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Critérios de Projeto de Instalação Elétrica de Baixa Tensão em Edifícios

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DESCRIÇÃO
Princípios básicos para a elaboração de um projeto de instalação elétrica de baixa tensão,
regulamentações, dimensionamento e dispositivos elétricos.
PROPÓSITO
Apresentar pontos importantes para a elaboração de projetos elétricos de baixa tensão em edificações,
bem como compreender as variáveis dos projetos e suas relevâncias.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora ou use a
calculadora de seu smartphone/computador.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Descrever as normas, as concessionárias de energia, a realização do fornecimento de energia elétrica
e a cobrança de serviços
MÓDULO 2
Identificar as variáveis de projeto e suas relevâncias
MÓDULO 3
Descrever os quadros de distribuição e os circuitos
MÓDULO 4
Descrever os aterramentos do sistema e os dispositivos de proteção
INTRODUÇÃO
Neste tema, vamos aprender sobre a principal norma que rege as condições que as instalações
elétricas de baixa tensão devem satisfazer. Vamos conhecer mais sobre o fornecimento de energia
elétrica e como chega até nossas casas, além de compreender a conta de energia que recebemos.
Introduziremos os conceitos básicos de eletricidade: tensão, corrente, potência, fator de potência,
demanda e fator de demanda. Explicaremos também sobre aterramento e os principais dispositivos de
proteção necessários em uma instalação elétrica.
MÓDULO 1
 Descrever as normas, as concessionárias de energia, a realização do fornecimento de energia
elétrica e a cobrança de serviços
NORMAS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE
BAIXA TENSÃO
As instalações elétricas de baixa tensão devem atender à Norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de
Baixa Tensão (BT), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esta norma define
instalações de Baixa Tensão como as instalações elétricas alimentadas sob tensão nominal igual ou
inferior a 1000V em corrente alternada, com frequências inferiores a 400Hz, ou 1500V em corrente
contínua.
Outra Norma de grande importância para as instalações elétricas prediais é a NBR 5419 – Proteção
contra descargas atmosféricas. Ela é dividida em 4 (quatro) capítulos: Princípios gerais,
Gerenciamento de risco, Danos físicos a estruturas e perigos à vida, Sistemas elétricos e eletrônicos
internos na estrutura. Na última atualização da norma, em 2015, o termo SPDA (Sistema de Proteção
Contra Descargas Atmosféricas) deixou de ser o tema único e passou a apresentar também uma área
específica de proteção: MPS — medidas de proteção contra surtos. O SPDA continua tratando da
proteção contra danos físicos à estrutura e risco à vida. As MPS, por sua vez, são voltadas à proteção
dos sistemas elétricos e eletrônicos instalados na estrutura a ser protegida.
Fonte: Prapat Aowsakorn/Shutterstock.com
Ainda existem outras diferentes normas para instalações elétricas, tanto Normas Regulamentadoras
(NR), que são emitidas e regularmente alteradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), como
Normas Brasileiras (NBRs), que são emitidas pela ABNT.
 ATENÇÃO
É importante sempre pesquisar antes de fazer qualquer projeto ou trabalho e seguir corretamente as
normas.
CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA
Conforme definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, concessionária é o agente
titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica, doravante
denominado “distribuidora”.
 VOCÊ SABIA
O Brasil, até 2020, possuia 105 distribuidoras de energia elétrica, sendo 54 concessionárias e 38
permissionárias, além de 13 cooperativas de eletrização.
A distribuidora, pela Resolução Normativa nº 414 da ANEEL, é obrigada a fornecer, operar e manter o
seu sistema elétrico até o ponto de entrega, caracterizado como o limite de sua responsabilidade,
observadas as condições estabelecidas na legislação e regulamentos aplicáveis, ou seja, o ponto de
entrega nada mais é que a ligação entre a unidade consumidora e o sistema elétrico de distribuição e
situa-se entre a via pública e a propriedade consumidora.
O CONSUMIDOR É RESPONSÁVEL POR MANTER SUA
INSTALAÇÃO EM DIA E EM SEGURANÇA, PODENDO SER
RESPONSABILIZADO POR QUALQUER DANO CAUSADO A
PESSOAS OU BENS OCASIONADOS EM SUA UNIDADE
CONSUMIDORA.
Cada concessionária estabelece a sua diretriz para o cálculo de demanda, dimensionamento de
equipamentos e requisitos mínimos para os projetos e sua aprovação, além de fixar as condições
técnicas mínimas e uniformizar as condutas para o fornecimento de energia elétrica.
 ATENÇÃO
Antes do início de qualquer obra, o construtor e/ou o projetista devem sempre entrar em contato com a
concessionária local de energia elétrica para tomar conhecimento dos detalhes e das normas
aplicáveis ao seu caso e ao local da obra, bem como das condições para sua ligação e do pedido
desta.
FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
O fornecimento de energia elétrica pode ocorrer por meio de ligação aérea ou subterrânea. O ponto de
entrega em cada caso é definido a seguir:
RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO
O ponto de entrega é o ponto de ancoramento do ramal fixado na propriedade particular (em fachada,
em pontalete ou poste particular), situado no limite da propriedade com a via pública.
RAMAL DE LIGAÇÃO SUBTERRÂNEO DERIVADO DE REDE
AÉREA
O ponto de entrega é fixado na conexão do ramal subterrâneo com a rede aérea da distribuidora,
desde que o ramal não ultrapasse propriedades de terceiros ou vias públicas, exceto calçadas. Todos
os custos adicionais decorrentes e eventuais mudanças futuras, bem como a autorização para
executar a obra são de responsabilidade do consumidor.
RAMAL DE LIGAÇÃO SUBTERRÂNEO DERIVADO DE REDE
SUBTERRÂNEA
O ponto de entrega é fixado no limite da propriedade com a via pública. Entretanto, algumas
concessionárias realizam a conexão do ramal de ligação até o primeiro ponto de conexão interna do
consumidor, a fim de evitar a realização de emendas entre os ramais de ligação e de entrada junto ao
limite de propriedade (principalmente no atendimento a cargas de grande porte).
Algumas outras considerações do ponto de entrega:
Em área urbana, se houver propriedade de terceiros, entre a via pública e a propriedade da
unidade consumidora propriamente dita, o ponto de entrega é no limite da via pública com a
primeira propriedade intermediária.
Em condomínio horizontal com rede de distribuição interna da concessionária, o ponto de entrega
é no limite da via interna do condomínio com cada propriedade individual.
Em área rural, quando a unidade consumidora for atendida em tensão secundária de distribuição,
o ponto de entrega se situará no local de consumo, ainda que dentro da propriedade do
consumidor, observadas as normas e padrões da distribuidora.
 VOCÊ SABIA
A fiação subterrânea pode ser mais vantajosa que a aérea, seja rede elétrica, cabos de telefonia ou de
televisão. Além de deixar as cidades com uma aparência melhor, o sistema evita problemas de
descarga na rede elétrica, diminui os apagões nos bairros, reduz os riscos de queda de energia
ocasionados por raios e/ou quedas de árvores, bem como seu custo de manutenção é menor. Tem
como desvantagem, porém, o alto valor na implantação, além de poder causar transtorno para a
população no ato da instalação.
Fonte: Ivan Smuk/Shutterstock.com
Cidades como Barcelona, Londres, Amsterdã, Paris e Washington têm praticamente toda sua fiação
enterrada, ao contrário do Brasil onde só 1% da distribuição de energia elétrica é feita por redes
subterrâneas. As cidades com maior concentração de rede subterrânea no país são: Belo Horizonte,
com o percentual estimado de 2%; São Paulo, de 10%; e Rio de Janeiro, 11%.
TIPOS DE FORNECIMENTO
As concessionárias fornecem energia das seguintes formas, dependendo da necessidade do
consumidor:
Monofásico a 2 (dois) fios (uma fase + neutro).
Monofásico a 3 (três) fios (dois condutores fase + neutro) - Área rural.
Bifásico a 3 (três) fios (duas fases + neutro).
Trifásico a 4 (quatro) fios (três fases + neutro).
Fonte: Autora Ligação trifásica.
TENSÃO DE FORNECIMENTO
O nível de tensão de fornecimento para a unidade consumidora deve seguir os seguintes critérios
estabelecidos pela Res. 414/2010 da ANEEL:
TENSÃO SECUNDÁRIA EM REDE AÉREA
Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75kW.
TENSÃO SECUNDÁRIA EM SISTEMA SUBTERRÂNEO
Até o limite de carga instalada conforme padrão de atendimento da distribuidora.
TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO INFERIOR A 69KV
Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75kW e a demanda a ser contratada
pelo interessado, para o fornecimento, for igual ou inferior a 2.500kW.
TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO IGUAL OU
SUPERIOR A 69KV
Quando a demanda a ser contratada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a 2.500kW.
