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METODOLOGIA 
CIENTÍFICA
CHANCELER
MARIA ALICE VILELA LINS
REITORIA
GISÉLLE VILELA LINS MARANHÃO
VICE-REITORIA EXECUTIVA
KARLA LIL IAN MAGALHÃES PEDROSA
VICE-REITORIA PARA ASSUNTOS 
ACADÊMICOS
VITÂNGELO PLANTAMURA
VICE-REITORIA PARA PROGRAMAS DE 
EXTENSÃO, CULTURA E RELAÇÃO COM 
A COMUNIDADE
JANAÍNA MACIEL BRAGA
VICE-REITORIA PARA PROJETOS DE 
PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E 
INOVAÇÃO
CLEUCILIZ MAGALHÃES SANTANA
GESTORES DO NEAD 
(NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA)
JOSÉ ANTÔNIO FUTTERLEIB
LÍGIA LEINDECKER FUTTERLEIB
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
ANDRESSA SOARES DA SILVA 
AYUMI LAUREN TOKUTA ASSAYAG
CHARLENE DOS SANTOS
EDUARDA PEREIRA BARBOSA
JOHNY RIVER SOUZA MARTINS
JUAREZ FARIAS MARTINS
JÚLIA LUIZA PADILHA DE OLIVEIRA GARCIA
MARCELLE SANTOS ALCÂNTARA
MARIA CONCEIÇÃO OLIVEIRA DA SILVA FILHA 
MARTHA ARDAIA
RAYARA PAES
RENATA DE SOUZA PAULA
AUTORA
LUCIA ARAUJO DA SILVA
Este material didático foi desenvolvido 
pelo Núcleo de Educação a Distância 
(NEAD) da Universidade Nilton Lins
1ª EDIÇÃO - 23 DE JANEIRO DE 2025
UNIVERSIDADE NILTON LINS
Avenida Professor Ni lton Lins, nº 3259
Parque das Laranjeiras
Manaus - Amazonas
Home Page: universidadeniltonlins.com.br
Módulo 1 - Ciência e Conhecimento..............................................................................5
A Disciplina de Metodologia Cientifica..............................................................................6
A Ciência.................................................................................................................................6
Fundamentos do Conhecimento........................................................................................7
Método e Técnica..................................................................................................................8
Métodos Científicos..............................................................................................................9
Técnica da Pesquisa..........................................................................................................10
Atividade..............................................................................................................................11
Módulo 2 - Procedimentos Didáticos.........................................................................12
Leitura e seus Elementos.................................................................................................13
Leitura Rentável.................................................................................................................14
Objetivos..............................................................................................................................14
Fases.....................................................................................................................................15
Resumir e Sublinhar...........................................................................................................17
Tipos de Esquema e Resumo............................................................................................19
Análise de Texto.................................................................................................................20
Procedimento e Objetivo...................................................................................................21
Análise Textual...................................................................................................................21
Tipos de Análise de Texto..................................................................................................22
Atividades...........................................................................................................................23
Módulo 3 - Pesquisa........................................................................................................24
Planejamento de Pesquisa...............................................................................................25
Elaboração da Pesquisa....................................................................................................25
Identificação dos Objetivos...............................................................................................25
Construção de um Esquema..........................................................................................26
A Equipe..............................................................................................................................26
Recursos e Cronograma....................................................................................................26
Fases da Pesquisa.............................................................................................................26
Coleta de Dados................................................................................................................27
O Problema.........................................................................................................................27
Os Termos...........................................................................................................................28
Su
m
ár
io
 
Su
m
ár
io
 
Su
m
ár
io
 
Su
m
ár
io
Elaboração da Hipótese..........................................................................................28
Variáveis................................................................................................................29
Delimitação da Pesquisa..........................................................................................29
Amostragem............................................................................................................29
Execução da Pesquisa..............................................................................................30
Elaboração de Dados..............................................................................................30
Relatório...................................................................................................................31
Módulo 4 - Estrutura dos Trabalhos Científicos Acadêmicos.....................32
Padronização............................................................................................................33
Credibilidade e Rigor Científico.............................................................................33
Facilidade de Comunicação Científica..................................................................33
Partes Externas.......................................................................................................34
Partes Internas.......................................................................................................34
Lista de Tabela............................................................................................................35
Listagem de Abreviaturas........................................................................................35
Lista de Símbolos.......................................................................................................36
Sumário......................................................................................................................36
Texto.........................................................................................................................36
Desenvolvimento..................................................................................................36
Conclusão................................................................................................................36
Pós-Texto................................................................................................................37
Referências.............................................................................................................37
Glossário.................................................................................................................37
Apêndices.................................................................................................................37procurada para persuadir.
Selltiz (1965:517) enfatiza quatro 
aspectos que um relatório deve 
cobrir:
a) Apresentação do problema que 
a pesquisa pretende resolver. 
b) Processos de pesquisa: dese-
nho da pesquisa, método de mani-
pulação da variável independente 
(se a pesquisa for experimental), 
natureza da amostra, técnicas de 
coleta de dados, método de análi-
se estatística. 
c) Resultados. 
d) Consequências decorrentes dos 
resultados.
Figura 17
Módulo 3
Estrutura dos Trabalhos 
Científicos Acadêmicos
33
METODOLOGIA CIENTÍFICA
inovação. Elas estabelecem critérios comuns 
para produção, comercialização e uso de pro-
dutos e serviços, garantindo a conformidade 
com requisitos mínimos de desempenho, 
segurança e eficiência. Além disso, reduzem 
riscos de acidentes, danos ambientais e pre-
juízos econômicos.
No que tange vida acadêmica, as normas da 
ABNT (Associação Brasileira de Normas Téc-
nicas) desempenham um papel fundamental 
na produção de trabalhos acadêmicos, sen-
do indispensáveis para a organização, apre-
sentação e padronização de documentos no 
ambiente acadêmico. 
Padronização
As normas da ABNT estabelecem um padrão 
uniforme para a estrutura, apresentação e 
formatação de trabalhos acadêmicos, como 
artigos, monografias, dissertações e teses. 
Essa uniformidade facilita a leitura e compre-
ensão dos textos, permitindo que pesquisa-
dores e professores avaliem o trabalho par-
tindo de uma apresentação organizada.
Credibilidade e Rigor Científico
Seguir as normas da ABNT demonstra com-
prometimento com o rigor científico. Ao or-
ganizar as referências e especificações de 
maneira adequada, os autores respeitam os 
direitos autorais, evitam o plágio e valorizam 
as fontes utilizadas.
Facilidade de Comunicação 
Científica
O uso de uma norma padrão facilita a troca 
de informações entre pesquisadores de dife-
rentes áreas, instituições e regiões, permitin-
do que os trabalhos acadêmicos sejam com-
preendidos.
Você sabia que a produção de trabalhos aca-
dêmicos, geralmente fruto de pesquisas so-
licitadas pelos professores, exige que os alu-
nos produzam uma boa apresentação visual 
além do conteúdo, levando em consideração 
as impressões, as margens, os espaços, a nu-
meração, as capas e por fim a composição do 
trabalho mostrar cada elemento da seção?
Segundo Dimo (2000, p. 161), o trabalho aca-
dêmico permite que os alunos aprendam 
melhor e se tornem profissionais capazes de 
utilizar a pesquisa como processo de apren-
dizagem ao longo da vida, atualizando assim 
suas competências. Para elaborar um traba-
lho acadêmico é necessário memorizar a se-
quência de etapas condizente com a sequên-
cia da pesquisa e apresentar uma escrita de 
qualidade clara, em linguagem clara, objetiva 
e direta.
Sobre a estrutura e o conteúdo dos traba-
lhos acadêmicos, Cervo e Pervian (2002, 
p.118-119) escreve que, a menos que os alu-
nos publiquem materiais impressos de texto 
padrão de acordo com a estrutura definida 
pela norma ABNT que pretende generalizar 
(aplica-se a todos os países que utilizam o 
mesmo código de idioma, no caso do Brasil, 
o alfabeto ocidental), o conteúdo deve seguir 
os elementos: Posição, texto e pós-precedên-
cia, cada um dos quais contém os seguintes 
elementos, partes externas e partes internas. 
As partes internas ainda se subdividem em 
pré-texto, texto e pós-texto, seguindo uma 
ordem sequencial de elementos obrigatórios 
e opcionais que deve ser mantida.
As Normas ABNT (Associação Brasileira de 
Normas Técnicas) são padrões técnicos esta-
belecidos para garantir a qualidade, seguran-
ça e interoperabilidade de produtos, serviços 
e processos. Essas normas são desenvol-
vidas por comitês técnicos especializados, 
compostos por representantes de diversas 
instituições.
A ABNT desempenha um papel fundamen-
tal na promoção da qualidade, segurança e 
34
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Partes Externas
Lombada
Identificação da obra formada pelo autor, tí-
tulo, ano, que será utilizada apenas nas obras 
a serem impressas.
Capa 
Mostra informações essenciais para identifi-
car o trabalho, que deve ser adaptado ao cur-
so específico, na seguinte ordem:
a) Instituição;
b) Nome completo do(a) autor(a);
c) Título do trabalho - deve ser claro e preci-
so;
d) Subtítulo (se houver) - deve ser evidencia-
da sua subordinação ao título, com o uso de 
dois pontos;
e) Local (cidade onde se localiza a instituição 
para a qual o trabalho será apresentado);
f) Data (ano de entrega do trabalho final para 
a banca).
Partes Internas
Pré-Texto
São partes que antecedem o texto:
Folha de Rosto
A página deverá conter os mesmos elemen-
tos da capa, além das informações adicionais 
necessárias para identificar a natureza do 
trabalho. Este formulário deve ser impresso 
em ambos os lados.
Frente
Deve constar
a) Nome completo do(a) autor(a);
b) Título do trabalho;
c) Subtítulo (se houver) - deve ser evidencia-
da sua subordinação ao título, com o uso de 
dois pontos;
d) Número de volumes (se houver mais de 
um, colocar o número do respectivo volume);
e) Natureza do trabalho, nome da instituição 
e área de concentração;
f) Nome do orientador(a) - precedido da pa-
lavra Orientador(a) e indicação de sua titula-
ção;
g) Coorientador(a) (se houver) - precedido da 
palavra Coorientador(a) e indicação de sua ti-
tulação;
h) Local (cidade onde se localiza a instituição 
para a qual o trabalho será apresentado);
i) Data (ano de entrega do trabalho final para 
a banca).
Verso
A listagem deverá ser incluída junto com a 
descrição dos dados de indexação global na 
publicação. Esta página é incontável e não 
numerada, sendo obrigatória para teses, e 
trabalhos finais de pesquisa, cuja preparação 
é de responsabilidade do aluno por meio do 
Catálogo.
Errata
É uma lista dos números das páginas e linhas 
onde ocorreu o erro, juntamente com as cor-
reções necessárias. Geralmente vem sozinho 
ou como papel complementar e é adicionado 
ao trabalho após a impressão. Deve aparecer 
após a página de título.
Folha de Aprovação
Consta a data de aprovação, nome(s) com-
pleto(s), titulação e instituição dos membros 
da banca examinadora e assinaturas dos 
mesmos.
35
METODOLOGIA CIENTÍFICA
A submissão de resumos na língua estrangei-
ra deverá seguir os mesmos critérios da lín-
gua portuguesa.
Listagem de Ilustração
Apresentar tabelas, fluxogramas, fotografias, 
gráficos, mapas, fluxogramas e gráficos, indi-
cando o nome específico, o número, seguido 
de um hífen, um título e a página onde a ilus-
tração se encontra. A citação só é recomen-
dada quando houver pelo menos três ilustra-
ções.
