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1 Prof. Eduardo da Silva Instalações Elétricas Prediais Aula 5 Conversa Inicial Nesta aula, vamos abordar outros sistemas de proteção, a demanda e a classificação do consumidor Aterramento Proteção contra descargas atmosféricas Proteção contra distúrbios na rede elétrica Demanda de energia de uma instalação Padrão de entrada de energia em baixa tensão Seja bem-vindo Aterramento O solo e a Terra Distribuição das cargas elétricas Potencial nulo Atuação da proteção Normas NBR 5410 e 5419 (SPDA) Por que precisamos de aterramento? RachenStocker/shutterstock Aterramento funcional e de proteção Captores (SPDA) Entrada de serviço Quadro de medição Haste de aterramento Condutor de proteção Quadro de distribuição Cargas da instalação Transformador Haste de aterramento rumruay/ shutterstock 1 2 3 4 5 6 2 Cada instalação deve apresentar um eletrodo próprio Pode ser uma ou mais hastes, ferragens do concreto, cantoneiras e tubos metálicos ou cabos nus Deve representar um caminho de baixa resistência elétrica para o solo Eletrodos de aterramento RachenStocker/shutterstock Eletrodos de aterramento Anel Ferragens Malha Creder, 2016. Edificação Primeira letra (alimentação) T diretamente aterrado I isolado da terra ou ligado através de alta impedância Nomenclatura dos esquemas de ligação Segunda letra (massas) T diretamente aterrada, independente da alimentação N massa ligada ao ponto da alimentação que foi aterrado (neutro) Nomenclatura dos esquemas de ligação Terceira letra (disposição dos condutores) S as funções de neutro e de proteção seguem em condutores separados (PE + N) C as funções de neutro e de proteção seguem combinadas em um único condutor (PEN) Nomenclatura dos esquemas de ligação TN Esquemas de ligação A B C N T Massas PE TN PEN A B C Massas T NPEN A B C TN Massas TN-S TN-C TN-C-S 7 8 9 10 11 12 3 TT Esquemas de ligação PE A B C Massas N T A B C PE T N PE T Massas IT Esquemas de ligação A B C N Massa PE T Impedância A B C N Massa PE T Proteção contra descargas atmosféricas Formação dos raios Niskier; MacIntyre, 2019. Descarga piloto Descarga guia Descarga guia Descarga piloto Juntam-se as duas descargas D es ca rg a d e re to rn o D es ca rg a p ri n ci p al - - - - - -- - - -- - - -- - - - - - -- - - -- - - -- ------ --- - - - - - -- - - -- - - -- ---- - - --- - - - - - -- - -- - - - - - -- ----- - -- -- - - - - - - - -- - - -- - - -- -- - - - + - ++ ++ ++ + + + + + + +++++++ + + + + ++ + + + + ++++ + + + + + ++ + +- - ++++ + + + + + ++ + +- ++++ + + + + + ++ + +- -- - + + + - - -+ -+ + -+ + + +++ - Modelo eletrogeométrico (MEG) Tipos de SPDA Área protegida 𝑹 𝟏𝟎 · 𝑰𝒎á𝒙 𝟎,𝟔𝟓 Creder, 2016. 𝑹 Centro de descarga do “líder escalonado” Esfera rolante Tipos de SPDA Creder, 2016. Pontos de contato Área protegida pela torre Área não protegida pela torre 13 14 15 16 17 18 4 Método de Franklin Tipos de SPDA Raio da esfera rolante 𝛉 𝛉 Rp (m) h (m) h 𝛉 20 m 𝟒𝟓° Re Raio da área protegida Rp Método de Faraday Tipos de SPDA Niskier; MacIntyre, 201 Classificação da Estrutura Tipo da Estrutura Efeitos das Descargas Nível de Proteção Comum Fazendas Incêndio, tensão de passo, falhas de equipamentos de alimentação de animais III ou IV Residências e indústrias Incêndio, queima de equipamentos e perda de produção III Escolas, lojas, eventos, bancos, hospitais e museus Danos a equipamentos (iluminação), pânico, falha no sistema de alarme de incêndio, falhas de comunicação, perda de patrimônio cultural II Com