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2011 PLANEJAMENTO DE OBRAS Giovanni Maraschine Rafael Silva Fernandes Thiago Davi Rosa [MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS] Uberlândia, Novembro de 2011. 1 PREFÁCIO O objetivo desta especificação é de orientar e esclarecer quanto às fases e processos construtivos da obra e servir como ferramenta para nortear qualidade de materiais e consequentemente os custos desta edificação. Uberlândia, Novembro de 2011. 2 Sumário 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 4 2 GENERALIDADES ......................................................................................................................... 4 2.1 OBJETIVO ............................................................................................................................. 4 2.2 AMOSTRA DE MATERIAIS .................................................................................................... 4 2.3 ENSAIO DE MATERIAIS ........................................................................................................ 4 2.4 PROTEÇÃO DOS MATERIAIS E SERVIÇOS ............................................................................. 4 2.5 REGULAMENTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO ............................................................................... 5 3 INSTALAÇÕES E SERVIÇOS INICIAIS ............................................................................................ 5 3.1 INSTALAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DA OBRA ........................................................................ 5 3.2 LOCAÇÃO DA OBRA ............................................................................................................. 6 3.3 MOVIMENTO DE TERRAS .................................................................................................... 6 4 SERVIÇOS DIVERSOS ................................................................................................................... 7 4.1 ANDAIMES E PROTEÇÕES .................................................................................................... 7 5 FUNDAÇÕES................................................................................................................................ 7 5.1 GENERALIDADES .................................................................................................................. 7 6 ESTRUTURA E PEÇAS DE CONCRETO ARMADO .......................................................................... 7 6.1 GENERALIDADES .................................................................................................................. 7 6.2 MATERIAIS COMPONENTES ................................................................................................ 8 6.3. ARMAZENAMENTO ............................................................................................................ 9 6.4 FÔRMAS ............................................................................................................................... 9 6.5 ARMADURAS ..................................................................................................................... 10 6.6 PREPARO DO CONCRETO .................................................................................................. 11 6.7 MISTURA E AMASSAMENTO DO CONCRETO .................................................................... 12 6.8 TRANSPORTE ..................................................................................................................... 12 6.9 LANÇAMENTO ................................................................................................................... 12 6.10 ADENSAMENTO ............................................................................................................... 13 6.11 JUNTAS DE CONCRETAGEM ............................................................................................ 13 6.12 CURA ................................................................................................................................ 13 6.13 DESFÔRMA ...................................................................................................................... 14 6.14 REPAROS .......................................................................................................................... 14 7 COBERTURA .............................................................................................................................. 14 7.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS................................................................................................... 14 3 7.2 INSTALAÇÃO EM ESTRUTURA DE MADEIRA ...................................................................... 14 7.3 INSTALAÇÃO DE ACESSÓRIOS............................................................................................ 15 7.4 CALHAS .............................................................................................................................. 15 8 ALVENARIAS ............................................................................................................................. 15 8.1 ALVENARIA DE TIJOLOS DE BARRO ................................................................................... 15 9 IMPERMEABILIZAÇÕES ............................................................................................................. 16 9.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS................................................................................................... 16 9.2 IMPERMEABILIZAÇÃO DOS BALDRAMES .......................................................................... 16 9.3 IMPERMEABILIZAÇÃO DAS ALVENARIAS ........................................................................... 16 10 REVESTIMENTO DE PAREDES ................................................................................................. 16 10.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................ 16 10.2 CHAPISCO ........................................................................................................................ 16 10.3 REBOCO PAULISTA .......................................................................................................... 17 11 CERÂMICAS............................................................................................................................. 17 12 PISOS ...................................................................................................................................... 18 12.1 REGULARIZAÇÃO E ASSENTAMENTO DE PISO CERÂMICO .............................................. 18 12.2 PISO DA CALÇADA, DO ESTACIONAMENTO e ACESSOS .................................................. 18 12.3 RODAPÉS, PEITORIS E SOLEIRAS ...................................................................................... 18 13 ESQUADRIAS ........................................................................................................................... 18 13.1 ESQUADRIAS DE MADEIRA .............................................................................................. 