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UNIP EAD BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAIS MARCOS SILVA CONTEÚDOS ACADÊMICOS Revisar envio do teste: QUESTIONÁRIO UNIDADE IIFUNDAMENTOS DO DIREITO CIVIL 7203-30_58801_R_E1_20242 CONTEÚDO Usuário MARCOS VINICIUS DE SOUSA SILVA Curso FUNDAMENTOS DO DIREITO CIVIL Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE II Iniciado 04/11/24 13:22 Enviado 04/11/24 14:10 Status Completada Resultado da tentativa 5 em 5 pontos Tempo decorrido 48 minutos Resultados exibidos Todas as respostas, Respostas enviadas, Respostas corretas, Comentários, Perguntas respondidas incorretamente Pergunta 1 Resposta Selecionada: a. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: Analise as a"rmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I) A responsabilidade civil objetiva, sem o requisito da culpa (componente subjetivo), é exceção no direito civil. II) Na responsabilidade civil contratual é a regra a inversão do ônus da prova (o inadimplente deve provar que não teve culpa, em razão de presunção relativa de culpa); e não se aplica essa responsabilidade ao incapaz. III) É possível renunciar ao prazo decadencial previsto em lei. I e II são corretas. I e II são corretas. I e III são corretas. II e III são corretas. Todas são corretas. Todas são incorretas. Resposta: A Comentário: A responsabilidade civil objetiva, sem o requisito da culpa (componente subjetivo), é exceção no direito civil. Tem cabimento por determinação da lei ou por decisão judicial, consoante art. 927, parágrafo único, do CC. São as duas fontes da responsabilidade civil objetiva: lei e ordem judicial. Na responsabilidade civil contratual é a regra a inversão do ônus da prova (o inadimplente deve provar que não teve culpa, em razão de presunção relativa de culpa); e não se aplica essa responsabilidade ao incapaz. A irrenunciabilidade da decadência "xada em lei é questão de ordem pública e as partes não podem afastar a incidência da regra. Determina o art. 209 do CC de 2002: “É nula a renúncia à decadência "xada em lei”. Pergunta 2 Resposta Selecionada: c. Respostas: a. b. Para tornar anulável o negócio jurídico, o dolo deve ser: Mau, principal e de um dos contratantes, pois, caso seja de terceiro, o negócio jurídico só é anulável se o outro contratante, em negócio oneroso, sabia ou podia saber do dolo. Acidental e de terceiro. Acidental e de um dos contratantes. 0,5 em 0,5 pontos 0,5 em 0,5 pontos Terminar Sessão 04/11/2024, 14:11 Página 1 de 6 c. d. e. Comentário da resposta: Mau, principal e de um dos contratantes, pois, caso seja de terceiro, o negócio jurídico só é anulável se o outro contratante, em negócio oneroso, sabia ou podia saber do dolo. Bom, principal e de terceiro. Bom, acidental e de um dos contratantes. Resposta: C Comentário: O dolo bom (dolus bonus) é aquele tolerável, ou seja, não acarreta a anulabilidade do negócio jurídico. Tal espécie de dolo pode ser visualizada na conduta do vendedor que exalta as qualidades do produto. O dolus malus é aquele que gera ou poderá gerar a anulabilidade do negócio jurídico, uma vez que é praticado com o objetivo de prejudicar alguém, com má-fé. Esta espécie de dolo sempre decorre da utilização de manobras astuciosas com o "m primordial de prejudicar alguém. Ressalte-se que a diferença entre o dolus malus e o dolus bonus deve ser analisada no caso concreto, submetido à apreciação do juiz, levando-se em conta a inexperiência e o nível de informação da vítima. O dolo principal é aquele que se revela como sendo a causa determinante do ato. Por sua vez, o dolo acidental é aquele que, a despeito de sua existência, o ato seria praticado. O dolo acidental é ato ilícito e pode levar ao pleito de indenização, em razão de danos morais e materiais. Esse dolo acidental pode alterar as circunstâncias do negócio jurídico que já iria se realizar, como o índice de correção monetária, sua garantia, a data de sua realização. Mas não enseja a anulação do ato, porque não se trata da causa do ato. Conclusão: o dolo apto a gerar a anulabilidade do negócio jurídico deve ser o malus e principal. O dolo acidental, quando muito, pode gerar o