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METODOLOGIA CIENTÍFICA CHANCELER MARIA ALICE VILELA LINS REITORIA GISÉLLE VILELA LINS MARANHÃO VICE-REITORIA EXECUTIVA KARLA LIL IAN MAGALHÃES PEDROSA VICE-REITORIA PARA ASSUNTOS ACADÊMICOS VITÂNGELO PLANTAMURA VICE-REITORIA PARA PROGRAMAS DE EXTENSÃO, CULTURA E RELAÇÃO COM A COMUNIDADE JANAÍNA MACIEL BRAGA VICE-REITORIA PARA PROJETOS DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E INOVAÇÃO CLEUCILIZ MAGALHÃES SANTANA GESTORES DO NEAD (NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA) JOSÉ ANTÔNIO FUTTERLEIB LÍGIA LEINDECKER FUTTERLEIB EQUIPE MULTIDISCIPLINAR ANDRESSA SOARES DA SILVA AYUMI LAUREN TOKUTA ASSAYAG CHARLENE DOS SANTOS EDUARDA PEREIRA BARBOSA JOHNY RIVER SOUZA MARTINS JUAREZ FARIAS MARTINS JÚLIA LUIZA PADILHA DE OLIVEIRA GARCIA MARCELLE SANTOS ALCÂNTARA MARIA CONCEIÇÃO OLIVEIRA DA SILVA FILHA MARTHA ARDAIA RAYARA PAES RENATA DE SOUZA PAULA AUTORA LUCIA ARAUJO DA SILVA Este material didático foi desenvolvido pelo Núcleo de Educação a Distância (NEAD) da Universidade Nilton Lins 1ª EDIÇÃO - 23 DE JANEIRO DE 2025 UNIVERSIDADE NILTON LINS Avenida Professor Ni lton Lins, nº 3259 Parque das Laranjeiras Manaus - Amazonas Home Page: universidadeniltonlins.com.br Módulo 1 - Ciência e Conhecimento..............................................................................5 A Disciplina de Metodologia Cientifica..............................................................................6 A Ciência.................................................................................................................................6 Fundamentos do Conhecimento........................................................................................7 Método e Técnica..................................................................................................................8 Métodos Científicos..............................................................................................................9 Técnica da Pesquisa..........................................................................................................10 Atividade..............................................................................................................................11 Módulo 2 - Procedimentos Didáticos.........................................................................12 Leitura e seus Elementos.................................................................................................13 Leitura Rentável.................................................................................................................14 Objetivos..............................................................................................................................14 Fases.....................................................................................................................................15 Resumir e Sublinhar...........................................................................................................17 Tipos de Esquema e Resumo............................................................................................19 Análise de Texto.................................................................................................................20 Procedimento e Objetivo...................................................................................................21 Análise Textual...................................................................................................................21 Tipos de Análise de Texto..................................................................................................22 Atividades...........................................................................................................................23 Módulo 3 - Pesquisa........................................................................................................24 Planejamento de Pesquisa...............................................................................................25 Elaboração da Pesquisa....................................................................................................25 Identificação dos Objetivos...............................................................................................25 Construção de um Esquema..........................................................................................26 A Equipe..............................................................................................................................26 Recursos e Cronograma....................................................................................................26 Fases da Pesquisa.............................................................................................................26 Coleta de Dados................................................................................................................27 O Problema.........................................................................................................................27 Os Termos...........................................................................................................................28 Su m ár io Su m ár io Su m ár io Su m ár io Elaboração da Hipótese..........................................................................................28 Variáveis................................................................................................................29 Delimitação da Pesquisa..........................................................................................29 Amostragem............................................................................................................29 Execução da Pesquisa..............................................................................................30 Elaboração de Dados..............................................................................................30 Relatório...................................................................................................................31 Módulo 4 - Estrutura dos Trabalhos Científicos Acadêmicos.....................32 Padronização............................................................................................................33 Credibilidade e Rigor Científico.............................................................................33 Facilidade de Comunicação Científica..................................................................33 Partes Externas.......................................................................................................34 Partes Internas.......................................................................................................34 Lista de Tabela............................................................................................................35 Listagem de Abreviaturas........................................................................................35 Lista de Símbolos.......................................................................................................36 Sumário......................................................................................................................36 Texto.........................................................................................................................36 Desenvolvimento..................................................................................................36 Conclusão................................................................................................................36 Pós-Texto................................................................................................................37 Referências.............................................................................................................37 Glossário.................................................................................................................37 Apêndices.................................................................................................................37procurada para persuadir. Selltiz (1965:517) enfatiza quatro aspectos que um relatório deve cobrir: a) Apresentação do problema que a pesquisa pretende resolver. b) Processos de pesquisa: dese- nho da pesquisa, método de mani- pulação da variável independente (se a pesquisa for experimental), natureza da amostra, técnicas de coleta de dados, método de análi- se estatística. c) Resultados. d) Consequências decorrentes dos resultados. Figura 17 Módulo 3 Estrutura dos Trabalhos Científicos Acadêmicos 33 METODOLOGIA CIENTÍFICA inovação. Elas estabelecem critérios comuns para produção, comercialização e uso de pro- dutos e serviços, garantindo a conformidade com requisitos mínimos de desempenho, segurança e eficiência. Além disso, reduzem riscos de acidentes, danos ambientais e pre- juízos econômicos. No que tange vida acadêmica, as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Téc- nicas) desempenham um papel fundamental na produção de trabalhos acadêmicos, sen- do indispensáveis para a organização, apre- sentação e padronização de documentos no ambiente acadêmico. Padronização As normas da ABNT estabelecem um padrão uniforme para a estrutura, apresentação e formatação de trabalhos acadêmicos, como artigos, monografias, dissertações e teses. Essa uniformidade facilita a leitura e compre- ensão dos textos, permitindo que pesquisa- dores e professores avaliem o trabalho par- tindo de uma apresentação organizada. Credibilidade e Rigor Científico Seguir as normas da ABNT demonstra com- prometimento com o rigor científico. Ao or- ganizar as referências e especificações de maneira adequada, os autores respeitam os direitos autorais, evitam o plágio e valorizam as fontes utilizadas. Facilidade de Comunicação Científica O uso de uma norma padrão facilita a troca de informações entre pesquisadores de dife- rentes áreas, instituições e regiões, permitin- do que os trabalhos acadêmicos sejam com- preendidos. Você sabia que a produção de trabalhos aca- dêmicos, geralmente fruto de pesquisas so- licitadas pelos professores, exige que os alu- nos produzam uma boa apresentação visual além do conteúdo, levando em consideração as impressões, as margens, os espaços, a nu- meração, as capas e por fim a composição do trabalho mostrar cada elemento da seção? Segundo Dimo (2000, p. 161), o trabalho aca- dêmico permite que os alunos aprendam melhor e se tornem profissionais capazes de utilizar a pesquisa como processo de apren- dizagem ao longo da vida, atualizando assim suas competências. Para elaborar um traba- lho acadêmico é necessário memorizar a se- quência de etapas condizente com a sequên- cia da pesquisa e apresentar uma escrita de qualidade clara, em linguagem clara, objetiva e direta. Sobre a estrutura e o conteúdo dos traba- lhos acadêmicos, Cervo e Pervian (2002, p.118-119) escreve que, a menos que os alu- nos publiquem materiais impressos de texto padrão de acordo com a estrutura definida pela norma ABNT que pretende generalizar (aplica-se a todos os países que utilizam o mesmo código de idioma, no caso do Brasil, o alfabeto ocidental), o conteúdo deve seguir os elementos: Posição, texto e pós-precedên- cia, cada um dos quais contém os seguintes elementos, partes externas