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HANA BARROS BEZERRA LÔBO DE BRITO
ESCOLA DE SAÚDE E MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM
GERONTOLOGIA
Brasília - DF
2016
Pró-Reitoria Acadêmica
Escola de Saúde e Medicina
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gerontologia
RELAÇÃO ENTRE A FRAGILIDADE, AUTOPERCEPÇÃO DE
SAÚDE E MEDO DE QUEDAS DE IDOSOS LONGEVOS
Autor: Rogério Alves da Silva
Orientadora: Profa. Dra. Gislane Ferreira de Melo
Brasília - DF
2017
ROGÉRIO ALVES DA SILVA
RELAÇÃO ENTRE A FRAGILIDADE, AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE
E MEDO DE QUEDAS DE IDOSOS LONGEVOS
Dissertação de Mestrado apresentado ao
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em
Gerontologia da Universidade Católica de
Brasília, como requisito para obtenção do
Título de Mestre em Gerontologia.
Orientadora: Profa. Dra. Gislane Melo
Brasília
2017
Ficha elaborada pela Biblioteca Pós-Graduação da UCB
S586r Silva, Rogério Alves da.
Relação entre a fragilidade, autopercepção de saúde e medo de quedas
de idosos longevos / Rogério Alves da Silva – 2017.
98 f.: il.; 30 cm
Dissertação (Mestrado) – Universidade Católica de Brasília, 2017.
Orientação: Profa. Dra. Gislane Ferreira de Melo
1. Gerontologia. 2. Idosos longevos. 3. Fragilidade. 4. Percepção de
saúde. 5. Medo de quedas. I. Melo, Gislane Ferreira de, orient. II. Título.
CDU 613.98
Dissertação de autoria de Rogério Alves da Silva, intitulada “RELAÇÃO ENTRE
A FRAGILIDADE, A AUTOPERCEPÇÃO DA SAÚDE E O MEDO DE QUEDAS EM
IDOSOS LONGEVOS”, apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de
Mestre em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília, em 31 de agosto de 2017,
defendida e aprovada pela banca examinadora abaixo assinada:
Profa. Dra. Gislane Ferreira de Melo
Orientador (a)
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gerontologia
Universidade Católica de Brasília – UCB
Prof. Dr. Vicente Paulo Alves
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gerontologia
Universidade Católica de Brasília – UCB
Examinador (a) Interno (a)
Profa. Dra. Juliana de Faria Fracon e Romão
Universidade de Brasília - UnB
Examinador (a) Externo (a)
Brasília
2017
Dedico esse trabalho à minha querida esposa
Laurinda, pela sua compreensão e sabedoria,
mesmo pelos alguns momentos de solidão,
você sempre me incentivou e à minha amada
filha Bruna, pelas ausências e momentos de
lazer passageiros.
AGRADECIMENTO
Agradeço primeiramente à Deus, por me abençoar durante toda minha vida e por me
dar força, sabedoria, motivação e coragem para chegar até aqui, mesmo com todas as
adversidades e obstáculos que apareceram em meu caminho e por colocar pessoas
maravilhosas ao meu redor que contribuíram e continuam contribuindo para minha evolução.
Aos meus pais, Mário Rogério (In memorian) e Albertina, que me mostraram o que é
o amor, a educação, o respeito, a sinceridade, a cumplicidade e a força.
Agradeço a minha orientadora, amiga e companheira, se assim posso dizer, profa. Dra.
Gislane Melo, pelas orientações, aprendizados, ajuda e apoio na realização deste trabalho,
além da amizade, paciência, incentivo e por sua dedicação, que por muitas vezes deixou de
lado seus momentos de descanso para me ajudar e orientar. Mesmo nos momentos de falha ou
displicência, a senhora soube me disciplinar e mostrar o caminho correto e justo e, uma das
suas virtudes é ser franca e nos momentos certos soube conduzir com maestria e experiência.
E, principalmente, obrigada por sempre ter acreditado e depositado sua confiança em mim,
mesmo nesse curto período, das salas de aula e orientação. Sem a sua orientação, apoio e
confiança, todo esse caminho percorrido até aqui, nada disso seria possível. Agora eu entendo
muito bem o significado da palavra orientadora, você é uma amiga, sincera e profissional, está
sempre disposta a ouvir, a aconselhar e ajudar no que for preciso. Agradeço-a por tudo!
Aos colegas do PROCAD, novas amizades, novas experiências, sem vocês o
acompanhamento aos idosos, nesse projeto, ficaria impossível. Obrigado pela troca de
aprendizagem.
Ao coordenador do programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Gerontologia Profº
Dr. Vicente Paulo Alves, pela dedicação ao programa, pela experiência e pela paixão pelos
idosos.
A todos os professores da UCB pelo aprendizado adquirido em nossas aulas.
Aos idosos voluntários, que participaram do programa, sem eles não seria possível
realizar este estudo.
“A persistência é o menor caminho do êxito”.
(Charles Chaplin)
RESUMO
SILVA, Rogério Alves da. Relação entre a fragilidade, autopercepção de saúde e medo de
quedas de idosos longevos. 2017. Número de folhas: 83. Dissertação de Mestrado em
Gerontologia – Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2017.
A fragilidade constitui-se em uma síndrome multidimensional que envolve uma interação
complexa de fatores biológicos, psicológicos e sociais que culmina em um estado de maior
vulnerabilidade, aliado ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos adversos como
delírio, declínio funcional, mobilidade prejudicada, quedas, afastamento social, aumento da
morbimortalidade e hospitalização. O objetivo desta pesquisa foi investigar a relação entre a
fragilidade, a autopercepção de saúde e do medo de quedas de idosos longevos. Trata-se de
um estudo do tipo analítico observacional, descritivo, quantitativo e de corte transversal. Os
dados de medidas de fragilidade, de avaliação subjetiva da saúde e da escala de eficácia de
queda, foram coletados por meio de formulários estruturados e validados. Para análise dos
dados foi utilizado o software Statistical Package for Social Sciences - IBM 22.0, para as
análises inferenciais foram utilizadas o Teste Qui-quadrado. O nível de significância
estipulado para o estudo foi de p≤0,05. Os resultados permitem inferir que a fragilidade se
apresenta alta em idosos longevos atendidos no Hospital da Universidade Católica de Brasília,
administrado pelo Instituto do Coração do Distrito Federal (ICDF). Todos foram classificados
como frágeis e pré frágeis, não sendo nenhum avaliado como robustos. Existe uma relação da
fragilidade destes com o medo de quedas e com a faixa etária. A variável sexo não tem
relação com nenhuma variável estudada. Quanto a percepção da saúde (auto referida) os
idosos longevos avaliados percebem sua saúde como regular e boa, a grande maioria como
boa, não diferindo com relação à faixa etária. Assim concluímos que nossa amostra apresenta
altos níveis de fragilidade e que quanto mais frágil, maior o medo de cair. Porém, apesar de
apresentarem altos níveis de fragilidade, estes avaliam sua saúde como boa.
Palavras-chave: Idosos longevos. Fragilidade. Percepção de saúde. Medo de quedas.
ABSTRACT
Fragility is a multidimensional syndrome that involvesa complex interaction of biological,
psychological and social factors that culminates in a state of greater vulnerability, together
with the greater risk of adverse clinical outcomes such as delirium, functional decline,
impaired mobility, falls, social withdrawal, increased morbidity and mortality and
hospitalization. The objective of this research was to investigate the relationship between
frailty, self-perception of health and fear of falls of elderly people. This is an observational,
descriptive, quantitative and cross-sectional analytical study. Data on fragility measures,
subjective health assessment and fall efficacy scale were collected using structured and
validated forms. The Statistical Package for Social Sciences - IBM 22.0 software was used to
analyze the data. For the inferential analyzes, the Chi-square test was used. The significance
level stipulated for the study was p≤0.05. The results allow us to infer that the fragility is high
in elderly people who are attended at the Catholic University Hospital of Brasília,
administered by the Heart Institute of the Federal District (ICDF). All were classified as
fragile and pre-fragile, none being rated as robust. There is a relation of the fragility of these
with the fear of falls and with the age group. The variable sex has no relation with any
variable studied. Regarding health perception (self-reported), the long-lived elderly evaluated
perceived their health as regular and good, the great majority as good, and did not differ in
relation to the age group. Thus we conclude that our sample presents high levels of fragility
and that the more fragile, the greater the fear of falling. However, although they have high
levels of fragility, they evaluate their health as good.
Keywords: Elderly. Fragility. Perception of health. Fear of fall
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Ciclo de fragilidade .............................................................................................. 23
Figura 2 - Tríade de fragilidade ............................................................................................ 28
NO ARTIGO
Figura 1 – Frequência dos Níveis de Fragilidade dos idosos longevos ................................ 45
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Referência da tabela de equação de cálculo do MET e sua classificação de
capacidade aeróbica .................................................................................................................. 25
Tabela 2 - Compêndio de Atividade Física ............................................................................. 26
NO ARTIGO
Tabela 1 – Relação entre fragilidade e Percepção de Saúde .................................................... 46
Tabela 2 – Fragilidade e Medo de quedas ................................................................................ 46
Tabela 3 - Fragilidade e Sexo ................................................................................................... 47
Tabela 4 - Fragilidade por faixa etária...................................................................................... 48
Tabela 5 - Medo de cair e Sexo ................................................................................................ 48
Tabela 6 - Medo de cair e Faixa Etária ..................................................................................... 49
Tabela 7 - Percepção da Saúde e Sexo ..................................................................................... 50
Tabela 8 – Percepção da saúde e Grupo etário ......................................................................... 51
LISTA DE ABREVIATURAS
ABVD’s Atividades Básicas de Vida Diária
AIVD’s Atividades Instrumentais de Vida Diária
AVD’s Atividades da Vida Diária
AVE Acidente Vascular Encefálico
CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
CEP Comissão de Ética em Pesquisa com seres humanos
CES-D Center for Epidemiological Studies – Depression
CHS Cardiovascular Health Study
CIF-A Canadian Iniciative on Frailty and Aging
DAC Doença Arterial Coronariana
DAP Doença Arterial Periférica
DHEA Dehidroepiandrosterona
DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
DM Diabetes Mellitus
DRC Doença Renal Crônica
FAPDF Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal
FES-I Escala de Eficácia de Quedas – Internacional
GH Hormônio do Crescimento
GHRH Hormônio Liberador do Hormônio do Crescimento
IAM Infarto Agudo do Miocárdio
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IGF-1 Fator de crescimento insulina – 1
IL – 6 Interleucina 6
IPAQ International Physical Activity Questionnaine
LAFIT Laboratório de Avaliação Física e Treinamento
MEEM Mini Exame do Estado Mental
MET’s Equivalente Metabólico da Tarefa
OMS Organização Mundial da Saúde
PA Pressão Arterial
PROCAD Programa Nacional de Cooperação Acadêmica
REDE FIBRA Rede de Estudos sobre Fragilidade em Idosos Brasileiros
SABE Saúde, Bem-estar e Envelhecimento
SPPB Short Physical Performance Battery Assessing Lower Extremity Function
SUS Sistema Único de Saúde
SPSS Statistical Package for the Social Sciences
TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
UNICAMP Universidade Estadual de Campinas
UPF Universidade de Passo Fundo
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 14
2 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 18
2.1 ENVELHECIMENTOS E A SAÚDE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA .................... 18
2.2 FRAGILIDADE EM IDOSOS ....................................................................................... 19
2.3 QUEDAS EM IDOSOS .................................................................................................. 30
2.4 AS QUEDAS E O MEDO DE CAIR AUTORREFERIDO ........................................... 33
3 OBJETIVOS ........................................................................................................................ 36
3.1 OBJETIVO GERAL ....................................................................................................... 36
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................................... 36
4 ARTIGO ............................................................................................................................... 37
REFERÊNCIAS DO ARTIGO ............................................................................................. 57
CONSIDERAÇÕES FINAIS DA DISSERTAÇÃO ............................................................ 62
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 63
APÊNDICES .......................................................................................................................... 74
ANEXOS ................................................................................................................................76
14
1 INTRODUÇÃO
O Brasil e o mundo vivenciam uma remodelação de sua pirâmide populacional com
aumento da população idosa e a diminuição da infanto-juvenil (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística [IBGE], 2015). Esta remodelação implica em novas estratégias de
atendimento a essa população a qual está vivendo mais tempo e necessita de suporte para uma
melhor qualidade de vida.
Há mais de uma década a idade média de vida do brasileiro era de 54 anos, atualmente
esta idade subiu para 74. E, em 2060, espera-se por uma média de vida igual a 83 anos.
Porém, já na atualidade o quantitativo de pessoas com idade igual ou superior a 100 anos é de
25.000 pessoas (IBGE,2015). Por razão deste crescimento no número de pessoas com mais
idade surgem estudos específicos para a faixa etária entre 80 e 100 anos, faixa esta
denominada de idosos longevos (LENARDT et al., 2014).
Sabe-se que o processo de envelhecimento é um processo natural da vida e, quase
sempre, apresenta-se acompanhado por decréscimos biológicos, físicos, sociais e
psicológicos, os quais podem ou não ser minimizados de acordo com o estilo de vida anterior
e atual do idoso (CAMARANO, 2011). Neste processo, ter saúde e preservá-la é a principal
meta para que o idoso evite uma série de alterações prejudiciais ao seu organismo, porém, isso
não é o que se observa nos resultados de estudos populacionais, uma vez que estes inferem
que as doenças crônicas estão presentes em quase 85% nesse público. Para Conceição (2010)
e Deponti e Acosta (2010) a presença de doenças crônicas na população mais velha envolve
intervenções de alto custo, uso de tecnologias de alta complexidade, as quais geram aos
serviços públicos valores exorbitantes.
Conforme dito anteriormente, o envelhecimento biológico é um processo que torna o
idoso longevo naturalmente mais frágil e em posição de declínio (LENARDT et al., 2014).
Este declínio, por sua vez, sugere uma relação estreita com a ocorrência da fragilidade,
atualmente definida como uma síndrome multidimensional que envolve uma interação
complexa de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Esta fragilidade culmina num estado
de maior vulnerabilidade aliado, também, ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos
adversos como: mobilidade prejudicada, quedas, afastamento social, hospitalização, aumento
da morbimortalidade (BRASIL, 2006; ALVARADO et al., 2008; SANTOS-EGGIMANN et
al., 2009; SOUSA et al., 2012; KOLLER; ROCKWOOD, 2013).
Nos continentes desenvolvidos, como na América do Norte e Europa, a prevalência de
fragilidade varia entre 5,8% a 27,3% e está presente mais em idosos institucionalizados com
15
idade avançada e em mulheres (SANTOS-EGGIMANN et al., 2009). Já em países em
desenvolvimento, como o Brasil, onde o processo de envelhecimento é expressivo e
desfavorável em condições socioeconômicas e de saúde, as prevalências de fragilidade vão de
26,7% a 42,6% (ALVARADO et al., 2008; SOUSA et al., 2012).
É consenso na comunidade científica que mais investigações serão necessárias para a
melhor definição da síndrome da fragilidade, bem como quais são os sintomas e sinais
marcadores da síndrome da fragilidade (BERGMAN et al., 2004; FRIED et al., 2005;
MACEDO; GAZZOLA; NAJAS, 2008). Até o momento, na área da Fisioterapia, o conceito
mais aceito é o conceito de Fried et al. (2001) o qual definiram que a fragilidade é
caracterizada como uma síndrome clínica, identificada por perda involuntária de peso,
redução do nível da atividade física, diminuição da força muscular e tem como sintomas a
redução da força e da velocidade de marcha, sensação de fadiga, dentre outros. A
classificação para a fragilidade se refere ao número de sintomas que o idoso possui, sendo que
a presença de três ou mais sintomas definem os idosos como frágeis; um ou dois sintomas
classifica-os como pré-frágeis e aqueles que não apresentam sintoma algum são classificados
como não frágeis ou robustos (FRIED et al., 2001).