A distribuidora, porém, pode estabelecer tensão de fornecimento sem observar os critérios referidos
acima, quando:
“A unidade consumidora, com carga acima de 50kW, tiver equipamento que, pelas características
de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros
consumidores;” (Resolução Normativa ANEEL nº 670, 2015).
Houver conveniência técnica e econômica para o subsistema elétrico da distribuidora, desde que
haja anuência do interessado.
A unidade consumidora for atendível, em princípio, em tensão primária de distribuição, mas
situar-se em edificação de múltiplas unidades consumidoras predominantemente passíveis de
inclusão no critério de fornecimento em tensão secundária de distribuição, desde que haja
solicitação ou anuência do interessado.
 VOCÊ SABIA
As regiões do Brasil possuem diferentes tensões nominais de distribuição. No site da ANEEL podemos
consultar a tensão do município de qualquer lugar do país, além de verificar qual a concessionária que
fornece energia para cada região. É possível, ainda, observar os diferentes níveis de tensão nominal
secundária encontradas no Brasil, que são: 230/115V, 240/120V, 254/127V, 220/127V, 380/220V,
440/220V.
Além disso, em algumas cidades podemos encontrar até mais de dois níveis de tensão, por exemplo,
Além Paraíba – MG, que é abastecida por duas concessionárias de energia, a CEMIG e a Energisa
Minas Gerais (EMG), podendo observar ainda os 4 (quatro) níveis de tensões diferentes encontrados
na cidade (ver figura).
Fonte: ANEEL
 Níveis de tensão na cidade Além Paraíba – MG
COBRANÇA DE SERVIÇOS
Elaborar os projetos e executar as obras necessárias ao atendimento das unidades consumidoras até
o ponto de entrega de energia elétrica é de responsabilidade das concessionárias. Também são de seu
encargo operar e manter o seu sistema elétrico, tudo nos termos da legislação em vigor.
Os equipamentos de medição, os condutores do ramal de ligação aéreo e respectivos acessórios de
conexão serão fornecidos pela concessionária. Os demais materiais da entrada de serviço serão
fornecidos pelo consumidor, devendo estar de acordo com as Normas Brasileiras específicas e
sujeitos, inclusive, à aprovação da concessionária local. Portanto, o consumidor, se for o caso, também
é responsável pelas instalações necessárias ao abaixamento da tensão, transporte de energia e
proteção dos sistemas, além do ponto de entrega.
 VOCÊ SABIA
A sua conta de energia te dá muitas informações, entre elas o grupo em que sua residência está
inserida, a tensão nominal que é disponibilizada, além do valor de energia consumido.
Abaixo, listaremos os itens mais importantes na sua conta de energia:
 Conta de luz. Fonte: Autora.
O consumidor não paga apenas o consumo de energia, paga os custos com geração e distribuição,
além de impostos para manutenção de programas públicos e iluminação pública. Estes tributos estão
dispostos na tarifa de energia, e discriminados como:
PIS - Programas de Integração Social (federal).
Cofins - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (federal).
Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CIP (municipal).
ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (estadual).
 VOCÊ SABIA
Todo consumidor residencial deve pagar uma quantidade mínima mensal de energia elétrica por estar
conectado à rede. É um valor pago à distribuidora por disponibilizar a energia elétrica para as
residências, mesmo sem haver consumo nenhum. Esse custo de disponibilidade do sistema elétrico,
aplicável ao faturamento mensal de consumidor responsável por unidade consumidora do grupo B, é o
valor em reais equivalente a:
30kWh, se monofásico ou bifásico a 2 (dois) condutores.
50kWh, se bifásico a 3 (três) condutores.
100kWh, se trifásico.
COBRANÇAS DE SERVIÇO
No vídeo a seguir você entenderá melhor como funcionam as cobranças de serviço.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. ESTUDAMOS CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES PARA O FORNECIMENTO
DE ENERGIA NO BRASIL. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA SOBRE OS
CRITÉRIOS E AS TENSÕES DE FORNECIMENTO DAS CONCESSIONÁRIAS DO
PAÍS, CONFORME LEGISLAÇÃO:
A) A tensão secundária é fornecida em rede aérea quando a carga instalada na unidade consumidora
for igual ou inferior a 75kW.
B) No Brasil só encontramos dois níveis de tensão: 220/127V, 380/220V.
C) A tensão secundária em sistema subterrâneo é fornecida quando a carga instalada na unidade
consumidora for igual ou inferior a 75kW.
D) Cada município do Brasil somente é atendido por uma concessionária.
E) Tensão primária de distribuição inferior a 69kV: Quando a demanda a ser contratada pelo
interessado, para o fornecimento, for superior a 2.500kW.
2. DE ACORDO COM A NBR 5410/2004 E A RES. 414/2010 DA ANEEL, O PONTO
DE CONEXÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DA EMPRESA DISTRIBUIDORA DE
ELETRICIDADE COM A INSTALAÇÃO ELÉTRICA DA UNIDADE CONSUMIDORA
E QUE DELIMITA AS RESPONSABILIDADES DA DISTRIBUIDORA É DEFINIDO
COMO:
A) Ponto de demanda.
B) Ponto de Entrada.
C) Ponto de Entrega.
D) Ponto de Carga.
E) Ponto de Chegada.
GABARITO
1. Estudamos características importantes para o fornecimento de energia no Brasil. Assinale a
alternativa correta sobre os critérios e as tensões de fornecimento das concessionárias do país,
conforme legislação:
A alternativa "A " está correta.
Conforme Res. 414/2010 da ANEEL, o fornecimento em tensão secundária em rede aérea ocorre
quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75kW, e em sistema
subterrâneo até o limite de carga instalada. No Brasil, encontramos mais de dois níveis de tensão de
energia, podendo um município ser atendido por mais de uma concessionária de energia.
2. De acordo com a NBR 5410/2004 e a Res. 414/2010 da ANEEL, o ponto de conexão do sistema
elétrico da empresa distribuidora de eletricidade com a instalação elétrica da unidade
consumidora e que delimita as responsabilidades da distribuidora é definido como:
A alternativa "C " está correta.
Conforme Res. 414/2010 da ANEEL, “O ponto de entrega é a conexão do sistema elétrico da
distribuidora com a unidade consumidora e situa-se no limite da via pública com a propriedade onde
esteja localizada a unidade consumidora”.
MÓDULO 2
 Identificar as variáveis de projeto e suas relevâncias
VARIÁVEIS DE PROJETO E SUAS
RELEVÂNCIAS
TENSÃO ELÉTRICA
Tensão elétrica é a grandeza física que mede a diferença de potencial elétrico entre dois pontos,
também chamada de ddp. Sua unidade de medida é o volt (V). Como apresentado anteriormente, o
Brasil possui diferentes níveis de tensões, porém a grande maioria das cidades utiliza a tensão fase-
neutro, 127V, e fase-fase, 220V. Devido a esses diferentes níveis, muitos aparelhos domésticos já são
bivolt ou autovolt.
Bivolt
Possui a possibilidade de trabalhar com duas tensões diferentes, alguns aparelhos vêm com uma
chave para alterar as tensões de funcionamento.

Autovolt
Trabalha com uma faixa de tensão, normalmente entre 90 e 240V, ou seja, os aparelhos “se adaptam”
à tensão fornecida.
CORRENTE ELÉTRICA
Corrente elétrica é definida como o movimento ordenado dos elétrons livres nos fios, provocado pela
ação da tensão. A unidade de medida quedetermina a quantidade de corrente elétrica que passa em
um circuito é o ampère (A). Ela pode ser encontrada como contínua ou alternada. A seguir, definimos
as duas correntes.
Fonte: VectorMine/Shutterstock.com
CORRENTE CONTÍNUA
Ocorre quando o fluxo dos elétrons se dá somente em um sentido, ou seja, é sempre positiva ou
sempre negativa; o movimento se dá do polo positivo para o polo negativo (sentido convencional da
corrente), ou circula do polo negativo para o polo positivo, considerando o sentido da corrente dos
elétrons. Esse tipo de corrente é gerada principalmente por elementos químicos, que quando
colocados em contato, transformam energia química em energia elétrica, sendo as pilhas e as baterias
os melhores exemplos.

Fonte: zizou7/Shutterstock.com
CORRENTE ALTERNADA
É caracterizada por um fluxo alternado no sentido dos elétrons, ou seja, eles mudam de direção a todo
momento. A corrente alternada é gerada a partir de elementos naturais como quedas d’água
(hidrelétricas) e vento (eólica), que fazem girar um ímã ou uma bobina para gerar a corrente. Tal
variação de fluxo permite aos transformadores de uma linha de transmissão receberem a energia
elétrica produzida, possibilitando que esta percorra uma maior distância e terem perdas menores de
energia. Essa é a corrente que chega até as tomadas das nossas casas.
Por não ocorrer a alternância na corrente contínua, ela não é aceita pelos transformadores e assim
não consegue alcançar voltagens maiores. Desse modo, a energia elétrica não consegue ser
transportada por uma distância longa, ou seja, há a dificuldade de transportar energia entre uma usina
e uma cidade.