Temos duas maneiras de apresentar: 
a) Listas separadas por tipo de ilustração - fa-
zer uma lista para cada tipo de ilustração em 
ordem;
b) Lista única para todos os tipos de ilustra-
ções - relaciona figuras, fluxogramas, fotogra-
fias, gráficos, mapas, organogramas e qua-
dros, na ordem em que aparecem no texto.
Lista de Tabela
Eles são listados na ordem em que aparecem 
no texto, indicando numeração – seguida de 
hífen, título e número da página onde a tabe-
la está localizada. Esta lista deve ser definida 
separadamente de outras listas. Listado ape-
nas se existirem três tabelas.
O apêndice e a tabela mostrada no apêndice 
não estão na lista de tabelas.
Listagem de Abreviaturas
As abreviaturas utilizadas no texto estão lis-
tadas em ordem alfabética. As abreviaturas 
são usadas para representar nomes com 
abreviaturas, enquanto as abreviaturas são 
usadas para representar nomes com iniciais. 
Salientamos que a indicação do nome por ex-
tenso seguido da sigla entre parênteses deve 
ser colocada na primeira vez de sua aparição 
no texto.
Agradecimentos
Essa parte fica a critério do autor, caso seja 
utilizado pode ser feita a pessoas ou institui-
ções.
Os agradecimentos constituem um elemen-
to facultativo que visa expressar reconheci-
mento às pessoas que, diretamente ou in-
diretamente, contribuíram para a conclusão 
da monografia. Cabe destacar que, diferen-temente da dedicatória, os agradecimentos 
podem exceder uma página, permitindo uma 
expressão mais ampla de gratidão.
Epígrafe
O autor fornece uma citação relacionada ao 
tema abordado no texto da obra e, em segui-
da, dá crédito à autoria. As referências com-
pletas às fontes de citações utilizadas nas 
entradas devem ser colocadas na bibliografia 
no final do artigo. O cadastro também pode 
ser feito na página inicial da seção principal, 
seguindo o mesmo formulário utilizado para 
cadastro na página do álibi.
Resumo em Língua Portuguesa
Proporciona uma apresentação concisa, cla-
ra e concisa do texto em português, desta-
cando os aspectos mais interessantes e im-
portantes. Devem ser destacados o objetivo, 
os métodos, os resultados e as conclusões do 
trabalho. Deve ser escrito de forma objetiva e 
não exceder 500 palavras. Os resumos são 
redigidos em bloco único, sem parágrafos e 
com espaço de 1,5 entre linhas. Palavras- 
chave criadas pelo autor devem ser incluídas 
no final do resumo, separadas por pontos.
Resumo em Língua Estrangeira
Esta é uma tradução em língua estrangeira 
do resumo em português. No final do resu-
mo deverão constar palavras-chave que o 
autor traduziu para o idioma escolhido. 
36
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Lista de Símbolos
Um símbolo indica um sinal, sinal ou algo se-
melhante. Tem um significado tradicional. Os 
símbolos devem ser escritos na ordem em 
que aparecem no texto, seguidos do seu sig-
nificado.
Sumário
Liste as principais seções do trabalho na or-
dem em que aparecem no texto. A formata-
ção usada nos títulos deve ser igual em fonte, 
tamanho e ênfase à fonte usada no texto. Re-
comenda-se que apenas a terceira parte da 
seção seja apresentada no resumo. 
De acordo com a NBR 6027 (ABNT, 2012b), 
quando uma obra é dividida em volumes, 
deve constar em cada volume um resumo 
completo da obra.
Texto
Estruturado em Introdução, Desenvolvimen-
to e Conclusão.
Introdução
A introdução apresenta os objetivos do tra-
balho e a forma como se espera que ele se 
desenvolva. Este é o primeiro capítulo do li-
vro e deve ser numerado. A introdução pode 
incluir as seguintes descrições: 
a) O tema da investigação e o seu contex-
to adequado (questão, objetivos, hipóteses, 
pesquisas anteriores e indicadores de traba-
lho “primário” e “periférico” sobre integrida-
de da informação) (ECO,201); 
b) Os métodos utilizados (tipo e natureza do 
estudo, população, amostra, forma de coleta 
de dados, tratamento dos dados, apresenta-
ção, descrição e interpretação das informa-
ções e/ou dados);
c) Visualize os capítulos que compõem o tex-
to.
É desejável que a introdução seja escrita du-
rante a preparação da peça, e finalizada após 
a conclusão da redação do desenvolvimento 
e da conclusão.
Desenvolvimento
A apresentação de um artigo científico nada 
mais é do que a essência de um trabalho 
científico. Ou seja, na parte de desenvolvi-
mento preparamos explicações e discussões 
teóricas relacionadas ao nosso tema, bem 
como os resultados coletados nos trabalhos 
preparatórios. Com isso, podemos verificar 
que o próprio texto introduz e desenvolve 
o tema. Consiste em uma descrição estrutu-
rada e detalhada do assunto. Está dividido 
em capítulos e subseções. Todas as seções e 
subseções devem conter texto. Os títulos não 
devem conter texto correspondente.
Conclusão
Resumidamente, o objetivo do trabalho, o al-
cance da hipótese, os resultados alcançados 
e o grau de implementação. Tire conclusões 
consistentes com os objetivos ou hipóteses. 
O último capítulo também deve ser numera-
do.
Figura 18
37
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Não devem ser acrescentadas tabelas intro-
dutórias e/ou de abertura do tipo “apêndice”.
Anexo
É um texto ou documento retirado de outra 
fonte que sustenta, comprova ou esclarece 
as ideias apresentadas no corpo do trabalho. 
Esta afirmação é precedida da palavra “ANE-
XO” e é identificada por letras maiúsculas 
consecutivas, um hífen e o título correspon-
dente, mesmo que haja apenas um anexo. 
Quando o alfabeto estiver esgotado, use le-
tras maiúsculas duplas para denotar sufixos. 
Não adicione tabelas introdutórias e/ou de 
abertura do tipo "anexo". Os anexos devem 
fazer referência à fonte.
Índice
Lista de palavras ou frases remissivas ao tex-
to podendo ser de autor, assunto, palavras- 
chave, etc.
A elaboração do índice é feita de acordo com 
a NBR 6034 
Formas de Apresentar
O trabalho deve atender a certos critérios 
como número de seções, tamanho da fonte, 
paginação, etc. Para entender melhor, vamos 
analisá-lo com mais detalhes:
• Para apresentação de trabalhos acadêmicos 
e relatórios de pesquisa devemos usar folha 
em papel branco no formato A4 (21x29,7 
cm); 
• A folha deve apresentar margem superior 
e à esquerda, de 3 cm e inferior e à direita, 
de 2 cm; recuo de parágrafo de 2 cm;
• Na escrita, devemos fazer uso da ortogra-
fia oficial, a cor da letra deve ser sempre 
preta, com exceção das ilustrações; 
Pós-Texto
Composto pelos seguintes elementos: refe-
rências, glossário, apêndices, anexos e índi-
ce. Estes elementos não são numerados, de-
vendo ficar todos os títulos centralizados.
Referências
É composto por descrições de itens que po-
dem identificar livros, teses, dissertações, 
artigos de periódicos, páginas da web, do-
cumentos eletrônicos, capítulos de livros, 
trabalhos apresentados em eventos, etc. Os 
autores citam parte de seu texto ou ideias di-
reta ou indiretamente no texto.
Somente as obras utilizadas e citadas no tex-
to deverão constar na bibliografia final. Infor-
mações verbais ou limitadas devem ser no-
tas de rodapé. Caso o autor tenha interesse, 
outras leituras não mencionadas no texto 
poderão ser colocadas em uma lista separa-
da intitulada "Comitê de Referência" após a 
bibliografia. Não é um elemento obrigatório. 
As referências serão estabelecidas de acordo 
com a NBR 6023.
Glossário
Lista alfabética de palavras ou termos técni-
cos menos conhecidos, obscuros ou de uso 
limitado e suas definições.
Apêndices
Trata-se de um apêndice, que pode ser um 
texto ou um documento, que o autor prepa-
ra para fundamentar seu argumento. Os ar-
tigos são precedidos da palavra “APÊNDICE”, 
indicado por letras maiúsculas consecutivas, 
um hífen e o título correspondente, mesmo 
que haja apenas um apêndice. Letras maiús-
culas duplas são usadas para identificar sufi-
xos quando as letras do alfabeto se esgotam. 
38
METODOLOGIA CIENTÍFICA
• Recomendamos a utilização de fonte ta-
manho 12 para o texto e tamanho menor 
para citações de mais de três linhas, notas de 
rodapé, paginação, legendas das ilustrações 
e tabelas;
• A numeração das páginas deve aparecer 
no canto superior direito da lauda, duas li-
nhas acima da primeira linha do texto. Con-
tamos as páginas a partir da folha de rosto, 
mas numeramos somente a partir da Intro-
dução, colocamos a numeração em todas as 
páginas, independentemente de abertura de 
página, até o apêndice; 
• Os títulos devem ficar alinhados à mar-
gem esquerda com o numeral separado por 
um único espaço;
• O alinhamento na margem direita para 
trabalhos científicos acadêmicos deve ser 
justificado; 
• O espacejamento entre as linhas do texto 
do corpo do trabalho, segundo as normas da 
ABNT, é espaço 1,5;
• Os títulos das seções devem estar separa-
dos do texto que antecede ou sucede por 
dois espaços (dois enter); 
• Os títulos das seções sem numeração, 
como errata, agradecimento, listas, re-
sumo, sumário, referências, glossário, 
apêndice, anexo, índice, devem ser centra-
lizados, conforme NBR 6024;1989, e apre-
sentados em CAIXA ALTA (letra maiúscula) e 
negrito; 
• Os títulos dos elementos textuais deverão 
ser numerados da Introdução à Conclusão 
e deverão obedecer a uma hierarquia
• Não deverão ser feitas muitas divisões de 
títulos;
• Seguir uma numeração sequencial nos títu-
los; 
• As seções primárias devem ser iniciadas 
em uma nova página, mesmo que haja es-
paço útil na página anterior.
Atividade
1. Os elementos pré-textuaisacabam con-
fundindo o aluno no momento de fechar o 
trabalho. Você sempre fica com dúvida? En-
tão, assinale com OP (o elemento que pode 
ser opcional) e OB (o elemento que é obri-
gatório). Para que você já adquira mais co-
nhecimento, vamos dispor os elementos na 
ordem em que devem se apresentar:
I. Capa ______
II. Folha de rosto ______ 
III. Ficha catalográfica no verso da folha de 
rosto (relatório de pesquisa, monografia, re-
latórios de estágio, dissertação e tese)______
IV. Errata (se houver) ______
V. Folha da aprovação (trabalhos que serão 
avaliados em banca examinadora)______
VI. Dedicatória ______
VII. Agradecimentos ______
VIII. Epígrafe ______
IX. Resumo ______ (língua vernácula e estran-
geira) 
X. Listas ______ (ilustrações e tabelas, símbo-
los, siglas e abreviaturas) 
XI. Sumário _________ 
Figura 19
39
METODOLOGIA CIENTÍFICA
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003. 311 p.
 
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos de 
graduação. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 174 p.
 
BASTOS, Cleverson Leite; KELLER, Vicente; MARTIM, Irineu; LENGRAND, Paul. Aprendendo a aprender: intro-
dução à metodologia científica. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2002. 104 p.
 
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica: para uso dos estudantes universitários. 
3. ed. São Paulo: MCCRAW-HILL do Brasil, 1983. 
 
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 
242p.
 
ANDER-EGG, Ezequiel. Introduccion a las técnicas de investigaci6n social: para trabajadoressociales. 7. ed. 