18 13.2 ESQUADRIAS METÁLICAS ................................................................................................ 19 14 VIDRAÇARIA ............................................................................................................................ 19 14.1 GERAL .............................................................................................................................. 19 15 PINTURA ................................................................................................................................. 20 15.1 NORMAS GERAIS .............................................................................................................20 15.2 PINTURA .......................................................................................................................... 21 16 INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS ......................................................................................... 22 16.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................ 22 16.2 ORIENTAÇÕES DE PROJETO ............................................................................................. 22 17 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS/LOGICA/ESTABILIZADA .................................................................. 23 17.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................ 23 17.2. ORIENTAÇÕES DE PROJETO ............................................................................................ 23 18 LIMPEZA ................................................................................................................................. 24 18.1 NORMAS GERAIS DE LIMPEZA ......................................................................................... 24 4 1 INTRODUÇÃO O edifício foi projetado dentro de uma técnica de planejamento residencial. A residência será toda estruturada em concreto armado, alvenaria de tijolos cerâmicos rebocados, cobertura em telha cerâmica e esquadrias metálicas; receberá acabamentos cerâmicos nos pisos de todos os cômodos, e paredes dos banheiros, copa, cozinha e área de serviço. As soleiras de todas as portas aonde houver diferença de piso ou desnível, deverão ser executadas em granito cinza. As paredes internas e externas devem seguir as especificações do projeto arquitetônico e serão executadas com tijolos furados, de acordo com as normas de qualidade, com assentamento em meia vez, chapiscado e rebocado, pronto para receber revestimento cerâmico ou pintura. A residência foi projetada de forma racionalizada, numa área de 250,00m² de terreno, com área de construção de 68,70m² e área permeável de, aproximadamente, 90,00m2. 2 GENERALIDADES 2.1 OBJETIVO Estas especificações têm por objetivo a fixação das condições técnicas gerais e específicas que serão obedecidas na construção da residência e fixar as obrigações e direitos da empresa encarregada da execução da obra e serviços, designada CONSTRUTORA. 2.2 AMOSTRA DE MATERIAIS A CONSTRUTORA deverá adquirir amostras significativas dos materiais a serem empregados nos serviços especificados. Essas amostras, deverão ser mantidas no escritório da obra, para comparação com exemplares dos lotes postos no canteiro para utilização. 2.3 ENSAIO DE MATERIAIS Laboratórios Tecnológicos idôneos procederão aos ensaios e testes previstos nestas especificações quando julgar necessário. Independentemente dos resultados obtidos, a CONSTRUTORA arcará com todas as despesas referentes aos ensaios. 2.4 PROTEÇÃO DOS MATERIAIS E SERVIÇOS Todos os materiais e trabalhos que assim o requeiram, deverão ser totalmente protegidos contra danos de qualquer origem, durante o período da construção, ficando a CONSTRUTORA responsável por esta proteção, sendo inclusive obrigada a substituir ou consertar quaisquer materiais ou serviços eventualmente danificados sem quaisquer despesas para o PROPRIETÁRIO. 5 2.5 REGULAMENTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO 2.5.1 Devem ser consideradas como parte integrante destas Especificações as Leis, Disposições e Normas em Vigor no território brasileiro. 2.5.2 Disposições e Regulamentos Estatais, Municipais e Federais, relacionadas com construção e equipamentos, tais como Códigos de Edificações, Segurança e Medicina do Trabalho, Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), etc.. 2.5.3 Regulamentação de Concessionárias de Serviços Públicos, tais como fornecimento de Água, Esgoto, Energia Elétrica, Telefone e outras repartições, tais como Corpo de Bombeiros. 2.5.4 Normas previstas pela ABNT para execução de serviços, destacando-se em especial: a) NBR 6118, para execução de obras de concreto armado; b) NBR 6122 e NBR 6121 para execução de fundações; c) NBR 7190 para execução de estruturas de madeira; d) NBR 5410 para instalações elétricas; e) NBR 8160 e NBR 7229 para instalações sanitárias; 2.5.5 A CONSTRUTORA, executando quaisquer serviços em desacordo com essas leis, disposições, normas ou regulamentos sem comunicação ao PROPRIETÁRIO, e sem a aprovação escrita desta assumirá todos os custos ou penalizações advindos dessa inobservância. 3 INSTALAÇÕES E SERVIÇOS INICIAIS 3.1 INSTALAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DA OBRA 3.1.1 Instalação do Canteiro (provisória): A obra deverá ter todas as instalações provisórias necessárias ao seu bom funcionamento, tais como: escritório, sanitários, água, energia elétrica, telefone, etc., estando em conformidade com o projeto específico. Caberá à CONSTRUTORA fornecer todo o material, mão-de-obra, ferramentas, maquinaria, equipamentos etc., necessários e adequados para que todos os trabalhos sejam desenvolvidos com segurança e qualidade. 3.1.2 Fechamento do Terreno/Tapumes: Se necessário o terreno deverá ser fechado com tapumes em chapas de madeira compensada de 10 mm de espessura, pintadas em ambas as faces com tinta PVA na cor branca. 6 3.1.3 Limpeza e Preparo do Terreno: Compreendem os serviços de limpeza, roçado, derrubada de árvores, retirada de cerca viva, destocamento, demolições quando existente, e necessária, queima e remoção de entulhos, de forma a deixar livre o terreno para os trabalhos da obra. Deverá ser feita a remoção de toda a vegetação existente nas áreas que contornam a edificação em construção. A derrubada de árvores somente se fará dentro do perímetro da construção, ou quando indicado pelo projeto. 3.1.4 Abastecimento de Água e Energia Elétrica: A CONSTRUTORA providenciará a instalação de água para abastecimento de todo o canteiro e, de água potável para os operários. Sempre que houver rede pública, deve-se fazer sua ligação à obra. A CONSTRUTORA providenciará ainda a ligação de energia elétrica à obra e a instalação de luz e força necessária à iluminação e acionamento dos equipamentos da obra. 3.2 LOCAÇÃO DA OBRA 3.2.1 A locação será executada observando-se as plantas de Fundações, Arquitetura e Projeto Aprovado utilizando-se quadros com piquetes e tábuas niveladas (Gabarito com cantoneira de tábuas), fixadas para resistir à tensão dos fios sem oscilação e sem movimento. A locação será por eixos e/ou faces de paredes. Devem-se usar sempre aparelhos topográficos de precisão para implantar os alinhamentos, as normais e as paralelas. 