 VOCÊ SABIA
No final do século XIX, houve a “batalha das correntes”, em que Thomas Edison, que tinha a patente
da corrente contínua, disputou com Westinghouse e Nikola Tesla, um ex-funcionário e inventor da
transmissão da corrente alternada, qual seria a corrente utilizada para distribuição de energia elétrica
nos Estados Unidos da América. O sistema de corrente alternada acabou por prevalecer, pelas
vantagens inegáveis de custo, praticidade e eficiência em relação à corrente contínua.
POTÊNCIA ELÉTRICA
A potência elétrica pode ser definida como o trabalho elétrico desenvolvido pela corrente elétrica em
um período de tempo. Na corrente contínua, ela é definida pela relação entre tensão e corrente
elétrica, dada pela fórmula: P=Uxi. No Sistema Internacional de Medidas, a unidade de potência é o
watt (W).
No caso de circuitos de corrente alternada com cargas indutivas e/ou capacitivas, existe uma
defasagem entre tensão e corrente. O que nos leva a considerar três tipos de potência:
POTÊNCIA APARENTE (S)
Nada mais é que o produto da multiplicação entre a tensão e a corrente, porém, em circuitos não
resistivos (circuitos com indutores e capacitores) em corrente alternada, esta potência não é real, pois
não considera a defasagem que existe entre a corrente e a tensão. É expressa pela fórmula S=Uxi e
sua unidade Volt-ampère (VA).
POTÊNCIA ATIVA (P)
Também chamada de potência real, é a potência que realmente produz o trabalho na carga. Ela é dada
pela fórmula P=Sxcosϕ e é expressa em watts (W).
POTÊNCIA REATIVA (Q)
É a porção da potência aparente que é fornecida ao circuito, mas não é convertida em trabalho. Sua
função é constituir o circuito magnético nas bobinas e um campo elétrico nos capacitores, ela é,
portanto, responsável pelo funcionamento dos geradores, dos condutores e dos transformadores. A
unidade de medida da potência reativa é o volt-ampère reativo (VAr), sendo expressa pela fórmula
Q=Sxsenϕ.
A potência ativa é a parcela efetivamente transformada em: potência luminosa (lâmpada), potência
mecânica (ventilador, liquidificador etc.) e potência térmica (chuveiro, torradeira etc.). Portanto, a
energia que é consumida em nossas casas é dada em kWh, esta é a que encontramos em nossas
contas de energia.
POTÊNCIA INSTALADA
A potência instalada nada mais é que a soma das potências nominais dos equipamentos elétricos
instalados na unidade consumidora, expressa em quilowatts (kW).
PARA A REALIZAÇÃO DE UM PROJETO ELÉTRICO, É NECESSÁRIO
SABER QUANTOS EQUIPAMENTOS SERÃO UTILIZADOS NA
EDIFICAÇÃO PARA ASSIM OBTERMOS A POTÊNCIA ELÉTRICA
TOTAL INSTALADA.
Isto posto, é feito um levantamento das potências mediante uma previsão das potências de iluminação
e tomadas a serem instaladas na edificação, possibilitando, assim, determinar a potência total prevista
para a instalação elétrica.
A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendo algumas prescrições, que são
definidas na NBR 5410:2004. Abaixo, são listadas algumas:
Fonte: evgeniykleymenov/Shutterstock.com
Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto,
comandado por interruptor.
Fonte: Gonzalo de Miceu/Shutterstock.com
O número de pontos de tomadas deve ser determinado em função da destinação do local e dos seus
equipamentos elétricos, observando os critérios mínimos definidos em norma.
Fonte: Sarnia/Shutterstock.com
Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, no
mínimo 600VA por tomada, até três tomadas, e 100VA, por tomada, para as excedentes, considerando
cada um desses ambientes separadamente. Nos demais cômodos, no mínimo 100VA por ponto de
tomada.
A seguir, listamos a potência nominal de alguns equipamentos mais comuns encontrados em
instalações residenciais:
Aparelho Potência aproximada (W)
Forno micro-ondas 2000
Geladeira duplex 500
Máquina de lavar roupa 1500
Televisão 200
Chuveiro elétrico 5400
Secador de cabelo 1000
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
FATOR DE POTÊNCIA
Nos projetos de instalações elétricas prediais, os cálculos efetuados são baseados apenas na potência
aparente e na potência ativa. Por essa razão, é importante conhecer a relação entre elas para que se
entenda o que é fator de potência.
FATOR DE POTÊNCIA, PORTANTO, É A RELAÇÃO ENTRE A
POTÊNCIA ATIVA E A APARENTE (OU TOTAL), DADA PELA
FÓRMULA .
Fonte: Autora
Para melhor ilustrar, vamos considerar uma tomada qualquer:
fp = = cosϕ
Potência Ativa (kW)
Potência Aparente (kVA)
Potência (aparente) = 100VA, o fator de potência = 0,8 → Potência ativa (W) = 0,8 x 100 VA = 80W,
Potência reativa (kVAr) = 60W.
Equipamentos que só possuem resistência, como chuveiro elétrico, torneira elétrica, ferro elétrico,
lâmpadas incandescentes e fogão elétrico possuem fator de potência igual a 1, ou seja, toda potência
aparente é transformada em potência ativa.
 VOCÊ SABIA
Empresas e indústrias podem pagar multa nas contas de energia se tiverem baixo fator de potência.
Esse fenômeno ocorre quando máquinas com motores elétricos geram excesso de energia reativa.
Pela legislação brasileira, o fator de potência de referência “fR”, indutivo ou capacitivo, tem como limite
mínimo permitido, para as unidades consumidoras do grupo A, o valor de 0,92.
Algumas prováveis causas do baixo fator de potência:
Transformadores operando a vazio ou subcarregados durante longos períodos.
Motores operando em regime de baixo carregamento.
Instalação de lâmpadas de descarga (fluorescentes, de vapor de mercúrio e de vapor de sódio).
Para evitar o acréscimo na fatura de energia, diminuir os riscos com acidentes elétricos por
superaquecimento e reduzir as perdas de energia elétrica, as empresas e indústrias devem corrigir o
baixo fator de energia. A seguir, são apresentadas algumas soluções para resolver esses problemas:
Dimensionar corretamente os motores e os equipamentos.
Selecionar, utilizar e operar corretamente os motores e equipamentos elétricos em geral.
Utilizar permanentemente reatores de alto fator de potência.
Instalar capacitores ou banco de capacitores.
DEMANDA E FATOR DE DEMANDA
Sabe-se que para qualquer instalação elétrica não se utiliza todos os equipamentos elétricos ao
mesmo tempo, ou seja, a potência instalada não é a mesma quea utilizada. Dessa forma, podemos
introduzir o conceito de demanda e fator de demanda.
DEMANDA É DEFINIDA COMO A MÉDIA DAS POTÊNCIAS
ELÉTRICAS ATIVAS OU REATIVAS, SOLICITADAS AO SISTEMA
ELÉTRICO PELAS CARGAS INSTALADAS EM OPERAÇÃO EM UMA
EDIFICAÇÃO, EM UM INTERVALO DE TEMPO ESPECIFICADO.
SENDO EXPRESSA EM QUILOWATTS (KW) PARA POTÊNCIA ATIVA
E QUILOVOLT-AMPÈRE REATIVO (KVAR) PARA POTÊNCIA
REATIVA.
Devemos considerar alguns conceitos de demanda para um melhor entendimento do assunto:
DEMANDA CONTRATADA
Demanda de potência ativa que é obrigatoriamente disponibilizada pela concessionária, no ponto de
entrega, conforme fixado em contrato, e que deve ser paga integralmente, mesmo sem ser utilizada
durante o período de faturamento, é expressa em (kW).
DEMANDA FATURÁVEL
Valor da demanda de potência ativa, considerada para fins de faturamento (cobrança), com aplicação
da respectiva tarifa, expressa em quilowatts (kW).
DEMANDA MEDIDA
Maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada em intervalos de 15 (quinze)
minutos durante o período de faturamento.
DEMANDA DE ULTRAPASSAGEM
Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada.
DEMANDA MÁXIMA
Maior demanda verificada em um período de tempo.
DEMANDA MÉDIA
Relação entre a quantidade de energia elétrica utilizada durante um período de tempo definido e esse
mesmo período.
Fator de demanda é definido como a razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo
especificado e a carga instalada na unidade consumidora, ou x 100.FD =   Potência utilizada
Potência instalada
CÁLCULO DA DEMANDA
Não há como saber em 100% a demanda utilizada em uma edificação, por isso o projetista deverá
sempre prever a demanda baseando-se na finalidade da edificação (indústria, residência, entre
outros), nos equipamentos instalados e tempo de utilização.
Além disso, o projetista deverá seguir a realidade da região e as normas da concessionária local, pois
a partir do cálculo da demanda é realizado o dimensionamento da entrada de serviço, seu
transformador e da proteção geral.