A presença da fragilidade em idosos é acompanhada, quase sempre, por eventos
incapacitantes, dentre estes estão as quedas. De acordo com Pinho et al. (2012) a queda é o
deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial. Já Duthie e
Katz (2002) definem a queda como uma incapacidade de correção dentro do tempo esperado,
ocasionado por situações multifatoriais que o desestabilize do seu eixo. Tais circunstâncias
podem ser associadas a fatores intrínsecos e extrínsecos.
Este tipo de evento é temido por boa parte das pessoas idosas, pois a mesma tem como
consequências a diminuição do desempenho de atividades diárias, dependência e, em casos
mais graves, podem gerar fraturas as quais levam ao declínio da saúde e uma possível morte.
Sabe-se que este evento é o terceiro maior causador de morte da população idosa (FHON, et
al. 2012). Corroborando estes achados, Paixão Junior e Heckman (2011) inferem que a queda
é uma dentre as inúmeras causas que pode levar os idosos a graves consequências, não apenas
nos aspectos físicos, mas, também no âmbito psicológico e social (PAIXÃO JUNIOR;
HECKMAN, 2011). Segundo Ferretti, Luanardi e Bruschi (2013) a queda é um evento
comum e idosos com idade igual ou maior a 80 anos são mais suscetíveis, quando
comparados aos idosos mais jovens.
Como fatores intrínsecos encontram-se as alterações fisiológicas relacionadas ao
envelhecimento, a patologias e consequente uso de fármacos. Os fatores extrínsecos
16
dependem de determinantes sociais e ambientais que trazem obstáculos para esse idoso e,
assim, alterando a sua capacidade funcional (FABRÍCIO; RODRIGUES; COSTA JUNIOR,
2004).
Além das alterações fisiológicas causadas pela fragilidade, a percepção que o sujeito
tem com relação a sua saúde pode aumentar ou diminuir as consequências tanto física como
psicológicas do próprio estado de saúde. Formas simples de avaliar a percepção que o idoso
longevo tem de sua saúde e por consequência de sua capacidade funcional encontra-se a saúde
auto relatada. Este tipo de relato consiste na avaliação realizada pelo próprio idoso, ou seja, é
a saúde auto percebida com referência a critérios e valores pessoais, expectativas sociais e
também individuais, além de mecanismos de comparação social e temporal (ALVES;
RODRIGUES, 2005). Cabe ressaltar que independentemente da condição de saúde desse
idoso a percepção que esse tem é tanto ou mais importante que a própria saúde geral
(CHENG; FUNG; CHAN, 2007). Assim, o instrumento de auto relato é um dos indicadores
mais utilizados em pesquisas gerontológicas (LIMA-COSTA; FIRMO; UCHÔA, 2004;
BOWLING, 2005; NERI, 2007). Esta avaliação é simples e confiável (ALVES;
RODRIGUES, 2005) do ponto de vista da saúde global do idoso e preconiza o declínio da
capacidade funcional e mortalidade.
O uso da autoavaliação da saúde tornou-se um importante indicador de bem-estar
individual e coletivo (DACHS; SANTOS, 2006; NERI, 2007; BLAZER, 2008). Também é
amplamente utilizado como forte indicador de morbidade (MARTIN et al., 2007),
incapacidade (BERNARD et al., 1997), depressão (BLAZER, 2008), inatividade (SHIROM et
al., 2008) e mortalidade (ILDER; BENYAMINI, 1997; SARGENT-COX; ANSTEY;
LUSZCZ, 2010) observados especialmente entre os idosos.
Estas autoavaliações são geralmente conseguidas em inquéritos de saúde de base
populacional, por meio de um simples questionamento de natureza escalar. Trata-se de
medida do juízo subjetivo que cada idoso carrega no que concerne a qualidade de sua saúde
física e mental, em sustentação de critérios pessoais e sociais (NERI, 2007). O papel da
autoavaliação é importante no processo de mostrar evidências, no que se pretende avaliar,
como a comparação com idosos em precárias condições de saúde, pois contribui para suavizar
os efeitos negativos da percepção de perdas associadas ao envelhecimentona questão à
redução do nível de atividades, de interação social e da própria motivação para o autocuidado
em saúde. E, a sua importância corrobora como um mecanismo regulador de natureza
compensatória e mais, para explicar a divergência, entre as avaliações de saúde tanto subjetiva
quanto objetiva (LIANG et al., 2005; CHENG; FUNG; CHAN, 2007).
17
De acordo com Pinquart (2001) a percepção mais negativa de saúde ocorre em idosos
mais longevos, em comparação aos idosos mais jovens, devido ao aumento do número e da
gravidade dos problemas de sua saúde, à sua limitação funcional e não menos importante, ao
seu baixo recurso material e ao seu rebaixamento de suporte psíquico, no enfrentamento
diante das doenças que são acometidos.
Considerando o exposto, o presente estudo tem como objetivo investigar a relação
entre a fragilidade, a autopercepção de saúde e do medo de quedas em idosos longevos.
18
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 ENVELHECIMENTOS E SAÚDE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
A condição de envelhecimento da população exige que haja mudanças profundas e
evidentes em seu perfil epidemiológico (SANTOS, 2013). No Brasil observou uma crescente
evolução de sua população idosa e é decorrente de mudanças durante quase quatro décadas,
devido a sua diminuição em sua mortalidade infantil, um decréscimo da fecundidade, uma
súbita melhora das questões de saneamento, mesmo que em todo país a totalidade da
população não é completada com essa condição, dentre outras (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística [IBGE], 2015).
Dentro de cenário mundial, o Brasil já é visto como um país de envelhecidos. Em todo
ano são somados à população brasileira, 650 mil novos idosos e com isso aumentando a
estatística, levando em conta que estes idosos vem acompanhado de várias doenças crônicas e
mais, com limitações funcionais (IBGE, 2015). Num período considerado curto, menos de 30
anos, o país passou de um quadro de mortalidade típica de uma população jovem para um
quadro clínico de patologias complexas e que em consequência geram gastos, devido a esta
faixa etária, marcados por doenças crônicas e múltiplas e, não se observa alterações algum
tempo, ao contrário, há um aumento considerável e exigindo constantemente mais cuidados,
aumento nas medicações e realizações de exames periódicos (FÓRUM, 2007).
Desde 2003, Carvalho e Garcia já afirmavam que compreender estas mudanças dentro
de um perfil populacional de idosos poderão nos mostrar um indicativo de uma construção de
ações para esta população, visto que as mesmas apresentam condições diferenciadas em suas
necessidades sociais de saúde.
Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS (2005) a condição de saúde foi
definida como “o estado de completo bem-estar físico, psíquico e social, e não somente a
ausência de doenças”. De fato, para que isso aconteça, claro, além participação do indivíduo,
precisa-se que recursos sejam alocados em diferentes domínios como a educação,
alimentação, infraestrutura sanitária, habitacional, incentivos ao trabalho, promoções ao estilo
de vida saudável em conjunto com atividades físicas e de lazer, bem como cuidados com o
meio ambiente.
O conceito de saúde: um completo bem-estar físico, social e mental e não apenas
ausência de doenças, evolui-se, visto que anteriormente esta conceituação restringia-se apenas
fatores fisiológicos. Entretanto, com a inclusão dos aspectos sociais e mentais, nos fez
19
entender a sua importância dessa inclusão somados as condições de alimentação, moradia,
educação, meio ambiente, trabalho e renda, transporte, lazer, liberdade e, não menos
importante, o acesso aos serviços de saúde (BARCHIFONTAINE, 2002).
Segundo Pinquart (2001) a percepção mais negativa de saúde sucede-se nos idosos
mais longevos, defronte aos idosos mais jovens, decorrente as inúmeras patologias e as suas
gravidades, diante das suas limitações funcionais, incluindo as suas condições de aporte
financeiro, a seu nível de suporte psíquico e na sua resiliência diante de suas condições
clinicas.
Diante da literatura foram observadas as concretizações dos relatos das associações
entre saúde auto referida e o seu nível socioeconômico (RAMOS, 2007) e diante desses
relatos foi percebido que esses indivíduos de parcelas sociais menos favorecidas, somado com
o menor grau de escolaridade, mostra uma pior autoavaliação de sua saúde. Conforme os
autores McCullough e Laurenceau (2005) a influência da filiação religiosa, não foram
categóricos em assegurar esta associação. E esta autopercepção de saúde desses idosos pode
disseminar uma condição mais suscetível e demonstrar a importância de uma iniciativa mais
enérgico na questão da promoção de uma melhor qualidade de vida e saúde.
2.2 FRAGILIDADE EM IDOSOS
Conforme Espinoza e Walston (2005) o conceito de fragilidade não é atual, mas as
dinâmicas de sistematização de conhecimentos e a sua instabilidade diante das consequências
adversas dos fatores estressantes de menor colisão e elas estão sempre sendo alteradas. No
início, a síndrome de fragilidade era verificada exclusivamente nos idosos em condições
muito frágeis e alto grau de dependência em suas atividades de vida diária – AVD’s
(WOODHOUSE, 1988). No entanto ao longo do tempo, os pesquisadores foram agregando
outros critérios a esta definição dos quais puderam avaliar mais adequadamente um conjunto
significante de idosos e, em consequência classificá-lo melhor.
Segundo Teixeira e Neri (2006) a fragilidade pode ser avaliada de três prismas
distintas e classificatória, a primeira é das dependências nas atividades básicas de vida diária –
ABVD’s e nas atividades instrumentais de vida diária – AIVD’s; segundo da vulnerabilidade
aos estresses ambientais, às patológicas e às quedas e por fim, os estados patológicos em
condições agudas e crônicas. Para estar no quadro de fragilidade é observado outros critérios,
de ser portador de doença crônica incapacitante, apresentar estados de confusão mental,
20
depressão, quedas, apresentar quadro de incontinência urinaria, desnutrição crônica, úlceras
de decúbito ou pressão e também adversidades socioeconômicas.
As autoras Macedo, Gazolla e Najas (2008) mencionaram que a fragilidade pode ser
percebida quando esse idoso integra no mínimo quatros requisitos básicos, quando a sua idade
é de 80 anos acima, apresentando quadro de depressão, com instabilidade de equilíbrio e
alterações na sua marcha, com considerável diminuição da força de preensão palmar,
diminuição da força nas articulações dos ombros e joelhos, com déficits nos membros
inferiores, déficit visual e utilidade de sedativos.
Conforme Teixeira e Neri (2006) na década de 90, a acepção diante da condição de
“ser frágil” foi aos poucos sendo modificado pela condição de “torna-se frágil. Tal transição
foi simplesmente baseada em três bases, na primeira nem todos os indivíduos com limitações
no desempenho de atividades seriam frágeis; segundo, nem todos os indivíduos frágeis
apresentariam limitações no desempenho das atividades e por fim, a existência de potencial
para prevenção. Outros mecanismos debatidos naquela década que não se evidenciam
claramente a este processo de fragilidade, estão sendo pesquisados atualmente.
E diante dessa condição oscilante da fragilidade está relacionada ao declínio funcional
e a interação do idoso com o meio aonde ele está inserido, na qual a incidência de um
acontecimento inesperado, mesmo classificado de menor embate para alguns idosos, e com
isso pode ocasioná-lo algumas limitações no seu desempenho das suas AVD’s e apresentar ou
não uma perda de autonomia (CAMPBELL; BUCHNER, 1997).
Conforme Fried e Walston (2000) e Fried et al. (2001) esta condição clínica de
instabilidade que a fragilidade os coloca na presença de esgotamentos físicos e emocionais
que resultam na decadência de suas reservas fisiológicas, emcompanhia da diminuição da
eficiência da homeostase. Nos idosos, observa-se a prevalência nas mulheres, ofertando um
alto risco para as adversidades como as quedas, as incapacidades, as hospitalizações, as
institucionalizações e os óbitos.
Segundo Rockwood, Hogan e Macknight (2000) uma peculiaridade primordial da
condição de fragilidade é o entendimento do risco decorrente dessa inconstância. Contudo, o
idoso caracteriza-se frágil quando um organismo perde a sua complexidade no seu suporte
diante da dinâmica e apresenta soluções não adaptativas aos fatores estressantes (LIPSITZ,
2002).
Os autores Morley et al. (2006) discorrem que sobre esse estresse, percebe-se uma
redução de sua competência nas realizações das práticas da AIVD’s. Mesmo que a dificuldade
em formular uma definição onde há um consenso do que vem a ser fragilidade sob o cuidado
https://www.sinonimos.com.br/acepcao/
21
da geriatria, a Sociedade Americana de Geriatria recomendou a seguinte definição: “Síndrome
fisiológica caracterizada por um declínio na reserva e diminuição da resistência a estressores
resultados do declínio acumulado em múltiplos sistemas causando vulnerabilidade a eventos
adversos” (BESDINI et al., 2005).
O conceito do declínio funcional até então é muito debatido e há também
controvérsias, conforme Lacas e Rockwood (2012) e desse modo, diante de múltiplas
definições, tornam-se visíveis a incompreensão na obtenção de um conceito universal para a
fragilidade. Entretanto, partindo de sua relevância como condição progressiva e de seus
desfechos, há um potencial e acolhimento dessa condição (AHMED; MENDEL; FAIN, 2007;
ANDRADE et al., 2012).
Diante dessa pluralidade de conceitos que recai sobre a fragilidade (ROMERO-
ORTUNO et al., 2010), em dezembro de 2012, na Flórida houve uma Conferência, no intuito
de esclarecer melhor esse conceito operacional para fragilidade para incluir os aspectos de
triagem e tratamento, conforme Morley et al. (2013). O grupo de especialista da Frailty
Consensus Conference acordaram em distinguir entre duas definições, uma delas é a
fragilidade como conceito amplo num patamar mais abrangente ou da condição do indivíduo e
outra a fragilidade como síndrome mais especifica, a fragilidade física (MORLEY et al.,
2013).
Conforme esta conclusão, a fragilidade foi estabelecida como "Síndrome médica com
múltiplas causas, caracterizada pela diminuição da força, resistência muscular e redução da
função fisiológica, que resulta no aumento da vulnerabilidade do indivíduo no
desenvolvimento de dependência ou morte" (MORLEY et al., 2013, p.393).
Referente a fragilidade física, o mesmo grupo reconheceu que há inúmeras causas para
o seu desenvolvimento como: fadiga, doença, perda de peso, diminuição da força, velocidade
de marcha e atividade física (MORLEY et al., 2013). A presente iniciativa do consenso foi
demostrar que a condição de fragilidade, pode resultar numa variedade de distúrbios
patológicos e condições clinicas, e focando mais numa forma especifica de fragilidade, na
condição física, e exalta a importância de seu monitoramento, prevenção e tratamento,
conforme Morley et al. (2013).
Segundo Fried et al. (2001) (Figura 1) para se avaliar a síndrome de fragilidade, a
componentes considerados pradrão-ouro e inserido nas questões do instrumento auto referido
e, o fenótipo de fragilidade foi adquirido pelos seguintes componentes elementos
mensuráveis, de acordo com Morley et al. (2013):
22
• Perda de peso não intencional: calcular o peso do idoso. Observar a pontuação
positiva para condição de fragilidade quando apresentar perdas de peso superior a 3 kg;
• Força de preensão manual: aferida por meio do dinamômetro com a pessoa idosa na
posição sentada. Solicita ao idoso que efetue o máximo de força possível com o membro
superior dominante por duas vezes consecutivas e é considerado o maior valor de força
obtido, ajustado pelo índice de massa corporal (em quartis) e estratificado por sexo. Para cada
quartil, o valor da força de preensão foi dividido em quintis, sendo o ponto de corte, para a
redução de força, o menor quintil a ser aferido (20,0% mais fracos);
• Fadiga auto referida: utilizar as duas questões do Center for Epidemiological Studies
– Depression (CES-D) (FRIED et al., 2001) e validado para idosos brasileiros (BATISTONI;
NERI; CUPERTINO, 2007)
• Redução da velocidade de caminhada: percorrer uma distância de 4,5 m ajustada para
sexo e estatura (FRIED et al., 2001), obtenção pelo teste de velocidade de caminhada,
baseado no Short Physical Performance Battery Assessing Lower Extremity Function - SPPB
• Baixa atividade física: medir pelo dispêndio semanal de energia em kcal (com base
no auto relato das atividades e exercícios físicos realizados) e ajustar segundo o gênero;
avaliada pelo International Physical Activity Questionnaire – IPAQ e utilizar a versão
validada em língua portuguesa (BENEDETTI et al., 2007; BENEDETTI; MAZO; BARROS,
2008; MATSUDO et al., 2012).