e partes internas. As partes internas ainda se subdividem em pré-texto, texto e pós-texto, seguindo uma ordem sequencial de elementos obrigatórios e opcionais que deve ser mantida. As Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) são padrões técnicos esta- belecidos para garantir a qualidade, seguran- ça e interoperabilidade de produtos, serviços e processos. Essas normas são desenvol- vidas por comitês técnicos especializados, compostos por representantes de diversas instituições. A ABNT desempenha um papel fundamen- tal na promoção da qualidade, segurança e 34 METODOLOGIA CIENTÍFICA Partes Externas Lombada Identificação da obra formada pelo autor, tí- tulo, ano, que será utilizada apenas nas obras a serem impressas. Capa Mostra informações essenciais para identifi- car o trabalho, que deve ser adaptado ao cur- so específico, na seguinte ordem: a) Instituição; b) Nome completo do(a) autor(a); c) Título do trabalho - deve ser claro e preci- so; d) Subtítulo (se houver) - deve ser evidencia- da sua subordinação ao título, com o uso de dois pontos; e) Local (cidade onde se localiza a instituição para a qual o trabalho será apresentado); f) Data (ano de entrega do trabalho final para a banca). Partes Internas Pré-Texto São partes que antecedem o texto: Folha de Rosto A página deverá conter os mesmos elemen- tos da capa, além das informações adicionais necessárias para identificar a natureza do trabalho. Este formulário deve ser impresso em ambos os lados. Frente Deve constar a) Nome completo do(a) autor(a); b) Título do trabalho; c) Subtítulo (se houver) - deve ser evidencia- da sua subordinação ao título, com o uso de dois pontos; d) Número de volumes (se houver mais de um, colocar o número do respectivo volume); e) Natureza do trabalho, nome da instituição e área de concentração; f) Nome do orientador(a) - precedido da pa- lavra Orientador(a) e indicação de sua titula- ção; g) Coorientador(a) (se houver) - precedido da palavra Coorientador(a) e indicação de sua ti- tulação; h) Local (cidade onde se localiza a instituição para a qual o trabalho será apresentado); i) Data (ano de entrega do trabalho final para a banca). Verso A listagem deverá ser incluída junto com a descrição dos dados de indexação global na publicação. Esta página é incontável e não numerada, sendo obrigatória para teses, e trabalhos finais de pesquisa, cuja preparação é de responsabilidade do aluno por meio do Catálogo. Errata É uma lista dos números das páginas e linhas onde ocorreu o erro, juntamente com as cor- reções necessárias. Geralmente vem sozinho ou como papel complementar e é adicionado ao trabalho após a impressão. Deve aparecer após a página de título. Folha de Aprovação Consta a data de aprovação, nome(s) com- pleto(s), titulação e instituição dos membros da banca examinadora e assinaturas dos mesmos. 35 METODOLOGIA CIENTÍFICA A submissão de resumos na língua estrangei- ra deverá seguir os mesmos critérios da lín- gua portuguesa. Listagem de Ilustração Apresentar tabelas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, fluxogramas e gráficos, indi- cando o nome específico, o número, seguido de um hífen, um título e a página onde a ilus- tração se encontra. A citação só é recomen- dada quando houver pelo menos três ilustra- ções. Temos duas maneiras de apresentar: a) Listas separadas por tipo de ilustração - fa- zer uma lista para cada tipo de ilustração em ordem; b) Lista única para todos os tipos de ilustra- ções - relaciona figuras, fluxogramas, fotogra- fias, gráficos, mapas, organogramas e qua- dros, na ordem em que aparecem no texto. Lista de Tabela Eles são listados na ordem em que aparecem no texto, indicando numeração – seguida de hífen, título e número da página onde a tabe- la está localizada. Esta lista deve ser definida separadamente de outras listas. Listado ape- nas se existirem três tabelas. O apêndice e a tabela mostrada no apêndice não estão na lista de tabelas. Listagem de Abreviaturas As abreviaturas utilizadas no texto estão lis- tadas em ordem alfabética. As abreviaturas são usadas para representar nomes com abreviaturas, enquanto as abreviaturas são usadas para representar nomes com iniciais. Salientamos que a indicação do nome por ex- tenso seguido da sigla entre parênteses deve ser colocada na primeira vez de sua aparição no texto. Agradecimentos Essa parte fica a critério do autor, caso seja utilizado pode ser feita a pessoas ou institui- ções. Os agradecimentos constituem um elemen- to facultativo que visa expressar reconheci- mento às pessoas que, diretamente ou in- diretamente, contribuíram para a conclusão da monografia. Cabe destacar que, diferen-temente da dedicatória, os agradecimentos podem exceder uma página, permitindo uma expressão mais ampla de gratidão. Epígrafe O autor fornece uma citação relacionada ao tema abordado no texto da obra e, em segui- da, dá crédito à autoria. As referências com- pletas às fontes de citações utilizadas nas entradas devem ser colocadas na bibliografia no final do artigo. O cadastro também pode ser feito na página inicial da seção principal, seguindo o mesmo formulário utilizado para cadastro na página do álibi. Resumo em Língua Portuguesa Proporciona uma apresentação concisa, cla- ra e concisa do texto em português, desta- cando os aspectos mais interessantes e im- portantes. Devem ser destacados o objetivo, os métodos, os resultados e as conclusões do trabalho. Deve ser escrito de forma objetiva e não exceder 500 palavras. Os resumos são redigidos em bloco único, sem parágrafos e com espaço de 1,5 entre linhas. Palavras- chave criadas pelo autor devem ser incluídas no final do resumo, separadas por pontos. Resumo em Língua Estrangeira Esta é uma tradução em língua estrangeira do resumo em português. No final do resu- mo deverão constar palavras-chave que o autor traduziu para o idioma escolhido. 36 METODOLOGIA CIENTÍFICA Lista de Símbolos Um símbolo indica um sinal, sinal ou algo se- melhante. Tem um significado tradicional. Os símbolos devem ser escritos na ordem em que aparecem no texto, seguidos do seu sig- nificado. Sumário Liste as principais seções do trabalho na or- dem em que aparecem no texto. A formata- ção usada nos títulos deve ser igual em fonte, tamanho e ênfase à fonte usada no texto. Re- comenda-se que apenas a terceira parte da seção seja apresentada no resumo. De acordo com a NBR 6027 (ABNT, 2012b), quando uma obra é dividida em volumes, deve constar em cada volume um resumo completo da obra. Texto Estruturado em Introdução, Desenvolvimen- to e Conclusão. Introdução A introdução apresenta os objetivos do tra- balho e a forma como se espera que ele se desenvolva. Este é o primeiro capítulo do li- vro e deve ser numerado. A introdução pode incluir as seguintes descrições: a) O tema da investigação e o seu contex- to adequado (questão, objetivos, hipóteses, pesquisas anteriores e indicadores de traba- lho “primário” e “periférico” sobre integrida- de da informação) (ECO,201); b) Os métodos utilizados (tipo e natureza do estudo, população, amostra, forma de coleta de dados, tratamento dos dados, apresenta- ção, descrição e interpretação das informa- ções e/ou dados); c) Visualize os capítulos que compõem o tex- to. É desejável que a introdução seja escrita du- rante a preparação da peça, e finalizada após a conclusão da redação do desenvolvimento e da conclusão. Desenvolvimento A apresentação de um artigo científico nada mais é do que a essência de um trabalho científico. Ou seja, na parte de desenvolvi- mento preparamos explicações e discussões teóricas relacionadas ao nosso tema, bem como os resultados coletados nos trabalhos preparatórios. Com isso, podemos verificar que o próprio texto introduz e desenvolve o tema. Consiste em uma descrição estrutu- rada e detalhada do assunto. Está dividido em capítulos e subseções. Todas as seções e subseções devem conter texto. Os títulos não devem conter texto correspondente. Conclusão Resumidamente, o objetivo do trabalho, o al- cance da hipótese, os resultados alcançados e o grau de implementação. Tire conclusões consistentes com os objetivos ou hipóteses. O último capítulo também deve ser numera- do. Figura 18 37 METODOLOGIA CIENTÍFICA Não devem ser acrescentadas tabelas intro- dutórias e/ou de abertura do tipo “apêndice”. Anexo É um texto ou documento retirado de outra fonte que sustenta, comprova ou esclarece as ideias apresentadas no corpo do trabalho. Esta afirmação é precedida da palavra “ANE- XO” e é identificada por letras maiúsculas consecutivas, um hífen e o título correspon- dente, mesmo que haja apenas um anexo. Quando o alfabeto estiver esgotado, use le- tras maiúsculas duplas para denotar sufixos. Não adicione tabelas introdutórias e/ou de abertura do tipo "anexo". Os anexos devem fazer referência à fonte. Índice Lista de palavras ou frases remissivas ao tex- to podendo ser de autor, assunto, palavras- chave, etc. A elaboração do índice é feita de acordo com a NBR 6034 Formas de Apresentar O trabalho deve atender a certos critérios como número de seções, tamanho da fonte, paginação, etc. Para entender melhor, vamos analisá-lo com mais detalhes: • Para apresentação de trabalhos acadêmicos e relatórios de pesquisa devemos usar folha em papel branco no formato A4 (21x29,7 cm); • A folha deve apresentar margem superior e à esquerda, de 3 cm e inferior e à direita, de 2 cm; recuo de parágrafo de 2 cm; • Na escrita, devemos fazer uso da ortogra- fia oficial, a cor da letra deve ser sempre preta, com exceção das ilustrações; Pós-Texto Composto pelos seguintes elementos: refe- rências, glossário, apêndices, anexos e índi- ce. Estes elementos não são numerados, de- vendo ficar todos os títulos centralizados. Referências É composto por descrições de itens que po- dem identificar livros, teses, dissertações, artigos de periódicos, páginas da web, do- cumentos eletrônicos, capítulos de livros, trabalhos apresentados em eventos, etc. Os autores citam parte de seu texto ou ideias di- reta ou indiretamente no texto. Somente as obras utilizadas e citadas no tex- to deverão constar na bibliografia final. Infor- mações verbais ou limitadas devem ser no- tas de rodapé. Caso o autor tenha interesse, outras leituras não mencionadas no texto poderão ser colocadas em uma lista separa- da intitulada "Comitê de Referência" após a bibliografia. Não é um elemento obrigatório. As referências serão estabelecidas de acordo com a NBR 6023. Glossário Lista alfabética de palavras ou termos técni- cos menos conhecidos, obscuros ou de uso limitado e suas definições. Apêndices Trata-se de um apêndice, que pode ser um texto ou um documento, que o autor prepa- ra para fundamentar seu argumento. Os ar- tigos são precedidos da palavra “APÊNDICE”, indicado por letras maiúsculas consecutivas, um hífen e o título correspondente, mesmo que haja apenas um apêndice. Letras maiús- culas duplas são usadas para identificar sufi- xos quando as letras do alfabeto se esgotam. 