A seguir, é apresentado o método de cálculo da demanda utilizada pela concessionária Light.
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
D1 (kVA) = Demanda de iluminação e tomadas de uso geral.
D2 (kVA) = Demanda de aparelhos para aquecimento (chuveiros, aquecedores, torneiras etc.).
D3 (kVA) = Demanda de aparelhos de ar-condicionado tipo janela e similares (split, cassete e fan
coil), calculada diferentemente para uso residencial e não residencial.
D4 (kVA) = Demanda de unidades centrais de condicionamento de ar e similares (self contained).
D5 (kVA) = Demanda de motores elétricos e máquinas de solda tipo motor – gerador.
D6 (kVA) = Demanda de máquinas de solda a transformador, equipamentos odonto-médico
hospitalares (aparelhos de raios-X, tomógrafos, mamógrafos e outros).
Descrição
Carga
mínima
(kVA/m²)
Fator de demanda (%)
Auditórios, salões para
exposições, salas de vídeo e
0,015 80
D (kV A)  =  D 1  +  D 2  +  D 3  +  D 4  +  D 5  +  D 6 
semelhantes
Bancos, postos de serviços
públicos e semelhantes
0,050 80
Barbearias, salões de beleza e
semelhantes
0,020 80
Clubes e semelhantes 0,020 80
Escolas e semelhantes 0,030
80 para os primeiros 12kVA, 50 para o
que exceder de 12kVA
Escritórios 0,050
80 para os primeiros 20kVA, 60 p/o
que exceder de 20kVA
Garagens, áreas de serviço e
semelhantes
0,005
Residencial
80 para os
primeiros 10kVA,
25 p/ o que
exceder
de 10kVA
Não
Residencial
80 para os
primeiros 30kVA,
60 p/ o que
exceder de 30
até 100VA, 40 p/
o que
exceder de
100kVA
Hospitais, centros de saúde e
semelhantes
0,020
40 para os primeiros 50kVA, 20 p/o
que exceder de 50kVA
Igrejas, salões religiosos e
semelhantes
0,015 80
Lojas e semelhantes 0,020 80
Unidades consumidoras
residenciais (casas,
apartamentos etc.)
0,030
0 < P (kVA) ≤ 1
(80)
1 < P (kVA) ≤ 2
(75)
2 < P (kVA) ≤ 3
(65)
3 < P (kVA) ≤ 4
(60)
4 < P (kVA) ≤ 5
(50)
5 < P (kVA) ≤ 6
(45)
6 < P (kVA) ≤ 7
(40)
7 < P (kVA) ≤ 8
(35)
8 < P (kVA) ≤ 9
(30)
9 < P (kVA) ≤ 10
(27)
10 < P (kVA) →
(24)
Restaurantes, bares,
lanchonetes e semelhantes
0,020 80
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
Carga mínima e fator de demanda para instalações de iluminação e tomadas de uso geral [D1] | Fonte:
RECON – BT, ENTRADAS INDIVIDUAIS E COLETIVAS, LIGHT, ED. 2019.
EXEMPLO
VOCÊ É O ENGENHEIRO RESPONSÁVEL PELO PROJETO
ELÉTRICO DE UMA RESIDÊNCIA E PRECISA CALCULAR A
DEMANDA TOTAL. CONSIDERE AS SEGUINTES CARGAS
INSTALADAS E SEUS RESPECTIVOS FATORES DE DEMANDA (FD):
Iluminação: 1.000W (FD conforme tabela apresentada no tópico Cálculo da demanda).
Tomada de uso geral: 3.600W (FD conforme tabela apresentada no tópico Cálculo da
demanda).
Chuveiro elétrico: 2 x 5.400W (FD = 75).
Ar-Condicionado: 1500W (FD = 100).
RESPOSTA
RESPOSTA
1. Utilizando a tabela apresentada no tópico cálculo da demanda, para iluminação e tomadas de
uso geral do projeto:
0 < P (kVA) ≤ 1 (80) → 1000 x 0,8 = 800
1 < P (kVA) ≤ 2 (75) → 1000 x 0,75 = 750
2 < P (kVA) ≤ 3 (65) → 1000 x 0,65 = 650
3 < P (kVA) ≤ 4 (60) → 1000 x 0,60 = 600
4 < P (kVA) ≤ 5 (50) → 600 x 0,50 = 300
Total de iluminação e tomada: 800 + 750 + 650 + 600 + 300 = 3.100W
2. Chuveiro Elétrico: 5.400 x 2 x 0,75 = 8.100W
3. Ar-condicionado: 1.000 x 1 = 1.000W
Demanda Total: 3.100 + 8.100 + 1.000 = 12.200W
javascript:void(0)
CÁLCULO DA DEMANDA DE ENERGIA
Assista ao vídeo para compreender como funciona o cálculo da demanda de energia.
DEMANDAS DE ENTRADAS COLETIVAS
Muitas concessionárias apresentam procedimentos específicos para o cálculo das demandas de
entradas coletivas. Vamos considerar novamente os critérios da concessionária Light para fins de
estudo.
A Light considera que além das demandas individuais de cada unidade consumidora e do serviço
comum do condomínio, devem ser determinadas também as demandas de cada trecho do circuito de
uso comum do ramal coletivo. Consideramos os seguintes dados:
DR – Demanda do ramal de ligação.
DPG – Demanda de proteção geral da entrada.
DAG – Demanda do único agrupamento de medidores.
DS – Demanda do circuito de serviço de uso do condomínio
 ATENÇÃO
Os valores das demandas DAG e DS são determinados através da mesma fórmula apresentada
anteriormente, considerando o conjunto de carga instalada para cada trecho do circuito analisado.
Para o caso da demanda de entradas coletivas com um único agrupamento de medidores, o valor da
DPG deve ser igual ao valor da DAG, já a DR deve ser determinada através do somatório da DAG das
unidades consumidoras e da DS, sendo o resultado multiplicado por 0,90. Temos então:
 E X 0,90
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
No caso da demanda de entradas coletivas com mais de um agrupamento de medidores, temos que
considerar além da DR e da DPG, também as seguintes demandas:
DAGR – Demanda de cada agrupamento de medidores residenciais.
DAGRN – Demanda de cada agrupamento de medidores não residenciais.
DSR – Demanda do circuito de serviço de uso do condomínio residencial.
DSNR – Demanda do circuito de serviço de uso do condomínio não residencial.
DPG = DAG DR =(DAG + DS)
Para entrada mista (residencial e não residencial), a DPG será determinada através do somatório das
DAG e multiplicado por 0,90.
 X 0,90
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Para entrada mista com unidades não residenciais que possuam diversidade de cargas (exemplo: lojas
e escritórios), a DPG será determinada através do somatório das DAG e multiplicado por 0,90.
 X 0,90
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
No caso de entrada mista com unidades residenciais e unidades não residenciais que possuam
diversidade de cargas (exemplo: residências, lojas e escritórios), a DPG será determinada através do
somatório das DAG, sendo oresultado multiplicado por 0,90.
 X 0,90
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
A DR deve ser determinada através do somatório das demandas DPG, DSR e DSNR quando for o caso,
sendo o resultado multiplicado por 0,90.
 X 0,90
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Para outros casos específicos, consultar a RECON – BT, Light, Ed. 2019.
DPG =(DAGR + DAGNR)
DPG =(DAGNR(lojas) + DAGNR(escritórios))
DPG =(DAGR + DAGNR(lojas) + DAGNR(escritórios))
DR =(DPG + DSR + DSNR)
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. UMA CARGA APRESENTA FATOR DE POTÊNCIA 0,8. A POTÊNCIA ATIVA É
12KW. QUAL A POTÊNCIA REATIVA E APARENTE DA CARGA?
A) Q = 9kVAr e S = 15kVA
B) Q = 7,2kVAr e S = 9,6kVA
C) Q = 7,2kVAr e S = 15kVA
D) Q = 9kVAr e S = 9,6kVA
E) Q = 15kVAr e S = 20kVA
2. UMA CARGA TRIFÁSICA DE 3000W E 4000VAR ESTÁ CONECTADA A UMA
REDE NA QUAL A FREQUÊNCIA É 60HZ E A TENSÃO DE LINHA É 127V. O
FATOR DE POTÊNCIA DA REFERIDA CARGA É:
A) 0,8
B) 1,33
C) 0,7
D) 0,6
E) 0,75
GABARITO
1. Uma carga apresenta fator de potência 0,8. A potência ativa é 12kW. Qual a potência reativa e
aparente da carga?
A alternativa "A " está correta.
Sabe-se que e . Logo, para →
. Como arcos → s . Temos então,
.