23
Figura 1 - Ciclo de fragilidade
Fonte: Fried et al. (2001).
De acordo com Fried et al. (2001) a fragilidade é classificada em ambas
instrumentações, o instrumento auto referido e o fenótipo de fragilidade que considera pessoas
frágeis, aquelas que apresentaram três ou mais componentes de fragilidade, os pré-frágeis
com um ou dois itens e não frágeis com nenhum componente. E um quesito que foi
desconsiderado dentro do modelo de investigação foi o déficit cognitivo grave, devido as
consequências da demência, pois em condições clínicas é bastante marcante dentro da
síndrome.
24
O fenótipo de fragilidade entende-se como um ciclo, de maneira que não está bem
delineado, entendemos que, para estar no quadro de fragilidade, o idoso precisará apresentar
três ou mais componentes do fenótipo, mas o idoso que apresentar um ou dois componentes
estariam num quadro de alto risco de evoluir para síndrome. E nesta particularidade, este ciclo
apresentará um processo de perda energética, incluindo a perda de massa e força muscular, a
redução da taxa metabólica, o declínio do gasto energético e da sua mobilidade.
Dentro da apresentação do ciclo enumere-se vários pontos potenciais de admissão no
contexto do ciclo, que integram condições fisiológicas mesmo de difícil compreensão aos
temas essenciais à síndrome, tal como as condições patológicas, a imobilidade, a depressão e
as medicações e, diante dessas situações o processo poderá desencadear, ou seja, acelerar o
quadro de fragilidade. Conforme Fried e Walston (2000) e Fried et al. (2001) o modelo em
questão é apenas teórico e ainda não é capaz de esclarecer a existência de todas exposições
clínicas da fragilidade (Quadro 1).
Quadro 1 - Descrição do Fenótipo de Fragilidade
Alterações
subjacentes
Síndrome clínica da fragilidade
(Fenótipo)
Desfechos adversos associados
à síndrome de fragilidade
Doenças
Declínio na função e
reserva fisiológica
Sintomas
Perda de peso
Redução da força
Fadiga
Anorexia
Baixa atividade física
Sinais
Sarcopenia
Osteopenia
Anormalidades no equilíbrio
Desnutrição
Redução da velocidade de
caminhada
Riscos
Diminuição da resiliência e da
capacidade de resistir aos estressores
Quedas
Doenças agudas
Incapacidades
Dependência
Hospitalização
Institucionalização
Óbito precoce
Fonte: Fried et al. (2001)
25
E este ciclo influencia em seu quadro de fragilidade e decorrente da ação, ela altera a
taxa metabólica, e para indicar o equivalente de taxa metabólica – MET (metabolic equivalent
task), para efeito de representação 01 (um) MET, em média, indica o consumo de oxigênio
quando o indivíduo se encontra em repouso. Segundo Ainsworth et al. (1993) e Pate et al.(1995) exemplifica que qualquer exercício que consumam 5 (cinco) MET, mostra que são 5
vezes o seu metabolismo de repouso, lembrando que os MET são múltiplos dessa taxa
metabólica, e que pode verificar os fatores determinantes associados e também com relação
de saúde e doença, descrevendo o padrão de atividade física apontado na população
(AINSWORTH et al., 1993; AINSWORTH et al., 2000).
Segundo Macera et al. (2001) a especificação da atividade física moderada, a sua
intensidade, a duração e o tipo da atividade determinam os resultados relacionados à saúde.
Pois, variados questionários utilizados em pesquisas epidemiológicas têm incorporado tais
informações, pois a duração, a intensidade e o tipo de atividade concede calcular os gastos
energéticos em MET (Tabela 1), mediante consulta ao Compêndio de Atividade Física
(AINSWORTH et al.,1993; AINSWORTH et al., 2000) (Tabela 2).
Tabela 1 - Referência da tabela de equação de cálculo do MET e sua classificação de capacidade aeróbica
Equação Para Cálculo Manual
1 MET (metabolic equivalents)
(Gasto de energia na atividade - valores pré-
estabelecidos por atividade - ex. de tabela
McARDLE, 1989)
Exemplo
Jogging = 7.0 Mets
Ciclismo (ergométrica /moderado)= 7.0 Mets
Natação Crawl = 8.0 Mets
futebol de campo(competição) = 9.9 Mets
futebol de campo(pelada) =7.0 Mets
Outros exemplos baixar o compendium acima
1 Met = 1 kcal x kg-¹ x h-¹ ou 3,5ml
/kg/min
Energia gasta com a atividade = MET x Peso x Tempo de atividade (min)/60
A alegação do Compêndio é competente na acepção da intensidade da atividade física
e possibilita estimar os devidos valores de gastos energéticos de uma forma uniformizada e
consistente, conforme Wilcox (2001).
26
Tabela 2 - Compêndio de Atividade Física
Classificação de Capacidade Aeróbica em METS
até 60 min de acordo com a faixa etária - ACSM,1998
Jovem
20- 39 anos
Meia idade
(40-64)
Velho
(65-79)
Muito Velho
(80 anos)
Muito Leve <2,4 <2,0 <1,6 < ou igual a 1,0
Leve 2,4 - 4,7 2,0 - 3,9 1,6 - 3,1 1,1 - 1,9
Moderada 4,8 - 7,1 4,0 - 5,9 3,2 - 4,7 2,0 - 2,9
Intensa 7,2 - 10,1 6,0 - 8,4 4,8 - 6,7 3,0 - 4,25
Muito Intensa >ou igual a
10,2
> ou igual a
8,5
> ou igual a
6,8
> ou igual a 4,25
Máximo 12 10 8 5
Fonte: Ainsworth et al., (1993).
Conforme PATE et al. (1995) relatam as atividades de intensidade leve consomem < 3
MET, moderadas são aquelas que consomem de 3 a 6 MET, e as atividades vigorosas > 6
MET e a orientação quanto ao tipo de exercício, sejam de forma continua ou intermitente de
forma que a intensidade moderada ou vigorosa em boa parte dos dias da semana, sejam
realizados com no mínimo 30 minutos ou mais para que o efeito fisiológico processa-se
(PATE et al., 1995; PHYSICAL ACTIVITY GUIDELINES ADVISORY COMMITTEE,
2008). Segundo Haskell (2007) e a PHYSICAL ACTIVITY GUIDELINES ADVISORY
COMMITTEE (2008) procede que tanto adultos quanto idosos devem realizar pelo menos
150 minutos por semana de atividade física aeróbica moderada ou ainda, uma conciliação de
atividade moderada e vigorosa, observando que os exercícios intermitentes devem ser
mesclados por períodos de pelo menos 10 minutos de duração.
Segundo Hubbard e Story (2014) na época de 2012 um editorial denominado The
Journal of Frailty and Aging efetuou na íntegra uma investigação sobre a fragilidade que foi
desenvolvido a partir da iniciativa na Conferência Internacional de Pesquisa em Fragilidade e
Sarcopenia.
Antes dessa publicação em 2012, já havia pesquisas focadas na busca de um consenso
na elucidação da fragilidade, um dos pesquisadores se encontravam nos Estados Unidos, na
Johns Hopkins University, e outros pesquisadores no Canadá, o Canadian Iniciative on Frailty and
Aging (CIF-A). Este último labora em conjunto com a União Europeia, Israel e Japão, no intuito de
ampliar a lucidez diante da fragilidade em idosos, aprofundando nas pesquisas, buscando as
circunstâncias e progressividade da síndrome, procurando encontrar a prevenção e em consequência
seus tratamentos.
27
De acordo com Teixeira e Néri (2006) esses membros da CIF-A idealizaram uma
síntese na conciliação de vários elementos ressaltando a etiologia complexa entorno do
contexto da fragilidade, associando com a história de vida de idosos e tendo atenção sobre o
aumento da síndrome, que podem ser mutáveis devido aos fatores determinantes como os
biológicos, psicológicos e sociais, dependendo em que contexto o idoso se encontra no
momento.
Conforme ainda Teixeira e Néri (2006) diante dos achados sobre o conceito
consideram que a fragilidade está sendo concernida como uma combinação de fatores, ficando
afastado do paradigma biomédico. Um exemplo de fragilidade é sobre a avaliação de
desempenho nas ABVD’s, que condenam o idoso de forma dura e para esses autores os
indicadores para medir a fragilidade física não podem ser mensuráveis, pois as suas
consequências resultam de sua condição de saúde, levando em conta que esse indivíduo sofre
uma forte influência no contexto sociocultural e limitando a sua compreensão diante das
circunstâncias.
Para Teixeira e Néri (2006) a redução da reserva energética e resistência diminuída
aos estressores caracteriza a fragilidade como uma síndrome clínica. Segundo Frield et al.
(2001) a variação da condição de saúde e alterações ambientais, trazendo para o indivíduo
uma exposição às perturbações, de condição adversa, resultando na sua vulnerabilidade e em
consequências levando a uma condição de declínio cumulativo dos sistemas fisiológicos.
Já o outro grupo, com a obtenção dos estudos pesquisadores americanos encontrou três
importantes alterações pertinentes à idade (Figura 2):
1) alterações neuromusculares (principalmente sarcopenia);
2) desregulação do sistema neuroendócrino;
3) disfunção do sistema imunológico.
https://www.sinonimos.com.br/idealizaram/
28
Figura 2 - Tríade de fragilidade
Fonte: Fried; Walston, (2000)
Conforme Sousa et al. (2012) a REDE FIBRA (Rede de Estudos sobre Fragilidade em
Idosos Brasileiros) um estudo multicêntrico e multidisciplinar no Brasil que investigou
amostras de idosos de várias cidades brasileiras tendo em conta a relação para caracterização
da síndrome de fragilidade em menção ao fenótipo de Fried determinando os atributos e o
predomínio dos fatores biológicos, psicológicos e ambientais que poderiam agregar a
condição de fragilidade.
Diante dos fatores biológicos importantes componentes somados a síndrome da
fragilidade estão presentes a sarcopenia, as alterações imunológicas e as alterações
neuroendrócrinas. Segundo Cruz-Jentoft et al. (2010) a caracterização da sarcopenia é pela
evidência pela perda de força e a massa muscular de forma progressiva e mais, está associada
à degeneração das fibras musculares do tipo II – a, que são de contração rápida e a sua
composição são de fibras brancas e em consequência das perdas das fibras, no local é
reposicionado por tecido adiposo e fibroso, resultando na diminuição no aporte da síntese
proteica, acarretando na redução da força e eficiência do músculo. Conforme Silva et al.
(2006) no controle fino do equilíbrio e a diminuição das vias aferentes tanto sensitivas quanto
motoras é devido a efetividade neural que é uma alteração sensível na qualidade das fibras
musculares. Segundo Fried e Walston (2000) a sarcopenia no idoso provoca um quadro de
declínio somado a perda de força e resistência muscular resultando na alteração da marcha e
na sua condição física. Diante das constatações dos estudos a sarcopenia é evidenciado na
29
maioria dos idosos longevos e acarreta em penalidades como o risco elevado em quedas,
fraturas, incapacidades, dependências, hospitalizações recorrentes e mortalidade.
Conforme alguns autores Cupusti et al. (2014) destaca-se que a ingestão de alimento
deforma insuficiente pode provocar alguns fatores de origem na redução da massa muscular e
no quadro de sarcopenia, os efeitos catabolicos (TENTORI et al., 2010), disfunções
hormonais, resultando nas baixas concentrações ou aumento da resistência a testosterona
(COLAK et al., 2014), influencia no fator de crescimento, devido a esta ação diminui 13
concentrações, semelhante a insulina (IGF-1) (KOPPLE et al., 2007), interferindo no aumento
das concentrações de hormônios catabólicos a exemplo do cortisol (AFSAR, 2014), na
inflamação crônica (CASTANEDA et al., 2004) e no sedentarismo (AVESANI., 2012).
Diante do estudo de Walston (2004) a síndrome de fragilidade sofre influência nas
alterações neuroendócrinas como no declínio na secreção dos hormônios testosterona,
estrogênio, hormônio luteinizante e do dehidroepiandrosterona (DHEA) e somando a estes e
aumentando com o nível de cortisol marcam de fato o desenvolvimento da fragilidade. O
sistema neuroendócrino é devidamente organizado que contém várias unidades essenciais ao
sistema nervoso e um conjunto de glândulas endócrinas e que também se incorporam,
formando assim uma unidade funcional. Os autores Brüünsgaard e Pedersen (2003) o sistema
neuroendócrino é eficaz nas avaliações das informações ambientais e sensoriais e devido a
estas informações as vias nervosas e endócrinas realizam a todo momento o equilíbrio
homeostático.
De acordo com Sattler (2013) um outro elemento associado à síndrome de fragilidade
é o hormônio do crescimento (GH) que por meio do estimulo pulsátil é secretado o hormônio
liberador de hormônio do crescimento (GHRH), sendo produzido e liberado de forma pulsátil
na glândula pituitária, e a sua maior molécula mensageira o Fator de crescimento Insulina-1
(IGF-1), e é principalmente no fígado a sua sintetização, mas encontramos em concentrações
consideradas também nas células ósseas e musculares. E a geração do estimulo para a efetiva
produção de IGF-1 acontece por causa GH e que também pode ser limitado pela subnutrição,
reduzindo a sua sensibilidade ao GH e em consequência desse fato há uma diminuição na
coleta de GH e a sua estrutura molecular é semelhante a Insulina, que estimula o crescimento
em quase todas as células do corpo, principalmente em células do músculo, cartilagens, ossos,
rins, fígado e pulmão, além de regular o crescimento e desenvolvimento das células nervosas.
O autor Sattler (2013) ressalta que há pontos positivos no GH, pois ela está presente
em grande parte da divisão celular e participa da recuperação das células do cérebro, coração
e músculos. E mostra que o seu baixo nível de IGF-1 pode ampliar as chances de o indivíduo
30
de ataques cardíacos. Dentre os outros pontos concordantes a ação do GH é a sua forma de
suplementação para aperfeiçoar o desempenho atlético e o ganho de massa muscular, há
estudos sobre este aprimoramento na suplementação em conjunto com o hormônio, sendo
mais eficaz e resultado mais promissor no esporte. Ressalta Sattler (2013) que no processo do
envelhecimento estes hormônios tem uma importante função tanto no desenvolvimento
quanto na manutenção da massa muscular. Segundo Leng et al. (2004) mesmo no processo do
envelhecimento em idosos frágeis, há uma diminuição considerável das secreções pulsátil do
GH e IGF-1 e em desiquilíbrio pode modificar a sua massa e força muscular.
2.3 QUEDAS EM IDOSOS
Devido a um crescimento escalonado da população idosa, transformações necessárias
tanto demográficas quanto epidemiológicas estes indivíduos sofreram e estimulou a buscar
novas pesquisas sobre este modelo de público e as suas atribulações a que estão submetidos,
podemos citar a ocorrência de quedas, consideradas as principais causas de morbidades e,
consequentemente, de mortalidade nesta população (REBELATTO; CASTRO; CHAN, 2007;
FERREIRA; YOSHITOME, 2010).
Segundo Siqueira (2007) a denominação de queda refere-se a um deslocamento não
intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, sem correção de tempo hábil, é
definido por situações diversas, prejudicando na manutenção do seu equilíbrio.
As causas reflexas dessa ação podem de fatores intrínsecos, ou melhor, são as suas
alterações fisiológicas, decorrente do processo de envelhecimento, a exemplo das condições
patológicas e do uso excessivo de medicamentos, e outras causas são os fatores extrínsecos,
somado a locais perigosos, como edificações impróprias ou inacessíveis e aliado aos seus
mobiliários ineficaz, em que os idosos são expostos (MENEZES; BACHION, 2008). De
acordo com Freitas e Barela (2008) ressaltam um fator primordial na queda do idoso além dos
já citados, a qualidade que pode influenciar essas condições clínicas, melhor dizendo, no
estado da doença, como hipertensão, doenças neurológicas, diabetes e doenças agudas ou
crônicas.
