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Disciplina: Teorias da Geografia
Aula 3: Categorias do espaço Geografia
Apresentação
O espaço é uma realidade objetiva, um produto social em permanente transformação.
É nesse sentido que se compreende as quatro categorias de análises propostas por Santos (1985), que afirma que sempre
que a sociedade sofre uma mudança, as formas ou objetos geográficos (tanto os novos como os velhos) assumem novas
funções. A totalidade da mutação cria uma organização espacial.
Nesta aula, vamos entender as propostas de Milton Santos, suas categorias de análise e o espaço técnico-científico-
informacional.
Objetivos
Diferenciar as categorias de estudo do espaço;
Discutir a evolução do mundo até o espaço técnico-científico-informacional.
 Legenda (Fonte: Shutterstock).
Categoria de estudo do espaço
O espaço está em constante transformação exatamente por ser produto da sociedade. A totalidade da mutação cria uma
organização espacial que apresenta as seguintes categorias.
Clique nos botões para ver as informações.
Santos (1985) informa que sempre que a sociedade sofre uma mudança, as formas ou objetos geográficos (tanto os novos
como os velhos) assumem novas funções. A totalidade da mutação cria uma organização espacial.
A forma é o aspecto visível de uma coisa. É o arranjo ordenado de objetos, ou seja, um padrão.
Exemplos:
Um conjunto de casas de um condomínio, todas semelhantes, porque foram construídas com essa proposta;
A organização de cultivos em uma média propriedade, voltada para a produção de verduras, com desenhos
retangulares;
As casas da parte alta de porto seguro, onde nasceu a cidade baiana.
A forma, tomada isoladamente, é uma descrição de fenômenos ou de um de seus aspectos em um dado instante do tempo.
Repare que não é apenas uma geometria das formas, mas do seu significado no momento histórico de sua construção.
No caso da foto da cidade alta de Porto Seguro, as casas, hoje coloridas, são remanescentes do primeiro núcleo habitacional
do Brasil e abrigavam portugueses que chegavam na recente colônia brasileira. É resultante de um lapso no tempo da
história nacional.
Observe a localidade de Santa Cruz, no município de Nova Friburgo, RJ. É uma organização de cultivos em uma média
propriedade, voltada para a produção de verduras. Os desenhos retangulares representam uma forma característica de fácil
entendimento.
A forma cuida do desenho geométrico. E o que seria a função?
Forma 
 Cidade alta de Porto Seguro. Foto da professora Debora Rodrigues Barbosa, 2012.
 Desenhos geométricos formados pela pequena agricultura, em Nova Friburgo. | Fonte: Google
Earth.
A noção de função implica uma tarefa, atividade ou papel a ser desempenhado pelo objeto ou forma criados. O espaço
geográfico tem um aspecto exterior, visível (a forma) e desempenha uma atividade (a função).
A função, tomada isoladamente, fornece apenas uma descrição de fenômenos ou de um de seus aspectos em um dado
instante do tempo. Não é apenas uma geometria das formas, mas do seu significado no momento histórico de sua
construção.
As casas construídas na cidade alta, em Porto Seguro, tinham a função de moradia. Hoje, a função é de pequenos comércios
para os turistas. A mesma forma, mas a função mudou ao longo da história. Houve uma refuncionalização.
Observe perto da sua casa ou do trabalho: Antigas fábricas, muitas delas dedicadas à produção de tecidos, foram
transformadas em hipermercados, shopping centers, museus ou ocupadas com habitações subnormais .
Na cidade do Rio de Janeiro, a Fábrica de Tecidos Bangu (antiga Companhia Progresso Industrial do Brasil) foi construída
em 1889 e contribuiu para o adensamento urbano no bairro e entorno. Dentro do contexto da concorrência dos tecidos
baratos chineses, que usam mão de obra que beira a escravidão, a Fábrica Bangu encerrou suas atividades e foi substituída
pelo Shopping Bangu, que manteve a sua fachada/originalidade e abriga inúmeras lojas comerciais, além de cinema e teatro.
Em cidades histórias como Porto Seguro (BA), Paraty (RJ) e Ouro Preto (MG), antigos casarões têm sido transformados em
pontos turísticos como museus e lojas comerciais ou em charmosas pousadas. Em Fortaleza, a cadeia pública abriga,
atualmente, um centro de comércio de artesanato.