3.2.2 Após locação, a CONSTRUTORA procederá à aferição das dimensões, dos alinhamentos, dos ângulos e de quaisquer outras indicações constantes do projeto com as reais condições encontradas no local. 3.3 MOVIMENTO DE TERRAS 3.3.1. Todo o movimento de terras será executado tendo em vista as cotas do projeto. 3.3.2. As áreas externas, quando não perfeitamente caracterizadas nas plantas, serão regularizadas de forma a permitir sempre fácil acesso e perfeito escoamento de águas superficiais. 3.3.3 A movimentação de terra deverá ser feita com o mínimo incômodo para a vizinhança. 3.3.4 Os aterros, escavações e cortes a serem executados, junto aos muros da divisa com os vizinhos deverão ser realizados somente após análise prévia sobre a segurança e estabilidade do muro. 7 4 SERVIÇOS DIVERSOS 4.1 ANDAIMES E PROTEÇÕES Os andaimes deverão ser construídos a uma altura que permita o trabalho, ou seja, a mobilidade e o acesso de pessoas ou materiais. Devem ser bem firmes e escorados. Externa e internamente, para grandes pés direitos, somente serão aceitos os andaimes tubulares metálicos. O contraventamento é necessário e feito em 45 graus em todas as direções de possíveis deslocamentos. Nos andaimes externos ou de altura elevada, acima de 2,0 m, deverá sempre existir um guarda-corpo.5 FUNDAÇÕES 5.1 GENERALIDADES As fundações serão executadas de forma que existam estacas à trado, moldadas em loco, à cada 2m, com profundidade de 2m, servindo de apoio para as vigas baldrame, com dimensões de 20x30cm. Deverão obedecer além dessas recomendações, o disposto nas normas NBR 6122 e NBR 6121 da ABNT. 6 ESTRUTURA E PEÇAS DE CONCRETO ARMADO 6.1 GENERALIDADES Estas especificações abrangem a execução do concreto armado na obra, referente às concretagens das lajes, vigas e pilares, de resistência de 20 MPa, quanto ao fornecimento de materiais, manufatura, cura e proteção do mesmo; para cada caso deverão ser seguidas as Normas, Especificações e Métodos Brasileiros específicos. 6.1.1 Serão observadas e obedecidas rigorosamente todas as particularidades do projeto arquitetônico, a fim de que haja perfeita concordância na execução dos serviços. 6.1.2 A execução de qualquer parte da estrutura de acordo com projetos fornecidos implica na integral responsabilidade da CONSTRUTORA pela sua resistência e estabilidade. 6.1.3 Nenhum conjunto de elementos estruturais poderá ser concretado sem a prévia e minuciosa verificação por parte da CONSTRUTORA das perfeitas disposições, dimensões, ligações e escoramentos das formas e armaduras correspondentes, bem 8 como do exame da correta colocação de canalização elétrica, hidráulica e outras que eventualmente serão embutidas na massa de concreto. 6.1.4 As passagens dos tubos e dutos através de vigas e outros elementos estruturais deverão obedecer rigorosamente aos respectivos projetos, não sendo permitida mudança em suas posições. Sempre que necessário, será verificada a impermeabilização nas juntas dos elementos embutidos. 6.1.5 A CONSTRUTORA locará a estrutura com todo o rigor, sendo responsável por qualquer desvio de alinhamento, prumo ou nível. 6.1.6 Antes de iniciar os serviços, a CONSTRUTORA deverá verificar as cotas referentes ao nivelamento e locação do projeto, sendo a RN, referência de nível, tomada no local. 6.2 MATERIAIS COMPONENTES 6.2.1 Aço para concreto armado: As barras de aço utilizadas para as armaduras das peças de concreto armado, marca BELGO, bem como sua montagem, deverão atender às prescrições das Normas Brasileiras que regem o assunto, a saber: NBR 6118 e NBR 7480. De modo geral, as barras de aço deverão apresentar suficiente homogeneidade quanto as suas características geométricas e não apresentar defeitos prejudiciais tais como bolhas, fissuras, esfoliações e corrosão. 6.2.2 Agregados: a) AGREGADO MIÚDO: Utilizar-se-á a areia natural quartzosa ou areia artificial resultante da britagem de rochas estáveis, com uma granulometria que se enquadre no especificado na NBR 7211 da ABNT. Deverá estar isenta de substâncias nocivas à sua utilização, tais como mica, materiais friáveis, gravetos, matéria orgânica, torrões de argila e outras. b) AGREGADO GRAÚDO: Será utilizada a pedra britada número 01 e 02, proveniente do britamento de rochas sãs, isentas de substâncias nocivas ao seu emprego, tais como: torrões de argila, material pulverulento, gravetos e outras. Sua composição granulométrica enquadrar-se-á no especificado na NBR 5732 da ABNT. 6.2.3 Água: A água usada no amassamento do concreto será limpa e isenta de siltes, sais, álcalis, ácidos, óleos, matérias orgânicas ou qualquer outra substancia prejudicial à mistura. Em principio, a água potável pode ser utilizada. Sempre que se suspeitar de que a água local ou a disponível possa conter substâncias prejudiciais, análises físico- químicas deverão ser providenciadas. Água com limite de turbidez até 2.000 partes por milhão, poderá ser utilizada. Se esse limite for ultrapassado, a água deverá ser previamente decantada. 9 6.2.4 Cimento: O cimento empregado no preparo do concreto, marca VOTORANTIM, deverá satisfazer as especificações e os ensaios da ABNT. O Cimento Portland comum atenderá a NBR 5732. Deverá atender à NBR 6118. O armazenamento do cimento na obra será feito de modo a eliminar a possibilidade de qualquer dano total, ou parcial, ou ainda misturas de cimento de diversas procedências ou idades. O prazo máximo para armazenamento em locais secos e ventilados é de 30 dias. Para cada partida de cimento será fornecido o certificado de origem correspondente. Não se permitirá empregar-se cimento de mais de uma marca ou procedência. 6.3. ARMAZENAMENTO De uma forma geral, os materiais deverão ser armazenados de forma a assegurar as características exigidas para seu emprego e em locais que não interfiram com a circulação nos canteiros. 6.3.1 Aços: Os aços deverão ser depositados em pátios cobertos com pedrisco, colocados sobre travessas de madeira e classificados conforme tipo e bitolas. 6.3.2 Agregados: Os agregados serão estocados conforme sua granulometria em locais limpos e drenados, de modo a não serem contaminados por ocasião das chuvas. A quantidade a ser estocada deverá ser suficiente para garantir a continuidade dos serviços. 6.3.3 Cimento: O armazenamento, após o recebimento na obra, far-se-á em depósitos isentos de umidade, à prova d’água, adequadamente ventilados e providos de assoalho isolado do solo. Devem ser atendidas as prescrições da NBR 5732 sobre o assunto. 6.3.4 Madeiras: Armazenar-se-ão as madeiras em locais abrigados, com suficiente espaçamento entre as pilhas para prevenção de incêndios. O material proveniente da desforma, quando não mais aproveitável, será retirado das áreas de trabalho, sendo proibida sua doação a terceiros. 6.4 FÔRMAS O projeto das formas e seus escoramentos serão de exclusiva responsabilidade da CONSTRUTORA. A execução das formas deverá atender às prescrições da NBR 5732 e às das demais normas pertinentes aos materiais empregados (madeira e aço). 