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DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 1 PODER EXECUTIVO 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 2 Sumário DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER EXECUTIVO ............................................................................................... 3 1. SISTEMA DE GOVERNO ................................................................................................................................. 3 2. PODER EXECUTIVO NA CF/88 ....................................................................................................................... 4 2.1. Exercício do Poder Executivo ................................................................................................................. 4 2.2. Atribuições do Presidente da República (art. 84 CF – DECORAR!) ......................................................... 4 2.3. Condições De Elegibilidade .................................................................................................................... 6 2.4. Processo Eleitoral .................................................................................................................................. 6 2.5.1. Mandato-Tampão ........................................................................................................................... 8 2.5.2. Ausência do país do Presidente e Vice-Presidente da República e licença do CN .......................... 8 3. MINISTROS DE ESTADO ................................................................................................................................ 9 3.1. Atribuições ............................................................................................................................................ 9 3.2. Crimes de Responsabilidade ................................................................................................................ 10 4. CONSELHO DA REPÚBLICA .......................................................................................................................... 10 5. CONSELHO DE DEFESA NACIONAL .............................................................................................................. 11 6. CRIMES DE RESPONSABILIDADE ................................................................................................................. 12 6.1. Procedimento ...................................................................................................................................... 13 7. CRIMES COMUNS ....................................................................................................................................... 15 7.1. Prefeitos Municipais ............................................................................................................................ 16 7.2. Vereadores Municipais ........................................................................................................................ 17 7.3. Governadores ...................................................................................................................................... 18 7.4. Foro por prerrogativa de função e desmembramento ........................................................................ 19 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 3 DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER EXECUTIVO TODOS OS ARTIGOS RELACIONADOS AO TEMA CF/88 ⦁ Art. 2º ⦁ Arts. 76 ao 91 ARTIGOS MAIS IMPORTANTES – NÃO DEIXE DE LER! CF/88 ⦁ Art. 2° ⦁ Arts. 80, 81 e 83 ⦁ Arts. 84 a 86 (importantíssimos!!!) ⦁ Art. 90 1. SISTEMA DE GOVERNO O sistema de governo adotado pela CF/88 é o presidencialista, influenciado pelo sistema norte- americano. · No sistema presidencialista, as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo encontram-se nas mãos de uma única pessoa, o Presidente da República. · No parlamentarismo, a função de Chefe de Estado é exercida pelo Presidente da República (República parlamentarista) ou Monarca (monarquia parlamentarista), enquanto a função de Chefe de Governo, pelo Primeiro-Ministro, chefiando o gabinete. CLASSIFICAÇÃO DO EXECUTIVO (DUVERGER) a. Executivo monocrático: Rei, imperador, ditador, presidente; b. Executivo Colegial: Exercido por dois homens com poderes iguais, como os cônsules romanos; c. Executivo diretorial: Grupo em comitês, como era na URSS e ainda é na Suíça; d. Executivo Dual: Parlamentarismo. ⇒ O art. 76 da CF/88 consagra a figura de um executivo monocrático. Confira a dica da Professora Thaianne: https://youtu.be/LHbjJ9KV5vc 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 https://youtu.be/LHbjJ9KV5vc DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 4 2. PODER EXECUTIVO NA CF/88 2.1. Exercício do Poder Executivo a) Âmbito Federal – Exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado. b) Âmbito Estadual – Exercido pelo Governador de Estado, auxiliado pelos Secretários e substituído pelo vice, com as seguintes regras: · Mandato de 04 anos; · Eleição no 1º domingo de outubro, e no último domingo de outubro em segundo turno; · Perderá o mandato o governador que assumir outro cargo ou função na administração direta ou indireta, salvo posse em concurso público e o art. 38, I, IV e V; · Subsídio fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa. c) Âmbito Distrital: Mandato de 04 anos. d) Âmbito Municipal: Eleição para prefeito e vice, para mandato de 04 anos, em um só turno, no primeiro domingo de outubro, e em segundo turno para Municípios com maisde 200 mil eleitores, permitida a reeleição para um único período subsequente. e) Âmbito dos Territórios: Governador nomeado pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal. 2.2. Atribuições do Presidente da República (art. 84 CF – DECORAR!) Atribuições de Chefe de Estado: Incisos VII, VIII e XIX do art. 84. · Atribuições de Chefe de Governo: demais incisos. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 5 · O rol do art. 84 CF é MERAMENTE EXEMPLIFICATIVO, podendo o Presidente exercer outras atribuições · O presidente só pode delegar as atribuições previstas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos MINISTROS DE ESTADO, PGR, AGU (MESMO RACIOCÍNIO PARA O ÂMBITO ESTADUAL, ANTE O PRINCÍPIO DA SIMETRIA): VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei – Abrange inclusive a atribuição para DESPROVER cargos, praticando-se atos demissionários de servidores públicos. Conforme já se manifestou o STF, quem tem competência para nomear também tem competência para “desnomear”. STF: Reconhece a existência de decretos autônomos e admite o controle por ADI Genérica, em caso de decreto autônomo revestido de conteúdo normativo. ATENÇÃO XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021) Caiu na prova Delegado RR/2022! Considerando os princípios e normas constitucionais atinentes à Administração Pública, na hipótese de o Presidente da República pretender dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal, é correto afirmar que: poderá fazê-lo por meio de decreto, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos e também poderá, por decreto, extinguir funções ou cargos públicos, quando vagos. (ITEM CORRETO) Caiu na prova Delegado GO/2018! Em relação ao Poder Executivo, segundo a Constituição (CRFB) e o Supremo Tribunal Federal (STF), o Presidente da República pode expedir “decretos autônomos” e delegar aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União a atribuição de conceder indulto e comutar penas. (ITEM CORRETO) 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 6 Caiu na prova Delegado PI/2018! Segundo a Constituição Federal de 1988, é função de chefe de Estado exercido pelo Presidente da República: manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos. (ITEM CORRETO) Caiu na prova Delegado MA/2018! De acordo com a CF, é função de chefe de governo, exercida pelo presidente da República, permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. (ITEM CORRETO) Jurisprudência sobre o tema: É inconstitucional — por violar os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa (CF/1988, art. 37, “caput”) e por incorrer em desvio de finalidade — decreto presidencial que, ao conceder indulto individual (graça em sentido estrito), visa atingir objetivos distintos daqueles autorizados pela Constituição Federal de 1988, eis que observa interesse pessoal ao invés do público. ADPF 967/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento finalizado em 10.5.2023. É inconstitucional — por manifesta violação ao art. 84, VI, “b”, da Constituição Federal — a extinção de cargos e funções que estejam ocupados na data da edição do decreto do presidente da República. ADI 6.186/DF, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 17.4.2023. 2.3. Condições De Elegibilidade · Ser brasileiro NATO; · Estar em pleno exercício dos direitos políticos; · Alistamento Eleitoral; · Domicílio Eleitoral na circunscrição; · Filiação partidária; · Idade Mínima de 35 anos; · Não ser inalistável nem analfabeto; · Não ser inelegível nos termos do art. 14, §7º CF. 2.4. Processo Eleitoral Eleição: 1º domingo de outubro, em primeiro turno, e último domingo de outubro, em segundo turno, sendo eleito se obtiver a MAIORIA DOS VOTOS VÁLIDOS. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 7 NÃO haverá segundo turno se o candidato obtiver no primeiro a MAIORIA ABSOLUTA de votos, NÃO computados os em branco e os nulos. Havendo necessidade de segundo turno, se antes houver morte, desistência ou impedimento, convocar-se-á dentre os remanescentes, o de maior votação. Havendo empate, o desempate considera a idade. Mandato de 04 anos, permitida uma única reeleição, para um único período subsequente. Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá início em 5 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021) 2.5. Impedimento e Vacância dos Cargos Presidente da República: · Sucedido pelo Vice – VACÂNCIA (Impossibilidade definitiva para assunção do cargo) · Substituído – IMPEDIMENTO (Substituição em caráter temporário – Férias, doenças, etc.) O Vice é o sucessor e substituto natural do Presidente, além de possuir outras atribuições conferidas em LEI COMPLEMENTAR.Substitutos eventuais ou legais: Segue a seguinte ordem SUCESSIVA, SEMPRE EM CARÁTER TEMPORÁRIO: · Presidente da Câmara dos Deputados; · Presidente do Senado Federal; · Presidente do STF. ÂMBITO ESTADUAL: · Presidente da Assembleia Legislativa; · Presidente do TJ local. ÂMBITO DF: · Presidente da Câmara Legislativa; · Presidente do TJDFT. MUNICÍPIOS: · Presidente da Câmara Municipal; · Em alguns casos, Vice- Presidente da Câmara Municipal 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 8 * Para o autor Lenza, NÃO seria razoável que o Presidente do TJ assumisse em âmbito Municipal, já que NÃO existe judiciário Municipal! 