Buenos Aires: Humanitas, 1978. Parte n, Capítulo 6. 
 
ASTI VERA, Armando. Metodologia da pesquisa cientifica. 5. ed. Porto Alegre: Globo, 1979. Capítulo 1.
 
UFGS, Estrutura do Trabalho Acadêmico. Disponível em: https://www.ufrgs.br/bibeco/estrutu-
ra-do-trabalho-academico/#:~:text=deve%20ser%20mantida.-,A%20estrutura%20do%20trabalho%20aca-
d%C3%AAmico%20%C3%A9%20dividida%20em%20partes%20externas,opcionais%20que%20deve%20
ser%20mantida.&text=As%20partes%20externas%20s%C3%A3o%20lombada%20e%20capa
Referências Bibliográfica
40
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Figura 1: https://images.pexels.com/photos/6804091/pexels-photo-6804091.jpeg
Figura 2: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQTIfaEgH25xzg3MaFJWsENa7xxaZCPB-
mkAuA
Figura 3: https://images.pexels.com/photos/261651/pexels-photo-261651.jpeg
Figura 4: https://images.pexels.com/photos/5905710/pexels-photo-5905710.jpeg
Figura 5: https://ogimg.infoglobo.com.br/in/22294362-8bb-4a5/FT1086A/metodos-2.jpg
Figura 6: https://i0.wp.com/www.canalmasculino.com.br/wp-content/uploads/2020/03/loafer-mocassim-
-sem-meia.jpg
Figura 7: https://images.pexels.com/photos/1370295/pexels-photo-1370295.jpeg
Figura 8: https://images.unsplash.com/photo-1486312338219-ce68d2c6f44d
Figura 9: https://images.unsplash.com/photo-1501504905252-473c47e087f8
Figura 10: https://images.pexels.com/photos/6937874/pexels-photo-6937874.jpeg
Figura 11: https://images.unsplash.com/photo-1507537297725-24a1c029d3ca
Figura 12: https://images.unsplash.com/photo-1610473068872-908afb1a7317
Figura 13: https://images.pexels.com/photos/8640098/pexels-photo-8640098.jpeg
Figura 14: https://images.pexels.com/photos/5238126/pexels-photo-5238126.jpeg
Figura 15: https://images.pexels.com/photos/28823666/pexels-photo-28823666/free-photo-of-close-up-de-
-escrita-a-mao-em-arabe-no-papel.jpeg
Figura 16: https://images.pexels.com/photos/7988517/pexels-photo-7988517.jpeg
Figura 17: https://images.pexels.com/photos/3184639/pexels-photo-3184639.jpeg
Figura 18: https://images.pexels.com/photos/19915776/pexels-photo-19915776/free-photo-of-mulher-
-computador-portatil-laptop-notebook.jpeg
Figura 19: https://images.pexels.com/photos/5076531/pexels-photo-5076531.jpeg
Referências de Imagens
41
METODOLOGIA CIENTÍFICA
(92) 3643-2084
UNICENTER - Sala 122 (LABITICE)
Av. Prof. Nilton Lins, 3259 - Flores, Manaus - AM
CEP: 69058-030Anexo........................................................................................................................37
Índice..........................................................................................................................37
Formas de Apresentar............................................................................................37
Atividade...................................................................................................................38
Referências Bibliográfica.................................................................................39
Referências de Imagens..................................................................................40
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Módulo 1
Ciência e Conhecimento
6
METODOLOGIA CIENTÍFICA
A Disciplina de 
Metodologia Cientifica
Esta disciplina tem o intuito de conduzi-lo, 
com os desenvolvimentos dos conteúdos, à 
compreensão de que, por meio da pesquisa 
e da leitura, você poderá ampliar suas capa-
cidades de pensamentos e atitudes.
Pertinente a isso, precisamos compreender 
que a Metodologia Científica é a disciplina 
que "estuda os caminhos do saber", enten-
dendo que "método" representa caminho, 
"logia" significa estudo e "ciência" significa 
Saber.
Com isso podemos perceber a importân-
cia de estudarmos os caminhos do saber, 
ou seja, os métodos de ensino desta maté-
ria, que são procedimentos e/ou normas de 
elaboração de trabalhos acadêmicos. O mé-
todo é um agrupamento de procedimentos 
sistemáticos no qual os questionamentos 
são utilizados com critérios de caráter cien-
tífico, para termos fidedignidade dos dados, 
envolvendo princípios e normas que possam 
dar direção e a possibilidade de condições 
ao pesquisador, na realização de seus traba-
lhos, para que o resultado seja confiável e te-
nha maior probabilidade de ser generalizado 
para outros casos.
Com isso, podemos verificar que a ciência é 
capaz de proporcionar respostas dignas de 
confiança sujeitas a críticas; é uma forma de 
entender, compreender os fenômenos que 
ocorrem. A ciência é constituída pela obser-
vação sistemática dos fatos; por intermédio 
da análise e da experimentação, extraímos 
resultados que passam a ser avaliados uni-
versalmente. 
A Ciência
De acordo com as pesquisas históricas, po-
demos observar que o Homem sempre sen-
tiu a necessidade de saber dos “porquês” dos 
acontecimentos, dessa forma surgiu a Ciên-
cia.
Nesse intuito, podemos verificar etimologi-
camente que ciência significa conhecimento. 
No entanto, nem todos os tipos de conheci-
mentos pertencem à ciência.
Cervo e Bervian (2002, p. 16) afir-
mam que:
A ciência é um modo de compre-
ender e analisar o mundo empí-
rico, envolvendo o conjunto de 
procedimentos e a busca do co-
nhecimento científico através do 
uso da consciência crítica que leva-
rá o pesquisador a distinguir o es-
sencial do superficial e o principal 
do secundário.
Figura 1
Figura 2
7
METODOLOGIA CIENTÍFICA
aplicação dos métodos, análise e síntese, o 
estudante extrai do contexto social, ou do 
universo, princípios e leis que estruturam um 
conhecimento rigorosamente válido e uni-
versal. Nela são feitas perguntas e busca das 
explicações para os fatos, por meio de pro-
cessos que podem levar ao resultado com 
comprovação. Não é considerado pronto, 
completo e conclusivo, exigindo constante-
mente esclarecimentos, resolução, revisão e 
reavaliação dos resultados.
• Conhecimento Empírico - é conhecimento 
popular (vulgar), guiado apenas pelo que ad-
quirimos, no cotidiano ou incidentalmente, 
valendo-nos da experiência alheia, ora ensi-
nando, ora aprendendo, no intenso processo 
de interação humana e social. É assistemáti-
co, trata-se de crenças e valores, faz parte de 
tradições antigas. Como exemplo de conhe-
cimento empírico, você já deve ter ouvido a 
afirmação popular de que beber chá Marcella 
(mais conhecido como Marcella) pode curar 
dores de estômago, mas precisa ser colhido 
antes do pôr do sol da Sexta-feira Santa.
Podemos perceber que os fatos de que o Ho-
mem pré-histórico sentia medo passaram a 
ser esclarecidos pelos estudos, por meio de 
fatores metodológicos. Observa-se a impor-
tância da ciência como uma forma de conhe-
cimento humano, objetivo, racional, sistemá-
tico, geral, verificável e falível.
Ante a explicação do que é a ciência, preci-
samos compreender por que o trabalho de 
cunho cientifico implica na produção do co-
nhecimento, conhecido como “comum” e 
“cientifico”.
Fundamentos do Conhecimento
O conhecimento tem várias vertentes com 
suas características, certamente convivemos 
com algumas delas em nosso cotidiano, com 
isso conseguimos identificar pelo menos 
quatro níveis de conhecimentos essências: 
Científico; Empírico; Teológico e o Filosófico.
• Conhecimento Científico - é aquele co-
nhecimento literal e sistemático, o mais pró-
ximo a exatidão, buscando sempre conhecer 
além. Por meio da classificação, comparação, 
Oliveira (2002, p. 47) afirma que a 
ciência: 
Trata-se do estudo, com critérios 
metodológicos, das relações exis-
tentes entre causa e efeito de um 
fenômeno qualquer no qual o es-
tudioso se propõe a demonstrar 
a verdade dos fatos e suas apli-
cações práticas. É uma forma de 
conhecimento sistemático, dos 
fenômenos da natureza, dos fe-
nômenos sociais, dos fenômenos 
biológicos, matemáticos, físicos 
e químicos, para se chegar a um 
conjunto de conclusões verdadei-
ras, lógicas, exatas, demonstráveis 
por meio da pesquisa e dos testes.
Figura 3
8
METODOLOGIA CIENTÍFICA
• Conhecimento Teológico - é o estudo de 
questões sobre o conhecimento divino, sem-
pre implica uma atitude de fé diante da reve-
lação, místico ou sobrenatural, interpretado 
como notícia ou manifestação divina. Este, 
Buda, Muhammad, seres invisíveis ou qual-
quer outra entidade, entendida como um 
ser supremo, dependendo da cultura, toda 
nação com a qual o homem está conectado 
pela fé religiosa.
• Conhecimento Filosófico - ele tenta co-
nhecer a realidade em seu contexto univer-
sal, sem soluções definitivas para a maioria 
das questões; ele está constantemente pro-
curando o significado da justificação e a pos-
sibilidade de interpretação em relação ao ho-
mem e à sua existência concreta. A principal 
tarefa da filosofia se reduz à reflexão.
Método e Técnica
O uso de métodos científicos não é uma preo-
cupação exclusiva da ciência. Por outro lado, 
podemos dizer que não há ciência sem o uso 
sistemático de métodos científicos. Então 
apresentamos alguns conceitos do método 
científico e depois contamos a diferença en-
tre método e técnica e você terá uma melhor 
compreensão dessa relação com a ciência.
Oliveira (2002, p. 58) também contribui ao 
afirmar que método é um conjunto de regras 
ou critérios que serve de referência no pro-
cesso de encontrar explicações ou fazer pre-
visões em relação a problemas ou questões 
específicas. Porém, antes de desenvolver um 
método, é necessário definir claramente os 
objetivos que pretendemos atingir e exami-
nar de forma ordenada as questões: Por que 
isso está acontecendo? como isso acontece e 
onde ela ocorre? Quando isso vai acontecer? 
O que aconteceu?
Um método é um conjunto de processos usa-
dos em uma investigação. Segundo Cervo e 
Bervian (2002, pp. 23-25), não inventamos o 
método, depende do objetivo da pesquisa, 
pois toda investigação nasce de algum pro-
blema observado ou sentido, daí a utilização 
de um conjunto de etapas utilizadas pelo 
método científico para fornecer os subsídios 
necessários na busca de um resultado para a 
hipótese sob investigação.
O método científico é uma marca da ciência 
aplicada, por meio da qual se destaca um con-
junto de etapas operacionais que ocorrem na 
manipulação para atingir um determinado 
objetivo científico. Para tanto, consideramos 
pelo menos dois aspectos do método cientí-
fico:
• Sua aplicação de forma generalizada, deno-
minada método geral;
• Sua aplicação deforma particular e/ou rela-
tivamente, a uma situação do questionamen-
to científico, denominada método específico.
O método é, portanto, segundo Oliveira 
(2002, p. 57), “Uma forma de pensar para se 
chegar à natureza de um determinado pro-
blema, quer seja para estudá-lo, quer seja 
para explicá-lo.”
Segundo Lakatos e Marconi (2003, 
p. 85):
[...] o método é um conjunto das 
atividades sistemáticas e racionais 
que, com maior segurança e econo-
mia, permite alcançar o objetivo – 
conhecimentos válidos e verdadei-
ros –, traçando o caminho a ser se-
guido, detectando erros e auxilian-
do as decisões do cientista.