Conforme Buksman et al. (2008) além dos fatores intrínsecos e extrínsecos há também
outro fator que deve ser levada em consideração na análise da queda dos idosos que são os
fatores comportamentais. Foram descritos os fatores como:
31
Fatores de risco intrínsecos:
História prévia de quedas – pelo menos uma queda no ano anterior aumenta o
risco de queda no ano seguinte.
Idade avançada – na maior parte dos estudos conclui-se a associação entre o
risco de quedas e o aumento da idade.
Sexo feminino – maior predisposição para as quedas na mulher que no homem.
Uso de medicamentos – o uso de medicamento como psicotrópicos, diuréticos,
antiarrítmicos, vasodilatadores, sedativos. A associação de cinco ou mais medicamentos
aumenta o risco de queda.
Condição clínica – presença de doença como hipertensão; diabetes; doenças
neurológicas ou articulares, que alterem a força muscular, a marcha ou o equilíbrio; doenças
agudas ou situações crônicas bem como hipotensão ortostática podem precipitar a queda.
Distúrbios da marcha e equilíbrio – podendo ser resultantes do envelhecimento,
se houver diminuição da força e da resistência prejudicando a manutenção das atividades de
vida diárias, pode levar à ocorrência de queda.
Sedentarismo – o de predispor a fortes alterações musculoesqueléticas.
Estado psicológico – o medo de cair novamente, após uma queda, está
associado a uma diminuição no desempenho da marcha podendo traduzir-se em novas quedas
e levar a uma diminuição das atividades físicas e sociais. Estados depressivos também podem
estar na origem das quedas.
Deficiência nutricional – pode levar à diminuição da força muscular, distúrbios
da marcha e osteoporose.
Declínio cognitivo – mesmo pouco acentuado também pode conduzir a
ocorrência de quedas.
Deficiência visual – diminuição da acuidade visual.
Deficiência auditiva – diminuição da acuidade auditiva.
Doenças do foro ortopédico – doenças a nível cervical que provoquem tonturas
e desequilíbrios, doenças dos pés, calos, úlcera ou dor ao caminhar também aumentam o risco
de queda.
Estado funcional – o risco de queda está diretamente relacionado com o
aumento da dependência funcional.
32
Fatores de risco extrínsecos:
Entende-se que a maioria das quedas entre idosos podem ser acarretados por riscos
ambientais (BUKSMAN et al., 2008), entre os itens estão:
Iluminação inadequada.
Tapetes soltos ou com dobras
Superfícies escorregadias
Degraus estreitos ou altos
Ausência de corrimãos em corredores e quartos de banho
Prateleiras demasiado altas ou demasiado baixas
Vestuário e sapatos inadequados
Obstáculos no caminho, como móveis baixos, fios, pequenos objetos.
Órteses inadequadas.
Via pública em mau estado de conservação.
Fatores de risco comportamentais: exposição ao risco
Segundo Buksman et al. (2008) o fator de risco comportamental é o que mais leva ao
idoso a queda, mas na condição de fragilidade ele é mais inativo, mas ao riscode exposição é
mais ativo. A observação é que a maioria das quedas são domésticas, ou seja, dentro de casa e
o fator que mais apresenta são as intrínsecas, mas quando as quedas são comunitárias, ou
melhor fora de casa, apresentam-se os fatores de risco ambientais e detalhe, por idosos mais
robustos.
E entre esses idosos, a maior prevalência de quedas é do sexo feminino, visto que, a
sua condição suscetível de fragilidade é maior, pois são variadas as condições fisiológicas
femininas, como a questão da osteoporose, uma condição de doença crônica (PERRACINI;
RAMOS, 2002). Esta prevalência chega a 27,6% no total de idosos longevos, sedentários e
obesos (SIQUEIRA et al., 2011).
Conforme Almeida et al. (2012) devem-se se levar em consideração os fatores
intrínseco e extrínseco, mas foi levantado questões contrárias aos fatores extrínsecos e os
comportamentais, devida as interferências culturais, religiosos, etários e étnicos.
33
2.4 AS QUEDAS E O MEDO DE CAIR AUTORREFERIDO
De acordo com Tinetti, Richman e Powell (1990) e Perracini e Ramos (2002) devida
as sérias complicações que estes idosos com 65 ou mais são acometidos diante da condição de
quedas, que são uns dos inconvenientes enfrentados pelos idosos. E o fator medo de cair é
muito presente dentre eles.
Segundo os autores Zijlstra et al. (2007) na pesquisa realizada há altas taxas de medo
relacionado as quedas entre os idosos. E o medo e queda está intimamente ligada a saúde do
idoso, no que refere na redução da mobilidade, perda da confiança no equilíbrio e restrição de
atividades tanto domésticas, quanto sociais. Os autores focaram o medo de quedas com a
redução das atividades e mais da metade dos idosos relataram o maior entrave é o medo de
cair com 54,3% e outros 37,9% relataram evitar a execução das atividades.
Segundo Legters (2002) o como avaliar o medo de quedas é complicado e as formas
são variadas como questões físicas, comportamentais e funcionais, e é difícil eleger um
dispositivo que a seja abrangente no tocante do medo de cair.
Foram avaliados dois momentos, sendo uma é ter o medo e a outra é não ter o medo
(HOWLAND et al., 1998; MURPHY; WILLIAMS; GILL, 2002), foram obtidas por meio de
questionamentos com classificações do nível de medo ou por meio de escalas de auto eficácia
ou a perda na confiança do equilíbrio (YARDLEY et al., 2005; KEMPEN et al., 2007). E
observa que dentro das escalas que baseadas na teoria cognitiva social e a auto eficácia
relacionadas as quedas, esses idosos demonstram algum medo de cair ao desempenhar as suas
atividades diárias (BANDURA, 1986).
Os autores Ricci et al. (2010) realizaram um estudo e avaliou os fatores associados ao
histórico de quedas desses idosos e o medo de cair foi apontado pela maioria dos idosos,
mostrando que o medo de cair e a queda se relacionam e ainda resulta na diminuição das
tarefas e reforça o grau de preocupação em uma nova queda.
Em outras pesquisas realizadas por Néri et al. (2012) e Fucahori et al. (2014)
obtiveram resultados semelhantes. A Néri et al. (2012) apontou a limitação das tarefas
executada pelos idosos principalmente aquelas que necessitam de maior desempenho fisico,
mesmo após sofrem uma queda e até aqueles que não caíram.
E a autora ainda relata que a inatividade do idoso pode provocar a incapacidade,
aumentando assim o seu risco de cair, não deixando o idoso sair de um ciclo vicioso. Já nos
estudos de Fucahori et al. (2014) as mulheres com histórico de queda apresentaram medo de
34
cair e restrição das suas atividades. Contudo os autores Fabrício, Rodrigues e Costa Junior
(2004), Gomes et al. (2009), Brito et al, (2014) e Fucahori et al. (2014) reforça que o idoso
após sofrer uma queda surge comumente o medo de cair.
Conforme Lopes et al. (2009), Fucahori et al. (2014) e Santamaria et al. (2015), as
pesquisas demostram o histórico de queda necessariamente não está vinculado com o medo de
cair. Esta razão pode ser explicada por meios das teorias comportamentais, por experiência de
vida, o medo associado a uma ansiedade que provoca um estimulo neutro (CLARK; BECK,
2012). Segundo os autores o medo tem uma função adaptativa, um mecanismo de ação na
sobrevivência do homem, como um mecanismo de resposta a situações reais de perigo.
Nos resultados encontrados por Santamaria (2015), os auto-relatos dos idosos foram
colocados a questão da polifarmácia que evidencia a relação com as quedas. E relata também
que outros fatores são primordiais como a idade avançada, viver sozinho, ter baixa renda,
presença de comorbidades, sintomas depressivos, problemas de visão e audição.
Young e Willians (2015) também reforça a preocupação excessiva sobre a questão da
queda e a sua dificuldade em solucioná-la e, é evidente que o nível de confiança encontra-se
em baixa. E por meio da revisão de literatura descreveram a relação do medo de cair com as
alterações posturais e com resultado apontaram a influência da ansiedade.
A quantificação da preocupação no medo de cair pode ser avaliada pela Escala
Internacional de Eficácia de Quedas (Fall Efficacy Scale Internacional – FES-I) (YARDLEY
et al., 2005), validada no Brasil por Camargos et al., Dias, Dias e Freire (2007), a FES-I tem
sido utilizada em várias pesquisas (LOPES et al., 2009; FUCAHORI et al., 2014) podendo ser
utilizada para verificar o medo de cair, como também, a partir da pontuação, verificar o risco
de queda que o idoso apresenta.
De acordo com Camargos et al. (2010) foi publicado um estudo relacionado a
adaptação transcultural da escala FES-I- Brasil, a amostra foi pelo histórico de queda no
último ano, idosos que não tinham sofrido queda, idosos que sofreram quedas recorrentes e os
que sofreram quedas esporadicamente.
Segundo Camargos et al. (2010) a eficácia da escala relata o indicativo de risco de
queda em idosos, demonstrando uma pontuação de corte, sendo 31 pontos para os idosos que
caem recorrentemente, 23 pontos para idosos que caem muito e ≥ 23 pontos para quedas
esporádicas. Os questionamentos realizados pela escala simulam atividades ou tarefas
executadas dentro e fora da residência. Para Lopes et al. (2009) a pontuação elevada mostra
que o idoso está extremamente preocupado em cair, consequentemente o idoso se isole
socialmente, limitando as suas tarefas e ficando restrito ao seu ambiente doméstico.
35
Por fim, diante de todos os fatos expostos da presente revisão, nos mostram, a
importância do tema e a necessidade de pesquisar mais sobre o mesmo com os idosos
longevos.
36
3 OBJETIVOS
3.1 OBJETIVO GERAL:
Investigar a relação entre a fragilidade, a autopercepção de saúde e do medo de quedas
em idosos longevos.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Comparar os resultados de fragilidade, autopercepção de saúde e medo de
quedas por sexo;
Comparar os resultados de fragilidade, autopercepção de saúde e medo de
quedas por faixa etária.
37
4 ARTIGO
RELAÇÃO ENTRE A FRAGILIDADE, A AUTOPERCEPÇÃO DE
SAÚDE E MEDO DE QUEDAS DE IDOSOS LONGEVOS.
Rogério Alves da Silva1 Vicente Paulo Alves2 Gislane Ferreira de Melo3
1 Fisioterapeuta, Mestrando em Gerontologia. Universidade Católica de Brasília – UCB - Brasília, DF - Brasil, e-mail:
rogerio70silva@gmail.com
2 Doutor pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Docente de Graduação e Pós-Graduação - UCB - Brasília, DF -Brasil, e-mail:
vicerap@gmail.com
3 Doutora pela Universidade de Católica de Brasília - UCB, Docente de Graduação e Pós-Graduação - UCB - Brasília, DF -Brasil, e-
mail: gislane.melo@gmail.com
__________________________________________________________________________________
Resumo
A fragilidade constitui-se em uma síndrome multidimensional que envolve uma interação
complexa de fatores biológicos, psicológicos e sociais que culmina em um estado de maior
vulnerabilidade,aliado ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos adversos como
delírio, declínio funcional, mobilidade prejudicada, quedas, afastamento social, aumento da
morbimortalidade e hospitalização. O objetivo desta pesquisa foi investigar a relação entre a
fragilidade, a autopercepção de saúde e do medo de quedas de idosos longevos. Trata-se de
um estudo do tipo analítico observacional, descritivo, quantitativo e de corte transversal. Os
dados de medidas de fragilidade, de avaliação subjetiva da saúde e da escala de eficácia de
queda, foram coletados por meio de formulários estruturados e validados. Para análise dos
dados foi utilizado o software Statistical Package for Social Sciences - IBM 22.0, para as
análises inferenciais foram utilizadas o Teste Qui-quadrado. O nível de significância
estipulado para o estudo foi de p≤0,05. Os resultados permitem inferir que a fragilidade se
apresenta alta em idosos longevos atendidos no Hospital da Universidade Católica de Brasília,
administrado pelo Instituto do Coração do Distrito Federal (ICDF). Todos foram classificados
como frágeis e pré frágeis, não sendo nenhum avaliado como robustos. Existe uma relação da
fragilidade destes com o medo de quedas e com a faixa etária. A variável sexo não tem
relação com nenhuma variável estudada. Quanto a percepção da saúde (auto referida) os
idosos longevos avaliados percebem sua saúde como regular e boa, a grande maioria como
boa, não diferindo com relação à faixa etária. Assim concluímos que nossa amostra apresenta
altos níveis de fragilidade e que quanto mais frágil, maior o medo de cair. Porém, apesar de
apresentarem altos níveis de fragilidade, estes avaliam sua saúde como boa.
Palavras-chave: Idosos longevos. Fragilidade. Percepção de saúde. Medo de quedas.
mailto:%20vicerap@gmail.com
mailto:%20vicerap@gmail.com
38
ABSTRACT
Fragility is a multidimensional syndrome that involves a complex interaction of biological,
psychological and social factors that culminates in a state of greater vulnerability, together
with the greater risk of adverse clinical outcomes such as delirium, functional decline,
impaired mobility, falls, social withdrawal, increased morbidity and mortality and
hospitalization. The objective of this research was to investigate the relationship between
frailty, self-perception of health and fear of falls of elderly people. This is an observational,
descriptive, quantitative and cross-sectional analytical study. Data on fragility measures,
subjective health assessment and fall efficacy scale were collected using structured and
validated forms. The Statistical Package for Social Sciences - IBM 22.0 software was used to
analyze the data. For the inferential analyzes, the Chi-square test was used. The significance
level stipulated for the study was p≤0.05. The results allow us to infer that the fragility is high
in elderly people who are attended at the Catholic University Hospital of Brasília,
administered by the Heart Institute of the Federal District (ICDF). All were classified as
fragile and pre-fragile, none being rated as robust. There is a relation of the fragility of these
with the fear of falls and with the age group. The variable sex has no relation with any
variable studied. Regarding health perception (self-reported), the long-lived elderly evaluated
perceived their health as regular and good, the great majority as good, and did not differ in
relation to the age group. Thus we conclude that our sample presents high levels of fragility
and that the more fragile, the greater the fear of falling. However, although they have high
levels of fragility, they evaluate their health as good.
Keywords: Elderly. Fragility. Perception of health. Fear of fall.
39
Introdução
O Brasil e o mundo vivenciam uma remodelação de sua pirâmide populacional com
aumento da população idosa e a diminuição da infanto-juvenil (IBGE,2015). Esta
remodelação implica em novas estratégias de atendimento a essa população a qual está
vivendo mais tempo e necessita de suporte para uma melhor qualidade de vida.
Há mais de uma década a idade média de vida do brasileiro era de 54 anos, atualmente
esta idade subiu para 74. E, em 2060, espera-se por uma média de vida igual a 83 anos.
Porém, já na atualidade o quantitativo de pessoas com idade igual ou superior a 100 anos é de
25.000 pessoas (IBGE,2015). Por razão deste crescimento no número de pessoas com mais
idade surgem estudos específicos para a faixa etária entre 80 e 100 anos, faixa esta
denominada de idosos longevos (LENARDT et al., 2014).
Sabe-se que o processo de envelhecimento é um processo natural da vida e, quase
sempre, apresenta-se acompanhado por decréscimos biológicos, físicos, sociais e
psicológicos, os quais podem ou não ser minimizados de acordo com o estilo de vida anterior
e atual do idoso (CAMARANO, 2011). Neste processo, ter saúde e preservá-la é a principal
meta para que o idoso evite uma série de alterações prejudiciais ao seu organismo, porém, isso
não é o que se observa nos resultados de estudos populacionais, uma vez que estes inferem
que as doenças crônicas estão presentes em quase 85% nesse público. Para Conceição (2010)
e Deponti e Acosta (2010) a presença de doenças crônicas na população mais velha envolve
intervenções de alto custo, uso de tecnologias de alta complexidade, as quais geram aos
serviços públicos valores exorbitantes.