6.4.1 Materiais: Os materiais de execução das formas serão compatíveis com o acabamento desejado e indicado no projeto. Partes da estrutura não visíveis poderão ser executadas com madeira serrada em bruto. Para as partes aparentes, será exigido o uso de chapas compensadas, madeira aparelhada, madeira em bruto revestida com chapa metálica ou Madeirit, ou simplesmente outros tipos de materiais, conforme a 10 conveniência da execução. O reaproveitamento dos materiais usados nas fôrmas será permitido desde que se realize a conveniente limpeza e se verifique estarem os mesmos isentos de deformações. 6.4.2 Execução: As fôrmas e seus escoramentos deverão ter suficiente resistência para que as deformações, devido a ação das cargas atuantes e das variações de temperatura e umidade, sejam desprezíveis. As fôrmas serão construídas corretamente para reproduzir os contornos, as linhas e as dimensões requeridas. Garantir-se-á a estanqueidade das fôrmas, de modo a não permitir as figas de nata de cimento. A amarração e o espaçamento das fôrmas deverão ser feitos por meio de tensores passando por tubos plásticos rígidos de diâmetro conveniente, colocado com espaçamentos uniformes. Após a desforma, deverão ser retirados os tubos plásticos e preenchidos os fixos com argamassa. A ferragem será mantida afastada das fôrmas por meio de espaçadores de plástico. Não se admite o uso de tacos de madeira como espaçadores. Os pregos serão usados de modo a nunca permanecerem encravados no concreto após a desforma. 6.4.3 Escoramento: As fôrmas deverão ser providas de escoramentos e travamentos convenientemente dimensionados e dispostos de modo a evitar deformações superiores aos limites estabelecidos pela NBR 7190 6.4.4 Precauções anteriores ao lançamento do concreto: Conferir-se-ão as medidas e as posições das fôrmas, a fim de assegurar que a geometria da estrutura, com tolerâncias previstas na NBR 6118. As superfícies que ficarão em contato com o concreto serão limpas, livres de incrustações de nata ou outros materiais estranhos. As fôrmas absorventes serão convenientemente molhadas até a saturação, fazendo-se filtros para escoamentode água em excesso. 6.5 ARMADURAS As armaduras constituídas por vergalhões de aço, marca BELGO, deverão obedecer rigorosamente aos preceitos das normas e especificações da ABNT NBR 6118, NBR 7187 e NBR 7480. Para efeito de aceitação de cada lote de aço, a CONSTRUTORA exigirá o certificado de qualidade, de cada lote recebido. Os lotes serão aceitos ou rejeitados de acordo com a conformidade dos resultados dos ensaios com as exigências das NBR 7480. Fica a carga da CONSTRUTORA, a montagem de todas as armaduras que serão necessárias à estrutura. 6.5.1 Cobrimento: Qualquer armadura, inclusive de distribuição, de montagem e estribos, terá cobrimento de concreto nunca menor que as espessuras prescritas na NBR 6118. Para garantia do recobrimento mínimo, serão adquiridos espaçadores de plástico com dimensões iguais ao cobrimento previsto. 6.5.2 Limpeza: As barras de aço deverão ser convenientemente limpas de qualquer substancia prejudicial a aderência, retirando-se as camadas eventualmente destacadas 11 por oxidação. De preferência, desde que viável, a limpeza da armadura será feita fora das respectivas fôrmas. Quando feita em armaduras já montadas em formas, será cuidadosamente executada, de modo a garantir que os materiais provenientes dessa limpeza não permaneçam retidos nas fôrmas. 6.5.3 Fixadores e espaçadores: Para manter o posicionamento da armadura e durante as operações de montagem, lançamento e adensamento do concreto, será feito o uso de fixadores e espaçadores, desde que fique garantido o cobrimento mínimo preconizado no item anterior, e que essas peças sejam totalmente envolvidas pelo concreto, de modo a não provocarem manchas ou deterioração nas superfícies externas. 6.5.4 Proteção: Antes e durante o lançamento do concreto, as plataformas de serviço deverão estar dispostas de modo a não acarretarem deslocamento das armaduras. As barras deverão ser protegidas contra a oxidação através de pintura com nata de cimento, ou outro material adequado, ao retomar a concretagem, as barras serão limpas de modo a permitir uma boa aderência. 6.6 PREPARO DO CONCRETO O concreto será fabricado na própria obra, ficando à cargo da CONSTRUTORA, garantir que ele tenha uma adequada qualidade e resistência. O concreto empregado na execução das peças deverá satisfazer rigorosamente às condições de resistência, durabilidade e impermeabilidade adequada as condições de exposição, assim como obedecer, além destas especificações, as recomendações das normas vigentes da ABNT. 6.6.1 Materiais: Será exigido o emprego de material de qualidade rigorosamente uniforme, agregados de uma só procedência, correta utilização dos agregados graúdos e miúdos, de acordo com as dimensões das peças a serem concertadas; fixação do fator água-cimento, tendo em vista a resistência e a trabalhabilidade do concreto, compatível com as dimensões e acabamento das peças. O cimento, marca VOTORANTIM, a areia e a brita à serem empregados no preparo do concreto, deverão ser sempre da mesma procedência, atestada pelas notas fiscais dos fornecedores. 6.6.2 Dosagem: Todos os materiais componentes do concreto serão dosados, ou proporcionados, de maneira a produzir uma mistura trabalhável em que as quantidades de cimento e água sejam mínimas necessárias para obtenção de um concreto denso, resistente e durável. Na dosagem, cuidados especiais deverão ser tomados a fim de que a elevação da temperatura seja a mínima possível. 12 6.7 MISTURA E AMASSAMENTO DO CONCRETO O concreto preparado no canteiro de serviços deverá ser misturado em betoneiras, por possibilitarem maior uniformidade e rapidez na mistura. O amassamento mecânico em canteiro durará, sem interrupção, o tempo necessário para permitir a homogeneização da mistura de todos os elementos; a duração necessária aumenta com o volume da amassada e será tanto maior quanto mais seco o concreto. O tempo mínimo para o amassamento deverá atender a NBR 6118 e a adição da água será efetuada sob o controle da CONSTRUTORA. 6.8 TRANSPORTE O concreto será transportado até as formas no menor intervalo de tempo possível. Nesse sentido, os meios de transporte serão tais, que fique assegurado o mínimo de tempo gasto no percurso e que se evite a segregação dos agregados ou uma variação na trabalhabilidade da mistura. 6.9 LANÇAMENTO 6.9.1 O lançamento do concreto obedecerá ao plano prévio específico, não se tolerando juntas de concretagem não previstas no referido plano. No caso de pilares, deve-se concretá-los até o nível do filado das vigas, antes de colocar as armações das respectivas lajes e vigas. 6.9.2 O início de cada operação de lançamento está condicionado à realização dos ensaios de abatimento (slump test), pela CONSTRUTORA, em cada betonada. Para todo concreto estrutural o slump admitido estará compreendido entre 6 e 10 cm. 6.9.3 O concreto só será lançado depois que todo o trabalho de fôrmas, instalação de peças embutidas e preparação das superfícies estejam inteiramente concluídos e aprovados. Todas as superfícies e peças embutidas que tenham sido incrustadas com argamassa proveniente de concretagem serão limpas antes que o concreto adjacente ou de envolvimento seja lançado. Especiais cuidados serão tomados na limpeza das fôrmas e equipamentos manuais. 