risco confinado Usinas, estações de telecomunicações e indústrias Interrupção de serviços públicos por breve ou longo período de tempo e risco indireto devido a incêndios I Com risco para arredores Refinarias, postos e fábricas de inflamáveis Risco de incêndio e explosão para a instalação e arredores I Com risco para o meio ambiente Indústria química, laboratórios e usinas nucleares Risco de incêndio e falhas de operação, com consequências perigosas para o meio ambiente I Níveis de proteção Ângulo de proteção pelo método Franklin Níveis de proteção Nível de Proteção Raio da esfera rolante (m) Altura de solo até a extremidade do captor (m) 0 – 20 21 – 30 31 – 45 46 – 60 > 60 I 20 25º * * * ** II 30 35º 25º * * ** III 45 45º 35º 25º * ** IV 60 55º 45º 35º 25º ** * São aplicados apenas o MEG ou o método de Faraday ** É aplicado apenas o método de Faraday Proteção contra distúrbios na rede elétrica Qual usar? Nobreak Estabilizador Filtro de linha Hadrian/ shutterstock Alexandru Chiriac/ shutterstock BW Folsom/ shutterstock 19 20 21 22 23 24 5 Surtos de tensão Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 𝝁𝒔 Ruídos de linha Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 EMI Distorção harmônica Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Provoca vibração em motores e aquecimento Sobretensão Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Longa duração (𝒎𝒔 a 𝒔) Subtensão Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Longa duração (𝒎𝒔 a 𝒔) Afundamento de tensão Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Curta duração (𝒎𝒔) 25 26 27 28 29 30 6 Variações de frequência Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Mudança na velocidade do rotor Interrupção temporária Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Curta duração (𝒎𝒔) Interrupção permanente Distúrbios na rede elétrica 𝒕 𝑽 Estabilizador de tensão Alexandru Chiriac/ shutterstock +10% -10% REDE A ut ot ra ns fo rm ad or RL1 RL2 RL3 CARGA CONTROLE Amostragem rede RL1 – sobretensão RL2 – normal RL3 – subtensão Filtro de linha BW Folsom/ shutterstock FASE NEUTRO TERRA I + i I L2 L1 I Cx I i Cy1 Cy2 i CARGA É formado por três partes básicas: Retificador Banco de baterias Inversor Nobreak ou UPS Hadrian/shutterstock 31 32 33 34 35 36 7 Carga do banco de baterias Distúrbios ou interrupção Alimentação direta da rede (Bypass) CC CA CA CC INVERSORCARREGADOR Rede Elétrica Carga Banco de Baterias Chave de transferência UPS off-line ou stand-by Condições normais de rede e carga do banco de baterias Distúrbios ou interrupção Rede Elétrica Carga Banco de Baterias CA CC CONVERSOR BIDIRECIONAL UPS Line Interactive Banco de Baterias CC CA CA CC CC CC INVERSORRETIFICADOR Carga LINK CC Condições normais da rede Distúrbios ou interrupção Alimentação direta da rede (Bypass) UPS on-line Distúrbio da rede elétrica UPS on-line UPS line interactive UPS off-line Estabilizador Filtro de linha Surto de tensão Sim Não Não Não Sim Ruídos de linha Sim Sim Sim Não Sim Distorção harmônica Sim Não Não Não Não Sobretensão Sim Não Não Sim Não Subtensão Sim Sim Sim Sim Não Afundamento de tensão Sim Talvez Talvez Talvez Não Variações de frequência Sim Não Não Não Não Interrupção temporária Sim Sim Talvez Não Não Interrupção permanente Sim Sim Sim Não Não Qual usar? Demanda de energia de uma instalação elétrica NBR 5410 “4.2.1.1.2 Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação, devem ser computados os equipamentos de utilização a serem alimentados, com suas respectivas