38 METODOLOGIA CIENTÍFICA • Recomendamos a utilização de fonte ta- manho 12 para o texto e tamanho menor para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, legendas das ilustrações e tabelas; • A numeração das páginas deve aparecer no canto superior direito da lauda, duas li- nhas acima da primeira linha do texto. Con- tamos as páginas a partir da folha de rosto, mas numeramos somente a partir da Intro- dução, colocamos a numeração em todas as páginas, independentemente de abertura de página, até o apêndice; • Os títulos devem ficar alinhados à mar- gem esquerda com o numeral separado por um único espaço; • O alinhamento na margem direita para trabalhos científicos acadêmicos deve ser justificado; • O espacejamento entre as linhas do texto do corpo do trabalho, segundo as normas da ABNT, é espaço 1,5; • Os títulos das seções devem estar separa- dos do texto que antecede ou sucede por dois espaços (dois enter); • Os títulos das seções sem numeração, como errata, agradecimento, listas, re- sumo, sumário, referências, glossário, apêndice, anexo, índice, devem ser centra- lizados, conforme NBR 6024;1989, e apre- sentados em CAIXA ALTA (letra maiúscula) e negrito; • Os títulos dos elementos textuais deverão ser numerados da Introdução à Conclusão e deverão obedecer a uma hierarquia • Não deverão ser feitas muitas divisões de títulos; • Seguir uma numeração sequencial nos títu- los; • As seções primárias devem ser iniciadas em uma nova página, mesmo que haja es- paço útil na página anterior. Atividade 1. Os elementos pré-textuaisacabam con- fundindo o aluno no momento de fechar o trabalho. Você sempre fica com dúvida? En- tão, assinale com OP (o elemento que pode ser opcional) e OB (o elemento que é obri- gatório). Para que você já adquira mais co- nhecimento, vamos dispor os elementos na ordem em que devem se apresentar: I. Capa ______ II. Folha de rosto ______ III. Ficha catalográfica no verso da folha de rosto (relatório de pesquisa, monografia, re- latórios de estágio, dissertação e tese)______ IV. Errata (se houver) ______ V. Folha da aprovação (trabalhos que serão avaliados em banca examinadora)______ VI. Dedicatória ______ VII. Agradecimentos ______ VIII. Epígrafe ______ IX. Resumo ______ (língua vernácula e estran- geira) X. Listas ______ (ilustrações e tabelas, símbo- los, siglas e abreviaturas) XI. Sumário _________ Figura 19 39 METODOLOGIA CIENTÍFICA LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 311 p. ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos de graduação. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 174 p. BASTOS, Cleverson Leite; KELLER, Vicente; MARTIM, Irineu; LENGRAND, Paul. Aprendendo a aprender: intro- dução à metodologia científica. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2002. 104 p. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica: para uso dos estudantes universitários. 3. ed. São Paulo: MCCRAW-HILL do Brasil, 1983. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 242p. ANDER-EGG, Ezequiel. Introduccion a las técnicas de investigaci6n social: para trabajadoressociales. 7. ed. Buenos Aires: Humanitas, 1978. Parte n, Capítulo 6. ASTI VERA, Armando. Metodologia da pesquisa cientifica. 5. ed. Porto Alegre: Globo, 1979. Capítulo 1. UFGS, Estrutura do Trabalho Acadêmico. Disponível em: https://www.ufrgs.br/bibeco/estrutu- ra-do-trabalho-academico/#:~:text=deve%20ser%20mantida.-,A%20estrutura%20do%20trabalho%20aca- d%C3%AAmico%20%C3%A9%20dividida%20em%20partes%20externas,opcionais%20que%20deve%20 ser%20mantida.&text=As%20partes%20externas%20s%C3%A3o%20lombada%20e%20capa Referências Bibliográfica 40 METODOLOGIA CIENTÍFICA Figura 1: https://images.pexels.com/photos/6804091/pexels-photo-6804091.jpeg Figura 2: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQTIfaEgH25xzg3MaFJWsENa7xxaZCPB- mkAuA Figura 3: https://images.pexels.com/photos/261651/pexels-photo-261651.jpeg Figura 4: https://images.pexels.com/photos/5905710/pexels-photo-5905710.jpeg Figura 5: https://ogimg.infoglobo.com.br/in/22294362-8bb-4a5/FT1086A/metodos-2.jpg Figura 6: https://i0.wp.com/www.canalmasculino.com.br/wp-content/uploads/2020/03/loafer-mocassim- -sem-meia.jpg Figura 7: https://images.pexels.com/photos/1370295/pexels-photo-1370295.jpeg Figura 8: https://images.unsplash.com/photo-1486312338219-ce68d2c6f44d Figura 9: https://images.unsplash.com/photo-1501504905252-473c47e087f8 Figura 10: https://images.pexels.com/photos/6937874/pexels-photo-6937874.jpeg Figura 11: https://images.unsplash.com/photo-1507537297725-24a1c029d3ca Figura 12: https://images.unsplash.com/photo-1610473068872-908afb1a7317 Figura 13: https://images.pexels.com/photos/8640098/pexels-photo-8640098.jpeg Figura 14: https://images.pexels.com/photos/5238126/pexels-photo-5238126.jpeg Figura 15: https://images.pexels.com/photos/28823666/pexels-photo-28823666/free-photo-of-close-up-de- -escrita-a-mao-em-arabe-no-papel.jpeg Figura 16: https://images.pexels.com/photos/7988517/pexels-photo-7988517.jpeg Figura 17: https://images.pexels.com/photos/3184639/pexels-photo-3184639.jpeg Figura 18: https://images.pexels.com/photos/19915776/pexels-photo-19915776/free-photo-of-mulher- -computador-portatil-laptop-notebook.jpeg Figura 19: https://images.pexels.com/photos/5076531/pexels-photo-5076531.jpeg Referências de Imagens 41 METODOLOGIA CIENTÍFICA (92) 3643-2084 UNICENTER - Sala 122 (LABITICE) Av. Prof. Nilton Lins, 3259 - Flores, Manaus - AM CEP: 69058-030Anexo........................................................................................................................37 Índice..........................................................................................................................37 Formas de Apresentar............................................................................................37 Atividade...................................................................................................................38 Referências Bibliográfica.................................................................................39 Referências de Imagens..................................................................................40 Su m ár io Su m ár io Su m ár io Su m ár io Módulo 1 Ciência e Conhecimento 6 METODOLOGIA CIENTÍFICA A Disciplina de Metodologia Cientifica Esta disciplina tem o intuito de conduzi-lo, com os desenvolvimentos dos conteúdos, à compreensão de que, por meio da pesquisa e da leitura, você poderá ampliar suas capa- cidades de pensamentos e atitudes. Pertinente a isso, precisamos compreender que a Metodologia Científica é a disciplina que "estuda os caminhos do saber", enten- dendo que "método" representa caminho, "logia" significa estudo e "ciência" significa Saber. Com isso podemos perceber a importân- cia de estudarmos os caminhos do saber, ou seja, os métodos de ensino desta maté- ria, que são procedimentos e/ou normas de elaboração de trabalhos acadêmicos. O mé- todo é um agrupamento de procedimentos sistemáticos no qual os questionamentos são utilizados com critérios de caráter cien- tífico, para termos fidedignidade dos dados, envolvendo princípios e normas que possam dar direção e a possibilidade de condições ao pesquisador, na realização de seus traba- lhos, para que o resultado seja confiável e te- nha maior probabilidade de ser generalizado para outros casos. Com isso, podemos verificar que a ciência é capaz de proporcionar respostas dignas de confiança sujeitas a críticas; é uma forma de entender, compreender os fenômenos que ocorrem. A ciência é constituída pela obser- vação sistemática dos fatos; por intermédio da análise e da experimentação, extraímos resultados que passam a ser avaliados uni- versalmente. A Ciência De acordo com as pesquisas históricas, po- demos observar que o Homem sempre sen- tiu a necessidade de saber dos “porquês” dos acontecimentos, dessa forma surgiu a Ciên- cia. Nesse intuito, podemos verificar etimologi- camente que ciência significa conhecimento. No entanto, nem todos os tipos de conheci- mentos pertencem à ciência. Cervo e Bervian (2002, p. 16) afir- mam que: A ciência é um modo de compre- ender e analisar o mundo empí- rico, envolvendo o conjunto de procedimentos e a busca do co- nhecimento científico através do uso da consciência crítica que leva- rá o pesquisador a distinguir o es- sencial do superficial e o principal do secundário. Figura 1 Figura 2 7 METODOLOGIA CIENTÍFICA aplicação dos métodos, análise e síntese, o estudante extrai do contexto social, ou do universo, princípios e leis que estruturam um conhecimento rigorosamente válido e uni- versal. Nela são feitas perguntas e busca das explicações para os fatos, por meio de pro- cessos que podem levar ao resultado com comprovação. Não é considerado pronto, completo e conclusivo, exigindo constante- mente esclarecimentos, resolução, revisão e reavaliação dos resultados. • Conhecimento Empírico - é conhecimento popular (vulgar), guiado apenas pelo que ad- quirimos, no cotidiano ou incidentalmente, valendo-nos da experiência alheia, ora ensi- nando, ora aprendendo, no intenso processo de interação humana e social. É assistemáti- co, trata-se de crenças e valores, faz parte de tradições antigas. Como exemplo de conhe- cimento empírico, você já deve ter ouvido a afirmação popular de que beber chá Marcella (mais conhecido como Marcella) pode curar dores de estômago, mas precisa ser colhido antes do pôr do sol da Sexta-feira Santa. Podemos perceber que os fatos de que o Ho- mem pré-histórico sentia medo passaram a ser esclarecidos pelos estudos, por meio de fatores metodológicos. Observa-se a impor- tância da ciência como uma forma de conhe- cimento humano, objetivo, racional, sistemá- tico, geral, verificável e falível. Ante a explicação do que é a ciência, preci- samos compreender por que o trabalho de cunho cientifico implica na produção do co- nhecimento, conhecido como “comum” e “cientifico”. Fundamentos do Conhecimento O conhecimento tem várias vertentes com suas características, certamente convivemos com algumas delas em nosso cotidiano, com isso conseguimos identificar pelo menos quatro níveis de conhecimentos essências: Científico; Empírico; Teológico e o Filosófico. • Conhecimento Científico - é aquele co- nhecimento literal e sistemático, o mais pró- ximo a exatidão, buscando sempre conhecer além. Por meio da classificação, comparação, Oliveira (2002, p. 47) afirma que a ciência: Trata-se do estudo, com critérios metodológicos, das relações exis- tentes entre causa e efeito de um fenômeno qualquer no qual o es- tudioso se propõe a demonstrar a verdade dos fatos e suas apli- cações práticas. É uma forma de conhecimento sistemático, dos fenômenos da natureza, dos fe- nômenos sociais, dos fenômenos biológicos, matemáticos, físicos e químicos, para se chegar a um conjunto de conclusões verdadei- ras, lógicas, exatas, demonstráveis por meio da pesquisa e dos testes. Figura 3 8 METODOLOGIA CIENTÍFICA • Conhecimento Teológico - é o estudo de questões sobre o conhecimento divino, sem- pre implica uma atitude de fé diante da reve- lação, místico ou sobrenatural, interpretado como notícia ou manifestação divina. Este, Buda, Muhammad, seres invisíveis ou qual- quer outra entidade, entendida como um ser supremo, dependendo da cultura, toda nação com a qual o homem está conectado pela fé religiosa. • Conhecimento Filosófico - ele tenta co- nhecer a realidade em seu contexto univer- sal, sem soluções definitivas para a maioria das questões; ele está constantemente pro- curando o significado da justificação e a pos- sibilidade de interpretação em relação ao ho- mem e à sua existência concreta. A principal tarefa da filosofia se reduz à reflexão. Método