2.5.1. Mandato-Tampão VACÂNCIA DE AMBOS OS CARGOS NOS PRIMEIROS 02 ANOS DE MANDATO: Eleição em 90 dias depois de aberta a última vaga. Será eleição direta, pelo sufrágio universal, e voto direto e secreto. VACÂNCIA NOS 02 ÚLTIMOS ANOS DE MANDATO: Eleição em 30 dias após a última vaga, pelo Congresso Nacional, sendo eleição indireta. Os eleitos deverão apenas completar o período de seus antecessores => MANDATO TAMPÃO! É inconstitucional — por violar o pressuposto da dupla vacância, previsto para o modelo federal e cuja observância pelos estados-membros é obrigatória —, norma de Constituição estadual que determina, em caso de vacância, eleição avulsa para o cargo de vice-governador pela Assembleia Legislativa. STF. ADI 999/AL, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (sexta-feira), às 23:59 (INFO 1100) Obs.: Segundo o STF, réu em processo criminal não pode assumir, como substituto, o cargo de Presidente da República Os substitutos eventuais do Presidente da República a que se refere o art. 80 da CF/88, caso ostentem a posição de réus criminais perante o STF, ficarão impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da República. No entanto, mesmo sendo réus, podem continuar na chefia do Poder por eles titularizados. Ex: o Presidente do Senado Renan Calheiros tornou-se réu em um processo criminal; logo, ele não poderá assumir a Presidência da República na forma do art. 80 da CF/88; porém, ele pode continuar normalmente como Presidente do Senado, não precisando ser afastado deste cargo. STF. Plenário. ADPF 402 MC-REF/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 7/12/2016 (Info 850). 2.5.2. Ausência do país do Presidente e Vice-Presidente da República e licença do CN O Presidente e o Vice NÃO poderão, sem licença do CN, ausentar-se do país por período superior a 15 dias, sob pena de perda do cargo. Durante o período de afastamento, o cargo será ocupado, seja pelo vice ou na forma do art. 80. STF: Tanto a previsão de substituição como a necessidade de autorização são normas de reprodução obrigatória para os demais entes federativos. Obs.: Constituição Estadual não pode prever que o Governador (ou o Vice) precisará de autorização para se ausentar do país "em qualquer tempo"; a autorização só pode ser exigida se o período afastamento for superior a 15 dias. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 9 A exigência de prévia autorização da assembleia legislativa para o governador e o vice-governador do Estado ausentarem-se, “em qualquer tempo”, do território nacional mostra-se incompatível com os postulados da simetria e da separação dos Poderes. A Constituição Federal, em seu art. 49, III e em seu art. 83, prevê que é da competência do Congresso Nacional autorizar o Presidente e o Vice-presidente da República a se ausentarem do País quando a ausência for por período superior a 15 dias. Logo, afronta os princípios da separação dos Poderes e da simetria a norma da Constituição estadual que exige prévia licença da Assembleia Legislativa para que o Governador e o Vice-governador se ausentem do País por qualquer prazo. Os Estados-membros não podem criar novas ingerências de um Poder na órbita de outro que não derivem explícita ou implicitamente de regra ou princípio previsto na Constituição Federal. STF. Plenário. ADI 5373 MC/RR, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 9/5/2019 (Info 939). 3. MINISTROS DE ESTADO São meros auxiliares do Presidente da República no exercício do Poder Executivo e na direção superior da Administração Federal. São cargos de provimento em comissão e devem preencher os seguintes requisitos: ✔ Ser brasileiro nato ou naturalizado (Se Ministro da Defesa, brasileiro nato, obrigatoriamente); ✔ Ter mais de 21 anos de idade; ✔ Estar no exercício dos direitos Políticos. Caiu na prova Delegado SP/2018! Supondo que o Presidente da República decida nomear como novo Ministro de Defesa FULANO DE TAL, é correto afirmar que referido Ministro obrigatoriamente, deverá possuir mais de 21 anos de idade e ser exclusivamente brasileiro nato, no gozo de seus direitos políticos. (ITEM CORRETO) 3.1. Atribuições Exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da Administração Federal e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente (É o referendo ministerial, e para Michel Temer, os atos e decretos presidenciais não referendados pelos Ministros de Estado seriam NULOS). Expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos (As instruções são inferiores a lei, decreto e regulamentos, possuindo as funções: (i) de regulamentar as leis - assemelha-se aos decretos presidenciais regulamentares, com âmbito validade restrito ao Ministério; (ii) Regulamentar decretos; (iii) Regulamentos. Apresentar ao Presidente da República o relatório anual de sua gestão no Ministério; Praticar atos pertinentes às atribuições outorgadas ou delegadas pelo Presidente. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SILV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 10 Caiu na prova Delegado SP/2023! Considere que Luísa tem 22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério. (ITEM CORRETO) 3.2. Crimes de Responsabilidade Os Ministros de Estado praticam crime de responsabilidade nas seguintes situações: a) Quando convocados pela Câmara, Senado ou quaisquer de suas comissões para prestar, pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinados e inerentes às suas atribuições e deixarem de comparecer, salvo justificação adequada; b) Quando as Mesas da Câmara ou do Senado encaminharem pedidos escritos de informação aos Ministros de Estado e estes se recusarem a fornecê-la ou não atenderem ao pedido no prazo de 30 dias ou prestarem informações falsas; c) Quando praticarem crime de responsabilidade conexos e da mesma natureza com os crimes de responsabilidade praticados com o Presidente. Logo: · Crimes de responsabilidade praticados SEM conexão com o Presidente e crimes comuns – julgamento pelo STF (SEM necessidade de autorização da Câmara); · Crimes de responsabilidade praticados COM conexão ao Presidente – Julgamento pelo SENADO FEDERAL (COM necessidade de autorização da Câmara). 4. CONSELHO DA REPÚBLICA Órgão Superior de consulta do Presidente, e suas manifestações NÃO terão caráter vinculatório aos atos a serem tomados pelo Presidente. Se reúne quando convocado e é presidido pelo Presidente da República. Competências - Se pronunciar sobre: · Intervenção Federal; · Estado de Defesa; · Estado de Sítio; · Questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. Composição: · Presidente da República; · Vice-Presidente; · Presidente da Câmara; 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 11 · Presidente do Senado; · Líderes da maioria e minoria da Câmara; · Líderes da Maioria e minoria do Senado; · Ministro da Justiça; · 6 cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos, para mandato de 03 anos, sendo: ▪ 02 nomeados pelo Presidente; ▪ 02 pelo Senado; ▪ 02 pela Câmara. Caiu na prova Delegado SP/2018! É correto afirmar sobre o Conselho da República: dele participam como membros, dentre outros, os líderes da maioria e da minoria, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal. (ITEM CORRETO) 5. CONSELHO DE DEFESA NACIONAL Órgão de consulta para assuntos relacionados à soberania nacional e defesa do Estado Democrático. Composição: · Presidente; · Vice-Presidente; · Presidente da Câmara dos Deputados; · Presidente do Senado; · Ministro da Justiça; · Ministro da Defesa; · Ministro das relações exteriores; · Ministro do planejamento; · Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. Competência: ▪ Opinar sobre as hipóteses de declaração de guerra e celebração de paz, bem como decretação de estado de defesa, estado de sítio e intervenção nacional; ▪ Propor os critérios e as condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre o seu efetivo uso, especialmente faixa de fronteira; ▪ Estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias à independência nacional e defesa do estado democrático. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 12 Caiu na prova Delegado SP/2023! Assinale a alternativa que corretamente contempla um dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional e uma das suas competências Constitucionais. Ministro do Planejamento e estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático. (ITEM CORRETO) 6. CRIMES DE RESPONSABILIDADE É infração administrativa, crime de natureza política, submetendo os detentores de altos cargos públicos ao processo de impeachment. Obs.: Deputados Federais e Senadores NÃO praticam crime de responsabilidade. São CRIMES DE RESPONSABILIDADE do Presidente (exemplificativamente) os que atentarem contra – Vide art. 85 CF: · Existência da União; · Livre exercício do poder Legislativo, do Poder Judiciário, do MP e dos Poderes Constitucionais das unidades da Federação; · Exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; · Segurança interna do país; · Probidade na Administração; · Lei Orçamentária; · Cumprimento das leis e decisões judiciais. Os crimes de responsabilidade serão definidos em Lei especial, que estabelecerá normas de processo e julgamento, devendo ser necessariamente votada pelo CN (art. 22, I CF), competência privativa da União para a edição da referida Lei. Poderão ser responsabilizados politicamente e destituídos através de impeachment: · Presidente da República; · Vice-Presidente; · Ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente; · Ministros do STF; · Membros do CNJ e CNMP; · PGR · AGU; · Governadores; · Prefeitos. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 13 Caiu na prova Delegado PR/2021! Cometerá crime de responsabilidade o chefe do Poder Executivo federal que, por ações ou omissões, praticar atos que atentem contra os direitos fundamentais e o livre exercício dos outros poderes constitucionaisdas unidades da Federação. (ITEM CORRETO) 6.1. Procedimento a) Câmara dos Deputados A acusação poderá ser formalizada por qualquer cidadão em gozo dos direitos políticos, momento a partir do qual o Presidente será acusado, possuindo garantia ao contraditório e à ampla defesa. A Câmara dos Deputados, pela maioria qualificada de 2/3, poderá autorizar a instauração do processo, para que o Presidente seja julgado pelo Senado Federal nos crimes de responsabilidade. Importante esclarecer que o Presidente da Câmara faz um juízo prévio de admissibilidade da denúncia e poderia já tê-la rejeitado liminarmente se entendesse que o pedido apresentado era inepto ou que não tinha justa causa. Assim, seu papel no recebimento dessa denúncia não é meramente burocrático, havendo um juízo decisório. Nesse sentido, confira precedente do STF: (...) a competência do Presidente da Câmara dos Deputados e da Mesa do Senado Federal para recebimento, ou não, de denúncia no processo de impeachment não se restringe a uma admissão meramente burocrática, cabendo-lhes, inclusive, a faculdade de rejeitá-la, de plano, acaso entendam ser patentemente inepta ou despida de justa causa. (...) STF. Plenário. MS 30672 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 15/09/2011. Indagações probatórias deverão ser feitas no Senado, órgão que julga e processa o presidente, e não na Câmara, que apenas verifica a procedibilidade da acusação. A Câmara realiza juízo político. Não há direito à defesa prévia antes do recebimento da denúncia pelo Presidente da Câmara (ADPF 378). b) Senado Federal Aqui, a letra da lei e a doutrina afirmam que, havendo autorização da Câmara dos Deputados, o Senado deverá instaurar o processo sob a presidência do Presidente do STF, submetendo o presidente ao julgamento e com garantia do contraditório e ampla defesa, podendo absolvê-lo ou condená-lo pelo crime de responsabilidade. Assim, havendo autorização da Câmara dos Deputados, o Senado deverá instaurar o processo. Não cabe ao Senado decidir se abre ou não o processo. Não cabe mais a esta Casa rejeitar a denúncia. Sua função agora será apenas a de processar e julgar, podendo absolver o Presidente, mas desde que ao final do processo (José Afonso da Silva, Pedro Lenza, Bernardo Gonçalves Fernandes, Juliano Taveira Bernardes). Contudo, o STF entendeu (ADPF 378) que se o processo de impeachment for autorizado pela Câmara, o Senado é obrigado a processar e julgar a Presidente. Nas palavras do DoD: A CF/88 afirma que compete ao 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 14 Senado, privativamente, “processar e julgar” o Presidente (art. 52, I, da CF/88). Segundo entendeu o STF, esta locução abrange não apenas o julgamento final, mas também a realização de um juízo inicial de instauração ou não do processo, isto é, de recebimento ou não da denúncia autorizada pela Câmara. No regime atual, a Câmara não funciona como um “tribunal de pronúncia”, mas apenas implementa ou não uma condição de procedibilidade para que a acusação prossiga no Senado. A atuação da Câmara dos Deputados deve ser entendida como parte de um momento pré-processual, isto é, anterior à instauração do processo pelo Senado. Nas palavras do Min. Roberto Barroso: "a Câmara apenas autoriza a instauração do processo: não o instaura por si própria, muito menos determina que o Senado o faça". Os arts. 23, §§ 1º e 5º; 80 e 81, da Lei nº 1.079/50 não foram recepcionados por serem incompatíveis com os arts. 51, I; 52, I; e 86, § 1º, II, da CF/1988. Votaram neste sentido: Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello. Desta forma, caso a Câmara autorize a instauração do processo de impeachment, esta será ainda uma autorização "provisória" (mera condição de procedibilidade), considerando que o Senado ainda irá examinar o pedido nos termos do art. 52, I, da CF/88. Nas exatas palavras do Min. Roberto Barroso (redator para o acórdão): "(...) a Câmara dos Deputados somente atua no âmbito pré-processual, não valendo a sua autorização como um recebimento da denúncia, em sentido técnico. Assim, a admissão da acusação a que se seguirá o julgamento pressupõe um juízo de viabilidade da denúncia pelo único órgão competente para processá-la e julgá-la: o Senado." Resumindo: O que diz a CF/88 O que diz o STF Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente (...) Essa autorização não deve ser entendida como recebimento da denúncia, em sentido técnico. Caberia à Câmara apenas verificar se há condição de procedibilidade, ou seja, se a acusação deve ser admitida. Essa decisão da Câmara não vincula o Senado. Quem decide se instaura ou não o processo é o Senado. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 15 Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: I - processar e julgar o Presidente e o Vice- Presidente da República nos crimes de responsabilidade (...) Quando a CF/88 fala em “processar” o Presidente, isso significa que cabe ao Senado decidir se deve ou não processar (se deve ou não instaurar o processo). O recebimento da denúncia no processo de impeachment ocorre apenas após a decisão do Plenário do Senado. A decisão da Câmara não obriga o Senado a instaurar o processo. (Tabela DoD) Instaurado o processo, o Presidente ficará suspenso de suas atividades pelo prazo de 180 dias, cessando o afastamento se o julgamento não for concluído nesse período. A CF/88, em seu art. 86, § 1º, II, prevê o seguinte: § 1º - O Presidente ficará suspenso de suas