobilidade e 
estabilidade. Se falha, surgem dores e disfunções. 
 
 Ritmo Lombo-Pélvico 
• Coordenação entre movimento da lombar e quadril na flexão/extensão do 
tronco. 
• Alterações: Se quadril está restrito, sobrecarrega a lombar (e vice-versa), 
levando a lesões. 
 
 Proteção da Coluna em Movimentos com Carga 
• Manter alinhamento neutro da coluna. 
• Engajamento do core (transverso do abdômen, multífidos). 
• Evitar flexões lombares excessivas sob carga. 
• Observar compensações como valgo de joelho, retroversão pélvica ou 
flexão excessiva do tronco. 
 
 Bloco 4 – Biomecânica dos Membros Inferiores 
 Alinhamento Estático – Quadril, Joelho e Tornozelo 
• Alterações comuns: 
o Valgo/varo de joelho. 
o Anteversão/retroversão pélvica. 
o Pé plano ou cavo. 
 Impacto: Desalinhamentos geram sobrecargas em articulações, 
afetando marcha, corrida e agachamento. 
 
 Teste de Apoio Unipodal 
• Queda da pelve contralateral: Indica fraqueza dos abdutores do quadril 
(principalmente glúteo médio). 
• Marcha de Trendelenburg: Sinal clássico dessa fraqueza, com queda da 
pelve e compensações como inclinação do tronco. 
 
 Agachamento – Biomecânica 
• Músculos principais: Quadríceps, glúteo máximo, isquiotibiais, 
gastrocnêmio, eretores da coluna. 
• Compensações comuns: 
o Valgo de joelho. 
o Flexão excessiva do tronco. 
o Elevação dos calcanhares (indicando encurtamento de tríceps 
sural). 
o Retroversão pélvica. 
 
 Bloco 5 – Biomecânica dos Membros Superiores (Ombro e MMSS) 
 Complexo Articular do Ombro 
• Composto por 5 articulações: 
o Glenoumeral 
o Acrômio-clavicular 
o Esterno-clavicular 
o Escápulo-torácica (funcional) 
o Supraumeral (funcional) 
 Coordenação dessas articulações: Permite grande amplitude e mobilidade, 
mantendo estabilidade. 
 
 Ritmo Escápulo-Umeral 
• Relação entre movimento da escápula e do úmero na elevação do braço. 
• Padrão: Para cada 2º de movimento do úmero, a escápula movimenta 
1º. 
 Alterações: Leva a disfunções como impacto subacromial, dor no 
ombro e restrições. 
 
 Manguito Rotador 
• Músculos: Supraespinal, Infraespinal, Redondo Menor e Subescapular. 
 Função: Estabilização dinâmica da articulação glenoumeral. 
 Lesões: Provocam dor, perda de força e instabilidade, especialmente 
nos movimentos de elevação e rotação. 
 
 Escápula Alada 
• Músculo mais envolvido: Serrátil anterior (às vezes trapézio ou 
romboides). 
 Consequências: Instabilidade escapular, dificuldade nos movimentos 
de empurrar, elevar braço e perda de força funcional. 
 
 Resumo Final – O que mais cai? 
• Conceitos de plano, eixo, cadeias cinéticas. 
• Curvaturas da coluna e estabilidade. 
• Relação músculo-fibra-função. 
• Ritmo lombo-pélvico e escápulo-umeral. 
• Biomecânica do agachamento e marcha. 
• Função do manguito rotador e escápula alada.