e Técnica O uso de métodos científicos não é uma preo- cupação exclusiva da ciência. Por outro lado, podemos dizer que não há ciência sem o uso sistemático de métodos científicos. Então apresentamos alguns conceitos do método científico e depois contamos a diferença en- tre método e técnica e você terá uma melhor compreensão dessa relação com a ciência. Oliveira (2002, p. 58) também contribui ao afirmar que método é um conjunto de regras ou critérios que serve de referência no pro- cesso de encontrar explicações ou fazer pre- visões em relação a problemas ou questões específicas. Porém, antes de desenvolver um método, é necessário definir claramente os objetivos que pretendemos atingir e exami- nar de forma ordenada as questões: Por que isso está acontecendo? como isso acontece e onde ela ocorre? Quando isso vai acontecer? O que aconteceu? Um método é um conjunto de processos usa- dos em uma investigação. Segundo Cervo e Bervian (2002, pp. 23-25), não inventamos o método, depende do objetivo da pesquisa, pois toda investigação nasce de algum pro- blema observado ou sentido, daí a utilização de um conjunto de etapas utilizadas pelo método científico para fornecer os subsídios necessários na busca de um resultado para a hipótese sob investigação. O método científico é uma marca da ciência aplicada, por meio da qual se destaca um con- junto de etapas operacionais que ocorrem na manipulação para atingir um determinado objetivo científico. Para tanto, consideramos pelo menos dois aspectos do método cientí- fico: • Sua aplicação de forma generalizada, deno- minada método geral; • Sua aplicação deforma particular e/ou rela- tivamente, a uma situação do questionamen- to científico, denominada método específico. O método é, portanto, segundo Oliveira (2002, p. 57), “Uma forma de pensar para se chegar à natureza de um determinado pro- blema, quer seja para estudá-lo, quer seja para explicá-lo.” Segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 85): [...] o método é um conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e econo- mia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadei- ros –, traçando o caminho a ser se- guido, detectando erros e auxilian- do as decisões do cientista. Figura 4 9 METODOLOGIA CIENTÍFICA O exemplo dado pelo autor, quis demos- trar o que? Que ao não seguir a ordem correta de ações ao usar o método, o resultado não é alcança- do na primeira tentativa. Para chegar ao re- sultado que você espera, tem que voltar no começo da sequência e fazer direito, ou seja, seguir o método, porque se o método não for seguido, você perde tempo e energia. O au- tor acrescenta: o método nada mais é do que uma forma de atingir o objetivo. Métodos Científicos Há diversas formas de classificar os métodos científicos, segundo alguns autores especiali- zados no assunto. Entre os métodos mais comuns para o desen- volvimento e ordenação do raciocínio, Bastos e Keller (2002, pp. 84-85) destaca: Dedução - descobre uma verdade a partir de outras verdades que já conhecemos. Indução - parte da enumeração de experiên- cia ou casos particulares, para chegar a con- clusões de ordem universal; inclui quatro eta- pas: observação, hipótese, experimentação e a constatação de que a hipótese levantada, para explicar o fato observado, é confirmada pela experimentação e transformada em te- oria ou lei. Podemos compreender que ciência é com- posta por um conhecimento racional, me- tódico e sistemático, passível de verificação, buscada por diversos métodos e técnicas, ou seja, por meio de etapas em que surgem no- vas relações entre fenômenos de interesse de determinado ramo da ciência ou aspectos de determinado fenômeno ainda não desco- bertos. Parafraseando o autor Galliano, cada pessoa vive diariamente rodeada de métodos, mes- mo que não os conheça. Na hora de limpar a casa não se coloca primeiro um pano úmi- do para depois varrer o chão; ao grelhar, não sele a carne antes de adicionar sal e especia- rias; quando você come uma laranja, você não a corta em pedaços e depois tira a casca; você tem que usar o método certo para atin- gir um objetivo tão simples. Galliano dá o exemplo de usar meias e sapa- tos para deixar a explicação ainda mais cla- ra. Se você não seguir a sequência correta de ações, você calça o sapato primeiro, depois você vê que não dá para calçar a meia, já no sapato, então você tem que tirar e depois cal- çar a meia e colocá-la novamente. Figura 5 Figura 6 10 METODOLOGIA CIENTÍFICA No entanto para Bastos e Keller (2002, p. 87- 90), eles citam sobre o método dedutivo e in- tuitivo da seguinte forma, para a compreen- são dos fatos pela ciência, os procedimentos fundamentais na pesquisa devem ser pro- cessados, conforme Fachin (2003, p. 29-31), pelo método indutivo (análise) e pelo método dedutivo (síntese): Indutivo - é um procedimento de raciocínio que vai da análise de dados específicos a con- ceitos gerais. O autor dá o seguinte exemplo: partimos da constatação empírica de que a prata é um minério condutor de eletricidade e que está incluída no grupo dos metais, por sua vez faz parte dos minérios. A partir disso, deduz-se por análise indutiva que a prata é um condutor de eletricidade; Dedutivo - do geral ao específico. Usando o mesmo exemplo, o autor afirma que todos os metais são condutores de eletricidade. A prata é um metal, por isso é um condutor de eletricidade. Por raciocínio dedutivo, se os metais pertencem ao grupo dos condutores de eletricidade e se a prata conduz eletrici- dade, necessariamente entendemos que a prata é um metal. Fachin (2003, p. 31) conclui que os métodos indutivo e dedutivo não se opõem e formam uma mesma cadeia de raciocínio. Ele tam- bém cita como exemplo: a varíola é tratável com a vacina X; ora, tal paciente é portador de varíola, portanto está curado pela vacina X. Houve uma intuição de estabelecer uma ordem geral de conhecimento sobre medici- na, por raciocínio dedutivo, utilizando a ex- periência previamente conhecida e induzida. O método indutivo é apenas a fase científica, é o espírito experimental da ciência que ofe- rece probabilidades, enquanto o método de- dutivo é a fase de ação que oferece certezas. Segundo Miranda Neto (2005, pp. 22-26), o método científico não é um só, existem di- ferentes formas de abordar os resultados científicos; métodos analíticos e sintéticos, indutivos e dedutivos são essenciais para a construção da base teórica de todas as ciên- cias, cabe ao pesquisador decidir qual méto- do é o mais adequado. Técnica da Pesquisa A técnica de pesquisa trata dos procedimen- tos práticos que devem ser adotados para a realização do trabalho científico, indepen- dentemente do método utilizado, escreve Miranda Neto (2005, p. 39). A técnica é usa- da para registrar e quantificar os dados ob- servados e classificá-los. A técnica especifica como fazer (OLIVEIRA, 2002, p. 58). Para realizar a pesquisa, é necessário utilizar técnicas adequadas no projeto, capazes de coletar dados suficientes para dar conta dos objetivos traçados. Para determinar o tipo de instrumento, é necessário monitorar o que será estudado, o que será relatado. Oliveira (2002, p. 63) acrescenta um método indutivo e dedutivo, quando você percebe que: A dedução e a indução, tal como a síntese e análise, generalizações e abstrações, não são métodos isolados de raciocínio de pesqui- sa. Eles se completam [...]; a con- clusão estabelecida pela indução pode servir de princípio – premissa maior - para a dedução, mas a con- clusão da dedução pode também servir de princípio da indução se- guinte – premissa menor –, e assim sucessivamente. Figura 7 11 METODOLOGIA CIENTÍFICA Atividade 1. Todo conhecimento científico é verdadeiro e definitivo. Argumente sua resposta. 2. Correlacione as afirmações sobre os tipos de conhecimento com as situações apresen- tadas para eles. a) Empírico b) Científico c) Filosófico d) Teológico ( ) Gelatina diet (sem adição de açúcar), con- tendo três vitaminas e dois sais minerais, é indicada para quem necessita fazer trata- mento de ingestão controlada de açúcar. ( ) O homem poderá ser produzido em série, em tubos de ensaio. ( ) Benzer cura dor de cabeça, mas tem de ser antes do pôr do Sol. ( ) Jesus Cristo morreu na cruz para nos sal- var dos pecados. Veja o que Fachin (2003, p. 29) es- creve: Vale a pena salientar que méto- dos e técnicas se relacionam, mas são distintos. O método é um con- junto de etapas ordenadamente dispostas, destinadas a realizar e antecipar uma atividade na bus- ca de uma realidade; enquanto a técnica está ligada ao modo de se realizar a atividade de forma mais hábil, mais perfeita. [...] O método se refere ao atendimento de um objetivo, enquanto a técnica ope- racionaliza o método. Ao realizar uma pesquisa de acordo com Oli- veira (2003, p. 66), por uma vez definidas as fontes de dados e o tipo de pesquisa, que pode ser de campo ou de laboratório, deve- mos levantar as técnicas a serem utilizadas para a coleta de dados e enfatizar: questio- nários, entrevistas, observações, formulários e discussões em grupo. Figura 8 Módulo 2 Procedimentos Didáticos 13 METODOLOGIA CIENTÍFICA Leitura e seus Elementos A leitura é um fator decisivo no estudo, pois permite ampliar o conhecimento, obter infor- mações básicas ou específicas, abrir novos horizontes da mente, sistematizar o pensa- mento, enriquecer o vocabulário e melhor compreender o conteúdo das obras. É preciso ler muito, constante e constante- mente, porque a maior parte do conhecimen- to se adquirelendo: ler significa conhecer, interpretar, decifrar, distinguir os elemen- tos mais importantes dos secundários e se- lecionar os mais representativos e sugesti- vos, usando-os como fonte de novas ideias e conhecimentos através dos processos de busca, assimilação, retenção, crítica, compa- ração, verificação e integração do conheci- mento: Por isso, como há muitas fontes para ler e nem todas são importantes, a seleção é necessária. Ao procurar material de leitura adequado, é necessário identificar o texto. Existem vários elementos auxiliares com: Livros ou textos selecionados são usados para leitura ou consulta; podem ajudar no estudo no que diz respeito ao conhecimento técnico e atual que contêm, ou oferecer sub- sídios para a elaboração de trabalhos cientí- ficos, incluindo seminários, trabalhos escola- res e monografias. Por esta razão, cada aluno deverá, se possível, tratar da criação de uma biblioteca de obras selecionadas que serão o seu instrumento de trabalho. Geralmente começa com peças clássicas que permitem que você obtenha base em qualquer campo da ciência que você pretende seguir e depois passar para áreas mais especializadas e atu- ais relacionadas à sua área de interesse pro- fissional. Título - apresenta-se com ou sem subtítulo, estabelecendo o assun- to e por vezes a intenção do autor; Publicação – fornece elementos para confirmar sua atualização e aceitação (número de edições), a exceção são os textos clássicos, onde a atualidade não importa; Contracapa – permite que as cre- denciais ou qualificações do autor sejam verificadas; aqui normal- mente encontra-se a valoração da obra, bem como a designação do “público” a que a obra se destina; Sumário – elenca tanto os temas abordados na tese quanto o deta- lhamento a que o assunto está su- jeito; Introdução –fornece pistas sobre os objetivos do autor e