potências nominais e, em seguida, consideradas as possibilidades de não-simultaneidade de funcionamento destes equipamentos, bem como a capacidade de reserva para futuras ampliações” (ABNT – NBR 5410, 2004, p. 12) 37 38 39 40 41 42 8 Conceito de demanda Potência ou carga instalada Somatório de todas as potências nominais Demanda Para a projeto do padrão de entrada de alimentação da instalação, deve ser considerado o somatório das potências instantâneas Demanda média É a média da potência consumida em um período, geralmente adota-se 15 minutos Demanda máxima Também chamada de demanda de utilização ou demanda provável É o maior valor de demanda média registrado em um dia,semana, mês ou ano Tipos de demanda Curva de demanda diária D (kW) t (h) Pinst Dmáx Dméd 2412 1860 Cálculo da demanda O Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicação (COBEI) sugere o cálculo da demanda 𝑷𝑫 𝑷𝟏 · 𝑭𝑫 𝑷𝟐 Tipo de Consumidor Potência Instalada de TUG + iluminação (VA) Fator de Demanda Residências (casas e apartamentos) Até 1.000 0,80 De 1.000 a 2.000 0,75 De 2.000 a 3.000 0,65 De 3.000 a 4.000 0,60 De 4.000 a 5.000 0,50 De 5.000 a 6.000 0,45 De 6.000 a 7.000 0,40 De 7.000 a 8.000 0,35 De 8.000 a 9.000 0,30 De 9.000 a 10.000 0,27 Acima de 10.000 0,24 Fator de demanda Para dimensionar os condutores de entrada da instalação, vamos considerar uma casa que possui as seguintes cargas Total de TUGs = 3.700 VA Total de iluminação = 800 VA 1 chuveiro = 7.500 VA 1 forno de micro-ondas = 1.800 VA 1 máquina de lavar e secar roupas = 2.000 VA Exemplo de projeto 43 44 45 46 47 48 9 Primeiramente, devemos obter a potência P1, que é a soma das TUG com a iluminação Depois, encontramos o valor do fator de demanda para 4.500 VA na tabela 𝑷𝟏 𝟑.𝟕𝟎𝟎 𝟖𝟎𝟎 → 𝑷𝟏 𝟒.𝟓𝟎𝟎 𝑽𝑨 Tipo de Consumidor Potência Instalada de TUG + iluminação (VA) Fator de Demanda Residências (casas e apartamentos) Até 1.000 0,80 De 1.000 a 2.000 0,75 De 2.000 a 3.000 0,65 De 3.000 a 4.000 0,60 De 4.000 a 5.000 0,50 De 5.000 a 6.000 0,45 De 6.000 a 7.000 0,40 De 7.000 a 8.000 0,35 De 8.000 a 9.000 0,30 De 9.000 a 10.000 0,27 Acima de 10.000 0,24 Por fim, somamos as potências das TUEs e aplicamos a equação da potência demandada 𝑷𝟐 𝟕.𝟓𝟎𝟎 𝟏.𝟖𝟎𝟎 𝟐.𝟎𝟎𝟎 → 𝑷𝟐 𝟏𝟏.𝟑𝟎𝟎 𝑽𝑨 𝑷𝑫 𝑷𝟏 · 𝑭𝑫 𝑷𝟐 𝑷𝑫 𝟒.𝟓𝟎𝟎 · 𝟎,𝟓 𝟏𝟏.𝟑𝟎𝟎 → 𝑷𝑫 𝟏𝟑,𝟓𝟓 𝒌𝑽𝑨 A demanda de utilização ou demanda provável para essa instalação é de 13,55 kVA A potência instalada é de 15,8 kVA A demanda é sempre inferior à potência instalada, isso influenciará na seção dos condutores, eletrodutos e dispositivos de proteção Padrão de entrada de energia em baixa tensão Provisória Quando se destinam a finalidades transitórias, como construções de prédios e viadutos Temporária Quando usadas por um curto período de tempo, como feiras, festivais, circos e parques Tipos de ligação 49 50 51 52 53 54 10 Cada concessionária irá definir sua normativa para o fornecimento Usamos a Norma Técnica COPEL – NTC 901100 para exemplificar os procedimentos de fornecimento em baixa tensão Fornecimento em baixa tensão Com potência instalada de até 75 kVA, o consumidor será alimentado pela rede secundária de distribuição Monofásico: 127 V (área urbana) e 127 ou 254 V (área rural) Bifásico: 127 V ou 220 V Trifásico: 127 V ou 220 V Fornecimento em baixa tensão Ponto de entrega Poste da concessionária Ramal de ligação Poste auxiliar Ponto de Entrega Ramal de entrada Limite da propriedade Via pública COPEL, 2020. Entradas coletivas COPEL, 2020. Barramento e proteção geral Medição e proteção individual