P = Sxcosϕ Q = Sxsenϕ P = 12kW e fp = 0,8 
S = = 15kVA12
0,8
0,8 = 36.87° sen 36,87° = 0,6
Q = 15 × 0,6 = 9kVA
2. Uma carga trifásica de 3000W e 4000VAr está conectada a uma rede na qual a frequência é
60Hz e a tensão de linha é 127V. O fator de potência da referida carga é:
A alternativa "D " está correta.
Sabe-se que e . Portanto,
. Temos então, .
MÓDULO 3
 Descrever os quadros de distribuição e os circuitos
QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO
Quadros de distribuição (QD), também conhecidos como quadros de luz (QL) ou quadros de disjuntor,
são equipamentos importantes na instalação elétrica de uma edificação. Servem para receber e
distribuir energia elétrica, além de proteger circuitos elétricos contra sobrecargas e curtos-circuitos.
Portanto, são considerados como conjuntos de proteção, manobra e comando.
A NBR 5410:2004 define o quadro de distribuição principal como o primeiro quadro de distribuição
após a entrada da linha elétrica na edificação. O termo também se aplica ao quadro de distribuição que
seja o único de uma edificação.
Os seguintes componentes fazem parte do QD:
Disjuntor geral.
Barramentos de interligação das fases.
Disjuntores dos circuitos terminais.
Barramento de neutro.
Barramento de proteção (terra).
P = Sxcosϕ  Q = Sxsenϕ → = tgϕ
Q
P
 ϕ = arctg( )= arctg( )= 53,13°Q
P
4000
3000
fp = cos 53,13° = 0,6
Dispositivo DR (diferencial residual).
DPS (dispositivos de proteção contra surtos).
Fonte: Hennadii H/Shutterstock.com
 Exemplo do interior de um quadro de distribuição.
Existem ainda outros componentes, como contator, relé, entre outros, mas que não são muito usados
em residências.
O projetista deve seguir alguns critérios para a locação dos quadros. Eles devem ser instalados em
local de fácil acesso, ou seja, não devem ser instalados em ambientes reservados como quartos e
salas específicas, banheiros, escadas ou ambientes que fiquem trancados.
 ATENÇÃO
É preciso tomar cuidado de não prever o posicionamento dos QD em locais onde possam ser
colocados armários.
Os quadros de distribuição devem conter identificação do lado externo legível (não sendo facilmente
removível), como também todos os seus componentes no interior, de forma que seja fácil identificar o
respectivo circuito de que faz parte.
A norma NBR 5410:2004 define alguns critérios para a instalação dos quadros disjuntores, como
disponibilidade de espaço reserva para ampliações futuras, com base no número de circuitos com que
o quadro for efetivamente configurado, de acordo com tabela abaixo:
Quantidade de circuitos efetivamente
disponíveis N
Espaço mínimo destinado à reserva (em
número de circuitos)
Até 6 2
7 a 12 3
13 a 30 4
N > 30 0,15N
NOTA: A capacidade de reserva deve ser considerada no cálculo do alimentador do quadro de
distribuição
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
Espaço reserva dos quadros de distribuição | Fonte: NBR 5410:2004
Deve ser previsto também o espaço necessário para outros dispositivos de proteção, como os
dispositivos Diferencial Residual (DR) — geral ou para conjuntos de circuitos — e os dispositivos de
proteção contra sobretensões (DPS).
A NBR 61439-1 define as principais características dos quadros de distribuição. Por essa norma, eles
devem ter no mínimo grau de proteção IP2X (IP são padrões internacionais de grau de proteção, nos
quais as letras IP são seguidas de dois dígitos, o primeiro assegurando o nível de proteção contra
corpos sólidos e contato direto, o segundo contra penetração de água).
 RESUMINDO
Todas as partes vivas devem ser inacessíveis sem o uso de ferramentas.
Portanto, as estruturas, tampas, espelhos, portas, e complementares deverão ser construídos com
materiais capazes de suportar os esforços mecânicos, elétricos, térmicos e ambientais suscetíveis de
serem encontrados nas condições de serviço especificadas.
Quando houver alimentação a partir de vários sistemas (subestação, gerador etc.), o conjunto de
circuitos alimentados por cada sistema constitui uma instalação; e cada quadro de distribuição só deve
possuir componentes pertencentes a uma única instalação, com exceção de circuitos de sinalização e
comando e de conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes
de alimentação.
Conforme NBR 5410:2004, os quadros de distribuições devem conter a seguinte advertência:
1. Quando um disjuntor ou um fusível atua, desligando algum circuito ou a instalação inteira, a causa
pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos frequentes são sinal de sobrecarga. Por
isso, NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem)
simplesmente. Como regra, a troca de um disjuntor ou fusível por outro de maior corrente requer,
antes, a troca dos fios e cabos elétricos por outros de maior seção (bitola).
2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra choques
elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente. Se os
desligamentos forem frequentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem
êxito, isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta anomalias internas, que
só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados.
A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINAÇÃO DE
MEDIDA PROTETORA CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE MORTE
PARA OS USUÁRIOS DA INSTALAÇÃO.
As conexões em um QD de potência, barramentos verticais/horizontais, bem como conexões de
alimentações dos disjuntores devem ser realizadas conforme manuais, desenhos e catálogos do
fabricante. Os condutores de alimentação dos componentes e instrumentos fixados nas portas ou
tampas devem ser dispostos de tal forma que os movimentos das portas ou tampas não possam
causar danos a esses condutores.
 RECOMENDAÇÃO
Em uma residência com mais de um pavimento, é interessante instalar um QD por andar, mesmo não
tendo em norma essa obrigatoriedade.
Podemos listar algumas vantagens, como a economia nos cabos, visto que os circuitos dos disjuntores
até as tomadas seriam menores, seria apenas necessário um cabo de diâmetro maior até o QD do
segundo pavimento para a distribuição dos circuitos. Outro fator seria a segurança das pessoas e da
instalação, uma vez que é importante contar com o fácil acesso aos quadros.
 ATENÇÃO
A manutenção preventiva dos quadros de distribuição e painéis é de extrema importância.
A estrutura dos quadros e painéis deve ser verificada periodicamente, observando-se seu estado geral
quanto à fixação, integridade mecânica, pintura, corrosão, fechaduras e dobradiças. Nos seus
componentes, é preciso verificar as condiçõesde funcionamento, existência de sinais de aquecimento,
ressecamentos, fixação e limpeza.
Atualmente, podemos encontrar quadros de distribuição inteligentes (smart panels). Por meio deles, a
energia elétrica é monitorada remotamente, seja pela tela dos smartphones, computadores ou tablets.
As informações que são passadas para o operador são, entre outras, consumo de energia, quando e
como os recursos são consumidos, com identificação de consumo por tipo e áreas, além de poder
desligar e ligar o quadro.
 RELEMBRANDO
Não se esqueça de que a montagem dos quadros de distribuição deve seguir além das normas, o
projeto elétrico, ou seja, deverá levar em conta o local de instalação (área externa ou interna).
Além disso, é preciso levar em conta o tamanho da caixa de distribuição a ser utilizada, baseado na
divisão de circuitos, e no dimensionamento dos componentes de proteção, como por exemplo o
dimensionamento dos disjuntores e cabos elétricos.
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO
Entenda melhor sobre o quadro de distribuição no vídeo a seguir.
CIRCUITOS ELÉTRICOS
Em um projeto elétrico, após atribuir pontos de tomadas e iluminação, deve-se distribuir as cargas em
circuitos.
CIRCUITO NADA MAIS É QUE O CONJUNTO DE CARGAS
ALIMENTADAS PELOS MESMOS CONDUTORES, QUE SÃO
PROTEGIDAS CONTRA SOBRECORRENTES PELOS MESMOS
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO.
É muito importante fazer a distribuição correta e adequada das cargas de uma instalação elétrica em
circuitos, principalmente a fim de:
Limitar as ocorrências de falhas nas instalações, de modo que a proteção atue somente no
circuito com defeito.
Facilitar os ensaios e manutenções.
Reduzir as interferências entre aparelhos, pois alguns alteram a forma de onda de tensão no
circuito e prejudicam o funcionamento de outros aparelhos, podendo ainda danificá-los.
Em instalações bifásicas ou trifásicas, distribuir as cargas entre as fases equitativamente, de
modo a se obter o maior equilíbrio possível entre o valor das correntes nos condutores fase de
alimentação dos quadros de distribuição e, portanto, no seu dimensionamento.
Os circuitos podem ser divididos em dois tipos:
Circuitos de distribuição:
Originam no quadro de medição e alimentam os quadros terminais ou de distribuição. Podem ser
monofásicos, bifásicos ou trifásicos.

Circuitos terminais:
Partem dos quadros de distribuição (ou terminais) e se destinam à alimentação dos equipamentos de
utilização (tomadas, iluminação, motores). Podem ser monofásicos, bifásicos ou trifásicos.
REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS
A NBR 5410:2004 determina que a instalação elétrica deve ser dividida em circuitos conforme regras a
seguir:
A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários, devendo cada circuito ser
concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de
outro circuito.
Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle
específico, de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros.
Deverá possuir circuito independente o ponto destinado para equipamento com corrente nominal
superior a 10A.
Os pontos de cozinhas, copas, áreas de serviços, lavanderias e locais análogos devem possuir
circuitos exclusivamente destinados à sua alimentação.
Devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de
tomada.
O último item possui uma exceção no caso de habitações: quando a corrente do circuito for inferior a
16A, pode-se utilizar circuito comum entre iluminação e tomadas, levando em conta que os pontos de
iluminação e tomadas não devem ser alimentados, em sua totalidade, por um só circuito e excluindo os
locais indicados no quarto item.
Pode-se concluir a partir do item três da divisão de circuitos, que na separação dos circuitos não se
deve ultrapassar o limite de 1270VA (ou 1200W), em tensões de 127V, ou de 2200VA (ou 2200W), em
tensões de 220V, por circuito.
Nos casos em que os circuitos de iluminação e tomadas são separados, o circuito de iluminação deve
conter seção mínima de condutor (cabos) de 1,5mm2 e o circuito de tomada deve conter seção mínima
de 2,5mm2, porém quando estas cargas são colocadas no mesmo circuito, a seção mínima deverá ser
de 2,5mm2.
A NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade, também estabelece alguns requisitos
e condições mínimas para serem previstos em projeto e na instalação de circuitos, entre eles:
Obrigatoriedade de dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para
impedimento de reenergização, para sinalização de advertência com indicação da condição
operativa.
Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como comunicação, sinalização, controle e
tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente.
Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de
seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito
seccionado.
Identificação de circuitos elétricos.
O memorial descritivo do projeto deve conter indicação de posição dos dispositivos de manobra
dos circuitos elétricos: (Verde - “D”, desligado e Vermelho - “L”, ligado).
 VOCÊ SABIA
A NBR 5410:2004 também padroniza as cores dos condutores, sendo: azul-claro para condutor neutro
e verde-amarela ou verde para condutor de proteção (PE). Os condutores de fase e de comando não
possuem normalização de cor, mas são comumente utilizadas as cores: vermelho para primeira fase e
amarelo, preto ou branco para segunda fase ou comando de iluminação.
TENSÃO DOS CIRCUITOS
Dependendo do número de fases e da tensão de fornecimento, é necessário seguir algumas
recomendações quanto à tensão de ligação dos circuitos terminais:
INSTALAÇÃO MONOFÁSICA
Todos os circuitos terminais deverão apresentar ligação fase-neutro, na tensão de fornecimento da
concessionária local.
INSTALAÇÃO BIFÁSICA OU TRIFÁSICA
Os circuitos de iluminação e tomada de uso geral deverão apresentar o menor valor de tensão, isto é,
serão circuitos monofásicos (fase-neutro).
INSTALAÇÃO BIFÁSICA OU TRIFÁSICA, E MAIOR DAS
TENSÕES (FASE-FASE) FOR ATÉ 230V
Os circuitos de tomada de uso específico podem ser bifásicos ou circuitos monofásicos (fase-neutro).
Nestes casos, geralmente utiliza os circuitos bifásicos para aparelhos de potência alta, tais como
chuveiro elétrico e aparelhos de ar-condicionado.
Os circuitos monofásicos são geralmente utilizados em residências com baixo consumo, ou nas
áreas rurais com transformadores especiais.
Fonte: Autora
 VOCÊ SABIA
Os condutores elétricos têm vida útil estimada em 30 anos, considerando as condições normais de
operação. Já os dispositivos de proteção, considerando desarmes ocasionais de proteção, podem
durar por 25 anos. Porém, é preciso ficar atento aos sinais de desgaste de todos os componentes da
instalação elétrica, especialmente na ocorrência de falhas mecânicas e elétricas, nos desarmes
frequentes ou nas operações consideradas fora da normalidade.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. EM RELAÇÃO ÀS EXIGÊNCIAS DA NBR 5410:2004 NA DIVISÃO DE
CIRCUITOS, É CORRETO AFIRMAR QUE:
A) Deverá ser previsto circuito independente o ponto destinado para equipamento com corrente
nominal inferior a 10A.
B) A correta divisão limita as ocorrências de falhas nas instalações, de modo que a proteção atue em
todos os circuitos.
C) Não existe a necessidade de separar os circuitos de iluminação e de tomada.
D) Os pontos de cozinhas, copas, áreas de serviços, lavanderias e locais análogos devem possuir
circuitos exclusivamente destinados à sua alimentação.
E) Não se deve distribuir as cargas entre as fases equitativamente.
2. UM QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS DEVERÁ
PREVER ESPAÇO RESERVA PARA AMPLIAÇÕES FUTURAS DA INSTALAÇÃO
ELÉTRICA. EM RELAÇÃO A ISSO, É CORRETO AFIRMAR:
A) Para quadros de distribuição de até 6 circuitos, prever espaço reserva mínimo de 1 circuito.
B) Não há exigência em normasobre o mínimo de circuitos para quadros com mais de 30 circuitos.
C) Não há exigência em norma sobre o mínimo de circuitos para quadros com menos de 5 circuitos.
D) Para quadros de distribuição de 13 a 30 circuitos, prever espaço reserva mínimo de 2 circuitos.
E) Para quadros de distribuição de 7 a 12 circuitos, prever espaço reserva mínimo de 3 circuitos
GABARITO
1. Em relação às exigências da NBR 5410:2004 na divisão de circuitos, é correto afirmar que:
A alternativa "D " está correta.
Conforme a NBR 5410:2004: Deverá ser previsto circuito independente para corrente nominal
SUPERIOR a 10A; a correta divisão limita a ocorrência de falhas nas instalações, a fim de que a
proteção atue SOMENTE no circuito da falha. Os circuitos de iluminação e tomadas devem ser
separados, exceto em circuitos em que a corrente não seja superior a 16A. Os pontos de cozinhas,
copas, áreas de serviços, lavanderias e locais análogos devem possuir circuitos exclusivamente
destinados à sua alimentação, além de SEMPRE distribuir as cargas entre as fases equitativamente.
2. Um quadro de distribuição de circuitos elétricos deverá prever espaço reserva para
ampliações futuras da instalação elétrica. Em relação a isso, é correto afirmar:
A alternativa "E " está correta.
A NBR 5410:2004 exige conforme tabela apresentada no item quadros de distribuição que para QD de
7 a 12 circuitos, o espaço mínimo de reserva seja de 3 circuitos.
MÓDULO 4
 Descrever os aterramentos do sistema e os dispositivos de proteção
ATERRAMENTO DO SISTEMA
O sistema de aterramento nas instalações residenciais, comerciais ou industriais é fundamental e
obrigatório.
ATERRAR NADA MAIS É QUE COLOCAR A INSTALAÇÃO E OS
EQUIPAMENTOS NO MESMO POTENCIAL, DE MODO QUE A
DIFERENÇA DE POTENCIAL ENTRE A TERRA E O EQUIPAMENTO
SEJA O MENOR POSSÍVEL, OU SEJA, O MAIS PRÓXIMO DE ZERO.
Existem diversos tipos de aterramento, dependendo da necessidade e sua importância. Os principais
tipos de sistemas de aterramento são:
Hastes simples cravadas no solo.
Hastes alinhadas.
Hastes em triângulo.
Hastes em quadrado.
Hastes em círculos.
Placas enterradas no solo.
Cabos enterrados.
Pode-se dizer que existem dois tipos principais de aterramento:
O aterramento que deve ser realizado para garantir o funcionamento correto dos equipamentos ou
para permitir o funcionamento seguro e confiável da instalação.

O aterramento que consiste na ligação à terra das massas metálicas, e cujo objetivo é a proteção
contra choques elétricos por contato indireto.
A NBR 5401:2004 apresenta cinco esquemas de aterramentos. Para a classificação desses esquemas,
é utilizada a seguinte simbologia:
PRIMEIRA LETRA – SITUAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO EM
RELAÇÃO À TERRA
T: Um ponto diretamente aterrado.
I: Isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de
uma impedância.
SEGUNDA LETRA – SITUAÇÃO DAS MASSAS DA
INSTALAÇÃO ELÉTRICA EM RELAÇÃO À TERRA
T: Massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto de
alimentação.
N: Massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto
aterrado é normalmente o ponto neutro).
OUTRAS LETRAS (EVENTUAIS) – DISPOSIÇÃO DO
CONDUTOR NEUTRO E DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO
S: Funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos.
C: Funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor (condutor PEN).
Nas figuras de representação dos esquemas de aterramento, serão utilizados os seguintes símbolos:
Fonte: Autora
ESQUEMA TN
O ponto de alimentação é diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a este ponto por meio de
condutores de proteção. Nesse esquema, toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de
curto-circuito.
São considerados três tipos de esquemas TN, de acordo com a disposição do condutor neutro e do
condutor de proteção:
Fonte: Autora
ESQUEMA TN-S:
O condutor neutro e o condutor de proteção são distintos.