Figura 4
9
METODOLOGIA CIENTÍFICA
O exemplo dado pelo autor, quis demos-
trar o que?
Que ao não seguir a ordem correta de ações 
ao usar o método, o resultado não é alcança-
do na primeira tentativa. Para chegar ao re-
sultado que você espera, tem que voltar no 
começo da sequência e fazer direito, ou seja, 
seguir o método, porque se o método não for 
seguido, você perde tempo e energia. O au-
tor acrescenta: o método nada mais é do que 
uma forma de atingir o objetivo.
Métodos Científicos
Há diversas formas de classificar os métodos 
científicos, segundo alguns autores especiali-
zados no assunto. 
Entre os métodos mais comuns para o desen-
volvimento e ordenação do raciocínio, Bastos 
e Keller (2002, pp. 84-85) destaca:
Dedução - descobre uma verdade a partir de 
outras verdades que já conhecemos.
Indução - parte da enumeração de experiên-
cia ou casos particulares, para chegar a con-
clusões de ordem universal; inclui quatro eta-
pas: observação, hipótese, experimentação e 
a constatação de que a hipótese levantada, 
para explicar o fato observado, é confirmada 
pela experimentação e transformada em te-
oria ou lei.
Podemos compreender que ciência é com-
posta por um conhecimento racional, me-
tódico e sistemático, passível de verificação, 
buscada por diversos métodos e técnicas, ou 
seja, por meio de etapas em que surgem no-
vas relações entre fenômenos de interesse 
de determinado ramo da ciência ou aspectos 
de determinado fenômeno ainda não desco-
bertos.
Parafraseando o autor Galliano, cada pessoa 
vive diariamente rodeada de métodos, mes-
mo que não os conheça. Na hora de limpar 
a casa não se coloca primeiro um pano úmi-
do para depois varrer o chão; ao grelhar, não 
sele a carne antes de adicionar sal e especia-
rias; quando você come uma laranja, você 
não a corta em pedaços e depois tira a casca; 
você tem que usar o método certo para atin-
gir um objetivo tão simples.
Galliano dá o exemplo de usar meias e sapa-
tos para deixar a explicação ainda mais cla-
ra. Se você não seguir a sequência correta de 
ações, você calça o sapato primeiro, depois 
você vê que não dá para calçar a meia, já no 
sapato, então você tem que tirar e depois cal-
çar a meia e colocá-la novamente.
Figura 5
Figura 6
10
METODOLOGIA CIENTÍFICA
No entanto para Bastos e Keller (2002, p. 87-
90), eles citam sobre o método dedutivo e in-
tuitivo da seguinte forma, para a compreen-
são dos fatos pela ciência, os procedimentos 
fundamentais na pesquisa devem ser pro-
cessados, conforme Fachin (2003, p. 29-31), 
pelo método indutivo (análise) e pelo método 
dedutivo (síntese):
Indutivo - é um procedimento de raciocínio 
que vai da análise de dados específicos a con-
ceitos gerais. O autor dá o seguinte exemplo: 
partimos da constatação empírica de que a 
prata é um minério condutor de eletricidade 
e que está incluída no grupo dos metais, por 
sua vez faz parte dos minérios. A partir disso, 
deduz-se por análise indutiva que a prata é 
um condutor de eletricidade;
Dedutivo - do geral ao específico. Usando o 
mesmo exemplo, o autor afirma que todos 
os metais são condutores de eletricidade. A 
prata é um metal, por isso é um condutor de 
eletricidade. Por raciocínio dedutivo, se os 
metais pertencem ao grupo dos condutores 
de eletricidade e se a prata conduz eletrici-
dade, necessariamente entendemos que a 
prata é um metal.
Fachin (2003, p. 31) conclui que os métodos 
indutivo e dedutivo não se opõem e formam 
uma mesma cadeia de raciocínio. Ele tam-
bém cita como exemplo: a varíola é tratável 
com a vacina X; ora, tal paciente é portador 
de varíola, portanto está curado pela vacina 
X. Houve uma intuição de estabelecer uma 
ordem geral de conhecimento sobre medici-
na, por raciocínio dedutivo, utilizando a ex-
periência previamente conhecida e induzida. 
O método indutivo é apenas a fase científica, 
é o espírito experimental da ciência que ofe-
rece probabilidades, enquanto o método de-
dutivo é a fase de ação que oferece certezas.
Segundo Miranda Neto (2005, pp. 22-26), o 
método científico não é um só, existem di-
ferentes formas de abordar os resultados 
científicos; métodos analíticos e sintéticos, 
indutivos e dedutivos são essenciais para a 
construção da base teórica de todas as ciên-
cias, cabe ao pesquisador decidir qual méto-
do é o mais adequado.
Técnica da Pesquisa
A técnica de pesquisa trata dos procedimen-
tos práticos que devem ser adotados para 
a realização do trabalho científico, indepen-
dentemente do método utilizado, escreve 
Miranda Neto (2005, p. 39). A técnica é usa-
da para registrar e quantificar os dados ob-
servados e classificá-los. A técnica especifica 
como fazer (OLIVEIRA, 2002, p. 58).
Para realizar a pesquisa, é necessário utilizar 
técnicas adequadas no projeto, capazes de 
coletar dados suficientes para dar conta dos 
objetivos traçados. Para determinar o tipo de 
instrumento, é necessário monitorar o que 
será estudado, o que será relatado.
Oliveira (2002, p. 63) acrescenta 
um método indutivo e dedutivo, 
quando você percebe que:
A dedução e a indução, tal como 
a síntese e análise, generalizações 
e abstrações, não são métodos 
isolados de raciocínio de pesqui-
sa. Eles se completam [...]; a con-
clusão estabelecida pela indução 
pode servir de princípio – premissa 
maior - para a dedução, mas a con-
clusão da dedução pode também 
servir de princípio da indução se-
guinte – premissa menor –, e assim 
sucessivamente.
Figura 7
11
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Atividade
1. Todo conhecimento científico é verdadeiro 
e definitivo. Argumente sua resposta.
2. Correlacione as afirmações sobre os tipos 
de conhecimento com as situações apresen-
tadas para eles.
a) Empírico 
b) Científico 
c) Filosófico 
d) Teológico
( ) Gelatina diet (sem adição de açúcar), con-
tendo três vitaminas e dois sais minerais, é 
indicada para quem necessita fazer trata-
mento de ingestão controlada de açúcar. 
( ) O homem poderá ser produzido em série, 
em tubos de ensaio.
( ) Benzer cura dor de cabeça, mas tem de ser 
antes do pôr do Sol.
( ) Jesus Cristo morreu na cruz para nos sal-
var dos pecados.
Veja o que Fachin (2003, p. 29) es-
creve: 
Vale a pena salientar que méto-
dos e técnicas se relacionam, mas 
são distintos. O método é um con-
junto de etapas ordenadamente 
dispostas, destinadas a realizar e 
antecipar uma atividade na bus-
ca de uma realidade; enquanto a 
técnica está ligada ao modo de se 
realizar a atividade de forma mais 
hábil, mais perfeita. [...] O método 
se refere ao atendimento de um 
objetivo, enquanto a técnica ope-
racionaliza o método.
Ao realizar uma pesquisa de acordo com Oli-
veira (2003, p. 66), por uma vez definidas as 
fontes de dados e o tipo de pesquisa, que 
pode ser de campo ou de laboratório, deve-
mos levantar as técnicas a serem utilizadas 
para a coleta de dados e enfatizar: questio-
nários, entrevistas, observações, formulários 
e discussões em grupo.
Figura 8
Módulo 2
Procedimentos Didáticos
13
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Leitura e seus Elementos
A leitura é um fator decisivo no estudo, pois 
permite ampliar o conhecimento, obter infor-
mações básicas ou específicas, abrir novos 
horizontes da mente, sistematizar o pensa-
mento, enriquecer o vocabulário e melhor 
compreender o conteúdo das obras.
É preciso ler muito, constante e constante-
mente, porque a maior parte do conhecimen-
to se adquirelendo: ler significa conhecer, 
interpretar, decifrar, distinguir os elemen-
tos mais importantes dos secundários e se-
lecionar os mais representativos e sugesti-
vos, usando-os como fonte de novas ideias 
e conhecimentos através dos processos de 
busca, assimilação, retenção, crítica, compa-
ração, verificação e integração do conheci-
mento: Por isso, como há muitas fontes para 
ler e nem todas são importantes, a seleção é 
necessária.
Ao procurar material de leitura adequado, é 
necessário identificar o texto. Existem vários 
elementos auxiliares com:
Livros ou textos selecionados são usados 
para leitura ou consulta; podem ajudar no 
estudo no que diz respeito ao conhecimento 
técnico e atual que contêm, ou oferecer sub-
sídios para a elaboração de trabalhos cientí-
ficos, incluindo seminários, trabalhos escola-
res e monografias. Por esta razão, cada aluno 
deverá, se possível, tratar da criação de uma 
biblioteca de obras selecionadas que serão 
o seu instrumento de trabalho. Geralmente 
começa com peças clássicas que permitem 
que você obtenha base em qualquer campo 
da ciência que você pretende seguir e depois 
passar para áreas mais especializadas e atu-
ais relacionadas à sua área de interesse pro-
fissional.
Título - apresenta-se com ou sem 
subtítulo, estabelecendo o assun-
to e por vezes a intenção do autor;
Publicação – fornece elementos 
para confirmar sua atualização e 
aceitação (número de edições), a 
exceção são os textos clássicos, 
onde a atualidade não importa;
Contracapa – permite que as cre-
denciais ou qualificações do autor 
sejam verificadas; aqui normal-
mente encontra-se a valoração da 
obra, bem como a designação do 
“público” a que a obra se destina;
Sumário – elenca tanto os temas 
abordados na tese quanto o deta-
lhamento a que o assunto está su-
jeito;
Introdução –fornece pistas sobre 
os objetivos do autor e geralmente 
sobre a metodologia utilizada por 
ele;
Bibliografia – tanto no final como 
nas notas de rodapé dá uma ideia 
das obras consultadas e das suas 
características gerais.
Figura 9
14
METODOLOGIA CIENTÍFICA
A mera seleção de obras não é suficiente. A 
leitura deve levar à aquisição de informações 
básicas e específicas, variando a forma de ler 
de acordo com os objetivos pretendidos, mas 
sem perder os seguintes aspectos: ler com 
um objetivo específico, mantendo as unida-
des de pensamento, avaliando o que se lê; 
cuide do conhecimento de todas as palavras, 
utilize glossários, dicionários especializados 
da área ou mesmo um dicionário geral; pare 
de ler, periódica ou definitivamente, se per-
ceber que a informação não é o que você es-
perava ou não é mais relevante; discussões 
frequentes sobre leitura com colegas, profes-
sores e outros.
Leitura Rentável
Ter uma leitura proveitosa é trazer resulta-
dos adequados, para algumas características 
fundamentais para isso ocorrer, como por 
exemplo: Em suma, a leitura acadêmica nunca deve ser 
feita sem antes determinar o seu objetivo ou 
finalidade, sem compreender uma parte do 
que se lê (mesmo que seja uma ou duas pala-
vras), sem avaliar, discutir e aplicar os conhe-
cimentos resultantes da análise. e síntese do 
texto lido.