Entrada kWh kWh kWh L C L C L C Dimensionamento C at eg o ri a D em an d a M áx im a (k V A ) D is ju n to r d e P ro te çã o G er al (A ) N ú m er o d e Fa se s N ú m er o d e Fi o s M ed id o re s RAMAL DE LIGAÇÃO MULTIPLEXADO RAMAL DE ENTRADA ATERRAMENTO (condutor nu ou encapado) POSTE Embutido (poste) Condutor de Cobre F e N (mm²) Maneira de instalar “B1” Subterrâneo Condutor de Cobre F e N (mm2) Maneira de instalar “D” Seção nominal do eletroduto Ø Cobre (mm²) Alumínio (mm²) Isolação PVC (70 ºC) Isolação XLPE (90 ºC) Isolação PVC (70 ºC) Isolação XLPE (90 ºC) (mm) (pol) Cobre (mm²) Eletroduto PVC Ø nominal Carga a 200 mm do topo (daN) 12 6 50 1 2 M 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 14 8 63 1 2 M 10 16 16 10 16 10 32 1 16 19 75 19 10 50 1 3 M3 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 22 15 70 1 3 M3 10 25 25 16 25 16 32 1 16 19 100 25 25 100 1 3 M3 16 35 35 25 35 25 40 1 ¼ 16 19 200 28 11 50 2 3 B 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 29 14 63 2 3 B 10 16 16 10 16 16 32 1 16 19 75 36 19 50 3 4 T 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 37 24 63 3 4 T 16 16 16 10 16 16 32 1 16 19 75 38 30 80 3 4 T 16 25 25 16 25 16 40 1 ¼ 16 19 200 41 38 100 3 4 T 16 25 35 25 35 25 40 1 ¼ 16 19 200 42 48 125 3 4 T 25 35 50 35 50 50 60 2 25 25 200 43 57 150 3 4 T 35 50 70 50 70 70 60 2 35 25 300 44 67 175 3 4 T 50 70 95 70 95 70 75 2 ½ 50 25 300 45 76 200 3 4 T 50 70 95 70 *Nota 8 95 75 2 ½ 50 25 300 46 37 150 1 3 T 35 50 70 50 70 70 60 2 35 25 300 47 44 175 1 3 T 50 70 95 70 95 70 75 2 ½ 50 25 300 48 50 200 1 3 T 50 70 95 95 *Nota 8 95 75 2 ½ 50 25 300 Usando o exemplo anterior, no qual calculamos a demanda, vamos dimensionar o padrão de entrada Considerações: Demanda máxima = 13,55 kVA Tensão dos circuitos internos = 127/220 V Material dos condutores = cobre Material da isolação = PVC Exemplo de projeto 55 56 57 58 59 60 11 C at eg or ia D em an d a M áx im a (k V A ) D is ju n to r d e P ro te çã o G er al ( A ) N ú m er o d e Fa se s N ú m er o d e Fi os M ed id or es RAMAL DE LIGAÇÃO MULTIPLEXADO RAMAL DE ENTRADA ATERRAMENTO (condutor nu ou encapado) POSTE Embutido (poste) Condutor de Cobre F e N (mm²) Maneira de instalar “B1” Subterrâneo Condutor de Cobre F e N (mm2) Maneira de instalar “D” Seção nominal do eletroduto Ø Cobre (mm²) Alumínio (mm²) Isolação PVC (70 ºC) Isolação XLPE (90 ºC) Isolação PVC (70 ºC) Isolação XLPE (90 ºC) (mm) (pol) Cobre (mm²) Eletroduto PVC Ø nominal Carga a 200 mm do topo (daN) 12 6 50 1 2 M 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 14 8 63 1 2 M 10 16 16 10 16 10 32 1 16 19 75 19 10 50 1 3 M3 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 22 15 70 1 3 M3 10 25 25 16 25 16 32 1 16 19 100 25 25 100 1 3 M3 16 35 35 25 35 25 40 1 ¼ 16 19 200 28 11 50 2 3 B 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 29 14 63 2 3 B 10 16 16 10 16 16 32 1 16 19 75 36 19 50 3 4 T 10 16 10 10 10 10 32 1 10 19 75 37 24 63 3 4 T 16 16 16 10 16 16 32 1 16 19 75 38 30 80 3 4 T 16 25 25 16 25 16 40 1 ¼ 16 19 200 41 38 100 3 4 T 16 25 35 25 35 25 40 1 ¼ 16 19 200 42 48 125 3 4 T 25 35 50 35 50 50 60 2 25 25 200 43 57 150 3 4 T 35 50 70 50 70 70 60 2 35 25 300 44 67 175 3 4 T 50 70 95 70 95 70 75 2 ½ 50 25 300 45 76 200 3 4 T 50 70 95 70 *Nota 8 95 75 2 ½ 50 25 300 46 37 150 1 3 T 35 50 70 50 70 70 60 2 35 25 300 47 44 175 1 3 T 50 70 95 70 95 70 75 2 ½ 50 25 300 48 50 200 1 3 T 50 70 95 95 *Nota 8 95 75 2 ½ 50 25 300 Até a próxima aula e bons estudos! 61 62