Fonte: Autora
ESQUEMA TN-C-S:
As funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da
instalação.
Fonte: Autora
ESQUEMA TN-C:
As funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a
instalação.
ESQUEMA TT
O esquema TT possui um ponto de alimentação diretamente aterrado, estando as massas da
instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da
alimentação.
Fonte: Autora
 Representação do esquema TT.
ESQUEMA IT
No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado
através de impedância. As massas da instalação são aterradas, verificando-se as seguintes
possibilidades:
Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente.
Massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s), seja porque não há eletrodo de
aterramento da alimentação, seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente
do eletrodo de aterramento da alimentação.
O neutro pode ou não ser distribuído, veja:
Fonte: Autora
FIGURA A:
Sem aterramento da alimentação.
Fonte: Autora
FIGURA B:
Alimentação aterrada através de impedância.
Fonte: Autora
FIGURA B.1:
Massas aterradas em eletrodos separados e independentes do eletrodo de aterramento da
alimentação.
Fonte: Autora
FIGURA B.2:
Massas coletivamente aterradas em eletrodo independente do eletrodo de aterramento da
alimentação.
Fonte: Autora
FIGURA B.3:
Massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação.
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO
A fim de aumentar a segurança das instalações elétricas, prevenindo contra choques elétricos,
sobreaquecimento ou surtos de corrente ou tensão, devem ser obrigatoriamente instalados dispositivos
de proteção, conforme norma. A seguir, definiremos o que é sobrecorrente e citaremos os principais
dispositivos de proteção utilizados nos projetos elétricos.
SOBRECORRENTES
Sobrecorrentes são correntes acima do valor nominal (prevista) nos equipamentos ou nos condutores
dos circuitos. Elas podem ser encontradas na forma de sobrecarga ou curto-circuito.
Sobrecarga
Sobrecorrente ocasionada pela quantidade de carga superior à prevista para o circuito (mais aparelhos
conectados, aparelhos de maior potência, falhas na isolação etc.).

Curto-circuito
Sobrecorrente, resultante de uma falta, que acontece quando dois condutores de potencial elétrico
diferente são colocados em contato direto.
FUSÍVEIS
O fusível é um dispositivo de baixo custo, utilizado na proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos.
Sua atuação consiste na fusão do elo fusível por efeito Joule, isto é, pela elevação da temperatura.
Uma desvantagem é que uma vez tendo atuado, ele não poderá ser reutilizado. Existem no mercado
diferentes tipos de fusíveis, citaremos alguns.
Fonte: TonStocker/Shutterstock.com
Fonte: Georgy Timoshin/Shutterstock.com
FUSÍVEL ROLHA
Possui um corpo cerâmico com os contatos sendo realizados através de rosca de fixação ao soquete.
O elo fusível é feito de liga de chumbo-estanho. Correntes nominais de 6 a 30A.
Fonte: Pakin Praditcharoen/Shutterstock.com
FUSÍVEL CARTUCHO
Constituído por um invólucro cilíndrico de papelão, ou fibra, com terminais de cobre, tipo faca ou virola.
O elo fusível pode ser de vários formatos de liga de cobre, ou de chumbo-estanho. Correntes nominais
5 a 60A, para terminais tipo virola, e de 60 a 600A para tipo faca.
Fonte: Hein Nouwens/Shutterstock.com
FUSÍVEL DIAZED
Seu corpo é de porcelana cilíndrico, fechado nas extremidades por tampas metálicas por onde é feito o
contato com a base. O elo fusível é de cobre revestido com zinco, e seu interior é preenchido com
areia à base de quartzo. Correntes nominais de 2 a 100A.
Fonte: ZayacSK/Shutterstock.com
FUSÍVEL NH
Possui um corpo de porcelana, com seção quadrada ou retangular, bordas arredondadas e terminais
tipo faca. O elo fusível é geralmente de cobre, recoberto ou não com outro metal. Correntesnominais
de 6 a 1000A.
Os fusíveis possuem sua especificação descrita por duas letras, sendo a primeira minúscula e a
segunda maiúscula, conforme tabela abaixo:
Letra Descrição
Primeira letra,
minúscula
a Fusível limitador de corrente, atua nos curtos-circuitos.
g
Fusível limitador de corrente, atua nos curtos-circuitos e
sobrecargas.
Segunda letra,
maiúscula
G Proteção de linha, uso geral.
M Proteção de circuitos motores.
L Proteção de linha.
Tr Proteção de transformadores.
R Proteção de semicondutores, ultrarrápidos.
S Proteção de semicondutores e linha.
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 EXEMPLO
gL/gG - Fusível para proteção de cabos e uso geral (atua em sobrecargas e curtos-circuitos).
DISJUNTOR
A principal função do disjuntor é de proteção e segurança, porém também é utilizado para ligar e
desligar circuitos e cargas. O disjuntor é um equipamento que serve para desarmar o circuito
automaticamente, ao detectar uma sobrecarga ou um curto-circuito em uma instalação elétrica. Ele é
projetado para suportar determinada corrente elétrica, caso ocorra um pico de corrente ou um curto-
circuito que eleve a corrente acima do limite suportado por este, ele interrompe o circuito.
Fonte: Maxx-Studio/Shutterstock.com
Os disjuntores podem ser: térmicos, magnéticos e termomagnéticos, monopolares, bifásicos ou
trifásicos e categorizados de acordo com a curva de ruptura, podendo ser curva B (ex: chuveiros,
aquecedores elétricos, tomadas de uso geral), curva C (ar-condicionado, circuitos de iluminação e
sistemas de comando e controle) ou curva D (motores de grande porte e grandes transformadores).
Fonte: nattapan72/Shutterstock.com
DISJUNTOR TÉRMICO
Os disjuntores térmicos funcionam através da deformação de uma lâmina bimetálica, causada pelo
aquecimento. Quando uma sobrecarga de corrente atravessa o disjuntor, a lâmina bimetálica se
aquece por efeito Joule e se deforma. Essa deformação desencadeia mecanicamente a interrupção de
um contato abrindo o circuito.
O disjuntor térmico é um componente mecanicamente simples e robusto, portanto relativamente
barato, em contrapartida não possui uma grande precisão de corrente de seccionamento e dispõe de
um tempo de reação relativamente lento, o que o torna incapaz para proteção de curtos-circuitos.
Fonte: wiroj Roudkhlay/Shutterstock.com
DISJUNTOR MAGNÉTICO
No disjuntor magnético, a forte variação de corrente elétrica que atravessa as espiras de uma bobina
gera um campo magnético, que quando atinge determinada intensidade, faz com que a chapa metálica
do contato seja atraída, abrindo, assim, o contato, protegendo a fonte e o circuito elétrico. Portanto,
quando a corrente elétrica ultrapassa o limite máximo do disjuntor, a bobina cria um campo
eletromagnético que desarma o disjuntor.
A interrupção desse disjuntor é instantânea, o que garante uma alta precisão. Esta velocidade de
interrupção instantânea é o que possibilita a proteção contra curto-circuito. Entretanto, na proteção de
sobrecarga, ele não tem tanta precisão como o disjuntor térmico, já que a carga terá que exceder muito
o limite.
Fonte: AlexLMX/Shutterstock.com
DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO
É o disjuntor mais utilizado nas instalações elétricas. Ele possui função de manobra (abrir ou fechar um
circuito), proteção contra curto-circuito e proteção contra sobrecarga, ou seja, ele é a união das
funcionalidades do térmico com o magnético em um único equipamento.
CURVA DE RUPTURA DOS DISJUNTORES
A curva de ruptura mostra a corrente em relação ao tempo, após o disjuntor ultrapassar a sua corrente
nominal, ou seja, a corrente de ruptura é a que causa a atuação disjuntor, fazendo ele abrir o circuito.
CURVA B
Corrente de ruptura de 3 a 5 vezes maior que a corrente nominal do disjuntor. São utilizados em cargas
resistivas, que podem gerar curto-circuito de baixas proporções, por exemplo, tomadas de uso geral.
CURVA C
Corrente de ruptura de 5 a 10 vezes maior que a corrente nominal do disjuntor. Utilizadas em cargas
indutivas, por exemplo, ar-condicionado e circuitos de iluminação.
CURVA D
Corrente de ruptura de 10 a 20 vezes maior que a corrente nominal do disjuntor. São utilizados em
circuitos industriais, como motores de altas correntes de partida, transformadores e máquinas de solda.
POLARIDADE DOS DISJUNTORES
Monopolares ou unipolares – Protegem uma única fase
Bipolares – Protegem, simultaneamente, duas fases.
Tripolares – Protegem, simultaneamente, três fases.
 ATENÇÃO
É muito importante utilizar disjuntores adequados nas instalações elétricas, pois a utilização de
disjuntores com capacidade acima do necessário poderá danificar as instalações e os aparelhos
elétricos. Além disso, se a amperagem desses dispositivos de proteção for abaixo do indicado,
ocorrerá o desarme sem necessidade.
