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4 PEER INSTRUCTION (INSTRUÇÃO ENTRE PARES) EM AULAS PRESENCIAIS E ON LINE JOANA DA CONCEIÇÃO PINTO[footnoteRef:1] [1: Mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail. ] RESUMO Com a chegada da tecnologia na educação diversas modalidades de ensino a distância foram criadas sendo uma delas ou blended learning onde combina atividades presenciais e à distância que são realizados por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação tendo diferentes formas de combinar essas atividades sendo a flipped classroom com uma delas. Nesta abordagem o conteúdo e as informações não são Transmitidos pelo professor, o material é estudado pelo aluno antes de ir para a sala de aula, pois a mesma passa a ser um local de aprendizagem ativa com o apoio do professor e colaboração dos colegas na resolução de projetos e nas discussões. O objetivo do trabalho será analisar os conceitos utilizados para o desenvolvimento de propostas de e-learning como blended flipped classroom e o papel do professor neste contexto. A sala de aula invertida como metodologia ativa de aprendizagem. O trabalho foi escrito baseado em pesquisa e estudo bibliográficos, com dados e informações colhidas também em websites conforme o tema proposto. Segundo Fonseca (2002) a pesquisa bibliográfica é feita a partir de referências teóricos já analisados e publicados por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. Palavras-Chave: tendências educacionais e o papel do professor ABSTRACT: With the arrival of technology in education, several modalities of distance learning were created, one of them or blended learning where it combines face-to-face and distance activities that are carried out through digital information and communication technologies, having different ways of combining these activities, being the flipped classroom with one of them. In this approach, the content and information are not transmitted by the teacher, the material is studied by the student before going to the classroom, as it becomes a place of active learning with the support of the teacher and the collaboration of colleagues in the resolution. of projects and discussions. The objective of this work will be to analyze the concepts used for the development of e-learning proposals such as blended flipped classroom and the role of the teacher in this context. The flipped classroom as an active learning methodology. The work was written based on bibliographic research and study, with data and information also collected on websites according to the proposed theme. According to Fonseca (2002) the bibliographic research is done from theoretical references already analyzed and published by written and electronic means, such as books, scientific articles, web site pages 1 Introdução A modalidade de aprendizagem híbrida, o blended learning ou b-learning, busca combinar práticas pedagógicas do ensino presencial e do ensino a distância, com o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos em ambos os ensinos. Embora o conceito de “blended learning” seja mais difundido no campo da educação, tanto no âmbito universitário ou fora do dela, é um termo que assumiu diferentes denominações, como “aprendizagem híbrida”. Mas, o seu significado é consensual. Implementar um modelo híbrido (atividades presenciais e a distância) de educação exige uma estratégia de mudanças onde o primeiro passo é identificar entre os colaboradores aqueles que estão interessados em participar desta mudança. O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe de forma como nunca antes havia sido possível, pois abre espaço dinâmico para o pensamento crítico. Os alunos passam a dominar os assuntos a partir de aulas online e ao gostarem, se aprofundam mais do conhecimento e levam perguntas com curiosidade para as aulas presenciais. Diferente do que as pessoas pensam, o blended learning não surgiu há pouco tempo, como meio de tecnologias recentes como os tablets e os smartphones, por exemplo. O blended learning surge como uma modalidade de aprendizagem que combina aspectos offline e online para obter o melhor resultado possível entre os alunos. Essa metodologia agrega adequadamente o ensino de tecnologias em uma sala de aula tradicional, não apenas substituindo, mas integrando com o formato tradicional. Pode ser estruturado com atividades síncronas ou assíncronas, ou seja, em situações onde professor e alunos trabalham juntos num horário pré-definido, ou em horários flexíveis. Entretanto, o blended learning em geral não é totalmente assíncrono, pois exige uma disponibilidade individualizada para encontros presenciais. Porém, algumas pessoas ainda