geralmente sobre a metodologia utilizada por ele; Bibliografia – tanto no final como nas notas de rodapé dá uma ideia das obras consultadas e das suas características gerais. Figura 9 14 METODOLOGIA CIENTÍFICA A mera seleção de obras não é suficiente. A leitura deve levar à aquisição de informações básicas e específicas, variando a forma de ler de acordo com os objetivos pretendidos, mas sem perder os seguintes aspectos: ler com um objetivo específico, mantendo as unida- des de pensamento, avaliando o que se lê; cuide do conhecimento de todas as palavras, utilize glossários, dicionários especializados da área ou mesmo um dicionário geral; pare de ler, periódica ou definitivamente, se per- ceber que a informação não é o que você es- perava ou não é mais relevante; discussões frequentes sobre leitura com colegas, profes- sores e outros. Leitura Rentável Ter uma leitura proveitosa é trazer resulta- dos adequados, para algumas características fundamentais para isso ocorrer, como por exemplo: Em suma, a leitura acadêmica nunca deve ser feita sem antes determinar o seu objetivo ou finalidade, sem compreender uma parte do que se lê (mesmo que seja uma ou duas pala- vras), sem avaliar, discutir e aplicar os conhe- cimentos resultantes da análise. e síntese do texto lido. Objetivos Há uma grande dificuldade em ter uma leitu- ra proveitosa e para melhorar isso, existem algumas técnicas e objetivos para quem pre- tende lidar com diferentes textos. Com isso temos: Concentração - aplicação cuida- dosa e profunda da mente ou do espírito a um determinado assun- to, buscando compreensão, assi- milação e compreensão do conte- údo subjacente de um texto; Pretensão - interesse ou propósi- to de obter algum benefício inte- lectual através da leitura; Ponderação - reflexão sobre o que se lê, olhando sob todos os pontos de vista, tentando descobrir novos pontos de vista, novas perspecti- vas e relações; isso favorece a as- similação das ideias do autor, seu esclarecimento e aprimoramento, o que ajuda a aprofundar conhe- cimentos; Espirito Crítico - avaliação de texto. Envolve avaliar, comparar, aprovar ou rejeitar, aceitar ou re- futar diferentes posições e pontos de vista. Ler criticamente é fazê-lo com reflexão, não aceitar ideias sem análise ou reflexão, proposi- ções sem discussão, ou raciocínio sem investigação; consiste em fa- zer um julgamento de valor, per- cebendo o que há de bom e ver- dadeiro em um texto, bem como o que há de fraco, medíocre ou falso; Análise – dividir o tema em partes, determinando as relações existen- tes entre elas, seguida da compre- ensão de toda a sua organização; Síntese – reconstituição das partes decompostas pela análise, proce- dendo-se ao resumo dos aspectos essenciais, deixando de lado tudo o que for secundário e acessório, sem perder a sequência lógica do pensamento. Skimming - Essa prática consiste em observar o texto apenas para revelar o tema geral, sem se pre- ocupar com os detalhes. Portanto, devemos estar atentos à diagra- mação do texto, entender os pa- rágrafos iniciais e finais, além de acompanhar os elementos não- verbais como figuras, gráficos, ta- belas, etc. 15 METODOLOGIA CIENTÍFICA Fases A leitura informativa envolve diversas fases, que podem ser resumidas da seguinte forma: O que nos interessa especificamente é estu- dar ou ler informações. O objetivo é coletar informações para um propósito específico. Tem três objetivos principais: • Certificar-se do conteúdo do texto, cons- tatando o que o autor afirma, os dados que apresenta e as informações que oferece; • Correlacionar os dados coletados a partir das informações do autor com o problema em pauta; • Verificar a validade dessas informações. Scanning - A scanning é uma técni- ca de leitura que envolve percorrer o texto com os olhos até encontrar a informação específica desejada. Isso significa que, diferentemente da técnica de skimming, o escane- amento funciona de forma mais abrangente – mas também com o intuito de ser prático e objetivo. Do significado - uma visão ampla do conteúdo, principalmente so- bre o que importa, se ignorarmos os aspectos secundários, para pas- sar tudo de uma vez, sem voltar atrás; Do estudo - absorver de forma mais completa o conteúdo e todos os significados, ler, reler, usar di- cionário, marcar ou sublinhar pa- lavras ou frases-chave e criar resu- mos; Crítico - estudar e formar uma visão do texto, comparando as afirmações do autor com todo o conhecimento prévio de quem lê; avaliação de dados e informações quanto à veracidade da argumen- tação, sua confiabilidade, atualida- de e, também, verificação se está correta e completa. Prévia - leitura rápida, cujo obje- tivo é encontrar um objeto de in- teresse ou verificar a existência de determinada informação. Isso é feito consultando o índice ou resu- mo, verificando os títulos dos capí- tulos e suas divisões; Pré-Leitura - leitura sonora, a fim de encontrar a informação, pois já se sabe de sua existência. Pre- sume-se que um capítulo ou tópi- co trate de um tema de interesse, mas pode omitir um aspecto dire- tamente relacionado ao problema em questão. Folha de rosto, intro- dução, prefácio, "orelhas" e con- tracapa, bibliografia e notas de ro- dapé são examinadas; Seletiva - leitura que visa a sele- cionar as informações mais impor- tantes relacionadas ao problema em questão. A determinação pre- liminar de vários propósitos espe- cíficos é importante para esta fase, que forma a última etapa de colo- car o material a ser examinado e na primeira etapa de uma leitura mais séria e profunda. A seleção consiste em eliminar o redundante e focar nas informações realmente relevantes para o nosso problema; Reflexiva - mais profundo que o anterior se refere ao reconheci- mento e avaliação das informa- ções e intenções do autor. As fra- ses-chave são identificadas para descobrir o que o autor está dizen- do e por quê; 16 METODOLOGIA CIENTÍFICA Crítica - avalia as informações do autor. Significa saber selecionar e distinguir as ideias principais das ideias secundárias, hierarquizá-las por ordem de importância. A ideia é obter uma visão sincrética e global do texto, por um lado, e revelar as intenções do autor, por outro. No primeiro momento da fase crítica, é preciso entender o que o autor quis transmitir e, por- tanto, analisar e avaliar suas ideias de acordo com suas próprias in- tenções, e não de acordo com as intenções do pesquisador; na se- gunda, devemos corrigir ou ratifi- car nossos próprios argumentos e conclusões, compreendendo o quê e o porquê de suas proposi- ções; Interpretativa - Relaciona as afir- mações do autor aos problemas para os quais se buscam soluções através da leitura dos textos. Se, por um lado, é realizado um estu- do aprofundado das ideias prin- cipais da obra de acordo com os propósitos que nortearam o seu autor, por outro lado, o aproveita- mento total ou parcial de tais teses está subordinado aos objetivos de quem estuda ou pesquisa: é a associação de ideias, a transferên- cia de situações e a comparação de propósitos, através da qual se seleciona apenas o que é relevan- te e útil, contribuindo para a solu- ção dos problemas propostos por quem realiza a leitura. Relevante e útil é, portanto, tudo o que tem a função de provar, corrigir ou ne- gar, definir, delinear e dividir con- ceitos, justificar ou desqualificar e auxiliar na interpretação de afir- mações, questões, métodos, técni- cas, resultados ou conclusões; Explicativa - leitura dirigida pelo autor para verificar os fundamen- tos da verdade (geralmente neces- sária para escrever monografias ou teses). Figura 10 17 METODOLOGIA CIENTÍFICA Resumir e Sublinhar A leitura informativa também é chamada de leitura de estudo. Pretende-se, por- tanto, mostrar, através das técnicas que requerem como o aluno deve proceder para melhor estudar e absorver o conte- údo e os significados do texto. O passo a passo é o caminho a percorrer, mas ou- tras duas técnicas são essenciais: saber sublinhar e resumir o que leu. Antes de tudo, precisamos entender que todo texto, capítulo, subseção ou mes- mo parágrafo possui uma ideia principal, um conceito básico, uma palavra-chave que se apresenta como fio condutor do pensamento. Como normalmente não se destaca da multidão, sua descoberta é a base de todo aprendizado. Na verdade, em cada parágrafo este fator essencial deve ser captado porque a leitura leva à compreensão isso é feito organizando as ideias expressas em uma hierarquia para que a palavra-chave possa ser en- contrada. Ao descobrir, implementar e articular as ideias principais dos pará- grafos, encontramos todo o fio condutor que dá unidade ao texto, que desenvolve o raciocínio que demonstra as proposi- ções. Por outro lado, a ideia principal não dei- xa de ter outras que revelam detalhes importantes, gravitando em torno dela como um sistema solar em miniatura. Argumentos para justificá-la, analogias para esclarecê-la, exemplos para eluci- da-las e fatos a que se referem aparecem próximos à ideia principal. É necessário reconhecer este “sistema planetário” em torno do “sol” e separá-lo de fatores me- nos importantes, caso contrário a uni- dade de pensamento se perde. Por isso, um bom leitor utiliza os recursos do su- blinhado, marcando com linhas verticais nas bordas, utilizando cores e marcas di- ferentes para cada parte importante do todo. Figura 11 18 METODOLOGIA CIENTÍFICA Alguns conceitos básicos da arte de subli- nhar podem ser resumidos: • Nunca marcar nada na primeira leitura, cujo objetivo é apenas organizar o texto hierar- quicamente na mente, para que os pontos mais importantes sejam destacados poste- riormente; • Sublinhar apenas as ideias principais e de- talhes importantes, usando dois traços para palavras-chave e um para os detalhes mais importantes para destacar os primeiros; • Caso ocorram passagens relevantes para a ideia desenvolvida no texto, elas devem ser assinaladas integralmente com uma linha vertical na borda. Da mesma forma, os tre- chos que suscitem dúvidas conflitantes com o tema exposto e com a tese que o sustenta deverão ser marcados com ponto de inter- rogação, pois representam o material básico para a leitura expositiva, onde sua veracida- de será testada, interpretada e confrontada com outros textos. O que consideramos ob- jeto de crítica, corrigível ou insustentável no quadro do raciocínio desenvolvido, deve ser assinalado com um ponto de interrogação; • Cada parágrafo deverá ser composto por palavras sublinhadas e sua leitura deverá representar a continuidade e plenitude do texto do telegrama com sentido contínuo e encadeado; • Cada palavra que não entendemos deve ser compreendida com a ajuda de dicionários e se necessário colocar seu significado no es- paço entre eles para facilitar a leitura. Porém, o ideal é que o significado seja compreendi- do e a palavra seja acrescentada ao vocabu- lário de quem a lê. Também é aconselhável não interromper a leitura em caso de dúvida sobre uma palavra, pois o texto a seguir mui- tas vezes esclarece qual dos sentidos listados no dicionário é mais adequado em um caso particular. Portanto, durante a primeira leitu- ra, é necessário anotar os termos e consultar uma fonte que esclarecerá seu significado antes da segunda. Nunca é demais reiterar que a leitura é uma forma de expandir seu vocabulário. Depois de marcar diferentes partes do texto