dever de indenizar por perdas e danos. Nos termos do art. 148, CC, o dolo de terceiro, para acarretar a anulabilidade do negócio jurídico, exige o conhecimento de uma das partes contratantes. Não sendo o dolo de terceiro conhecido pelo bene"ciado, dará lugar a uma indenização (perdas e danos), mas não ensejará a anulação do negócio. Quando o dolo é de terceiro, o outro contratante (não o declarante, vítima do dolo), não pode ser prejudicado com a anulação do negócio jurídico se não sabia da conduta dolosa do terceiro. Trata-se de preservação da segurança jurídica, através da lei, que assegura os efeitos do negócio em favor da pessoa que é diligente e age de boa-fé em negócios onerosos, con"ando nessa contratação. Pergunta 3 Resposta Selecionada: d. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: Nas alternativas a seguir, assinale a que não traz somente vícios do negócio jurídico, capazes de torná-lo relativamente nulo (anulável). Erro, dolo e simulação. Erro, dolo e coação. Coação, estado de perigo e erro. Lesão, erro e dolo. Erro, dolo e simulação. Fraude contra credores, estado de perigo e coação. Resposta: D Comentário: São defeitos do negócio jurídico: erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão (vícios de consentimento) e fraude contra credores (vício social). Os vícios de consentimento provocam uma manifestação da vontade não correspondente ao íntimo e verdadeiro querer da pessoa que a manifestou. Há discrepância entre a vontade manifestada e a real intenção. No vício social isso não ocorre, haja vista que a vontade manifestada corresponde exatamente à intenção do agente. Tal vontade é manifestada com a intenção de prejudicar terceiros (credores quirografários, que não têm garantia real). A simulação, antes tratada como vício social (CC/1916), hoje é fator de nulidade absoluta, posto que objetiva iludir terceiros e burlar a lei ou o "sco. Está disciplinada no capítulo que trata da invalidade do negócio jurídico; é causa de nulidade absoluta. Pergunta 4 Considere as a"rmativas abaixo e assinale a alternativa correta. 0,5 em 0,5 pontos 0,5 em 0,5 pontos 04/11/2024, 14:11 Página 2 de 6 Resposta Selecionada: d. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: I) Negócio jurídico bilateral é aquele que envolve dois centros de interesse, manifestação de vontade em dois sentidos, como os contratos. II) Todo contrato é negócio jurídico bilateral, considerando-se que depende de pelo menos dois centros de interesse, contrapondo-se aos negócios jurídicos unilaterais, em que a manifestação de vontade se dá em um só vetor. III) Contratos unilaterais, com dois centros de interesse, são aqueles que somente geram obrigações para uma das partes. Todas são corretas. I e II são corretas. I e III são corretas. II e III são corretas. Todas são corretas. Todas são incorretas. Resposta: D Comentário: Negócio Jurídico Bilateral é aquele que envolve dois centros de interesse – manifestação de vontade em dois sentidos, como os contratos. Há contratos unilaterais e contratos bilaterais, chamados, esses últimos, de sinalagmáticos. Todo contrato é negócio jurídico bilateral, considerando-se que depende de pelo menos dois centros de interesse, contrapondo-se aos negócios jurídicos unilaterais, em que a manifestação de vontade se dá em um só vetor. Ocorre que os contratos unilaterais, com dois centros de interesse, são aqueles que somente geram obrigações para uma das partes, como, por exemplo, o mútuo, o comodato, o depósito gratuito e a doação pura. Pergunta 5 Resposta Selecionada: d. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: Analise as a"rmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I) A lesão se caracteriza, ainda que o contratante favorecido com a prestação muito alta não tenha ciência da desproporcionalidade. II) Na lesão não se preserva o direito do terceiro de boa-fé, que tambémpode ter con"ado no negócio por inexperiência. Isso ocorre para se dar lugar à proteção mais relevante, a do equilíbrio entre os contratantes. A lei não aceita o enriquecimento sem causa. III) Dispensa-se, para se caracterizar o vício da lesão, a veri"cação de má-fé da parte que tirou proveito do