6.9.4 O concreto deverá ser depositado nas fôrmas, tanto quanto possível e praticável, diretamente em sua posição final e não deverá fluir de maneira a provocar sua segregação. No caso de pilares, para evitar formação de vazios, antes de sua concretagem deve-se colocar na fôrma (na base do pilar) uma argamassa de cimento e areia usando o mesmo fator água e cimento do concreto, com 5 cm de altura. A queda vertical livre além de 2,0 metros não é permitida. A utilização de tremonha (tubo com funil) é recomendável. O lançamento será contínuo e conduzido de forma a não haver interrupções superiores ao tempo de pega do concreto. Uma vez iniciada a 13 concretagem de um lance, a operação deverá ser contínua e somente terminada nas juntas de concretagem preestabelecidas. Por outro lado, a operação de lançamento deverá ser tal que o efeito de retração inicial do concreto seja o mínimo possível. Caso seja realmente necessária a interrupção de uma peça qualquer (viga, laje, parede etc.) a junta de concretagem deverá ser executada perpendicular ao eixo da peça e onde forem menores os esforços de cisalhamento. Deverão ser tomadas precauções para garantir a resistência aos esforços que podem agir na superfície da junta, as quais poderão consistir em se deixarem barras suplementares no concreto mais velho. Antes de reiniciar-se o lançamento, deverá ser removida a nata e feita a limpeza da superfície da junta. 6.10 ADENSAMENTO Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deverá ser vibrado com equipamento adequado à sua trabalhabilidade. No adensamento deve ser tomado cuidado para que o concreto preencha todos os vazios das formas. Durante o adensamento tomar-se-ão as precauções necessárias para que não se formem nichos ou haja segregação dos materiais; dever-se-á evitar a vibração da armadura para que não se formem vazios ao seu redor, com prejuízo da aderência. O adensamento do concreto se fará por meio de equipamentos mecânicos através de vibradores de imersão, de configuração e dimensões adequadas às várias peças a serem preenchidas. Os vibradores de imersão não serão operados contra formas, peças embutidas e armaduras. 6.11 JUNTAS DE CONCRETAGEM Nos locais onde foram previstas juntas de concretagem, far-se-á a lavagem da superfície da junta por meio de jato de água com a finalidade de remover todo o material solto e toda a nata de cimento que tenha ficado sobre a mesma, tomando-a o mais áspera possível. Se eventualmente a operação só puder processar-se após o endurecimento do concreto, a limpeza da junta far-se-á mediante o emprego de jato de ar comprimidoe areia. 6.12 CURA Será cuidadosamente executada a cura de todas as superfícies expostas, com o objetivo de impedir a perda da água destinada à hidratação do cimento. Durante o período de endurecimento do concreto, suas superfícies deverão ser protegidas contra chuvas, secagem, mudanças bruscas de temperatura, choques e vibrações que possam produzir fissuras ou prejudicar a aderência com a armadura. Para impedir a secagem prematura, as superfícies de concreto serão abundantemente umedecidas com água, durante pelo menos 7 (sete) dias após o lançamento. Todo o concreto não protegido por formas e todo aquele já desformado deverão ser curados imediatamente após o 14 mesmo ter endurecido o suficiente para evitar danos nas suas superfícies. O método de cura dependerá das condições no campo e do tipo de estrutura em questão. 6.13 DESFÔRMA As fôrmas serão mantidas no local até que o concreto tenha adquirido resistência para suportar com segurança seu peso próprio e as demais cargas atuantes, e as superfícies tenham suficiente dureza para não sofrerem danos na ocasião da sua retirada. A CONSTRUTORA providenciará a retirada das formas de maneira a não prejudicar as peças executadas. Os prazos mínimos para a retirada das formas deverão ser: a)3(três) dias para faces laterais das vigas. b)14(quatorze) dias para faces inferiores, deixando-se pontaletes bem cunhados e convenientemente espaçados. c) Faces inferiores sem pontaletes 21 dias. 6.14 REPAROS No caso de falhas nas peças concretadas, serão providenciadas medidas corretivas, compreendendo demolição, remoção do material demolido e recomposição com emprego de materiais adequados, a serem aprovados pela CONSTRUTORA, à vista de cada caso. As pequenas cavidades, falhas menores ou imperfeições que eventualmente resultarem nas superfícies, serão reparadas de maneira a se obter as características do concreto. As rebarbas e saliências maiores que eventualmente ocorrerem serão eliminadas. 7 COBERTURA 7.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS Será executada com telhas cerâmicas Plan com inclinação de 28%. Todos os acessórios e arremates empregados serão obrigatoriamente da mesma procedência e marca das telhas empregadas, para evitar problemas de concordância. As telhas e acessórios apresentarão uniformidade de cor e serão isentas de defeitos, tais como trincas, cantos quebrados, fissuras, protuberâncias, depressões e grandes manchas, possuindo absorção específica inferior a 25%. 7.2 INSTALAÇÃO EM ESTRUTURA DE MADEIRA Todo perfil a ser empregada será de madeira tipo Pinnus, adequados para estrutura. Deverá ser apresentado perfeitamente desempenado, reto, com cantos vivos, isentas de defeitos de qualquer natureza. 15 7.3 INSTALAÇÃO DE ACESSÓRIOS Todos os acessórios empregados na cobertura (cumeeiras e peças terminais) serão cerâmicos da mesma procedência e marca das telhas. Serão instalados conforme indicação e recomendação específica do fabricante. 7.4 CALHAS Serão de chapa zincada número 20, dobradas nas dimensões requeridas pela montagem de acordo com as indicações. Serão fixadas por parafusos, solda a ponto ou grapas, de acordo com as condições peculiares de cada caso. 8 ALVENARIAS 8.1 ALVENARIA DE TIJOLOS DE BARRO Deverão ser executadas paredes de alvenaria de tijolos furados, assentados em ½ vez, para fechamento dos ambientes de acordo com projeto de arquitetura. 8.1.1 Tijolos Furados: Serão de barro cozido, com ranhuras nas faces obedecendo à NBR 7171. Devem ser bem cozidos, com taxa de absorção de umidade máxima de 20% com taxa de compressão de 14 Kg/cm2, de acordo com NBR 7171 da ABNT. Para as alvenarias externas fachada frontal e posterior, interna e fachadas laterais (15 cm de espessura, acabadas), terão 8 furos, com dimensões de 12 x 19 x 19 cm. Deverão ainda apresentar coloração uniforme, sem manchas, sem empenamentos ou bordas salientes, e sem cantos quebrados ou rachaduras. 8.1.2 A Argamassa de Assentamento: O assentamento dos tijolos será feito com argamassa feita em obra conforme traço especificado. As superfícies de concreto que tiverem contato com alvenaria serão previamente chapiscadas com argamassa específica. Os tijolos devem ser abundantemente molhados antes de sua colocação. As juntas terão 15 mm de espessura máxima e serão alisadas com ponta de colher. As fiadas serão perfeitamente alinhadas e aprumadas. O cunhamento dos tijolos de barro deverá ser efetuado com espuma poliuretana. 8.1.3 Para as obras com estrutura de concreto armado, a alvenaria será interrompida abaixo das vigas e/ou lajes. Esse espaço será preenchido após sete dias, de modo a garantir o perfeito travamento entre a alvenaria e a estrutura. 