Nas grandes capitais, é muito comum a observação de favelas, ou seja, aglomerados de edificações subnormais que
oferecem um desenho muito específico na paisagem ou em imagens de satélites.
Edificações regulares e favelas têm o propósito de ocupação, ou seja, têm a função de abrigar pessoas, mas têm formas
muito diferentes, no espaço geográfico.
Função 
“A permanência dessas formas deriva, de um lado, do valor funcional que detêm e, de outro, do valor simbólico a elas
atribuído. Substituí-las pode não ser vantajoso economicamente ou criar protestos a favor de formas consideradas
como patrimônios. A permanência de formas antigas refuncionalizadas contrapõe-se à obsolescência programada,
constituindo-se em oposição à destruição criadora” (CORREA, 2009).
1
Fábrica Bangu Shopping Bangu
https://stecine.azureedge.net/webaula/estacio/go0080/aula3.html?brand=estacio
https://stecine.azureedge.net/webaula/estacio/go0080/aula3.html?brand=estacio
Na figura a seguir, é possível identificar a favela de Cantagalo, ladeada pelos bairros de Copacabana e Ipanema, no Rio de
Janeiro.
Então, o que aprendemos com isso?
Há uma relação clara e direta entre forma e função. Se você cria uma forma específica (casa, por exemplo), está
determinando sua função (moradia).
Já parou para pensar que não existe função sem forma? No final, é difícil dissociar forma de função, no estudo da
organização espacial.
Côrrea (2000) deixa claro que considerar apenas forma e função no espaço geográfico não é suficiente para compreendê-lo.
Assim, você não estaria percebendo a realidade social e a natureza histórica da construção das formas. É importante
entender como forma e função foram construídos.
 Diferenças de forma e função com exemplos de Ipanema/Copacabana e a Favela do Cantagalo. Fonte: Adaptado de Google Earth.
Santos (1985) informa que o termo estrutura é relativo ao modo como os objetos estão organizados, ou seja, refere-se não a
um padrão espacial, mas à maneira como estão inter-relacionados.
Diferentemente da forma, a estrutura não constitui algo que tenha uma exterioridade imediata. Ela é invisível, estando
subjacente à forma, uma espécie de matriz onde a forma é gerada. Estrutura é a natureza social e econômica de uma
sociedade em um dado momento do tempo. Aquele que te permitiu entender porque aquela forma e função foram criadas.
Observe, na foto a seguir, a organização e localização da faculdade, a rodoviária, a estação de trem, o comércio e o shopping,
no centro do bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro.
Estrutura 
De que adiantaria construir um shopping em um lugar de pouco acesso para os consumidores? A instituição de ensino
localiza-se perto da rodoviária e da estação de trem, aproveitando-se da infraestrutura de transportes para aumentar a sua
acessibilidade.
Voltemos ao exemplo da cadeia pública, em Fortaleza. Quando foi construída, não havia a proposta de grandes presídios,
típicos das imensas capitais brasileiras. O prédio foi construído durante o Brasil Império, mas já na segunda metade do
século XX, a população propunha a sua demolição, para a construção de um estacionamento. Lembre-se de que a cidade
tem crescido e carros e pessoas circulam constantemente.
 Estrutura em volta do centro do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. | Fonte: Adaptado de Google Earth.
A forma e a função são resultantes do momento histórico. São frutos da estrutura
socioeconômica naquele ano/período.
A estrutura, segundo Santos (1985), deve ser analisada sempre na dicotomia espaço-tempo, sendo ela um produto imposto,
ao espaço, pela sociedade. Para o autor, o termo estrutura se refere a como os objetos estão inter-relacionados, não tendo
uma exterioridade imediata,sendo compreendida em um aspecto cultural.
 Cadeia Pública de Fortaleza.
Processo é uma estrutura em movimento, ou seja, o conjunto de mecanismos e ações a partir dos quais a estrutura se
movimenta, alterando-se as suas características (CÔRREA, 2009).
Os processos acontecem dentro de uma dada estrutura social e econômica e resultam das contradições internas da mesma
(Santos, 1985). É a estrutura em movimento, afinal, “o tempo não para”, já dizia Cazuza. O processo é definido como uma
ação que se realiza continuamente, visando um resultado qualquer, implicando tempo e mudança.
Lembra-se do exemplo das casas da cidade alta de Porto Seguro? Por que elas têm função atual diferente daquela que foi
construída no período colonial? O que mudou? Por que elas foram construídas quadradinhas, sem muito luxo? Hoje as casas
têm formas mais complexas.
