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2.Desafios Teoria da Norma Juridicopenal Desafio 1 Você está atuando como advogado e é procurado por uma família cujo filho, José de Deus, de 17 anos, teve uma discussão acalorada com um colega de trabalho, João Silva, de 35 anos. A briga ocorreu devido a provocações feitas por João, que zombava de José em relação ao seu desempenho em uma partida de futebol. No calor do momento, José, sentindo-se humilhado e impulsionado pela raiva, agrediu João com um pedaço de pau, causando lesões graves que eventualmente levaram João ao óbito após dois meses em coma, quando José já tinha completado 18 anos. Com base nessa situação, determine a responsabilidade penal de João, considerando as disposições do Código Penal brasileiro sobre a imputabilidade penal de menores e a definição de homicídio: A José de Deus responderá por homicídio, já que o Código Penal em relação ao tempo do crime adota a teoria da ubiquidade. B José de Deus não responderá pelo crime, já que é inimputável (praticou ato infracional), e o Código Penal adota para o tempo do crime a teoria da atividade. C José de Deus não responderá pelo crime, já que ele é inimputável (praticou ato infracional), e o Código Penal adota para o tempo do crime a teoria da ubiquidade. D José de Deus responderá por homicídio, já que o Código Penal em relação ao tempo do crime adota a teoria da atividade. E José de Deus responderá por homicídio culposo. Responder 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 1/8 Parabéns! A alternativa B está correta. Desafio 2 A) Incorreta. A teoria da ubiquidade, ou da unidade, considera o crime cometido tanto no momento da ação quanto no do resultado. No entanto, para imputabilidade penal, a idade do agente é determinante. A simples consideração do tempo do crime sob a ótica da ubiquidade não altera o fato de que João é considerado inimputável devido à sua menoridade. B) Correta. João de Deus, sendo menor de 18 anos, é considerado inimputável segundo o artigo 27 do Código Penal, que se baseia na presunção absoluta de incapacidade de entendimento e autodeterminação para menores de 18 anos. Consequentemente, ele não responde criminalmente como adulto, mas sim com base nas disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de atos infracionais. A teoria da atividade, adotada pelo Código Penal brasileiro, considera o momento da ação para determinar a imputabilidade, reafirmando a inimputabilidade de João por conta de sua idade no momento da conduta. C) Incorreta. Embora correta ao afirmar que João é inimputável, a justificativa apresentada quanto à teoria da ubiquidade é inadequada. A teoria relevante aqui é a da atividade, que fixa a imputabilidade com base na idade do agente no momento da ação. A teoria da ubiquidade não é aplicada para determinar a inimputabilidade. D) Incorreta. Ainda que a teoria da atividade seja relevante para determinar o tempo do crime, a imputabilidade penal de João não se altera. Como menor de 18 anos, ele é considerado inimputável, independentemente de a teoria da atividade ser adotada. E) Incorreta. Homicídio culposo é quando não há intenção de matar. No caso descrito, a narrativa indica que João agiu com a intenção de causar um resultado letal, caracterizando dolo, não culposo. Contudo, a responsabilidade penal não pode ser atribuída a João como adulto devido à sua idade, conforme já discutido. Para saber mais sobre esse conteúdo, acesse: Módulo 2: TEMPO DO CRIME "Imagine que uma pessoa tenha desferido um golpe contra outra na véspera do seu aniversário de 18 anos, mas a vítima só morrera após passar por diversos procedimentos médicos, dias depois de alcançada a chamada “maioridade penal”. Qual seria o tempo do crime nesse caso, T1 ou T2? E qual a resposta a seu principal efeito: aplicamos, enfim, o CP ou o ECA? Segundo o critério da atividade, o que importa é o momento da conduta, a que nos referimos como teoria da atividade. Desprezamos para essa finalidade o momento do resultado. Portanto, nesse caso, torna-se aplicável todo o sistema do Direito Penal juvenil, tornando-se impossível a responsabilização nos termos do CP”. 