Objetivos
Há uma grande dificuldade em ter uma leitu-
ra proveitosa e para melhorar isso, existem 
algumas técnicas e objetivos para quem pre-
tende lidar com diferentes textos. Com isso 
temos:
Concentração - aplicação cuida-
dosa e profunda da mente ou do 
espírito a um determinado assun-
to, buscando compreensão, assi-
milação e compreensão do conte-
údo subjacente de um texto;
Pretensão - interesse ou propósi-
to de obter algum benefício inte-
lectual através da leitura;
Ponderação - reflexão sobre o que 
se lê, olhando sob todos os pontos 
de vista, tentando descobrir novos 
pontos de vista, novas perspecti-
vas e relações; isso favorece a as-
similação das ideias do autor, seu 
esclarecimento e aprimoramento, 
o que ajuda a aprofundar conhe-
cimentos;
Espirito Crítico - avaliação de 
texto. Envolve avaliar, comparar, 
aprovar ou rejeitar, aceitar ou re-
futar diferentes posições e pontos 
de vista. Ler criticamente é fazê-lo 
com reflexão, não aceitar ideias 
sem análise ou reflexão, proposi-
ções sem discussão, ou raciocínio 
sem investigação; consiste em fa-
zer um julgamento de valor, per-
cebendo o que há de bom e ver-
dadeiro em um texto, bem como o 
que há de fraco, medíocre ou falso;
Análise – dividir o tema em partes, 
determinando as relações existen-
tes entre elas, seguida da compre-
ensão de toda a sua organização;
Síntese – reconstituição das partes 
decompostas pela análise, proce-
dendo-se ao resumo dos aspectos 
essenciais, deixando de lado tudo 
o que for secundário e acessório, 
sem perder a sequência lógica do 
pensamento.
Skimming - Essa prática consiste 
em observar o texto apenas para 
revelar o tema geral, sem se pre-
ocupar com os detalhes. Portanto, 
devemos estar atentos à diagra-
mação do texto, entender os pa-
rágrafos iniciais e finais, além de 
acompanhar os elementos não- 
verbais como figuras, gráficos, ta-
belas, etc.
15
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Fases
A leitura informativa envolve diversas fases, 
que podem ser resumidas da seguinte forma:
O que nos interessa especificamente é estu-
dar ou ler informações. O objetivo é coletar 
informações para um propósito específico. 
Tem três objetivos principais:
• Certificar-se do conteúdo do texto, cons-
tatando o que o autor afirma, os dados que 
apresenta e as informações que oferece; 
• Correlacionar os dados coletados a partir 
das informações do autor com o problema 
em pauta;
• Verificar a validade dessas informações.
Scanning - A scanning é uma técni-
ca de leitura que envolve percorrer 
o texto com os olhos até encontrar 
a informação específica desejada. 
Isso significa que, diferentemente 
da técnica de skimming, o escane-
amento funciona de forma mais 
abrangente – mas também com o 
intuito de ser prático e objetivo.
Do significado - uma visão ampla 
do conteúdo, principalmente so-
bre o que importa, se ignorarmos 
os aspectos secundários, para pas-
sar tudo de uma vez, sem voltar 
atrás;
Do estudo - absorver de forma 
mais completa o conteúdo e todos 
os significados, ler, reler, usar di-
cionário, marcar ou sublinhar pa-
lavras ou frases-chave e criar resu-
mos;
Crítico - estudar e formar uma 
visão do texto, comparando as 
afirmações do autor com todo o 
conhecimento prévio de quem lê; 
avaliação de dados e informações 
quanto à veracidade da argumen-
tação, sua confiabilidade, atualida-
de e, também, verificação se está 
correta e completa.
Prévia - leitura rápida, cujo obje-
tivo é encontrar um objeto de in-
teresse ou verificar a existência de 
determinada informação. Isso é 
feito consultando o índice ou resu-
mo, verificando os títulos dos capí-
tulos e suas divisões;
Pré-Leitura - leitura sonora, a fim 
de encontrar a informação, pois 
já se sabe de sua existência. Pre-
sume-se que um capítulo ou tópi-
co trate de um tema de interesse, 
mas pode omitir um aspecto dire-
tamente relacionado ao problema 
em questão. Folha de rosto, intro-
dução, prefácio, "orelhas" e con-
tracapa, bibliografia e notas de ro-
dapé são examinadas;
Seletiva - leitura que visa a sele-
cionar as informações mais impor-
tantes relacionadas ao problema 
em questão. A determinação pre-
liminar de vários propósitos espe-
cíficos é importante para esta fase, 
que forma a última etapa de colo-
car o material a ser examinado e 
na primeira etapa de uma leitura 
mais séria e profunda. A seleção 
consiste em eliminar o redundante 
e focar nas informações realmente 
relevantes para o nosso problema;
Reflexiva - mais profundo que o 
anterior se refere ao reconheci-
mento e avaliação das informa-
ções e intenções do autor. As fra-
ses-chave são identificadas para 
descobrir o que o autor está dizen-
do e por quê;
16
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Crítica - avalia as informações do 
autor. Significa saber selecionar e 
distinguir as ideias principais das 
ideias secundárias, hierarquizá-las por ordem de importância. A 
ideia é obter uma visão sincrética 
e global do texto, por um lado, e 
revelar as intenções do autor, por 
outro. No primeiro momento da 
fase crítica, é preciso entender o 
que o autor quis transmitir e, por-
tanto, analisar e avaliar suas ideias 
de acordo com suas próprias in-
tenções, e não de acordo com as 
intenções do pesquisador; na se-
gunda, devemos corrigir ou ratifi-
car nossos próprios argumentos 
e conclusões, compreendendo o 
quê e o porquê de suas proposi-
ções;
Interpretativa - Relaciona as afir-
mações do autor aos problemas 
para os quais se buscam soluções 
através da leitura dos textos. Se, 
por um lado, é realizado um estu-
do aprofundado das ideias prin-
cipais da obra de acordo com os 
propósitos que nortearam o seu 
autor, por outro lado, o aproveita-
mento total ou parcial de tais teses 
está subordinado aos objetivos 
de quem estuda ou pesquisa: é a 
associação de ideias, a transferên-
cia de situações e a comparação 
de propósitos, através da qual se 
seleciona apenas o que é relevan-
te e útil, contribuindo para a solu-
ção dos problemas propostos por 
quem realiza a leitura. Relevante 
e útil é, portanto, tudo o que tem 
a função de provar, corrigir ou ne-
gar, definir, delinear e dividir con-
ceitos, justificar ou desqualificar e 
auxiliar na interpretação de afir-
mações, questões, métodos, técni-
cas, resultados ou conclusões;
Explicativa - leitura dirigida pelo 
autor para verificar os fundamen-
tos da verdade (geralmente neces-
sária para escrever monografias 
ou teses).
Figura 10
17
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Resumir e Sublinhar
A leitura informativa também é chamada 
de leitura de estudo. Pretende-se, por-
tanto, mostrar, através das técnicas que 
requerem como o aluno deve proceder 
para melhor estudar e absorver o conte-
údo e os significados do texto. O passo a 
passo é o caminho a percorrer, mas ou-
tras duas técnicas são essenciais: saber 
sublinhar e resumir o que leu.
Antes de tudo, precisamos entender que 
todo texto, capítulo, subseção ou mes-
mo parágrafo possui uma ideia principal, 
um conceito básico, uma palavra-chave 
que se apresenta como fio condutor do 
pensamento. Como normalmente não 
se destaca da multidão, sua descoberta é 
a base de todo aprendizado. Na verdade, 
em cada parágrafo este fator essencial 
deve ser captado porque a leitura leva 
à compreensão isso é feito organizando 
as ideias expressas em uma hierarquia 
para que a palavra-chave possa ser en-
contrada. Ao descobrir, implementar e 
articular as ideias principais dos pará-
grafos, encontramos todo o fio condutor 
que dá unidade ao texto, que desenvolve 
o raciocínio que demonstra as proposi-
ções.
Por outro lado, a ideia principal não dei-
xa de ter outras que revelam detalhes 
importantes, gravitando em torno dela 
como um sistema solar em miniatura. 
Argumentos para justificá-la, analogias 
para esclarecê-la, exemplos para eluci-
da-las e fatos a que se referem aparecem 
próximos à ideia principal. É necessário 
reconhecer este “sistema planetário” em 
torno do “sol” e separá-lo de fatores me-
nos importantes, caso contrário a uni-
dade de pensamento se perde. Por isso, 
um bom leitor utiliza os recursos do su-
blinhado, marcando com linhas verticais 
nas bordas, utilizando cores e marcas di-
ferentes para cada parte importante do 
todo. Figura 11
18
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Alguns conceitos básicos da arte de subli-
nhar podem ser resumidos:
• Nunca marcar nada na primeira leitura, cujo 
objetivo é apenas organizar o texto hierar-
quicamente na mente, para que os pontos 
mais importantes sejam destacados poste-
riormente;
• Sublinhar apenas as ideias principais e de-
talhes importantes, usando dois traços para 
palavras-chave e um para os detalhes mais 
importantes para destacar os primeiros;
• Caso ocorram passagens relevantes para a 
ideia desenvolvida no texto, elas devem ser 
assinaladas integralmente com uma linha 
vertical na borda. Da mesma forma, os tre-
chos que suscitem dúvidas conflitantes com 
o tema exposto e com a tese que o sustenta 
deverão ser marcados com ponto de inter-
rogação, pois representam o material básico 
para a leitura expositiva, onde sua veracida-
de será testada, interpretada e confrontada 
com outros textos. O que consideramos ob-
jeto de crítica, corrigível ou insustentável no 
quadro do raciocínio desenvolvido, deve ser 
assinalado com um ponto de interrogação;
• Cada parágrafo deverá ser composto por 
palavras sublinhadas e sua leitura deverá 
representar a continuidade e plenitude do 
texto do telegrama com sentido contínuo e 
encadeado;
• Cada palavra que não entendemos deve ser 
compreendida com a ajuda de dicionários e 
se necessário colocar seu significado no es-
paço entre eles para facilitar a leitura. Porém, 
o ideal é que o significado seja compreendi-
do e a palavra seja acrescentada ao vocabu-
lário de quem a lê. Também é aconselhável 
não interromper a leitura em caso de dúvida 
sobre uma palavra, pois o texto a seguir mui-
tas vezes esclarece qual dos sentidos listados 
no dicionário é mais adequado em um caso 
particular. Portanto, durante a primeira leitu-
ra, é necessário anotar os termos e consultar 
uma fonte que esclarecerá seu significado 
antes da segunda. Nunca é demais reiterar 
que a leitura é uma forma de expandir seu 
vocabulário.
Depois de marcar diferentes partes do texto 
com diferentes marcas ou cores, após leitu-
ras sucessivas, devemos proceder ao desen-
volvimento de um esquema que respeite a 
hierarquia a partir do fato de que em cada 
frase a ideia expressa pode ser condensada 
em palavras-chave; em um parágrafo, a ideia 
principal comunica-se com frase principal; e 
por fim, na exposição, a sequência das ideias 
principais é concretizada em parágrafos-cha-
ve. No esquema devemos também levar em 
conta que: se as ideias secundárias precisam 
ser distinguidas umas das outras, após des-
cartar as sem importância, é necessário bus-
car conexões que liguem as ideias sucessivas, 
sejam elas paralelas, opostas, coordenadas 
ou subordinadas, para analisar sua sequ-
ência, encadeamento lógico e desenvolvido 
raciocínio. Desta forma, o esquema decorre 
naturalmente da análise efetuada.
Resumindo o que foi dito acima, devemos 
destacar: o desenvolvimento de um esboço 
baseia-se em uma hierarquia de palavras- 
chave, frases e parágrafos, que, destacados 
após diversas leituras, devem representar 
conexões entre ideias sucessivas para sus-
tentar o pensamento desenvolvido.
Assim, resumir consiste na capacidade de en-
curtar um texto, parágrafo, frase e reduzi-los 
aos elementos mais importantes. Ao con-
trário de um esboço, um resumo forma um 
parágrafo com pleno significado: não apenas 
indica tópicos, mas condensa sua apresen-
tação. Por fim, resumir facilita o trabalho de 
captar, analisar, conectar, fixar e integrar o 
que se estuda e serve para revelar o assunto, 
ainda na prova.