Conforme dito anteriormente, o envelhecimento biológico é um processo que torna o
idoso longevo naturalmente mais frágil e em posição de declínio (LENARDT et al., 2014).
Este declínio, por sua vez, sugere uma relação estreita com a ocorrência da fragilidade,
atualmente definida como uma síndrome multidimensional que envolve uma interação
complexa de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Esta fragilidade culmina num estado
de maior vulnerabilidade aliado, também, ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos
adversos como: mobilidade prejudicada, quedas, afastamento social, hospitalização, aumento
da morbimortalidade (BRASIL, 2006; ALVARADO et al., 2008; SANTOS-EGGIMANN et
al., 2009; SOUSA et al., 2012; KOLLER; ROCKWOOD, 2013).
Nos continentes desenvolvidos, como na América do Norte e Europa, a prevalência de
fragilidade varia entre 5,8% a 27,3% e está presente mais em idosos institucionalizados com
idade avançada e em mulheres (SANTOS-EGGIMANN et al., 2009). Já em países em
40
desenvolvimento, como o Brasil, onde o processo de envelhecimento é expressivo e
desfavorável em condições socioeconômicas e de saúde, as prevalências de fragilidade vão de
26,7% a 42,6% (ALVARADO et al., 2008; SOUSA et al., 2012).
É consenso na comunidade científica que mais investigações serão necessárias para a
melhor definição da síndrome da fragilidade, bem como quais são os sintomas e sinais
marcadores da síndrome da fragilidade (BERGMAN et al., 2004; FRIED et al., 2005;
MACEDO; GAZZOLA; NAJAS, 2008). Até o momento, na área da Fisioterapia, o conceito
mais aceito é o conceito de Fried et al. (2001) o qual definiram que a fragilidade é
caracterizada como uma síndrome clínica, identificada por perda involuntária de peso,
redução do nível da atividade física, diminuição da força muscular e tem como sintomas a
redução da força e da velocidade de marcha, sensação de fadiga, dentre outros. A
classificação para a fragilidade se refere ao número de sintomas que o idoso possui, sendo que
a presença de três ou mais sintomas definem os idosos como frágeis; um ou dois sintomas
classifica-os como pré-frágeis e aqueles que não apresentam sintoma algum são classificados
como não frágeis ou robustos (FRIED et al., 2001).
A presença da fragilidade em idosos é acompanhada, quase sempre, por eventos
incapacitantes, dentre estes estão as quedas. De acordo com Pinho et al. (2012) a queda é o
deslocamentonão intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial. Já Duthie e
Katz (2002) definem a queda como uma incapacidade de correção dentro do tempo esperado,
ocasionado por situações multifatoriais que o desestabilize do seu eixo. Tais circunstâncias
podem ser associadas a fatores intrínsecos e extrínsecos.
Este tipo de evento é temido por boa parte das pessoas idosas, pois a mesma tem como
consequências a diminuição do desempenho de atividades diárias, dependência e, em casos
mais graves, podem gerar fraturas as quais levam ao declínio da saúde e uma possível morte.
Sabe-se que este evento é o terceiro maior causador de morte da população idosa (FHON, et
al. 2012). Corroborando estes achados, Paixão Junior e Heckman (2011) inferem que a queda
é uma dentre as inúmeras causas que pode levar os idosos a graves consequências, não apenas
nos aspectos físicos, mas, também no âmbito psicológico e social (PAIXÃO JUNIOR;
HECKMAN, 2011). Segundo Ferretti, Luanardi e Bruschi (2013) a queda é um evento
comum e idosos com idade igual ou maior a 80 anos são mais suscetíveis, quando
comparados aos idosos mais jovens.
Como fatores intrínsecos encontram-se as alterações fisiológicas relacionadas ao
envelhecimento, a patologias e consequente uso de fármacos. Os fatores extrínsecos
dependem de determinantes sociais e ambientais que trazem obstáculos para esse idoso e,
41
assim, alterando a sua capacidade funcional (FABRÍCIO; RODRIGUES; COSTA JUNIOR,
2004).
Além das alterações fisiológicas causadas pela fragilidade, a percepção que o sujeito
tem com relação a sua saúde pode aumentar ou diminuir as consequências tanto física como
psicológicas do próprio estado de saúde. Formas simples de avaliar a percepção que o idoso
longevo tem de sua saúde e por consequência de sua capacidade funcional encontra-se a saúde
auto relatada. Este tipo de relato consiste na avaliação realizada pelo próprio idoso, ou seja, é
a saúde auto percebida com referência a critérios e valores pessoais, expectativas sociais e
também individuais, além de mecanismos de comparação social e temporal (ALVES;
RODRIGUES, 2005). Cabe ressaltar que independentemente da condição de saúde desse
idoso a percepção que esse tem é tanto ou mais importante que a própria saúde geral
(CHENG; FUNG; CHAN, 2007). Assim, o instrumento de auto relato é um dos indicadores
mais utilizados em pesquisas gerontológicas (LIMA-COSTA; FIRMO; UCHÔA, 2004;
BOWLING, 2005; NERI, 2007). Esta avaliação é simples e confiável (ALVES;
RODRIGUES, 2005) do ponto de vista da saúde global do idoso e preconiza o declínio da
capacidade funcional e mortalidade.
O uso da autoavaliação da saúde tornou-se um importante indicador de bem-estar
individual e coletivo (DACHS; SANTOS, 2006; NERI, 2007; BLAZER, 2008). Também é
amplamente utilizado como forte indicador de morbidade (MARTIN et al., 2007),
incapacidade (BERNARD et al., 1997), depressão (BLAZER, 2008), inatividade (SHIROM et
al., 2008) e mortalidade (ILDER; BENYAMINI, 1997; SARGENT-COX; ANSTEY;
LUSZCZ, 2010) observados especialmente entre os idosos.
Estas autoavaliações são geralmente conseguidas em inquéritos de saúde de base
populacional, por meio de um simples questionamento de natureza escalar. Trata-se de
medida do juízo subjetivo que cada idoso carrega no que concerne a qualidade de sua saúde
física e mental, em sustentação de critérios pessoais e sociais (NERI, 2007). O papel da
autoavaliação é importante no processo de mostrar evidências, no que se pretende avaliar,
como a comparação com idosos em precárias condições de saúde, pois contribui para suavizar
os efeitos negativos da percepção de perdas associadas ao envelhecimento na questão à
redução do nível de atividades, de interação social e da própria motivação para o autocuidado
em saúde. E, a sua importância corrobora como um mecanismo regulador de natureza
compensatória e mais, para explicar a divergência, entre as avaliações de saúde tanto subjetiva
quanto objetiva (LIANG et al., 2005; CHENG; FUNG; CHAN, 2007).
42
De acordo com Pinquart (2001) a percepção mais negativa de saúde ocorre em idosos
mais longevos, em comparação aos idosos mais jovens, devido ao aumento do número e da
gravidade dos problemas de sua saúde, à sua limitação funcional e não menos importante, ao
seu baixo recurso material e ao seu rebaixamento de suporte psíquico, no enfrentamento
diante das doenças que são acometidos.
Considerando o exposto, o presente estudo tem como objetivo investigar a relação
entre a fragilidade, a autopercepção de saúde e do medo de quedas em idosos longevos.
MATERIAIS E MÉTODO
Tipo de Estudo
Tratou-se de um estudo do tipo analítico observacional, descritiva, quantitativo e de
corte transversal. Esta pesquisa faz parte do projeto multicêntrico Programa Nacional de
Cooperação Acadêmica (PROCAD) de financiamento da CAPES (Comissão de
Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior), que visa investigar os padrões de
envelhecimento físico, cognitivo e psicossocial de idosos longevos em suas várias concepções
biopsicossociais. O projeto aprovado pelo PROCAD tem por objetivo aprofundar os
conhecimentos sobre as alterações morfofisiológicas da longevidade que acometem os idosos
com idade igual ou superior a 80 anos em abordagem interdisciplinar em três regiões:
Brasília-DF (Universidade Católica de Brasília – UCB), Campinas-SP (Universidade Estadual
de Campinas - Unicamp) e Passo Fundo - RS (Universidade de Passo Fundo - UPF).
Amostra
Fizeram parte do estudo 140 idosos longevos. E todos eram moradores do Distrito
Federal. Estes foram selecionados por meio de dois tipos de marcação que eram realizados em
dois dias da semana, pelas quartas-feiras, eles foram convidados por telefone, a participar da
pesquisa e este convite foi fornecido por meio de uma lista de atendimento no ambulatório do
próprio Instituto do Coração do Distrito Federal (ICDF) e, pelas sextas-feiras, estes foram
encaminhados pela Central de agendamento de consultas e exames (0800 644 1044) pelo
Sistema Único de Saúde - SUS. Como critério de inclusão especificou-se a necessidade de ter
80 anos ou mais. E como critérios de exclusão os idosos longevos que não poderiam possuir
déficits cognitivos avaliado pelo Mini Exame do Estado Mental (M.E.E.M.) nem utilizar
43
cadeira de rodas, ser portador de graves déficits de audição ou de visão ou ser portador de
deficiência física grave.
Instrumentos e Procedimentos
Na data do início da pesquisa, que ocorreu no dia 09 de março de 2016, no período da
manhã que foi realizado no ICDF, o primeiro encontro desses idosos longevos. E estes 140
idosos longevos participantes eram somente do PROCAD. Inicialmente os idosos foram
informados do objetivo da pesquisa e aqueles que concordaram em participar da mesma
assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A pesquisa foi dividida
em vários blocos do “A” ao “T” e, também foram realizados exames laboratoriais como as
coletas de sangue e dos principais biomarcadores para as análises clínicas no laboratório
sabin, onde esses idosos recebiam um encaminhamento com data marcada após a consulta
médica, nas quartas-feiras e sextas-feiras.
Após a assinatura, os mesmos foram encaminhados para triagem para que
respondessem aos blocos iniciais da pesquisa que se referiam à dados de identificação do
participante e variáveis sociodemográficas. Estas variáveis compreenderam o local de
residência, sexo, idade, estado civil, escolaridade e renda familiar. Em seguida, os
participantes eram encaminhados para outros pesquisadores dos demais blocos, como por
exemplo, para a coleta de dados referentes ao Mini Exame do Estado Mental (MEEM), onde
os idosos longevos responderam um questionário sobre sua reserva cognitiva, que exigem a
sua atenção e a capacidade dememória. E este questionário foi um dos fatores de exclusão,
pois, o mesmo possuía uma nota de corte, caso os idosos não alcançassem o mínimo de
pontuação que é 17 pontos para os analfabetos, 22 pontos para idosos com escolaridade entre
1 e 4 anos; 24 pontos para escolaridade entre 5 e 8 anos e 26 pontos para os idosos com 9
anos ou mais de escolaridade.
Na sequência, os participantes habilitados eram encaminhados para outra sala, para
responderem às perguntas sobre saúde auto referida, por meio da utilização de questionário
sobre avaliação subjetiva da saúde (LIMA-COSTA; FIRMO; UCHÔA, 2005; BOWLING,
2005). Trata-se de um questionário estruturado e validado o qual foi aplicado por um
avaliador treinado. Os itens do instrumento são pertinentes à condição de saúde atual e
passada, bem como tempo de dedicação à mesma.
Em uma segunda visita, dias após, conforme disponibilidade dos idosos, foram
realizadas coletas com relação a medidas de fragilidade (FRIED et al., 2001) (Protocolo Fibra
44
– exercício físico e classificação dos exercícios quanto à intensidade) também estruturado e
validado. Esta coleta foi realizada no Laboratório de Avaliação Física e Treinamento –
LAFIT, pelos próprios pesquisadores. O sujeito amostral respondia as questões relacionadas a
atividade física e também a fadiga relacionada aos esforços nas atividades.
No mesmo dia, era aplicada a escala de eficácia de queda – internacional (FES-I –
Brasil) Yardley et al (2005), validada por Camargos (2010), com a confiabilidade analisada
pelo Índice de Correlação Intraclasse (ICC = 0,836 e 0,912) e a consistência interna pelo α de
Cronbach (α = 0,93). O instrumento é composto de 16 itens, os quais verificam o medo de
cair, quantificando o grau de preocupação que o idoso apresenta quando questionado sobre a
realização das atividades de vida diária descritas na escala. Informando ainda que, os blocos
que foram aplicados no LAFIT são da aferição de pressão arterial (Bloco D), ao qual estava
encarregado da sua aplicação; das medidas antropométricas (Bloco E); das medidas de
fragilidade, atividade física e dispêndio de energia (Bloco F); da avaliação do equilíbrio -
Short Physical Performance Battery- SPPB (Bloco R) e da escala de eficácia de queda –
internacional (FES- I – Brasil) (Bloco S) e os demais blocos foram aplicados no ICDF, como
a identificação do participante e controle dos registros (Bloco A); as variáveis
sociodemográficas (Bloco B); o status mental (Bloco C); as variáveis de saúde e psicossociais
- avaliação subjetiva da saúde (Bloco G); o acesso a serviços públicos e privados (Bloco H); a
saúde bucal e nutrição (Bloco I); a capacidade funcional para AAVDS, AIVDS e expectativa
de cuidado (Bloco J); a anamnese médica (Bloco K); o suporte social percebido (Bloco L); a
depressão (Bloco M); a satisfação global com a vida e referenciada a domínios (Bloco N); os
eventos estressantes, estratégias de enfrentamento e auto-eficácia do enfrentamento (Bloco
O); o conceito de felicidade (Bloco P); a religiosidade (Bloco Q) e as hipóteses diagnósticas
(Bloco T).
Aspectos éticos
A presente pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
Universidade Católica de Brasília, sob o parecer n° 1.290.368. Os idosos, ao aceitarem
participar da pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
(APÊNDICE A).
45
Análise de dados
Foi utilizado o método de análise dos dados por meio do software estatístico SPSS-
IBM (Statistical Package for Social Sciences) versão 22.0 for Windows, devidamente
registrado. Para análise descritiva da amostra foi feita a média, o desvio padrão e a frequência.
Para as análises inferenciais foram utilizadas o Teste Qui-quadrado, para as autopercepções de
saúde, do medo de quedas e medidas de fragilidade. O nível de significância estipulado para o
estudo foi de p≤0,05.
Resultados
A amostra do estudo constituiu-se de 93 mulheres (66,4%) e 47 homens (33,6, %),
totalizando 140 idosos longevos. A média de idade foi de 84,59 ± 4,44 anos, com idades
compreendidas entre 80 e 98 anos. Mais da metade dos entrevistados 73,8% declarou-se
branca, os que se consideravam mulatos e pretos ficaram na ordem de 18,2% e amarelos
11,8%. Com relação ao estado civil, 58% dos casados eram do sexo masculino, enquanto 82%
dos viúvos eram do sexo feminino. A grande maioria (87,6%) mora em casa própria.
Observou-se na figura 1 os níveis de fragilidade desses idosos longevos e que não foi
encontrado nenhum na condição de robusto, mas na condição de pré-frageis houve um
aumento relativo de 37,10% dessa população e agora o aumento expressivo foi na condição de
frágeis de 62,90%, ou seja, a maioria dos idosos longevos da pesquisa possuíam alguma
condição clínica ou funcional debilitante.
Figura 1 – Frequência dos Níveis de Fragilidade dos idosos longevos (140)
46
A presença de fragilidade relacionado à percepção de saúde entre os 130 idosos
longevos, pois 10 idosos foram excluídos. Os idosos longevos foram divididos em frágeis
n=79 (60,8%) que perceberam a sua percepção de saúde como regular n=38 (48,1%), como
boa n=36 (45,6%) e como ruim n=5 (6,3%) e os pré-frágeis n=51 (39,2%) que perceberam a
sua percepção de saúde como regular n=26 (51,0%), como boa n=22 (43,1%) e como ruim
n=3 (5,9%) e não houve diferença significativa, conforme descrito na Tabela 1.