negócio. A regra ordena a anulabilidade do ato negocial ou a possibilidade de a parte favorecida concordar com a redução do proveito. Todas são corretas. I e II são corretas. I e III são corretas. II e III são corretas. Todas são corretas. Todas são incorretas. Resposta: D Comentário: A lesão se caracteriza ainda que o contratante favorecido com a prestação muito alta não tenha ciência da desproporcionalidade. Nesse caso, não se preserva o direito do terceiro de boa-fé, que também pode ter con"ado no negócio por inexperiência. Isso ocorre para se dar lugar a proteção mais relevante, a do equilíbrio entre os contratantes. A lei não aceita o enriquecimento sem causa. Assim, dispensa a veri"cação de má-fé da parte que tirou proveito do negócio em que ocorreu a lesão. A regra ordena a anulabilidade do ato negocial (art. 171, II, do CC) ou a possibilidade de a parte favorecida concordar com a redução do proveito (art. 157, § 2º, do CC). Pergunta 6 Resposta e. Assinale a alternativa incorreta. O encargo não pode ser considerado um dos acidentes do negócio jurídico. 0,5 em 0,5 pontos 0,5 em 0,5 pontos 04/11/2024, 14:11 Página 3 de 6 Selecionada: Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: O encargo é cláusula acessória comum nos negócios jurídicos gratuitos, também denominados de liberalidades. Diferentemente da condição suspensiva e do termo inicial, o encargo não impõe gravame à aquisição e ao exercício do direito. Em caso de encargo em testamento, aberta a sucessão, a posse e o domínio são transmitidos desde logo aos herdeiros, com a obrigação de cumprir o encargo a eles imposto. Caso o encargo não seja cumprido, a liberalidade poderá ser revogada. O encargo não pode ser considerado um dos acidentes do negócio jurídico. Resposta: E Comentário: O encargo é cláusula acessória comum nos negócios jurídicos gratuitos, também denominados de liberalidades. Ao lado da condição e do termo, o encargo é espécie de acidente ou modalidade do negócio jurídico. Diferentemente da condição suspensiva e do termo inicial, o encargo não impõe gravame à aquisição e ao exercício do direito. Desta forma, aberta a sucessão, a posse e o domínio são transmitidos desde logo aos herdeiros, com a obrigação de cumprir o encargo a eles imposto. Caso o encargo não seja cumprido, a liberalidade poderá ser revogada. Pergunta 7 Resposta Selecionada: b. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: Assinale, quanto à invalidade do negócio jurídico, a alternativa correta. A sentença que declara a nulidade absoluta gera efeitos retroativos. Se forem cumpridos os requisitos de validade do negócio jurídico, não há hipótese de nulidade absoluta. A sentença que declara a nulidade absoluta gera efeitos retroativos. A nulidade relativa indica ofensa a interesse público. É possível rati"car negócio jurídico absolutamente nulo. A rati"cação de negócio jurídico anulável deve ser expressa em todos os casos. Resposta: B Comentário: Há nulidade absoluta quando o vício é de interesse público, por prejudicar os valores de toda a sociedade, como no caso de parte absolutamente incapaz, objeto ilícito, ou desrespeito à solenidade prevista em lei para aquele negócio jurídico. Ainda que cumpridos todos os requisitos de validade, pode ser absolutamente nulo o ato, por determinação da lei. Exemplo: a doação de todos os bens é nula; o casamento entre colaterais em até terceiro grau é nulo. Diante do interesse público, a sentença que declara a nulidade absoluta gera efeitos retroativos, é declaratória. Diante da nulidade relativa, o vício compromete o interesse de particular. Somente ele, o particular prejudicado, pode propor ação que visa à anulação do negócio jurídico. A sentença decorrente da ação de nulidade relativa não retroage, é constitutiva, seus efeitos são ex nunc. Os efeitos produzidos da celebração do negócio até a sentença são mantidos. A rati"cação só é possível em se tratando de nulidade relativa (exemplo: relativamente incapaz; fraude contra credores), consoante art. 172 e seguintes do CC de 2002. Quanto ao negócio jurídico nulo (casos de nulidade absoluta), determina o art. 169 do CC de 2002: “Art. 169. O negócio jurídico nulo não é suscetível de con"rmação nem convalesce pelo decurso do tempo”. A rati"cação pode ser expressa (por escrito ou verbalmente) e tácita (o particular que teria legitimidade para a propositura da ação anulatória deixa decorrer o prazo que teria para a distribuição da ação). Outro exemplo de rati"cação tácita, comportamental: o "lho de 17 anos faz um negócio sem assistência do pai. A rigor o negócio pode ser anulado. Porém, se o pai começar a pagar as prestações do "lho, ocorre a rati"cação tácita, como uma renúncia em se buscar a anulabilidade do negócio. 