Figura 12
19
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Tipos de Esquema e Resumo
Para compreender as diferentes fases da or-
ganização industrial, é necessário distinguir 
dois tipos de relações sociais presentes no 
processo de produção: as relações sociais 
formais de produção, mais permanentes e 
estáveis, e as relações sociais de trabalho. 
Ambos tendem a se desenvolver de forma 
independente e ao mesmo tempo correlacio-
nados.
As primeiras – relações sociais formais de 
produção – resultam de direitos definidos, 
acesso a determinado modo de vida e partici-
pação nos resultados do processo produtivo. 
Cada tipo de sistema de produção cria, assim, 
tipos específicos de relações sociais formais 
que lhe são inerentes e que determinam as 
condições sob as quais as pessoas entram no 
processo de produção e participam nos seus 
resultados.
A segunda - relações sociais no trabalho - 
inclui aquelas relações que advêm da asso-
ciação entre indivíduos num processo produ-
tivo cooperativo, são, portanto, de natureza 
direta ou primária, incluem contatos pesso-
ais. A tecnologia utilizada no processoprodu-
tivo e a divisão do trabalho existente deter-
minam diferentes formas de relações sociais 
no trabalho.
A correlação entre estes dois tipos 
de relações sociais é verificada de 
diversas maneiras:
• Dependendo da natureza do 
sistema de produção, as relações 
sociais no trabalho envolvem indi-
víduos iguais ou diferentes. Numa 
sociedade primitiva baseada na 
agricultura, o indivíduo não só é 
obrigado a trabalhar para o chefe 
da família, mas geralmente traba-
lha com ele (no processo produ-
tivo); na sociedade industrial, por 
outro lado, estes dois tipos de rela-
ções sociais raramente se juntam: 
o trabalhador normalmente não 
conhece as pessoas com quem 
trabalha (para quem trabalha).
• Apesar da tendência para algum 
tipo de relacionamento formal no 
processo de produção para criar 
um conjunto específico de rela-
ções sociais no trabalho, geral-
mente ambos os tipos de relações 
sociais variam independentemen-
te, como ocorre no sistema produ-
tivo industrial; sob relacionamen-
tos formais industrialismo, que os 
trabalhadores estabeleceram com 
seus colegas, diferentes formas de 
relações sociais.
• As relações sociais formais de 
produção mudaram, mas nem tan-
to, uma frequência que parece ser 
mais estável e permanente do que 
as relações sociais no trabalho. Es-
tas representam mudanças cons-
tantes baseadas nas condições 
tecnológicas (processo produtivo) 
e na forma e expansão da divisão 
do trabalho.
• É acompanhado por mudanças 
nas relações sociais formais de 
produção por profundas mudan-
ças sociais globais (ou são deter-
minadas por elas), enquanto as 
mudanças nas relações sociais no 
trabalho afetam apenas um grupo 
limitado de trabalhadores.
Figura 13
20
METODOLOGIA CIENTÍFICA
• Esquema 
- Processo de produção 
 • Relações sociais formais de produção 
 • Relações sociais no trabalho
- Características 
- Correlação 
 • Indivíduos envolvidos 
 • Variações
 • Frequência das variações 
 • Relação com a sociedade global
• Resumo
Surge um processo de produção: relações 
sociais formais de produção e relações so-
ciais de trabalho.
A primeira resulta de uma participação de-
finida nos resultados do processo produtivo.
A segunda deriva da associação entre indiví-
duos em um processo produtivo cooperativo.
Essas duas formas de relações sociais se cor-
relacionam de maneiras diferentes:
 • Os indivíduos são iguais (sociedades 
 primitivas) ou diferentes (sociedades 
 industriais);
 • Os dois tipos geralmente variam de 
 forma independente;
 • O primeiro varia menos que o segun- 
 do;
 • Os primeiros estão geralmente rela 
 cionados com mudanças na sociedade 
 global e o outro não.
Análise de Texto
Fases
Analisar significa estudar, decompor, disse-
car, dividir, interpretar. A análise de texto 
refere-se ao processo de conhecimento de 
uma determinada realidade e pressupõe um 
exame sistemático de elementos; portanto, é 
decompor o todo em suas partes para fazer 
um estudo mais completo, para encontrar o 
elemento-chave do autor, para determinar 
as relações que prevalecem nas partes indivi-
duais, para compreender a forma como elas 
são organizadas e a estruturação de ideias de 
forma hierárquica.
É a análise que permitirá observar os compo-
nentes do conjunto, perceber as suas possí-
veis relações, ou seja, passar da ideia-chave 
para um conjunto de ideias mais específicas, 
passar à generalização e finalmente à crítica.
A primeira parte contém, portanto, a de-
composição dos elementos essenciais e sua 
classificação, ou seja, a verificação dos com-
ponentes do conjunto e suas possíveis rela-
ções. Em outras palavras, você passa de uma 
ideia-chave geral para um conjunto de ideias 
mais específico.
Exemplo:
As relações sociais no trabalho, no sistema 
corporativo, variam segundo as alterações 
da tecnologia e da divisão do trabalho?
Iremos detalhar a questão que levantamos, 
em relação ao texto, as seguintes indagações:
• A tecnologia manual origina algum tipo 
de: 
 - Trabalho padronizado?
 - Trabalho rotinizado?
 - Trabalho especializado? 
• A divisão do trabalho ocorre:
 - Com base no produto, permite uma 
 especialização eficiente, aumentando 
 a produtividade e qualidade dos resul- 
 tados.
 - Na atuação individual no processo 
 de produção?
21
METODOLOGIA CIENTÍFICA
• Sanadas as dúvidas, faça uma nova leitura, 
visando a compreensão do todo;
• Leia novamente e procure uma ideia princi-
pal ou palavra-chave que possa estar explícita 
ou implícita no texto; às vezes é confundido 
com aspectos secundários ou complementa-
res;
• Localizar eventos e ideias, compará-los en-
tre si, procurar semelhanças e diferenças 
existentes;
• Agrupá-los, pelo menos de acordo com se-
melhanças importantes, e organizá-los em 
ordem hierárquica de importância;
• Interpretar ideias e/ou fenómenos, tentar 
descobrir as conclusões a que o autor che-
gou e tirar possíveis conclusões;
• Prossiga com a crítica do material como um 
todo e principalmente das conclusões
Análise Textual
A Análise Textual se divide em três (3) par-
tes:
Parte 01 – Análise dos Elementos: consis-
tindo em uma visão geral de todos os ele-
mentos constitutivos básicos do texto com 
o objetivo de compreendê-lo. Os elementos 
podem aparecer explícita ou implicitamente 
dependendo de como o autor os apresenta. 
Alguns são fáceis de identificar, outros exi-
gem mais esforço, leitura continuada, análise 
mais aprofundada, reflexão e, em alguns ca-
sos, pesquisas em outras fontes para melhor 
compreender a mensagem do autor.
• Se há alterações na tecnologia e na divi-
são do trabalho: 
 - As relações baseiam-se no processo 
 produtivo; 
 - Na estrutura e valores da organiza- 
 ção? (Texto sobre Relações sociais no 
 trabalho no sistema corporativo)
Procedimento e Objetivo
A análise do texto deverá levar o aluno a:
• Aprender a ler, ver, selecionar o que há de 
mais importante no texto;
• Reconhecer a organização e estrutura de 
uma obra ou texto;
• Interpretar o texto, familiarizar-se com 
ideias, estilos, vocabulário;
• Alcançar níveis mais profundos de compre-
ensão;
• Reconhecer o valor do material, separar o 
importante do secundário ou
• Suplemento;
• Desenvolver a capacidade de distinguir fac-
tos, hipóteses e problemas;
• Encontrar ideias ou direções principais e se-
cundárias;
• Perceber como as ideias estão relacionadas;
• Identificar as conclusões e as bases que as 
sustentam.
O procedimento deve incluir as seguintes 
etapas:
• Ter um sentido completo, aproximar-se da 
sua leitura integral para obter uma visão do 
todo;
• Leia novamente o texto, marque ou marque 
palavras e expressões desconhecidas, use 
um dicionário para esclarecer seu significa-
do;
Figura 14
22
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Parte 02 – Análise das Relações: seu objeti-
vo é encontrar as principais relações, estabe-
lecer conexões com os diferentes componen-
tes do texto. Para uma análise mais completa, 
é necessário não apenas documentar as prin-
cipais partes do texto, mas também indicar 
quais delas estão relacionadas ao tema ou 
hipótese central. Este tipo de análise permite 
verificar se há coerência em relação aos ele-
mentos, entre as diferentes partes do texto e 
entre estas e a ideia central. Relacionamen-
tos podem ser encontrados entre:
• Ideias secundárias; 
• Acontecimentos específicos que confor-
mam uma opinião; 
• Pressupostos básicos de uma tese ou refle-
xão sobre a qual se idealiza; 
• Elementos de causa e efeito; 
• Elementos de argumentação e afirmações 
pertinentes ou não.
Parte 03 – Análise da Estrutura: Verifica-
mos as partes como um todo, evidenciando 
as relações que consistem nelas. Essa análise 
tem um padrão mais alto que os outros, sua 
estrutura é: 
• Estática - resultante de um processo de 
sucessão de fenômenos preestabelecidos, 
como os textos de História. A ordem estrutu-
ral estabelece o tipo de disposição; enume-
ração dos elementos constitutivos básicos, 
descrição das relações de todos os elemen-
tos (como um todo e entresi) e análise do 
processo que os originou; 
• Dinâmica - geradora de um processo. O or-
denamento consiste em enumerar as partes 
constitutivas básicas e descrever seu funcio-
namento e finalidade. Neste tipo estão en-
quadrados os textos de ciências sociais. 
Tipos de Análise de Texto
Com frequência, a análise de textos é realiza-
da a partir de trechos selecionados de obras 
mais amplas, como atividade didática pro-
posta a turmas de estudantes.
A tarefa pode ser dividida em partes indivi-
duais e coletivas, inclusive com a participação 
do tutor. Apresentaremos algumas suges-
tões para esses trabalhos:
Análise Textual – Essa análise tem a me-
diação do professor, dando início a algumas 
explicações sobre o autor, vocabulário espe-
cífico e outros fatos considerados importan-
tes compreensões da parte examinada. Em 
seguida, tendo identificado o texto como um 
todo que representa uma ideia completa, 
cada aluno deve fazer uma leitura rápida de 
forma independente para obter uma visão 
geral da unidade. A leitura sequencial permi-
tirá, em primeiro lugar, marcar e esclarecer 
palavras desconhecidas e, em segundo lugar, 
delinear o texto para mostrar sua estrutura 
composicional.
Análise Temática – Permite-nos compreen-
der melhor os textos, revelando ideias cen-
trais e secundárias, unidades e subunidades 
de pensamento, suas correlações e como 
surgem. Você pode entrar no mundo do pen-
samento do autor. Sistematizar a sequência 
de diferentes ideias, reconstruir a linha de 
raciocínio do autor e revelar seu processo ló-
gico de pensamento.
Análise Crítica e Interpretativa – Associa- 
se nas ideias expressadas pelo autor com ou-
tros conhecimentos sobre os mesmos assun-
tos juntos aos alunos. A partir desse ponto, 
critica-lo de um ponto de vista de coerência 
interna e argumentos empregados no texto, 
após isso elaborar um resumo para discur-
são.
Figura 15
23
METODOLOGIA CIENTÍFICA
para as questões: sobre o que versa este tex-
to? O que influi para lhe dar uma unidade 
global? reconhecer o processo de raciocínio 
do autor; redigir um esquema que revele o 
pensamento lógico do autor.