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 2/8 Você está trabalhando como consultor jurídico para um escritório de advocacia e recebe o caso de Cícero Severino, condenado por provocar um aborto com o consentimento da gestante em 1º de fevereiro de 2018. A sentença transitou em julgado em 20 de fevereiro de 2019, resultando em uma pena de oito anos de reclusão. Recentemente, foi promulgada uma nova lei que descriminaliza o aborto em certas circunstâncias a partir de 1º de abril de 2022. Como deve ser abordada a situação penal de Cícero à luz desta nova legislação? A A nova lei só irá gerar algum efeito sobre a condenação de Cícero Severino se prever expressamente que se aplica a fatos anteriores. B A nova lei será aplicada a Cícero Severino, contudo ele permanecerá preso, tendo em vista que sua sentença já havia transitado em julgado. C A lei penal não retroagirá para prejudicar e beneficiar o réu. D A nova lei será aplicada aos fatos praticados por Cícero Severino, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. E A nova lei não poderá ser aplicada a Cícero Severino. Parabéns! A alternativa D está correta. Responder A) Incorreta. A retroatividade da lei penal mais benéfica é um princípio consagrado no ordenamento jurídico brasileiro, como estabelecido no artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal. Essa retroatividade aplica-se independentemente de menção expressa na nova lei, desde que esta traga benefícios ao réu, como é o caso da descriminalização de uma conduta previamente considerada criminosa. B) Incorreta. A aplicação da nova lei que beneficia o réu não depende do trânsito em julgado da sentença condenatória anterior. Mesmo após o trânsito em julgado, se a nova legislação eliminar o caráter criminoso de uma conduta ou reduzir a pena, a execução e os efeitos penais devem ser ajustados de acordo com a nova norma. C) Incorreta. Esta alternativa está parcialmente correta ao afirmar que a lei penal não retroagirá para prejudicar o réu. No entanto, ela é incorreta ao sugerir que a nova lei também não beneficiaria o réu. A nova lei deve ser aplicada se for mais favorável, o que 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 3/8 Desafio 3 Em sua prática como defensor público, você recebe o caso de Carlos, que, aos 17 anos, adquiriu uma quantidade significativa de drogas para distribuir em uma festa de aniversário. A aquisição ocorreu poucos dias antes de Carlos completar 18 anos, e a apreensão das drogas pela polícia aconteceu um dia depois de seu aniversário. A mãe de Carlos, preocupada, consultou você para esclarecer as implicações legais que seu filho enfrentará. Qual deve ser sua orientação considerando a idade de Carlos no momento da compra e da apreensão das drogas? A Carlos é menor e inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de tráfico, nos termos do ECA, em razão de sua menoridade quando da aquisição da droga, com base na teoria da atividade adotada pelo Código Penal para definir o momento do crime. inclui a possibilidade de cessação dos efeitos penais e da execução da pena, como estabelece o artigo 2º do Código Penal. D) Correta. Conforme o artigo 2º do Código Penal, "ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime". Com a descriminalização do aborto em certas condições, a nova legislação deve ser aplicada retroativamente, resultando na cessação da execução da pena de Cícero Severino e na eliminação dos efeitos penais da sentença condenatória. Isso é consistentecom o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, que visa a assegurar a justiça e a equidade no tratamento dos condenados. E) Incorreta. A nova lei, ao descriminalizar a conduta previamente considerada delituosa, deve ser aplicada a Cícero Severino, inclusive para cessar os efeitos penais e a execução da pena, conforme disposto no artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal. Para saber mais sobre esse conteúdo, acesse: Módulo 2: PRINCÍPIOS "Atenção ao que dissemos no parágrafo anterior. Falamos de uma lei que verse sobre qualquer benefício, sendo esse o caso de ser retro e ultrativa. Isso pode ocorrer quando houver: Abolitio criminis: Que é a retirada de um crime do ordenamento, importando em uma causa extintiva da punibilidade. Lex mitior: Que é aquela que favorece o agente de alguma maneira, por exemplo, que reduz a pena mínima de um crime ou o tempo para concessão de um benefício. Nesses casos, a lei será retroativa e ultrativa, ou seja, sempre que estiver em debate em um conflito aparente de norma, deverá ser escolhida. O avesso delas é, respectivamente, a novatio legis incriminadora, quando há tipificação de um comportamento que até então não era crime, e a lex gravior (novatio legis in pejus), quando prejudica de alguma maneira o réu. 