8.1.4 Vergas: Todos os vãos de portas e janelas levarão vergas de concreto de altura compatível com o vão (mínimo 10 cm) e ferragem mínima de 2 vezes, no diâmetro 5mm e estribo a cada 15cm. Deverão traspassar 20 cm no mínimo cada lado do vão. 16 9 IMPERMEABILIZAÇÕES 9.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS Os serviços de impermeabilização serão executados pela CONSTRUTORA conforme especificações do fabricante. 9.2 IMPERMEABILIZAÇÃO DOS BALDRAMES No contato entre as vigas baldrame e as alvenarias será utilizada manta asfáltica Impermanta da marca Denver com espessura de 3mm. O processo de aplicação será realizado conforme as recomendações do fabricante. 9.3 IMPERMEABILIZAÇÃO DAS ALVENARIAS Será utilizada para impermeabilização das alvenarias, até a altura de 1m, argamassa polimérica Denvertec100 da marca Denver. O processo de aplicação será realizado conforme as recomendações do fabricante. 10 REVESTIMENTO DE PAREDES 10.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS Antes de iniciar os trabalhos de revestimento, a CONSTRUTORA deverá adotar providências para que todas as superfícies a revestir estejam firmes, retilíneas, niveladas e aprumadas. Qualquer correção nesse sentido será feita antes da aplicação do revestimento. Caberá à CONSTRUTORA, fornecer e aplicar o revestimento em todas as superfícies onde especificado e/ou indicado nos desenhos. Os revestimentos apresentarão paramentos perfeitamente desempenados, aprumados, alinhados e nivelados, as arestas vivas e os planos, perfeitos. A mesclagem de argamassa para revestimento será executada com particular cuidado. As superfícies das paredes serão limpas à vassoura e abundantemente molhadas antes do início dos revestimentos. Todas as instalações hidráulicas e elétricas serão executadas antes do chapisco, evitando-se dessa forma, retoques no revestimento. Remover-se-á toda a sujeira deixada pelos serviços de revestimento no chão, vidros e outros locais. 10.2 CHAPISCO Após a instalação das canalizações e limpeza das superfícies a serem revestidas, estas serão chapiscadas. Os chapiscos serão executados com argamassa produzida em obra, com traço previamente especificado. 17 10.3 REBOCO PAULISTA O emboço será iniciado após a completa pega entre as alvenarias e chapiscos. A argamassa a ser empregada será produzida em obra, com traço previamente especificado. Espessura máxima do reboco paulista, contada a partir do tijolo, de 30mm para partes internas e externas. 10.3.1 Acabamento: desempenado com régua de alumínio e com desempenadeira. Deverão apresentar aspecto uniforme, com parâmetro perfeitamente plano, não sendo tolerada qualquer ondulação ou desigualdade de alinhamento da superfície. O acabamento final será executado com desempenadeira revestida com feltro. 11 CERÂMICAS A residência deve apresentar os pisos revestidos com cerâmica Eliane, de acabamento brilhante, na cor bege, PEI 4 formato 20x20 cm, assentada com argamassa marca Weber.Col Flex, apresentando juntas de 3mm, rejuntadas na cor bege, com material especial anti fungo, marca Quartzolit. No banheiro as paredes serão revestidas da mesma maneira, até o teto. Já na cozinha e Copa, as paredes serão revestidas até umaaltura de 1,80m com acabamento final em cerâmica Eliane, de acabamento brilhante, na cor preta, com largura de 5cm, em torno de todo o cômodo. Rejeitar-se-ão as peças que não atenderem a essas recomendações. Os revestimentos cerâmicos serão executados com cuidado especial por profissionais devidamente qualificados. As cerâmicas que forem cortadas para a passagem de canos, torneiras e outros elementos das instalações, não deverão apresentar rachaduras nem emendas. As bordas de corte serão esmerilhadas de forma a se apresentarem lisas e sem irregularidades. O assentamento das cerâmicas obedecerá rigorosamente ao seguinte: a) Com a superfície dos tijolos úmidos procede-se à execução do chapisco e posteriormente à execução do reboco paulista, respeitando-se os tempos de cura. Após cura, cerca de dez dias, inicia-se a colocação das cerâmicas. b) Para o assentamento das cerâmicas deverá ser utilizado argamassa colante industrializada, marca Weber.Col Flex, diluída nas proporções especificadas pelo fabricante. c) As superfícies deverão apresentar-se perfeitamente aprumadas, alinhadas e niveladas; d) O rejuntamento será feito com sete dias após o término do assentamento. 18 12 PISOS 12.1 REGULARIZAÇÃO E ASSENTAMENTO DE PISO CERÂMICO A regularização será executada em argamassa produzida em obra, com traço previamente especificado, sobre a base de concreto, preferivelmente quando esta estiver fresca. Quando não for possível o atendimento a essa recomendação, cuidados especiais serão tomados na limpeza e lavagem da superfície de concreto. A superfície deverá ser conservada úmida durante os 7 (sete) primeiros dias da cura. O piso cerâmico será assentado com argamassa colante, marca Weber.Col Flex, diluída nas proporções indicadas pelo fabricante. 12.2 PISO DA CALÇADA, DO ESTACIONAMENTO e ACESSOS O piso da calçada de proteção deverá ser executado em rochas basálticas tipo macaquinho, assentadas sobre base de solo apiloado com Cimento Portland, em proporção devidamente especificada. Será rejuntado com argamassa de espessura 5mm, com traço devidamente especificado. O espelho do passeio também deverá ser executado em rocha basáltica assentada simultaneamente com o piso da calçada até atingir 30 cm do nível do terreno. Em toda a área destinada ao estacionamento de veículos leves, deverá existir uma capa de concreto, com 7cm de espessura. O concreto utilizado será produzido em obra, com traço devidamente especificado. Com o concreto ainda fresco, deve ser feito juntas de dilatação a cada 1m, nas duas direções, evitando o trincamento do concreto. Na área restante do lote, existirá uma cobertura vegetal, utilizando grama São Carlos, para permitir a infiltração de águas pluviais. 12.3 RODAPÉS, PEITORIS E SOLEIRAS Nas áreas que existirem diferença de cotas finais, deverá existir uma soleira, com largura igual ao marco das portas, mais 2cm de bocel, executadas com piso cerâmico, marca Eliane, de acabamento brilhante, na cor preta, PEI 4, colocados na cota mais elevada. Os rodapés serão feitos com revestimento cerâmico, marca Eliane, de acabamento brilhante, na cor bege, com 7cm de largura. Os peitoris junto às esquadrias serão executados em granito Cinza Corumbá, tendo uma espessura mínima de 2,0 cm. 13 ESQUADRIAS 13.1 ESQUADRIAS DE MADEIRA As esquadrias de madeira seguirão os detalhes de projeto, tendo as seguintes características: 19 13.1.1 As portas serão de folha lisa, sendo apenas envernizadas, com verniz marca Suvinil. Os marcos e alisares serão da mesma madeira utilizada para a fabricação da porta, sendo, também, envernizados com verniz marca Suvinil. Serão recusadas peças que apresentem empenamento, descolamento, rachaduras, lascas ou nós de madeira. 13.1.2 Será utilizado um box feito em poliestireno, com 10mm de espessura, no banheiro. 13.1.3 Serão utilizadas fechaduras Fit 580 da marca Papaiz, em todas as portas, com acabamento cromado. 