Tabela 1 – Relação entre fragilidade e Percepção de Saúde (130)
Fragilidade Percepção da Saúde
Ruim Regular Boa Total
Idosos Longevos Frágeis 5 38 36 79
6,3% 48,1% 45,6% 100,0%
62,5% 59,4% 62,1% 60,8%
3,8% 29,2% 27,7% 60,8%
3 26 22 51
Idosos Longevos Pré Frágeis 5,9% 51,0% 43,1% 100,0%
37,5% 40,6% 37,9% 39,2%
2,3% 20,0% 16,9% 39,2%
8 64 58 130
Total 6,2% 49,2% 44,6% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
6,2% 49,2% 44,6% 100,0%
Qui-Quadrado - p = 0,95 (não há diferença significativa).
Fonte: Dados da pesquisa.
Sobre a fragilidade e o medo de quedas, apenas 97 idosos longevos participaram da
pesquisa, pois 43 idosos foram excluídos. Os idosos longevos frágeis com medo de quedas
foram n=54 (55,7%), com alto medo n=20 (37,0%), com baixo medo n=23(42,6%) e com
nenhum medo n=11 (20,4%) e os pré-frágeis n= 43 (44,3%), com alto medo n= 4 (9,3%), com
baixo medo n=26 (60,5%) e com nenhum medo n= 13 (30,2%) e houve diferença
significativa, conforme descrito na Tabela 2.
Tabela 2 – Fragilidade e Medo de Quedas (97)
Fragilidade Medo Total
Nenhuma Baixo Alto
Idosos Longevos Frágeis 11 23 20 54
20,4% 42,6% 37,0% 100,0%
45,8% 46,9% 83,3% 55,7%
11,3% 23,7% 20,6% 55,7%
Idosos Longevos Pré Frágeis 13 26 4 43
30,2% 60,5% 9,3% 100,0%
54,2% 53,1% 16,7% 44,3%
13,4% 26,8% 4,1% 44,3%
24 49 24 97
Total 24,7% 50,5% 24,7% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
24,7% 50,5% 24,7% 100,0%
Qui-Quadrado – p = 0,007 – há diferenças significativas, idosos frágeis apresentam medos altos de quedas.
47
Fonte: Dados da pesquisa.
Com relação a fragilidade e sexo, na participação de 140 idosos longevos, notamos
que os n= 88 (62,9%) idosos frágeis foram maiores no sexo feminino n= 59 (67,0%) e n= 29
(33,0%) no sexo masculino e nos pré-frágeis, obtivemos n= 52 (37,1%) idosos longevos que
foi também observada a presença de fragilidade no sexo feminino n= 34 (65,4%) e no sexo
masculino n= 18 (34,6%) e não houve uma diferença significativa nos parâmetros, conforme
descrito na Tabela 3.
Tabela 3 - Fragilidade e Sexo
Fragilidade Sexo Total
Feminino Masculino
Idosos frágeis 59 29 88
67,0% 33,0% 100,0%
63,4% 61,7% 62,9%
42,1% 20,7% 62,9%
Idosos Pré-frágeis 34 18 52
65,4% 34,6% 100,0%
36,6% 38,3% 37,1%
24,3% 12,9% 37,1%
Total 93 47 140
66,4% 33,6% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0%
66,4% 33,6% 100,0%
Qui-Quadrado -p = 0,84 (não há diferença significativa).
Fonte: Dados da pesquisa.
A relação de fragilidade por faixa etária, utilizando a mesma amostra de 140 idosos
longevos, a faixa etária de 80 a 84 anos os idosos frágeis foram n= 45 (51,1%) de idosos
frágeis, de 85 a 89 anos foram n= 23 (26,1%) e de 90 anos acima foram n= 20 (22,7%), no
universo de n= 88 (62,9%), já na composição de pré-frágeis a faixa etária de 80 a 84 anos,
resultou na ordem de n= 34 (65,4%), de 85 a 89 anos foram n= 17 (32,7%) e de 90 anos acima
apenas n= 1 (1,9%) no universo de n= 52 (37,1%) e nesta situação houve diferenças
significativas, conforme a Tabela 4.
48
Tabela 4 - Fragilidade por faixa etária
Fragilidade Faixa Etária Total
80 a 84 anos 85 a 89 anos 90 anos acima
Idosos frágeis 45 23 20 88
51,1% 26,1% 22,7% 100,0%
57,0% 57,5% 95,2% 62,9%
32,1% 16,4% 14,3% 62,9%
Idosos Pré-frágeis 34 17 1 52
65,4% 32,7% 1,9% 100,0%
43,0% 42,5% 4,8% 37,1%
24,3% 12,1% 0,7% 37,1%
Total 79 40 21 140
56,4% 28,6% 15,0% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
56,4% 28,6% 15,0% 100,0%
Qui-Quadrado - p = 0,004 - há diferenças significativas. Idosos frágeis estão em um faixa etária maior.
Fonte: Dados da pesquisa.
Com relação ao medo de cair e sexo, com amostra de 97 idosos longevos, foi
observado que os n= 24 (24,7%) idosos que não tinham nenhum medo de cair foram maiores
no sexo feminino n= 14 (58,3%) e n= 10 (41,7%) no sexo masculino e no medo moderado,
obtivemos n= 38 (77,6%) no sexo feminino e no sexo masculino n= 11 (22,4%) e no quesito
do alto medo, também foi observado que no sexo feminino houve predominância de n= 17
(70,8%) e no sexo masculino apenas n=7 (29,2%) e não houve uma diferença significativa nos
parâmetros, conforme descrito na Tabela 5.
Tabela 5 - Medo de cair e Sexo
Medo de Cair Sexo Total
Feminino Masculino
Nenhum 14 10 24
58,3% 41,7% 100,0%
20,3% 35,7% 24,7%
14,4% 10,3% 24,7%
Moderado 38 11 49
77,6% 22,4% 100,0%
55,1% 39,3% 50,5%
39,2% 11,3% 50,5%
Alto 17 7 24
70,8% 29,2% 100,0%
24,6% 25,0% 24,7%
17,5% 7,2% 24,7%
Total 69 28 97
71,1% 28,9% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0%
71,1% 28,9% 100,0%
Qui-Quadrado - p =0,24 (não há diferença significativa).
Fonte: Dados da pesquisa.
49
A relação do medo de cair e faixa etária, utilizando a mesma amostra de 97 idosos
longevos, foi observado que a faixa etária de 80 a 84 anos os idosos que não tinham nenhum
medo foram n= 15 (62,5%) e a faixa etária de 85 a 89 anos foram n= 8 (33,3%) e de 90 anos
acima foi apenas n= 1 (4,2%), no universo de n= 24 (24,7%), já na composição no medo
moderado a faixa etária de 80 a 84 anos, resultou na ordem de n= 36 (73,5%), de 85 a 89 anos
foram n= 10 (20,4%) e de 90 anos acima apenas n= 3 (6,1%) no universo de n= 49 (50,5%) e
no tocante do alto medo, resultou a predominância da faixa etária de 80 a 84 anos na ordem de
n= 13 (54,2%) idosos, na faixa etária de 85 a 89 anos foram n= 6 (25,0%) e de 90 anos acima
encontramos n= 5 (20,8%), no universo de n= 24 (24,7%) e não houve uma diferença
significativa nos parâmetros, conforme descrito na Tabela 6.
Tabela 6 - Medo de Cair e Faixa Etária
Medo de Cair Faixa Etária Total
80 a 84 anos 85 a 89 anos 90 anos acima
Nenhum 15 8 1 24
62,5% 33,3% 4,2% 100,0%
23,4% 33,3% 11,1% 24,7%
15,5% 8,2% 1,0% 24,7%
Moderado 36 10 3 49
73,5% 20,4% 6,1% 100,0%
56,2% 41,7% 33,3% 50,5%
37,1% 10,3% 3,1% 50,5%
Alto 13 6 5 24
54,2% 25,0% 20,8% 100,0%
20,3% 25,0% 55,6% 24,7%
13,4% 6,2% 5,2% 24,7%
Total 64 24 9 97
66,0% 24,7% 9,3% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
66,0% 24,7% 9,3% 100,0%
Qui-Quadrado - p = 0,11 – Não há diferença, mas percebe-se uma tendência.
Fonte: Dados da pesquisa.
Com relação a percepção da saúde e sexo, na amostra de 130 idosos longevos,
notamos que os n= 8 (6,2%) idosos que perceberam a sua percepção de saúde como ruim
foram maiores no sexo feminino n= 6 (75,0%) e n= 2 (25,0%) no sexo masculino, como na
condição moderada encontramos no sexo feminino n= 45 (70,3%) e no sexo masculino
obtivemos n= 19 (29,7%), no universo de n= 64 (49,2%) e como boa encontramos no sexo
feminino n= 35 (60,3%) e no sexo masculino foram n= 23 (39,7%) no universo de n= 58
(44,6%) e não houve uma diferença significativa nos parâmetros de percepção de saúde entre
homens e mulheres, conforme descrito na Tabela 7.
50
Tabela 7 - Percepção da Saúde e Sexo
Percepção da Saúde Sexo Total
F M
Ruim 6 2 8
75,0% 25,0% 100,0%
7,0% 4,5% 6,2%
4,6% 1,5% 6,2%
Moderada 45 19 64
70,3% 29,7% 100,0%
52,3% 43,2% 49,2%
34,6% 14,6% 49,2%
Boa 35 23 58
60,3% 39,7% 100,0%
40,7% 52,3% 44,6%
26,9% 17,7% 44,6%
Total 86 44 130
66,2% 33,8% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0%
66,2% 33,8% 100,0%
Qui-Quadrado - p = 0,44 – Não há diferença significativa na percepção de saúde entre homens e mulheres.
Fonte: Dados da pesquisa.
A relação de percepção de saúde e grupo etário, utilizando a mesma amostra de 130
idosos longevos, foi observado que a faixa etária de 80 a 84 anos os idosos que perceberam a
sua percepção de saúde como ruim foram n= 4 (50,0%) e a faixa etária de 85 a 89 anos foram
também de n= 4 (50,0%) e de 90 anos acima não foram encontrados nenhum, no universo de
n= 8 (6,2%), já na condição moderada a faixa etária de 80 a 84 anos, resultou na ordem de n=
36 (56,2%), de 85 a 89 anos foram n= 17 (26,6%) e de 90 anos acima foram n= 11 (17,2%) no
universo de n= 64 (49,2%) e na condição de boa percepção de saúde, resultou a
predominância da faixa etária de 80 a 84 anos na ordem de n= 35 (60,3%) idosos, na faixa
etária de 85 a 89 anos foram n= 16 (27,6%) e de 90 anos acima encontramos n= 7 (12,1%), no
universo de n= 58 (44,6%) e não houve uma diferença significativa nos parâmetros, conforme
descrito na Tabela 8.
51
Tabela 8 - Percepção de Saúde e Grupo etário
Percepção da Saúde Faixa Etária Total
80 a 84 anos 85 a 89 anos 90 anos acima
Ruim 4 4 0 8
50,0% 50,0% 0,0% 100,0%
5,3% 10,8% 0,0% 6,2%
3,1% 3,1% 0,0% 6,2%
Moderada 36 17 11 64
56,2% 26,6% 17,2% 100,0%
48,0% 45,9% 61,1% 49,2%
27,7% 13,1% 8,5% 49,2%
Boa 35 16 7 58
60,3% 27,6% 12,1% 100,0%
46,7% 43,2% 38,9% 44,6%
26,9% 12,3% 5,4% 44,6%
Total 75 37 18 130
57,7% 28,5% 13,8% 100,0%
100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
57,7% 28,5% 13,8% 100,0%
Qui-Quadrado - p = 0,15 (não há diferença significativa).
Fonte: Dados da pesquisa.
Ao investigarmos se havia diferenças significativas entre percepção da saúde e medo
de queda não foram observadas diferenças (p=0,27).
Discussão
Os resultados do presente estudo demonstraram que não há relação da fragilidade com
a autopercepção de saúde entre os idosos longevos, visto que, mesmo na condição de
fragilidade de contexto clínico ou funcional, esses idosos tanto pré frágeis ou frágeis se
percebiam numa situação estável e demonstraram nos questionários de avaliação subjetiva da
saúde, que a maioria dos 140 idosos longevos, responderam uma condição regular e boa e
apenas 8 desses idosos responderam que estavam numa condição ruim.
E este achado é importante uma vez que a percepção de saúde é uma medida simples e
fácil de ser utilizada, podendo constituir uma ferramenta para identificação de idosos que
demandam uma abordagem mais criteriosa. Foi observado que existem poucas investigações
sobre a relação entre autopercepção de saúde e fragilidade tornando limitada a comparação
dos resultados deste estudo com os de outros pesquisadores.
Segundo Sousa (2012) a prevalência de idosos frágeis acima de 65 anos varia em torno
de 10% e com tendência a aumentar com o avanço da idade. No presente estudo os idosos
52
frágeis totalizaram62,9% (n=88) da amostra e 37,1% (n=52) pré frágeis. No estudo de Vieira
et al. (2013) de base populacional em Belo Horizonte - MG, a prevalência de idosos frágeis
foi de 8,4%, pré frágeis de 46,3% e robustos de 45%. As diferenças encontradas entre os
estudos podem estar relacionadas ao fato de que no presente estudo a amostra ter sido de
conveniência e a idade desses idosos, que nesta amostra foram apenas incluídos idosos
longevos, ou seja, de 80 anos ou mais.
Conforme os autores Lima-Costa et al. (2004) e Santos (2008) a autopercepção de
saúde tem sido um dos indicadores mais utilizados em pesquisas de populações idosas, sendo
um forte preditor de mortalidade e declínio funcional nessa população. Em nosso estudo, os
idosos frágeis relataram uma melhor percepção de saúde em relação aos pré-frágeis, indo em
contra aos resultados de outros estudos, como dos autores Vieira et al. (2013) e Lau et al.
(2016). Em estudo de Lau et al. (2016) com amostra de 121 idosos com média de idade de
97,7 anos (DP = 2,3), com 73% de mulheres, a condição de fragilidade ocorreu
concomitantemente com a baixa percepção de saúde em 32,4% dos idosos. Já em estudo de
Huohvanainen et al. (2016), embora com amostra exclusivamente masculina, foi verificado
que a baixa autopercepção de saúde na meia idade foi associada ao desenvolvimento tanto de
pré-fragilidade, quanto de fragilidade na idade avançada.
Segundo Jylhä (2009) a autopercepção de saúde contempla diferentes aspectos do
indivíduo, incluindo uma perspectiva biopsicossocial e mais, ela deve ser compreendida tanto
na perspectiva de sua natureza subjetiva e contextual, como também um indicador objetivo de
condições somáticas e mentais. Embora seja uma concepção individual e subjetiva, apresenta
ligação também com o contexto social e o contexto biológico. O mecanismo subjacente à
relação da autopercepção de saúde com desfechos adversos de saúde, ainda que não tenha
sido explorado. Contudo, Jylhä (2009) argumenta que tais desfechos geralmente estão
relacionados a alterações em processos fisiológicos de modo em que há ligação da
autopercepção de saúde com a mortalidade e declínio funcional. Podemos incluir aqui a
fragilidade, que pode ser entendida como um resumo compactado de informações e/ou
percepções sobre as condições corporais envolvidas nesses contextos.
O uso da autopercepção da saúde na prática clínica, pela facilidade de sua obtenção,
pode ser útil como ferramenta de triagem para o estado de saúde, incluindo aspectos
perceptuais do indivíduo e informações que não poderiam ser obtidas por ferramentas
específicas. Nesse contexto, mesmo que a auto avaliação da saúde não seja garantia da
condição de saúde do idoso, uma autopercepção negativa certamente merece atenção e
direcionamento do profissional da saúde para uma abordagem diferenciada, em busca de
53
fatores que possam estar afetando a percepção do paciente, como por exemplo, condições
subclínicas no paciente idoso. Assim, considerando que a autopercepção da saúde não
substitui ferramentas de diagnóstico, ela pode além de permitir rastreio de idosos com maior
probabilidade de maiores comprometimentos, auxiliar na tomada de decisões clínicas,
especialmente em países de baixa e média renda, onde os recursos são mais escassos,
conforme Babones (2009).