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 4/8 B Carlos é menor e inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de tráfico, tendo em vista que o Código Penal adota a teoria da ubiquidade para definir o momento do crime. C Carlos é maior e imputável, podendo responder pelo delito de associação para o tráfico, que tem natureza permanente, tendo em vista que o Código Penal adota a teoria do resultado para definir o momento do crime. D Carlos é maior e imputável, podendo responder pelo delito de tráfico de drogas, pois trata-se de crime de natureza permanente, ainda que tenha adotado o Código Penal a teoria da atividade para definir o momento do crime. E Segundo o critério da atividade, o que importa é o momento da conduta. Desprezamos para essa finalidade o momento do resultado. Portanto, nesse caso, torna-se aplicável o ECA, tornando-se impossível a responsabilização nos termos do Código Penal. Parabéns! A alternativa D está correta. Responder A) Incorreta. Embora Carlos tenha adquirido as drogas quando ainda era menor, a imputabilidade penal no Brasil é determinada pela idade do agente no momento da ação ou omissão, segundo a teoria da atividade. A responsabilidade penal é atribuída a partir dos 18 anos, mas no caso de atos infracionais cometidos por menores, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é aplicado. No entanto, Carlos não poderia ser considerado inimputável simplesmente por ter completado 18 anos antes da detenção da droga. B) Incorreta. A teoria da ubiquidade não se aplica aqui, pois ela é usada para determinar o local do crime, não a imputabilidade. A idade do agente e a natureza do crime são fatores cruciais para determinar a aplicação das leis penais. Carlos é considerado maior e imputável quando as drogas foram apreendidas, devendo, portanto, responder sob as normas do Código Penal e não apenas do ECA. C) Incorreta. A teoria do resultado considera o momento em que o resultado do crime se materializa. No entanto, o Brasil adota a teoria da atividade, que se concentra no momento da ação ou omissão. Portanto, a análise de imputabilidade deve considerar o momento da ação, e não do resultado. Além disso, a questão não aborda a possibilidade de associação para o tráfico, mas sim a questão da imputabilidade de Carlos ao completar 18 anos. D) Correta. A teoria da atividade, adotada pelo Código Penal brasileiro, considera o momento da ação para determinar a imputabilidade penal. Como Carlos já era maior de idade no momento da apreensão das drogas, ele é considerado imputável e pode responder pelo delito de tráfico de drogas, que é de natureza permanente. Isso significa que a posse contínua das drogas até o momento da apreensão justifica a aplicação das normas penais para adultos, e não do ECA. 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 5/8 Desafio 4 Como consultor jurídico para uma ONG de direitos humanos, você recebe uma consulta sobre o caso de Janaína, uma mulher grávida de dez semanas que realizou um aborto em um navio de uma ONG holandesa especializado em realizar abortos legais conforme a legislação holandesa. O procedimento foi realizado em alto-mar, fora do território nacional. No entanto, ao retornar ao Brasil, Janaína foi presa pela Polícia Federal sob acusação de aborto ilegal. Qual deve ser a defesa com base nas leis penais brasileiras? A Janaína pode ser responsabilizada pelo delito de aborto segundo a lei penal brasileira, pois a execução começou a se dar no território nacional, já que ela alugou um barco com essa finalidade. B Janaína não praticou crime algum. O aborto foi cometido fora do território nacional, mais precisamente em território holandês, pois a embarcação holandesa estava em alto- mar. Dessa forma, Janaína não pode ser responsabilizada pela lei penal brasileira na hipótese. C Como Janaína alugou uma embarcação privada para dirigir-se até o navio da ONG, considera-se que o início da execução do delito se deu em território nacional; portanto, a lei penal brasileira é aplicável, e Janaína poderá responder pelo delito de aborto. E) Incorreta. A alternativa está correta ao aplicar o critério da atividade, mas falha ao não considerar que a conduta de Carlos, ao ser de natureza permanente, continua a ser realizada após ele completar 18 anos. Portanto, o ECA não se aplica, mas sim o Código Penal, que prevê a responsabilização penal completa. Para saber mais sobre esse conteúdo, acesse: Módulo 2: TEMPO DO CRIME "Uma última hipótese deve ser trabalhada por nós. Embora pareça simples, há alguns