com diferentes marcas ou cores, após leitu- ras sucessivas, devemos proceder ao desen- volvimento de um esquema que respeite a hierarquia a partir do fato de que em cada frase a ideia expressa pode ser condensada em palavras-chave; em um parágrafo, a ideia principal comunica-se com frase principal; e por fim, na exposição, a sequência das ideias principais é concretizada em parágrafos-cha- ve. No esquema devemos também levar em conta que: se as ideias secundárias precisam ser distinguidas umas das outras, após des- cartar as sem importância, é necessário bus- car conexões que liguem as ideias sucessivas, sejam elas paralelas, opostas, coordenadas ou subordinadas, para analisar sua sequ- ência, encadeamento lógico e desenvolvido raciocínio. Desta forma, o esquema decorre naturalmente da análise efetuada. Resumindo o que foi dito acima, devemos destacar: o desenvolvimento de um esboço baseia-se em uma hierarquia de palavras- chave, frases e parágrafos, que, destacados após diversas leituras, devem representar conexões entre ideias sucessivas para sus- tentar o pensamento desenvolvido. Assim, resumir consiste na capacidade de en- curtar um texto, parágrafo, frase e reduzi-los aos elementos mais importantes. Ao con- trário de um esboço, um resumo forma um parágrafo com pleno significado: não apenas indica tópicos, mas condensa sua apresen- tação. Por fim, resumir facilita o trabalho de captar, analisar, conectar, fixar e integrar o que se estuda e serve para revelar o assunto, ainda na prova. Figura 12 19 METODOLOGIA CIENTÍFICA Tipos de Esquema e Resumo Para compreender as diferentes fases da or- ganização industrial, é necessário distinguir dois tipos de relações sociais presentes no processo de produção: as relações sociais formais de produção, mais permanentes e estáveis, e as relações sociais de trabalho. Ambos tendem a se desenvolver de forma independente e ao mesmo tempo correlacio- nados. As primeiras – relações sociais formais de produção – resultam de direitos definidos, acesso a determinado modo de vida e partici- pação nos resultados do processo produtivo. Cada tipo de sistema de produção cria, assim, tipos específicos de relações sociais formais que lhe são inerentes e que determinam as condições sob as quais as pessoas entram no processo de produção e participam nos seus resultados. A segunda - relações sociais no trabalho - inclui aquelas relações que advêm da asso- ciação entre indivíduos num processo produ- tivo cooperativo, são, portanto, de natureza direta ou primária, incluem contatos pesso- ais. A tecnologia utilizada no processoprodu- tivo e a divisão do trabalho existente deter- minam diferentes formas de relações sociais no trabalho. A correlação entre estes dois tipos de relações sociais é verificada de diversas maneiras: • Dependendo da natureza do sistema de produção, as relações sociais no trabalho envolvem indi- víduos iguais ou diferentes. Numa sociedade primitiva baseada na agricultura, o indivíduo não só é obrigado a trabalhar para o chefe da família, mas geralmente traba- lha com ele (no processo produ- tivo); na sociedade industrial, por outro lado, estes dois tipos de rela- ções sociais raramente se juntam: o trabalhador normalmente não conhece as pessoas com quem trabalha (para quem trabalha). • Apesar da tendência para algum tipo de relacionamento formal no processo de produção para criar um conjunto específico de rela- ções sociais no trabalho, geral- mente ambos os tipos de relações sociais variam independentemen- te, como ocorre no sistema produ- tivo industrial; sob relacionamen- tos formais industrialismo, que os trabalhadores estabeleceram com seus colegas, diferentes formas de relações sociais. • As relações sociais formais de produção mudaram, mas nem tan- to, uma frequência que parece ser mais estável e permanente do que as relações sociais no trabalho. Es- tas representam mudanças cons- tantes baseadas nas condições tecnológicas (processo produtivo) e na forma e expansão da divisão do trabalho. • É acompanhado por mudanças nas relações sociais formais de produção por profundas mudan- ças sociais globais (ou são deter- minadas por elas), enquanto as mudanças nas relações sociais no trabalho afetam apenas um grupo limitado de trabalhadores. Figura 13 20 METODOLOGIA CIENTÍFICA • Esquema - Processo de produção • Relações sociais formais de produção • Relações sociais no trabalho - Características - Correlação • Indivíduos envolvidos • Variações • Frequência das variações • Relação com a sociedade global • Resumo Surge um processo de produção: relações sociais formais de produção e relações so- ciais de trabalho. A primeira resulta de uma participação de- finida nos resultados do processo produtivo. A segunda deriva da associação entre indiví- duos em um processo produtivo cooperativo. Essas duas formas de relações sociais se cor- relacionam de maneiras diferentes: • Os indivíduos são iguais (sociedades primitivas) ou diferentes (sociedades industriais); • Os dois tipos geralmente variam de forma independente; • O primeiro varia menos que o segun- do; • Os primeiros estão geralmente rela cionados com mudanças na sociedade global e o outro não. Análise de Texto Fases Analisar significa estudar, decompor, disse- car, dividir, interpretar. A análise de texto refere-se ao processo de conhecimento de uma determinada realidade e pressupõe um exame sistemático de elementos; portanto, é decompor o todo em suas partes para fazer um estudo mais completo, para encontrar o elemento-chave do autor, para determinar as relações que prevalecem nas partes indivi- duais, para compreender a forma como elas são organizadas e a estruturação de ideias de forma hierárquica. É a análise que permitirá observar os compo- nentes do conjunto, perceber as suas possí- veis relações, ou seja, passar da ideia-chave para um conjunto de ideias mais específicas, passar à generalização e finalmente à crítica. A primeira parte contém, portanto, a de- composição dos elementos essenciais e sua classificação, ou seja, a verificação dos com- ponentes do conjunto e suas possíveis rela- ções. Em outras palavras, você passa de uma ideia-chave geral para um conjunto de ideias mais específico. Exemplo: As relações sociais no trabalho, no sistema corporativo, variam segundo as alterações da tecnologia e da divisão do trabalho? Iremos detalhar a questão que levantamos, em relação ao texto, as seguintes indagações: • A tecnologia manual origina algum tipo de: - Trabalho padronizado? - Trabalho rotinizado? - Trabalho especializado? • A divisão do trabalho ocorre: - Com base no produto, permite uma especialização eficiente, aumentando a produtividade e qualidade dos resul- tados. - Na atuação individual no processo de produção? 21 METODOLOGIA CIENTÍFICA • Sanadas as dúvidas, faça uma nova leitura, visando a compreensão do todo; • Leia novamente e procure uma ideia princi- pal ou palavra-chave que possa estar explícita ou implícita no texto; às vezes é confundido com aspectos secundários ou complementa- res; • Localizar eventos e ideias, compará-los en- tre si, procurar semelhanças e diferenças existentes; • Agrupá-los, pelo menos de acordo com se- melhanças importantes, e organizá-los em ordem hierárquica de importância; • Interpretar ideias e/ou fenómenos, tentar descobrir as conclusões a que o autor che- gou e tirar possíveis conclusões; • Prossiga com a crítica do material como um todo e principalmente das conclusões Análise Textual A Análise Textual se divide em três (3) par- tes: Parte 01 – Análise dos Elementos: consis- tindo em uma visão geral de todos os ele- mentos constitutivos básicos do texto com o objetivo de compreendê-lo. Os elementos podem aparecer explícita ou implicitamente dependendo de como o autor os apresenta. Alguns são fáceis de identificar, outros exi- gem mais esforço, leitura continuada, análise mais aprofundada, reflexão e, em alguns ca- sos, pesquisas em outras fontes para melhor compreender a mensagem do autor. • Se há alterações na tecnologia e na divi- são do trabalho: - As relações baseiam-se no processo produtivo; - Na estrutura e valores da organiza- ção? (Texto sobre Relações sociais no trabalho no sistema corporativo) Procedimento e Objetivo A análise do texto deverá levar o aluno a: • Aprender a ler, ver, selecionar o que há de mais importante no texto; • Reconhecer a organização e estrutura de uma obra ou texto; • Interpretar o texto, familiarizar-se com ideias, estilos, vocabulário; • Alcançar níveis mais profundos de compre- ensão; • Reconhecer o valor do material, separar o importante do secundário ou • Suplemento; • Desenvolver a capacidade de distinguir fac- tos, hipóteses e problemas; • Encontrar ideias ou direções principais e se- cundárias; • Perceber como as ideias estão relacionadas; • Identificar as conclusões e as bases que as sustentam. O procedimento deve incluir as seguintes etapas: • Ter um sentido completo, aproximar-se da sua leitura integral para obter uma visão do todo; • Leia novamente o texto, marque ou marque palavras e expressões desconhecidas, use um dicionário para esclarecer seu significa- do; Figura 14 22 METODOLOGIA CIENTÍFICA Parte 02 – Análise das Relações: seu objeti- vo é encontrar as principais relações, estabe- lecer conexões com os diferentes componen- tes do texto. Para uma análise mais completa, é necessário não apenas documentar as prin- cipais partes do texto, mas também indicar quais delas estão relacionadas ao tema ou hipótese central. Este tipo de análise permite verificar se há coerência em relação aos ele- mentos, entre as diferentes partes do texto e entre estas e a ideia central. Relacionamen- tos podem ser encontrados entre: • Ideias secundárias; • Acontecimentos específicos que confor- mam uma opinião; • Pressupostos básicos de uma tese ou refle- xão sobre a qual se idealiza; • Elementos de causa e efeito; • Elementos de argumentação e afirmações pertinentes ou não. Parte 03 – Análise da Estrutura: Verifica- mos as partes como um todo, evidenciando as relações que consistem nelas. Essa análise tem um padrão mais alto que os outros, sua estrutura é: • Estática - resultante de um processo de sucessão de fenômenos preestabelecidos, como os textos de História. A ordem estrutu- ral estabelece o tipo de disposição; enume- ração dos elementos constitutivos básicos, descrição das relações de todos os elemen- tos (como um todo e entresi) e análise do processo que os originou; • Dinâmica - geradora de um processo. O or- denamento consiste em enumerar as partes constitutivas básicas e descrever seu funcio- namento e finalidade. Neste tipo estão en- quadrados os textos de ciências sociais. Tipos de Análise de Texto Com frequência, a análise de textos é realiza- da a partir de trechos selecionados de obras mais amplas, como atividade didática pro- posta a turmas de estudantes. A tarefa pode ser dividida em partes indivi- duais e coletivas, inclusive com a participação do tutor. Apresentaremos algumas suges- tões para esses trabalhos: Análise Textual – Essa análise tem a me- diação do professor, dando início a algumas explicações sobre o autor, vocabulário espe- cífico e outros fatos considerados importan- tes compreensões da parte examinada. Em seguida, tendo identificado o texto como um todo que representa uma ideia completa, cada aluno deve fazer uma leitura