13.2 ESQUADRIAS METÁLICAS As esquadrias metálicas deverão seguir rigorosamente os detalhes do projeto de Arquitetura. As medidas deverão ser conferidas na obra. Não serão aceitas as peças que apresentarem as chapas amassadas. 13.2.1 As esquadrias utilizadas terão suas dimensões fixadas pelo Projeto Arquitetônico, sendo todas da marca Ullian. Todas as partes móveis serão dotadas de pingadeiras ou dispositivos que assegurem perfeita estanqueidade ao conjunto, impedindo a infiltração de águas pluviais. Durante o transporte, armazenamento e manuseio das esquadrias, deverão ser tomados cuidados especiais quanto à sua preservação contra choques, atritos com corpos ásperos, contato com metais pesados ou substâncias ácidas ou alcalinas. As esquadrias serão armazenas ao inteiro abrigo do sol, intempéries e umidade. Todas as esquadrias deverão ser perfeitamente niveladas, aprumadas e alinhadas. As esquadrias não poderão ser forçadas a se acomodarem em vãos porventura fora do esquadro ou com dimensões insuficientes. A caixilharia será instalada por meio de espuma poliuretana especial. Todos os vãos envidraçados, expostos às intempéries, serão submetidos à prova de estanqueidade, por meio de jato de mangueira d’água sob pressão. 13.2.2 O portão de acesso de veículos e pedestres será do tipo industrial articulado. 14 VIDRAÇARIA 14.1 GERAL 14.1.1 Os vidros serão de primeira qualidade, da marca Vitral, claros, sem manchas, riscos ou bolhas, com espessura de 4mm, uniforme, e sem empenamento, e obedecerão à NBR 11706, da ABNT. Os vidros serão, de preferência, fornecidos nas dimensões respectivas procurando-se, sempre que possível, evitar o corte no local de construção. O assentamento das chapas de vidro será efetuado com emprego de massa de vidro especial, da marca Lacrilar, nas duas faces, na cor da tinta especificada 20 para as esquadrias. As massas de vidro devem ser assentadas no mesmo nível, tanto para a face externa, quando interna. 15 PINTURA 15.1 NORMAS GERAIS 15.1.1 Os serviços serão executados por profissionais de comprovada competência. 15.1.2 Todas as superfícies a serem pintadas, deverão estar firmes, lisas, isentas de mofo e secas. 15.1.3 Cada demão de tinta só poderá ser aplicada quando a precedente estiver perfeitamente seca, convindo esperar um intervalo de 24 horas entre duas demãos sucessivas. 15.1.4 Os trabalhos de pintura serão suspensos em tempos de chuva. 15.1.5 Deverão ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura (vidros, ferragens, pisos, aparelhos etc.). Os salpicos que não puderem ser evitados deverão ser removidos quando a tinta estiver seca, empregando-se removedor adequado. 15.1.6 Nas esquadrias em geral, deverão ser protegidos, com papel colante, os espelhos, fechos, rosetas, puxadores etc., antes dos serviços de pintura. 15.1.7 Toda vez que uma superfície tiver sido lixada, esta será cuidadosamente limpa com uma escova e, depois, com um pano seco, para remover todo o pó, antes de aplicar a demão seguinte. 15.1.8 Toda a superfície pintada deve apresentar, depois de pronta, uniformidade quanto à textura, tonalidade e acabamento. 15.1.9 Só serão utilizadas tintas da marca Suvinil. 15.1.10. As tintas deverão ser entregues na obra, em sua embalagem original de fábrica, intactas. 21 15.2 PINTURA 15.2.1 Todas as superfícies a serem pintadas serão cuidadosamente limpas, escovadas e raspadas, para remover, sujeiras, poeiras e outras substâncias estranhas. As superfícies a pintar serão protegidas de forma a evitar que poeiras, fuligens, cinzas e outros materiais possam se depositar durante a aplicação e secagem da tinta. As superfícies só poderão ser pintadas quando perfeitamente secas. Aplicar cada demão de tinta quando a precedente estiver perfeitamente seca, devendo observar um intervalo de 24 horas, entre demãos sucessivas. Igual cuidado deverá ser tomadoentre demãos de tintas e de massa plástica, marca Suvinil, observando um intervalo mínimo de 48 horas após cada demão de massa. As tintas aplicadas serão diluídas conforme orientação do fabricante, e aplicadas na proporção recomendada. As camadas serão uniformes, sem corrimento, falhas ou marcas de pincéis. Os recipientes utilizados no armazenamento, mistura e aplicação das tintas deverão estar limpos e livres de quaisquer materiais estranhos ou resíduos. Todas as tintas serão rigorosamente misturadas dentro das latas e periodicamente mexidas com uma espátula limpa, antes e durante a aplicação, para obter uma mistura uniforme, evitando a sedimentação dos pigmentos e componentes mais densos. Para pinturas internas de recintos fechados, serão usadas máscaras. Além disso, deverá haver ventilação forçada no recinto. 15.2.2 Preparo das superfícies rebocadas internas: Em todas as superfícies internas rebocadas, devem-se verificar as ocasionais trincas ou outras imperfeições visíveis e aplicar o enchimento de cimento branco, ou massa, conforme o caso, lixando levemente as áreas que não se encontrem bem niveladas e aprumadas. As superfícies deverão estar perfeitamente secas, sem gordura, raspadas, escovadas e seladas para receber duas demãos de massa corrida PVA Látex. As paredes internas rebocadas receberão duas demãos de pintura PVA Acrílica e o teto rebocado receberá duas demãos de pintura PVA Látex, todas da marca Suvinil. 15.2.3 Preparo das superfícies metálicas: Em todas as superfícies metálicas, internas ou externas, devem-se remover eventuais substâncias indesejadas, com escova, palha de aço, lixa ou outros meios. Devem também ser removidas graxas e óleos com ácido clorídrico diluído e depois com água de cal. Limpas e secas as superfícies tratadas, e antes que o processo de oxidação se reinicie aplicar duas demãos de tinta esmalte sintético acetinado, marca Suvinil. 15.2.4 Preparo das superfícies de madeira: Em todas as superfícies de madeira, devem- se remover as manchas e poeira com palha de aço, lixa ou outros meios. Devem também ser removidas graxas e óleos com ácido clorídrico diluído e depois com água de cal. Limpas e secas as superfícies tratadas, estas receberão duas demãos de verniz, marca Suvinil. 15.2.5 Preparo das superfícies rebocadas externas: Em todas as superfícies externas rebocadas devem-se verificar as ocasionais trincas ou outras imperfeições visíveis e aplicar o enchimento de cimento branco, ou massa, conforme o caso, lixando levemente as áreas que não se encontrem bem niveladas e aprumadas. As superfícies 22 deverão estar perfeitamente secas, sem gordura, raspadas, escovadas e seladas para receber duas demãos de pintura texturizada acrílica, marca Suvinil. 16 INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS 16.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS A colocação será executada por profissionais especializados, nas posições indicadas nos projetos, com especial atenção às indicações do projeto de hidro-sanitário. 16.1.1 As instalações hidráulicas e sanitárias serão executadas de acordo com as Normas da ABNT e de acordo com o projeto fornecido. Deverá ser utilizada nos serviços, mão de obra de conhecido padrão técnico. Todos os materiais básicos componentes, aparelhos e equipamentos a serem instalados deverão atender aos padrões de fabricação e aos métodos de ensaio exigidos pela ABNT. 16.1.3 A denominação genérica “instalação hidráulico-sanitárias” abrange os seguintes itens: -Rede de esgotos primários, secundários, ventilação e águas pluviais. -Sistema de recalque de água -Distribuição de água fria. -Subcoletores de esgotos sanitários e condutores de águas pluviais (rede horizontal). -Ramais de descarga de todos os aparelhos e peças. -Fornecimento e assentamento de aparelhos e peças. 