Se considerarmos, portanto, apenas as categorias de estrutura e processo, estaremos fazendo uma análise espacial, não
geográfica, incapaz de captar a organização espacial de uma dada sociedade em um dado momento do tempo ou suas
mudanças no mesmo.
Imaginando apenas a estrutura e a forma, desprezando o papel do processo e da função, deixaríamos de lado a mediação
(processo e função) entre o que é subjacente (a estrutura social e econômica) e o exteriorizado (a forma espacial). Perde-se
a história, os elementos dinâmicos de transformação, que põem a estrutura em marcha, culminando na mudança ou
permanência das formas espaciais (CÔRREA, 2000).
Processo 
Então, o que aprendemos?
Que as quatro categorias não podem ser analisadas separadamente. Se considerarmos apenas cada uma, isoladamente,
faremos uma análise incompleta, desprovida de sentido. 
Espaços geográficos
Santos (2008) acredita que a história do espaço geográfico pode ser grosseiramente dividida em três etapas. De acordo com
Maia (2012), a passagem de cada um desses períodos para o seguinte ocorre a partir da inserção de novas técnicas no sistema
de técnicas já instalado no território.
Espaço Natural 
Espaço Técnico 
Espaço Técnico-científico-informacional
O primeiro período, denominado espaço natural, acontecia quando o homem buscava, da natureza, os elementos fundamentais
para o exercício da vida, ou seja, a natureza era a base material da sua existência ou do grupo.
Na etapa da acepção do espaço geográfico, cada grupo desenvolvia suas próprias técnicas e ferramentas para a exploração da
natureza a sua volta. Não havia muitas formas de existência sem o contato direto com o espaço natural, portanto, as técnicas de
sobrevivência dependiam do respeito do homem à natureza, como é o caso do desenvolvimento do cultivo utilizando a rotação
das culturas, a agricultura itinerante. Repare como havia a conciliação entre o uso e a conservação da natureza (SANTOS, 2008).
No entanto, as técnicas não aparecem isoladas. Elas se mostram sempre como um conjunto de técnicas que apareciam
geograficamente em uma determinada sociedade em um momento histórico específico.
Eram desenvolvidas a partir da necessidade local. Povos antigos já revolviam o solo, após o inverno, para dissolver o gelo que
cobria a superfície pedológica, com a redução da temperatura. Essa técnica é interessante, mas não serve para o uso do solo nas
regiões quentes do Planeta Terra.
Durante a Revolução Neolítica (ou agrícola), houve o surgimento da agricultura e da pecuária, permitindo que o homem deixasse
de ser nômade para tornar-se sedentário, uma vez que fixou lugar para viver e desenvolveu técnicas que permitissem o uso do
solo e a produção de alimentos continuamente.
Saiba mais
Assista ao vídeo e entenda como ocorreu a Revolução Neolítica .
Fazendo uma análise simples de Geografia, pode-se conceber que o espaço natural estava presente na Europa até o início da
Primeira Revolução Industrial, deixou de ser dominante. No Brasil, a passagem do espaço natural para o seguinte pode ter
acontecido mais tarde, na passagem dos séculos XVIII para XIX, quando houve o boom da industrialização.
Na Amazônia, ainda há grupos indígenas que se posicionam perante o espaço natural de forma atuante, produzindo uma
agricultura itinerante e praticando a conservação no meio ambiente.
Saiba mais
https://www.youtube.com/watch?v=v7AXAmdWILM
https://www.youtube.com/watch?v=v7AXAmdWILM
Leia o artigo Indígenas cultivam a tradição da agricultura na Amazônia .
O período seguinte, chamado espaço técnico, teve início com a emergência do espaço mecanizado, com a introdução de objetos
e sistemas que provocaram a inserção das tecnologias no espaço produtivo.
A partir de então, não seriam observados apenas os objetos culturais no espaço geográfico, mas também os objetos técnicos,
que oferecem artificialidade ao espaço.
 Entardecer em Tóquio | Fonte: Shutterstock.
A partir da primeira Revolução Industrial, houve crescimento das cidades e iniciamos um processo de urbanização muito rápido
que, primeiro atingiu os países da Europa Ocidental, Japão, na Ásia e Estados Unidos, na América e, a partir do século XIX,
ampliou em direção à América Latina, restante da Ásia e alguns pontos no continente africano.