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO
Assista ao vídeo abaixo para entender melhor sobre dispositivos de proteção.
DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTOS
(DPS)
Os dispositivos de proteção contra surtos (DPS) são equipamentos que têm o objetivo de proteger as
instalações contra sobretensões transitórias, envolvendo tanto as linhas de energia como as linhas de
sinal (telefonia, comunicação de dados, televisão).
Os DPS devem ser selecionados com base no mínimo nas seguintes características: nível de proteção,
máxima tensão de operação contínua, suportabilidade a sobretensões temporárias, corrente nominal
de descarga e/ou corrente de impulso e suportabilidade à corrente de curto-circuito.
SURTO ELÉTRICO É UMA ONDA TRANSITÓRIA DE TENSÃO,
CORRENTE OU POTÊNCIA QUE TEM COMO CARACTERÍSTICA UMA
ELEVADA VARIAÇÃO EM UM CURTO PERÍODO.
Essa onda se propaga ao longo de sistemas elétricos, podendo causar sérios danos aos equipamentos
eletroeletrônicos ligados na rede elétrica. Esses surtos elétricos são normalmente causados por
descargas atmosféricas, queda de energia, manobras de rede e no liga/desliga de grandes máquinas.
Os DPS são utilizados em diversas aplicações: em redes de distribuição de energia elétrica, para
proteção de transformadores e luminárias urbanas, nas linhas de telecomunicações, nos painéis de
energia solar fotovoltaica, nos quadros de distribuição das edificações e até mesmo conectados às
tomadas, acoplados diretamente aos equipamentos. Os DPS podem ser assim divididos em três
classes:
CLASSE I
Dispositivos utilizados na proteção de ambientes expostos a descargas atmosféricas diretas, como
áreas urbanas periféricas ou áreas rurais. Instalados nos quadros primários (ponto de entrada) de
distribuição.
CLASSE II
Dispositivos com capacidade para proteger contra os efeitos indiretos de uma descarga atmosférica.
Utilizados em áreas urbanas e instalados nos quadros secundários de distribuição.
CLASSE III
Dispositivos destinados à proteção fina de equipamentos, instalados próximos aos equipamentos. São
utilizados para proteger somente um equipamento, geralmente eletroeletrônicos.
A NDR 5410:2004 ainda recomenda seções mínimas dos condutores de aterramento para as duas
primeiras classes:
Classe I: 16mm²;
Classe II: 4mm².
Fonte: tratong/Shutterstock.com
DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO DIFERENCIAL
RESIDUAL (DR)
O dispositivo de proteção diferencial residual (DR) é um dispositivo de proteção contra choques
elétricos, capaz de detectar fugas de correntes (faltas), ou seja, diferença entre a corrente que entra e
a que sai de um dispositivo. Essa diferença se dá quando uma parte da corrente que deveria circular
pelo circuito é desviada de sua trajetória e volta para o dispositivo com essa parte faltando. Isso pode
ocorrer devido a um choque elétrico ou falhas de isolação.
Existem dois tipos de dispositivos DR:
Disjuntor DR (DDR)
Possui elevada capacidade de interrupção, garante proteção contra sobrecargas, curto-circuito e
contra os contatos indiretos.

Disjuntor DR (IDR)
Possui pequena capacidade de interrupção, sendo mais utilizado para proteção contra contatos
indiretos.
Conforme norma, oscircuitos que devem obrigatoriamente possuir a instalação de DR são:
Circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro.
Circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação.
Circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar
equipamentos no exterior.
Circuitos de tomadas de corrente de cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço,
garagens e, no geral, a todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens.
Fonte: garmoncheg/Shutterstock.com
O DR pode ser instalado individualmente por grupos de circuitos ou até mesmo na proteção geral,
neste último caso, o inconveniente é o desarme de toda a instalação no caso de detecção de uma
falta.
Os dispositivos diferenciais devem ser dimensionados dependendo do uso:
10mA utilizado para locais de difícil acesso (exemplo: leito de UTI, fosso de elevador etc.).
30mA proteção das pessoas contra choques elétricos por contato direto.
≥30mA proteção das pessoas contra choques elétricos por contato indireto.
300mA a 1000mA proteção das instalações contra os riscos de incêndio.
Para as instalações residenciais, a corrente recomendada usual é de 30mA para corrente elétrica
máxima de fuga.
 ATENÇÃO
Vale ressaltar que os dispositivos diferenciais não extinguem completamente a possibilidade de choque
elétrico, mas reduzem o tempo de exposição do corpo humano à passagem de corrente elétrica.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. A NBR-5410 PREVÊ ESQUEMAS DE ATERRAMENTO. ASSINALE A
ALTERNATIVA CORRETA QUE REPRESENTA A TERMINOLOGIA PARA UM
ESQUEMA DE ATERRAMENTO NO QUAL UM PONTO DE ALIMENTAÇÃO É
DIRETAMENTE ATERRADO NO SOLO E AS MASSAS DA INSTALAÇÃO SÃO
LIGADAS A ELETRODOS DE ATERRAMENTO ELETRICAMENTE DISTINTOS DO
ELETRODO DE ATERRAMENTO DA ALIMENTAÇÃO.
A) Esquema TN-C-S
B) Esquema TT
C) Esquema IT
D) Esquema TN-S
E) Esquema TN-C
2. ASSINALE QUAL É O DISPOSITIVO QUE DEVE SER INSTALADO EM
CIRCUITOS QUE ATENDAM LOCAIS CONTENDO BANHEIRA OU CHUVEIRO
PARA PROTEGER AS PESSOAS CONTRA CONTATOS INDIRETOS:
A) Dispositivo de proteção contra surtos (DPS).
B) Disjuntor Termomagnético.
C) Fusíveis.
D) Diferencial Residual (DR).
E) Disjuntor magnético.
GABARITO
1. A NBR-5410 prevê esquemas de aterramento. Assinale a alternativa correta que representa a
terminologia para um esquema de aterramento no qual um ponto de alimentação é diretamente
aterrado no solo e as massas da instalação são ligadas a eletrodos de aterramento
eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da alimentação.
A alternativa "B " está correta.
Conforme NBR 5410:2004, o esquema TT possui um ponto de alimentação diretamente aterrado,
estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do
eletrodo de aterramento da alimentação.
2. Assinale qual é o dispositivo que deve ser instalado em circuitos que atendam locais
contendo banheira ou chuveiro para proteger as pessoas contra contatos indiretos:
A alternativa "D " está correta.
Conforme a NBR 5410:2004, os circuitos que devem obrigatoriamente possuir a instalação de DR são
circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro. O dispositivo de
proteção diferencial residual (IDR) é um dispositivo de proteção contra choques elétricos, ou seja, dos
contatos indiretos.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Aprendemos sobre os principais critérios e os princípios básicos para a elaboração de um projeto de
instalação elétrica de baixa tensão em edificações.
Vimos algumas normas regulamentadoras que são fundamentais para garantir a segurança e o bom
funcionamento das instalações elétricas e dos dispositivos que nelas forem instalados. Também
compreendemos sobre o fornecimento de energia, a legislação das distribuidoras de energia elétrica e
as cobranças de serviços.
Além disso, foram apresentados o funcionamento dos quadros de disjuntores, as regras de separação
dos circuitos elétricos e os dispositivos de proteção necessários para um bom funcionamento das
instalações elétricas.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa
tensão. Rio de Janeiro. 2004.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ‒ ANEEL. Resolução Normativa nº 418, de
23 de novembro de 2010. Consultado em meio eletrônico em: 17 set. 2020.
CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações elétricas e o projeto de arquitetura (Biblioteca Virtual). 7.
ed. São Paulo: Blucher, 2016.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018.
GEBRAN, A. P.; RIZZATO, F. A. P. Instalações Elétricas Prediais. Porto Alegre: Bookman, 2017.
LIGHT. RECON – BT, Entradas Individuais e Coletivas. Regulamentação para fornecimento de energia
elétrica a consumidores de baixa tensão. Ed. 2019.
MUNDO DA ELÉTRICA. Vídeos e cursos de elétrica. Página inicial. Consultado em meio eletrônico
em: 17 set. 2020.
NERY, N. Instalações Elétricas – Princípios e Aplicações. 2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
SALA DA ELÉTRICA. Aulas sobre eletricidade na teoria e na prática. Página inicial. Consultado em
meio eletrônico em: 17 de set. 2020.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
Resolução Normativa nº 414 da ANEEL, a NBR 5410:2004 e as normas a ela vinculadas, como a
NBR 13534:1995 – Instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde –
Requisitos para segurança e a NBR 5361:1998 – Disjuntores de baixa tensão.
CONTEUDISTA
Ana Catarina Almeida Filizola de Abreu
 CURRÍCULO LATTES
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