rápida de forma independente para obter uma visão geral da unidade. A leitura sequencial permi- tirá, em primeiro lugar, marcar e esclarecer palavras desconhecidas e, em segundo lugar, delinear o texto para mostrar sua estrutura composicional. Análise Temática – Permite-nos compreen- der melhor os textos, revelando ideias cen- trais e secundárias, unidades e subunidades de pensamento, suas correlações e como surgem. Você pode entrar no mundo do pen- samento do autor. Sistematizar a sequência de diferentes ideias, reconstruir a linha de raciocínio do autor e revelar seu processo ló- gico de pensamento. Análise Crítica e Interpretativa – Associa- se nas ideias expressadas pelo autor com ou- tros conhecimentos sobre os mesmos assun- tos juntos aos alunos. A partir desse ponto, critica-lo de um ponto de vista de coerência interna e argumentos empregados no texto, após isso elaborar um resumo para discur- são. Figura 15 23 METODOLOGIA CIENTÍFICA para as questões: sobre o que versa este tex- to? O que influi para lhe dar uma unidade global? reconhecer o processo de raciocínio do autor; redigir um esquema que revele o pensamento lógico do autor. Análise Crítica e Interpretativa • Aluno - correlacionar as ideias do autor com outras sobre o mesmo tema; realizar uma crítica fundamentada em argumentos válidos, lógicos e convincentes; fazer um re- sumo para discussão. Problematização • Classe ou Grupo - debater as questões ex- plícitas ou implícitas do texto; levantar novas questões pertinentes ao texto. • Professor + Todos - colocar opiniões pes- soais sobre as questões do texto; externar colocações fundamentadas em outras obras e autores. Conclusão Pessoal • Aluno - reelaboração do processo de com- preensão da mensagem do autor, com inclu- são das colocações gerais do item anterior; elaboração de novo resumo aduzindo refle- xões pessoais e críticas. Atividades 1. Descreva as características da Análise Tex- tual e cite um exemplo. 2. Diferencie o Resumo de um Esquema. 3. Cite e conceitue as fases da leitura. Problematização – Pode envolver pequenos grupos de estudo de 5 a 10 pessoas ou tur- mas inteiras. Nesse momento, são levanta- das e debatidas questões que estão explíci- tas ou mesmo implícitas no texto. Da mesma forma, discuta questões relevantes de ma- neiras criativas que os alunos possam rela- cionar com o texto. As opiniões individuais de alunos e professores também podem ser baseadas em outros textos, obras e autores sobre os temas discutidos. Conclusão Pessoal – Na verdade, trata-se de uma revisão verdadeiramente pessoal da mensagem transmitida à luz de todas as contribuições dadas na discussão global. Esta etapa termina com a elaboração do tex- to, uma espécie de síntese que envolve crítica e reflexão pessoal. Esquematizando ficaria dessa forma: Análise Textual • Professor - referências do autor; esclareci- mento do vocabulário específico; estabeleci- mento da unidade de leitura. • Aluno - leitura rápida do texto todo para obter uma visão global, assinalando palavras desconhecidas e dúvidas; encontrar o signi- ficado das palavras e dirimir as dúvidas; for- mar um esquema visando à estrutura reda- cional. Análise Temática • Aluno - releitura para apreender o conteú- do; nova leitura para separar ideias centrais das secundárias; verificar a correlação entre elas, seu modo e forma; procurar respostas Módulo 3 Pesquisas 25 METODOLOGIA CIENTÍFICA • Seleção de métodos e técnicas. • Organização do instrumental de pesquisa. • Teste de instrumentos e procedimentos. Aplicação da Pesquisa • Coleta de dados. • Elaboração dos dados. • Análise e interpretação dos dados. • Representação dos dados. • Conclusões. Elaboração da Pesquisa Definição Esta é a primeira etapa da pesquisa onde o pesquisador decide realizar uma pesquisa em benefício de alguém ou de uma entidade como o CNPq (Conselho Nacional de Desen- volvimento da Ciência e Tecnologia). Identificar o que estudar nem sempre é fácil, e realizar pesquisas é ainda mais difícil, pois exige dedicação, perseverança, paciência e esforço constante do pesquisador. A pesqui- sa tem como premissa um conjunto de co- nhecimentos prévios e metodologia adequa- da. Identificação dos Objetivos Todo estudo deve ter um objetivo definido sobre o que procurar e o que alcançar. Se- gundo Ander-Egg (1978: 62), deveria “come- çar com objetivos limitados e bem definidos, sejam pesquisas estereotipadas, descritivas ou de teste de hipóteses”. Os objetivos tornam os problemas explícitos e aumentam o conhecimento sobre um de- terminado tópico. Para Arkov (1975: 27), “o objetivo da ciência não é apenas aumentar o conhecimento, mas aumentar a possibilida- de de continuarmos a aumentar o conheci- mento”. Para Ander-Egg (1978:28), a pesquisa é “um processo sistemático, controlado e crítico de reflexão que permite a descoberta de novos fatos ou figuras, relações ou leis em qualquer campo do conhecimento”. Portanto, a pes- quisa é um procedimento formal, com mé- todos de pensamento reflexivo, que requer tratamento científico e constitui no caminho para compreender a realidade ou descobrir verdades parciais. O procedimento de um projeto de pesqui- sa é constituído de seis processos: • Seleção do tópico ou problema para a inves- tigação. • Definição e diferenciação do problema. • Levantamento de hipóteses de trabalho. • Coleta, sistematização e classificação dos dados. • Análise e interpretação dos dados. • Relatório do resultado da pesquisa. Planejamento de Pesquisa Elaboração da Pesquisa • Decisão. • Especificação dos objetivos. • Elaboração de um esquema • Constituição da equipe de trabalho. • Levantamento de recursos e cronograma. Etapas da Pesquisa • Decisão do tema. • Buscas de dados. • Elaboração do problema. • Definição dos termos. • Construção de hipóteses. • Indicação de variáveis. • Delimitação da pesquisa. • Amostragem. 26 METODOLOGIA CIENTÍFICA Os objetivos podem definir “a natureza do trabalho, os tipos de problemas a selecionar, os materiais a recolher” (Cervo, 1978: 49). Po- dem ser intrínsecos ou extrínsecos, teóricos ou práticos, gerais ou específicos, de curto ou longo prazo. Eles respondem às seguintes perguntas: Por quê? Para que? Para quem? Construção de um Esquema Uma vez tomada a decisão de realizar um inquérito, deverá considerar-se o desenvol- vimento de um plano que pode ou não ser modificado para facilitar a sua viabilidade. O programa ajuda os pesquisadores a imple- mentar uma abordagem mais objetiva para imprimir trabalhos em uma ordem lógica. Para que a fase de pesquisa transcorra nor- malmente, tudo deve ser bem pesquisado e planejado, inclusive a aquisição de recursos materiais, humanos e de tempo. A Equipe Este é outro aspecto importante no início de um estudo: inclui recrutamento e treina- mento de pessoal, atribuição de tarefas ou funções, instruções para o local de trabalho e todos os equipamentos exigidos pelo pes- quisador. A pesquisa tambémconsegue ser realizada por apenas uma pessoa. Responda à pergun- ta: Quem? Recursos e Cronograma Quando alguém ou entidade financeira soli- cita um estudo, o investigador deve preparar uma estimativa dos custos incorridos duran- te o estudo e descrevê-los todos detalhada- mente. Então isso seria um orçamento apro- ximado quantidade necessária de recursos e não pode ser rígida. O financiamento deve estar disponível para conduzir este estudo. o cronograma para a realização das investigações em suas diver- sas etapas não pode ser omitido. Responda às perguntas: Quanto? Quando? Fases da Pesquisa O Tema Um tópico é um assunto que você deseja pes- quisar e explorar. A tarefa de definir adequa- damente o tema pode levar toda a duração da pesquisa. Neste caso, deve ser verificado com frequência. Escolher um tema significa: a) escolher um tema de acordo com as incli- nações, possibilidades, habilidades e inclina- ções de quem planeja a elaboração de um trabalho científico; b) encontrar um objeto que mereça pesquisa científica e que tenha condições de formá-lo e limitá-lo de acordo com o trabalho de pes- quisa. O tema escolhido deve ser funcional e ade- quado de acordo com fatores externos e in- ternos ou pessoais. Deve-se considerar a dis- ponibilidade de tempo, interesse, utilidade e determinação para continuar e concluir os estudos apesar das dificuldades. As qualificações pessoais em termos de for- mação universitária também são importan- tes. Uma seleção de tópicos sobre os quais pesquisas recentes foram publicadas devem ser evitados porque a nova abordagem se torna mais difícil. O tema deve ser preciso, bem definido e específico. Responda à per- gunta: O que está sendo estudado? Figura 16 27 METODOLOGIA CIENTÍFICA refas, pesquisa bibliográfica e de campo, po- dem ser realizadas simultaneamente. O Problema Um problema é a dificuldade teórica ou práti- ca de saber algo, verdadeiro significado para o qual uma solução deve ser encontrada. Definir um problema significa defini-lo com precisão. A formulação do problema deve ser clara, concisa e objetiva. Uma formulação clara do problema pode facilitar o estabeleci- mento de uma hipótese central. O problema deve ser levantado, formulado preferencialmente na pesquisa e limitado em relação às variáveis que influenciam o es- tudo de possíveis relações entre elas. É um processo de pensamento reflexivo contínuo, cuja formulação requer conhecimento prévio do assunto (materiais de dados) e imagina- ção criativa. Propor um problema é uma tarefa difícil por- que vai além da simples identificação e re- quer primeiras correções operacionais: iso- lar e compreender os fatores específicos que compõem o problema na forma de hipóteses e dados. A gravidade do problema depende da impor- tância e eficácia dos objetivos de opções. Uma vez formulado um problema, passos previsíveis devem ser seguidos para alcançá- lo recomendado. Um problema deve ser analisado sob estes aspectos antes que possa ser considerada apropriada, sua avaliação: I. Viabilidade. Pode ser eficazmente resolvi- do através da pesquisa. II. Relevância. Deve ser capaz de trazer co- nhecimentos novos. III. Novidade. Estar adequado ao estádio atual da evolução científica. IV. Exequibilidade. Pode chegar a uma con- clusão válida. Coleta de Dados Três métodos podem ser utilizados para ob- ter informações: pesquisa documental, pes- quisa bibliográfica e contato direto. Um estudo bibliográfico é uma revisão dos trabalhos mais importantes já realizados, que são importantes porque podem produzir informações atuais e relevantes relacionadas ao assunto. A pesquisa de literatura relevan- te pode ajudar a planejar o trabalho, evitar publicações de certos erros, além de ser uma fonte indispensável de informações e até mesmo direcionar consultas. A quantidade de material que pode ser co- letado, utilizado e suficiente varia de acordo com as habilidades, experiência e capacidade do pesquisador em encontrar evidências re- levantes ou suporte para seu trabalho. Antes de iniciar a pesquisa de campo, o pri- meiro passo é uma análise minuciosa de to- das as fontes documentais que sustentam a pesquisa proposta. A pesquisa preliminar – deve ser feita de duas formas: por meio de documentos e por meio de contatos diretos. Os principais tipos de documentos são: Investigação preliminar - pesquisa prelimi- nar - deve ser concluída, dois aspectos: docu- mentos e contatos diretos. Os principais tipos de documentos são: a) Fontes primárias – dados históricos, bi- bliográficos e estatísticos; Materiais informa- tivos, de pesquisa e cartográficos; arquivos oficiais e privados; registros em geral; docu- mentos pessoais (diários, memórias, auto- biografias); correspondência pública ou pri- vada, etc. b) Fontes secundárias – jornalismo em geral e obras literárias. Estabelecem-se contatos diretos, pesquisas de campo ou de laboratório com pessoas que possam fornecer informações ou sugerir possíveis fontes de informação útil. Duas ta- 28 METODOLOGIA CIENTÍFICA V. Oportunidade. Atender a interesses parti- culares e gerais. Uma forma de conceber um problema cien- tífico é relacionar vários fatores (variáveis in- dependentes) com o fenômeno em estudo. Tipos de Problemas O problema pode tomar diferentes formas, de acordo com o objetivo do trabalho. Pardi- nas apresenta quatro tipos (1977:121-5): 1. Problema de Estudos Acadêmicos. Estu- do descritivo, de caráter informativo, explica- tivo ou preditivo. 