Atividade
Analise as características a seguir:
Provocou um processo de intensificação da urbanização;
O ritmo vivido pela sociedade foi significativamente acelerado;
Novas tecnologias agilizaram o transporte de mercadorias e informações.
Essas características são consequências historicamente diretas da:
a) Revolução Francesa
b) Revolução Industrial
c) Revolução Americana
d) Revolução Farroupilha
e) Revolução Urbana
https://www.agencia.ac.gov.br/indigenas-cultivam-tradicao-da-agricultura-na-amazonia
https://www.agencia.ac.gov.br/indigenas-cultivam-tradicao-da-agricultura-na-amazonia
https://www.agencia.ac.gov.br/indigenas-cultivam-tradicao-da-agricultura-na-amazonia
Após a Revolução Industrial, as áreas, os espaços, as regiões e os países passaram a se distinguir em função da extensão e da
densidade dos objetos técnicos, em substituição àqueles naturais/culturais.
Esse fato resultou na Divisão Internacional do Trabalho, em que as colônias/países pobres eram ou são fornecedores de produtos
agrícolas/minerais, baratos, no comércio internacional, enquanto os países ricos/metrópoles forneciam e fornecem produtos
industrializados/manufatores, a maior custo.

Utilizando novos materiais e transgredindo a distância, o homem começa a fabricar um
tempo novo, no trabalho, no intercâmbio, no lar. Os tempos sociais tendem a se
superpor e contrapor aos tempos naturais.”
(SANTOS, 2008, p.158)
Nesse período, o mundo vivenciou transformações espaciais significativas, com a construção de pontes, rodovias, ferrovias, o
avanço no sistema de comunicações, bem como crescente processo de urbanização e a aceleração do comércio internacional. O
mundo vivenciou os processos de colonização, a exploração mineral sem precedentes, bem como as Primeira e Segunda Guerras
Mundiais.
Observe as principais inovações de evolução tecnológica que a humanidade vivenciou nos últimos cem anos, ao que chamamos
de espaço técnico.
O mercado depende cada vez mais dos sistemas
técnicos eficazes.
A DIT e a divisão social do trabalho aumentou
exponencialmente.
Aniquilamento do tempo de percurso entre os
espaços.
Maior especialização do trabalhador.
Surgimento de novos equipamentos.
Além da técnica, o surgimento da tecnologia.
Transformações no espaço técnico-científico-informacional
A Segunda Revolução Industrial foi marcada pela exploração da energia a partir do petróleo, pelas técnicas fordistas de produção
e pela produção do aço, o que caracterizava o espaço técnico.
O fim da Segunda Guerra Mundial aos dias atuais corresponde à constituição do espaço técnico-científico-informacional, que
significa a união entre técnica e ciência, guiadas pelo funcionamento do mercado, que, em virtude dos avanços tecnológicos,expande-se e consolida o processo de globalização.
No período anterior, do espaço técnico, apenas as grandes cidades se apresentavam como o império da técnica, com os
acelerados processos de urbanização, desenvolvimento tecnológico e artificialidade do espaço geográfico.
A partir da segunda metade do século XX, o espaço rural também foi incorporado aos meios de produção capitalista, e a
tecnologia permitiu a aceleração da produção e produtividade, período que ficou conhecido como Revolução Verde.
A partir daquele momento, ocorreu a sofisticação do uso de insumos agrícolas (fertilizantes, agrotóxicos, dentre outros), imagens
de satélites, internet, antenas parabólicas etc.).
O espaço técnico-científico-informacional possui muitas características que o diferencia dos demais, de acordo com Maia
(2012).
Modificação acelerada. Velocidade.
Incorporação crescente de novos capitais fixos ao
território (estradas, ferrovias, portos, aeroportos,
instalações fabris etc.).
Chegada e dispersão das técnicas de comunicação e
informação etc.
Isto provoca o que Milton Santos denomina de instantaneidade dos momentos e dos lugares, universalidade e unicidade das
técnicas.
Você quer exemplos de como as técnicas e as ciências estão interagindo constantemente e promovendo a expansão do capital?
É só verificar como as comunidades isoladas estão sendo incorporadas ao mundo globalizante com o uso da internet. Ou o uso
de drones e veículos aéreos não tripulados nas áreas afastadas, florestas ou campos de terroristas.
O meio ambiente tem sido extremamente afetado nesse momento de incorporação do espaço geográfico, com a degradação de
todas as formas, em prol do desenvolvimento e produção comercial.