não conseguem ver nessas atividades em conjunto um “valor pedagógico”, mas a essência é clara: o blended learning utiliza a tecnologia não apenas para somar, mas também para transformar e melhorar o processo de aprendizagem. Para garantir uma boa percepção da estrutura de sua estratégia de blended learning, identifique seus os objetivos e metas antes de qualquer coisa. Tenha certeza sobre o conhecimento que quer que seus colaboradores ou alunos tenham e quais são as competências que você precisa que eles desenvolvam. Os alunos precisam buscar informações, passando de postura passiva de receptores de informações para desenvolver um novo papel de aprendizes, que os remetam uma postura mais crítica e atuante. Com isso, estes terão maiores oportunidades de esclarecer dúvidas e aprofundamentos de conteúdos com uma maior participação e interação através do blended learning. Como as salas de aulas necessitam se adaptar cada vez mais às rotinas conectadas à tecnologia, o blended learning, apresenta aos educadores que buscam otimizar o uso de novas ferramentas educativas a aprimora e integrar estas à estrutura curricular. 2 Desenvolvimento O professor torna-se o mediador e a tecnologia, suporte para que os estudantes acessem conteúdos e informações antes da aula. O tempo em sala, então, é optimizado e dedicado à discussões, dúvidas, postos-chave e dinâmicas em grupos assim como o professor passa a ser o dinamizador para a realização de exercícios, atividades em grupo e realização de projetos. Aí aproveita para tirar dúvidas, aprofundar no tema e estimular discussões, a fazer também análises, avaliações e dinâmicas. Essa modalidade tem como resultado uma maior interação entre professores e estudantes e permite um melhor aproveitamento a alunos com dificuldades na aprendizagem. Para os estudantes que têm mais facilidade em aprender, a aula invertida dá a oportunidade de estudarem assuntos novos, além do currículo padrão. O MIT (Massachusetts Institute of Technology) considera a Flipped Classroom fundamental no seu modelo de aprendizagem. O método é adotado em escolas da Finlândia e vem sendo testado em países de alto desempenho em educação, como Singapura, Holanda e Canadá. Poderíamos discutir até que ponto a sala de aula invertida é mesmo uma inovação. Vygotsky (1896-1934), por exemplo, já destacava a importância do processo de interação social para o desenvolvimento da mente. Seymour Papert, na linha de Piaget, já defendia na década de 60 uma didática em que o aluno usasse a tecnologia para construir o conhecimento. E, sem ir tão longe, o próprio Paulo Freire era adepto de que o professor transformasse a classe num ambiente interativo, usando recursos como vídeos e televisão. “Não temos que acabar com a escola”, disse num diálogo com Papert em 1996, mas sim “mudá-la completamente até que nasça dela um novo ser tão atual quanto a tecnologia”. Em todo caso, seja um método novo ou apenas um nome diferente para o que há muito se pensa para a educação do futuro, é fundamental que escolas e faculdades brasileiras conheçam mais sobre essa pedagogia. Sobretudo porque ela apresenta contribuições importantes para alguns dos maiores desafios do nosso alunado: motivação,hábito de leitura, qualidade da aprendizagem. Além disso, a sala de aula invertida valoriza o papel do professor, como orientador dos percursos de pesquisa e mediador entre estudantes e conhecimentos. E pode ajudar a desenvolver competências como capacidade de autogestão, responsabilidade, autonomia, disposição para trabalhar em equipe. Sem cair no erro de importar tal e qual um modelo estrangeiro, nada impede que, no Brasil, o método seja estudado, sejam realizados estudos, ensaios e experiências e, na sequência, se adaptem alguns dos princípios e recursos para as necessidades do nosso contexto. Diante da transformação ocorrida em toda cultura mundial a partir da terceira revolução industrial, novos cenários educacionais surgiram com o advento tas tecnologias digitais. Assim, a educação impulsionada pelas ferramentas tecnológicas, remodelou, através das novas metodologias de ensino, formas de trabalhar na sala de aula de modo que o aluno, independente da modalidade de ensino que estiver inserido, faça parte do próprio protagosnismo no processo de aprendizagem. Nesse cenário, estudiosos apresentam diversas formas de atividades para a sala de aula atual, denominadas metodologias ativas. Entre muitas, a sala de aula invertida é uma delas. A sala de aula invertida (Flipped Classroom) é uma metodologia de ensino em que os alunos estudam o conteúdo em casa, por meio de vídeos, textos ou outros recursos, e utilizam o tempo de aula para discussões, atividades e resolução