funções: (...) II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal. Sentença condenatória: Será sob a forma de RESOLUÇÃO DO SENADO, proferida por 2/3 dos votos, limitando-se a condenação à perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública por 08 anos, SEM PREJUÍZO DAS DEMAIS SANÇÕES CABÍVEIS. Pelo art. 15 da Lei nº 1.079/50, a denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo. No entanto, o STF entendeu que a renúncia ao cargo NÃO extingue o processo quando já iniciado.OBS: - Como o julgamento é de natureza POLÍTICA, levando em conta critérios de conveniência e oportunidade, não seria razoável o controle judicial. No entanto, o STF admite o controle judicial em razão de lesão ou ameaça a direito (Ex: procedimento que viole a ampla defesa). O Senado NÃO atua como órgão legislativo, mas como órgão judicial híbrido, pois é composto de senadores e presidido por membro do Poder Judiciário (art. 52, parágrafo único, CF). STF: O Poder Judiciário NÃO dispõe de competência para alterar a decisão do senado no processo de impeachment. 7. CRIMES COMUNS 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 16 Da mesma forma que nos crimes de responsabilidade, também haverá controle político de admissibilidade pela Câmara dos Deputados, que autorizará ou não o recebimento de denúncia pelo STF através do voto de 2/3 de seus membros. Admitida a acusação do Presidente da República, por 2/3 dos membros da Câmara, será ele submetido a julgamento perante o STF. A denúncia será ofertada pelo PGR. Recebida a denúncia ou queixa, o Presidente ficará suspenso de suas funções por 180 dias, voltando a exercê-las, decorrido tal prazo. O Presidente da República, durante a vigência de mandato, NÃO poderá ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. => Logo, O PRESIDENTE SÓ PODERÁ SER RESPONSABILIZADO PELA PRÁTICA DE INFRAÇÃO PENAL COMUM NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. As infrações penais praticadas antes do exercício do mandato, ou que não guarde relação com a função presidencial NÃO poderão ser objeto da persecutio criminis, acarretando a suspensão da prescrição => IRRESPONSABILIDADE PENAL RELATIVA. Quanto às infrações de natureza civil, política, administrativa, fiscal ou tributária, poderá o Presidente ser responsabilizado, pois a imunidade só se restringe à persecutio criminis por ilícitos penais. Oferecida a denúncia no STF, havendo autorização da Câmara, julgando-se procedente o pedido formulado pelo PGR, a condenação aplicada será a prevista no tipo penal e não a perda do cargo, esta se dará pela via reflexa, em virtude da suspensão temporária dos direitos políticos, enquanto durarem os efeitos da sentença criminal condenatória, transitada em julgado. Enquanto NÃO sobrevier sentença condenatória, nas infrações penais comuns, o Presidente NÃO estará sujeito à prisão. OBSERVAÇÕES STF: As regras sobre a imunidade formal em relação à prisão e à imunidade penal relativa NÃO podem ser estendidas a Governadores de Estado, DF e Prefeitos por atos normativos próprios, já que essas regras são de competência exclusiva da União. A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art. 86, caput, da CF/88 não se estende para os codenunciados que não se encontrem investidos nos cargos de Presidente da República, Vice-Presidente da República e Ministro de Estado. A finalidade dessa imunidade é proteger o exercício regular desses cargos, razão pela qual não é extensível a codenunciados que não se encontrem ocupando tais funções. STF. Plenário. Inq 4483 AgR-segundo/DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF, rel. Min. Edson Fachin, julgados em 14 e 19/12/2017 (Info 888). 7.1. Prefeitos Municipais Regras: 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 17 · Crime Comum – TJ Local (possui foro por prerrogativa de função fixado pela própria CF/88 – Art. 29, X, CF/88) o Crimes Dolosos contra a vida; o Crimes comuns do art.1º, Dec-Lei 201/67; o Crimes funcionais; o Abuso de autoridade; o Ações de natureza civil; o Crime de prefeito em detrimento de bens, serviços ou interesses do Município. SÚMULA 209/STJ: Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal. ⮚ Crime de Responsabilidade – Câmara Municipal; ⮚ Crimes Eleitorais – TRE; ⮚ Crimes Federais – TRF. Súmula 208/STJ: Compete à JF processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal. · Crimes de Responsabilidade (Julgamento pela Câmara Municipal): ● Art. 4º, Dec-Lei 201/67; ● Caso deixe de efetuar o repasse dos valores ao Poder Legislativo segundo as regras do art. 29-A CF, ou seja: o Efetuar repasse que supere os limites do art. 29-A; o Não enviar o repasse até o dia 20 de cada mês; o Enviar o repasse a menor em relação à proporção fixada em Lei Orçamentária; 7.2. Vereadores Municipais De acordo com o autor Alexandre de Moraes: NÃO há a possibilidade de criação pelas Constituições Estaduais, nem pelas Leis Orgânicas dos Municípios, de imunidades formais em relação aos vereadores, ou ampliação da imunidade material, já que a competência para legislar sobre direito civil, penal e processual penas é privativa da União. Ressalta-se que o STF entendeu que não é possível que as Constituições Estaduais prevejam foro por prerrogativa de função para agentes políticos que não estejam previstos, direta ou indiretamente, na Constituição Federal. Dessa forma, não pode mais a Constituição Estadual prever foro por prerrogativa de função para os chefes do Poder Executivo Municipal, em razão da aplicação do princípio republicano que exige uma interpretação restrita sobre o tema. 