Cria-se um verdadeiro tecnocosmo, uma situação em que a natureza natural, onde ela
ainda existe, tende a recuar, às vezes brutalmente. A natureza deixou de ser uma parte
significativa do nosso meio ambiente.”
(SANTOS, 2008, P.160)
A diferença do espaço técnico-científico-informacional para as demais etapas anteriores vem da lógica global que acaba por se
impor a todos os territórios e a cada território como um todo.
Atividade
1. Em seu livro Espaço e Método, Santos (1985) propõe que estrutura, processo, função e forma, considerados dialeticamente,
sejam as categorias de análise do espaço. Qual dessas categorias de análise é caracterizado pela definição "é considerado como
o conjunto de mecanismos e ações a partir dos quais a estrutura se movimenta, alterando-se as suas características"?
a) Forma
b) Função
c) Estrutura
d) Processo
e) Todas acima
2. O avanço do espaço-técnico-científico-informacional para o espaço agrário tem provocado grandes transformações no mundo
rural. Sobre essas mudanças, é correto afirmar que:
a) O avanço tecnológico no campo tem provocado um crescente aumento da produtividade agropecuária, maior integração com o
espaço urbano, mais empregos no setor primário e uma diminuição dos conflitos agrários.
b) Há uma crescente interdependência dos mercados, fruto da abertura das economias nacionais e do avanço tecnológico dos meios de
transportes e comunicações, o que tornou a circulação mais lenta, reduzindo a velocidade dos fluxos de mercadorias, capitais e
informações.
c) Como as pessoas de menor poder aquisitivo têm hábitos de vida mais simples, não há razão para que elas participem dos benefícios
trazidos pelas inovações tecnológicas.
d) A modernização do espaço agrário tem aumentado o domínio do homem sobre a natureza e, embora esta mudança tenha gerado um
aumento da produção de matérias-primas e alimentos, por outro lado, tem provocado também graves problemas socioambientais
irreversíveis, como a contaminação dos recursos hídricos e a poluição atmosférica.
e) O avanço desigual da modernização técnico-científica no espaço agrário mundial tem criado problemas ambientais somente nas
regiões com um menor nível de desenvolvimento tecnológico, a exemplo da América Latina e África.
Notas
Subnormais 1
“O que é um aglomerado subnormal? É o conjunto constituído por 51 ou mais unidades habitacionais caracterizadas por ausência
de título de propriedade e pelo menos uma das características abaixo: - irregularidade das vias de circulação e do tamanho e
forma dos lotes e/ou; - carência de serviços públicos essenciais (como coleta de lixo, rede de esgoto, rede de água, energia
elétrica e iluminação pública)” IBGE, 1987.
Referências
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1999.
CORRÊA, Roberto Lobato. Espaço, um conceito-chave da Geografia. In: CASTRO, Ina Elias, GOMES, Paulo Cesar da Costa;
CORRÊA, Roberto Lobato (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
______. Processo, forma e significado: uma breve consideração. Publicado em 10 nov 2009. Disponível em
https://www.ihgrgs.org.br/ artigos/contibuicoes /Roberto%20Lobato%20Corr%C3%AAa%20-%20Processo,
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______. Região e organização espacial. 7.ed. São Paulo: Ática, 2000.
GANGORA, Alexandre. Monstros marinhos, Cartografia Temática e as Grandes Navegações. Publicado em 19 out 2013. Disponível
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HARTSHORNE, Richard. The Nature of Geography. Lancaster: Association of American Geographers, 1939.
MAIA, Lucas. O conceito de meio técnico-científico-informacional em Milton Santos e a não-visão da luta de classes. Revista
Eletrônica Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 6, n. 4, p.175-196, 2012.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: Pequena História Crítica. 20.ed. São Paulo: Annablume, 2005.
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SPOSITO, Eliseu Savério. Geografia e filosofia: contribuição para o ensino do pensamento geográfico. São Paulo: UNESP, 2004.
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TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: A perspectiva da experiência. Rio Claro: Difel, 1983.
Próxima aula
Paisagem até a sistematização da Geografia;
Paisagem na Geografia Tradicional;
Paisagem nas Geografias ditas modernas.
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Assista ao vídeo:
Milton Santos 
https://www.youtube.com/watch?v=9KV_hUJN71I
https://www.youtube.com/watch?v=9KV_hUJN71I

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