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FARINGE
➢ ESTRUTURA: Tubo em forma de funil, ~13 cm de 
comprimento; dos cóanos até a cartilagem cricóidea.
➢ LOCALIZAÇÃO: Posterior às cavidades nasal e 
oral; superior à laringe; anterior às vértebras cervicais.
➢ FUNÇÃO: Passagem comum para alimento e ar; 
conecta cavidades nasal e oral à laringe e esôfago.
➢ OUTRAS FUNÇÕES: Câmara de ressonância para 
fala; abriga tonsilas (defesa imunológica).
➢ COMPOSIÇÃO: Parede muscular de músculo 
esquelético; revestimento mucoso.
➢ DIVISÃO:
• Nasofaringe (superior)
• Orofaringe (média)
• Laringofaringe (inferior)
PARTE NASAL (NASOFARINGE)
➢ LOCALIZAÇÃO: Posterior à cavidade nasal; 
estende-se até o palato mole.
➢ FUNÇÃO: Apenas passagem de ar; fechada durante 
a deglutição para impedir a entrada de alimento na 
cavidade nasal (ação do palato mole e úvula).
➢ ESTRUTURAS IMPORTANTES:
• Tonsila faríngea: destrói patógenos inalados.
• Óstio faríngeo da tuba auditiva: comunica-se com a 
orelha média.
• Toro tubário: Próxima ao óstio; contém a tonsila 
tubária (protege contra infecções da orelha média).
PARTE ORAL (OROFARINGE)
➢ LOCALIZAÇÃO: Posterior à cavidade oral; entrada 
pelas fauces; estende-se do palato mole até a epiglote.
➢ FUNÇÃO: Passagem comum para alimento e ar.
➢ REVESTIMENTO:Epitélio estratificado 
pavimentoso não queratinizado (adaptação ao atrito e 
trauma químico).
➢ ESTRUTURAS IMPORTANTES:
• Tonsilas palatinas: nas paredes laterais das fauces.
• Tonsila lingual: na superfície posterior da língua.
PARTE LARÍNGEA (LARINGOFARINGE)
➢ LOCALIZAÇÃO: Posterior à laringe; contínua com 
esôfago; vai até margem inferior da cartilagem cricóidea.
➢ FUNÇÃO: Passagem comum para alimento e ar.
➢ REVESTIMENTO: Epitélio estratificado pavimentoso
INERVAÇÃO DA FARINGE
➢ PLEXO FARÍNGEO: Responsável pela inervação 
motora e sensitiva; localizado na parede posterior da 
faringe (nível do músculo constritor médio).
• Ramos do glossofaríngeo (IX): sensitivos
• Ramos do vago (X): motores
• Ramos do gânglio simpático cervical sup:Vasomotores
➢ INERVAÇÃO MOTORA: Nervo vago (X)
Exceções:
• Estilofaríngeo: inervado pelo glossofaríngeo (IX)
• Tensor do véu palatino: não é inervado pelo vago (é 
pelo nervo mandibular - V3)
• Músculo constritor inferior: também recebe fibras dos 
ramos laríngeos (externo e recorrente) do vago
➢ INERVAÇÃO SENSITIVA:
• Principalmente pelo glossofaríngeo (IX) (faringe, 
úvula, tonsilas, tubas auditivas e 1/3 posterior da língua 
– geral e gustativa)
• Faringe nasal (região anterior e superior): suprida pelo 
ramo maxilar (V2)
A sensibilidade da faringe é dada principalmente pelos 
nervos glossofaríngeo (IX) e vago (X), com contribuição 
do nervo maxilar (V2) para a parte nasal e oral, e do 
nervo facial (VII) na região do istmo das fauces.
LARINGE
➢LOCALIZAÇÃO: Conecta a faringe à traqueia, na 
linha média do pescoço, anterior ao esôfago, entre as 
vértebras cervicais IV a VI.
➢FUNÇÕES: Produz sons, mantém a via aérea aberta e 
direciona ar e alimento durante a deglutição e respiração.
➢ESTRUTURA: 9 cartilagens (3 isoladas e 3 em pares).
Cartilagens isoladas:
• Tireóidea: Maior, forma o pomo de Adão.
Epiglote: Cobre a entrada da laringe durante a deglutição, 
prevenindo a entrada de alimentos nas vias respiratórias.
• Cricóidea: Forma um anel completo, situada no 
topo da traqueia.
Cartilagens em pares:
• Aritenóideas: Âncoras das pregas vocais.
• Cuneiformes e corniculadas: Menores, com 
funções de suporte e movimentação.
➢PREGAS VOCAIS:
• Verdadeiras: Produzem som, por ligamentos elásticos.
• Falsas: Não participam na produção do som.
➢REVESTIMENTO:
• Parte superior: Epitélio estratificado pavimentoso não 
queratinizado.
• Abaixo das pregas vocais: Epitélio pseudoestratificado 
colunar ciliado, que move o muco para a faringe.
INERVAÇÃO DA LARINGE
➢INERVAÇÃO SENSITIVA:
• Acima das pregas vocais: Ramo interno do nervo 
laríngeo superior (nervo vago).
• Abaixo das pregas vocais: Nervo laríngeo recorrente 
(nervo vago).
➢INERVAÇÃO MOTORA:
• Músculos intrínsecos: Nervo laríngeo recorrente (vago).
• Músculo cricotireóideo: Ramo externo do nervo 
laríngeo superior (vago).
➢LESÕES NERVOSAS:
• Ramo externo do nervo laríngeo superior: Rouquidão e 
dificuldade em sons agudos.
• Nervo laríngeo recorrente: Lesão pode causar 
rouquidão, perda da fala ou necessidade de 
traqueostomia (dependendo da gravidade).
Controle vocal inicia no córtex; fibras corticobulbares atingem o 
núcleo ambíguo. Nervo vago gera ramos: faríngeo (faringe e palato), 
laríngeo superior (sensibilidade e cricotireóideo) e inferior (infraglote 
e músculos intrínsecos). Ramos atuam na fala e deglutição.
PRODUÇÃO DA VOZ
➢ MECANISMO DA FALA: Resulta da liberação 
intermitente do ar expirado e da abertura/fechamento 
da glote, regulada pelos músculos intrínsecos da 
laringe que movem as cartilagens aritenoídeas.
➢ TEORIA MIOELÁSTICA E AERODINÂMICA:
• Forças musculares aproximam as pregas vocais 
(posição fonatória).
• Pressão subglótica vence a resistência glótica, abre 
as pregas e gera vibração (som).
➢ ESTRUTURAS ENVOLVIDAS:
• Pregas vocais: Epitélio escamoso estratificado não 
queratinizado sobre ligamentos elásticos.
• Músculos intrínsecos: Movem cartilagens, 
tensionam ligamentos e modulam a abertura da glote.
➢ CONTROLE DA TENSÃO E SOM:
• Variação da tensão nas pregas vocais altera o tom 
(maior tensão → som mais agudo).
• Maior pressão do ar → som mais intenso.
➢ MOVIMENTOS DA GLOTE:
• Cricoaritenoídeos posteriores: Abdução (abre a 
glote).
• Cricoaritenoídeos laterais: Adução (fecha a glote).
➢ RESSÔNANCIA E ARTICULAÇÃO:
• Faringe, boca, cavidade nasal e seios paranasais 
amplificam o som.
• Músculos da face, língua e lábios moldam a fala.

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