0,5 em 0,5 pontos 04/11/2024, 14:11 Página 4 de 6 Pergunta 8 Resposta Selecionada: e. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: Quanto ao termo, é incorreto a"rmar que: O termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. É elemento acidental do negócio jurídico, previsto em cláusula acessória, que subordina a sua e"cácia a acontecimento futuro e certo. São as suas características: certeza e futuridade. O termo inicial ou suspensivo é denominado dies a quo e o termo "nal ou resolutivo é denominado dies ad quem. Termo incerto é futuro e certo quanto à sua ocorrência, mas a sua data é desconhecida. O termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. Resposta: E Comentário: Termo é elemento acidental do negócio jurídico, previsto em cláusula acessória, que subordina a sua e"cácia a acontecimento futuro e certo. Por termo entende-se o início ou o "m da e"cácia de um negócio jurídico, ou seja, o dia do início ou do "m de sua e"cácia. São as suas características: certeza e futuridade. O termo inicial ou suspensivo é denominado dies a quo e o termo "nal ou resolutivo é denominado dies ad quem. O termo pode nascer da vontade das partes, denominado termo convencional, ou da vontade da lei, denominado termo legal. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito (art. 131 do CC). Difere da condição, pois esta suspende o exercício e a aquisição do direito. O termo só protela o exercício do direito. Termo incerto: é futuro e certo quanto à sua ocorrência, mas a sua data é desconhecida. Pergunta 9 Resposta Selecionada: d. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: Quanto ao negócio jurídico, assinale a alternativa correta. Pode gerar aquisição, modi"cação, transferência ou extinção de direito. Pode ser contrário à lei. Não é espécie de fato jurídico. Não depende de manifestação de vontade. Pode gerar aquisição, modi"cação, transferência ou extinção de direito. Jamais gera a extinção de direito. Resposta: D Comentário: Negócio jurídico é espécie de fato jurídico, decorrente da atividade humana, lícito, capaz de gerar aquisição, modi"cação, transferência ou extinção de direito, e que tem como elemento substancial a manifestação de vontade. Pergunta 10 Analise as a"rmativas abaixo e assinale a alternativa correta. 0,5 em 0,5 pontos 0,5 em 0,5 pontos 0,5 em 0,5 pontos 04/11/2024, 14:11 Página 5 de 6 Segunda-feira, 4 de Novembro de 2024 14h10min46s GMT-03:00 Resposta Selecionada: b. Respostas: a. b. c. d. e. Comentário da resposta: I) Condição, termo e encargo são inseridos em cláusulas acessórias nos negócios jurídicos. II) Todos os negócios jurídicos podem conter condição, termo ou encargo. III) O elemento acidental deve ser lícito. I e III são corretas. I e II são corretas. I e III são corretas. II e III são corretas. Todas são corretas. Todas são incorretas. Resposta: B Comentário: Os elementosacidentais são inseridos no negócio jurídico por intermédio de cláusulas e, desta forma, possuem a denominação de cláusulas acessórias acidentais (ou modalidades) dos negócios jurídicos. São eles: condição, encargo (modo) e termo. Além dos elementos essenciais, que constituem requisitos de existência e de validade do negócio jurídico, pode este conter outros elementos meramente acidentais, introduzidos pela vontade das partes. Tais elementos acidentais somente são admitidos nos atos jurídicos de natureza patrimonial com algumas exceções, e não podem ser inseridos em atos jurídicos de caráter extrapatrimonial. O elemento acidental deve ser lícito; e não pode ser da essência do negócio jurídico. ← OK 04/11/2024, 14:11 Página 6 de 6