Já na condição do medo de quedas em idosos longevos, frente as suas atividades de
vida diária (AVD) é considerável diante de uma situação de fragilidade. E o presente estudo
demonstra esta realidade, e de fato, ser frágil aumenta consideravelmente o seu medo de
queda. E esta situação foi refletida nos questionamentos realizados pela escala FES - I - Brasil
que simulam situações, ou melhor, atividades cotidianas deste idoso dentro e fora de sua
residência. Segundo Lopes et al. (2009) a pontuação elevada, indicando que o idoso possui
extrema preocupação em cair, pode fazer com que o mesmo permaneça no próprio ambiente
doméstico e restringindo a realização de suas atividades, favorecendo uma exclusão social. O
medo de cair pode fazer com que o idoso apresente dificuldades em realizar seus afazeres do
cotidiano, diminuindo o autocuidado e reduzindo suas atividades sociais, favorecendo sua
reclusão (FUCAHORI et al., 2014).
Segundo Zijlstra et al. (2007) apontam que o idoso apresenta maior insegurança e
medo de cair diante da realização de tarefas, obrigando-o a não sair de seu ambiente
conhecido e familiar. E essa diminuição da execução de atividades devido a presença do medo
de cair foi mais presente nos idosos longevos. Ricci et al. (2010) apontam que o medo de cair
e o histórico de queda de idosos estão relacionados à diminuição das atividades dos mesmos,
por receio ou preocupação em sofrer uma nova queda. Para Perracini e Ramos (2002),
Macedo, Gazzola e Najas (2008) a diminuição da força muscular, do equilíbrio e alteração da
marcha, são indicadores de risco de queda em idosos, além de comprometerem também a
execução das tarefas do dia-a-dia, e toda essa condição vai de encontro com os resultados do
presente estudo. O local de queda prevalente foi a própria residência.
Os nossos resultados são condizentes com os achados do estudo de Fabrício,
Rodrigues e Costa Junior (2004) e Ferretti, Lunardi e Bruschi (2013) que demonstram entre
esses idosos o real medo de quedas e a maior permanência dentro de suas próprias casas. O
fato dos idosos longevos ficarem mais tempo em suas casas e por essa razão caírem nesse
ambiente, ao invés de fora de casa, pode ser explicado pela diminuição da capacidade
funcional para as atividades instrumentais de vida diária, bem como pelo medo de cair, ambos
presentes na maioria da amostra. De acordo com Fabrício, Rodrigues e Costa Junior (2004) o
54
conhecimento sobre o local em que ocorreu a queda é importante pois favorece um
direcionamento quanto às orientações para prevenção de quedas. Tendo em vista que a
ocorrência de queda nos idosos está nos atos rotineiros como sentar ou levantar da cama e/ou
da cadeira, tropeçar em objetos, tapetes, soleiras de portas, escorregar em superfícies
molhadas, ou descendo escadas, as orientações tornam-se ainda mais importantes
(FERRETTI; LUNARDI; BRUSCHI, 2013).
Quando comparado o sexo encontramos que homens e mulheres apresentaram
desempenho físico semelhante. Para Perracini e Ramos (2002) e Macedo, Gazzola e Najla
(2008), a diminuição da força muscular, do equilíbrio e alteração da marcha são indicadores
de risco de queda em idosos, além de comprometerem também a execução das tarefas do dia-
a-dia. E também não há diferença de sexo na condição da autopercepção de saúde, do medo
de cair e da fragilidade.
Contudo, diante da faixa etária, entre 80 – 84 anos; 85 – 89 anos e 90 anos e acima,
também não foram identificadas as diferenças, quanto a sua autopercepção de saúde e medo
de quedas, mas no item fragilidade, observou-se que quanto mais idosos são, mais frágeis se
tornam, devido a sua condição clínica e funcional, visto que, no processo de envelhecimento,
as próprias modificações fisiológicas e funcionais tornam o idoso mais susceptível a tais
doenças (OLIVEIRA et al., 2008), como observado por outros autores (FRIED et al., 2001;
VIEIRA et al., 2013).
Dentro de nossa pesquisa apontamos limitações de delineamento transversal, de forma
que não foi possível estabelecer relações de causa de efeito entre as variáveis estudadas; outro
fator foi a dificuldade de adesão e a continuidade da participação do idoso na pesquisa, muitos
dependiam de terceiros para levá-los ao local da coleta, indo somente na 1ª consulta médica e
respondendo alguns questionários naquele dia quando convocados, outros desistiram pois não
quiseram comparecer aos outros encontros, como a ida ao LAFIT para as realizações dos
testes físicos, aferições da pressão arterial, realizar as medidas antropométricas e responder
dois questionários, a idaao laboratório de análises clínicas para coleta de materiais biológicos
ou ao retorno da 2ª consulta médica e responder os questionamentos finais.
Embora apresentando limitações, a presente pesquisa foi fundamental para a prática
clínica a fim de direcionar os exercícios e treino de atividades do tratamento de fisioterapia
para as funções que o idoso apresente maior dificuldade de realização, visando a manutenção
e/ou melhora da capacidade funcional e o desempenho das atividades e ofertando ao idoso
uma melhor qualidade de vida e juntamente com o núcleo familiar. Apontamos a necessidade
de rever os instrumentos de pesquisa para idosos longevos, visto que é um público
55
diferenciado, que apresenta vivência em contexto histórico e cultural diferenciados, de forma
que sugerimos a elaboração de novos instrumentos adaptados para a realidade desses idosos.
Incentivamos também novas pesquisas com idosos longevos a fim de contribuir para
benefícios dessa população.
56
Conclusão
Conclui-se que é alto o nível de fragilidade de idosos longevos avaliados no Instituto
de Coração do Distrito Federal, uma vez que nenhum sujeito amostral foi classificado como
robusto. Também podemos inferir que a fragilidade desta amostra está relacionada ao medo
de cair e não está relacionado com a autopercepção de saúde. Assim, quanto maior o grau de
fragilidade maior o medo de cair. Não há diferenças quanto ao sexo, mas há diferenças quanto
a faixa etária, sendo a faixa etária de 90 anos acima a que apresenta um percentual maior de
idosos frágeis.
Quanto autopercepção de saúde observou-se frequências altas com relação a uma
percepção regular e boa da saúde atual, somente 8% da amostra percebe a saúde como ruim.
Esta percepção não foi influencia nem pelo sexo nem pela idade.
Estes resultados subsidiarão as prevenções e as tomadas de decisões das equipes
multiprofissionais de saúde envolvidas nas questões do envelhecimento no intuito de
solucionar previamente as demandas que esta população de idosos longevos necessita e, assim
minimizarem o desenvolvimento acelerado de patologias ou questões funcionais em que são
acometidas. E ofertando-lhes uma melhor qualidade de vida e indo ao ponto central, o seu
bem-estar.
Portanto, pode-se concluir que atingimos os nossos objetivos, mas foi observado que a
maioria das correlações de fragilidade e sexo, o medo de cair e sexo, medo de cair e faixa
etária, percepção da saúde por sexo e por faixa etária estes resultados já eram esperados.
57
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CONSIDERAÇÕES FINAIS DA DISSERTAÇÃO
Como fisioterapeuta me senti muito feliz em participar do PROCAD tendo a
possibilidade de avaliar idosos longevos, os quais eu nunca havia trabalhado. Conhecer um
pouco melhor este público, fui capaz de perceber o quanto gosto da área da gerontologia e o
quanto devemos nos preocupar não só com os aspectos físicos, mas também com os aspectos
psicológicos e sociais, aos quais o idoso longevo está inserido.
Foi uma grata satisfação verificar que a nossa hipótese inicial de que quanto maior a
fragilidade dos idosos pior sua autopercepção de saúde não foi aceita. Nossa amostra
apresentou valores altos de percepção da saúde, demonstrando que apesar de tudo, eles
percebem sua saúde como boa e que, quando conversamos com os mesmos, o estar vivo
significa muito mais que qualquer doença ou incapacidade que possuem.
Sinto-me realizado com o projeto em questão, sei também que poderíamos relacionar a
fragilidade a outras variáveis que foram coletadas durante minha participação no PROCAD,
porém como outras alunas e alunos já o fizeram, não poderia passar a barreira de outras
análises.
Houve limitações no estudo como a falta de resposta de alguns idosos e o tempo
limitado de um ano de coleta, mas nenhuma destas limitações atrapalhou a minha
aprendizagem de vida ao trabalhar com este público. Assim, a partir deste primeiro trabalho,
sinto-me mais capacitado a investigar novas variáveis que podem melhorar a qualidade de
vida dos idosos longevos. Isto é o que eu espero fazer a partir da defesa deste trabalho.
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74
APÊNDICE A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
O (a) senhor (a) está sendo convidado (a) a participar do projeto: "Padrões de envelhecimento
físico cognitivo e psicossocial em idosos longevos que vivem em diferentes contextos" (PROCAD-
CAPES) - "As alterações da longevidade relacionadas aos idosos octogenários do Distrito Federal na
abordagem interdisciplinar" (FAP-DF), sob responsabilidade do Prof. Vicente Paulo Alves. A Equipe
da Pesquisa é composta pelos seguintes pesquisadores Prof. Vicente Paulo Alves, Profa. Isabelle
Patriciá Freitas Soares Chariglione, Profa. Cíntia do Couto Mascarenhas, Prof. Clayton F. M., Profa.
Geórgia D. F. D. Gonçalves, Profa. Gislane F. de Melo, Prof. Gustavo de A. Carvalho, Prof. Rafael
Sotero, Profa. Karla H. C. Vilaça, Profa. Lucy G. Vianna, Profa. Maria Liz C. de Oliveira.
O objetivo desta pesquisa é a comparação de variáveis relacionadas a sexo, idade, renda,
arranjos de moradia, biomarcadores genéticos, hormonais e de atividade inflamatória, exposição a
eventos de vida estressantes na infância e na velhice, condições de saúde física fragilidade, sintomas
depressivos, cognição, elementos de resiliência psicológica e recursos sociais. O estudo será realizado
utilizando amostras de idosos com idade ≥80 anos, recrutados no ambulatório do HUCB por médicos
geriatras.
Tal pesquisa justifica-se, pois, o estilo de vida e os efeitos acumulativos da exposição a riscos
socioeconômicos e biológicos ao longo da existência desempenham papel importante na determinação
das formas de envelhecer. E dessa interação ao longo da vida resultam diferentes potenciais para ter
boa saúde e boa funcionalidade física e mental.
O (a) senhor (a) receberá todos os esclarecimentos necessários antes e no decorrer da pesquisa
e lhe asseguramos que serão mantidas em sigilo quaisquer informações que permitam identificá-lo (a).
Senhor (a) pode se recusar a responder qualquer questão que lhe traga constrangimento, podendo
desistir de participar da pesquisa a qualquer momento sem nenhum prejuízo.
A sua participação no estudo será por meio de avaliação médica para as principais
informações de saúde, questionários e testes para levantar as variáveis e medidas: demográficas,
socioeconômicas, riscos psicossociais na infância e na adolescência, adversidades na velhice, saúde
física, indicadores de reserva cognitiva, recursos sociais, indicadores de resiliência psicológica. Para a
avaliação dos biomarcadores serão coletados, por equipe especializada, dois tubos de sangue com
anticoagulante EDTA.
Pensando em minimizar qualquer dano que possa ser causado ao idoso, o estudo será feito em
dois dias, com o tempo estimado para sua realização de aproximadamente duas horas em cada
encontro. Em caso de risco durante sua participação na pesquisa, o Senhor (a) receberá atendimento
imediato pela equipe da pesquisa no hospital.
Se o (a) senhor (a) tiver qualquer dúvida em relação à pesquisa, por favor, telefone para: Prof.
Vicente Paulo Alves, na Universidade Católica de Brasília telefone: 34487228, no horário: 08:00 as
11:00hs.
Este projeto foi Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UCB, número do Parecer do
CEP/UCB: 1.290.368. As dúvidas com relação à assinatura do TCLE ou os direitos do sujeito da
pesquisa poderão serem obtidos também pelo telefone: (61) 3356-9784.
Este documento foi elaborado em duas vias, uma ficará com o pesquisador responsável e a
outra com o voluntário da pesquisa.
_____________________________________________
Nome / assinatura
______________________________________________
Pesquisador Responsável
75
APÊNDICE B
FLUXOGRAMA DA DISSERTAÇÃO
Fragilidade
Identificação
Positiva
Auto relato
de Saúde
A sua saúde está
comprometida de fato e o
idoso realmente se sente
indisposto
Mesmo na condição de
fragilidade, o idoso se diz que
se sente bem
Auto relato
de Medo de
quedas
A condição de fragilidade está
presente e o idoso tem a
preocupação real do medo de
queda
Há evidência da condição de
fragilidade no idoso, porém, ele
não tem medo de cair
Identificação
Negativa
Auto relato
de Saúde
Auto relato de
Medo de
quedas
O idoso percebe que a sua
saúde não está bem, mesmo que
não há evidências da fragilidade
O idoso tem disposição para as
atividades diárias e também não
há evidências da fragilidade
O idoso tem medo de cair,
mesmo sem a presença da
fragilidade
O idoso não tem medo de cair
e também não há presença da
fragilidade
76
ANEXO A
BLOCO A - IDENTIFICAÇÃO DO PARTICIPANTE
Identificação do participante e Controle dos registros
A 1. Nome do idoso: __________________________________________________________
A 2. Rua/Av.: _______________________________________________________________
A 3. Nº: ______ A 4. Compl: ___________________________________________________
A 5. Bairro:_________________________________________________________________
A 6. Tipo de domicílio: (1) Casa _______________________________ ( )
(2) Apartamento _________________________ ( )
(3) Casa de fundos _______________________ ( )
(4) Cômodo ___________________________ ( )
A 7. Número do CPF do entrevistado: ____________________________________________
A 8. Nome do entrevistador: ____________________________________________________
A 9. Data da entrevista: __________________________________
A 10. Horário de início da Sessão de Coleta de Dados: _______________________________
A 11. Nome do informante substituto ou auxiliar ou do cuidador ou do vizinho: ___________
___________________________________________________________________________
A 12. Telefones para contato: ___________________________________________________
77
ANEXO B
BLOCO B - VARIÁVEIS SOCIODEMOGRÁFICAS
B 1. Qual é sua idade? _______ anos
B 2. Qual é sua data de nascimento? _____________________
B 11. O/a senhor/a é capaz de ler e escrever um bilhete simples?
1. Sim ( ) 2. Não ( ) 99. NR ( )
B 12. Até que ano de escola o/a senhor/a estudou?
( ) 1. Nunca foi à escola, ou não chegou a concluir a 1a série primária ou o curso de
alfabetização de adultos
( ) 2. Curso de alfabetização de adultos
( ) 3. Até o ____ ano do Primário (atual nível Fundamental 1a a 4a série)
( ) 4. Até o ____ ano do Ginásio (atual nível Fundamental, 4a a 8a série)
( ) 5. Até o ____ ano do Científico, Clássico (atuais Curso Colegial) ou Normal
(Curso de Magistério)
( ) 6. Até o ____ ano do Curso Superior
7. Pós-graduação incompleta ( )
8. Pós-graduação completa, com obtenção do título de Mestre ou Doutor ( )
( ) 99. NR
B 13. Número de anos de escolaridade (calcular sem perguntar) _______ anos
B 14. Quantos filhos/as o/a senhor/a tem? _______ filhos/as
( ) 99. NR
ARRANJO DE MORADIA
Com quem o/a senhor/a mora? _______________________________________________
B 3. Gênero:
( ) 1. Masculino
( ) 2. Feminino
( ) 99. NR
B 4. Qual é o seu estado civil?
( ) 1. Casado(a) ou vive com companheiro(a)
( ) 2. Solteiro(a)
78
( ) 3. Divorciado(a), separado(a) ou desquitado(a)
( ) 4. Viúvo(a)
( ) 99. NR
B 5. Qual sua cor ou raça?
( )1. Branca
( ) 2. Preta
( ) 3. Mulata/cabocla/parda
( ) 4. Indígena
( ) 5. Amarela/oriental
( ) 99. NR
B 6. Qual sua ocupação durante a maior parte de sua vida? ________________________
( ) 99. NR
B 7. Trabalha atualmente?