casos específicos em que definir o momento da “atividade” criminosa é um tanto mais complexo, como nos chamados crimes permanentes e continuados. Esses conceitos serão mais bem trabalhados em outro módulo, quando estudaremos as espécies de crime, mas vamos fazer uma breve introdução apenas para que fique claro o ponto. Na continuidade delitiva, há uma pluralidade de crimes que por ficção jurídica são tratados como se um só fossem, por razão de equidade (art. 71 do CP). (...)Vamos supor que em qualquer um desses casos haja, entre a primeira conduta e a última, uma sucessão de leis no tempo. Como determinar a legislação aplicável? O STF também foi chamado a falar sobre o assunto, tendo editado a Súmula 711, que responde à questão da seguinte forma: “A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência”. Há que se considerar, assim, para fins de determinação do tempo do crime, para ambas as situações, o momento em que cessou a continuidade ou permanência do crime. Esse será sempre o termo inicial em que avaliaremos o que regulava, à época, aquela prática.” 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 6/8 D Houve crime de aborto e Janaína poderá ser responsabilizada por ele, mesmo tendo sido praticada, a conduta, a bordo de um navio privado de bandeira holandesa, pois, como a embarcação é privada, aplica-se a lei penal brasileira. E Como a embarcação é privada e estava em alto-mar, vale a lei penal brasileira, razão pela qual Janaína poderá ser responsabilizada pelo delito de aborto desde que a Holanda não resolva processá-la criminalmente pelo fato. Parabéns! A alternativa B está correta. Responder A) Incorreta. A jurisdição da lei penal brasileira é limitada ao território nacional e a algumasexceções, como embarcações e aeronaves públicas ou privadas brasileiras. No caso de Janaína, o procedimento de aborto foi realizado em uma embarcação estrangeira em alto- mar, onde a lei brasileira não se aplica. O aluguel do barco para se deslocar ao local do procedimento não configura início de execução do crime sob jurisdição brasileira. B) Correta. O Código Penal brasileiro adota a teoria da territorialidade, que limita a aplicação de suas normas ao território nacional. Em alto-mar, a legislação que se aplica é a do país de registro da embarcação, neste caso, a Holanda. Portanto, Janaína não pode ser responsabilizada sob a lei penal brasileira, pois o aborto foi realizado fora de sua jurisdição territorial, em uma embarcação holandesa, conforme a legislação desse país. C) Incorreta. Embora Janaína tenha iniciado sua viagem em território brasileiro, o procedimento foi realizado em alto-mar, em uma embarcação sob bandeira holandesa. A jurisdição aplicável é a do país de registro da embarcação, e não a do local de origem da viagem. Assim, a lei penal brasileira não se aplica, e Janaína não pode ser responsabilizada por aborto conforme as leis brasileiras. D) Incorreta. A embarcação holandesa onde o aborto foi realizado está fora da jurisdição da lei penal brasileira. O fato de ser uma embarcação privada não muda o princípio de que a lei aplicável é a do país de registro da embarcação. Portanto, não se aplica a lei penal brasileira para punir Janaína. E) Incorreta. A lei penal brasileira não se aplica a uma embarcação estrangeira em alto-mar, independentemente de sua natureza pública ou privada. A responsabilidade criminal de Janaína seria regulada pela lei do país de bandeira da embarcação, no caso, a legislação holandesa, que permite o aborto nas condições descritas. Para saber mais sobre esse conteúdo, acesse: Módulo 3: PRINCÍPIOS “Antes de entrarmos nos princípios reitores da disciplina, precisamos saber como o legislador decidiu definir o que determinaria o “lugar do crime”. Diferentemente do que aprendemos no item sobre tempo do crime, aqui optou-se por uma teoria chamada mista, 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 7/8 também conhecida como teoria da ubiquidade, conforme preceitua o art. 6º do Código Penal: “Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou a omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado”. Se no tempo do crime o que importa é o momento da atividade, e não do resultado, para definirmos qual o espaço do ilícito penal podemos considerar tanto o lugar da atividade, quanto o resultado”. 07/06/2025, 21:30 Sala de Aula | Estacio https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_13589824/conteudos/6140f392-18c8-49a0-a227-77bd42e84d61?tema=VIV0311-6 8/8