16.2 ORIENTAÇÕES DE PROJETO 16.2.1 Água Potável: O abastecimento d’água será interligado ao reservatório superior previsto no projeto. A tubulação e as conexões serão em tubo de PVC rígido, da marca TIGRE, soldável, para água fria. As torneiras, ligações flexíveis para lavatórios, ligação para vaso sanitário, chuveiros, as válvulas e sifões dos lavatórios e pias serão de material metálicos. 16.2.2 Águas Pluviais: O recolhimento de águas pluviais será feito por canaletas (calhas) metálicas, nº 20, cortadas e dobradas conforme especificações. A rede será de tubo de PVC rígido, soldável, marca TIGRE, com profundidade mínima 0,20 m, a água será armazenada em um reservatório inferior. 16.2.3 Esgoto: Os ramais internos serão encaminhados às caixas de esgoto, de onde partirão os sub-coletores, serão utilizados tubos de PVC rígido ponta e bolsa, marca TIGRE. Os efluentes dos esgotos serão lançados, sempre que possível, à rede pública. Os pontos de inspeção serão executados na extremidade das tubulações, dentro de caixas de concreto, fechada com tampa de concreto. As caixas e ralos sifonados serão em PVC, todos da marca TIGRE. 23 16.2.4 Peças de louças sanitárias, metais e acessórios: a) Os vasos sanitários serão de louça na cor branca, marca DECA, com sifão interno, fixados com parafusos de metal não ferroso com entrada d’água vedada com bolsa de borracha e canopla de metal cromado; a ligação de entrada d’água da parede ao vaso deverá ser metálica, cromada. b) Os lavatórios serão de louça cor branca, marca DECA, de embutir. c) Pia da cozinha será em granito Luxo, com dimensões de 1,50x0,55m, na cor cinza, marca Bom Jesus. 16.2.5 Todos os pontos de alimentação isolados, como as torneiras de jardim, e os registros, serão da marca DECA. 16.2.6 A caixa d’água elevada, terá capacidade para 500L, sendo da marca MAKROCAIXA Aqualife, localizada 0,60m acima da laje de cobertura. 16.2.7 Todas as tubulações e redes de água serão testadas contra vazamentos, através do teste de pressão estática. 17 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS/LOGICA/ESTABILIZADA 17.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS 17.1.1 Os projetos elétricos serão executados de acordo com a NBR 5410 e deverão utilizar, nos serviços, mão-de-obra de reconhecido padrão técnico. Todos os materiais básicos componentes, aparelhos e equipamentos a serem instalados deverão atender aos padrões de fabricação e aos métodos de ensaio exigidos pela ABNT e especificações complementares da companhia energética local. 17.1.2 A denominação genérica Instalação Elétrica abrange os seguintes itens: -Entrada e medição, corresponde à Energia elétrica e telefônica. -Quadros de distribuição de circuitos e respectivos cabos alimentadores. -Distribuição de circuitos de iluminação e tomadas. -Distribuição de tubulações de telefonia -Fornecimento e colocação de luminárias internas e externas. -Instalação de aparelhos especiais. 17.2. ORIENTAÇÕES DE PROJETO 17.2.1 Entrada e medição: O ramal de serviço (de responsabilidade da concessionária) irá até o poste, instalado em local previamente determinado. Este ramal será aéreo. O ramal de entrada e a medição serão em baixa tensão, instalados no muro de alvenaria. 24 17.2.2 Alimentador Geral: Do disjuntor automático, ou chave blindada, instalados no quadro de medição, sairão os cabos alimentadores para uso ao tempo em dutos subterrâneos de PVC rígido, marca TIGRE, roscável, enterrado numa cava de 0,50 m de profundidade, indo até o quadro de distribuição de circuitos. O cabo condutor será de cobre, com têmpera mole e isolação para 1.000 V, do tipo sintenax. A entrada e a medição obedecerão rigorosamente aos padrões da concessionária de energia local. 17.2.3 Quadros: A residência terá um quadro de distribuição conforme especificação de projeto. Junto à medição, haverá um disjuntor, ou chave blindada, de corrente nominal, e n.º de pólos de acordo com as exigências da concessionária local. 17.2.4 Circuitos parciais: De cada quadro de distribuição partirão os circuitos distribuidores para iluminação e tomadas. Cada circuito será protegido por um disjuntor tipo termomagnético. Toda a rede de distribuiçãoe alimentação será tubulada em eletrodutos de PVC rígido roscável, marca TIGRE, sendo que nos locais sujeitos à umidade serão usados cabos tipo sintenax. 17.2.5 Iluminação: A iluminação será feita conforme projeto. 17.2.6 Tubulação: a) Eletrodutos e curvas de PVC rígido roscável, marca TIGRE. b) Caixa de embutir quadrada de 20x20cm, chapa nº 18, ferro prato, 2 orelhas para fixação e parafusos para eletrodutos, de tampa cega. c) Caixa estampada de embutir de 4x4”, de ferro preto, com duas orelhas para fixação, e respectivos parafusos para eletrodutos. 17.2.7 Interruptores e tomadas serão instalados conforme o projeto. 17.2.8 Toda a fiação deverá ser submetida ao teste de continuidade; os últimos pontos de luz de cada circuito deverão ser testados quanto à voltagem e amperagem disponíveis, estando as demais luminárias acesas, permitindo-se uma queda máxima de 4%. As tomadas de 110 e de 220V deverão ser testadas por voltímetros para maior certeza de sua produção. 18 LIMPEZA 18.1 NORMAS GERAIS DE LIMPEZA 18.1.1 A obra será entregue em perfeito estado de limpeza e conservação. Deverão apresentar funcionamento perfeito todas as instalações, equipamentos e aparelhos, 25 com as instalações definitivamente ligadas às redes de serviços públicos (água, esgoto, luz e força, telefone, gás, etc.). 18.1.2 Todo o entulho deverá ser removido do terreno pela CONSTRUTORA. 18.1.3 Durante o desenvolvimento da obra, será obrigatória a proteção dos pisos cerâmicos recém-concluídos, com estopa e gesso, nos casos em que a duração da obra ou a passagem obrigatória de operários assim o exigirem. 18.1.4 Serão lavados convenientemente e de acordo com as especificações, os pisos e paredes cerâmicos, cimentados e ainda, aparelhos sanitários, vidros, ferragens e metais, devendo ser removidos quaisquer vestígios de tintas, manchas e argamassa. A proteção mínima consistirá da aplicação de uma demão de cera incolor. 18.1.5 As cerâmicas serão inicialmente limpas com pano seco; salpicos de argamassa e tintas serão removidos com esponja de aço fina; lavagem final com água em abundância. 18.1.6 A limpeza dos vidros far-se-á com esponja de aço, removedor e água. 18.1.7 Os pisos cimentados serão lavados com solução de ácido muriático; salpicos e aderências serão removidos com espátula e palha de aço, procedendo-se finalmente a lavagem com água. 18.1.8 Os aparelhos sanitários serão limpos com esponja de aço, sabão e água. Os metais deverão ser limpos com removedor. Não aplicar ácido muriático. 18.1.9 As ferragens de esquadrias, com acabamento cromado, serão limpas com removedor adequado, polindo-se finalmente com flanela seca. Uberlândia, Novembro de 2011.