2. Problema de Informação. Coleta de da- dos a respeito de estruturas e condutas ob- serváveis, dentro de uma área de fenômenos. 3. Problemas de Ação. Campos de ação onde determinados conhecimentos sejam aplicados com êxito. 4. Investigação Pura e Aplicada. Estuda um problema relativo ao conhecimento científico ou à sua aplicabilidade. Podem ser chamados de diagnóstico, propa- ganda, planejamento ou problemas a pesqui- sar. Responda às perguntas: O quê? Como? Os Termos O principal objetivo da definição de termos é torná-los claros, abrangentes, objetivo e pro- posital. É importante definir quaisquer termos que possam ser mal interpretados. A utilização de termos adequados e definições corretas auxilia na melhor compreensão da realidade observada. Alguns conceitos podem se adequar perfei- tamente a objetivos ou fatos ou no que eles representam. Mas outros, menos utilizados, podem oferecer ambiguidade de interpreta- ção, mas ainda existem aqueles que devem ser entendidos com um determinado signifi- cado. Muitas vezes as diferenças entre certas palavras ou expressões se devem a teorias ou campos do conhecimento que as abor- dam sob diferentes perspectivas. Por isso é necessário definir, especificar, especificar os termos. Se o termo utilizado não atender ou não atender a esse requisito, ou seja, não possui o mesmo significado interno, que gera dúvi- da, deve ser substituído ou definido de forma a evitar confusão de pensamento. O pesquisador não está interessado nas pa- lavras em si, mas nos conceitos que elas in- dicam, nos aspectos da realidade empírica para os quais apontam. Existem dois tipos de definições: a) Simples. Quando apenas traduzem o sig- nificado do termo ou expressão menos co- nhecida. b) Operacional. Quando, além do significa- do, ajuda, com exemplos, na compreensão do conceito, tomando clara a experiência no mundo extensional. Elaboração da Hipótese Uma hipótese é uma proposição que tenta verificar a validade de uma resposta existen- te para um problema. É um pressuposto que precede a verificação dos factos e é carac- terizado por uma formulação experimental: deve ser testado para determinar a sua va- lidade. Verdadeira ou falsa, consistente com ou contra o bom senso, uma hipótese sem- pre leva à confirmação empírica. A função de uma hipótese na pesquisa cien- tífica é oferecer explicações para determina- dos fatos e ao mesmo tempo orientar a bus- ca por outras informações. A clarezana definição de conceitos hipoté- ticos é uma condição importante para o de- senvolvimento da pesquisa. Na prática não 29 METODOLOGIA CIENTÍFICA condicionar o grau de precisão e especializa- ção do objeto; b) Ao campo de investigação - que abran- ge dois aspectos: limite no tempo, quando o fato deve ser estudado em determinado mo- mento, e limite no espaço, quando deve ser analisado em certo lugar. Trata-se, eviden- temente, da indicação do quadro histórico e geográfico em cujo âmbito se localiza o as- sunto; c) Ao nível de investigação - que engloba três estágios: exploratórios, de investigação e de comprovação de hipóteses, já referidos anteriormente. Cada um deles exige rigor e refinamento metodológico. Depois de escolher um tema, o pesquisador pode decidir se deseja estudar todo o tema. Explore o universo ou apenas experimente. Neste caso, este conjunto de dados permite a seleção de uma amostra que deve ser repre- sentativa ou significativa. Nem sempre é possível estudar todos os in- divíduos do grupo ou comunidade estudada devido a recursos limitados ou restrições de tempo. Nesse caso, utiliza-se o método de amostragem, em que uma estimativa do todo (universo) é obtida apenas de uma parte, por meio da coleta e estudo de uma amostra se- lecionada por métodos científicos. O valor desse sistema vai depender da amos- tra: a) se ela for suficientemente representativa ou significativa; b) se contiver todos os traços característicos numa proporção relativa ao total do univer- so. Amostragem Uma amostra é uma parte do universo (po- pulação) convenientemente selecionada; isso é um subconjunto do universo. existem regras para a formulação de hipóte- ses de investigação científica, mas deve ha- ver uma base teórica e esta é formulada de forma a orientar a tarefa de investigação. Os resultados finais da pesquisa podem pro- var ou refutar a hipótese; neste caso, caso tenham sido reformulados, deverão ser reali- zados novos testes para confirmá-los. Variáveis Ao apresentar o problema e a hipótese, as variáveis dependentes e independentes tam- bém devem ser declaradas. Devem ser defi- nidos de forma clara, objetiva e funcional. Todas as variáveis que possam perturbar ou afetar o objeto de estudo devem estar pre- sentes não apenas calculado, mas devida- mente monitorado para evitar riscos ou risco de cancelamento do estudo. Delimitação da Pesquisa Delimitar a pesquisa é estabelecer limites para a investigação. A pesquisa pode ser limi- tada em relação: a) Ao assunto - selecionando um tópico, a fim de impedir que se torne ou muito exten- so ou muito complexo; b) À extensão - porque nem sempre se pode abranger todo o âmbito onde o fato se de- senrola; c) A uma série de fatores - meios humanos, econômicos e de exiguidade de prazo - que podem restringir o seu campo de ação. Nem sempre há necessidade de delimitação, pois o próprio assunto e seus objetivos po- dem estabelecer limites. a) Ao objeto - que consiste na escolha de maior ou menor número de variáveis que in- tervêm no fenômeno a ser estudado. Selecio- nado o objeto e seus objetivos, estes podem 30 METODOLOGIA CIENTÍFICA Execução da Pesquisa Coleta de Dados A fase de pesquisa, onde se inicia a aplicação dos instrumentos desenvolvidos e das técni- cas selecionadas para a coleta de dados pre- ditivos. Esta é uma tarefa tediosa e quase sempre leva mais tempo do que o esperado. São re- quisitos: a paciência, a persistência e o esfor- ço pessoal do pesquisador, bem como a cole- ta criteriosa de dados e uma boa preparação preliminar. Outro aspecto importante é a integração completa das tarefas organizacionais, admi- nistrativo e científico, seguindo prazos acor- dados, orçamentos estimados, preparação pessoal. Quanto mais você planeja com antecedência, menos tempo é desperdiçado no trabalho de campo em si, o que facilita o trabalho de campo, o próximo passo. O controle rigoroso da aplicação dos instru- mentos de pesquisa é um fator importante para evitar erros e equívocos causados por entrevistadores inexperientes ou informan- tes tendenciosos. Existem diversas formas de coletar dados, dependendo das circunstâncias ou do tipo de pesquisa. Em geral, as técnicas de busca são: 1. Coleta Documental 2. Observação 3. Entrevista 4. Questionário 5. Formulário 6. Medidas de Opiniões e de Atitudes 7. Técnicas Mercadológicas 8. Testes 9. Sociometria 10. Análise de Conteúdo 11. História de vida Elaboração de Dados Após a recolha dos dados efetuada de acor- do com os procedimentos mencionados, os mesmos são compilados e classificados siste- maticamente. Antes da análise e interpreta- ção, os dados devem passar pelas seguintes etapas: seleção, codificação, tabulação. a) Esta é uma visão geral dos dados, a partir do material coletado deve ser verificado criti- camente pelo pesquisador para detectar er- ros ou equívocos, evitando informações con- fusas, distorcidas e incompletas que pode afetar o resultado da pesquisa. Muitas vezes o pesquisador, sem saber quais aspectos são mais importantes, registra uma grande quan- tidade de informações; às vezes, talvez por instruções mal compreendidas, os registros ficam incompletos, incompletos. Uma sele- ção cuidadosa pode revelar muita ou pouca informação. Nesse caso, retornar ao cam- po para reaproveitar o escopo pode corrigir esse erro. "Escolher" também ajuda a evitar problemas de codificação posteriormente. b) Codificação. É uma técnica operacional usada para classificar dados que está vincu- lado. A codificação é usada para transformar dados símbolos e podem ser tabulados e calculados. A codificação é dividida em duas partes: 1. classificação dos dados, agrupando-os em determinadas categorias; 2. especificando um código, número ou letra, cada um com seu próprio significado. Codi- ficar significa transformar o qualitativo em quantitativo, o que facilita a apresentação dos dados em tabela e também a sua comu- nicação. A técnica de codificação não é auto- mática porque exige determinados critérios ou padrões do codificador, que pode ou não ser o próprio pesquisador. c) Tabela: facilita a verificação das relações entre eles. Faz parte do processo técnico de análise estatística pelo qual diferentes cate- gorias de dados observacionais podem ser sintetizadas e apresentadas graficamente. 31 METODOLOGIA CIENTÍFICA Dessa forma, podem ser melhor compreen- didos e interpretados com mais rapidez. Conclusões A etapa final no planejamento e organização de um projeto de pesquisa que explica resul- tados finais considerados significativos. As conclusões devem estar vinculadas à hi- pótese de pesquisa, cujo conteúdo foi com- provado ou refutado. Formalmente, é uma declaração de facto não examinada, não analisada e não interpreta- da; é uma síntese comentada de ideias im- portantes e resultados-chave alcançados, ex- plicados de forma precisa e clara. Após a conclusão, os problemas não resol- vidos são destacados, para que possam ser estudados futuramente tanto pelo próprio autor quanto por terceiros. Em geral, não se limitam a simples conceitos pessoais, mas apresentam conclusões sobre os resultados, enfatizando aspectos válidos e aplicáveis a outros fenômenos além dos ob- jetivos imediatos. Sem conclusão, o trabalho não parece completo. A introdução e o resu- mo de um artigo de pesquisa geralmente são as últimas partes escritas. Relatório Apresentação geral do estudo desde a con- cepção até as conclusões, incluindo pro- cessos metodológicos utilizados. Deve ser baseado na lógica, imaginação e precisão e expressão em linguagem simples, clara, ob- jetiva, concisa e coerente. Seu objetivo é fornecer informações sobre os resultados do estudo, tanto quanto possível, com detalhes para alcançar seu significado. A objetividade e o estilo são importantes, mantendo a expressão impessoal e evitando frases definidoras ou avaliativas, pois a infor- mação deve ser descrita e explicada, mas não