( ) 1. Sim
( ) 2. Não (ir para a questão B 9)
( ) 99. NR
B 8. O que o/a senhor/a faz? ___________________________________________________
B 9. O/a senhor/a é aposentado/a?
( )1. Sim
( )2. Não
( )99. NR
B 10. O/a senhor/a é pensionista?
( )1. Sim
( ) 2. Não
( ) 99. NR
MORADIA SIM NÃO
B.15 Sozinho 1 2
B.16 Marido/mulher/companheiro(a) 1 2
B.17 Filho(s) ou enteado(s) 1 2
B 18. Neto/s 1 2
B 19. Bisneto/s 1 2
B 20. Outro/s parente/s 1 2
B 21. Pessoa/s fora da família 1 2
79
B 22. O/a senhor/a é proprietário de sua residência?
( ) 1. Sim
( ) 2. Não
( ) 99. NR
B 23. O/a senhor/a é o principal responsável pelo sustento da família?
( ) 1. Sim
( ) 2. Não
( ) 99. NR
B 24. Qual a sua renda mensal, proveniente do seu trabalho, da sua aposentadoria ou pensão?
R$ _____________________ (em valor bruto)
( ) 99. NR
B 25. Qual a renda mensal das pessoas que moram em sua casa, incluindo o/a senhor/a? R$
______________________ (em valor bruto)
( ) 99. NR
B 26. Considera que o/a senhor/a (e seu/sua companheiro/a) têm dinheiro suficiente para
cobrir suas necessidades da vida diária?
( ) 1. Sim
( ) 2. Não
( ) 99. NR
80
ANEXO C
BLOCO – C STATUS MENTAL – MINI EXAME DO ESTADO MENTAL (MEEM)
Agora vou lhe fazer algumas perguntas que exigem atenção
e um pouco de sua memória. Por favor, tente se concentrar
para respondê-las.
CERTO ERRADO NR
C 1. Que dia é hoje? 1 0 99
C 2. Em que mês estamos? 1 0 99
C 3. Em que ano estamos? 1 0 99
C 4. Em que dia da semana estamos? 1 0 99
C 5. Que horas são agora aproximadamente? (Considere
correta a variação de mais ou menos uma hora)
1 0 99
C 6. Em que local nós estamos? (dormitório, sala, apontando
para o chão).
1 0 99
C 7. Que local é este aqui? (apontando ao redor num sentido
mais amplo)
1 0 99
C 8. Em que bairro nós estamos ou qual o nome de uma rua
próxima?
1 0 99
C 9. Em que cidade nós estamos? 1 0 99
C 10. Em que estado nós estamos? 1 0 99
Vou dizer 3 palavras, e o/a senhora/a irá repeti-las a seguir:
CARRO, VASO, TIJOLO. (Falar as três palavras em
sequência. Caso o idoso não consiga, repita no máximo 3
vezes para aprendizado. Pontue a primeira tentativa)
C 11. Carro 1 0 99
C 12. Vaso 1 0 99
C 13. Tijolo 1 0 99
Gostaria que o/a senhor/a me dissesse quanto é
(Se houver erro, corrija e prossiga. Considere correto se o
examinado espontaneamente se corrigir).
C 14. 100 - 7 1 0 99
C 15. 93 - 7 1 0 99
C 16. 86 - 7 1 0 99
81
C 17. 79 – 7 1 0 99
C 18. 72 – 7 1 0 99
O/a senhor/a consegue se lembrar das 3 palavras que lhe
pedi que repetisse agora há pouco? Atenção: o entrevistador
não deve dizer as palavras.
C 19. Carro 1 0 99
C 20. Vaso 1 0 99
C 21. Tijolo 1 0 99
C 22. Mostre um RELÓGIO e peça ao entrevistado que diga
o nome
1 0 99
C 23. Mostre uma CANETA e peça ao entrevistado que diga
o nome
1 0 99
C 24. Preste atenção: vou lhe dizer uma frase e quero que
repita depois de mim: “NEM AQUI, NEM ALI, NEM LÁ”.
(Considere somente se a repetição for perfeita)
1 0 99
Agora pegue este papel com a mão direita. Dobre-o ao meio
e coloque-o no chão. (Falar todos os comandos de uma vez
só)
C 25. Pega a folha com a mão correta
C 26. Dobra corretamente
C 27. Coloca no chão
C 28. Vou lhe mostrar uma folha onde está escrita uma frase.
Gostaria que fizesse o que está escrito: “FECHE OS
OLHOS”
C 29. Gostaria que o/a senhor/a escrevesse uma frase de sua
escolha, qualquer uma, não precisa ser grande. (Oferecer
esta folha ao idoso, cobrindo os itens até este ponto)
C 30. Vou lhe mostrar um desenho e gostaria que o/a
senhor/a copiasse, tentando fazer o melhor possível. (O
idoso deverá desenhar na folha em branco depois desta.
Considere apenas se houver 2 pentágonos interseccionados,
10 ângulos, formando uma figura com 4 lados e com 2
ângulos)
82
C 31. Pontuação Total: ______________
Notas de corte para o Mini Exame do Estado Mental:
Analfabetos: 17
1 a 4 anos de escolaridade: 22
5 a 8 anos de escolaridade: 24
9 ou mais anos de escolaridade: 26
83
ANEXO D
BLOCO F - MEDIDAS DE FRAGILIDADE / ATIVIDADE FÍSICA / DISPÊNDIO DE
ENERGIA INDICADO EM METs
CÓDIGO: CPF do entrevistado (anotar no formato XXX.XXX.XXX-XX) *
Se possível pegar um documento oficial para fidedignidade da informação. Se não tiver ou
lembrar o CPF, pegar o do informante substituto ou auxiliar.
Nome do entrevistador*
Identificação pessoal de quem está fazendo a entrevista
Data da entrevista - Horário de início da Sessão de Coleta de Dados *
Dia, mês e ano e horário inicial da entrevista
Date
Time : AM
Nome do informante substituto ou auxiliar
PERDA DE PESO NÃO-INTENCIONAL NOS ÚLTIMOS 12 MESES *
F 1. O senhor perdeu peso de forma não-intencional nos últimos 12 meses?
1. Sim
2. Não
99. NR
F 2. Caso tenha respondido SIM, perguntar: “Quantos quilos emagreceu/perdeu?”
Anotar quantos kgs. Se não souber anotar 99. NR.
Agora eu vou lhe dizer os nomes de várias atividades físicas que as pessoas realizam por
prazer, para se exercitarem, para se divertirem, porque fazem bem para a saúde ou porque
precisam. *
F 3. Na última semana, fez caminhadas para se exercitar ou porque é bom para a saúde?
1. Sim
84
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
MET (Metabolic Equivalents Tasks) equivale ao consumo de oxigênio relativo, estando o
indivíduo em repouso. Portanto 1 MET= 3,5 mL . Kg . min. Para se calcular o MET divide-se
a taxa de oxigênio relativa consumida (mL . kg . min) por 3,5 e reflete quantas vezes mais a
atividade física está acima do estado de repouso (Stephen & Gregory, 2007). A medida em
METs será calculado pelo supervisor posteriormente.
F 4. Na última semana, subiu e desceu escadas porque quer, mesmo podendo tomar o
elevador, como forma de se exercitar?*
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 5. Na última semana, praticou ciclismo? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
85
Cálculo do MET
F 6. Na última semana, fez dança de salão? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 7. Na última semana, fez ginástica, alongamento, yoga, tai-chi-chuan ou outra atividade
desse tipo, dentro da sua casa? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
F 8. Na última semana, fez ginástica, alongamento, yoga, tai-chi-chuan ou outra atividade
desse tipo, numa academia, num clube, centro de convivência ou SESC? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
86
Cálculo do MET
F 9. Na última semana, fez hidroginástica na academia, num clube, centro de convivência ou
SESC? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 10. Na última semana, praticou corrida leve ou caminhada mais vigorosa? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 11. Na última semana, praticou corrida vigorosa e contínua por períodos mais longos, pelo
menos 10 minutos de cada vez? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
87
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 12. Na última semana, fez musculação? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 13. Na última semana, praticou natação em piscinas grandes, dessas localidades em clubes
ou academias? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quanto tempo por dia? (anotar em números)
F 14. Na última semana, praticou natação em praia ou lago? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
88
Cálculo do MET
F 15. Na última semana, jogou voleibol? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
F 16. Na última semana, jogou tênis de mesa? *
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
Somente para os homens:
F 17. Na última semana, jogou futebol?
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
89
Cálculo do MET
Somente para os homens
F 18. Na última semana, atuou como juiz de jogo de futebol?
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
Perguntar para homens e mulheres
F 19. Pratica algum outro tipo de exercício físico ou esporte que eu não mencionei?
1. Sim
2. Não
99. NR
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantos dias na semana? (anotar em números)
Se a resposta for sim, continuar perguntando: quantas horas por dia? (anotar em números)
Cálculo do MET
FADIGA. Pensando na última semana, diga com que frequência as seguintes coisas
aconteceram com o/a senhor(a).
F 46 - Senti que tive que fazer esforço para fazer tarefas habituais.
1. nunca/raramente
2. poucas vezes
3. na maioria das vezes
4. sempre
9. NR
90
F 47 - Não consegui levar adiante as minhas coisas
1. nunca/raramente
2. poucas vezes
3. na maioria das vezes
4. sempre
9. NR
MEDIDA DE FORÇA DE PREENSÃO
F 48. 1ª medida de força - resposta só número. A medida é em Kgf
F 49. 2ª medida de força
Resposta só número. A medida é em Kgf.
F 50. 3ª medida de força
Resposta só número. A medida é em kgf.
F 51. MÉDIA DAS TRÊS MEDIDAS DE FORÇA (1ª+2ª+3ª)/3
A soma das 3 medidas, dividido por 3.
SARCOPENIA (SARC-F/BR) *
F 52. Força. Quanta dificuldade tem para levantar ou carregar 4,5kg?
0. Nenhuma
1. Alguma
2. Muita ou não consegue
9. NR
F 53. Auxílio para caminhar *
Quanta dificuldade tem para andar por um quarto?
0. Nenhuma
1. Alguma
2. Muita, usa equipamento ou não consegue
9. NR
F 54. Levantar de uma cadeira *
Quanta dificuldade tem para levantar de uma cadeira ou cama?
91
0. Nenhuma
1. Alguma
2. Muita ou não consegue
9. NR
F 55. Subir escadas *
Quanta dificuldade tem para subir 10 degraus deescada?
0. Nenhuma
1. Alguma
2. Muita ou não consegue
9. NR
F 56. Quedas *
Quantas vezes caiu no último ano?
0. Nenhuma
1. De 1 a 3 quedas
2. De 4 ou mais quedas
9 NR
F 57. TOTAL: ____ *
(pontuam para sarcopenia os idosos com > 4) Somar os números das respostas.
MEDIDA DE VELOCIDADE DA MARCHA
F 58.1ª medida de velocidade da marcha: _____:_____centésimos de segundo
F 59. 2ª medida de velocidade da marcha: _____:_____centésimos de segundo
F 60. 3ª medida de velocidade da marcha: _____:_____centésimos de segundo
F 61. MÉDIA (1ª+2ª+3ª)/3: _____:_____centésimos de segundo
92
ANEXO E
BLOCO G - VARIÁVEIS DE SAÚDE E PSICOSSOCIAIS - AVALIAÇÃO SUBJETIVA
DA SAÚDE
CÓDIGO: CPF do entrevistado (anotar no formato XXX.XXX.XXX-XX) *
Se possível pegar um documento oficial para fidedignidade da informação. Se não tiver ou
lembrar o CPF, pegar o do informante substituto ou auxiliar.
Nome do entrevistador *
Identificação pessoal de quem está fazendo a entrevista
Data da entrevista - Horário de início da Sessão de Coleta de Dados *
Dia, mês e ano e horário inicial da entrevista
Date dd/mm/aaaa
Time : AM
Nome do informante substituto ou auxiliar
G 44. No prontuário médico, serão anotadas informações sobre a saúde do idoso, como:
doenças cardíacas, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Acidente Vascular Encefálico
(AVE), Diabetes, Cânceres, Reumatismo, Bronquite, Enfisema, Depressão, Osteoporose,
Incontinências, Quedas, Fraturas, Memória, Sono, Adesão a Medicamentos, Polifarmácia,
Visão, Audição, Tabagismo e Alcoolismo.
Anotações no prontuário que podem ser transcritas para esse formulário.
G 43. O material sobre saúde foi fornecido?
Exames, sacolinha com os medicamentos, etc.
1. SIM
2. NÃO
G.45 - AVALIAÇÃO SUBJETIVA DA SAÚDE. De um modo geral, como o/a senhor/a
avalia a sua saúde no momento atual? *
Marcar a resposta, se ele não souber, marcar 99. NR.
5. Muito boa
93
4. Boa
3. Regular
2. Ruim
1. Muito ruim
99. NR
G 46. Como o/a senhor/a avalia sua saúde em comparação com a de outras pessoas da sua
idade? *
Marcar a resposta, se ele não souber, marcar 99. NR.
3. Melhor
2. Igual
1. Pior
99. NR
G 47. Como o/a senhor/a avalia a sua saúde hoje, em comparação com a de 1 ano atrás?*
Marcar a resposta, se ele não souber, marcar 99. NR.
3. Melhor
2. Igual
1. Pior
99. NR
G 48. Como o/a senhor/a avalia o cuidado que dedica à sua saúde? *
Marcar a resposta, se ele não souber, marcar 99. NR.
5. Muito bom
4. Bom
3. Regular
2. Ruim
1. Muito ruim
99. NR
G.49. Como o/a senhor/a avalia o seu nível de atividade em comparação com o de 1 ano
atrás? *
94
Marcar a resposta, se ele não souber, marcar 99. NR.
3. Melhor
2. Igual
1. Pior
99. NR
95
ANEXO F
BLOCO S - Escala de eficácia de queda – internacional (FES- I – Brasil)
Agora nós gostaríamos de fazer algumas perguntas sobre qual é sua preocupação a respeito da
possibilidade de cair. Por favor, responda imaginando como você normalmente faz a
atividade. Se você atualmente não faz a atividade (por ex. alguém vai às compras para você),
responda de maneira a mostrar como você se sentiria em relação a quedas se você tivesse que
fazer essa atividade. Para cada uma das seguintes atividades, por favor, marque o quadradinho
que mais se aproxima de sua opinião sobre o quão preocupado você fica com a possibilidade
de cair, se você fizesse esta atividade. *Marque a opção "99.NR" para o participante que não
for capaz de responder este questionário, e anote "99.NR " no item "Soma de todos os
pontos". *
S 1. Limpando a casa (ex: passar pano, aspirar ou tirar a poeira)
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 2. Vestindo ou tirando a roupa *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 3. Preparando refeições simples *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3 Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 4. Tomando banho *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
https://www.google.com/url?q=http://99.NR&sa=D&ust=1462615791402000&usg=AFQjCNG54l45KRYr039ulj1pfXFu5FzqNA
https://www.google.com/url?q=http://99.NR&sa=D&ust=1462615791403000&usg=AFQjCNFP3JfSZ18A0DzFtHVWLhwtTWaHAw
96
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 5. Indo às compras *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 6. Sentando ou levantando de uma cadeira *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 7. Subindo ou descendo escadas *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 8. Caminhando pela vizinhança *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 9. Pegando algo acima de sua cabeça ou do chão *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 10. Indo atender o telefone antes que pare de tocar *
97
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 11. Andando sobre superfície escorregadia (ex: chão molhado) *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 12. Visitando um amigo ou parente *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 13. Andando em lugares cheios de gente *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 14. Caminhando sobre superfície irregular (com pedras, esburacada) *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 15. Subindo ou descendo uma ladeira *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
98
99. NR
S 16. Indo a uma atividade social (ex: ato religioso, reunião de família ou encontro no
clube) *
1. Nem um pouco preocupado
2. Um pouco preocupado
3. Muito preocupado
4. Extremamente preocupado
99. NR
S 17. Soma de todos os pontos *
ALVES, Luciana Correia; RODRIGUES, Roberto Nascimento. Determinantes da
autopercepção de saúde entre idosos do Município de São Paulo, Brasil. 2005.