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 18 É inconstitucional foro por prerrogativa de função para Procuradores do Estado, Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia É inconstitucional dispositivo da Constituição Estadual que confere foro por prerrogativa de função, no Tribunalde Justiça, para Procuradores do Estado, Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia. A CF/88, apenas excepcionalmente, conferiu prerrogativa de foro para as autoridades federais, estaduais e municipais. Assim, não se pode permitir que os Estados possam, livremente, criar novas hipóteses de foro por prerrogativa de função. STF. Plenário. ADI 2553/MA, Rel. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 15/5/2019 (Info 940). Cuidado. O STF possui julgado afirmando que é válida a previsão na Constituição Estadual de foro por prerrogativa de função para o Procurador-Geral do Estado: STF. Plenário. HC 103803/RR, rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 01/07/2014 (Info 752). Caiu na prova Delegado RJ/2021! Em conformidade com a CF e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, uma constituição estadual que estabelecesse: (i) novas hipóteses de foro por prerrogativa de função para o cargo de delegado, (ii) previsão de lei orgânica da polícia civil ser veiculada por lei complementar, (iii) determinação ao legislador de observância de isonomia remuneratória entre policiais civis e policiais militares, seria considerada: Resposta: completamente inconstitucional. 7.3. Governadores Também poderá responder por crimes comuns e crimes de responsabilidade. ⮚ Crimes Comuns: STJ (art.105, I, “a”) – sem necessidade de autorização da Assembleia Legislativa: Não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o STJ receba denúncia criminal contra o Governador do Estado Não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para que o STJ receba denúncia ou queixa e instaure ação penal contra Governador de Estado, por crime comum. Em outras palavras, não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o Governador do Estado seja processado por crime comum. Se a Constituição Estadual exigir autorização da ALE para que o Governador seja processado criminalmente, essa previsão é considerada inconstitucional. Assim, é vedado às unidades federativas instituir normas que condicionem a instauração de ação penal contra Governador por crime comum à previa autorização da Casa Legislativa. Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o Governador, ele ficará automaticamente suspenso de suas funções no Poder Executivo estadual? NÃO. O afastamento do cargo não se dá de forma automática. O STJ, no ato de recebimento da denúncia ou queixa, irá decidir, de forma fundamentada, se há necessidade de o Governador do Estado ser ou não afastado do cargo. Vale 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 19 ressaltar que, além do afastamento do cargo, o STJ poderá aplicar qualquer uma das medidas cautelares penais (exs: prisão preventiva, proibição de ausentar-se da comarca, fiança, monitoração eletrônica etc.). STF. Plenário. ADI 4777/BA, ADI 4674/RS, ADI 4362/DF, rel. orig. Min. Dias Toffoli, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 9/8/2017 (Info 872). STF. Plenário. ADI 5540/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/5/2017 (Info 863). STF. Plenário. ADI 4764/AC, ADI 4797/MT e ADI 4798/PI, Rel. Min. Celso de Mello, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgados em 4/5/2017 (Info 863). ⮚ Crimes de Responsabilidade: Tribunal Especial Composto por 5 desembargadores do TJ + 5 membros da assembleia legislativa e quem vai presidir esse tribunal é o presidente do TJ. Atenção à jurisprudência: É inconstitucional disposição de Constituição estadual ou Lei Orgânica distrital que, em desacordo com o previsto no art. 78, § 3º, da Lei nº 1.079/50, atribuam à Assembleia ou Câmara Legislativa o julgamento do Governador por crime de responsabilidade. STF. Plenário. ADI 3.466/DF, Rel. Min. Eros Grau, redator do acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 15/5/2023 (Info 1094). Sobre o tema, veja a dica da Professora Thaianne: https://youtu.be/--GY3QysdHE 7.4. Foro por prerrogativa de função e desmembramento Regra Geral: Desmembramento do processo, devendo cada réu ser julgado pelo eventual Tribunal competente no caso de ter prerrogativa de foro, ou ser julgado em primeiro grau de jurisdição se não exercer qualquer função que enseje a prerrogativa. Exceção: Em circunstâncias especiais, demonstradas e justificadas em cada caso concreto, será negado o desmembramento, predominando a de maior graduação, com fulcro em alguns fundamentos: 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 https://youtu.be/--GY3QysdHE DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 20 · Devido processo legal e duração razoável do processo; · Risco de, admitido o desmembramento, serem prolatadas