de dúvidas. Para ampliação do estudo sobre Metodologias Ativas, esse trabalho foi desenvolvido a partir de uma pesquisa bibliográfica, buscando reflexões diante dos conceitos já construídos e dos que ainda serão expostos, visto que a sala de aula invertida, para muitos ainda é um conceito a ser aprimorado. Para aplicar essa prática, o docente precisa rever a própria prática educativa. Deve ter uma abordagem pedagógica centrada no aluno, que valorize suas necessidades, interesses e formas de aprender. Isso significa que ele deve estar aberto a novas metodologias, a novas formas de avaliação e a novos modelos de ensino e aprendizagem, sempre buscando aprimorar sua prática e atender às demandas dos alunos. Desta forma o professor passa a ser o mediador e a tecnologia, suporte para que os estudantes acessem conteúdos e informações antes da aula. Ficando o tempo em sala, dedicado à discussões, dúvidas, pontos-chave e dinâmicas em grupos. Esta modalidade proporciona uma maior interação entre alunos e professores. Aos estudantes que têm facilidade em aprender, a aula invertida dá a oportunidade de estudarem assuntos novos, além do currículo padrão. Método de aprendizagem onde o conteúdo é apresentado ao aluno em um ambiente não escolar que pode se dar por meio da internet através de vídeo aula ou games que serão disponibilizados por professores possibilitando ao aluno o primeiro contato com o conceito de informações que serão aproveitados no momento de aula sala de aula onde acontece o momento de tirar dúvidas. Neste novo método os alunos deixam de ser agentes passivos no processo. Ao refletir sobre uma Educação voltada à tecnologia, torna-se necessário repensar os parâmetros educacionais, visando modificações no trabalho de formulação de atividades didáticas que possam ser associadas ao uso de computadores ou de qualquer outra mídia (CABRAL, 2005). LIBÂNEO (2007) afirma que: “o grande objetivo das escolas é a aprendizagem dos alunos, e a organização escolar necessária é a que leva a melhorar a qualidade dessa aprendizagem”. MORAN (2000) discute que, “ 3 Considerações Finais No percurso desta pesquisa, podemos refletir a respeito dos ricos ambientes de aprendizagem a respeito do Ensino Híbrido e as Novas Tecnologias para o ensino, os novos papeis, interações e competências assumidas pelos educandos e educadores, além do avanço da educação em função dos avanços das tecnologias digitais. A essência desse método é o foco em manter o aluno engajado e motivado a construir sua autonomia de estudos com auxílio das Revista Ibero- Americana de Humanidades, Ciências e Educação- REASE Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v.10.n.07. jul. 2024. ISSN - 2675 – 3375 2284 tecnologias, descentralizando o foco do professor como único meio de acesso à informação, fazendo com o que ele seja o interventor do processo. Em meio a tantas outras inovações, validando mudanças significativas no ensino aprendizagem e questionando as maneiras de ensino, que devem ser indispensáveis não somente para a vivência em sociedade, mas também no cotidiano das salas de aulas, das práticas pedagógicas. É preciso quebrar as barreiras internas do ensino tradicional, para que haja a possibilidade de implantação do ensino híbrido. Para que uma escola possa adotar o ensino híbrido, o educador deverá provocar elaborar e aplicar estratégias dinâmicas para a construção do conhecimento, além da participação da comunidade escolar e as propostas pedagógicas flexíveis. Do ponto de vista educacional estamos vivendo um grande momento de oportunidades através das tecnologias digitais de informação e comunicação pois elas estão sendo inseridas na sala de aula. A sala de aula invertida tem sido uma boa solução esta abordagem pedagógica fundamentado em diversas teorias e concepções indicam que os resultados são muito promissores. Trabalhar a autonomia do indivíduo para o ensino/aprendizagem independente da forma de ensino, proporcionando uma formação de indivíduos autônoma, crítico e criativo e assim teremos sujeitos comprometidos de sua própria aprendizagem 4 Referências Bibliográficas https:/plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/177755/pdf/109?code=pa/beRAmkIpdh CdNBryYvBXp82Yb6kCs4+tGM7B/XDVJ5WTF8TfOvIAQJHvontX9YtOX1iaKLZdE2x Wy=. Acesso em: 01 jun. de 2024. MORAN, JOSÉ. Educação híbrida: um conceito chave para a educação hoje. In: Tanzi Neto, Adolfo. Trevisani, Fernado de Mello. Biacich, Lilian. Esnino Híbrido: personalização e tecnologia da educação. [recurso eletrônico] / Organizadores, Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani. – Porto Alegre: Penso, 2015. e-PUB. 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