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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Isolamento viral – Cultura celular Os vírus só conseguem se multiplicar em sistemas vivos Cultura em células → inocula-se os vírus em uma camada simples de células Método clássico e demorado Observação da propagação viral em culturas de células permissivas O efeito citopático observado se refere a alterações na morfologia em células individuais ou grupos de células induzidas pela infecção viral, as quais são observadas ao microscópio óptico Coleta: Cuidados → espécime, tempo de infecção e conservação Ex: vírus respiratórios → aspirado de nasofaringe, coleta até 7 dias de infecção e colocar em gelo Processamento: eliminação de bactérias, fungos e resíduos celulares Faz uma centrifugação e coloca em cultura celular → efeito citopático (multiplicação do vírus) Identificação: faz a identificação da presença do vírus; exemplo → imunofluorescência Efeito citopático: alteração morfológica na monocamada celular devido a multiplicação viral É indicativo da replicação viral Dá uma indicação sobre o vírus que foi isolado Métodos rápidos Detecção de antígeno viral Detecção de anticorpos Observação de partículas virais Pesquisa de ácido nucleico vital Detecção de antígeno viral Imunofluorescência indireta Os anticorpos marcados são chamados de conjugados Isotiocianato de fluoresceína → mais usado Utiliza anticorpos marcados com corantes fluorescentes para revelar a formação de um imunocomplexo vírus-anticorpo A IF indireta é uma técnica usada para a identificação de antígeno ou detecção de anticorpo Vírus respiratórios Primeira etapa: O soro do paciente (ou anticorpos específicos) é adicionado a células infectadas fixadas a uma lâmina de microscópio Após a incubação, as lâminas são lavadas para remover os anticorpos não ligados Segunda etapa: Um anticorpo anti-imunoglobulina conjugado com fluoresceína é adicionado O tipo do conjugado é determinado pela espécie do anticorpo usado na primeira etapa Após a incubação e lavagem, o esfregaço é observado no microscópio de fluorescência Se o soro do paciente apresentar anticorpos específicos para o vírus fixado à lâmina na primeira etapa, estes se ligarão ao antígeno e o conjugado irá se ligar ao complexo, possibilitando a observação da fluorescência Vantagens: Mais barata que a direta e com sensibilidade maior Não é preciso obter um antissoro conjugado com o corante fluorescente para cada tipo de vírus Imunofluorescência direta: Identificação de antígenos viris Um conjugado de especificidade conhecida é adicionado a células infectadas por vírus que estão fixadas a uma lâmina de microscópio LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG ELISA Ensaio imunoenzimático Detecção de antígeno viral Envolve anticorpos conjugados com enzimas o Conjugado: anticorpo + enzima Ex: HBsAg – hepatite B O resultado é observado por mudança de cor produzida pela ação da enzima sobre o seu substrato Baseia-se na detecção do imunocomplexo fixo em um suporte, usando para isso um anticorpo conjugado a uma enzima Adiciona peróxido de hidrogênio Reação colorimétrica Quanto mais antígeno, mais forte vai ficar a cor A enzima mais usada é a peroxidase Método: 1- A superfície do poço é coberta com um anticorpo 2- Adição dos antígeno → se tiver ele vai se ligar com o anticorpo 3- Adição de anticorpos de ligação enzimática que vão se ligar ao complexo anticorpo-antígeno 4- Um substrato específico da enzima é adicionado → reação → mudar de cor Imunocromatografia – teste rápido Baseia-se no fluxo lateral da amostra que ocorre por capilaridade em uma membrana de nitrocelulose Anticorpos são imobilizados em uma membrana de nitrocelulose formando linhas teste (anticorpo antivírus) e controle (anticorpo anti-detector) A amostra é adicionada a um local do cassete que contém um anticorpo específico para o vírus pesquisado conjugado a ouro coloidal (detector) o Esse anticorpo é diferente daquele usado na linha-teste e se liga a um epítopo diferente no vírus Se o vírus estiver presente ele vai reagir com o conjugado (anticorpo – ouro coloidal) formando um imunocomplexo Esse imunocomplexo vai migrar através da membrana e irá reagir com outro anticorpo vírus-específico imobilizado na linha teste do cassete, produzindo uma banda visível Os conjugados não ligados continuam migando até a linha-controle na qual irão reagir com o anticorpo antidetector O teste é positivo quando as duas linhas se tornam visível Detecção de anticorpos Pesquisa no soro Certas infecções virais produzem IgM em fase aguda e posteriormente produzem IgG. Assim, um teste que revele a presença de IgM indica que a fase aguda da infecção, ou seja, o vírus está presente no corpo. O IgM pode ser detectado por ELISA ou por imunocromatografia (teste rápido). IgM – fase aguda (ex: rubéola, sarampo) Dengue → ELISA, imunocromatografia IgG Soroconversão (ex: rubéola, sarampo) Quando não tem teste para IgM Soros pareados Coleta o sangue separa o soro e congela, 15 a 21 dia depois coleta outra amostra LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Se o título da segunda amostra for 4 vezes maior que o da primeira = soroconversão (aumento significativo) → indica que o indivíduo está atualmente infectado com o vírus Em caso de infecções passadas da o mesmo título Observação de partículas virais Algumas infecções produzem materiais ricos em partículas viriais, como as fezes Microscopia eletrônica ou imunocroscopia eletrônica Microscopia eletrônica Ex: gastroenterite → preparação de uma suspenção de fezes e olhar no ME Pesquisa de ácido nucleico viral Eletroforese em gel de poliacrilamida Utilizada para vírus de genoma segmentado o Ex: rotavírus e reovírus Ocorre dentro de uma matriz ou gel O gel é submerso em um tampão que possui íons para a corrente passar e também para manter o pH mais ou menos constante. O material vai passar através do gel, sendo carreado pela corrente elétrica (o material tem que ter carga) → vão ser classificada de acordo com o tamanho e forma Gel composto de agarose ou poliacrilamida Poliacrilamida • A poliacrilamida é um polímero de ligação cruzada de acrilamida → poros menores, podem ser usadas para proteínas, DNA • Vertical • Difícil de preparar → placas de vidros • Potente neurotóxico • Alta capacidade de separação e alta resolução PCR Reação em cadeia pela polimerase → é uma técnica de amplificação usada para sintetizar, in vitro, sequências específicas de DNA Extração de DNA Extração de RNA e em seguida faz um DNA complementar usando uma transcriptase reversa (cDNA) Amplificação enzimática Termociclador – coloca DNA, nucleotídeos, primer específico e enzimas (polimerases) no tubo de ensaio Esquenta para 90° para desnaturar as fitas do DNA → separação das fitas O primer se liga à sequência alvo quando a temperatura vai pra 50° Eleva para 70° onde a polimerase tem atividade ótima para fazer a fita complementar → aumenta mais a temperatura e desnatura Em caso de PCR convencional, faz uma eletroforese com as amostras A PCR em tempo real é um sistema baseado na detecção e quantificação de um sinal fluorescente → agente ligante de DNA • Durante a síntese das fitas já emite a fluorescência • Não precisa de eletroforese • Determina a carga viral • A leitura é feita simultaneamente à amplificação Sequenciamento • Caracterização viral • Sequência de nucleotídeos dos vírus • Leitura das bases do material genético • É possível determinar o vírus que está causando a infecção