Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

Importante: Art. 493 Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão Se constatar, de ofício, o fato novo, o juiz ouvirá as partes antes de decidir princípio do contraditório). Sentença ultra petita, citra petita e extra petita Segundo o artigo 492 CPC, é vedado ao juiz proferir decisão de natureza diversa da pedida, bem como condenar a parte em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado. Sentença extra petita é a que soluciona "causa de natureza diversa" ou "objeto diverso" do que foi proposto, através do pedido (incide em nulidade, a exemplo da que acolhe, contra o pedido, exceção não constante da defesa, salvo se a matéria for daquelas de conhecimento de oficio pelo juiz art. 128). Sentença ultra petita é a que o juiz decide "além" do pedido, "em quantidade superior", dando mais do que fora pleiteado. Sentença citra petita é aquela que não examina todas as questões propostas pelas partes (art. 515, §1° 490). Coisa Julgada (art. 463) A entrega efetiva da prestação jurisdicional só se efetua quando a sentenca transita em julgado (impossibilidade de recurso), operando a Coisa Julgada Modernamente, a coisa julgada é concebida como qualidade especial da sentença, que torna imutável e indiscutível as questões decididas dentro (coisa julgada formal) ou fora (coisa julgada material) do processo. Coisa Julgada Formal Ocorre nos casos em que a sentença julga o processo, sem a resolução do mérito, ou de indeferimento da petição inicial, não mais se sujeitando a nenhum recurso, ordinário ou extraordinário (preclusão máxima, impeditiva da impugnação e reexame da sentença, na mesma relação processual: sua eficácia se limita ao processo no qual foi proferida) Atua dentro do processo em que a sentença foi proferida (art. 468), sem impedir que o objeto do julgamento volte a ser discutido em outro processo. Coisa Julgada Material Denomina-se coisa julgada material o contido na sentença, que julga total ou parcialmente o mérito, não mais sujeita a nenhum recurso, ordinário ou extraordinário (art. Art. 502). Sua ocorrência a torna o conteúdo da sentença irretratável, imutável e indiscutível, adquirindo "forca de lei entre as partes e o juiz", impedindo que novas discussões e julgamentos a seu respeito venham a acontecer (arts. 467, 468 e 471 Art. 503). Diz respeito ao conteúdo da sentença (res judicata): envolve o direito discutido e provado A imutabilidade vai além dos limites daquele processo, não podendo a matéria ser discutida em nenhum outro Tão grande é o apreço da ordem jurídica pela coisa julgada que sua imutabilidade não é atingível, sequer, pela lei ordinária art. XXXVI Importante: As razões de decidir não fazem coisa julgada material, apenas DISPOSITIVO (art. 504) também não fazem coisa julgada a "verdade dos fatos" (art. 469, II) e a apreciação de questão prejudicial, decidida incidentemente (art. 469, III). Limites da coisa julgada Limite subjetivo: Em regra, sentença faz coisa julgada apenas às partes, não prejudicando terceiros (art. 506) Excepcionalmente pode alcançar terceiros, como o sucessor (causa mortis), o responsável subsidiário etc art. 472 CPC. Limite objetivo: a autoridade da coisa julgada é baseada no pedido do autor e na resposta do réu (parâmetros para decidir): a não observância desses parâmetros acarreta vício na sentenca.

Mais conteúdos dessa disciplina