decisões inconciliáveis e contraditórias; · Em razão da complexidade e volume de informações. NECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL? De acordo com o STF (Info 1110), as investigações contra autoridades com prerrogativa de foro perante o STF submetem-se ao prévio controle judicial, circunstância que inclui a autorização judicial para as investigações. Essa atividade de supervisão judicial deve ser constitucionalmente desempenhada durante toda a tramitação das investigações, desde a abertura dos procedimentos investigatórios até o eventual oferecimento da denúncia. Assim, e diante do caráter excepcional das hipóteses constitucionais de foro por prerrogativa de função, que possuem diferenciações em nível federal, estadual e municipal, o mesmo entendimento também é aplicável às investigações que envolvem autoridades com foro privilegiado nos tribunais de segundo grau, motivo pelo qual é necessária a supervisão das investigações pelo órgão judicial competente. Diante disso, o STF confirmou a necessidade de autorização judicial para a instauração de investigações penais originárias perante o Tribunal de Justiça, seja pela Polícia Judiciária, seja pelo Ministério Público. Atente-se às jurisprudências importantes sobre o tema: Decisão do STF que definiu o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Principais conclusões do STF na decisão que definiu o rito do processo de impeachment da Presidente Dilma: 1) Não há direito à defesa prévia antes do recebimento da denúncia pelo Presidente da Câmara. 2) É possível a aplicação subsidiária dos Regimentos Internos da Câmara e do Senado que tratam sobre o impeachment, desde que sejam compatíveis com os preceitos legais e constitucionaispertinentes. 3) Após o início do processo de impeachment, durante a instrução probatória, a defesa tem o direito de se manifestar após a acusação. 4) O interrogatório deve ser o ato final da instrução probatória. 5) O recebimento da denúncia no processo de “impeachment” ocorre apenas após a decisão do Plenário do Senado Federal. Assim, a Câmara dos Deputados somente atua no âmbito pré-processual, não valendo a sua autorização como um recebimento da denúncia, em sentido técnico. Compete ao Senado decidir se deve receber ou não a denúncia cujo prosseguimento foi autorizado pela Câmara. O Senado não está vinculado à decisão da Câmara. 6) A decisão do Senado que delibera se instaura ou não o processo se dá pelo voto da maioria simples, presente a maioria absoluta de seus membros. 7) É possível a aplicação analógica dos arts. 44, 45, 46, 47, 48 e 49 da Lei 1.079/1950 — os quais determinam o rito do processo de “impeachment” contra Ministros do STF e o PGR — ao processamento no Senado Federal de crime de responsabilidade contra o Presidente da República. 8) Não é possível que sejam 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PODER EXECUTIVO 21 aplicadas, para o processo de impeachment, as hipóteses de impedimento do CPP. Assim, não se pode invocar o impedimento do Presidente da Câmara para participar do processo de impeachment com base em dispositivos do CPP. 9) A eleição da comissão especial do impeachment deve ser feita por indicação dos líderes e voto aberto do Plenário. Os representantes dos partidos políticos ou blocos parlamentares que irão compor a chapa da comissão especial da Câmara dos Deputados deverão ser indicados pelos líderes, na forma do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Assim, não é possível a apresentação de candidaturas ou chapas avulsas para a formação da comissão especial. STF. Plenário. ADPF 378/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 16, 17 e 18/12/2015 (Info 812). Não é possível que o STF examine questões jurídicas formuladas a respeito da denúncia antes do seu envio à Câmara dos Deputados para o juízo político de que trata o art. 86 da CF/88 Imagine que foi formulada denúncia contra o Presidente da República por infrações penais comuns. O STF deverá encaminhar esta denúncia para a Câmara dos Deputados exercer o seu juízo político. É possível que, antes desse envio, o STF analise questões jurídicas a respeito desta denúncia, como a validade dos elementos informativos (“provas”) que a embasaram? NÃO. Não há possibilidade de o STF conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada pelo Presidente antes que a matéria seja examinada pela Câmara dos Deputados. O juízo político de admissibilidade exercido pela Câmara dos Deputados precede a análise jurídica pelo STF para conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada pelo denunciado. A discussão sobre o valor probatório dos elementos de convicção (“provas”), ou mesmo a respeito da validade desses elementos que eventualmente embasarem a denúncia, constitui matéria relacionada com a chamada “justa causa”, uma das condições da ação penal, cuja constatação ou não se dará por ocasião do juízo de admissibilidade, a ser levado a efeito pelo Plenário do STF após eventual autorização da Câmara dos Deputados. STF. Plenário.Inq 4483 QO/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 20 e 21/9/2017 (Info 878). 44576 44576 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1 M AR IA N A SA N TO S C AS TR O D A SI LV A 13 32 33 37 61 1