Análise Crítica e Interpretativa 
• Aluno - correlacionar as ideias do autor 
com outras sobre o mesmo tema; realizar 
uma crítica fundamentada em argumentos 
válidos, lógicos e convincentes; fazer um re-
sumo para discussão.
Problematização 
• Classe ou Grupo - debater as questões ex-
plícitas ou implícitas do texto; levantar novas 
questões pertinentes ao texto.
• Professor + Todos - colocar opiniões pes-
soais sobre as questões do texto; externar 
colocações fundamentadas em outras obras 
e autores.
Conclusão Pessoal 
• Aluno - reelaboração do processo de com-
preensão da mensagem do autor, com inclu-
são das colocações gerais do item anterior; 
elaboração de novo resumo aduzindo refle-
xões pessoais e críticas.
Atividades
1. Descreva as características da Análise Tex-
tual e cite um exemplo.
2. Diferencie o Resumo de um Esquema.
3. Cite e conceitue as fases da leitura.
Problematização – Pode envolver pequenos 
grupos de estudo de 5 a 10 pessoas ou tur-
mas inteiras. Nesse momento, são levanta-
das e debatidas questões que estão explíci-
tas ou mesmo implícitas no texto. Da mesma 
forma, discuta questões relevantes de ma-
neiras criativas que os alunos possam rela-
cionar com o texto. As opiniões individuais 
de alunos e professores também podem ser 
baseadas em outros textos, obras e autores 
sobre os temas discutidos.
Conclusão Pessoal – Na verdade, trata-se 
de uma revisão verdadeiramente pessoal 
da mensagem transmitida à luz de todas 
as contribuições dadas na discussão global. 
Esta etapa termina com a elaboração do tex-
to, uma espécie de síntese que envolve crítica 
e reflexão pessoal.
Esquematizando ficaria dessa forma: 
Análise Textual 
• Professor - referências do autor; esclareci-
mento do vocabulário específico; estabeleci-
mento da unidade de leitura.
• Aluno - leitura rápida do texto todo para 
obter uma visão global, assinalando palavras 
desconhecidas e dúvidas; encontrar o signi-
ficado das palavras e dirimir as dúvidas; for-
mar um esquema visando à estrutura reda-
cional.
Análise Temática 
• Aluno - releitura para apreender o conteú-
do; nova leitura para separar ideias centrais 
das secundárias; verificar a correlação entre 
elas, seu modo e forma; procurar respostas 
Módulo 3
Pesquisas
25
METODOLOGIA CIENTÍFICA
• Seleção de métodos e técnicas. 
• Organização do instrumental de pesquisa.
• Teste de instrumentos e procedimentos.
Aplicação da Pesquisa 
• Coleta de dados. 
• Elaboração dos dados. 
• Análise e interpretação dos dados. 
• Representação dos dados. 
• Conclusões.
Elaboração da Pesquisa
Definição
Esta é a primeira etapa da pesquisa onde o 
pesquisador decide realizar uma pesquisa 
em benefício de alguém ou de uma entidade 
como o CNPq (Conselho Nacional de Desen-
volvimento da Ciência e Tecnologia).
 Identificar o que estudar nem sempre é fácil, 
e realizar pesquisas é ainda mais difícil, pois 
exige dedicação, perseverança, paciência e 
esforço constante do pesquisador. A pesqui-
sa tem como premissa um conjunto de co-
nhecimentos prévios e metodologia adequa-
da.
Identificação dos Objetivos
Todo estudo deve ter um objetivo definido 
sobre o que procurar e o que alcançar. Se-
gundo Ander-Egg (1978: 62), deveria “come-
çar com objetivos limitados e bem definidos, 
sejam pesquisas estereotipadas, descritivas 
ou de teste de hipóteses”. 
Os objetivos tornam os problemas explícitos 
e aumentam o conhecimento sobre um de-
terminado tópico. Para Arkov (1975: 27), “o 
objetivo da ciência não é apenas aumentar o 
conhecimento, mas aumentar a possibilida-
de de continuarmos a aumentar o conheci-
mento”. 
Para Ander-Egg (1978:28), a pesquisa é “um 
processo sistemático, controlado e crítico de 
reflexão que permite a descoberta de novos 
fatos ou figuras, relações ou leis em qualquer 
campo do conhecimento”. Portanto, a pes-
quisa é um procedimento formal, com mé-
todos de pensamento reflexivo, que requer 
tratamento científico e constitui no caminho 
para compreender a realidade ou descobrir 
verdades parciais.
O procedimento de um projeto de pesqui-
sa é constituído de seis processos:
• Seleção do tópico ou problema para a inves-
tigação. 
• Definição e diferenciação do problema. 
• Levantamento de hipóteses de trabalho. 
• Coleta, sistematização e classificação dos 
dados. 
• Análise e interpretação dos dados. 
• Relatório do resultado da pesquisa.
Planejamento de Pesquisa
Elaboração da Pesquisa 
• Decisão. 
• Especificação dos objetivos. 
• Elaboração de um esquema 
• Constituição da equipe de trabalho. 
• Levantamento de recursos e cronograma.
Etapas da Pesquisa 
• Decisão do tema. 
• Buscas de dados. 
• Elaboração do problema. 
• Definição dos termos.
• Construção de hipóteses. 
• Indicação de variáveis.
• Delimitação da pesquisa. 
• Amostragem. 
26
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Os objetivos podem definir “a natureza do 
trabalho, os tipos de problemas a selecionar, 
os materiais a recolher” (Cervo, 1978: 49). Po-
dem ser intrínsecos ou extrínsecos, teóricos 
ou práticos, gerais ou específicos, de curto 
ou longo prazo. Eles respondem às seguintes 
perguntas: Por quê? Para que? Para quem?
Construção de um Esquema
Uma vez tomada a decisão de realizar um 
inquérito, deverá considerar-se o desenvol-
vimento de um plano que pode ou não ser 
modificado para facilitar a sua viabilidade. O 
programa ajuda os pesquisadores a imple-
mentar uma abordagem mais objetiva para 
imprimir trabalhos em uma ordem lógica. 
Para que a fase de pesquisa transcorra nor-
malmente, tudo deve ser bem pesquisado e 
planejado, inclusive a aquisição de recursos 
materiais, humanos e de tempo.
A Equipe
Este é outro aspecto importante no início 
de um estudo: inclui recrutamento e treina-
mento de pessoal, atribuição de tarefas ou 
funções, instruções para o local de trabalho 
e todos os equipamentos exigidos pelo pes-
quisador. 
A pesquisa tambémconsegue ser realizada 
por apenas uma pessoa. Responda à pergun-
ta: Quem?
Recursos e Cronograma
Quando alguém ou entidade financeira soli-
cita um estudo, o investigador deve preparar 
uma estimativa dos custos incorridos duran-
te o estudo e descrevê-los todos detalhada-
mente. Então isso seria um orçamento apro-
ximado quantidade necessária de recursos e 
não pode ser rígida. 
O financiamento deve estar disponível para 
conduzir este estudo. o cronograma para a 
realização das investigações em suas diver-
sas etapas não pode ser omitido. Responda 
às perguntas: Quanto? Quando?
Fases da Pesquisa
O Tema
Um tópico é um assunto que você deseja pes-
quisar e explorar. A tarefa de definir adequa-
damente o tema pode levar toda a duração 
da pesquisa. Neste caso, deve ser verificado 
com frequência. Escolher um tema significa:
a) escolher um tema de acordo com as incli-
nações, possibilidades, habilidades e inclina-
ções de quem planeja a elaboração de um 
trabalho científico;
b) encontrar um objeto que mereça pesquisa 
científica e que tenha condições de formá-lo 
e limitá-lo de acordo com o trabalho de pes-
quisa. 
O tema escolhido deve ser funcional e ade-
quado de acordo com fatores externos e in-
ternos ou pessoais. Deve-se considerar a dis-
ponibilidade de tempo, interesse, utilidade 
e determinação para continuar e concluir os 
estudos apesar das dificuldades.
As qualificações pessoais em termos de for-
mação universitária também são importan-
tes. Uma seleção de tópicos sobre os quais 
pesquisas recentes foram publicadas devem 
ser evitados porque a nova abordagem se 
torna mais difícil. O tema deve ser preciso, 
bem definido e específico. Responda à per-
gunta: O que está sendo estudado?
Figura 16
27
METODOLOGIA CIENTÍFICA
refas, pesquisa bibliográfica e de campo, po-
dem ser realizadas simultaneamente.
O Problema
Um problema é a dificuldade teórica ou práti-
ca de saber algo, verdadeiro significado para 
o qual uma solução deve ser encontrada.
Definir um problema significa defini-lo com 
precisão. A formulação do problema deve 
ser clara, concisa e objetiva. Uma formulação 
clara do problema pode facilitar o estabeleci-
mento de uma hipótese central.
O problema deve ser levantado, formulado 
preferencialmente na pesquisa e limitado 
em relação às variáveis que influenciam o es-
tudo de possíveis relações entre elas. É um 
processo de pensamento reflexivo contínuo, 
cuja formulação requer conhecimento prévio 
do assunto (materiais de dados) e imagina-
ção criativa.
Propor um problema é uma tarefa difícil por-
que vai além da simples identificação e re-
quer primeiras correções operacionais: iso-
lar e compreender os fatores específicos que 
compõem o problema na forma de hipóteses 
e dados.
A gravidade do problema depende da impor-
tância e eficácia dos objetivos de opções.
Uma vez formulado um problema, passos 
previsíveis devem ser seguidos para alcançá- 
lo recomendado. 
Um problema deve ser analisado sob estes 
aspectos antes que possa ser considerada 
apropriada, sua avaliação:
I. Viabilidade. Pode ser eficazmente resolvi-
do através da pesquisa. 
II. Relevância. Deve ser capaz de trazer co-
nhecimentos novos. 
III. Novidade. Estar adequado ao estádio 
atual da evolução científica. 
IV. Exequibilidade. Pode chegar a uma con-
clusão válida. 
Coleta de Dados
Três métodos podem ser utilizados para ob-
ter informações: pesquisa documental, pes-
quisa bibliográfica e contato direto.
Um estudo bibliográfico é uma revisão dos 
trabalhos mais importantes já realizados, 
que são importantes porque podem produzir 
informações atuais e relevantes relacionadas 
ao assunto. A pesquisa de literatura relevan-
te pode ajudar a planejar o trabalho, evitar 
publicações de certos erros, além de ser uma 
fonte indispensável de informações e até 
mesmo direcionar consultas.
A quantidade de material que pode ser co-
letado, utilizado e suficiente varia de acordo 
com as habilidades, experiência e capacidade 
do pesquisador em encontrar evidências re-
levantes ou suporte para seu trabalho.
Antes de iniciar a pesquisa de campo, o pri-
meiro passo é uma análise minuciosa de to-
das as fontes documentais que sustentam a 
pesquisa proposta. A pesquisa preliminar – 
deve ser feita de duas formas: por meio de 
documentos e por meio de contatos diretos.
Os principais tipos de documentos são:
Investigação preliminar - pesquisa prelimi-
nar - deve ser concluída, dois aspectos: docu-
mentos e contatos diretos. 
Os principais tipos de documentos são:
a) Fontes primárias – dados históricos, bi-
bliográficos e estatísticos; Materiais informa-
tivos, de pesquisa e cartográficos; arquivos 
oficiais e privados; registros em geral; docu-
mentos pessoais (diários, memórias, auto-
biografias); correspondência pública ou pri-
vada, etc.
b) Fontes secundárias – jornalismo em geral 
e obras literárias.
Estabelecem-se contatos diretos, pesquisas 
de campo ou de laboratório com pessoas 
que possam fornecer informações ou sugerir 
possíveis fontes de informação útil. Duas ta-
28
METODOLOGIA CIENTÍFICA
V. Oportunidade. Atender a interesses parti-
culares e gerais.
Uma forma de conceber um problema cien-
tífico é relacionar vários fatores (variáveis in-
dependentes) com o fenômeno em estudo.
Tipos de Problemas
O problema pode tomar diferentes formas, 
de acordo com o objetivo do trabalho. Pardi-
nas apresenta quatro tipos (1977:121-5): 
1. Problema de Estudos Acadêmicos. Estu-
do descritivo, de caráter informativo, explica-
tivo ou preditivo. 
2. Problema de Informação. Coleta de da-
dos a respeito de estruturas e condutas ob-
serváveis, dentro de uma área de fenômenos. 
3. Problemas de Ação. Campos de ação 
onde determinados conhecimentos sejam 
aplicados com êxito. 
4. Investigação Pura e Aplicada. Estuda um 
problema relativo ao conhecimento científico 
ou à sua aplicabilidade.
Podem ser chamados de diagnóstico, propa-
ganda, planejamento ou problemas a pesqui-
sar.
Responda às perguntas: O quê? Como?
Os Termos
O principal objetivo da definição de termos é 
torná-los claros, abrangentes, objetivo e pro-
posital.
É importante definir quaisquer termos que 
possam ser mal interpretados. A utilização 
de termos adequados e definições corretas 
auxilia na melhor compreensão da realidade 
observada.
Alguns conceitos podem se adequar perfei-
tamente a objetivos ou fatos ou no que eles 
representam. Mas outros, menos utilizados, 
podem oferecer ambiguidade de interpreta-
ção, mas ainda existem aqueles que devem 
ser entendidos com um determinado signifi-
cado. Muitas vezes as diferenças entre certas 
palavras ou expressões se devem a teorias 
ou campos do conhecimento que as abor-
dam sob diferentes perspectivas. Por isso é 
necessário definir, especificar, especificar os 
termos.
Se o termo utilizado não atender ou não 
atender a esse requisito, ou seja, não possui 
o mesmo significado interno, que gera dúvi-
da, deve ser substituído ou definido de forma 
a evitar confusão de pensamento.
O pesquisador não está interessado nas pa-
lavras em si, mas nos conceitos que elas in-
dicam, nos aspectos da realidade empírica 
para os quais apontam. 
Existem dois tipos de definições:
a) Simples. Quando apenas traduzem o sig-
nificado do termo ou expressão menos co-
nhecida.
b) Operacional. Quando, além do significa-
do, ajuda, com exemplos, na compreensão 
do conceito, tomando clara a experiência no 
mundo extensional.
Elaboração da Hipótese
Uma hipótese é uma proposição que tenta 
verificar a validade de uma resposta existen-
te para um problema. É um pressuposto que 
precede a verificação dos factos e é carac-
terizado por uma formulação experimental: 
deve ser testado para determinar a sua va-
lidade. Verdadeira ou falsa, consistente com 
ou contra o bom senso, uma hipótese sem-
pre leva à confirmação empírica.
A função de uma hipótese na pesquisa cien-
tífica é oferecer explicações para determina-
dos fatos e ao mesmo tempo orientar a bus-
ca por outras informações.
A clarezana definição de conceitos hipoté-
ticos é uma condição importante para o de-
senvolvimento da pesquisa. Na prática não 
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METODOLOGIA CIENTÍFICA
condicionar o grau de precisão e especializa-
ção do objeto; 
b) Ao campo de investigação - que abran-
ge dois aspectos: limite no tempo, quando o 
fato deve ser estudado em determinado mo-
mento, e limite no espaço, quando deve ser 
analisado em certo lugar. Trata-se, eviden-
temente, da indicação do quadro histórico e 
geográfico em cujo âmbito se localiza o as-
sunto;
c) Ao nível de investigação - que engloba 
três estágios: exploratórios, de investigação 
e de comprovação de hipóteses, já referidos 
anteriormente. Cada um deles exige rigor e 
refinamento metodológico.
Depois de escolher um tema, o pesquisador 
pode decidir se deseja estudar todo o tema. 
Explore o universo ou apenas experimente. 
Neste caso, este conjunto de dados permite a 
seleção de uma amostra que deve ser repre-
sentativa ou significativa.
Nem sempre é possível estudar todos os in-
divíduos do grupo ou comunidade estudada 
devido a recursos limitados ou restrições de 
tempo. Nesse caso, utiliza-se o método de 
amostragem, em que uma estimativa do todo 
(universo) é obtida apenas de uma parte, por 
meio da coleta e estudo de uma amostra se-
lecionada por métodos científicos.
O valor desse sistema vai depender da amos-
tra: 
a) se ela for suficientemente representativa 
ou significativa; 
b) se contiver todos os traços característicos 
numa proporção relativa ao total do univer-
so.
Amostragem
Uma amostra é uma parte do universo (po-
pulação) convenientemente selecionada; 
isso é um subconjunto do universo.
existem regras para a formulação de hipóte-
ses de investigação científica, mas deve ha-
ver uma base teórica e esta é formulada de 
forma a orientar a tarefa de investigação.
Os resultados finais da pesquisa podem pro-
var ou refutar a hipótese; neste caso, caso 
tenham sido reformulados, deverão ser reali-
zados novos testes para confirmá-los.
Variáveis
Ao apresentar o problema e a hipótese, as 
variáveis dependentes e independentes tam-
bém devem ser declaradas. Devem ser defi-
nidos de forma clara, objetiva e funcional.
Todas as variáveis que possam perturbar ou 
afetar o objeto de estudo devem estar pre-
sentes não apenas calculado, mas devida-
mente monitorado para evitar riscos ou risco 
de cancelamento do estudo.
Delimitação da Pesquisa
Delimitar a pesquisa é estabelecer limites 
para a investigação. A pesquisa pode ser limi-
tada em relação: 
a) Ao assunto - selecionando um tópico, a 
fim de impedir que se torne ou muito exten-
so ou muito complexo; 
b) À extensão - porque nem sempre se pode 
abranger todo o âmbito onde o fato se de-
senrola;
c) A uma série de fatores - meios humanos, 
econômicos e de exiguidade de prazo - que 
podem restringir o seu campo de ação. 
Nem sempre há necessidade de delimitação, 
pois o próprio assunto e seus objetivos po-
dem estabelecer limites.
a) Ao objeto - que consiste na escolha de 
maior ou menor número de variáveis que in-
tervêm no fenômeno a ser estudado. Selecio-
nado o objeto e seus objetivos, estes podem 
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METODOLOGIA CIENTÍFICA
Execução da Pesquisa
Coleta de Dados
A fase de pesquisa, onde se inicia a aplicação 
dos instrumentos desenvolvidos e das técni-
cas selecionadas para a coleta de dados pre-
ditivos.
Esta é uma tarefa tediosa e quase sempre 
leva mais tempo do que o esperado. São re-
quisitos: a paciência, a persistência e o esfor-
ço pessoal do pesquisador, bem como a cole-
ta criteriosa de dados e uma boa preparação 
preliminar.
Outro aspecto importante é a integração 
completa das tarefas organizacionais, admi-
nistrativo e científico, seguindo prazos acor-
dados, orçamentos estimados, preparação 
pessoal.
Quanto mais você planeja com antecedência, 
menos tempo é desperdiçado no trabalho 
de campo em si, o que facilita o trabalho de 
campo, o próximo passo.
O controle rigoroso da aplicação dos instru-
mentos de pesquisa é um fator importante 
para evitar erros e equívocos causados por 
entrevistadores inexperientes ou informan-
tes tendenciosos.
Existem diversas formas de coletar dados, 
dependendo das circunstâncias ou do tipo de 
pesquisa. Em geral, as técnicas de busca são:
1. Coleta Documental
2. Observação
3. Entrevista
4. Questionário
5. Formulário
6. Medidas de Opiniões e de Atitudes
7. Técnicas Mercadológicas
8. Testes
9. Sociometria
10. Análise de Conteúdo
11. História de vida
Elaboração de Dados
Após a recolha dos dados efetuada de acor-
do com os procedimentos mencionados, os 
mesmos são compilados e classificados siste-
maticamente. Antes da análise e interpreta-
ção, os dados devem passar pelas seguintes 
etapas: seleção, codificação, tabulação.
a) Esta é uma visão geral dos dados, a partir 
do material coletado deve ser verificado criti-
camente pelo pesquisador para detectar er-
ros ou equívocos, evitando informações con-
fusas, distorcidas e incompletas que pode 
afetar o resultado da pesquisa. Muitas vezes 
o pesquisador, sem saber quais aspectos são 
mais importantes, registra uma grande quan-
tidade de informações; às vezes, talvez por 
instruções mal compreendidas, os registros 
ficam incompletos, incompletos. Uma sele-
ção cuidadosa pode revelar muita ou pouca 
informação. Nesse caso, retornar ao cam-
po para reaproveitar o escopo pode corrigir 
esse erro. "Escolher" também ajuda a evitar 
problemas de codificação posteriormente.
b) Codificação. É uma técnica operacional 
usada para classificar dados que está vincu-
lado. A codificação é usada para transformar 
dados símbolos e podem ser tabulados e 
calculados. A codificação é dividida em duas 
partes: 
1. classificação dos dados, agrupando-os em 
determinadas categorias; 
2. especificando um código, número ou letra, 
cada um com seu próprio significado. Codi-
ficar significa transformar o qualitativo em 
quantitativo, o que facilita a apresentação 
dos dados em tabela e também a sua comu-
nicação. A técnica de codificação não é auto-
mática porque exige determinados critérios 
ou padrões do codificador, que pode ou não 
ser o próprio pesquisador. 
c) Tabela: facilita a verificação das relações 
entre eles. Faz parte do processo técnico de 
análise estatística pelo qual diferentes cate-
gorias de dados observacionais podem ser 
sintetizadas e apresentadas graficamente. 
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METODOLOGIA CIENTÍFICA
Dessa forma, podem ser melhor compreen-
didos e interpretados com mais rapidez.
 
Conclusões
A etapa final no planejamento e organização 
de um projeto de pesquisa que explica resul-
tados finais considerados significativos.
As conclusões devem estar vinculadas à hi-
pótese de pesquisa, cujo conteúdo foi com-
provado ou refutado.
Formalmente, é uma declaração de facto não 
examinada, não analisada e não interpreta-
da; é uma síntese comentada de ideias im-
portantes e resultados-chave alcançados, ex-
plicados de forma precisa e clara.
Após a conclusão, os problemas não resol-
vidos são destacados, para que possam ser 
estudados futuramente tanto pelo próprio 
autor quanto por terceiros.
Em geral, não se limitam a simples conceitos 
pessoais, mas apresentam conclusões sobre 
os resultados, enfatizando aspectos válidos e 
aplicáveis a outros fenômenos além dos ob-
jetivos imediatos. Sem conclusão, o trabalho 
não parece completo. A introdução e o resu-
mo de um artigo de pesquisa geralmente são 
as últimas partes escritas.
Relatório
Apresentação geral do estudo desde a con-
cepção até as conclusões, incluindo pro-
cessos metodológicos utilizados. Deve ser 
baseado na lógica, imaginação e precisão e 
expressão em linguagem simples, clara, ob-
jetiva, concisa e coerente.
Seu objetivo é fornecer informações sobre os 
resultados do estudo, tanto quanto possível, 
com detalhes para alcançar seu significado.
A objetividade e o estilo são importantes, 
mantendo a expressão impessoal e evitando 
frases definidoras ou avaliativas, pois a infor-
mação deve ser descrita e explicada, mas não

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